30.09.09
por
Eugenio ,
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Geral
15:24:09.

Depois da tempestade, vem a bonança. E, quiçá, um arco-íris...
Ok, hoje vamos falar sobre como o erro é visto nas organizações.
Conheci, em Santa Catarina, uma fábrica que tinha um cartaz que dizia "Aqui é permitido errar". E, ao contrário do que parecia, os episódios de enganos naquela empresa eram extremamente pequenos. Isso se deve ao fato de, ao incluir a questão da falta em sua cultura, aquele empresa deixava claro que era permitido errar em duas situações: durante o período de treinamento e na tentativa de desenvolvimento.
A empresa que deseja ter a cultura da inovação não pode ser intolerante a isso, pois só não se engana quem não tenta fazer diferente. O erro se combate através da obediência aos métodos, aos processos e inovar significa – exatamente –, criar novos métodos ou processos.
É sabido que 80% das inovações em uma empresa, principalmente do setor industrial, derivam da observação dos operários. Se a eles não for permitido tropeçar, jamais se arriscarão a apresentar algo novo.
O erro que deve ser punido é aquele que vem da desatenção, da preguiça, da falta de compromisso. É preciso, portanto, categorizá-lo. Na verdade, errar é próprio da condição humana. Mas aprender também. Infelizmente algumas pessoas não fazem conexão entre essas duas qualidades, e este, sim, é o grande erro. Na verdade, ele só é falha quando não percebido, mas quando bem notado, torna-se aprendizado.
Sem essa percepção, você corre dois riscos: o de continuar repetindo suas escorregadelas sem aproveitá-las para crescer ou parar de se arriscar tentar por medo de errar.
O deslize não nos afasta da virtude. Mas a maneira como lidamos com ele, isso sim. São duas qualidades devem acompanhar a eficácia do erro: a responsabilidade e o aprendizado. Ser responsável significa responder por seus mancadas, o que é próprio dos adultos. Aprender significa incorporar o que é certo e o que é errado, o que é próprio dos atentos. Ser adulto e estar atento são qualidades dos que acertam mais, apesar de terem errado muito.
Errou? Não faz mal, desde que você:
- Seja lúcido para admitir que errou;
- Seja humilde para assumir a responsabilidade;
- Seja esperto para consertar o resultado;
- Seja sábio para incorporar o aprendizado.
Até!
(Foto: Flickr/Bill Wight CA)
09.09.09
por
Eugenio ,
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Geral
14:45:00.

Peter Drucker e a administração:
"O melhor jeito para predizer o futuro é criá-lo".
Parabéns, administrador, hoje, 09/09, é seu dia!
Administração é uma ciência abrangente que vale-se dos saberes de muitas outras. É complexa e profunda como as demais, mas é incrível como muita gente acha que administrar é fácil, que depende apenas da intuição e da boa vontade. Sim, eu sei que a administração está entre os ofícios em que não há exigência de diploma para seu exercício, é uma profissão desregulamentada, como é o jornalismo. É verdade que você não precisa ter diploma de administração para administrar, mas isso não elimina duas coisas: que as empresas tenham um administrador responsável e, mais importante, que uma pessoa que administra uma empresa inteire-se dos saberes da administração.
Só quem leva a sério o assunto percebe que a caixa de ferramentas do administrador é muito grande, talvez maior do que a de um engenheiro, por exemplo, a não ser que este também administre, o que é muito comum. Um administrador utiliza conhecimentos que vêm do âmbito da lógica, da estatística, da economia e também da psicologia, da sociologia, da pedagogia e até da futurologia.
Desde que o engenheiro Frederick Taylor em 1903 propôs a fórmula de eficiência, a administração ganhou status de ciência e não parou mais de reinventar-se. De tempos em tempos temos um novo paradigma. O último foi criado na década de noventa por Peter Senge que propôs a idéia das organizações que aprendem. E já que estamos falando de pensadores, o maior deles, Peter Drucker disse, simplesmente, que a administração foi a maior invenção do século 20, pois todas as demais dependeram dela. Ponto para o mestre!
(Foto: Flickr/ One Trick Pony in FlickR)
19.08.09
por
Eugenio ,
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10:54:28.

(Foto: Jeffrey Hamilton)
A ideia de se buscar excelência e de procurar fazer cada vez melhor com o que se tem é uma prática de gestão japonesa, com identidade filosófica, que pode ser aplicada a qualquer área de vida. Trata-se de um tema interessante para os líderes que pode ser aplicada a quem se interessar e que, por isso, merece um post.
