Condenando o euro
15 de maio de 2012 | 17h50
Paul Krugman
Neste ponto um argumento que era considerado ultrapassado – que o ajustamento da zona do euro não será possível a menos que a meta de inflação seja elevada - agora está tendo um amplo apoio, embora não de players cruciais. Uma inflação significativamente acima de 2% é quase que seguramente a condição necessária (embora não suficiente) para o euro sobreviver.
Então, o que vem ocorrendo com as expectativas de inflação do euro? Podemos examinar o equilíbrio das contas alemãs – a diferença em termos de rendimento entre os títulos alemães – sem dúvida vistos como seguros – e os títulos alemães indexados à inflação na zona do euro. Que atualmente aponta para uma taxa de inflação esperada durante os próximos cinco anos de 1,3% – excessivamente baixa para tornar viável a sobrevivência do euro.
Então, como esse equilíbrio evoluiu com o tempo?

Possivelmente foi entrando num território plausível em 2011 e depois caindo para níveis que com certeza condenaram o euro.
E o que sucedeu em abril de 2011? Os BCE – Banco Central Europeu elevou as taxas, embora fosse óbvio que o aumento da inflação era um contratempo temporário estimulado pelos preços das commodities. Este foi um claro sinal de que a obsessão com a estabilidade de preços estava mais forte do que nunca. E que significava, no final, uma perda de esperança.
Credibilidade!
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