<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Patricia  Palumbo</title>
	<atom:link href="http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo</link>
	<description>Música brasileira é aqui</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Mar 2012 21:26:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Márcia Castro e seu Coração Selvagem</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/marcia-castro-e-seu-coracao-selvagem/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/marcia-castro-e-seu-coracao-selvagem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 14:14:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cantoras]]></category>
		<category><![CDATA[cd]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
		<category><![CDATA[De Pés no Chão]]></category>
		<category><![CDATA[Marcia Castro]]></category>
		<category><![CDATA[vozes do brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Vozes em Casa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=2015</guid>
		<description><![CDATA[Mais um programa pra ouvir com prazer. Márcia Castro veio fazer o Vozes em Casa e fizemos quase um faixa a faixa do seu novo cd “De Pés no Chão”. Esse é o segundo cd de sua carreira e tem patrocínio Natura Musical. O show de lançamento foi em Salvador no Teatro Castro Alves com cenário de Fábio Delduque e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<div>
<p><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/img_6514.jpg" target="_parent"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/img_6514.jpg?w=300&amp;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Mais um programa pra ouvir com prazer. <strong>Márcia Castro </strong>veio fazer o <strong>Vozes em Casa</strong> e fizemos quase um faixa a faixa do seu novo cd <strong>“De Pés no Chão”.</strong><br />
Esse é o segundo cd de sua carreira e tem patrocínio Natura Musical. O show de lançamento foi em Salvador no Teatro Castro Alves com cenário de Fábio Delduque e direçnao de Gero Camilo e Paula Cohen. Esperamos que o show chegue em São Paulo com toda pompa e circunstância.</p>
<p>Para ouvir o programa siga esse link:  <strong><a href="http://patriciapalumbo.com">VOZES EM CASA COM MARCIA CASTRO </a></strong></p>
<div><strong><br />
</strong></div>
<p><strong>O Coração Selvagem de Márcia Castro</strong><br />
Foi naquele pequeno e histórico porão que era o teatro Crowne Plaza que vi<strong>Márcia Castro</strong> pela primeira vez. A jovem cantora baiana fez uma temporada e virou cult na cidade de São Paulo. Demorei pra ir mas no momento em que ela entrou, como todos os outros, fiquei absolutamente surpresa, enfeitiçada e comovida com sua presença no palco.</p>
<p>Uma moça diferente, uma garota moderna, contemporânea, sem nenhum traço do convencional, do esperado e conhecido tempero da música de sua terra mas com aquela marca da verdadeira baiana de Geraldo Pereira, a que entra na roda e sabe deixar a mocidade louca. Ela tem qualquer coisa daquela <strong>Gal Costa</strong> anos 70 que gravava <strong>Wally Salomão</strong> e <strong>Jards Macalé </strong>e que foi a musa de um exilio jovem e contracultural.<br />
Marcia Castro tem esse lugar um pouco pela escolha do repertório e mais na atitude que revela liberdade. Tem aquela voz que você quer ouvir cantando as suas preferidas e algumas das minhas ela já cantou. No Crowne ouvi <strong>Lágrimas Negras</strong>, de <strong>Mautner</strong> e <strong>Jacobina</strong>, com <strong>Tom Zé</strong> ela cantou O Filho do Pato no Estudando a Bossa, do repertório das canções de <strong>Marina Lima</strong> fez Meu Doce Amor, de <strong>Itamar</strong> cantou a sensualissima Beijo na Boca com acento rock’n roll, trouxe pros nossos ouvidos carentes o melhor do bardo esquecido <strong>Belchior</strong>, e ao mesmo tempo visita seus contemporaneos como <strong>Luciano Salvador Bahia</strong>de quem gravou a excelente Queda.<br />
Inventou a <strong>Pipoca Moderna</strong>, uma reunião de cantoras que se frequentam, se admiram artisticamente e tem em comum o que ela chama de matriz negra, uma sonoridade afro/baiana/brasileira/contemporânea. Nessa organização de conteúdo se revela uma artista que pensa, que tem estofo para a reflexão sobre seu oficio.<br />
Ao mesmo tempo é um animal em cena. É o próprio <strong>Coração Selvagem</strong> de Belchior, o anjo rebelde, o arco iris, a que esconde um beijo embaixo do blusão.</p>
<p>O que ela apresenta nos palcos não cabe nos discos. Por isso não se pode conhecer Marcia Castro só nos cds. É pouco.<br />
Há que se ouvir seu repertorio de outsiders numa noite fria do <strong>Festival de Arte da Serrinha</strong> ou num palco de praia em Salvador pulando <strong>Doces Bárbaros</strong>.<br />
Marcia chega ao segundo disco trazendo na sua música a já tradicional mistura dos <strong>Novos Baianos</strong> com as bençãos do pop contemporâneo, indo mais longe. Nós, na massa, vamos logo atrás.</p>
<p><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/29512701.jpg" target="_parent"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/29512701.jpg?w=500" alt="" /></a>No portal <a href="http://www.naturamusical.com.br/" target="_parent">Natura Musical</a> tem Preta Pretinha pra download. <img src="http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif?m=1336659725g" alt=":)" /><br />
E aqui na <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/busca/busca.asp?palavra=marcia+castro&amp;tipo_pesq=3&amp;tipo_pesq_new_value=false&amp;tkn=0" target="_parent">Livraria Cultura</a> um link pra comprar o cd “<strong>De Pés no Chão</strong>“</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/marcia-castro-e-seu-coracao-selvagem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quer conhecer boa musica? Vá aos shows.</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/quer-conhecer-boa-musica-va-aos-shows/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/quer-conhecer-boa-musica-va-aos-shows/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 15:17:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=2008</guid>
