Ainda não sou cadastrado

Você esta em: Paladar > Blogs > Blog do Paladar
Paladar
SEÇÕES
ARQUIVO
TAMANHO DO TEXTO


Paladar
  • Twitter
  • DIGG
  • Share
BUSCA NO BLOG

Colomba não é panetone (edição de 17/4/14)

  • 17 de abril de 2014
  • 3h19
  • Por Redação Paladar

Apesar de serem frequentemente confundidos, eles são tão diferentes quanto a Páscoa e o Natal. Ela é fresca, tem ar de primavera e perfume cítrico. Ele é robusto, invernal e cheio de uva-passa. Se você abrir a caixa da colomba pascal e sentir cheiro de panetone, conforme-se: você foi enganado. Para nunca mais passar por isso, aprenda a diferenciar uma colomba pascal de um panetone em forma de pomba.

CAPA
A pomba da Páscoa

RESTAURANTES
Três novas casas em uma semana
+ Loi tem menu autoral
+ No Le Bou, você faz a conta
+ O Supra dos novos tempos

LANÇAMENTO
Massas com a cara do Brasil
Dilletto lança picolé de baunilha com café

INAUGURAÇÃO
NB abre empório de carnes
Charlô abre deli no Itaim
Marilia Zylbersztajn vai abrir loja na Vila

PRATO DO DIA
Penne com alcachofra e shiitake

EU SÓ QUERIA JANTAR
Improviso e boa pasta

SÓ DE BIRRA
Já ganhamos a Copa (da cerveja)
Cerveja da semana: Pyramid Apricot Ale
Ajude a transformar uma Kombi em um bar ambulante

VINHOS
Maratona enófila: o que provar na ExpoVinis Brasil 2014
Vinho da semana: Aracuri Sauvignon Blanc 2013

ESTADOS UNIDOS
A vez das destilarias artesanais
Manual do bom contraventor

ESTANTE NA COZINHA
Helô Bacellar lança livro na França

CINEMA
No “Borscht”, é tudo verdade
Receita: borscht da Tatiana

COMIDA DE RUA
Botando Banca nasceu para incentivar a comida de rua

AGENDA
A Queijaria comemora 1 ano com feirinha na Vila Madalena
André Mifano recebe chef do Nobu para menu degustação

Tópicos relacionados

A pomba da Páscoa

  • 17 de abril de 2014
  • 0h57
  • Por Junior Milerio

Assim que a colomba pascal sai do forno é virada de ponta-cabeça. E fica virada até que esfrie, caso contrário, afunda. Enquanto está quente, a massa caracterizada por grandes alvéolos – que é como os padeiros chamam as bolhas que resultam de uma boa fermentação – não resiste nem ao peso da fina camada de calda de açúcar que a cobre. O pão doce característico da Páscoa é tão leve que “se as asas não fossem marmorizadas pelo açúcar, ela voaria”, brinca o chef italiano Samuele Oliva, que já trabalhou no Terraço Itália e no restaurante Piselli.

FOTO: Walter Costa/Estadão

Poesia à parte, a colomba é, na origem, um pão doce italiano que leva raspas de laranja e laranja cristalizada na massa, tem o formato de uma pomba e, antes de ir ao forno, recebe uma cobertura de calda de açúcar, laranja, claras e amêndoas.

Definidos os contornos, fica claro que colomba e panetone são tão diferentes como os feriados em que são consumidos. Se ninguém acha que Páscoa é Natal, por que confundir um pão doce robusto sem cobertura e cravado de passas com outro leve, coberto de açúcar e de massa rajada de laranjas? A resposta está na história.

Na primeira metade do século 20, o padeiro italiano Angelo Motta resgatou as duas receitas e passou a produzi-las de maneira comercial. O costume também chegou em dupla ao Brasil, nos anos 1970. A confusão entre os dois é tanta que muito pão que se diz colomba é panetone em forma de pomba. Para não cair mais nessa, veja abaixo as diferenças entre os dois.

FOTO: Walter Costa/Estadão

Acalma-rei. “A origem da colomba pascal é indiscutível”, decreta a Grande Enciclopedia Illutrada della Gastronomia. Segundo a lenda, o rei Alboino, que governou a Lombardia no século 6º, tomou a cidade de Pavia e estava decidido a queimá-la, quando um padeiro com seu pão doce em formato de pomba da paz amenizou o furor do rei e o dissuadiu de prosseguir com a guerra. Era véspera do feriado da Páscoa, do ano de 572.

