Equilíbrio emocional

© 2010 Ekaterina Nosenko
Você lembra do Robinho no jogo Brasil X Holanda? Parecia um celerado.
Apesar de ter sido o autor do gol , estava fora de controle, isso sem falar do Felipe Melo e outros. O equilíbrio emocional não entrou com eles naquele jogo, não foi escalado nem para o banco, e isso talvez explique o resultado.
Já ontem, no amistoso com a seleção dos Estados Unidos, quanta diferença. Tirando o Daniel Alves que, em um ou dois momentos mostrou nervosismo, o resto do time, dos quais dez eram estreantes na seleção, parecia estar com as emoções sob total domínio da razão. O resultado? Bem, um dois (quase três) a zero, domínio do campo, avanços pelas duas laterais, entrosamento, alegria. Melhor esse jogo do que os cinco da Copa do Mundo.
Se alguém acha que isso tem a ver com o comandante do time levante a mão. Eu estou com as duas apontadas para o céu. É claro que o equilíbrio (ou falta dele) emocional do líder influencia o grupo. Eu já vi isso em empresas, escolas, famílias. O Goleman tinha razão. Inteligência emocional é fundamental para se chegar a bons resultados, e para comemorá-los também.
Grande Mano Menezes, que fez apenas dois treinamentos com o time completo e já fez o que fez. Experiência e maturidade, conhecimento e criatividade, razão e emoção. Duplas de área. Que venha 2014!
Em tempo: será que o Dunga assistiu ao jogo? E se assistiu, será que aprendeu alguma coisa? E se aprendeu, será que teria humildade para admitir?
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