		<description><![CDATA[Acabo de chegar do Rio de Janeiro onde assisti a estréia carioca da turnê Chão, o mais recente trabalho do pernambucano Lenine. O  cd é cheio de interferências sonoras que comentam e ilustram as canções. Um canário belga chamado Frederico foi um dos responsáveis por todo esse movimento. Durante as gravações da faixa Amor é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="/patricia-palumbo/wp-content/blogs.dir/259/files/Lenine_Ch__o2.jpeg"><img src="/patricia-palumbo/wp-content/blogs.dir/259/files/.thumbs/.Lenine_Ch__o2.jpeg" alt="Lenine_Ch__o2.jpeg" width="144" height="96" border="0" /></a></p>
<p>Acabo de chegar do Rio de Janeiro onde assisti a estréia carioca da turnê Chão, o mais recente trabalho do pernambucano Lenine. O  cd é cheio de interferências sonoras que comentam e ilustram as canções. Um canário belga chamado Frederico foi um dos responsáveis por todo esse movimento. Durante as gravações da faixa Amor é Pra Quem Ama o canário cantou loucamente, interagindo com a melodia. Ganhou participação especial no disco e ainda levou Lenine a buscar outras intervenções: uma cigarra, uma chaleira, uma motoserra, passos&#8230; E, inquieto como ele é, resolveu que o show só seria perfeito se esses sons pudessem percorrer o teatro levando para o público a experiência completa.  Assim foi. No histórico teatro Casa Grande no Leblon pude ouvir Frederico, a cigarra e a chaleira ao lado das guitarras e outros bichos do genial Jr.Tostoi e do baixo e outras inúmeras invenções suingadas de Bruno Giorgi, um dos filhos de Lenine e produtor de Chão.</p>
<p>Esse cuidado com o espetáculo, que teve direção de arte de Paulo Pederneiras (Grupo Corpo) refletem o cuidado com a obra e o respeito com o público. Lenine é um desses inventores de sons, um artista completo. Um cantautor que sabe como poucos se reinventar. E não por acaso tem na platéia um ícone como Milton Nascimento, a voz do famoso bordão: “todo artista deve ir até onde o povo está”.</p>
<p>Sai de lá pensando em tantos shows que eu já vi. Lembrei de Vanessa da Mata que hoje canta pra milhares de pessoas, se apresentando pra meia dúzia num teatrinho de escola de inglês na Vila Madalena. E lembrei do show de Chico Buarque em São Paulo em grande temporada como quase nenhum outro artista faz hoje em dia. Crônicas em profusão nos jornais. Homens enciumados falando da barriguinha dele, mulheres suspirando por seus olhos. E os versos? Imbatíveis. Na platéia gerações se rendendo aos encantos do nosso bardo maior. Helio Flanders, Criolo, Cida Moreira, Karina Buhr, todos igualmente emocionados com o mestre, aquele mesmo que já disse que a canção morreu&#8230;</p>
<p>Karina me contou que assistia aos shows do Chico em Recife pulando os muros e toureando seguranças. Ela e as amigas do colégio, ainda de uniforme, também viram o show de Tom Jobim e a Nova Banda e ganharam autógrafo numa embalagem de biscoito.</p>
<p>Não há melhor ocasião pra entender a obra de um artista do que o show. Nem mesmo os discos gravados ao vivo substituem essa experiência. É ali que se dá o recado completo. Com o figurino, a iluminação, o cenário, a conversa musical com os músicos da banda, e essa cumplicidade pode ser apreciada, vivenciada pelo fã. Porque o que acontece no estúdio, ou no momento da composição, a gente só pode imaginar. E muitas vezes, imagina errado. Exemplo divertido é de um clássico da musica pop que ganhou versão bossa and roll de Rita Lee: Every Breathe You Take, do Police. Quase todo mundo que ouve ou cantarola essa balada pensa num deliciosa história de amor. Pois o autor, Sting, tinha na cabeça um personagem obcecado, quase um psicopata.</p>
<p>Mas é como diz nosso velho Chico, não importa se ainda estão juntos a pequena de cabelos cor de abobora e o senhor de cabelos brancos, o blues já valeu a pena.</p>
<p>Pensando em tudo isso, termino esse texto correndo pra assistir no pequeno auditório do SESC Vila Mariana o show de Gui Amabis. Produtor de muita gente bacana da novíssima turma ele agora se lança cantor e compositor e está fazendo bonito. Seu cd de estréia, Memórias Luso Africanas, tem participações de Céu, Tulipa Ruiz, Criolo, Lucas Santana, só gente boa. Vou lá pra ver. Ao vivo é sempre melhor.</p>
<p><strong>*texto publicado no Caderno C2+Musica do Estadão do ultimo sábado, dia 24/03/2012 </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/quer-conhecer-boa-musica-va-aos-shows/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rádio feito em casa.</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/radio-feito-em-casa/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/radio-feito-em-casa/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 20:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[musica brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
		<category><![CDATA[Domenico]]></category>
		<category><![CDATA[Kassin]]></category>
		<category><![CDATA[Lenine]]></category>
		<category><![CDATA[Letieres leite]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Santtana]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Aydar]]></category>
		<category><![CDATA[Passo Torto]]></category>
		<category><![CDATA[vozes do brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Vozes em Casa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=2005</guid>