Na década de 1950, o Japão pós-guerra estava totalmente destruído, física, econômica, militar e — o que é pior —, moralmente. Precisavam reconstruir o país mas não tinham recursos, sendo que a população masculina sobrevivia à míngua. Resumindo: o Japão estava falido. Então tiveram que recorrer à filosofia, adotaram o conceito do aprimoramento continuo, de empenhar-se em fazer algo com qualidade crescente, de maneira lenta, porém permanente.
A ideia era acordar todo dia de manhã com a intenção de dar o melhor de si, fazer seu trabalho um pouquinho melhor do que foi ontem. O lema era "Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje".
Em japonês a palavra grafada para essa filosofia é kaizen, formada por dois ideogramas: kai, que significa mudança e zen, que significa bom, melhor. Assim, kaizen quer dizer mudar para melhor.
A filosofia foi adotada por todos os cidadãos japoneses que se empenharam na reconstrução de seu país, a ponto de transformá-lo, em poucas décadas, na segunda maior economia mundial. O kaizen é muito conhecido no mundo empresarial por ter sido adotado de maneira muito enfática pela Toyota, que inovou na gestão e na produção e hoje é a primeira indústria automobilística do mundo.
A diferença entre o kaizen japonês e o programa de qualidade total americano é que, enquanto o programa de qualidade é medida administrativa, o kaizen é filosofia. Por isso é que ele é incorporado pelas pessoas e usado no cotidiano, não só no trabalho, mas na vida pessoal.
Há palavras que estão profundamente conectadas com ele como qualidade, sinergia, economia, produtividade, colaboração, resultado. Para o kaizen, é sempre possível fazer melhor e nenhum dia deve passar sem que alguma melhoria tenha sido implantada, seja ela na estrutura da empresa, no processo do trabalho, na limpeza, nas relações ou no próprio indivíduo.
Portanto, antes de perguntar ao outro qual o valor de seu salário, questione para si o que receberá de aprendizado. Dilapide o que você já tem.
12.08.09
por
Eugenio ,
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Geral
16:41:52.
(Foto: Glow Images)
No mundo corporativo, assim como na vida pessoal, conflitos são inevitáveis.
Não estou me referindo a conflitos instalados por desrespeito às leis ou à lógica. Nesse caso não é bem um conflito, e sim um desvio de comportamento. Estou falando aqui daquelas situações em que ambas as partes têm alguma razão e tentam fazer valer sua vontade, como a escolha do canal de televisão, de um restaurante ou de onde passar as férias. Parecem coisas simples – e são, pois são inócuas –, mas quando esses conflitos envolvem investimentos, futuro, ações que podem ter grandes desdobramentos, é necessário prestar mais atenção para não gerar um clima ruim no relacionamento entre as partes envolvidas.
Existem quatro alternativas para a gestão de conflitos:
1. A primeira é evitar o conflito, afastar-se dele. Essa é a situação ideal, mas dificilmente é possível.
2. A segunda é resolvida pela força, pelo poder. Neste caso, uma das partes impõe seu desejo e a outra cede. Um sai vencedor e outro, perdedor, frustrado.
3. A terceira possibilidade é provavelmente, a mais comum. Através do diálogo, tenta-se chegar a um acordo, em que ambas as partes cedem um pouco e ganham um pouco. Ambos ficam mais ou menos satisfeitos e meio frustrados também. É comum que se aconselhe essa tática no casamento. "Ambos têm que ceder um pouco" dizem os experientes.
4. Mas há uma quarta possibilidade, em geral desconsiderada. Trata-se da criação de um cenário novo para a solução do conflito, diferente daquele em que ele foi criado. Dessa forma ambas as partes podem ter suas reivindicações atendidas, os dois alcançam seus objetivos plenos e todo mundo fica feliz. É mais difícil, mas é possível na maioria dos casos, desde que haja boa vontade e uso da inteligência estratégica.
Lembro de uma empresa média da área de confecções que tinha dois sócios que estavam vivendo um conflito. Eles tinham uma verba para investimento limitada e, enquanto um queria investir na ampliação da capacidade produtiva comprando novas máquinas, o outro achava que tinham que fazer uma nova e agressiva campanha de marketing. Conflito explícito. Após um longo período de discussão em que nenhum dos dois conseguiu fazer valer sua vontade e a relação já partia para o desgaste, eles resolveram contratar um consultor de negócios, um mediador externo, não envolvido com as paixões do dia-a-dia da empresa.
