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Patrícia Campos Mello

Foi uma revelação chocante.
A esquerda bebedora de Merlot achava que o presidente americano Barack Obama comia hambúrguer só para fazer média com a América Profunda. Mais ou menos como o Fernando Henrique Cardoso dizendo que adora buchada de bode. O intelectual descolado Obama, obviamente, tinha que ser fã de comida natureba da cadeia Whole Foods, tecidos reciclados, proteína de soja, e quetais.
Não exatamente.
“Vocês achavam que o presidente andava com um maço de rúcula no bolso, para fazer lanchinho?”, perguntou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
Obama enche a cara de cheeseburguer e doces cremosos na Casa Branca. Isso mesmo. E é por isso que o ultra-cool presidente americano está com o nível de colesterol relativamente alto, como revelou seu exame de saúde do último domingo. Sim, a primeira-dama Michelle Obama faz campanha contra obesidade infantil e come verduras da horta orgânica da Casa Branca. Mas Obama – surpresa – é falível! Ele adora comida gordurosa. Não consegue parar de fumar. Ah, e não consegue andar sobre a água, como muita gente acreditava.
Saber que Obama cultiva maus hábitos alimentares é apenas o aspecto mais prosaico da humanização do presidente americano. O próprio Obama está aprendendo, a duras penas, que ele é de carne e osso.
Desde o início, o presidente americano alimentou as já elevadíssimas expectativas de seus eleitores, ou seguidores, em relação ao que ele poderia fazer. Obama acreditou ter ganhado do povo americano um mandato sem precedentes para fazer mudanças radicais – e bastaria sentar-se no Salão Oval para que as ambiciosas reformas do Messias se concretizassem.
“Este foi o momento em que as águas dos oceanos pararam de subir e o planeta começou a sarar”. Foi com esse discurso humildezinho que ele selou sua vitória na indicação do partido democrata, em junho de 2008.
Hélas, um ano e meio depois, o aquecimento global não se reverteu. Obama, a propósito, não conseguiu sequer fazer o Congresso inteiro votar em uma lei de mercado de créditos de carbono. E está muito longe de conseguir adotar uma legislação climática.
“Este foi o momento em que começamos a dar assistência aos doentes e empregos aos desempregados”.
É, também esse sonho obamista está longe de se concretizar. O desemprego está beirando os 10%. Os doentes – no caso, cerca de 40 milhões de americanos sem seguro – vão continuar sem assistência por um bom tempo, pelo andar da carruagem da reforma de saúde.
Nada disso é surpreendente. O último presidente americano que conseguiu aprovar uma grande reforma no sistema de saúde foi Lyndon Johnson, em 1965, com o Medicare, que dá assistência a pessoas com mais de 65 anos.
Mas o círculo íntimo de Obama e o próprio presidente acreditaram na sua própira narrativa e só agora descobriram que governar é muito mais complicado do que fazer campanha.
Com Obama na Casa Branca, os oceanos ainda não pararam de pararam de subir, e os empregos teimam em não voltar.
O Presidente Obama, afinal, é humano.

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Acabo de chegar a Cancún para a Cúpula dos países da América Latina (Calc), ou Cúpula da Unidade, como foi batizada pelo anfitrião Felipe Calderón.
O México está decidido e impedir qualquer incidente de segurança aqui na Cúpula, onde estarão pelo menos 25 chefes de Estado, entre eles os presidentes Lula e Chávez.
“Meu Deus, para que tantas metralhadoras?”
Essa foi a reação de uma turista americana, a caminho de seu hotel. vários jipes e tanques do exército, devidamente paramentados com soldados de metralhadora em riste, estão espalhados pela estrada da Riviera Maya e pelos hoteis que vão abrigar os presidentes, jornalistas, e ministros.
Os mexicanos encaram a cúpula como uma oportunidade de reavivar o turismo no México, muito afetado por causa da violência e guerra de narcotraficantes que abalam o país. Daí a profusão de tanques, policiais, soldados e metralhadoras>

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No sábado à noite, fui assistir ao filme The Wolfman, com duas amigas. Trata-se de mais uma versão da história do lobisomem. E fora a fantástica eliminação do sotaque hispânico do Benício del Toro, enquanto Anthony Hopkins interpreta Anthony Hopkins pela enésima vez, o filme é anódino. A não ser pela quantidade de sangue. Nunca vi tantas eviscerações na tela. Era intestino para cá, crânio para lá, lacerações a rodo.

Mas o mais assustador não era o filme, era a plateia.

A certa altura, um lobisomem abocanha um fígado, e fica com o órgão poeticamente pendurado na boca. Em vez de arghs, ruídos de nojo ou gritos de horror, o que se ouvia no cinema? Risadas de crianças!