		<description><![CDATA[O Vozes do Brasil já tem quase 15 anos e até por isso mesmo já teve vários formatos. Já foi diário e ao vivo, já foi de dia, de noite, já foi feito em auditório e em estúdios bacanérrimos como o Outra Margem de Paulinho Lepetit. Hoje ele é feito em casa. Na minha mesmo. Recebo os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<div>
<div>
<h1><span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;font-weight: normal">O <strong>Vozes do Brasil</strong> já tem quase 15 anos e até por isso mesmo já teve vários formatos. Já foi diário e ao vivo, já foi de dia, de noite, já foi feito em auditório e em estúdios bacanérrimos como o Outra Margem de Paulinho Lepetit. Hoje ele é feito em casa. Na minha mesmo. Recebo os músicos num pequeno estúdio que montei com computador, mesinha de 4 canais e dois microfones cardióides (terminologia recém aprendida por esta vos escreve e que usa tais instrumentos há quase 30 anos!).</span></h1>
<div>
<p>Tem sido uma delícia! Não só pela evidente facilidade e privilégio que é trabalhar em casa numa cidade como São Paulo mas principalmente pela possibilidade do encontro. Recebo em meu programa e em minha casa, artistas que eu admiro, pessoas que eu adoro conhecer. <strong>Kassin</strong> me trouxe docinhos pra tomar com café, com os meninos do <strong>Passo Torto</strong> fiz uma grande mesa de conversa na sala,<strong>Lenine</strong> ficou tentando arrumar as caixas do meu rádio mais antigo, <strong>Domenico</strong>ficou trocando impressões sobre nossa origem italiana comum, <strong>Mariana Aydar</strong>me trouxe <strong>Letieres Leite</strong>, <strong>Filipe Catto</strong> foi comigo pra cozinha, <strong>Lucas Santanna</strong> adorou a minha cachorrinha golden… e eu só estou contando das últimas.<br />
A música é a arte da conexão, me disse hoje o maestro Letieres. Entre as pessoas e com o divino, como bem lembrou Lenine. E conectados que estamos, esses encontros correm pro Instagram, pro Facebook, pro Twitter e criam expectativa pra audição dos programas gravados aqui.<br />
A rede Vozes do Brasil no rádio já tem 7 emissoras e seguimos correndo atrás pra aumentar esse número de parceiros. Quanto mais gente conectada pela música, melhor. Seja pela internet, pelo rádio ou assim de pertinho como no <strong>Vozes em Casa</strong>.<br />
Letieres queria que fosse ao vivo. Eu também. Uma hora dessas a gente começa a por no ar essas gravações na hora mesmo em que elas acontecem. Como diz meu amigo <strong>Rodrigo Savazoni</strong>, especialista no assunto tecnologia, preciso chamar um moleque que entenda disso!</p>
<p><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/p1130621.jpg" target="_parent"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/p1130621.jpg?w=150&amp;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/p1130647.jpg" target="_parent"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/p1130647.jpg?w=150&amp;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/p1130631.jpg" target="_parent"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/p1130631.jpg?w=150&amp;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/p1130642.jpg" target="_parent"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/03/p1130642.jpg?w=150&amp;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a></p>
<div></div>
<div>
<div>
<h3></h3>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/radio-feito-em-casa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Mundo Novo Antigo de Filipe Catto</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/o-mundo-novo-antigo-de-filipe-catto/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/o-mundo-novo-antigo-de-filipe-catto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 15:11:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cd]]></category>
		<category><![CDATA[musica brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=1999</guid>
		<description><![CDATA[ Filipe Catto na gravação do Vozes do Brasil. Para ouvir siga o link. &#160; Porto Alegre é um manancial. Por ali nascem, crescem e se reproduzem talentos que muitas vezes ficam por lá, satisfeitos. Não foi assim com Filipe Catto. Quando se viu pronto lançou pela internet um ep para dowload gratuito e fez barulho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="/patricia-palumbo/wp-content/blogs.dir/259/files/2012/399870_293443930719386_185942848136162_764564_944157158_n.jpg"><img src="/patricia-palumbo/wp-content/blogs.dir/259/files/2012/.thumbs/.399870_293443930719386_185942848136162_764564_944157158_n.jpg" alt="399870_293443930719386_185942848136162_764564_944157158_n.jpg" width="96" height="96" border="0" /></a> Filipe Catto na gravação do Vozes do Brasil. Para ouvir siga o <a href="http://patriciapalumbo.com">link.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porto Alegre é um manancial. Por ali nascem, crescem e se reproduzem talentos que muitas vezes ficam por lá, satisfeitos. Não foi assim com Filipe Catto. Quando se viu pronto lançou pela internet um ep para dowload gratuito e fez barulho na imprensa de todo Brasil. Esperteza de um jovem veterano.</p>
<p>Ainda menino cantava em bailes e festas com o pai e numa de suas primeiras experiências enfrentou uma platéia de 3 mil pessoas. Nenhuma timidez. Foi criado para isso, jamais pensou em fazer outra coisa da vida que não cantar e compor. Daí a sua naturalidade impressionante. Filipe domina o microfone, a dinâmica da banda e tem carisma de sobra para calar a audiência mais barulhenta, no palco se sente em casa.</p>