A solução que esse consultor encontrou foi a mais lógica possível: indicou um financiamento do BNDS para a compra das máquinas, aumentando, assim, o poder de investimento da empresa. A conseqüência foi o contentamento de ambos. As máquinas foram compradas, a campanha de marketing foi feita, eles produziram mais, venderam mais e a empresa cresceu.
Se não houvesse sido encontrada a quarta via, provavelmente o nível de frustração seria grande, a relação ficaria desgastada e eles teriam perdido uma ótima oportunidade de fazer um bom negócio.
Portanto, busque a quarta via. Ela sempre existe, só que às vezes está escondida embaixo de camadas da presunção e arrogância.
27.07.09
por
Eugenio ,
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Geral
14:18:55.

(foto: Jeffrey Hamilton)
Olá.
No dia 17, o presidente do senado encerrou seu discurso para uma platéia cheia de seis senadores citando o espanhol Sêneca que se radicou em Roma, foi preceptor de Nero e depois foi morto por seu pupilo (ele dizia que as grandes injustiças só podem ser combatidas com o silêncio, a paciência e o tempo).
Queria, então, lembrar outro romano, aliado de Júlio Cesar, o senador Marco Túlio Cícero que entrou para a História pela qualidade de sua oratória. Entre todos seus discursos, o mais famoso é o que inicia falando sobre o limite da paciência: "Quosque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?" – "Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?".
Cícero dirigia suas palavras a Lúcio Sérgio Catilina, outro político, que havia sido derrotado nas eleições. Inconformado com a derrota, Catilina estava liderando um movimento que visava enfraquecer o Senado e derrubar a República. Cícero organizou seus argumentos contra essa conspiração em quatro discursos, que foram publicados com o nome da Catilinárias, legando às gerações futuras um dos mais belos conjuntos de argumentos lógicos contra a infâmia.
Tudo bem, não dá para discordar do valor e da importância da paciência. Trata-se de uma virtude. É comumente chamada de "a mãe de todas as virtudes". Há belas metáforas e até perfeitas construções filosóficas defendendo sua aplicação. Entretanto, vale lembrar que essa maravilhosa virtude perde força quando se confronta com seus inimigos naturais – o desrespeito, a preguiça e a procrastinação. Neste caso, deve entrar em campo outra virtude: a prudência, e esta deve pedir reforços para a indignação.
Veja se não é de perder a paciência diante de coisas como o "corpo mole" do funcionário que atende de má vontade no balcão de um órgão público, esquecendo totalmente que você é a razão da existência de seu emprego. Ou de crianças que correm entre as mesas do restaurante sem que seus pais lhes imponham limites, tirando a paz dos demais clientes. Ou ainda do sujeito que está na sua frente na fila de check-in do aeroporto, atende o celular e começa a falar como se o outro fosse escutá-lo sem o auxilio do aparelho. Tolerar essas situações não é uma demonstração de paciência, e sim de submissão.
E, claro, é muito difícil manter-se paciente diante de coisas como: atos secretos, mensalões, mensalinhos, nepotismo, contas particulares pagas com dinheiro público, alianças espúrias, populismo barato e por aí vai.
Nestes casos, paciência deixa de ser paciência, passa a ser conformismo.
22.07.09
por
Eugenio ,
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16:50:08.
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(Foto: Rodrigo Schneider)
Olá.
No dia 14 deste mês, foi comemorado o aniversário de 220 anos da Queda da Bastilha. Na França, a data é comemorada como a Festa Nacional (Fête Nationale), pois simboliza a Revolução Francesa, movimento este, caracterizado por defender um dos valores mais debatidos pela humanidade: a liberdade.
Muitos filósofos e juristas já se debruçaram sobre ela, pois parece ser o principal dos valores individuais, enquanto a justiça é o grande valor coletivo, pois uma existe exatamente para garantir a outra.
Liberdade é um conceito fácil de entender, mas difícil de definir. O francês Jean-Paul Sartre disse que o "o homem está condenado a ser livre", e sofre por isso porque não sabe lidar com esse fardo. Pessoalmente, gosto da reflexão do psicanalista alemão Erich Fromm, que tem um livro chamado exatamente O medo da liberdade. Nele, faz uma reflexão interessante: divide a liberdade em dois tipos, liberdade de e liberdade para.
