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Curso de degustação de vinhos está com inscrições abertas

  • 26 de fevereiro de 2015
  • 16h53
  • Por Míriam Castro

O Mackenzie abriu as inscrições para o curso de extensão Introdução à Degustação de Vinhos. As aulas são ministradas pelo sommelier Brunno Pandori Giancoli, professor de cultura e serviços do vinho da faculdade.

FOTO: Gui Gomes/Estadão

São quatro módulos: introdução à degustação de vinhos brancos; degustação de vinhos tintos; degustação de rosés e espumantes e degustação de fortificados, vinhos de sobremesa e vinhos brasileiros. As turmas se reúnem aos sábados, das 10h às 13h45, entre 7 e 28 de março.

SERVIÇO - Curso de Introdução à Degustação de Vinhos
Universidade Presbiteriana Mackenzie – Campus Higienópolis – R. da Consolação, 930
Tel.: 2114-8821
Valor: R$ 550
Inscrições: até 1º de março pelo site do Mackenzie.

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Quer degustar ovos de Páscoa? Inscreva-se aqui

  • 25 de fevereiro de 2015
  • 21h52
  • Por Redação Paladar

ATENÇÃO: O texto de inscrição deve ter NO MÁXIMO 250 caracteres com espaço – cerca de três linhas de Word, menos de dois tweets. Fiquem atentos. 

Está aberta a temporada de caça ao melhor ovo de Páscoa da cidade. E, como fazemos desde 2003, contamos com a sua ajuda: é hora de se inscrever para uma vaga no júri de chocólatras que terá a dura tarefa de provar os 50 ovos pré-selecionados pela equipe do Paladar, para eleger os melhores do ano.

Para participar, escreva uma “crítica” de no máximo 250 caracteres sobre um chocolate e poste como comentário deste post. Não precisa ser expert, mas um pouco de conhecimento e quilometragem de chocolate vão bem. O texto deve ser uma breve avaliação de um chocolate (que não precisa ser um ovo) e deve citar o nome da delícia provada.

Cada candidato pode mandar apenas um texto – e todos os comentários são moderados, então, não se assuste caso o seu não apareça imediatamente no post.

FOTO: Tiago Queiroz/Estadão

Não esqueça de informar seu e-mail, para que possamos te contatar. Os primeiros selecionados vão receber um e-mail a equipe do Paladar. Depois, uma conversa por telefone definirá os vencedores.

Agora, o que precisa mesmo é ter ânimo para provar, comparar e anotar as impressões. E precisa estar disponível para vir à sede do Estadão no dia 18 de março, quando acontecerá a prova. Será uma megadegustação às cegas, dos ovos divididos por categorias. Os comentários de todos os degustadores ajuda a compor a edição especial de Páscoa do Paladar.

As inscrições vão até as 23h59 do dia 5 de março, quinta-feira. Textos enviados depois do prazo serão desclassificados. Isso quer dizer que você tem uma semana para comer um chocolate prestando bastante atenção e depois descrevê-lo em sua crítica. Aí é ficar na torcida e reservar o dia 18 de março para a prova.

Boa sorte!

AS REGRAS

1. É obrigatório gostar de chocolate.
2. Ter mais de 18 anos.
3. Morar na Grande São Paulo e ter disponibilidade para provar os ovos no dia 18/3.
4. É vetada a participação de profissionais da área de confeitaria, padarias, cacau e chocolaterias, claro.
5. A participação no júri não é remunerada.
6. Serão lidos e avaliados apenas os comentários enviados dentro do prazo. Os demais serão descartados.
7. A identidade dos leitores selecionados só será revelada na edição especial de Páscoa.
8. Os candidatos pré-selecionados serão contatados pela equipe do Paladar.
9. Não serão considerados os comentários enviados por redes sociais ou e-mail, apenas os postados como comentário desta matéria.

Fartura. Como foi a degustação de 2014, que deu origem a este especial. FOTO: Tiago Queiroz/Estadão

* Atualizado às 17h21 de 26/2.