Sem maniqueísmo, o professor de gastronomia do Senac Sandro Dias acredita que a história pode até não ser verdade, “mas serve para propagar a tradição”. Em seu voo pelo mundo, a tradição mudou um pouco. Segundo Dias, “na Itália, a colomba é servida após o almoço de Páscoa, no Brasil, é mais frequente no café da manhã”.

Assim como costumes, as receitas também variam – e há quem coloque brigadeiro, doce de leite e outros recheios na colomba, em versões que abrem mão da leveza, perdendo a chance de voar por aí. “O Brasil tem muita facilidade para criar e variar”, diz Rogério Shimura, da escola de panificação Levain. É verdade, mas para fixar o conceito de colomba pascal, selecionamos as que seguem à risca a receita original italiana – nem gotas de chocolate entraram. Achamos apenas três na cidade.

As três representantes da tradição pascal conservam as características principais deste pão. “A colomba é leve, macia e tem a massa arejada, que rasga em camadas”, descreve Izabel Pereira, da Marie-Madeleine. A confeiteira está tão obstinada em seguir a tradição que neste ano vai fazer apenas uma fornada com 40 colombas. O motivo é o tempo de feitio. São três dias para fermentar. O fermento veio da Itália com duas orientações: respeitar seu tempo de ação e não fugir da tradição cítrica do sabor. “Colomba tem aroma de laranja. E só.” , diz Izabel.

Chef Raffaele Mostaccioli, com a aerada massa da colomba. FOTO: Alex Silva/Estadão

Fermento de fazer colomba é levain – ou, vá lá, fazemos a concessão, fermento biológico. É isso que a define como pão (sempre que estiver na dúvida se está diante de um pão ou de um bolo, pergunte a receita. Se levar fermento biológico, é pão. Se o fermento for químico, é bolo).

E nunca mais confunda as coisas. “Dizer que colomba parece panetone é o mesmo que dizer que molho ao sugo e bolonhesa são a mesma coisa”, diz Raffaele Mostaccioli, italiano, chef e consultor de panificação da Casa Santa Luzia.

COLOMBA

FOTO: Alex Silva/Estadão

Massa | A massa leva farinha, ovo, manteiga, açúcar, fermento e água. Os ingredientes são os mesmos do panetone, mudam as proporções – a colomba leva mais manteiga, água e açúcar e por isso, fica mais úmida. Por causa do formato, ela assa mais rápido e tem ponto delicado: se passar tempo a mais no forno, a cobertura amarga.

Estação | No Hemisfério Norte, a Páscoa é no começo da primavera, daí o sucesso da receita deste pão italiano de massa delicada e aromas cítricos que remetem ao frescor da estação.

Recheio | A verdadeira colomba pascal só leva raspas de casca de laranja ou laranja cristalizada. Nada de uva-passa, outras frutas cristalizadas, gotas de chocolate e quetais (nem pensar em brigadeiro, doce de leite e variações).

Cobertura | Antes de ir para o forno, ela recebe uma camada de calda feita com açúcar, amêndoa, raspa de casca de laranja e de casca de limão. Quando a massa cresce, a cobertura se quebra, dando o aspecto craquelado tradicional da colomba.

FOTO: Alex Silva/Estadão

Pomba com jeito de morcego | O que esse espeto de churrasco está fazendo aí? Ele serve para virar a colomba de ponta cabeça, para que ela não afunde ao esfriar.

PANETONE

FOTO: Alex Silva/Estadão

Recheio | A receita tradicional leva só uva-passa. Na versão mais difundida, vão também frutas cristalizadas, misturadas à massa. Elas são quase sempre a causa da rejeição ao panetone…

Estação | Em sua origem, o panetone é um pão de inverno. Daí a sua robustez. A massa é rica e seus sabores, complexos.

Massa | A massa do panetone é menos úmida e demora mais para assar por seu formato cilíndrico.

ONDE COMPRAR COLOMBA

FOTO: Walter Costa/Estadão

Depois de procurar em dezenas de padarias e armazéns pela cidade, chegamos a três colombas que seguem à risca a receita original. Não estamos discutindo a qualidade do produto, apenas o rigor com que seguem a tradição. Não entrou colomba que tenha no recheio qualquer coisa que não seja laranja.