É uma ótima reflexão porque a maioria das pessoas faz uma imensa confusão entre elas. De um modo geral, as pessoas tentam obter a liberdade de, ou seja, não querem assumir responsabilidades, não desejam criar vínculos, obrigações, amarras. Há pessoas que, para defender sua liberdade não aceitam empregos fixos ou cargos de liderança, recusam criar patrimônio e, principalmente, evitam envolver-se com outras pessoas. Consideram, por exemplo, o casamento uma prisão. Preferem manter-se livres de todas essas coisas. Buscam assumir uma autonomia sem responsabilidade.
Entretanto, o que interessa mesmo é a liberdade para. A diferença é que, enquanto a liberdade de olha para o passado, a liberdade para mira o futuro. Liberdade para realizar, para viajar, para sonhar, para construir, fazer coisas. E a questão é que quem tem mais liberdade para não tem medo de perder a liberdade de, pois se fizesse isso perderia as condições para ter a liberdade para.
Pode parecer complicado, mas a verdade é que quem evita as responsabilidades é exatamente quem realiza menos na vida, pois não chega a criar condições para realizar seus propósitos, se é que os têm.
Um mês depois, em 26 de agosto de 1789 alguns deputados da assembléia francesa redigiram, na casa do embaixador americano Thomas Jefferson, a primeira constituição da república francesa, e é adotado o triplo mote liberdade, igualdade e fraternidade.
Até hoje discute-se a compatibilidade desses três valores. Alguns dizem que o capitalismo privilegiou a liberdade em detrimento da igualdade, e o socialismo deu mais valor à igualdade, mas feriu o principio da liberdade. Os dois sistemas têm falhas, provavelmente porque ambos deixaram a fraternidade de lado.
14.07.09
por
Eugenio ,
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16:28:56.

Na semana passada usei dois mitos gregos para abordar a motivação humana para realizar algo. Será que o dinheiro é capaz de servir como um grande fator motivacional, ou isso não passa de um mito falacioso?
O escritor Richard Dawkins disse no Flip que Michelangelo e Bach trabalhavam por dinheiro. Será que essa era a grande motivação desses homens? Hoje há pesquisas sérias a respeito desse assunto, e vale a pena falar sobre elas.
A primeira deve-se ao psicólogo americano Frederick Herzberg, autor da Teoria dos Dois Fatores, segundo a qual há dois tipos de fatores influenciando a motivação das pessoas: Fatores Motivacionais Propriamente Ditos e Fatores Higiênicos. A diferença é que os motivacionais impulsionam quando estão presentes, e os higiênicos desmotivam quando estão ausentes, mas têm pouco poder motivacional com sua presença. O dinheiro, segundo ele, está nesta categoria. Já, o principal fator motivacional seria a percepção do valor do trabalho, o sentimento de estar fazendo algo útil, importante, belo, pois isso tem imenso impacto positivo na auto-estima das pessoas.
Outro estudo interessante foi feito pelo jornalista americano Mark Albion, que perguntou a 1500 jovens egressos dos principais MBA dos Estados Unidos o que eles fariam agora, depois de formados. 83% disseram que agora iriam, finalmente, ganhar dinheiro. Os outros dezessete por cento relataram que iriam se dedicar a um trabalho em que eles realmente acreditassem e que lhes desse muita satisfação. Após vinte anos, dos 1500, 102 haviam se transformado em milionários e, destes, 101 pertenciam ao grupo dos 17%.
Parece que não dúvidas, pois até a estatística aponta para o sucesso do prazer e da dedicação a uma causa pessoal, e não apenas a uma tarefa obrigatória.
07.07.09
por
Eugenio ,
Seção:
Geral
17:07:57.
A despedida de Michael Jackson foi uma festa. Foi-se o homem com sua genialidade e sua vida controvertida. Mas não o mito. Esse fica, e se não ficar, não era um mito.
É curioso verificar como é grande a necessidade que o ser humano tem de acreditar em mitos. Talvez a explicação esteja no fato de que o Homem sempre precisou de líderes para sentir segurança e inspiração. E essa necessidade é tão grande que ele exagera as virtudes de seus líderes, em todas as áreas, a ponto de transformá-los em heróis e, alguns, em mitos.
Mas há três significados para a palavra mito. Vamos examinar de perto:
1. Pode significar uma lenda que conta a origem do homem ou, de alguma forma, explica uma faceta humana, como os mitos das crenças gregas, em que alguns não têm origem conhecida – Sísifo, Hércules, Cronos - e outros sim, como o mito da caverna de Platão. Na verdade, todas as crenças religiosas têm forte componente mítico através das histórias sagradas.