<p>Sua voz de timbre raro, seu canto afinadíssimo, estão à serviço de um discurso coerente. Dramático sem ser nostálgico, atitude rock’n roll com a sofisticação estética de um Oscar Wilde contemporâneo. Suas leituras de Hilda Hilst ou Caio Fernando Abreu se misturam às crônicas de um cotidiano romântico e compoem um repertório  cheio de charme e crueza. Filipe gosta de falar de amor. Do amor entregue, da paixão desregrada, passional. Pra isso se serve do tango, do samba canção e do blues. Brinca com gêneros e ritmos levando muito a sério a missão do intérprete. É um cantor que se dá para à canção como fazem suas musas e referências para o ofício: Cássia Eller, Elis Regina, Janis Joplin, Bethânia, P.J.Harvey, Maysa. Sem fronteiras para épocas e estilos. Qualquer coisa entre Dolores Duran e Amy Winehouse.</p>
<p>Filipe é um contratenor, uma definição que se aplica muito mais à música erudita do que à popular, mas tecnicamente falando é um cantor de voz especialmente extensa que atinge graves de barítono ou baixo se quiser, mas que lembra uma voz feminina de registro mais grave. Segundo Suely Mesquita, cantora, compositora e preparadora vocal, o cantor com esse tipo de voz incomum tem a capacidade de comover com a delicadeza e as nuances de timbre que se prestam muito bem a efeitos dramaticos. Mas é claro que não basta ter esse registro de voz para gerar impacto na platéia, é necessário ter estilo e expressão própria, o que não é problema para Filipe Catto. Há quem se apaixone por ele só de ver um videozinho no Youtube.</p>
<p>E esse jovem letrista, que admira Chico Buarque, é um compositor que não tem medo da palavra, diz que gosta de falar de sentimentos inconfessáveis. Essa coragem, ou despudor juvenil, lhe confere uma personalidade encantadora e fascinante. É ele mesmo um personagem, um poeta de séculos passados usando jeans e tenis All Star. Bonito e sedutor como um jovem Rimbaud. Com a liberdade dos artistas de seu tempo &#8211; que hoje tem o privilégio de fazer música por amor a arte e não para atender as demandas de um mercado falido, Filipe canta a sua verdade, e é esse o mundo que queremos conhecer. Uma Saga que, na verdade, está só começando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>FILIPE CATTO – FOLEGO (o disco faixa a faixa)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de dito isso tudo vamos ao disco de estréia.  Filipe já vem com duas músicas em novela, o que não é pouco pra um artista que se lança agora comercialmente.</p>
<p>Está impresso aqui o desejo de gravar ao vivo, com a intensidade da criação, com o espírito que ele tem no palco. Filipe tem um gestual importante pra sua interpretação, ele precisa de espaço pra cantar, pra se expressar  por completo. E se entregar pra canção é técnica vocal pra ele. Cantou num microfone de show sem errar, sem desafinar com todas as manhas, toda a respiração registrada. Ele gosta de ritualizar as canções, pensar roteiros,  filmes, personagens.</p>
<p>A banda se reuniu no estúdio com a produção de Dadi e Paul Ralphes e os arranjos foram feitos ali. A partir desse encontro o disco tem uma dramaticidade pop que se ouve pelas 15 faixas. Fôlego passeando solto, livre e feliz por vários gêneros.</p>
<p>O recado é simples, “eu sou Filipe Catto e é isso aqui, eu canto”. E como canta!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>01-Adoração </strong></p>
<p>(Filipe Catto)</p>
<p>É uma canção de amor com acorde maior, de tesão e alegria, uma melodia antiga que ganhou letra dias antes de entrar no estúdio, me lembra uma boa balada pop de Belchior. Delicioso coro de Blubell e Marcia Castro</p>
<p><strong>2-Gardênia branca </strong></p>
<p>(Filipe Catto)</p>
<p>Gardenia Branca é uma homenagem a Billie Holiday e a Elza Soares, musas de Filipe Catto. A heroina é a mulher. A letra veio toda na cabeça numa caminhada há dez anos enquanto Filipe lia a biografia de Billie. Lindo o banjo de Fabá Gimenez.</p>
<p><strong>3-Johnny, Jack &amp; Jameson </strong></p>
<p>(Filipe Catto)</p>
<p>Um outro Filipe, morador de Nova Iorque, boêmio e bebedor , fez a música de brincadeira no violão e virou uma das mais pedidas em seus shows.</p>
<p><strong>4-Redoma </strong></p>
<p>(Filipe Catto)</p>
<p>Uma canção muito antiga, uma cama perfeita pro intérprete mostrar toda sua voz. Se tivesse cor seria um azul profundo, se fosse um brinquedo seria um carrossel. Lúdica e apaixonada. As guitarras de Gui Held e Dadi conversam a respeito.</p>
<p><strong>5-Juro por Deus </strong></p>
<p>(Filipe Catto)</p>
<p>Um samba de pandeiro e voz que virou um blues e que vira um samba depois que a personagem muda de atitude. A letra veio de sopetão numa horinha de espera.  Mais uma heroina safada, esperta. Adriano G</p>
<p><strong>6- 2 Perdidos </strong></p>
<p>(Dadi /Arnaldo Antunes)</p>
<p>Musica que não precisa de ornamentos, uma letra simples, melodia fácil e diz tudo. Balada soul com acento Cat Power. Pop perfeito com a base clássica do baixo de Deco Telles e a bateria de Thiago Rabello.  O mix vem nas teclas de Adriano Grineberg.</p>
<p><strong>7-Alcoba azul </strong></p>
<p>(Hernan Bravo Varela)</p>
<p>Da trilha Sonora do filme Frida, o tango entre duas mulheres vira aqui um encontro mais rock’n roll, com couro e motocicletas.</p>
<p><strong>8-Saga </strong></p>
<p>(Filipe Catto)</p>
<p>Saga entrou na trilha sonora da novela Cordel Encantado ao lado de icones como Caetano, Gil e Zé Ramalho. Uma música forte que já abriu as portas pro cantor e compositor, pro seu estilo e força e não poderia ficar de fora. Ganhou novo arranjo com violoncello de Marcos Ribeiro, bandoneon  de Carlittos Magallanes e</p>
<p>percussão de Filipe Catto  e  Sérgio Guidoux</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>9-Nescafé </strong></p>
<p>(Alexandre Kumpinski / Ian Ramil / Diego Grando / Marcelo Souto)</p>
<p>Versao da banda Apanhador Só, despida, nua, a letra diz muito mais. Filipe ouviu no show e se apaixonou. Guitarra, piano e voz. De rasgar o coração mas na maior elegância.</p>