Pain à Table
O padeiro Didier Niepceron faz colomba com fermentação natural, laranja cristalizada e cobertura de açúcar e amêndoas. R$ 35 o quilo.
R. Coriolano 301, Vila Romana, 4301-2878

Casa Santa Luzia
A colomba pascal do Santa Luzia é assada ali mesmo, na padaria do supermercado, sob consultoria do padeiro Rafaelle Mostaccioli. Custa R$ 85 a unidade.
Al. Lorena, 1.471. Jardim Paulistano, 3897-5000

Marie-Madeleine
A receita italiana é feita, inclusive, com fermento da Itália. Nesta Páscoa, a confeitaria vai produzir apenas 40 unidades a R$ 45 cada.
R. Afonso Braz, 511, Itaim Bibi, 2387-0019

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 17/4/2014

Tópicos relacionados

Borscht da Tatiana

  • 17 de abril de 2014
  • 0h46
  • Por Redação Paladar

Receita: do curta Borscht – Uma Receita Russa, eleito o melhor documentário curta-metragem na 19ª edição do Festival É Tudo Verdade

Rendimento: 6 porções

Ingredientes
5 beterrabas médias, raladas
2 batatas médias, em cubinhos
2 cenouras, raladas
1,5 litro de caldo de carne caseiro, com a carne (músculo)
1 cebola grande, em cubos
5 dentes de alho, picados
1 pimentão verde pequeno, picado
1 xícara de repolho, bem picado
6 costelinhas de porco
Sal e pimenta do reino moída na hora
Creme de leite fresco

Preparo

1. Cozinhe as costelinhas no caldo de carne. Retire-as quando estiverem soltando do osso e desfie, junto com a carne do caldo. Reserve.

2. Faça um refogado com a cebola, o alho, o pimentão, a cenoura e a beterraba. Acrescente as carnes e 2/3 do caldo (use o resto caso necessário). Quando levantar fervura, acrescente a batata, sal e pimenta e mantenha a panela semitampada. Quando a batata estiver cozida, acrescente o repolho. Quando o repolho cozinhar, o borscht estará pronto.

3. O creme de leite deve ser servido individualmente, à mesa.

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 17/4/2014

Tópicos relacionados

No “Borscht”, é tudo verdade

  • 17 de abril de 2014
  • 0h45
  • Por Junior Milerio

Borscht – Uma Receita Russa, curta dirigido por Marina Quintanilha foi eleito o melhor documentário curta-metragem pelo júri oficial da 19ª edição do Festival É Tudo Verdade. O filme conta a história de duas irmãs gêmeas russas que casaram com o mesmo homem e o preparo do típico prato da culinária da Europa Oriental à base de beterraba conduz a narrativa.

A trama conta uma história de família e, entre as entrevistas, o modo de preparo da sopa é apresentado até que o prato esteja pronto. “É uma receita tradicional e, de tão familiar, só consumimos quando estamos juntos, na casa da minha mãe”, diz Marina.

A receita tem a ver com a história da família da diretora e foi passada de geração para geração. Entre os ingredientes tem repolho, batata, cenoura, pimentão e carne. O aspecto é rústico, mas o sabor, finalizado com creme de leite, torna o prato peculiar. Veja a receita.

Os próximos lugares e datas de exibição do curta serão anunciados na página do Facebook do filme.

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 17/4/2014

Tópicos relacionados

Três novas casas em uma semana

  • 17 de abril de 2014
  • 0h24
  • Por Redação Paladar

Na semana passada, três restaurantes que merecem atenção abriram em São Paulo. Os dois primeiros são novos e o terceiro, está sob nova direção e com novo esquema. Para ler sobre cada um deles, clique nas imagens.

Loi Ristorantino, novo restaurante de Salvatore Loi, no Jardim Paulista 

FOTO: Fernando Sciarra/Estadão

 

 Supra di Mauro Maia, misto de restaurante e rotisseria, no Itaim Bibi

FOTO: Divulgação

Le Bou, pequeno bistrô  no Itaim que reabriu repaginado - e sem preços definidos

FOTO: Luiz Henrique Mendes/Divulgação

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 17/4/2014

Tópicos relacionados

Loi tem menu autoral

  • 17 de abril de 2014
  • 0h14
  • Por Patrícia Ferraz

O restaurante que Salvatore Loi abriu nos Jardins, na semana passada, não é um mini-Fasano, como muita gente supunha. O estilo do Loi Ristorantino está mais para o do Maremonti, de onde vem o outro sócio da casa, Ricardo Trevisani.