2. Também significa uma idéia falsa, algo que, apesar de fazer parte da crença popular, não tem o respaldo da verdade, como a superioridade ariana difundida pelos nazistas, ou os estereótipos conferidos a raças ou nacionalidades. É mito que os gaúchos são machistas, que os portugueses são ingênuos, os cariocas são malandros e os nordestinos são preguiçosos.
3. Mas há um terceiro uso para a palavra mito: criar uma crença exagerada a respeito do talento, do poder ou da importância de alguém. E isso acontece principalmente quando a pessoa desaparece de modo trágico, como o Elvis Presley, o Jimmy Hendrix, o Carlos Gardel, a Elis Regina. Há pessoas eleitas mitos ainda em vida, principalmente no mundo do esporte e na música, como o Pelé, o Maradona, a Madonna e talvez até como o Federer, que acabou de ganhar seu 15º Título do Grand Slam. Também estão nessa categoria o Mandela na política, o Jack Welch no mundo corporativo, o Sean Connery no cinema.
No FLIP deste ano, um mito em carne e osso compareceu - Chico Buarque, que ainda é mais compositor que escritor, mas roubou a cena dos autores de carreira. E porque é um mito, hoje nos despedimos de Michael Jackson, que foi ídolo e agora é candidato à mitologia contemporânea.

01.07.09
por
Eugenio ,
Seção:
Geral
14:36:28.

Hoje é um dia oportuno para se falar sobre os ciclos que fazem parte de nossa vida, porque é dia primeiro de julho, ou seja, estamos abrindo o ciclo do segundo semestre. Nem parece que já passou meio ano, não é mesmo? Lembro o réveillon como se tivesse acontecido ontem e já estou pensando no próximo. Além disso, hoje estamos comemorando os 15 anos do fechamento do ciclo da inflação, pois foi exatamente no dia primeiro de julho de 1994 que começou a circular o Real.
Enfim, estamos sempre conectados com ciclos. E precisamos entender a existência deles, pois quando não lidamos bem com esse conceito corremos o risco de deixar ciclos abertos ou, pior ainda, não percebemos que o ciclo já fechou e não abrimos o próximo. Ciclo é um fenômeno evolutivo em que vários acontecimentos se sucedem em uma ordem determinada.
A Natureza, por exemplo, é cheia de ciclos. Há o ciclo da água, do oxigênio, do carbono, do nitrogênio etc., e nós participamos deles, comendo, excretando, respirando, e também nascendo e morrendo.
Sim, somos ciclos ambulantes e não só na biologia, na psicologia também. Só que neste setor a complexidade é maior, bem maior, aliás. Temos várias fases na vida, que, na verdade são ciclos em si, têm começo, meio e fim, precisam ser abertos pelos motivos certos e fechados quando se esgotam verdadeiramente, se não, deixam marcas psicológicas que teimam em continuar doendo.
26.06.09
por
Eugenio ,
Seção:
Geral
15:42:18.
Olá!
Estou estreando aqui no Blog do Território Eldorado. Vou falar sobre comportamento no trabalho e fora dele. Há anos venho me dedicando a observar como as pessoas se comportam no ambiente profissional e qual o resultado de suas atitudes para os negócios e para as carreiras. E faço isso profissionalmente, pois sou professor de Desenvolvimento Humano na FIA e tenho minha empresa de consultoria, a Sapiens Sapiens.
Você também pode me ouvir no Jornal da Rádio Eldorado nas segundas e quartas feiras, lá pelas oito horas da manhã.
E olha só que fatalidade, justamente hoje a notícia que está dominando todos os veículos de comunicação é a morte de maior ídolo pop de todos os tempos. Michael Jackson nos deixou, e o motivo de sua morte ainda não sabemos.

(Foto: AP)
Mas duas coisas sabemos sobre ele: foi um gênio em sua arte e teve um comportamento pra lá de controverso. E olha só o ídolo pop colaborando com o mundo profissional, pois é comum nas empresas o seguinte comentário: "Fulano era um bom profissional, mas foi demitido por que era difícil conviver com ele". Ou ainda: "As pessoas são contratadas por suas competências técnicas e demitidas por suas incompetências comportamentais". O Michael personificou como ninguém esse postulado. Gênio absoluto, teve uma carreira brilhante, mas em sua vida pessoal colecionou episódios bizarros e inconvenientes. E esta prejudicou aquela. Pena. Agora está em nova missão, a de tornar o céu um ligar mais alegre.