<p><strong>10-Garçom </strong></p>
<p>(Reginaldo Rossi)</p>
<p>Garçom – Arranjo que destaca o clima da canção, a letra evidencia com a qualidade do cantor, acento Maysa pra um sucesso brega. Fossa num bar de beira de estrada. Piano, orgao e Wurlitzer de Adriano Grineberg.</p>
<p><strong>11-Crime passional </strong></p>
<p>(Filipe Catto)</p>
<p>Da mesma fase de Saga mas composta por um observador. Resultado da pesquisa sobre tango, samba e samba canção que foi mostrada no primeiro EP.  A balada é do personagem. Dadi Carvalho assume o baixo, cavaquinho e pandeiro  de André Ressel se misturam ao violoncello  de Flavio DePaoli e ao Bandolim  de Sérgio Guidoux .</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>12- Roupa do corpo </strong></p>
<p>(Filipe Catto)</p>
<p>Um samba, mais um dedicado a Elza Soares, nossa heroina. Ao contrario da mulher que aparece nos sambas tradicionais, ela aqui é aquela que vai, ela é o malandro. Percussão de Guga Machado.</p>
<p><strong>13-Rima rica frase feita </strong></p>
<p>(Nei Lisboa)</p>
<p>Atmosfera Angela Ro Ro, canção do gaucho Nei Lisboa gravada com a lembrança de Cássia Eller pairando pelo estúdio. Pra selar a pluralidade!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>14-Dia perfeito </strong></p>
<p>(Marcelo Gross)</p>
<p>Alto astral, o cantor deita e rola, se diverte com a ironia. Mais uma tirada do rock’n roll , uma homenagem aos tempos de loucura adolescente em Porto Alegre, ainda assim com as bençãos de Nina Simone misturando lindamente  piano com  percussão</p>
<p><strong>15-Ave de prata </strong></p>
<p>(Zé Ramalho)</p>
<p>O maravilhoso cancioneiro de Zé Ramalho visitado por Filipe Catto por intermédio de Elba. Essa maravilha estava no primeiro disco dela e foi pescada de lá. Momento de conexão com o divino. O violão de Dadi faz participação preciosa.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/o-mundo-novo-antigo-de-filipe-catto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>LIRINHA NO VOZES EM CASA</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/lirinha-no-vozes-em-casa/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/lirinha-no-vozes-em-casa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 12:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cd]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
		<category><![CDATA[Lira]]></category>
		<category><![CDATA[Lirinha]]></category>
		<category><![CDATA[vozes do brasil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=1995</guid>
		<description><![CDATA[No Vozes do Brasil faço uma edição chamada Vozes em Casa quando recebo os artistas no meu estúdio pra falar dos novos discos, pra tocar alguma coisa, pra conversar. O Vozes vai pro ar em rede de São Paulo até Belém e na última semana foi pro ar a entrevista com o Lirinha pra falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<div>
<div>
<div>
<p><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/02/b7959bd004be11e1abb01231381b65e3_7.jpg" target="_parent"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/02/b7959bd004be11e1abb01231381b65e3_7.jpg?w=300&amp;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>No Vozes do Brasil faço uma edição chamada Vozes em Casa quando recebo os artistas no meu estúdio pra falar dos novos discos, pra tocar alguma coisa, pra conversar. O Vozes vai pro ar em rede de São Paulo até Belém e na última semana foi pro ar a entrevista com o Lirinha pra falar do cd <strong>LIRA</strong>, um dos melhores lançamentos de 2011, o primeiro solo de sua carreira. Um disco cheio de canções memoráveis, com participações incríveis como Otto e Angela Ro Ro, produção de Pupilo e o verbo desse grande compositor que é José Paes de Lira. No mesmo programa coloquei no ar uma música nova da Céu, faixa do &#8220;Caravana Sereia Blooom&#8221;, o retorno de Cris Braun depois de anos sem gravar cd e uma nova de Mariana Aydar com Dominguinhos pra falar do documentário sobre ele.</p>
<p>Pra ouvir o programa siga o <a href="http://patriciapalumbo.com">link aqui.</a></p>
<p>E pra baixar o disco e saber mais sobre LIRA entre no  <a href="http://www.josepaesdelira.net/#!" target="_parent">site oficial do Lirinha</a> que tem lindas fotos de Caroline Bittencourt.</p>
<div></div>
<div>
<div>
<h3></h3>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/lirinha-no-vozes-em-casa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nara Leão, cantora fundamental</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/nara-leao-cantora-fundamental/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/nara-leao-cantora-fundamental/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 14:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cantoras]]></category>
		<category><![CDATA[musica brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Nara Leão]]></category>
		<category><![CDATA[Ouvido Absoluto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=1993</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Suave e sofisticada. A serviço da letra da canção e cercada de maravilhosos musicos, arranjadores, compositores. Sempre do melhor. Aloysio de Oliveira a fez estreiar em disco no lendário selo Elenco.  Esteve no nascimento da bossa nova, recebendo, acolhendo, facilitando e assim que a bossa chegou nos discos já estava em outra. Foi tropicalista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Suave e sofisticada. A serviço da letra da canção e cercada de maravilhosos musicos, arranjadores, compositores. Sempre do melhor. Aloysio de Oliveira a fez estreiar em disco no lendário selo Elenco.  Esteve no nascimento da bossa nova, recebendo, acolhendo, facilitando e assim que a bossa chegou nos discos já estava em outra. Foi tropicalista de primeira hora e mesmo cantando Chico Buarque não andou nas ruas contra a guitarra. Do pop foi pro samba de Zé Kéti e nunca se acomodou.  Nara Leão foi um furacão.</p>