O ambiente claro, propositalmente despretensioso, comporta 70 pessoas em dois salões – no andar de cima há também um terraço. Mas o que interessa é o cardápio assinado pelo ex-chef do Fasano e do Girarrosto em sua primeira casa: é cozinha italiana de autor. “Não queria fazer cotoletta alla milanese”, diz Loi.

Antepastos custam de R$ 42 a R$ 69, incluindo cannoli de burrata (R$ 51) e polvo com purê de grão de bico (foto, R$ 66). Massas vão de R$ 58 a R$ 75 e há opções elaboradas, como agnolotti de crustáceos (R$ 65), e rústicas, como gnochetti com linguiça e azeitonas (R$ 58). Carnes e peixes, de R$ 69 a R$ 125. Na sobremesa, o imperdível (e caro!) creme caramel de pistache: R$ 32 a fatia.

Origens. Loi, ex-Fasano, e Trevisani, ex-Maremonti: ideia é uma casa inédita, não um ‘mini-Fasano’

Imperdível e caro. O creme caramel de pistache é ótimo, mas custa R$ 32 a fatia

Gnochetti com linguiça e azeitonas

Ristorantino. Ambiente claro, propositalmente despretensioso, comporta 70 pessoas em dois salões – no andar de cima há também um terraço

SERVIÇO – Loi Ristorantino
Onde. R. Melo Alves, 674, Jd. Paulista
Tel.: 3037-7323
Horário de funcionamento: 12h/15h e 19h30/24h (dom., só almoço; fecha 2ª)

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 17/4/2014

Tópicos relacionados

No Le Bou, você faz a conta

  • 17 de abril de 2014
  • 0h05
  • Por Jose Orenstein

O pequeno bistrô Le Bou no Itaim reabriu repaginado, ao menos no jantar. À noite, o cardápio tem a autoria intelectual de José Barattino, ex-chef do Emiliano e hoje executivo do grupo St. Marché, e é tocado na prática por Lilian Calegari – que trabalhou com Barattino na cozinha do hotel. Mas o que mais chama a atenção no cardápio nessa reinauguração é que ele não tem preços. (No almoço, o Le Bou continua com um honesto menu executivo a R$ 35,90).

FOTOS: Luiz Henrique Mendes/Divulgação

Até o fim deste mês, é o cliente que paga quanto achar que o jantar vale. Uma ficha é dada ao comensal com as opções da casa e um espaço para marcar o preço. Todo mundo reclama das altas contas nos restaurantes hoje em dia. A ideia dos donos com a política de preço livre – além da jogada de marketing – foi pesquisar o quanto seus clientes estão dispostos a pagar. Ao fim de abril, os novos sócios da casa– entre os quais está o próprio Barattino – vão formar preços de acordo com o que os clientes sugeriram.

Barattino e Lilian

Até terça-feira desta semana, Marcelo Traldi, um dos sócios, conta que apenas dois clientes foram espertinhos: comeram fartamente e pagaram R$ 20 pela costela de boi cozida em vinho tinto. “Está sendo bem interessante a experiência. E, afinal, poderemos dizer que cobramos um preço justo.”

O cardápio enxuto é dividido em cinco opções de aperitivos, quatro entradas, cinco principais, quatro guarnições e sobremesas. No menu figuram clássicos de bistrô, como steak com batatas boulangère e a ratatouille. “É a vocação da casa. Uma cozinha simples bem feita, com preço acessível”, diz Marcelo.

Os preços? Clientes recebem menu como este, com valores em branco

SERVIÇO – Le Bou
R. Bandeira Paulista, 387, Itaim
Tel.: 3078-6704

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 17/4/2014

Tópicos relacionados

O Supra dos novos tempos

  • 16 de abril de 2014
  • 23h44
  • Por Patrícia Ferraz

FOTO: Divulgação

Sete anos depois de fechar o Supra, Mauro Maia volta à cena, desta vez com um misto de restaurante e rotisseria. O Supra di Mauro Maia é mais informal e exibe alguns sinais dos tempos atuais, como a ausência de toalha nas mesas e o menu executivo na hora do almoço. Aliás, o almoço só funciona nesse regime: escolhe-se entre duas entradas, cinco pratos e duas sobremesas pelo preço fixo de R$ 56. Como não fecha, entre almoço e jantar oferece cardápio frio à tarde. O jantar é à la carte, porém servido apenas de quinta a sábado; as sugestões de massas, carnes e peixes variam a cada semana.