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Nova escola de educação cervejeira em São Paulo

  • 25 de fevereiro de 2015
  • 21h27
  • Por Heloisa Lupinacci

São Paulo ganhou uma nova escola de educação cervejeira, a Academia Barbante, que nasce aliada a dois grandes nomes da educação cervejeira mundial: a alemã Doemens Akademie e a norte-americana Siebel Institute of Technology. Os cursos de sommelier de cerveja e de mestre cervejeiro ministrados na Barbante são dessas duas instituições, que, unidas, deram origem ao World Beer Academy.

FOTO: Gui Gomes/Estadão

Com a novidade, a formação de sommelier de cervejas da Doemens sai do Senac, onde estava desde 2008. A única exceção é o Rio (lá segue no Senac). Em São Paulo e Minas Gerais, ela passa a ser realizada na Academia Barbante. E, no Sul do País, é dada pela Escola Superior de Cerveja e Malte, com sede em Blumenau.

A Barbante foi criada por Marcelo Stein, dono da importadora Bier&Wein. E tem à frente a sommelière Tatiana Spogis. A sede fica em Jurubatuba, zona sul da capital. São dados ali também os cursos do Science of a Beer, além de palestras e cursos da própria academia.

O curso Sommelier de Cervejas Doemens é oferecido em duas turmas: intensiva (aulas de segunda a sábado, de 6 a 17 de abril, das 9h às 18h20) e extensiva (aulas aos sábados, das 9h às 18h20, de 13/6 a 12/9). A carga horária é de 100 horas e o preço, R$ 3.900.

Há também cursos em Tecnologia Cervejeira, Gestão Sensorial, Iniciação em Cervejas Especiais e Harmonização com Cervejas Especiais.

SERVIÇO – Academia Barbante
Onde: Av. Eng. Eusébio Stevaux, 1.469, Jurubatuba (Zona Sul)
Tel.: 3405-7046
Horário de funcionamento: 8h/19h30
Informações:  academiabarbante.com.br

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Drinque Tom Collins

  • 25 de fevereiro de 2015
  • 20h31
  • Por Carla Peralva

Receita de: Aharon Rosa

Indicado para acompanhar: Biscoitos de cheddar e pecã (veja a receita)

Ingredientes
45 ml de limão-siciliano
1 colher (sobremesa) de açúcar
60 ml de gim
50 ml de água com gás

Preparo

1. Misture limão, gim e açúcar na coqueteleira, coe e sirva em copo alto, preenchido com gelo. Complete com água.

2. Se quiser, substitua o gim por cachaça branca.

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Os pequenos estão crescendo (edição 26/2/2015)

  • 25 de fevereiro de 2015
  • 20h17
  • Por Redação Paladar

CAPA
Eles têm até 30 m² de salão

PÁSCOA
Quer degustar ovos de Páscoa? Inscreva-se aqui

PRATO DO DIA
Biscoitos de cheddar e pecã

É SÓ DE BIRRA
Mergulhe neste frutageist
Nova escola de educação cervejeira em São Paulo

HISTÓRIAS DA MESA
Da Quaresma para os cardápios

EU SÓ QUERIA JANTAR
Comida de bar, comida de casa

ESTANTE NA COZINHA
‘Não mexa na comida pelamordedeus’
Novo guia de Boni e Amaral

VINHOS
Não jogue vinho fora. Jogue argônio nele
Vinhos em obras de arte
Vinheria Percussi à base de cava, champanhe e caviar

MEIO AMBIENTE
Calor ameaça a alga kombu
Seca afeta a safra de azeite

RESTAURANTES
No Cha-Cha, Charlô Whately volta às origens
Rinconcito Peruano ganha 200 lugares e terá novo cardápio

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Mergulhe neste frutageist

  • 25 de fevereiro de 2015
  • 17h50
  • Por Heloisa Lupinacci

A coisa veio numa sequência. Todas as cervejas desta página – exceto a Amazon Açaí Stout e a 2Cabeças Caramba!– foram lançadas do fim do ano para cá. E todas têm fruta. Coisa de zeitgeist. Ou frutageist.

A mais recente ainda nem chegou ao mercado. Feita com umbu da Caatinga, protegido pelo projeto Arca do Gosto, do Slow Food, ela será lançada no mês que vem. E ainda vem mais cerveja com fruta neste primeiro semestre. A Burgman lança, em abril, duas indias pale ale, uma com uvaia e uma com pitanga, e uma red ale com mangaba.

O perfil dessas cervejas é parecido. Elas são refrescantes e leves. A maior parte não tem nem 5% de teor alcoólico. E prevalece a base de saison, estilo belga marcado por uma leve acidez, por ser refrescante e ter notas frutadas e fenólicas – que são aquelas ligadas a especiarias. É para ressaltar o buquê frutado que entram as frutas.

Nesta rodada de cervejas com frutas só não são saison a Wensky Malina, que é uma witiber, e a Amazon Açaí, que é uma stout. Elas foram provadas por mim na companhia de Rene Aduan Jr., beer sommelier e professor da Academia Barbante.

FOTO: Fernando Sciarra/Estadão

COLORADO YBÁ-IA
Origem: Ribeirão Preto (SP)
Preço: R$ 27 (600 ml)
A receita colaborativa, desenvolvida pela Colorado, a gaúcha Tupiniquim e a norueguesa Nøgne, tem perfil mais belga e é a mais doce desta rodada. No nariz e na boca, é o malte que abre-alas, todo orgulhoso, amparado pela uvaia. O álcool é mais evidente (ela tem 6% de teor alcoólico). Um pouco mais de acidez e gás na cerveja convidariam a mais goles e ressaltariam o nome dela: ybá-ia quer dizer fruta ácida em tupi. Combina com chuleta de porco.

SAISON DE UMBU
Origem: Uauá (BA)
Preço: R$ 27 (600 ml)
A cerveja feita pela Experimento Beer será lançada na semana que vem, no 7º Festival do Umbu, em Uauá. Para comprá-la em São Paulo é preciso esperar o Eataly abrir – só vai vender lá. No nariz, ela não entrega muita coisa, aparecem só notas de malte bem discretas. Na boca, a acidez é o que mais se destaca, e faz pensar no umbu, principalmente no azedinho e no resinoso da casca. O final do gole é seco e deixa a boca salivando. Fácil de beber, combina com queijo coalho tostado.

WENSKY MALINA
Origem: Curitiba (PR)
Preço: R$ 13 (355 ml)
“Queria fazer uma cerveja bonita”, disse Luciano Wengrzinski, pelo telefone. Bingo! Liguei para ele logo depois de provar a Malina, que deixou exatamente essa impressão. Que cerveja bonita! E que equilibrada! Wengrzinski usa polpa de framboesa chilena na maturação. Nas próximas, vai usar framboesas de um produtor da região. A inspiração foram as fruit biers belgas, mas não muito. “Não queria que fosse doce daquele jeito que parece que você tomou guaraná light. Nem que tivesse aquele cheiro de fruta estragada”, diz o direto Wengrzinski. Nela, não falta elegância. A fruta está muito integrada ao malte e ao lúpulo. Dá para perceber sua presença, mas ela não grita. Combina com batata gratinada.

TUPINIQUIM FARMHOUSE ALE FRAMBOESA E AMORA
Origem: Porto Alegre (RS)
Preço: R$ 21 (355 ml)
Se a Wensky Malina é uma cerveja que faz exclamar sobre equilíbrio, essas Tupiniquins fazem exclamar: quanto estilo! São igualmente bonitas de olhar. A de Amora tem um tom de amarelo levemente rosado, que lembra pêssego, e a espuma, densa, bem formada, tem um reflexo cor-de-cosa. No nariz, a fruta aparece com um toque de acidez e esquisitice que vem do uso de brett na fermentação. Na de framboesa, o tom ganha um brilho azulado, cor de violeta e, o nariz, a fruta aparece mais evidente. Na boca, elas são secas, ácidas e amargas e entre a acidez e o amargor ainda aparece uma nota salgada. São cervejas refrescantes, leves (têm 4,5% de álcool), mas são papo-cabeça. Combinam com um caldeirão de mariscos cozidos.

EISENBAHN SAISON
Origem: Blumenau (SC)
Preço: R$ 27 (500 ml)
Ela tem frutas vermelhas (morango, amora e framboesa) e pimenta rosa. Mas frutas não aparecem, nem na cor, nem no aroma, nem na boca. Quem brilha é a pimenta rosa, que está em evidencia já no nariz. Na boca, é ela também que dá o tom, principalmente no final do gole, que tem um toque adstringente, amadeirado, terroso, deixando a boca fresca e convidando a combinar a cerveja com comida. . O corpo é leve e faz falta um peso a mais. Combina com pirarucu com tucupi.

2CABEÇAS CARAMBA!
Origem: Serra Negra (SP)
Preço: R$ 21 (300 ml)
É uma saison clássica feita por dois craques no estilo, a norte-americana Stillwater e a cigana carioca 2Cabeças. A carambola dá um toque de acidez e alegria, um tempero solar. A acidez dá uma boa sensação de preenchimento na boca. Sazonal, ela está nas últimas garrafas – assim como a My Name is Zé, da 2Cabeças com a Brewdog. Ou seja, se quiser provar, é a hora. Combina com galetinho clássico.

AMAZON AÇAÍ STOUT
Origem: Belém (PA)
Preço: R$ 13 (355 ml)
Está aqui pelo pioneirismo e por ser “a melhor cerveja do Brasil” – ganhou o título no Festival Brasileiro da Cerveja, que acontece de novo agora a partir de 11/3, quando será a anunciada a nova melhor cerveja do País. A fruta parece estar na receita pelo que traz à estrutura da cerveja: neste caso, corpo e cremosidade. Não aparece no sabor, onde prevalecem as notas tostadas. Combina com picolé de leite condensado.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 26/2/2015

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‘Não mexa na comida pelamordedeus’

  • 25 de fevereiro de 2015
  • 17h43
  • Por Patrícia Ferraz

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni que revolucionou a tevê Globo, tem duas especialidades: televisão e gastronomia. Em entrevista por telefone, ele falou sobre as duas.

FOTO: Divulgação

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Como foi sua participação no guia?

Participei das caravanas. Nós montamos grupos para visitar os lugares, geralmente aos sábados e domingos, durante uns dois ou três meses. A gente saía de kombi e fazia marcação por zona – zona norte, zona leste. Fizemos um rodízio de amigos, nem todo mundo foi a todos os lugares.

De verdade você frequenta pés-sujos e botecos?

Não. Já fui a alguns por causa da minha relação com carnaval e algumas vezes levado por amigos. Mas, como esses lugares não fazem parte da nossa rotina, organizamos as caravanas. E como a gente não vai sempre, foi um jeito de formar a opinião do grupo.

Onde você costuma ir?

Vou a poucos lugares. Aqui no Rio embora tenha muita coisa, eu acabo indo sempre aos mesmos. Vou ao Claude Troisgros desde o começo – fui logo no começo para ver se era um Troisgros mesmo, tinha surgido uma história que era mentira. Vou muito à Roberta Sudbrack, para mim ela é muito moderna.

O que é moderno para você?

Meu moderno é a linha do Éric Ripert, do Le Bernardin, em Nova York, é o não mexa na comida pelamordedeus. A contribuição do chef não está em transformar, está em aproveitar o melhor do produto natural. Não gosto dessa cozinha em que o cara começa a mexer muito. Sou da linha de pessoas que trabalham no sentido de não atrapalhar o produto… E dos que não querem fazer o chef aparecer mais que a comida. Gosto muito também da Helena Rizzo, do Maní.

Você frequenta o D.O.M?

Também frequento, acho o Alex muito importante nessa história porque como ele é marqueteiro ele lançou um trabalho em prol da gastronomia brasileira muito importante. Ele fica batendo boca e falando sobre isso. Agora eu sou fã da Helena de todas as maneiras. É muito grande o trabalho que ela fez, coisinhas novas, sem complicar. Não é essa cozinha molecular. Isso já foi.

Mas você teve a fase El Bulli…

Curti. Mas isso já passou. O Ferran estava insatisfeito com o que se fazia, tinha ânsia de criar. Isso foi muito útil e a cozinha espanhola conseguiu fazer uma comida moderna, mas com sabor.

Você ainda tem apetite para menu degustação?

Menu degustação que faz o cara experimentar tudo que o restaurante faz, acho horroroso. Mas esses menus criados com porções pequenas, eu adoro. O que faz o Ramirez, o próprio Maní, a Roberta…

O que mais te impressionou recentemente?

Um lugar pequenininho em Paris, o L’Atelier Rodier (cozinha de produtos frescos, da estação, vinhos bio), mas estou apaixonado pelo DiverXo, em Madri. E lá em Madri também achei muito interessante o DSTAgE Concept. É comida moderna espanhola, você vai para o bar, começa com os amuse-bouches e aí decide se quer menu de 10 ou 13 serviços. Dependendo da escolha, te mandam para o primeiro ou o segundo andar. Você come num palco.

Você é grande conhecedor (e colecionador) de vinhos. Já incluiu brasileiros na sua adega?

Não. De vez em quando meus amigos pedem pra fazer carta de vinhos ou alguma coisa assim e eu sou obrigado a tomar. Esta semana por exemplo, provei mais de 20 tintos e brancos brasileiros, tive de comprar para experimentar. Algumas coisas dá para tomar, especialmente na área dos brancos.

Pode citar algum?

Não. Tem coisas boas, achei coisas surpreendentes, interessantes, bons Chardonnay, mas ainda não dá para recomendar. Não colocaria na minha adega.

Na guerra entre vinhos complexos amadeirados e leves frutados, de que lado você está?

Eu não gosto de muita madeira… Prefiro tomar verniz! Detesto os brancos da Califórnia, amadeirados, gosto de vinhos com sabores naturais.

Falando de sua outra especialidade, a TV, a que você atribui tantos programas de culinária?

É barato fazer programa de culinária.

Mas se fosse barato e ninguém assistisse, as tevês não fariam…

Acho que são as duas coisas. A cozinha ganhou status de cultura, virou um must. É necessário que você saiba conversar sobre o assunto hoje. É moda e as tevês fazem os programas, alguns ótimos. Mas acho que tem um exagero. Porque é fácil e barato fazer.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 26/2/2015

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Novo guia de Boni e Amaral

  • 25 de fevereiro de 2015
  • 17h37
  • Por Marilia Miragaia

A dupla Boni e Ricardo Amaral tomou gosto pelos guias gastronômicos. Depois de lançar um sobre restaurantes estrelados em diferentes países em 2013, fez o Guia Boni e Amaral – O Rio é uma Festa, que chegou às livrarias em meados de janeiro. A nova publicação, que apresenta de botecos à casas de alta gastronomia, sai em boa hora: a cidade está “borbulhando com o aniversário de 450 anos e as Olimpíadas ano que vem”, diz Amaral, curador do guia.

A edição está dividida em três partes: restaurantes, botecos e bares, e comidinhas – com todo o conteúdo também em inglês. Cada seção começa com os destaques, que “são um grande sucesso pela comida ou pela inovação. Ou são uma novidade de destaque”, explica Amaral, que sustentou por anos o título de “rei da noite carioca”.

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Ele fez fama comandando casas emblemáticas do Rio, incluindo o Metropolitan, o Hippopotamus e o Resumo da Ópera. Teve também outras fora do país, como o Le 78, em Paris.

Mas, talento para a boemia à parte, Amaral também se define como “um curioso da matéria gastronomia”. Foi assim que surgiu a ideia do primeiro guia: a fama de apaixonado pela mesa era tanta que ele e o parceiro Boni – José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, ex-diretor-geral da Globo, outro célebre bom de garfo, como você pode conferir na entrevista abaixo – recebiam sempre dos amigos pedidos de dicas de restaurantes pelo mundo. Resolveram a questão de uma vez por todas: juntaram as dicas e puseram no papel.

Já na edição do Rio, a experiência da dupla se traduziu em uma lista inicial de 600 endereços, peneirados até chegar a 298. Além de casas sofisticadas como Alloro, Cipriani e Olympe, a publicação dedica grande parte de seu fôlego aos bares. As visitas foram feitas em grupos.

Botequins. São casas que se “tornaram símbolo de genuína carioquice” e viraram ponto de parada obrigatório para turistas, como conta o texto que antecede o roteiro das casas.

Elas podem ser “de paladares e preços completamente distintos”. Isso inclui o Pipo, do chefe Felipe Bronze, que “transforma a couve do caldinho de feijão numa redução espumosa e faz caipirinha com champanhe”.

Guia Boni e Amaral – O Rio é uma Festa
Autor: Boni e Ricardo Amaral
Editora: Casa da Palavra (384 pág.; R$ 54,90)

Mas também abarca casas como o Bar da Portuguesa, que fica em Ramos. Trata-se de um tradicional botequim em que os clientes podem abrir a geladeira enquanto espera petiscos como jiló recheado com linguiça e sardinha frita.

O sucesso dos botequins, para Amaral, trouxe de volta uma “palavra que estava no esquecimento: as quituteiras, cozinheiras excepcionais que sabem fazer quitutes e salgadinhos”. Entre elas, ele lembra de Kátia Barbosa e Rosa Ledo, do Aconchego Carioca.

Mas o posto não é só ocupado por mulheres. Está lá também Toninho, do Bar do Momo, com seu bolinho de arroz recheado com linguiça e queijo. “Aquele cara é um quituteiro excepcional. Seu bolinho é de matar”, garante Amaral.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 26/2/2015

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Biscoitos de cheddar e pecã

  • 25 de fevereiro de 2015
  • 17h13
  • Por Patrícia Ferraz

PRATO DO DIA | Receita testada pela editora do Paladar, Patrícia Ferraz

Rendimento: 30 a 40 biscoitinhos

FOTO: Daniel Teixeira/Estadão

Estes biscoitinhos de queijo cheddar e pecã são bárbaros para o aperitivo: a combinação de sabores e o toque picante da pimenta cayena pedem um drinque. E foi por isso que recorremos ao bartender Aharon Rosa, do Esquina Mocotó. Veja as dicas dele e como preparar os drinques Achei esta receita num exemplar da Gourmet de 2002. A revista, fundada em 1941 e extinta em 2009, foi a principal publicação gastronômica dos Estados Unidos – tinha 1 milhão de assinantes! Colecionei por décadas e de vez em quando dou uma olhada – sempre que acho uma receita inspiradora, vou para a cozinha testar. Estes biscoitos são bons e fáceis.

Ingredientes
250g de manteiga sem sal (um tablete) em temperatura ambiente.
2 xícaras de queijo cheddar ralado grosseiramente
1 gema
1/2 colher (chá) de sal
1/4 colher (chá) de pimenta caiena
2/3 de xícara de farinha de trigo
2/3 de xícara de nozes-pecã

Preparo

1. Moa as nozes num processador ou moedor de café. Se não estiverem muito crocantes, ponha numa frigideira, aqueça por dois ou três minutos. Moa e reserve.

2. Ponha na batedeira a manteiga, a farinha, o queijo e a pimenta. Bata apenas para misturar bem os ingredientes.

3. Tire a massa da batedeira, ponha as nozes moídas e misture tudo com as mãos.

4. Divida a massa em três partes. Enrole cada uma como um cilindro grosso. Com uma faca, corte os cilindros em fatias de espessura média.

5. Ponha as fatias de massa em uma assadeira untada com manteiga e asse em forno médio, preaquecido, por aproximadamente 15 minutos.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 26/2/2015

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Não jogue vinho fora. Jogue argônio nele

  • 25 de fevereiro de 2015
  • 17h08
  • Por Marcel Miwa

Uma garrafa de vinho aberta e inacabada é um problema. Terminar à força é crime. Guardá-la de qualquer jeito, pior ainda. Desperdiçar um bom vinho, nem pensar. Vários acessórios prometem manter tintos e brancos em bom estado depois de abertos e resolvemos testar e comparar a eficácia de três aparelhos. Dois deles usam um gás inerte que não interage com o vinho e tem gerado boa impressão, o Private Reserve e o Coravin. O primeiro injeta o gás, que é pesado, dentro da garrafa, formando uma barreira entre o vinho e o oxigênio.

