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Dominique Ansel, criador do cronut, abre nova padaria em Nova York

  • 20 de abril de 2015
  • 14h42
  • Por Redação Paladar

Por Ana Clara Barbosa

Dominique Ansel, o rei dos cronuts – híbridos de croissant e donut que viraram mania em Nova York em meados de 2013 -, vai abrir uma nova padaria na parte oeste de Manhattan. A nova casa, em West Village, chamará Dominique Ansel Kitchen, será inaugurada no dia 29 e – importante – não venderá cronuts.

A cargo da cozinha estará a chef pâtissier Karys Logue. Ela irá supervisionar a nova equipe formada por mais de 40 pessoas e auxiliar Ansel na criação de um cardápio para ambos os estabelecimentos. Os dois, que já haviam trabalhado juntos há sete anos, voltaram a se reunir em 2014, mas Logue revela que o conceito da nova padaria já vem sendo criado há mais tempo.

Dominique Ansel com sua criação mais famosa: o cronut. FOTO: Divulgação

Falando ao site Eater, Ansel diz que, faltando pouco para a inauguração, o menu já está, em grande parte, definido, mas ajustes serão feitos até o último minuto. Entre os produtos oferecidos, os clientes poderão encontrar clássicos como mousse de chocolate e torta de limão amanteigada (feita numa máquina de milk shake), e opções salgadas, como os croissants de pão de alho. A maior parte do cardápio, no entanto, permanece em segredo e assim continuará até a inauguração.

A chef Karys também irá desenvolver o projeto Possibilidades Ilimitadas, um local reservado no segundo andar da padaria que funcionará como uma sala de degustação de sobremesas. O espaço será inaugurado algumas semanas depois da abertura da loja. Os preços para menu lá servido, formado por oito pratos de doces, ainda não foram definidos, mas Logue garante que serão acessíveis.

+ Inventor do cronut apresenta novas criações

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Inscrições para curso Cozinheiro Chefe Internacional do Senac estão abertas

  • 17 de abril de 2015
  • 17h00
  • Por Redação Paladar

Por Ana Clara Barbosa

O Senac está com inscrições abertas para mais uma edição do curso de Cozinheiro Chefe Internacional. Com 80% da sua carga horária voltada para atividades práticas, o curso não exige conhecimento prévio de gastronomia. É voltado para quem quer ingressar no mercado de trabalho ou busca ter seu primeiro contato com a cozinha.

O objetivo, assim, é reunir, em uma única turma, profissionais em busca de excelência e amantes de gastronomia tentando aprimorar os conhecimentos. Chefs como Jefferson Rueda e Marcelo Ozi já passaram pelas aulas.

FOTO: Helena Wolfenson/Estadão

São 800 horas de duração, abordando habilidades básicas de cozinha como confeitaria; panificação; preparação de bufês; cozinha francesa, italiana, mediterrânea, brasileira, asiática e mexicana; segurança alimentar; estrutura e organização em serviços de alimentação; e relações interpessoais no trabalho.

As aulas serão ministradas no Senac Aclimação e no Centro Universitário Senac em Santo Amaro, a partir de agosto. As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas pelo site www.sp.senac.br até o dia 19 de junho.

SERVIÇO – Cozinheiro Chefe Internacional

Centro Universitário Senac – Santo Amaro
Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823, Santo Amaro
Início das aulas: 4/8
Horário: das 19h10 às 22h45 de 2ª, 4ª, 6ª e um sábado ao mês
Valor: 18 parcelas de R$ 1.455,45 no boleto bancário
Informações e inscrições: www.sp.senac.br

Senac Aclimação
Rua Pires de Mota, 838, Aclimação
Início das aulas: 4/8
Horário: das 8h15 às 12h40 de 2ª, 4ª e 6ª
Valor: 12 parcelas de R$2.183 ou 10% de desconto no pagamento à vista do valor total
Informações e inscrições: www.sp.senac.br

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Almoço conduzido por Robert Parker com degustação de 24 vinhos de sua adega é leiloado nos EUA

  • 17 de abril de 2015
  • 14h44
  • Por Redação Paladar

Por Isabelle Moreira Lima

Robert Parker, um dos maiores críticos de vinho do mundo, reservou um horário em sua agenda e 24 vinhos de sua adega particular para um almoço com quem estiver disposto a pagar US$ 25 mil ou mais. A quantia é o valor inicial de oferta do leilão anual da Associação Americana do Coração. O evento reunirá 11 convidados e Parker em Washington DC, nos EUA, em data a ser combinada.