Havia várias crianças de menos de 12 anos espalhadas pelo cinema, assistindo àquele festival de violência. E dando risada. Muitas estavam com os pais que, a propósito, também estavam achando imensa graça naquele desfile de autópsias de gente viva

O filme tinha classificação R ,de restrito – crianças abaixo de 17 anos precisam ir acompanhadas dos pais porque há cenas de “horror, violência e sangue”. Mas nos EUA, a tal da classificação não faz sentido algum. O filme “It’s complicated”, em que a atriz Meryl Streep protagoniza um triângulo amoroso com Alec Baldwin e Steve Martin, também recebeu classificação R – nesse caso, porque Meryl Streep e Steve Martin fumam maconha e dão risada em uma das cenas. Mas eles não mascam nenhum baço ou vesícula, que eu me lembre. Acho que a plateia não ia achar graça nesse filme.

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Se existe um texto que consegue passar todo o horror do terremoto do Haiti, esse texto é “A little while”, publicado pela escritora haitiana Edwige Danticat na New Yorker desta semana. Danticat é a brilhante autora de Brother I’m Dying e cronista mór de todas as coisas haitianas. Ela recebeu a bolsa MacCarthur para gênios no ano passado.

Em um artigo singelo e despretensioso na New Yorker, Danticat conta por meio de seu primo, Maxo, e outros de seus parentes que estavam em Porto Príncipe a extensão da tragédia. Maxo é de carne e osso. Maxo morreu, ela nos informa na primeira linha. Mas sua prima “Naomi Campbell” sobreviveu.

Nada de Sanjay Gupta e Anderson Cooper carregando nenezinhos cheios de fuligem, ou repórteres auto-referentes posando de heróis e observadores da pobreza que passa na janela.

Leia aqui a tragédia haitiana que se abateu sobre uma família haitiana, narrada por uma haitiana

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A pronta reação do governo Obama à tragédia no Haiti rendeu elogios na imprensa e deve melhorar a popularidade do presidente. Obama tentou ao máximo se diferenciar de seu antecessor George W. Bush, que cometeu todo tipo de erro na catastrófica operação de reconstrução após o furacão Katrina, em 2005. Bush demorou para falar com o público americano e o plano de resgate e reconstrução foi um fracasso monumental.

Obama, diante de seu primeiro desastre internacional, agiu rapidamente. Ele foi informado sobre o terremoto uma hora depois de o tremor atingir o Haiti, e logo depois a Casa Branca já tinha divulgado um comunicado sobre o desastre. Integrantes do departamento de Estado, Pentágono e Agência Internacional de Desenvolvimento (USAID) passaram a noite em claro desenhando a estratégia para o pacote de ajuda. No dia seguinte, de manhã, Obama fez seu primeiro comunicado ao público. A secretária de Estado, Hillary Clinton, interrompeu sua viagem à Àsia e de manhã já estava em todos os programas de notícias, dando explicações ao público. “Eles adotaram as medidas certas e foram rápidos”, disse ao Politico Johanna Mendelson Forman, ex-consultora da missão da ONU no Haiti. “Ele foi à TV imediatamente e ofereceu os serviços de todas órgãos de assistência dos EUA.” pouco depois, Obama anunciou US$ 100 milhões de ajuda, “para começar” , e o envio de 10 mil soldados.

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Lendo o relatório de seis páginas divulgado ontem pela Casa Branca e os briefings do departamento de Estado e outras “autoridades” sobre a tentativa de atentado do nigeriano terrorista da cueca, só consigo chegar a uma conclusão: não sei como não explodiram nenhum avião. Ai que medo de embarcar.

Numa boa – você não acharia estranho alguém embarcar na Nigéria, com rumo aos EUA, comprando passagem só de ida, pagando em dinheiro e não despachando nenhuma bagagem?

Não valeria a pena checar mais se o pai do sujeito tivesse ligado para a embaixada americana na Nigéria e dito : meu filho esteve no Iêmen e está em contato com extremistas? o pai se encontrou até com agentes da CIA para alertar sobre o filho.

Ao mesmo tempo, em algum lugar da base de dados eficientíssima dos EUA, constava que um nigeriano estava sendo treinado pela Al Qaeda no Iêmen. E , em algum outro lugar da base de dados, constava que a Al Qaeda no Iêmen planejava atacar alvos americanos.

Para completar, a Grã-Bretanha revogara o visto do sujeito porque ele queria um visto de estudante para uma faculdade inventada.

Mas o departamento de Estado, ao investigar o nigeriano, “soletrou errado” o nome do sujeito – e, como resultado, não descobriu que ele tinha visto americano, e não cancelou o dito.

Quer dizer: tudo isso não foi suficiente para alguém nos Estados Unidos dizer “esse cara não pode entrar no avião”.

Ou seja, tem velhinha de Taubaté que não pode entrar nos EUA porque foi confundida com terrorista e está na lista de proibidos de voar, ou precisa enfrentar horas de interrogatórios na imigração. Mas o cidadão Abdulmutallab, acima de qualquer suspeita, embarca numa boa.

Algumas coisa está muito errada nesse sistema de “unir os pontos” da inteligência.

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Mario Blejer, economista convidado pela presidente Cristina Kirchner para ocupar o BC argentino, no lugar de Martin Redrado, foi “traído” por Dominique Strauss-Kahn, o francês que é diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em outubro de 2008, veio à tona o escândalo: a mulher de Blejer, a húngara Piroska Nagy, estava tendo um caso com DSK.

Blejer interceptou vários e-mails “explícitos” trocados por Piroska e Strauss-Kahn, que é casado com Anne Sinclair, jornalista na TV francesa. Piroska saiu do FMI depois que o caso veio à tona. E Blejer afirmou que já estava se separando de Piroska quando ela teve o caso com Strauss-Kahn.

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Graças ao nigeriano que tentou se explodir no voo 253 Northwest Airlines de Amsterdam para Detroit, usando líquido explosivo e seringa escondidos em sua cueca,em breve todos teremos de voar usando fraldas.

Peguei um voo do Rio de Janeiro para Washington na noite do dia 25, logo depois da tentativa de atentado do terrorista da cueca.

Aparentemente, tudo estava normal. Raio Xis nas malas e uma revista antes de entrar no avião.

Mas a duas horas de pousarmos, ficou claro que o terrorista da cueca, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, seria para sempre lembrado por todos que viajam de avião. Da mesma maneira que o terrorista do sapato – depois que Richard Reid tentou explodir uma bomba em seu sapato em dezembro de 2001, todos os passageiros passaram a ser obrigados a tirar os sapatos no aeroporto.

“Queremos avisar que teremos alguns procedimentos de segurança adicionais no voo, e pedimos desculpas pelo incômodo” – informou o comandante da United Airlines. “Dentro de 15 minutos, todos os banheiros da aeronave serão trancados. Ninguém poderá usar os banheiros sob hipótese alguma. Então, por favor, apressem-se.”

Eu pulei da cadeira. Afinal, todos os passageiros do voo teriam 15 minutos, e nenhum segundo a mais, para usar o banheiro. E eu estava apertada. Mas e se alguém tivesse dor de barriga? Paciência, os banheiros estarão trancados, informou-me a aeromoça.
Mas não parou por aí.

“Durante os sessenta minutos finais de voo, ninguém poderá deixar nenhuma bolsa ou objeto debaixo de seu assento. Se precisarem de seus óculos ou remédios, peguem agora, porque depois não poderão mais levantar de jeito nenhum. E nem poderão deixar travesseiros ou cobertores no colo. Iremos diminuir a potência do ar condicionado, para que vocês não passem frio”.

As regras da agência de segurança de transportes dos EUA tentam cercar todos os movimentos do terrorista da cueca.

Pouco antes de o avião da Northwest iniciar o procedimento de pouso em Detroit, o nigeriano Abdulmutallab foi ao banheiro, onde teria preparado seu explosivo líquido. Passou 20 minutos no banheiro. Voltou ao assento e disse estar passando mal do estômago, e se cobriu com a manta.

Pouco depois, um estouro e fogo foram vistos.

Graças a Deus, passageiros agiram para impedir o Abdulmutallab de concretizar seu atentado.

Mas o terrorista da cueca pode ser mais um a entrar para história de como viajar de avião foi se tornando insuportável por causa dos problemas de segurança. Ou melhor: Tire os sapatos e vista a fralda.

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Pelo menos desta vez não morreu ninguém pisoteado na entrada de uma loja. Mas a orgia de consumismo que começa na chamada Sexta-Feira Negra, logo após o dia de Ação de Graças, continua assustadora.

Resolvi acompanhar de perto a sanha aquisitiva dos americanos na sexta de manhã cedinho. Na porta da Target, uma loja de departamentos, deparei-me com hordas de consumidores cheios de remela, mas felizes.

Era gente como como a estudante universitária Camilla O’Neal, de 20 anos. Ela saiu de casa às 23h30 de quinta-feira para aproveitar as melhores ofertas da “sexta-feira negra”, o dia das maiores liquidações do ano nos Estados Unidos. Pegou uma carona com um amigo e à meia-noite já estava na fila, esperando a loja de departamentos Kmart abrir. Lá, comprou dois pares de sapatos, um pijama, um videogame e dois brinquedos. Camilla voltou para casa às 2h30 da manhã, mas a maratona estava apenas começando. Às 7h, ela acordou e pegou o metrô até a Target, outra loja de departamentos. Esqueceu de tirar o pijama, aparentemente. Encontrei-a na porta, onde ela me mostrou, triunfante, o assento massageador que comprou por US$ 35, desconto de 40%, e um forninho por US$ 16,99, desconto de 50%. “Só gastei US$ 300 e já fiz todas as compras de Natal”, comemorava.

A poucos passos dali, o cozinheiro Hernan Sandoval também estava com uma cara de cansado, mas contente. Ele foi um dos poucos felizardos a comprar uma TV de plasma de 31 polegadas por US$ 300 – elas se esgotaram em 4 minutos na Target. Ele aproveitou e levou outra TV de plasma, essa de 46 polegadas, por US$ 800.

No ano passado, o segurança de um Wal Mart do Estado de NY morreu pisoteado às 5h da manhã, quando 2 mil pessoas se espremeram para entrar na loja. Neste ano, foram adotadas várias medidas de segurança para evitar tragédias como essa. Resolveram distribuir pela loja os chamados “doorbusters”, as super ofertas que normalmente ficam perto da porta e levam consumidores a literalmente saírem no tapa pela mercadoria. O Wal Mart ficou aberto 24 horas, em vez de só abrir às 5h – assim evitou-se o tumulto na porta.

Até a AAA, a associação dos automóveis americanos, lançou um guia chamado “Dicas para evitar ser pisoteado por consumidores descontrolados”. Uma das dicas é: se você cair, não fique deitado de costas ou de bruços, fique enrolado como uma bola e tente se arrastar na direção da multidão. “Mas o melhor mesmo é fazer compras acompanhado, porque se você for derrubado pela multidão, alguém estará lá para ajudá-lo”, diz o guia.

Para os menos intrépidos, amanhã é o melhor dia de compras – a Ciber Segunda-Feira, quando os varejistas online fazem promoções monumentais – e ninguém corre o risco de ser pisoteado ou levar uns tapas por causa de um Zhu Zhu Pets Hamster, o hamster robô que está em falta nas lojas (e sai US$ 55)..

A grande pergunta dos economistas é : será que esse vai ser o Natal do Snuggie ou do GPS? Muitos analistas acham que os americanos voltaram as lojas, mas só estão comprando quando há promoções, de olho no orçamento. Muitos vãos se ater a presentes baratinhos ou necessários, como casacos, os famigerados Snuggies – o cobertor “vestível” que é a estrela dos comerciais de TV (e agora ganhou uma versão canina, por US$ 7,99) – e outras bugigangas. Na outra ponta, alguns já estão se aventurando a comprar itens mais caros como GPSs, TVs de telas plana, o Rock Band dos Beatles.

Olha, eu não sei se vou de Snuggie ou de Rock Band dos Beatles. Mas certamente não vou encarar turbas enlouquecidas aqui nos EUA (ou estacionamentos infernais nos shoppings no Brasil). Vou comprar pela internet.

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O jornal americano Washington Post publicou hoje uma entrevista com a pré-candidata do PV à presidência, a senadora Marina Silva. Com o título “A guerreira da Amazônia conquista o mundo”, a entrevista diz que Marina será a “filósofa-ativista” não-oficial da reunião climática de Copenhagen, no mês que vem, mas não menciona em nenhum momento a pré-candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente. Marina se mostrou pessimista em relação às perspectivas de algum tipo de acordo em Copenhagen.”Não é muito promissor o que se conseguiu de consenso até agora, nos encontros que precederam Copenhagen”, disse a senadora. “O que os líderes concordaram em fazer não é suficiente.”

Marina se disse “entusiasmada” com a tramitação da lei climática no Congresso americano, apesar de a legislação ainda não ter sido votada pelo Senado. “O fato de mudança climática estar de novo na agenda dos EUA é tremendamente importante, depois de o país ter estado ausente das negociações internacionais por 10 anos”, ela disse. “Mas eu reconheço que não ter uma lei climática aprovada pelo Senado cria um problema.” O presidente Barack Obama, ao lado do chinês Hu Jintao. É um dos poucos líderes que não confirmou presença em Copenhagen, em parte proque se arrisca a chegar de mãos vazias.

Marina disse ao jornal americano que trabalhou e viveu com Chico Mendes, “dividimos amizade e parceria” “Se ele estivesse vivo, iria concordar que avançamos muito”, disse. “Mas ele também iria concluir que nossos esforços estão muito aquém do que o que o planeta necessita.”

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