<p>Em contraste com sua aparência frágil e voz pequena, nessa mulher sobravam atitude e opinião. Recusou o título de musa da bossa nova o quanto pode e causou polemica defendendo o samba e  as letras mais engajadas já no começo da carreira. Vendia muitos discos, era um sucesso nacional e o público a identificava com a turma do cantinho e o violao. Já na estréia tinha certeza do direito de cantar o que quisesse, mas é inegável que seu jeito, independente do gênero, é o mais bossa nova de todos.  Em 64, um jornalista da revista Fatos e Fotos, José Carlos de Oliveira escreveu numa crônica sobre Nara: “Você não ilude ninguém, Nara, pois qualquer coisa que você cante vem cheia de mar, de flor, de Copacabana”.  Ela foi, sem querer, a primeira namoradinha do Brasil.</p>
<p>De verdade mesmo namorou na adolescência Roberto Menescal,  parceiro de toda vida e pra quem apresentou o jazz. Depois Ronaldo Bôscoli, que fez pra ela o Lobo Bobo. Boscoli a perdeu depois de uma turnê pela América Latina com Maysa. Essa, de olho e de caso com ele, armou uma chegada bombástica no Santos Dumont com jornalistas esperando por eles na pista. De braço dado com o noivo de Nara anunciou que iria se casar com ele. Mais uma das histórias saborosas que conta Sergio Cabral na definitiva biografia de Nara Leão, um livro indispensável pra entender vida e obra dessa grande mulher.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas voltando ao Canto Livre de Nara Leão (nome de seu segundo lp em 1965 com direção musical de Luiz Eça), seu jeito timido de cantar foi evoluindo e se fortalecendo sempre atrelado ao discurso. Cuidadosa e aplicada, teve aulas de música com o maestro Moacir Santos. Gostava da intensidade das canções mas deixava que a letra se impusesse por si. Nas audições com gravadoras sempre levava “Insensatez”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Com a dramaticidade no ponto certo era suave sempre. Mesmo cantando “eu , voce, nos dois sozinhos nesse bar a meia luz…”   em Fotografia, de Tom Jobim, que gravou em 71 em Paris com Roberto Menescal ao violão.  Essa música de 1967, do lp a Certain Mr.Jobim, foi gravada por Dick Farney, Sylvia Telles, Elis Regina em 68, Astrud Gilberto e depois por Mariana de Moraes, , Rosa Passos, Gal Costa, Paula Morelenbaum… um clássico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O repertório de Nara Leão apontava tendências e esteve sempre a frente, antecipando movimentos e lançando compositores. No Tropicalismo gravou Lindonéia, feita a seu pedido por Caetano e Gil sobre um quadro de Rubens Gershmann. A faixa entrou no Panis et Circensis e no lp de Nara todo arranjado por Rogério Duprat em 68. Nesse disco ela misturava “Mamãe Coragem”, de Caetano Veloso e Torquato Neto com “Odeon” de Ernesto Nazareth que ganhou letra de Vinicius de Moraes a pedido da cantora. Paulinho da Viola fez seu primeiro lp nesse mesmo ano e já em 69 ganhava de Nara a gravação de Coisas do Mundo Minha Nega. O samba abria o disco de Nara Leão e dava nome ao Lp. Coisas do Mundo trazia também Fez Bobagem, de Assis Valente, sucesso na voz da grande Aracy de Almeida – a Araca, Duquesa do Encantado (abro parentêses pra lembrar do livro de Herminio Bello de Carvalho que homenageia a cantora preferida de Noel Rosa e que deve fazer parte de toda biblioteca básica de um admirador da música brasileira, porque Aracy foi grande!)</p>
<p>Tarik de Souza escreveu muito bem sobre a sensibilidade de Nara Leão: “descobriu novatos, renovou esquecidos… e abriu a mente da multidão que a ouvia.”</p>
<p>Numa prova de psicologia, faculdade que cursou em 74, Nara escreveu sobre o uso da linguagem: “Pela palavra a comunicação se faz, mesmo que aquela encubra verdadeiros sentimentos. A palavra, muitas vezes é a saída. Mas ainda estamos longe de usar a linguagem como ela merece.”</p>
<p>Nara Leão é parte de uma linhagem nobre dentro da história da nossa música. Interpréte inteligente nas escolhas, musicalmente inovadora, afetiva e convicta.</p>
<p>Ele teria feito 70 anos agora em 19 de janeiro. Morreu em 89 deixando uma obra memorável que recomendo ouvir. Em 2001 a Universal lançou uma caixa  referência com seus primeiros discos e Fernanda Takai fez o lindo e premiado tributo “Onde Brilhem os Olhos Seus” em 2007. O site oficial de Nara Leão traz coisas incríveis como essa prova de psicologia que citei aqui e toda sua discografia (<a href="http://www.naraleao.com.br">http://www.naraleao.com.br</a>). Mesmo que Nara Leão não toque mais no radio, é fundamental ouvi-la. Talvez até por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>OBS: Esse texto foi publicado na coluna Ouvido Absoluto do Cadrno C2+Música do último sábado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/nara-leao-cantora-fundamental/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mais uma vez, Nara Leão.</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/mais-uma-vez-nara-leao/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/mais-uma-vez-nara-leao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 11:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cantoras]]></category>
		<category><![CDATA[musica brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Nara Leão]]></category>
		<category><![CDATA[Ouvido Absoluto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=1988</guid>
		<description><![CDATA[ Meu artigo no Caderno C2+ Música do Estadão deste sábado é sobre Nara Leão, cantora fundamental. E como é de praxe, mergulhei. Ouvi quase toda a caixa da Universal com seus primeiros discos e reli a biografia indispensável feita por Sérgio Cabral. Insensatez sempre foi uma das canções preferidas de Nara Leão e em suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="/patricia-palumbo/wp-content/blogs.dir/259/files/2012/02/Nara_Leao_-_Coisas_Do_Mundo__1969_Philips-150x150.jpg"><img src="/patricia-palumbo/wp-content/blogs.dir/259/files/2012/02/.thumbs/.Nara_Leao_-_Coisas_Do_Mundo__1969_Philips-150x150.jpg" alt="Nara_Leao_-_Coisas_Do_Mundo__1969_Philips-150x150.jpg" width="96" height="96" border="0" /></a> Meu artigo no Caderno C2+ Música do Estadão deste sábado é sobre Nara Leão, cantora fundamental. E como é de praxe, mergulhei. Ouvi quase toda a caixa da Universal com seus primeiros discos e reli a biografia indispensável feita por Sérgio Cabral. Insensatez sempre foi uma das canções preferidas de Nara Leão e em suas primeiras audições com gravadores era essa a canção que ela insistia em mostrar. O texto na íntegra sai no Ouvido Absoluto deste sábado.  Aqui <a href="http://patriciapalumbo.com/2012/02/08/nara-leao-cantora-fundamental/">nesse link</a> um trecho do programa Ensaio em que ela canta e conta boas histórias.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/mais-uma-vez-nara-leao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ai, Tom Jobim…</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/ai-tom-jobim%e2%80%a6/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/ai-tom-jobim%e2%80%a6/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 17:42:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Jobim]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=1985</guid>
		<description><![CDATA[Simplesmente tem que ir ao cinema pra ver esse lindo filme de Nelson Pereira do Santos e Dora Jobim. Tem que ir. Dizer o quanto é maravilhosa a obra de Tom Jobim é lugar comum mas enquanto esse filme passa a gente vai se dando conta da grandiosidade e da permanência desse legado. Elizeth cantando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<div>
<div>
<h2><span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;font-weight: normal"><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/01/402164_1814112249845_1751243043_888642_1822875277_n.jpg"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/01/402164_1814112249845_1751243043_888642_1822875277_n.jpg?w=150&amp;h=150" alt="" width="150" height="150" /></a>Simplesmente tem que ir ao cinema pra ver esse lindo filme de Nelson Pereira do Santos e Dora Jobim. Tem que ir. Dizer o quanto é maravilhosa a obra de Tom Jobim é lugar comum mas enquanto esse filme passa a gente vai se dando conta da grandiosidade e da permanência desse legado. Elizeth cantando Eu Não Existo Sem Você, Henry Salvador, Sylvinha Telles, Maysa, Frank Sinatra, Judy Garland, Ella Fitzgerald… Emocionante. E o filme é só música, uma belíssima coleção de imagens de relevância e beleza. É bonito ver Tom Jobim ao lado de Chico Buarque, muito novinho, defendendo Sabiá. Os dois cantando juntos, Chico inseguro e no final Tom lhe diz: vamos aplaudir, vamos aplaudir. Linda a foto da partitura em que Tom escreve da saudade de Vinicius, a foto em que ele aparece pescando ou aquela clássica com o casaco pendurado, o cigarro e o violão. Que homem lindo…</span></h2>
<div>
<p>Passarei os próximos dias ouvindo só Tom Jobim.</p>
<p><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/01/tom-jobim-pc3b4ster.jpg"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/01/tom-jobim-pc3b4ster.jpg?w=102&amp;h=150" alt="" width="102" height="150" /></a>Pra saber mais sobre o filme “A Música Segundo Tom Jobim” visite o portal <a href="http://www.naturamusical.com.br/">Natura Musical.</a> No Vozes do Brasil fiz uma entrevista com Dora Jobim e Nelson Pereira dos Santos que breve colocarei aqui na íntegra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
</div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/ai-tom-jobim%e2%80%a6/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Djavan no Vozes do Brasil volume 3.</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/djavan-no-vozes-do-brasil-volume-3/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/djavan-no-vozes-do-brasil-volume-3/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 17:38:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[musica brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Djavan]]></category>
		<category><![CDATA[vozes do brasil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=1978</guid>
		<description><![CDATA[Já está em produção o terceiro volume de entrevistas Vozes do Brasil. Estive com Djavan no Rio de Janeiro na véspera de seu aniversário e tive a sorte de presenciar a chegada do prêmio Grammy pelo disco Ária. Nessa foto ele folheia o Vozes do Brasil vol.2 que deixei de presente. Não posso deixar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/01/428931_1810509879788_1751243043_887599_766859628_n.jpg"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2012/01/428931_1810509879788_1751243043_887599_766859628_n.jpg?w=300&amp;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Já está em produção o terceiro volume de entrevistas <strong>Vozes do Brasil</strong>. Estive com Djavan no Rio de Janeiro na véspera de seu aniversário e tive a sorte de presenciar a chegada do prêmio Grammy pelo disco Ária. Nessa foto ele folheia o Vozes do Brasil vol.2 que deixei de presente. Não posso deixar de dizer aqui que o site oficial desse nosso querido é espetacular! Raras vezes consultei um site tão completo. Todos os discos com ficha técnica!!! Pra mim é o paraíso. Já escrevi sobre Djavan por ocasião do show que lhe rendeu mais esse Grammy. Estudando sua obra antes de fazer a entrevista me dei conta – outra vez – do quanto ele faz parte da minha vida com suas canções. Da minha e toda a torcida, claro. Releia o post aqui nesse link: <a href="http://patriciapalumbo.com/2010/09/21/djavan-esta-na-cidade/">Djavan Está na Cidade</a>. E veja aqui o <a href="http://www.djavan.com.br/site/">site do Djavan</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/djavan-no-vozes-do-brasil-volume-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nos 100 anos de Herivelto Martins, vamos lembrar do seu louco amor por Dalva de Oliveira.</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/nos-100-anos-de-herivelto-martins-vamos-lembrar-do-seu-louco-amor-por-dalva-de-oliveira/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/nos-100-anos-de-herivelto-martins-vamos-lembrar-do-seu-louco-amor-por-dalva-de-oliveira/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 18:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Patricia Palumbo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/?p=1973</guid>
		<description><![CDATA[Foi em 2010 que a tv Globo colocou no ar a história de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins contada por Maria Adelaide Amaral. Só perdi o primeiro capítulo e devo confessar que só não gostei mais do que vi por conta da minha própria ansiedade. Não é fácil ver uma cantora admirável, um ícone [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi em 2010 que a tv Globo colocou no ar a história de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins contada por Maria Adelaide Amaral. Só perdi o primeiro capítulo e devo confessar que só não gostei mais do que vi por conta da minha própria ansiedade. Não é fácil ver uma cantora admirável, um ícone como Dalva de Oliveira como uma mulher que dorme no carro enquanto o marido agarra uma cabrocha dentro da gafieira. E Herivelto como um conquistador compulsivo. Me interessam especialmente aqueles momentos em que o genial compositor faz a parceria de sucesso “Praça Onze” com Grande Otelo e ganha o carnaval concorrendo com Ataulfo Alves. Mas eu sei que a série não era sobre música, mas sobre um relacionamento amoroso, ou vários, permeados pela música.<br />
Sempre gostei dessa história, desse drama real e rodriguiano que rendeu tantos clássicos pra canção brasileira. Fico comovida com as composições que amigos de Dalva fizeram pra ela cantar ou ainda a maravilhosa “<strong>Segredo</strong>”, escrita pelo próprio Herivelto e seu grande parceiro Marino Pinto e que de certa forma deu origem à série de canções sobre sua história de amor em 1947. “Segredo” foi um grande sucesso da carreira de Dalva de Oliveira e uma das músicas pelas quais ela é conhecida até hoje ao lado de “<strong>Ave Maria no Morro</strong>”, também de Herivelto.<br />
Era uma grande dupla. Posso até dizer que Dalva esteve para Herivelto como Aracy de Almeida para Noel Rosa. Duas vozes tão particulares, personalíssimas e que traduziam muito bem o espirito de seus criadores preferidos. Dalva tinha uma extensão vocal assustadora, de contralto à soprano. Deu voz à primeira Branca de Neve em versão brasileira, um personagem inesquecível. Foi faxineira de salão de baile antes de começar a cantar, quase foi cantora lírica mas foi mesmo como a estrela Dalva que se tornou conhecida no Brasil todo e brilhou nas décadas de 40, 50 e 60. Com Herivelto Martins teve grandes sucessos e uma vida atribulada.<br />
<a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2010/01/images-5.jpg"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2010/01/images-5.jpg?w=500" alt="" /></a>O casal de separou durante uma viagem de trabalho. Eram muitas, sempre ovacionados, sempre em conflito. Dalva voltou ao Brasil em 1950 sem o marido compositor, e foi Vicente Paiva quem acreditou em seu retorno às paradas com a composição “<strong>Tudo Acabado</strong>”, de J.Piedade e Osvaldo Martins. Vicente Paiva (autor de Mamãe eu Quero e outros sucessos de Carmem Miranda) na época era diretor artístico da Odeon e deu um tiro certo. Dalva arrebentou com a canção, cantou pra fora das quatro paredes de “Segredo” todos os seus males de amor.<br />
<a href="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2010/01/images-6.jpg"><img src="http://patriciapalumbo.files.wordpress.com/2010/01/images-6.jpg?w=500" alt="" /></a>Francisco Alves já havia gravado “<strong>Caminhemos</strong>”, samba canção de 1947, onde Herivelto já anunciava o rompimento. Mas foi a partir da separação de fato que o ex-casal começa a expor suas diferenças. Não sei se fez bem a eles, mas para o repertório da canção brasilera foi uma maravilha. Exemplos: o bolero “<strong>Que Será</strong>”, de Marino Pinto e Mário Rossi que tem os famosos versos sobre a luz difusa do abajur lilás, e o samba “<strong>Errei sim</strong>”, que completa o título com “mas foste tu mesmo o culpado”, de Ataulfo Alves, ambas gravadas em 1950.<br />
Essas canções estiveram no ar outra vez por mérito da série de tv, o que me deixa imensamente feliz. No rádio, só mesmo no Vozes do Brasil ou nas emissoras públicas como a Cultura Am.<br />
Quer saber mais? Siga esse link para ler o texto sobre as <a href="http://patriciapalumbo.com/2010/01/07/as-cancoes-da-briga-dalva-e-herivelto/">letras da maravilhosa briga</a> que nos deu tantos clássicos. E viva <strong>Herivelto Martins</strong> que ontem, dia 30 de janeiro, completou seu centenário! Esse texto foi escrito em 2010 e resolvi copia-lo aqui pra lembrar desse nosso gênio da canção brasileira.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/patricia-palumbo/nos-100-anos-de-herivelto-martins-vamos-lembrar-do-seu-louco-amor-por-dalva-de-oliveira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