FOTO: Divulgação

Os vinhos a serem oferecidos pelo crítico americano não foram divulgados. Na edição do almoço de 2012 – Parker ofereceu o almoço outras três vezes -, ele serviu tintos da Califórnia como Screaming Eagle 2001, Peter Michael “Les Pavots” Cabernet 1997 e Chateau Montelena Cabernet 1985, além de sete tintos de Bordeaux, seis Châteauneuf-du-Papes, três Borgonha brancos, dois Chardonnays de Sonoma e um Porto Fonseca 1977.

O leilão, que reúne vinhos, viagens e jantares, é parte do Heart’s Delight, evento gastronômico beneficente ligado à associação de cardiologia dos EUA, que acontece de 22 a 25 de abril.

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Entre delis e neodelis de Nova York

  • 15 de abril de 2015
  • 20h16
  • Por Jose Orenstein

De Nova York

As delis judaicas são parte do patrimônio gastronômico de Nova York – e assim acabaram se fazendo conhecidas pelo mundo. Mas a oferta de matzoball, lox, borscht e pastrami – comidas típicas das delis – vem diminuindo. Em 1931, apenas Nova York contava com 1.550 delis. Hoje são 150 em todos os Estados Unidos.

O risco de extinção das delis, e, com elas, da cultura iídiche, dos judeus do Leste Europeu, motivou um documentário, lançado este mês nos EUA. Deli Man, de Erik Greenberg Anjou, traça um panorama de ascensão e queda dessa instituição gastronômica nova-iorquina.

LEIA MAIS:
+ Delis estão em declínio, mas não vão desaparecer, diz diretor de ‘Deliman’

O filme, no entanto, centra foco em como as novas gerações de donos de delis estão se virando para tocar o negócio. Em especial, acompanha a inusitada história de um neto de dono de deli, Ziggy Gruber, que abriu restaurante judaico no Texas e se vê como salvador de uma cultura em declínio. O documentário levanta a interessante questão de como uma cultura gastronômica pode minguar.

História. As delis surgiram em Nova York em meados do século 19, com os imigrantes alemães. Eram as delikatessens, mercearias que vendiam coisas como embutidos, conservas, pães. Mais perto da virada do século, porém, passaram a funcionar como restaurantes simples, ou lanchonetes. Foi nesse período que judeus do Leste Europeu começaram a chegar em maior número à cidade e a emular as delis, mas adaptando-as ao gosto de seus fregueses: vendendo comida kosher.

Eles serviam coisas que os alemães não conheciam, como o pastrami – a carne curada, cozida e defumada que recheia hoje altíssimos sanduíches mundo afora e teria chegado a Nova York com judeus romenos, numa recriação da carne curada armênia, o basturmá.

Ao longo do século 20 os judeus europeus de Nova York foram se secularizando. E, como é comum acontecer com a gastronomia de comunidades imigrantes, sua comida deixou de ser restrita à comunidade (que se concentrava no Lower East Side de Manhattan) e entrou para a cultura nova-iorquina.

Assim, comidas como as sopas de matzoball, o lox no bagel com cream-cheese, o borscht e o schmaltz entraram no vocabulário gastronômico de Nova York. E de milhões de turistas.

Novo tempo. As delis chegam ao século 21 “desguetizadas” e com sucesso, mas, perderam a identidade. A tese de Deli Man para explicar a crise é que, enquanto as cozinhas imigrantes italiana ou japonesa têm uma matriz como referência, na Itália e no Japão, a judaica, que no caso é a dos judeus europeus do leste, não tem mais em que se mirar. A cultura iídiche foi despedaçada com as diásporas judaicas no século 20.

Há as delis que resistem – casas tradicionais como a Katz’s, de 1887, a Barney Greengrass, de 1908, a Carnegie, de 1937, ou a Second Ave, de 1957, mantêm-se firmes e lotadas – de turistas, é verdade – e com preços salgados; e as que inovam, adaptando a comida ao gosto de seu tempo: orgânico, local, sazonal.

A nova leva de delis, discutida no filme, já foi exaltada em artigo no New York Times como a salvação da cozinha judaica. Restaurantes como o Mile End, Kutsher’s, Baz e Russ and Daughters atualizaram o menu – às vezes com releituras que fariam mães judias morrer de vergonha, como um rolinho primavera de pastrami.

Se você for a Nova York, prove das duas vertentes: as tradicionais e as novas – e decida qual é a melhor. Ou apenas se farte com uma comida que segue saborosa e reconfortante.

DELIS TRADICIONAIS

Katz’s Deli
Ponto turístico da cidade, está nos guias e na boca do povo pelo mundo. O sanduíche de pastrami no pão de centeio, com picles e mostarda, vale a visita a esta que é a mais antiga deli funcionando na cidade, ainda no Lower East Side, primeiro reduto da imigração judaica. 205 E Houston St

Pastrami. Turistas lotam a Kat’z atrás do sanduíche. FOTO: Divulgação

Second Ave Deli
A óbvia pilha de pastrami equilibrada entre duas fatias de pão também estrela o cardápio desta deli. Mas a 2nd Ave é das poucas casas que ainda se mantêm kosher. Por isso, aqui, vale explorar outros pratos menos óbvios do menu, como o cholent (um cozido com feijão) e o kreplach (ravióli recheado com batata). 162 E 33rd St, Murray Hill

FOTO: Divulgação

Barney Greengrass Deli
Com mais de 100 anos, esta deli segue com aparência sujona e algo decadente. Esse ambiente faria pensar em preços miúdos, mas não se anime, não é o caso. Ainda assim, o sanduíche de fígado de galinha e os ovos mexidos com lox valem a pena. 541 Amsterdam Ave, Upper West Side

Sanduíche. Na Barney Greengrass pode ser de pastrami, fígado de galinha, lox… FOTO: Chester Higgins Jr./NYT

Carnegie Deli
É a mais turisticona de todas – fica na região mais turística da cidade, Midtown. Movimentada, concorrida, fez fama com seus ridiculamente altos sanduíches de pastrami. Mas o borscht, gelado, também é ótima pedida ali. O ambiente é marcado pelas fotos de presidentes e celebridades, que se espalham pelas paredes. 854 7th Ave, Theater District 

Pop. A Carnegie é a mais turística das delis tradicionais. FOTO: Divulgação

NEODELIS

Mile End
Os donos canadenses trouxeram de Montreal uma tradição de delis menos exageradas que as clássicas nova-iorquinas e suas torres de pastrami. Contrariando puristas e tradicionalistas, caiu no gosto da cidade e multiplicou-se para além do Brooklyn, onde começou, em 2010. Sinal dos tempos, tem boas saladas, e tudo é menos gorduroso que nas tradicionais – das sopas aos sanduíches. 97 Hoyt St, Brooklyn

Russ and Daughters
Esta é a mais nova das novas delis. Inaugurada em maio do ano passado, ela é na verdade o desdobramento de uma das mais antigas mercearias judaicas de Nova York, também chamada Russ & Daughters, aberta em 1914 e famosa pelo lox, arenque e caviar que vende. O restaurante, instalado a poucas quadras da loja original, tem ambiente classudo e serve os clássicos da cozinha judaica, mas em versão mais leve que as antigas delis. O sanduíche de lox, fatiado finíssimo, é óbvia e ótima pedida. 127 Orchard St, Lower East Side

Neo. A mais nova e festejada é a Russ & Daughters. FOTO: Sasha Maslov/NYT

Black Seed
A pedida na casa aberta há um ano são bagels, enrolados à mão e assados na lenha. O cliente escolhe os recheios, que vão além do tradicional lox: tem ovas de peixe-voador, abacate e cream-cheese de tofu! 170 Elizabeth St, Nolita

Bagel. Com recheio até de tofu, na Black Seed Deli. FOTO: Sasha Maslov/NYT

Baz
Assim como na Black Seed, os bagels são a atração desta deli, que também inaugurou em abril do ano passado. Mas o cardápio vai além, abraçando outros pratos clássicos da cozinha judaica, como os ótimos latkes ou a sopa de matzoball. Um dos donos trabalhou na tradicional Barney Greengrass. 181 Grand St, Nolita

Herança. Dono da Baz trabalhou na Barney. FOTO: Sasha Maslov/NYT

 

O bê-a-bá das especialidades das delis judaicas

Lox. FOTO: Luna Garcia/Divulgação

Lox
Salmão curado com sal apenas ou em salmoura (não é defumado). Geralmente servido em forma de sanduíche com bagel, cream-cheese e rodelas de cebola crua.

Kreplach
Massa preparada com farinha, ovos e água e recheada como um ravióli. Os recheios de carne ou de purê de batata são os mais populares, mas pode ser recheada também com vegetais variados. Costuma ser servida em caldo de galinha. É um prato típico de Rosh-Hashanah.

Matzoball (kneidl)
Bolinho à base de farinha de matzá (o pão ázimo judaico), servido cozido em sopa de caldo de galinha.

Schmaltz
Gordura clarificada de galinha ou ganso usada no lugar das proibidas manteiga e banha de porco.

Cholent
Cozido de longo tempo de preparo que leva carne, feijão-branco e diversos outros ingredientes (as receitas variam muito).

Latkes
Espécie de panqueca feita com batata ralada, ovos e farinha de trigo e fritas em óleo vegetal. Prato popular nas comunidades judaicas asquenazitas e em Israel.

Borscht
Sopa à base de beterraba, que pode ser servida quente ou fria, com creme azedo. É popular em países do Leste Europeu como Ucrânia, Polônia, Rússia e Romênia.

Pastrami
Carne de peito bovino condimentada, curada, cozida e defumada. Surgiu para conservar um corte menos nobre da carne bovina e acabou virando prato muito apreciado. É servido em sanduíches, sempre fartos, com mostarda. Ou, às vezes, com salada de ovos.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 16/4/2015

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Delis estão em declínio, mas não vão desaparecer, diz diretor de ‘Deli Man’

  • 15 de abril de 2015
  • 20h14
  • Por Jose Orenstein

Erik Greenberg Anjou levou três anos e meio para completar o filme Deli Man, que estreou nos Estados Unidos em março (não há previsão de exibição no Brasil). Entrevistou mais de 40 pessoas, dos quais ao menos 25 donos de deli, em diversas cidades. Ele admite o declínio das delis, mas leva fé que elas vão perdurar.

O que o motivou a documentar a história e situação atual das delis judaicas?
Em primeiro lugar, as delis judaicas são responsáveis por servir uma comida deliciosa. Além disso, elas são representantes de uma cultura muito rica, que está de alguma forma perdendo força. Achei que seria um momento oportuno para retratar o cotidiano das delis e de seus donos, ouvindo também clientes e pessoas que têm sua história ligada a elas.

LEIA MAIS:
+ Entre delis e neodelis de Nova York

No filme, você cita que de mais de 1.500 delis judaicas apenas em Nova York na década de 1930, hoje existem apenas 150, nem todas kosher, e contando os Estados Unidos inteiro. As delis estão em risco de extinção?
Não. Como disse o Larry King (jornalista, cliente de deli, um dos entrevistados), sempre haverá delis. Mas, sim, elas serão cada vez menos numerosas. Os principais vilões são os mesmos de qualquer negócio pequeno: preços de aluguéis e custo de matéria-prima – no caso a carne, que está caríssima. Desde que terminanos o filme, na verdade, de seis meses para cá, sei de mais umas dez que fecharam. Então na verdade o número já é menor. Mas, resumindo, não acho que as delis vão acabar por três motivos: primeiro, há alguns corajosos donos de delis que resistem e vão até o fim com suas lojas de bairro, segundo porque existem as superdelis, como a Carnegie ou a Katz, que não precisamo mais da clientela de bairro – os turistas do mundo todo vão lá e estão dispostos a pagar caro. Por fim, há uma nova geração de delis que está mantendo a identidade judaica, mas inovando no cardápio e, assim, atrai novos clientes – como a Mile End em Nova York, ou a Wise Sons em São Francisco. O futuro está garantido.

Tradicional. Katz Deli, em Nova York. FOTO: Divulgação

E em que medida este declínio no número de delis está ligado à assimilação da comunidade judaica nos Estados Unidos?
Discutimos esse ponto no filme, e parece, de fato, haver uma relação entre a abertura da comunidade e um certo declínio das delis. Mas acho que essa é a história dos Estaos Unidos. As comunidades imigrantes chegam sem muitos recursos, mais fechadas, com negócios de bairro. Aos poucos vão ascendendo socialmente, mas, para de fato terem sucesso neste país, tornam-se antes americanos, e, assim, abrem mão um pouco de sua cultura original.

E o que define uma deli?
Eu diria que o cardápio tem que ter, de um lado um certo número de pratos tradicionais com carne, pastrami, língua, cozidos; de outro, os “pratos de vó”: diversas sopas, como a de matzoball, latkes, kugel, essas coisas. Mas tem um lado, digamos, mais subjetivo que define as delis e que aperece no filme: um certo espírito iídiche, a forma de agir dos garçons, a fartura…

E quais são as suas delis preferidas em Nova York?
Para uma comida tradicional, a 2nd Ave Deli – tudo lá é excelente –, em Manhattan, e a Ben’s Best, deli menor, de bairro, no Queens. E não exatamente nesta cidade, mas cruzando o o rio Hudson, em New Jersey, sou fã da Hobby’s.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 16/4/2015

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Chegou a Tripel Hop 2015

  • 15 de abril de 2015
  • 20h13
  • Por Heloisa Lupinacci

A sempre aguardada Duvel Tripel Hop chegou às lojas (330 ml, R$ 28, preço sugerido). A Duvel original leva dois lúpulos (o checo Saaz e o esloveno Styrian). Mas todo mês de março, é lançada a Tripel Hop, com um lúpulo convidado. Na edição 2015, é o americano Equinox.

A carga extra de lúpulo faz a belgian strong ale (estilo da Duvel) virar uma belgian IPA. Ou seja, uma cerveja com a expressão do lúpulo em primeiro plano – neste ano, a nota que mais se destaca no aroma é de grapefruit –, mas com a doçura e o corpão da strong ale ainda marcando forte presença.

FOTO: Divulgação

Apesar de ter 9,5% de teor alcoólico, a Tripel Hop é mais refrescante que a Duvel original. O lúpulo equilibra a doçura.

A Tripel Hop surgiu como edição limitada em 2007 – com lúpulo Amarillo e em garrafa de 750 ml, de vidro escuro. Fez muito sucesso, virou item de colecionador e teve reedição em 2010. Depois,  voltou em 2012, na garrafa de 330 ml e com um lúpulo por ano: Citra (2012), Sorachi (2013), Mosaic (2014).

Essas variedades são sempre adicionadas tanto na brassagem quanto em dry hopping – processo em que o lúpulo é colocado na cerveja a frio, na fermentação ou na maturação. No dry hopping, como não há calor, o lúpulo empresta à cerveja apenas as características de aroma. Quer dizer, ela não fica mais amarga – para extrair amargor do lúpulo, é preciso fervê-lo.

Os lúpulos da Tripel Hop

Amarillo (2007)
É super expressivo e remete a maracujá e frutas cítricas

Citra (2012)
O nome já entrega: é uma explosão cítrica e faz lembrar também lichia

Sorachi Ace (2013)
Variedade de origem japonesa, tem notas cítricas e condimentadas

Mosaic (2014)
Flores, frutas tropicais e um quê terroso

Equinox (2015)
Dos mesmos criadores do Citra e do Mosaic, é cítrico, floral e herbal

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 16/4/2015

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A vez da Austrália

  • 15 de abril de 2015
  • 20h12
  • Por Heloisa Lupinacci

A Júpiter apresentou na semana passada a Australian Pale Ale – que leva lúpulos australianos em vez dos americanos usados na Júpiter APA.

São três variedades: Ella, Galaxy, e Summer. “A intenção é mostrar o terroir do lúpulo” diz Victor Marinho, cervejeiro responsável pela receita.

FOTO: Divulgação

Os lúpulos australianos estão em alta. “Acho que ano passado faltou lúpulo americano e os cervejeiros saíram atrás de alternativas. Os australianos agradaram muito”, diz David Michelsohn, dono da Júpiter.

A Australian Pale Ale (310 ml, R$ 14) tem notas predominantes de grapefruit, manga e mamão no aroma. Mas a nota mais comumente associada ao lúpulos australiano é o melão, que inclusive batiza a Melonhead, da Baldhead, apresentada (e premiada) no Festival Brasileiro da Cerveja, que leva lúpulo Ella e ainda não chegou a São Paulo.

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Astronauta italiana vai receber máquina de expresso no espaço

  • 15 de abril de 2015
  • 19h34
  • Por Redação Paladar

A bordo do foguete de abastecimento SpaceX’s Falcon 9, lançado na terça-feira, 14, está uma máquina de café expresso italiana. Além dela, o foguete não tripulado está levando 1,8 kg de alimentos e pesquisas científicas para a Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), onde está a astronauta italiana Samantha Cristoforetti.

FOTO: Divulgação

Batizada de ISSpresso, a máquina é um projeto conjunto da Lavazza, gigante do setor de café e equipamentos, com uma empresa de engenharia e com a Agência Espacial Italiana.

Foi projetada especialmente para uso fora do planeta Terra. Deveria ter sido enviada em janeiro – livrando a astronauta do café solúvel –, mas o envio foi adiado por uma tentativa frustrada de lançamento de um outro foguete abastecido de mantimentos.

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Uvas de lá, vinhos de cá

  • 15 de abril de 2015
  • 19h33
  • Por Redação Paladar

Por Guilherme Velloso e Marcel Miwa

Se você gosta de vinhos e conhece um pouco sobre a bebida, é provável que possa associar, com facilidade, algumas uvas aos lugares que as tornaram famosas. Malbec? Os melhores são da região argentina de Mendoza, é claro. Albariño? São produzidos na Galícia, Espanha. Syrah? Norte do Rhône.

Na hora de escolher, na prateleira de uma loja ou na carta de um restaurante, a região pode ajudar a decidir. O curioso é que em muitos casos as uvas se dão bem – e fazem fama – em lugares bem distantes de sua terra de origem. É o caso da Malbec. Muito apreciada em Bordeaux no século 19, ela provavelmente se originou em Cahors, no sudoeste da França e se espalhou pelo oeste da França até o Loire. Côt seria seu verdadeiro nome, mas ela também é conhecida como Auxerrois.

No entanto, a Malbec só ganhou fama mundial quando foi plantada bem longe de casa, em Mendoza, em fins do século 19. E é lá que produz vinhos apreciados pela boa presença de fruta e pelos taninos sedosos, que viraram padrão de referência para a uva francesa.

Mas será que o Malbec francês nunca vale a pena? E o chileno? Resolvemos investigar da melhor maneira possível: provando. E montamos um painel de degustação batizado de “O que é que eu estou fazendo aqui?”. Quer dizer, vinhos feitos com uvas produzidas fora do lugar onde elas reinam.

Selecionamos dois brancos e quatro tintos e fomos prová-los no Bardega, em São Paulo. O bar é conhecido pela ampla oferta de vinhos em copo, conservados em máquinas Enomatic. E aproveitamos para convidar o sommelier Aldo Assada, do Bardega, para participar da nossa degustação.

A ideia era medir, antes de mais nada, a tipicidade do vinho. Ou seja, o quanto aquela uva plantada fora de lugar mantém a personalidade geralmente associada a ela. E o quanto ela reflete o terroir, as características específicas do território onde foram cultivadas.

O segundo objetivo da degustação – este de utilidade bem prática – foi avaliar se vale a pena comprar esses vinhos. Ou se é mais negócio investir nos “originais”. Vale apostar num Malbec chileno ou melhor garantir o mendocino?

Sem querer estragar a surpresa – não deixe de ler as notas de degustação para conhecer melhor cada um desses vinhos – vamos logo avisando que os resultados surpreenderam. No fundo, achávamos que poucos desses vinhos “fora de lugar” valeriam a compra.

Mas, a prova apresentou algumas surpresas interessantes. Primeiro, ficou evidente que todos os vinhos – os dois brancos e os quatro tintos avaliados – valem a pena. Não há dúvidas. Cada um com seu estilo e traços particulares, mesmo que não mantenham exatamente as características de seus pares “originais”, justifica abrir a garrafa.

A segunda conclusão, convida, mais uma vez, a fazer de tudo para evitar o preconceito. Quando o assunto é vinho, a tese que vale é a seguinte: o importante é o que está no copo e vai para a boca. Não no rótulo.

ST-BRIS DOMAINE DES TEMPS PERDUS 2013 – Ótimo
Origem: Borgonha, França
Preço: R$ 88, na De la Croix (delacroixvinhos.com.br)
Sauvignon Blanc na Borgonha? Parece provocação, mas o resultado é empolgante. O clima frio e o solo calcário dão ao vinho uma expressão que parece mais Loire que Novo Mundo. Limão, aspargo e pedra de isqueiro são os principais aromas. Na boca a elegância permanece, com frescor e estrutura delicada.

BOUZA ALBARIÑO 2014 – Ótimo
Origem: Canelones, Uruguai
Preço: R$ 121, na Decanter (www.decanter.com.br)
Pioneiros no cultivo da Albariño no Uruguai, a família Bouza – que veio da Galícia – conseguiu o melhor resultado desta prova: um belo vinho que traz a tipicidade da casta em seu lugar de origem. Às cegas, ele passaria fácil por um branco da Galícia. Os aromas de pêssego, flores brancas, iogurte e ervas são acompanhados de ótimo frescor, leve untuosidade e boa estrutura.

VIU MANENT GRAN RESERVA MALBEC 2012 – Bom
Origem: Colchagua, Chile
Preço: R$ 80, na Hannover (www.hannovervinhos.com.br)
A Viu Manent tem vinhedos centenários de Malbec. Os malbecs chilenos têm expressão menos concentrada. Neste vinho, os típicos aromas de ameixa e violeta aparecem em mediana intensidade, junto de aromas de cereja e terra. O álcool está bem integrado e a madeira aparece de forma sutil no final.

CORTES DE CIMA SYRAH 2012 – Bom
Origem: Alentejo, Portugal
Preço: R$ 130,70 na Adega Alentejana (www.alentejana.com.br)
A Cortes de Cima produz um vinho com Syrah desde antes de a casta ser permitida no Alentejo e sempre defendeu o cultivo das melhores variedades para o terroir alentejano, sendo nativas ou não. O vinho casa o perfil internacional da Syrah (fruta vermelha madura) com o tempero local – notas de especiarias e ervas secas.

O. FOURNIER URBAN UCO TEMPRANILLO 2012 – Ok
Origem: Mendoza, Argentina
Preço: R$ 64 na Vinci (www.vinci.com.br)
O. Fournier é natural da Espanha e começou seu projeto vinícola em 2000. Dois de seus maiores empreendimentos estão em Mendoza, na Argentina, e em Ribera del Duero, na Espanha. E nas duas tem Tempranillo. Nesta versão mais simples de seus rótulos produzidos na Argentina, os aromas são de frutas negras muito maduras (amora e cereja) e algo de bauniha.

PIZZATO ALICANTE BOUSCHET RESERVA 2008 – Ok
Origem: Vale dos Vinhedos, Brasil
Preço: R$ 56 no Emporium São Paulo (www.emporiumsaopaulo.com.br)
Nesta versão gaúcha, a casta alentejana tem nariz inicialmente dominado pelos aromas da barrica de carvalho: baunilha, chocolate e café. Depois aparece fruta negra madura, chá preto e ervas. Na boca, taninos potentes, alcool bem integrado e bom frescor. Para quem gosta de Tannat.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 16/4/2015

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Safra 2014 de Bordeaux merece atenção, diz Spurrier

  • 15 de abril de 2015
  • 19h31
  • Por Redação Paladar

Por Isabelle Moreira Lima

A safra 2014 de Bordeaux pode estar “entre as melhores dos últimos anos”, segundo a revista Decanter, que publicou em seu site notas e comentários sobre os rótulos reunidos na semana en primeur, em que os vinhos da safra do ano anterior são apresentados ao mercado antes de serem engarrafados.

Segundo Steven Spurrier, que assina a análise da revista, a safra merece atenção. Principalmente depois de ter tirado o sono de produtores que temiam que o verão frio e úmido tornasse a safra fraca como as anteriores. Mas o mês de agosto mais quente salvou a lavoura, tornando a produção “uma alegria para o paladar”, embora não tenha atingido o nível de 2009 e 2010.

Melhor nota. Château d’Yquem obteve melhor cotação da ‘en primeur’. FOTO: Divulgação

Entre as melhores pontuações estão os Sauternes, grande destaque do ano. Com a nota mais alta, o Chateau d’Yquem, obteve 97 pontos, seguido por Climens, Doisy-Daene L’Extravagance e Lafaurie-Peyraguey, todos com 96 pontos. Outro destaque são os brancos secos, sendo Haut-Brion Blanc o de nota mais alta, com 96 pontos. Em St. Emilion, uma região cheia de “altos e baixos”, Ausone lidera com 95 pontos.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 16/4/2015

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