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Patrícia Campos Mello

14.dezembro.2007 18:52:27

De férias

Queridos leitores
estou de férias no Brasil.Volto a postar no dia 28 de dezembro, quando estarei de volta a Washington DC, prestes a embarcar para Iowa e New Hampshire, para cobrir as primárias.

Feliz Natal para todos, espero que se divirtam e voltem a comentar no blog no dia 28 de dezembro!

um abraço

Patricia

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02.dezembro.2007 21:57:42

Em defesa de John McCain

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É uma pena, mas dificilmente John McCain vai ganhar a indicação do partido Republicano. Mc Cain é, de longe, o mais qualificado e razoável dos republicanos para ser candidato a presidente.

Para começar, ele não joga para a platéia. Continuou defendendo sua posição de aumento das tropas no Iraque, mesmo quando ela se transformou em veneno político. Seus colegas de partido até hoje se fingem de mortos quando o assunto é o que fazer no Iraque – falam que não vão retirar as tropas às pressas, e logo mudam de assunto. (eu não concordo com McCain, mas acho louvável o sujeito ser coerente).

McCain é o único dos republicanos que não endossa os “métodos alternativos de interrogatório”, um mimoso eufemismo para tortura. Mitt Romney, a.k.a. torturador de cachorros em bagageiro de Volvo, quer “dobrar Guantánamo”. Rudy Giuliani tem como assessor Norman Podhoretz, o neocon desvairado que prega a invasão imediata do Irã para salvar os EUA na “Terceira Guerra Mundial, contra o Islamofascismo”. Talvez McCain tenha uma visão mais clara do assunto, já que experimentou as conseqüências do desrespeito à Convenção de Genebra, ao ser torturado durante cinco anos no Vietnã.

Em imigração, o tópico mais controvertido desta eleição – emparelhado com a guerra do Iraque, acreditem – McCain também está fora da curva. Em vez de recorrer a frases grandiloqüentes e populistas na linha “vamos expulsar todos os chicanos”, ele defendeu até o fim a impopular reforma da lei de imigração, argumentando que não basta erguer muros e policiar fronteiras, é preciso dar uma solução humana para os 12 milhões de ilegais atualmente nos EUA.

Ele se abstém das patéticas trocas de acusações xenófobas que tomam conta dos debates. “Você usou ilegais para cortar a grama de sua mansão!” (Giuliani versus Mitt Romney). “Você propõe faculdade mais barata para filhos de ilegais” (Romney versus Huckabee).

McCain insiste naquilo que ninguém quer ouvir. Não adianta berrar e dizer que vai expulsar os ilegais. É preciso desenhar alguma política de absorção para aqueles que já estão aqui.

Mas como se pode imaginar, a linha jingoísta Tom Tancredo faz mais sucesso com o eleitorado.

Mesmo assim, ainda conservo uma pontinha de esperança. Várias verdades universais desta campanha já caíram por terra.

Todo mundo dizia que o Rudy Giuliani não ia nem fazer cócegas, afinal, a direita cristã ia cortar as asinhas dele logo de cara. Não exatamente…

E o próximo Reagan, o ator-ex-senador Fred Thompson??? Muito barulho por nada. Ele e seu ar de fadiga crônica não decolaram.

Portanto, podemos estar todos errados, como sói acontecer. E McCain terá seu momento Lázaro. Tomara

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