À frente da cozinha está Rodrigo Bizzo, ex-chef do Tre Bicchieri JK e ex-pupilo de Mauro.

As massas são feitas diariamente – dá para ver os masseiros trabalhando logo na entrada, bem ao lado da cozinha. Elas estão à venda na rotisseria – e isso inclui o famoso agnolotti dal plin, que levou o Prêmio Paladar em 2007, servido em salsa di arrosto (foto). Custa R$ 88 o quilo. Há molhos, assados, como o cabrito (R$ 145, quilo), porchetta (R$ 120, quilo). E massas secas importadas, molhos, azeites, temperos e uma seleção de vinhos.

FOTO: Patrícia Ferraz/Estadão

Agnolotti dal plin in salsa di arrosto, vencedor do ‘Prêmio Paladar’. FOTO: Divulgação

SERVIÇO – Supra
R. Leopoldo Couto de Magalhães, 681, Itaim Bibi
Tel.: 3071-4473
Horário de funcionamento: 10h/20h (5ª a sáb., até 23h; dom., apenas rotisseria)

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 17/4/2014

Tópicos relacionados

Penne com alcachofra e shiitake

  • 16 de abril de 2014
  • 23h38
  • Por Patrícia Ferraz

PRATO DO DIA | Receita testada pela editora do Paladar, Patrícia Ferraz

Rendimento: 4 porções

A combinação de fundos de alcachofra e shiitake com o alho e óleo não tem como dar errado. E cresce ainda mais em sabor e perfume quando arrematada por um pouco de vinagre balsâmico. É só despejar sobre a massa recém-cozida e ralar queijo parmesão por cima, fica um show. Você pode escolher a massa que preferir; gosto do penne porque acomoda bem os pedacinhos e sustenta o molho. Mas dá certo com outros tubos e até com fios. Sugiro usar fundos de alcachofra congelados, porém o prato fica excelente também se você preparar com fundos de alcachofra em conserva – no caso, escorra o excesso de óleo numa peneira antes de levar à panela.

FOTO: Walter Costa/Estadão; Produção: Beth Freidenson

Ingredientes
400g de penne
300g de shiitake
400g de fundos de alcachofra
1 dente de alho, bem picado
1 xícara de azeite
1 xícara de queijo ralado
1/4 de xícara de salsinha bem picada
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico
Pimenta-do-reino a gosto
Sal a gosto

Preparo

1. Cozinhe os fundos de alcachofra em água com um pouco de sal, por 20 minutos. Se forem direto do freezer para a água, a cocção leva uns 30 minutos, ou pouco mais, até amaciarem.

2. Escorra os fundos numa peneira, passe na água fria, corte em fatias e reserve. Se for usar em conserva, apenas corte e reserve.

3. Lave e seque os shiitakes. Tire os talos e corte os chapéus em tiras. Reserve.

4. Lave, seque e pique a salsinha. Reserve.

5. Pique o dente de alho em cubinhos pequenos.

6. Ponha numa frigideira grande o azeite e o alho, leve ao fogo até começar a chiar. Junte as alcachofras, refogue por dois minutos, junte o shiitake, deixe dois minutos. Tempere com sal e pimenta.

7. Ponha o vinagre balsâmico, adicione a salsinha, misture e desligue o fogo.

8. Cozinhe a massa em água com sal. Antes de escorrer a massa, aqueça o molho. Escorra a massa e despeje na frigideira com o molho. Sirva com parmesão ralado.

Dica da sommelière Daniela Bravin 
Esse prato pede brancos frescos e vívidos. Alguns rótulos que combinam com ele são o Vinum Chenin Blanc 2011 (R$ 78, na Qual Vinho, tel. 3032-1007); o Domaine de Pellehaut Harmonie de Gascogne Blanc 2011 (R$ 52,10, na Costazzurra, tel. 4705-9855); e o Quinta da Mieira Branco 2011, feito 100% com a uva Rabigato (R$ 85, na Winery Store, tel. 3345-1950).