O Coravin é mais complicado, é uma espécie de mini Enomatic (aquela máquina que permite aos restaurantes manter os vinhos abertos e servi-los em taças). O aparelho doméstico permite servir o vinho sem abrir a garrafa. Consiste em uma agulha e uma cápsula de gás: a agulha fura a rolha e injeta gás ao mesmo tempo em que suga o vinho, vertido por um bocal. Porém é caro, ainda não é vendido no Brasil, não funciona em tampa de rosca e não deve ser usado em garrafa com trinca. Como ele altera a pressão na garrafa, vem inclusive com um protetor de neoprene para prevenir que ela quebre.

O terceiro equipamento testado foi o tradicional vacu vin, uma bomba manual com rolhas de borracha com válvulas que elimina parte do ar na garrafa.

Testamos os três aparelhos durante um mês, com o mesmo vinho, o Altano 2010 (R$ 67, safra 2012, na Mistral), tinto do Douro com perfil de vinho de dia a dia, cheio de aromas de frutas negras maduras e violeta.

PROVA

Abrimos as três garrafas e testamos os vinhos para ver se estavam bons e iguais entre si. No 1°, 2°, 3°, 7°, 14° e 30° dias retiramos e provamos uma taça de cada um.

Vacu Vin

Descrição. Mais popular entre os três, é uma rolha de borracha com uma válvula. Com uma bomba manual, retira-se o ar da garrafa, diminuindo a velocidade de oxidação da bebida. Vem com duas rolhas. Se quiser guardar mais vinhos abertos, dá para comprar mais rolhas.

Avaliação. O vinho até melhorou no dia seguinte, com aromas mais abertos e os taninos mais redondos. No entanto, a partir daí começou a decair. No 3º dia os aromas perderam intensidade e uma ponta de ácido acético (vinagre) já dava as caras. No 7º dia foi para o lixo.

Prós. Barato e de fácil manejo, funciona com todo tipo de garrafa (exceto espumante).

Contras. Conserva o vinho por poucos dias e só permite manter dois por vez.

Coravin

Descrição. Uma agulha penetra na rolha e extrai o vinho ao mesmo tempo que injeta gás argônio, que não reage com a bebida. Ou seja, você toma o vinho sem abrir a garrafa. É tirar a meia sem tirar o sapato.

Avaliação. Foi o melhor na avaliação. O vinho ficou totalmente conservado até o 30º dia. Duas ressalvas: é difícil aprender a usar o Coravin e os aromas ficam mais fechados quando preservados com o argônio – o mesmo vale para o Private Reserve. Mas é só girar a taça que eles abrem.

Prós. Muito eficaz. Não precisa retirar a rolha da garrafa, que pode voltar a ser guardada na posição horizontal.

Contras. Funciona só com garrafas arrolhadas. Exige esforço de aprendizado para ser usado. É caro e não é vendido oficialmente no Brasil.

Private Preserve

Descrição. Um tubo borrifa gás argônio dentro da garrafa (três borrifadas). Em seguida, fecha-se a garrafa com a própria rolha ou tampa de rosca. O argônio, que não reage com o vinho, forma um colchão de proteção.

Avaliação. O vinho ficou bem conservado até o 14° dia. Aromas e boca mantiveram-se com a mesma expressão ao longo das duas semanas. No 30° dia, os aromas estavam apagados e, embora não houvesse grandes traços de avinagramento, o tinto do Douro não estava mais o que fora dias antes.

Prós. Bastante eficaz, é muito fácil de usar e funciona em qualquer tipo de garrafa (exceto espumantes).

Contras. As garrafas, depois de abertas, precisam ser mantidas na vertical. Apesar de ser eficaz, não conservou o vinho integralmente até o final da prova.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 26/2/2015

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