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 17/4/2014

Tópicos relacionados

Massas com a cara do Brasil

  • 16 de abril de 2014
  • 23h26
  • Por Patrícia Ferraz

Ana Soares, da rotisseria Mesa III, está lançando uma coleção de massas que é a cara do Brasil. Ela resolveu aromatizar suas tiras e fios de diferentes larguras com sabores nacionais: pequi, urucum, couve, café, cacau, erva-mate, açaí, tempero baiano, ovo caipira. O melhor é que esses ingredientes não aparecem apenas para dar cor ou leve perfume – eles, de fato, emprestam seus sabores.

Testamos algumas delas na cozinha do Paladar – combinamos a de couve com um molho de tomate feito na hora; a de pequi com manteiga e sálvia; alho e óleo para a massa de especiarias e para a de tempero baiano. E ficamos com vontade de testar outras massas e outros molhos. É interessante sentir um sabor marcante vindo de outro lugar, quer dizer, da própria massa e não apenas do molho.

A seleção, batizada de Massas do Brasil, e por enquanto à venda apenas no Mesa III, ainda não está completa – a ideia é ampliar com outros sabores, como o de ora-pro-nóbis, que ainda está em teste. Cada uma pede um tipo de molho. “A de pequi combina com galinhada e fettuccine, a de couve vai bem com linguiça, manteiga de garrafa e lascas de canastra…”, diz Ana Soares.

 FOTOS: Fernando Sciarra/Estadão

O Paladar é um pouco padrinho da coleção, pois a ideia de misturar a tradição italiana de massas artesanais com perfumes da cozinha brasileira nasceu numa aula fechada do Paladar – Cozinha do Brasil, no ano passado. A pedidos, Ana Soares já confirmou que na edição do Paladar – Cozinha do Brasil deste ano vai fazer uma oficina de Massas do Brasil, dessa vez, uma aula aberta ao público.

“Massa é unanimidade nacional. Eu tinha a inquietação de ampliar os usos e costumes do macarrão, queria dar uma resposta nacional a ele, fui pensando, juntando as coisas…”, conta a dona do Mesa III.

Para aromatizar suas massas, a chef lançou mão de diferentes processos. No caso do pequi, usou lascas e creme. As especiarias foram misturadas à farinha. O café foi em pó para a receita. A couve foi branqueada e passada pelo processador.

Antes de pôr a coleção à venda – na última terça-feira – a chef mandou o produto para diversos chefs. Mara Salles, do Tordesilhas, estava querendo incluir massas em seu brasileiríssimo cardápio e correu para a cozinha. Fez tagliolini de couve com barreado; tagliolini de urucum com frango; tagliolini de tempero baiano com rolezinho de carne de sol; fidelini de especiarias com minestra; tagliolini de pequi com miúdos e jiló.

1. Pequi. Feita com lascas e creme da fruta. As primeiras ficaram suaves demais, e a chef intensificou o sabor

2. Couve. Para chegar a este sabor, a chef branqueou e passou as folhas de couve pelo processador

3. Tempero baiano. Leva cominho, pimenta e muitos perfumes da cozinha baiana. Vai bem com molho suave de tomate

 4. Urucum. Mara Salles combinou este sabor com frango. Gostou tanto que pôs no cardápio do Tordesilhas

 5. Açaí. Sabor típico que Ana Soares levou para seu laboratório. Vai bem com vários molhos e queijo canastra

 6. Açafrão. A especiaria que deu cor e sabor a este tagliolini é o açafrão-da-terra. Faz ótimo par com molho cremoso

Laboratório e cozinha. Ana Soares fez as massas. Mara Salles levou a coleção toda para a cozinha e criou pratos, como os abaixo.

Tagliolini de urucum com frango

 Tagliolini de couve com barreado

Tagliolini de tempero baiano com rolezinho de carne de sol

Tagliolini de pequi com miúdos e jiló

 

SERVIÇO
As Massas do Brasil são vendidas em embalagens de 300g e custam de R$ 22 a R$ 25 na rotisseria de Ana Soares.
Mesa III – R. Alves Guimarães, 1.474, Pinheiros
Tel.: 3868-5501

>> Veja a íntegra da edição do Paladar de 17/4/2014

Tópicos relacionados

Blogs do Estadão

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo