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Programe-se para aproveitar o fim de semana

  • 3 de julho de 2015
  • 9h55
  • Por Redação Paladar

Veja as dicas que o Paladar selecionou para o próximo sábado (4) e domingo (5):

Festival francês

O Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, vai sediar a 3ª edição do Le Petit Baile da Bastille no dia 4 de julho, sábado. O festival valoriza a cultura francesa e marca a Queda da Bastilha de 1789.

Na área gastronômica, o evento conta com a participação de chefs como Erick Jackin, Léo Henry, do La Casserole, Patrick Bragato, do Au Vin, e Bel Coelho, do Clandestino.

Entre os menus oferecidos pelos chefs, há pratos como sopa de cebola francesa com croutons e ervas finas,  poulet rôti mayo na baguete, milkshake de profiterole e mousse de chocolate morna com creme de cumaru e farofa de castanha-do-pará. Os preços variam de R$ 10 a R$ 25. Haverá ainda prato de queijos franceses finos a partir de R$15, chás por R$5, taças de espumante a R$ 15 e de vinho variando entre  R$15 a R$30.

Le Petit Baile da Bastille

4 de julho, a partir de 11h
Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera (acesso pelo portão 3)

Ingressos: R$ 38 na bilheteria ou antecipadamente no site www.compreingressos.com
informações: www.lepetitbailedabastille.com

Noodles e sopas

Para espantar o frio, o restaurante Kinu, do Grand Hyatt São Paulo, vai servir quatro tipos diferentes de pratos feitos com massas orientais: udon, macarrão à base de farinha de trigo; lamen, feito de farinha de trigo com ovos; soba, com farinha de trigo sarraceno; e chasoba, preparado com farinha de trigo integral e chá verde. Os pratos custam entre R$ 40 e R$ 51 e ficam no cardápio até o fim de julho.

O Terraço Itália também está aproveitando o clima de inverno para oferecer, de domingo a terça-feira, um buffet de sopas elaboradas pelo chef Pasquale Mancini. Com preço fixo de R$ 89, são servidos sabores como minestrone, creme de aspargos com pancetta, creme de abóbora com queijo gorgonzola e pappa al pomodoro, além de queijos e pães.

Festival de Noodles – Kinu

Até 31 de julho, almoço de segunda a sexta a partir de 12h, jantar de segunda a sábado a partir de 19h. Fecha aos domingos.
Grand Hyatt São Paulo – Av. das Nações Unidas, 13.301, Brooklin Novo
(11) 2838 3208

Festival de sopas – Terraço Itália

Até 25 de agosto, de domingo a terça, de 19h às 23h
Avenida Ipiranga, n°344, Centro
(11) 2189-2929

FOTO: Artur Bragança/Divulgação

Cozinha para iniciantes

No sábado, dia 4, quem quer aprender a cozinhar pode participar do curso Cozinha Para Iniciantes, com a produtora culinária Tatu Damberg, do Estúdio Mixirica. A aula tem duração de três horas e vai tratar de temas como o que comprar para abastecer a cozinha, como escolher os alimentos e noções básicas de uso de utensílios e pilotagem de fogão. Os alunos também vão preparar cinco receitas rápidas e fáceis para o dia a dia. O curso custa R$ 190 e as inscrições podem ser feitas até o final da sexta-feira, dia 3, com limite de cinco pessoas por turma.

Cozinha para Iniciantes

Dia 4 de julho, de 12h às 15h
Estúdio Mixirica – Rua Aspicuelta, 99, subsolo, Vila Madalena
Inscrições: www.sympla.com.br

Gastronomia na Flip

O sarau Cozinhando com Palavras, que promove encontros com temas que unem comida, literatura e cultura, está na programação paralela da Flip, Festa Literária Internacional de Paraty, que começou na última quarta e vai até dia 5, domingo. Saiba mais e confira a programação completa neste post.

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Menus executivos para todos os bolsos (edição de 2/7/2015)

  • 1 de julho de 2015
  • 21h04
  • Por Redação Paladar

Os menus executivos estão em alta. A fórmula entrada, prato e sobremesa a preço fixo está virando regra em São Paulo na hora do almoço durante a semana e mesmo casas de alta gastronomia já aderiram. A equipe do Paladar visitou casas que possuem essa opção e selecionou 21 favoritos que variam de R$42 a R$85.

 Até 50 reais
-Shin-zushi
- Jiquitaia
- Tappo
- La Frontera
- Vito
-La mar
- MIYA

De 52 a 59 reais
- Taberna da Esquina
- Arturito
- Osteria del Petirrosso
- Ici Bistrô
- Kinoshita
- Aguzzo
- Attimo
- Emiliano

De 61 a 65 reais
- Epice
- Supra
- Tuju

Acima 65 reais
- Amadeus
- Loi Restorantino
- Parigi Bistrot

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Menus executivos até R$ 50

  • 1 de julho de 2015
  • 21h03
  • Por Redação Paladar

Os menus executivos estão em alta. A fórmula entrada, prato e sobremesa a preço fixo está virando regra em São Paulo na hora do almoço durante a semana e mesmo casas de alta gastronomia já aderiram. Sinal dos tempos. A ideia é atrair os clientes, já que reduzir a ida aos restaurantes é uma das primeiras atitudes em tempos bicudos.

A boa notícia é que os menus executivos estão cada vez mais atraentes. A notícia ruim é que raramente gasta-se apenas o valor do executivo – nas últimas duas semanas, a equipe do provou 25 menus executivos e houve apenas um caso – o restaurante japonês Shin Zushi – em que o valor da conta foi igual ao preço do menu executivo: R$ 42. Explica-se: a bebida, chá verde, era grátis e a casa não cobra taxa serviço no almoço.

Portanto, é bom fazer bem as contas. A média de preço dos menus executivos listados nesta edição é R$ 61. Mas o valor médio das contas – somando-se uma água, um café e os 10% de serviço – é de R$ 81,32. O menu executivo pode reduzir a conta quase pela metade, comparado ao menu à la carte, muitas vezes para comer exatamente os mesmos pratos, como é o caso do Parigi Bistrot.

Mas tome alguns cuidados, como dispensar o couvert (ele custa o que custa mais 10%).

E atenção às ciladas, como água importada que custa R$ 13 ou R$ 14, como no Kinoshita e no Loi Ristorantino.

Confira a seguir os 21 menus executivos favoritos da equipe do Paladar que custam até 50 reais.

SHIN-ZUSHI
Preço menu: R$ 42
Conta: R$ 42 (não foram pedidos água e café e a casa não cobra 10%)

FOTOS: Amanda Perobelli/Estadão

É o mais barato de nossa seleção. E também dos mais rápidos: a refeição dura aproximadamente 44 minutos e é fácil entender a agilidade: vem tudo de uma vez só. Outra vantagem: a casa não cobra taxa de serviço no almoço. O executivo da casa, chamado de Higawari Bentou, é composto de oito itens (bem servidos) e varia a cada dia da semana. A comida do bentô tem o perfil dos pratos à la carte e o esmero no preparo é evidente. E o preço compensa. Para comer o mesmo fora do bentô, gasta-se bem mais. Um sashimi teishoku, por exemplo, custa R$ 75. O chá verde é cortesia.

Onde. R. Afonso de Freitas, 169, Paraíso, 3889-8700. Ter. a sex., 11h30/14h

Entrada
São sempre três itens fixos: arroz japonês, sopa missoshiru e legumes em conserva.

Prato principal
Os cinco elementos mudam conforme o dia. Geralmente há uma proteína principal, como um curry de carne, e algumas secundárias, por exemplo, atum frito. Também costuma haver um acompanhamento vegetal, como salada de verduras ou berinjela grelhada. A visita foi numa quinta-feira, dia em que os elementos do bentô são sashimi (7 fatias), shumai (2 bolinhos no vapor), massa de peixe cozida com legumes e salada de maionese. Tudo fresco e bem executado.

Sobremesa
Geralmente uma fruta. No dia da visita foi abacaxi.

JIQUITAIA
Preço menu: R$ 43
Conta: R$ 57,20

Um dos menus executivos mais conhecidos da cidade faz jus à fama: boa comida a bom preço, servida num ambiente simpático. Os pratos variam de acordo com o dia da semana: são quatro opções por dia e sempre há uma escolha vegetariana. O ponto importante é: os pratos do menu executivo não são uma amostra da cozinha do chef Marcelo Corrêa Bastos: são a alma, a identidade do restaurante – são, inclusive, a única opção na hora do almoço. Apenas um conselho: vá cedo, as mesas do salão são bem concorridas e o balcão também logo fica lotado.
A casa até aceita reservas, mas no almoço o horário limite de chegada é 12h15.

Onde. R. Antônio Carlos, 268, Consolação, 3262-2366. Seg. a sex., 12h/15h.

Entrada
As opções variam todos os dias. Maxixe picante recheado, salada verde, caldinho de feijão com macarrão e abóbora com requeijão e carne seca estão entre as possíveis escolhas.

Prato principal
Entre outras opções, segunda-feira tem baião de dois e galinha caipira com quiabo, terça tem picadinho e peixe do dia com purê de batata-doce e arroz negro (foto), quarta tem barreado, quinta tem mexido à cavalo, e sexta, arroz de suã e moqueca.

Sobremesa
São muitas as opções, que também variam diariamente e refletem bem a proposta da casa: trivial brasileiro feito com esmero. Tem de pavê de doce de leite e musse de chocolate branco e calda de maracujá (foto) a creme de abacate com limão. As mais pedidas são brigadeiro com farofa de pé-de-moleque e goiabada com queijo cremoso.

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TAPPO TRATTORIA
Preço menu: R$ 44
Conta: R$ 59,62

É um dos sistemas de menu executivo que melhor funciona: você escolhe um prato e, pelo preço dele, leva a entrada e a sobremesa. Mas tome cuidado: dependendo do que escolher, o gasto na hora do almoço pode variar de R$ 44, se você pedir o nhoque com ragu de carne ou alguma outra massa simples, até R$ 78, se optar pelo linguini com lagostas.

O sistema oferece uma ótima oportunidade para quem quer conhecer a cozinha de um bom restaurante italiano pagando menos – no cardápio normal, uma refeição sai por pelo menos R$ 96, sem bebidas e sem serviço.

O truque: é preciso chegar cedo, pois o ambiente do Tappo é apertadinho, com as mesas coladas umas nas outras, e sempre muito concorridas. Se a ideia for um almoço rápido e você não conseguir chegar cedo (antes de 12h30), nem adianta passar lá, encontre outro lugar pois a espera costuma ser longa.

Onde. R. da Consolação, 2.967, Cerqueira César, 3063-4864. Ter. a sex., 12h/15h.

Entrada
São seis opções. O destaque é a salada caprese (ali ela é linda, estilizada, montada como uma torre…). Mas tem também carpaccio, vitello tonnato (foto), focaccia, salada verde e mexilhões cozidos no molho de tomate com vinho branco, um clássico da casa de Benny Novak.

Prato principal
Você escolhe qualquer prato do cardápio e pelo preço dele recebe a entrada e a sobremesa escolhidas entre as sugestões do executivo. O cardápio italiano da casa oferece opções de massa, risotos, peixes e carnes. Na visita, optamos pelo rigatoni com ragu de linguiça (foto), um clássico da casa.

Sobremesa
Os cannoli ali valem a pedida. E há outras opções também interessantes como o semifreddo, o sgroppino (sorbet de limão, vodca, vinho branco ou prosseco e zest de limão); e o clássico tiramisù (foto).

LA FRONTERA
Preço menu: R$ 48
Conta: R$ 63,58

O menu executivo foi batizado de menu agradável. De fato, a refeição é satisfatória, saborosa e equilibrada. Mas a comparação com o menu regular é inevitável e o agradável é menos instigante: o executivo está mais para a simplicidade da carne grelhada que para molhos elaborados. Há duas opções de entrada, prato e sobremesa por dia (sendo uma fruta), mas as sugestões variam e não têm dia fixo. Se você é do tipo difícil para comer, o melhor é ligar antes para saber qual a sugestão do dia. O serviço é expresso: passaram-se apenas 42 minutos entre sentar à mesa e pagar a conta. É o tipo de almoço que não faz ninguém perder a hora. O maior problema foi o café, Astro, que veio queimado e amargo, uma pena.

Onde. R. Cel. José Eusébio, 105, Consolação, 3255-8867. Seg. a sex., 12h/15h

Entrada
Eram duas opções, salada verde com erva doce ou grão de bico com cream cheese de queijo de cabra e flatbread. O grão veio cozido no ponto e bem temperado. Creme, equilibrado, vem acompanhado de tomatinho saboroso, com hortelã e salsinha, em uma porção pequena, leve e fresca. Ótima entrada para saudar a carne que virá.

Prato principal
Bife de chorizo (170g) e purê de batatas assadas na grelha da foto dividia a seção de pratos principais com peixe grelhado com vegetais. A carne, muito macia e com tempero agradável, não veio tão vermelha quanto o desejado. E a quantidade de purê foi exagerada – um problema para quem não para de comer até o prato esvaziar.

Sobremesa
O flan de laranja com biju de castanha-do-pará, a sobremesa do dia, é agradável. A leveza da sobremesa caiu bem depois do bife. A outra opção eram frutas da estação.

LA MAR
Preço menu: R$ 49
Conta: R$ 65,45

É ótima pedida o menu executivo na casa que faz parte de uma rede do chef peruano Gastón Acurio. O menu executivo é absolutamente fiel ao estilo da casa e oferece peixes, ceviches e os arrozes. Cebola roxa, leite de tigre e ají amarelo são ingredientes comuns da cozinha peruana. O menu traz sete ou oito opções de entrada e a mesma oferta de pratos principais. A sobremesa muda diariamente, há duas opções. O preço vale a pena – só a sobremesa mais famosa do Peru, o suspiro limeño, à la carte custa R$ 18. O atendimento é prestativo e o ritmo da refeição é adequado ao almoço em dia de trabalho: a espera não é longa. Não houve intervalo maior que 10 minutos entre a retirada de um prato e a chegada do próximo. Resultado: o executivo cumpre bem seu papel.

Onde. R. Tabapuã, 1.410, Itaim, 3073-1213. Seg. a sex., 12h/15h

Entrada
O cliente escolhe entre nove tipos de entrada. Entre elas, há três cebichines (mini ceviches), dois tiraditos e duas saladas, causa nikkei e tabule de quinoa. A escolha foi o cebichine amarillo. O prato é composto por pescado ao molho leite de tigre e ají amarelo. Vem acompanhado de milho gigante tostado e muita cebola roxa. Apesar de ser uma entrada, veio em uma quantidade que satisfazia. O prato era saboroso e picante o suficiente esquentar um dia frio.

Prato principal
O tacu tacu sureño (foto) é um dos sete pratos principais disponíveis no executivo do La Mar. Ao contrário das entradas, a maior parte destes é quente. Outras das opções são o galeto desossado na brasa, o arroz chaufa de mariscos ou o salmão em crosta de quinoa. Este último vem acompanhado de cogumelos e aspargos salteados.

Sobremesa
É o único item do menu executivo que muda. A cada semana há duas opções. Em geral uma delas é uma fruta, como fatias de abacaxi, e a outra é um doce. Podem aparecer itens como musse de maracujá com calda de morango ou bolo de laranja com musse de chocolate branco, compota de laranja e pisco (foto).

MIYA
Preço menu: R$ 49
Conta: R$ 65,45

Boa maneira de conhecer a comida de Flávio Miyamura. O executivo varia diariamente, sempre com uma opção de entrada, dois principais e duas sobremesas. No dia da visita, a entrada era um creme de palmito, que estava só ok. Prato principal e sobremesa foram mais marcantes. No geral, é enxuto, mas segura a bronca. Foi um dos mais rápidos testados – 48 minutos entre sentar e pagar a conta. Serve vinho em taça, por R$ 28 em média.

Onde. R. Fradique Coutinho, 47, Pinheiros, 2359-8760. Ter. a sex., 12h/15h

Entrada
É uma opção por dia. Na visita do Paladar, era creme de palmito com torrada com parmesão. Não tinha personalidade e destoou do conjunto da refeição. Foi o ponto baixo do almoço – que no geral foi bom.

Prato principal
O peixe do dia era um fish and chips criativo, servido em pedaços empanados: a crosta crocante e o interior macio, suculento. Para acompanhar, chips de tubérculos, fininhos e crocantes. Entre outras opções, massa e a corvina com purê de abóbora japonesa (foto).

Sobremesa
A canoa com doce de leite foi a melhor parte da refeição: a banana assada inteira, com um rasgo na casca, foi recheada com doce de leite e um pouco de canela. Muito suculenta e úmida, servida morna, a temperatura perfeita. A outra opção era abacaxi com raspas de limão.

Atualizado em 2/7/2015, 18:39 – A informação com relação à cobrança de 10% sobre o valor do estacionamento no restaurante MIYA estava incorreta e foi corrigida.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 2/7/2015

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Menus executivos de R$ 52 a R$ 59

  • 1 de julho de 2015
  • 21h02
  • Por Redação Paladar

O Paladar provou menus executivos em São Paulo para saber como os restaurantes da cidade estão servindo a fórmula entrada, prato principal e sobremesa. Veja abaixo os locais preferidos da equipe com preços fixos de R$ 52 a R$ 59 (lembrando que o valor da conta final inclui água, café e 10% do serviço).

TABERNA DA ESQUINA
Preço menu: R$ 52
Conta: R$ 70,80

FOTOS: Amanda Perobelli/Estadão

São duas opções diárias com preços diferentes: o do mar, com pratos principais que levam ingredientes marinhos, custa R$ 58, e o da terra, com cortes de boi, porco ou frango, R$ 52. Em ambos, o estilo é o mesmo com pratos caseiros típicos da cozinha do chef português Vítor Sobral. A economia na conta entre o executivo e o a la carte não é grande. Dividir os pratos do menu pode dar no mesmo. Por exemplo, dividindo a salada (R$ 36) e o bacalhau à taberneiro (R$ 82) – gasta-se R$ 59, sem sobremesa.

Onde. R. Bandeira Paulista, 812, Itaim Bibi, 3167-6489. 12h/15h (3ª a 6ª)

Entrada
Não é propriamente uma enganação, mas também não é uma entrada à altura dos pratos que fazem parte do executivo. A entrada é sempre uma saladinha comum com um acompanhamento que só acentua a nulidade das folhas que a compõe. No dia em que a reportagem foi ao restaurante, as folhas vieram acompanhadas por um croquete de carne maravilhoso, daqueles que fazem querer a porção toda (R$ 22, com quatro unidades). Foi o melhor da entrada, sem dúvida.

Prato principal
Duas opções diárias (um no menu da terra e outra no do mar) bem ao estilo Vítor Sobral de cozinha: pratos simples e tradicionais executados com esmero. Vale a ida às quintas-feiras quando, entre as opções, há o arroz de peixe à pescador (foto). Nas sextas, o prato do dia é bacalhau, mas se quiser apostar em algo diferente, experimente a carne de porco cozida e de pecha, economize R$ 6.

Sobremesa
No executivo, a única sobremesa varia diariamente. E não espere encontrar ali os clássicos da doçaria portuguesa pastel de belém e de santa clara. Em compensação, há pudim de azeite e mel, baba de camelo e leite creme. Se não estiver contente com a seleção do dia, os preços das sobremesas à parte variam de R$ 12 a R$ 18 e não chegam a amargar a conta.

ARTURITO
Preço menu: R$ 52
Conta: R$ 71,94

Valeu. Embora o menu executivo ofereça apenas uma opção por dia de entrada, prato e sobremesa, ele reflete bem a cozinha da casa, com receitas saborosas e bem executadas. Não há dia fixo para os pratos, que são preparados de acordo com a disponibilidade dos ingredientes. Então, a dica aqui é ligar antes para saber o que é oferecido no dia. O serviço foi eficiente e gentil, e o ritmo foi ditado pela mesa. No quesito conta, oferece boa relação de qualidade e preço. No menu normal, as entradas vão de R$ 9 (salada da horta) a R$ 35 (burrata artesanal com salsa verde); os pratos de R$ 32 (sanduíche de jamon) a R$ 72 (polvo na chapa ou ojo de bife); e as sobremesas de R$ 18 (creme brulee) a R$ 24 (o semifredo servido no executivo).

Onde. R. Artur de Azevedo, 542, Pinheiros, 3063-4951. Ter. a sex., 12h/15h.

Entrada
Muda todo dia. Na visita do Paladar, a entrada era uma sopa minestrone, vigorosa, com mini cubos de abóbora, mandioquinha, cenoura e batata, feijão manteiguinha e espinafre, acompanhado de fatia de pão de massa azeda torrado e amanteigado. Foi o ponto alto do menu.

Prato principal
Tem a assinatura da execução cuidadosa e apresentação impecável, pode ser massa (foto), peixe, carne… No dia da visita, era um namorado “fresquíssimo” assado no forno a lenha com batatas e servido com aioli picante. As batatas sautée estavam delicadas e no ponto de manteiga. O aioli, no entanto, não era exatamente picante.

Sobremesa
Delicadas e caprichadas, as opções variam entre tortas, alfajores e afins. No dia da visita, era semifredo de uvas passas com sherry.

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OSTERIA DEL PETTIROSSO
Preço menu: R$ 54
Conta: R$ 72,05

O restaurante do chef italiano Marco Renzetti tem um dos melhores sistemas de menu executivo: escolhe-se qualquer prato do cardápio e, pelo preço dele, vem o couvert, a entrada e a sobremesa – o Tappo tambem funciona assim.

A refeição, dessa maneira, não fica restrita às opções do dia e é boa oportunidade de experimentar as criações do chef presentes no cardápio principal, mas pagando menos. As saladas da entrada, no entanto, não empolgam muito.
Mas a conta vale a pena: se fosse comer pratos semelhantes no jantar, o cliente pagaria em torno de R$ 110 (sem bebidas ou serviço). Há, ainda, vinhos em taça, de R$ 21 a R$ 29.

Onde. Al. Lorena, 2.155, Jd. Paulistano, 3062-5338. Ter. a sex., 12h/15h.

Entrada
O couvert, composto de pão e manteiga batida, vem incluso no preço do menu. Na entrada, há sempre quatro opções de salada: panzarella, carpaccio, mediterrânea e nizzarda (foto), que é composta de um mix de folhas, aliche, azeitonas pretas, tomates cereja e ovo poché.

Prato principal
É possível escolher qualquer prato do cardápio – e o preço dele será o do menu executivo. Assim, a sua escolha determina o quanto será gasto: há opções de R$ 54 (nhoque gratinado com burrata e pecorino) até R$ 78 (saltimboca di vitella), entre massas frescas, mariscos e carnes. Se pedir o tonnarelli cacio e pepe (foto) você escolhe a espessura da massa, que é caseira, mas o melhor é apostar na recomendação do chef, especialista no assunto. Ele recomenda a massa fresca mais grossa.

Sobremesa
São cinco opções: gelato artesanal, crème caramel, tiramisù (nem sempre disponível), sorbet de limão e a deliciosa panna cotta com calda de frutas vermelhas.

ICI BISTRÔ
Preço menu R$ 54
Conta R$ 71,61

Ou você escolhe uma entrada e um prato principal ou o prato e a sobremesa. São quatro opções para cada uma delas. Nenhuma é enganação criada apenas para o executivo: todas refletem o menu francês.

Onde. R. Pará, 36, Higienópolis, 3257-4064. Seg. a sex., 12h/15h

Entrada
O premiado steak tartare (foto) da casa está entre as opções, igualzinho ao do cardápio regular, com alcaparrão e gema crua de ovo de codorna. Tem ainda vichyssoise e ostras.

Prato principal
Três tipos de molho podem acompanhar a fraldinha com fritas: béarnaise, dijonnaise ou poivre. A carne vem servida ao ponto; e as batatas, crocantes e saborosas. O cardápio tem mais três opções de principal: cotoletta de porco milanese, frango rôti e pargo, tomate defumado e gremolata.

Sobremesa
Se optar por comer sobremesa, o cliente do Ici Bistrô terá que abrir mão da entrada. O menu de almoço não tem três tempos como os demais. Ao abrir mão do primeiro prato, é possível escolher entre uma das quatro opções disponíveis: profiteroles (foto), terrine au chocolat, tarte tatin, e frutas do dia.

KINOSHITA
Preço menu: R$ 55
Conta R$ 75

FOTO: Tiago Queiroz/Estadão

Foi um almoço muito agradável, ficou fácil entrar no clima zen da casa, com pratos saborosos e de acabamento delicado. O estilo do chef se repete no executivo, embora as porções sejam pequenas. Mas o preço compensa, muito: só a mesma entrada pedida à la carte – as fatias de peixe branco com yuzu e molho ponzu – custa R$ 65, ou seja, R$ 10 a mais que o executivo, com entrada, prato e sobremesa. O ritmo da refeição é imposto pelo cliente, ou seja, se estiver com pressa, dá para comer bem e rápido. Há opções mais fartas e uma vegetariana.

Onde. R. Jacques Félix, 405, V. N. Conceição, 3849-6940. Seg. a sex., 12h/15h.

Entrada
Feita no sushi bar, varia dia a dia

Prato Principal
Pode ser um peixe, no dia era empanado (e delicioso). Ou uma carne, que estava apenas ok.

Sobremesa
Doce como o arroz doce, ou fruta

AGUZZO
Preço menu: R$ 59
Conta: R$ 78,40

O executivo está bem dentro do espírito da casa, os pratos são bem servidos e bem acabados – especialmente a entrada e a sobremesa tinham bema apresentação. Na comparação com o menu à la carte, o executivo compensa bastante. Para ter uma ideia, as massas recheadas custam de R$ 58 a R$ 60 reais e as secas vão de R$ 69 a R$ 93 (tagliolini verde com camarão). Carnes também podem chegar a R$ 93. As entradas custam de R$ 26 a R$ 36. Ou seja, se pedir a entrada e a massa mais baratas, a conta de um jantar sem sobremesa será R$ 84 – no almoço executivo, com sobremesa, água, café e 10% ficou em R$ 78,40.

Quem dita o ritmo do almoço executivo no Aguzzo é o cliente, mas a chegada do cardápio demora aproximadamente dez minutos e o espaço entre a retirada da entrada e a chegada do prato principal foi mais longo que o necessário. Se estiver com pressa, melhor avisar o garçom.

Onde. R. Simão Álvares, 325, Pinheiros, 3083-7363. Seg. a sex., 12h/15h

Entrada
São duas opções por dia. Geralmente uma salada caprichada, como o mix de folhas servido com delicado vinagrete de tomate e manga. E outra opção variada. No dia da visita era um caldo verde, saboroso e batido em forma de creme, não com pedaços como é tradicional. Mas estava bom e bem servido.

Prato principal
Todos os dias há quatro opções de pratos que podem ou não fazer parte do cardápio regular da casa. Tem sempre uma sugestão de massa seca e uma de massa recheada, como a massa verde da foto ao lado, recheada com ricota e servida com manteiga e lascas de amêndoa. E além das massas, há uma opção de carne e uma de peixe. No dia da visita, a massa recheada com ricota e espinafre foi servida com molho rosé –saborosa, embora nada criativa.

Sobremesa
A cada dia há uma sugestão de doce, quase sempre de sotaque italiano e uma fruta da estação. Por sorte, no dia da visita a sobremesa em cartaz era a ótima panna cotta de baunilha da casa, servida com calda de framboesa. Saborosa, bem apresentada, como você pode conferir na foto ao lado.

ATTIMO
Preço menu: R$59
Conta: 71,62

A história do já conhecido Zécutivo do Attimo vem impressa no cardápio. Jefferson Rueda conta que criou o menu executivo se inspirando (e como uma forma de homenagem) nos PFs que comia no Bar do Zé, no Itaim, quando chegou em São Paulo vindo do interior – “todo dia da semana, sempre diferente, sempre o mesmo preço”. O serviço é atencioso e ágil, o almoço segue bem o ritmo dos executivos: nada de enrolação entre um prato e outro. A refeição termina em alta: café com quatro mini acompanhamentos: brigadeiro, doce de abacaxi, broa de milho e queijo meia cura. O chef está de saída do restaurante, mas o menu executivo permanece inalterado por pelo menos por mais um mês.

Onde. R. Diogo Jácome, 341, V. N. Conceição, 5054-9999. Ter. a qui., 12h/15h

Entrada
O couvert – manteiga de urucum, pasta de berinjela assada, pão italiano e focaccia – faz parte do menu executivo. O cardápio muda todos os dias, sempre com duas opções de cada etapa do serviço e as sugestões podem ser conferidas no site. Esta polenta mole com ragu de linguiça (foto) é servida na quarta-feira.

Prato principal
A cada dia são duas opções fixas, no estilo prato do dia. Na terça-feira tem o corte de açougueiro (miolo de paleta) com batatas; na quarta, pescado do dia (foto) com farofa de tomate e cappellini de manjericão; costeleta de porco com purê de batata-doce roxa e legumes crocantes, na quinta; e na sexta tem fígado de boi com purê de mandioquinha.

Sobremesa
Há sempre uma fruta da estação e uma opção de doce do dia. Na terça, é arroz-doce integral com toffee, flor de sal e crocante de amendoim; na quarta, a pedida é sorvete de creme com calda de jabuticaba (foto); na quinta, parfait de manga (sorbet de manga, cubos de manga fresca, chips de manga e maracujá doce); e na sexta, degustação de sorbets.

EMILIANO
Preço menu: R$59
Conta: R$81,40

O Emiliano mantém a característica que o colocou em destaque no cenário gastronômico: o cuidado com o ingrediente. O restaurante do hotel virou referência no assunto, inclusive com o uso de vegetais orgânicos em pratos autorais, quando estava sob comando do chef José Barattino, que saiu de lá no começo de 2013 – foi substituído por Stefano Impera, que saiu em outubro de 2014; quem assumiu a cozinha foi Cléber Oliveira, que era sous-chef. São duas as fórmulas de almoço. Entrada, prato principal e acompanhamento ou sobremesa a R$ 59 ou fórmula completa, com acompanhamento e sobremesa, a R$ 72. Inclui couvert e uma taça de espumante. O café – bem mais ou menos – custa R$ 7. Melhor declinar.

Onde. R. Oscar Freire, 384, Cerqueira César. 3068-4390. 12h/15h

Entrada
Há quatro opções fixas. Tem carpaccio de Black Angus com rúcula e molho de mostarda (foto), com molho delicado e servido com folhas fresquíssimas e pimenta moída na hora. Tem também um tartare do dia, salada caprese e salada mista. O couvert está incluído no menu e é bem sortido, vem com cinco tipos de pão, manteiga, queijo de cabra com alecrim e compota de cebola caramelizada.

Prato principal
O cliente deve combinar um prato com um acompanhamento. Tem sempre um peixe do dia, um risoto, galetinho (foto), filé mignon ao molho rôti e escalope de vileta à milanesa. E podem vir acompanhados de salada de folhas, legumes salteados, purê de mandioquinha ou verde, massas (nhoque trufado ou tagliatelli com manteiga e sálvia), polenta ou risoto. No dia da visita do Paladar, não tinha o galetinho então o pedido foi filé mignon ao rôti. O ponto estava bom, embora a carne pudesse estar mais vermelha. De todo modo estava muito macio, bem temperado e suculento. Como acompanhamento foi servida uma salada impecável: um bom e simples mix de folhas frescas e crocantes.

Sobremesa
Sempre tem um doce e uma opção de fruta. No dia da visita o doce era um cannolo com cream cheese, frutas cristalizadas e sorvete de pistache. O sorvete estava muito bom: equilibrado, não tão doce, apesar de estar muito gelado e difícil de partir. A casca do cannolo era crocante mas muito dura pra ser quebrada com o garfo/colher.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 2/7/2015

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Menus executivos de R$ 61 a R$ 65

  • 1 de julho de 2015
  • 21h01
  • Por Redação Paladar

O Paladar provou menus executivos em São Paulo para saber como os restaurantes da cidade estão servindo a fórmula entrada, prato principal e sobremesa. Veja abaixo os locais preferidos da equipe com preços fixos de R$ 61 a R$ 65 (lembrando que o valor da conta final inclui água, café e 10% do serviço).



EPICE

Preço menu: R$61
Conta: R$72,50


FOTOS: Amanda Perobelli

O menu executivo do Epice é quase um menu degustação do vem a ser a cozinha de Alberto Landgraf. Bem ao estilo da casa, é uma seleção de pratos já clássicos do restaurante. Muda todos os dias, com duas opções de escolha para entradas, pratos principais e sobremesas (R$ 61). E ainda inclui o couvert, que não é cobrado. Simpaticamente, também não cobra água e isso amacia a conta final. Na calculadora, com café (R$ 4), a refeição inteira custa R$ 65 – mais em conta que alguns dos pratos do serviço a la carte convencional e tão inventivos quanto.

Onde. R. Haddock Lobo, 1002, Jardim Paulista, 3062-0866. 12h/14h30 (3ª a 6ª)

Entrada
É aquele choque de sensações entre expectativa e sabor. Espera-se algo ao ler o cardápio e o resultado é outro, inesperado e saboroso. As duas opções de entrada do dia são pensadas para o que vem a seguir, sem choques entre ela e prato principal. Sempre com duas opções ao dia, pode variar de pratos como a abobrinha com barriga de porco curada a berinjela laqueada com carne seca, ricota e capuchinha (foto)

Prato principal
Peixes são frequentes no cardápio do Epice e aparecem quase que diariamente entre as duas opções do executivo. Servidos no limite entre o cru e o cozido, vêm sobre uma cama que pode variar de cuscuz marroquino a pupunha, vagem e picles de cebola.

Sobremesa
Pratos já emblemáticos do restaurante, como o picles de morango com mel de jataí (foto) aparecem no menu executivo. Diariamente, há duas opções de sobremesas, quase todas equilibrando texturas e o contraste entre o ácido e o doce.

SUPRA
Preço menu: R$ 62
Conta: R$ 81,18

O simpático Mauro Maia recebe todos os clientes com um sorriso no rosto para o Almoço de Negócios, ou Mezzogiorno d’Affari, do Supra. Movimentados na hora do almoço, os salões do restaurante são frequentados por executivos apressados que trabalham na região da faria Lima e quase sempre chegam a pé. O serviço é ágil e são os clientes que ditam o ritmo da refeição. O menu executivo é uma boa oportunidade de provar as massas frescas do chef que, no cardápio à la carte, custam entre R$ 49,90 e R$ 65. A entrada, bem servida, e o bom couvert contribuem para o preço do executivo ser atrativo. Mas com água, café a conta sobe…

Onde. R. Leopoldo Couto Magalhães Jr., 681, Itaim Bibi, 3071-4473. Seg. a sex., 12h/15h.

Entrada
Uma cestinha com focaccia, pães e grissini, manteiga e sardela compõem o couvert, incluso no menu degustação. De entrada pode-se escolher entre a salada verde com lulas à dorê ao vinagrete de limão e o carpaccio clássico com mostarda de Dijon, alcaparras, queijo grana padano e rúcula (foto).

Prato principal
São quatro ou cinco opções que trocam toda semana. Há sempre um prato do dia, uma massa, uma carne e um peixe – o cardápio fica disponível no site do restaurante. Uma das opções é tortelli de salmão defumado e burrata ao molho de manteiga, alho-poró e tomatinhos confit (foto).

Sobremesa
Pode-se escolher entre a fruta da estação e sorvetes italianos artesanais de creme, chocolate ou crocante (os sabores disponíveis variam conforme o dia). Por mais R$ 6, pode-se optar por sabores mais elaborados de sorvete, como pistache ou gianduia ou ainda por uma sobremesa especial, como o tiramisù.

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TUJU
Preço menu: R$ 65
Conta: R$ 84,60


É uma ótima opção para conhecer a comida do Tuju, já que agora o restaurante não tem mais menu à la carte. Outras alternativas no almoço são o menu da estação (R$ 150) e o menu Tuju (R$ 245). O executivo custa menos e dá direito a quatro tempos. Começa com a cesta de pães da casa, inclui entrada, principal e sobremesa. Os elementos são dispostos no prato de maneira elegante e apetitosa. Todas as porções são bem servidas e saborosas. O café coado custa R$ 7. l

Onde. R. Fradique Coutinho, 1.248, 2691-5548. Qua. a sex., 12h/15h

Entrada
Uma cestinha com deliciosos pães da casa começa a refeição. Depois, a entrada é escolhida entre duas opções que mudam semanalmente, como a salada de feijão caupi (foto). Na visita, a entrada foi uma crostata de mandioquinha

Prato principal
O tamboril com creme de mandioquinha, tapenade e vôngole (foto) já apareceu no menu executivo do Tuju. Durante a visita, o principal foi um delicioso robalo com castanha-do-pará e espinafre. Outra opção era o filé de porco acompanhado de batata-doce. O cardápio muda toda semana, mas sempre há duas escolhas de prato principal.

Sobremesa
O cliente escolhe entre as duas sobremesas da semana. Uma possibilidade entre os doces é a abóbora com tangerina (foto). No dia da visita, havia a deliciosa baba tropical com sorvete de baunilha e caqui.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 2/7/2015

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Menus executivos acima de R$ 65

  • 1 de julho de 2015
  • 21h00
  • Por Redação Paladar

O Paladar provou menus executivos em São Paulo para saber como os restaurantes da cidade estão servindo a fórmula entrada, prato principal e sobremesa. Veja abaixo os locais preferidos da equipe com preços acima de R$ 65 (lembrando que o valor da conta final inclui água, café e 10% do serviço).



AMADEUS

Preço menu: R$ 79
Conta: R$ 101

FOTO: Amanda Perobelli/Estadão

O Amadeus tem duas cozinhas bem definidas e às vezes convergentes. Uma de inspiração mais moderna, com apropriação pouco convencional de ingredientes brasileiros e modismos contemporâneos, e outra, por assim dizer, mais nativa, caseira e afetiva. O almoço executivo está mais para segunda linha: pratos tradicionais da cozinha litorânea brasileira, com temperos mais contidos que o usual e preparo apurado, com atenção ao ponto de cozimento dos peixes e frutos do mar.

Vale para conhecer um aspecto da cozinha de Bela Masano e economizar na conta, que fora do sistema executivo passa facilmente dos R$ 150.

Reserve tempo e estômago para vencer o prato (farto e fumegante), o serviço lhe ajudará nisso: é eficiente e cadenciado, há tempo entre os pratos para assentar a comida sem lhe deixar com fome. Ligue antes do almoço para saber as opções daquele dia.

Onde. R. Haddock Lobo, 807, Cerqueira César, 3061-2859. Seg. a sex., 12h/15h

Entrada
Variação sobre o mesmo tema, a saladinha de entrada é a base frequente para diversos produtos, de lulas grelhadas ao cuscuz paulista. Simples, fresca e bastante saborosa. Não espere pratos exuberantes nessa etapa do almoço, a porção é suficiente apenas para preparar o paladar para o que vem a seguir.

Prato principal
Há uma única opção diária, sempre na linha comida praieira domesticada e bem feita que faz o estilo da chef Bella Masano. Pode ser o famoso bobó de camarão da casa, uma caldeirada de peixe entre outras opções que variam conforme a inspiração da chef e os ingredientes que ela tem à mão a cada dia. As porções são servidas em porções fartas e fumegantes, quase sempre em quantidade suficiente para compartilhar. Impossível sair com fome.

Sobremesa
Tem apenas uma opção diária. No dia da visita da reportagem, um corriqueiro bolo de chocolate com sorvete de creme; e no da foto, uma releitura do doce de abóbora. Se a ideia de pedir café pairar durante a refeição (dependendo da opção do dia), dispense a sobremesa. Junto com o café (unicamente Nespresso, R$ 7) são servidas uvas confeitadas, que não matam a vontade de doce, mas podem ser mais atraentes que a sobremesa do menu.

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LOI RISTORANTINO
Preço menu:R$ 85
Conta: R$ 132

FOTOS: Amanda Perobelli/Estadão

Se estiver querendo provar o menu do mezzogiorno é bom saber que ele vale mais para conhecer a cozinha de Salvatore Loi gastando menos do que propriamente pela rapidez e facilidade de um menu executivo. Você irá fazer uma bela refeição, provar comida italiana elegante, saborosa e diversificada. Mas o ritmo do serviço é o mesmo dos pedidos à la carte. Ou seja: a ordem ali é não ter pressa. Além disso, o clima da casa convida a uma refeição mais tranquila. Porém o preço compensa, sim: à la carte, você pagaria o dobro para comer o mesmo. A conta para uma pessoa incluindo couvert, uma água, entrada, massa, sobremesa e café sai, no mínimo, R$ 265, acrescentados os 10% de serviço).

Onde. R. Dr. Melo Alves, 674, Jardins, 3063-0977. Seg. a. sex., 12h/15h.

Entrada
São 3 opções: uma salada, uma carne e algo do mar. Nesta temporada, o cliente escolhe a terrine de vitela, a opção com carne; o ravióli recheado com demi-glace com pesto de rúcula e servido com uma pequena salada; além de salmão defumado com stracciatella (foto)

Prato principal
Os pratos variam a cada temporada, mas opções são sempre fixas: escolhe-se entre massa, risoto, ave, peixe ou carne. A sugestão de massa atual são mezze paccheri con crema de melanzane e mozzarella affumicata, prato bem delicado; o arroz é risolio, combinação de arroz com limão, camarão e tomate (foto); tem filé de peixe rosso; a opção de ave é o rótolo de pollo recheado com funghi; e há também o alcatra di agnello con patate al forno.

Sobremesa
São três sugestões. O destaque da temporada é o famoso pudim de pão da casa; Há também miniaturas de cannoli em três sabores (foto); e fruta da estação.

 PARIGI BISTROT
Preço menu: R$ 85
Conta: R$ 106,70

Este menu executivo é antes de mais nada um bom negócio. Você escolhe uma entrada, um prato e uma sobremesa do cardápio e paga o preço fixo de R$ 85. Ok, não é barato. Mas é a chance de ir ao novo Parigi Bistrot gastando 41% do que gastaria para comer a mesma coisa à la carte. Fora do executivo, oeuf benedict com salmão, linguado a meunière e crepe suzette, uma água e os 10% de serviço custariam R$ 180. Quase tudo o que está no cardápio está no executivo. Quem dita o ritmo da refeição é você, mas o atendimento é rápido: dois minutos para chegar o cardápio, sete para a entrada e dois entre ela e o prato principal.

Onde. Av. Magalhães de Castro, 12.000, Shop. Cidade Jardim, 3198-9440. Seg. a qui., 12h/15h (sex. 12h/16h)

Entrada
Dá para se divertir só nessa parte do cardápio. São saladas, sopas (como a de cebola, foto), ovos – entre omelete com cogumelos e ovos florentine (pochê com creme de espinafre) –, crepes, sanduíches… e é só o começo.

Prato principal
Se a ideia é apostar no peixe, escolhe-se entre filé de linguado e fish and chips. As opções de carne incluem o steak tartare (foto) servido com fritas e o tartare selado. Há ainda opção de frango e algumas massas, entre elas a parisienne, com molho a base de creme de leite com ervilhas, cogumelos e presunto. O tamanho das porções é o mesmo seja no executivo ou à la carte.

Sobremesa
É a opção mais reduzida do menu executivo, ainda assim é caprichada. Há duas sugestões de crepes, servidos quentes e em duplas, o clássico crepe suzette e o crepe de chocolate com avelã (foto); além disso, uma opção de sorvete e frutas da estação.

>>Veja a íntegra da edição do Paladar de 2/7/2015

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Flip tem programação voltada para gastronomia

  • 1 de julho de 2015
  • 12h02
  • Por Redação Paladar

Depois de estrear na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em 2014, o sarau Cozinhando com Palavras retorna à programação paralela da 13º edição da festa para para discutir os rumos da cozinha nacional. Com curadoria do chef André Boccato, os encontros tem temas que unem comida, literatura e cultura. Durante as atividades, os visitantes poderão degustar um menu exclusivo preparado por chefs convidados, como Morena Leite, do Capim Santo, e Dagoberto Torrer, do Suri.

FOTO: Walver Craveiro

A FLIP começa hoje (1º) e vai até dia 5, domingo. Confira a programação completa do Cozinhando com Palavras:

Dia 1º, quarta-feira

19h30 – A qualidade da alimentação sem sal (com Filipe Baccarin)

Dia 2, quinta-feira

10h30 – Conservas do meu Brasil: compotas, geleias e antepastos tipicamente nacionais (com Gil Gondim)

14h – Brasil bom de boca: temas de antropologia da alimentação (com Raul Lody e Luciana Marchetti da Silva)

16h – Mistura Morena: cozinha tropical brasileira (com Morena Leite; convidada musical: Giselle Tigre)

18h – A gastronomia no Brasil no século 19 (com André Boccato, Raul Lody e Zenir Aparecida Dalla Costa de Melo)

20h – Os livros como o alimento do espírito (com Jeane Passos e Rodrigo Ferraz; mediação: André Boccato)

Dia 3, sexta-feira

10h30 – Cadernos de receitas da Magali (com Rodrigo de Medeiros Paiva, Sergio Alves, Jeane dos Reis Passos e Zenir Aparecida Dalla Costa de Melo)

14h – Café com etc…, baseado no livro “Sou Barista” (com Concetta Marcelina e Fábio Colombini Fio)

16h – Ceviche: do Pacífico para o mundo (com Dagoberto Torres e Patrícia Moll)

18h30 – A virtude da gula: pensando a cozinha brasileira (com Raul Lody e Gil Gondim)

20h – Lançamento do livro “A Virtude da Gula: Pensando a Cozinha Brasileira”

Dia 4, sábado

10h30 – Do grão à xícara, baseado no livro “Sou Barista” (com Concetta Marcelina e Luciana Marchetti da Silva)

14h – Para onde caminha a gastronomia brasileira? (com André Boccato, Morena Leite e Raul Lody; convidada musical: Giselle Tigre)

16h – A sensorialidade na gastronomia (com Fábio Colombini Fiori)

18h – Um doce Brasil, baseado no livro “Dicionário do Doceiro Brasileiro” (com Raul Lody e Otávia Sommavilla)

21h – Sarau: Mário de Andrade e o caju Marxista (com Zenir Aparecida Dalla Costa de Melo; convidada musical: Giselle Tigre)

Dia 5, domingo

10h30 – Homenagem à gastronomia de Paraty (com Zenir Aparecida Dalla Costa de Melo, Luciana Marchetti da Silva e Ana Bueno)

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Wine Weekend reúne 2 mil rótulos de bebidas

  • 30 de junho de 2015
  • 18h10
  • Por Redação Paladar

O Wine Weekend, um dos maiores festivais de vinho do país, será realizado a partir desta quinta-feira (2) até o domingo (5) no Pavilhão das Culturas do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A organização espera 25 mil visitantes nos quatro dias de evento, que reúne 95 expositores, sendo 91 produtores, e 2 mil rótulos. Entre os brasileiros, estarão presentes as vinícolas Valduga, Aurora, Perini, D’alture, Lídio Carraro, Guatambu, Casa Pedrucci, Garibaldi e Casa Venturini.

A programação traz palestras sobre diferentes assuntos que fazem parte do mundo do vinhos, das cervejas e dos destilados. Entre os temas, a importância da rolha de cortiça (Carlos Cabral, sábado, às 14h), cervejas especiais (Camila Araujo, sábado às 20h) e como degustar queijos brasileiros (Bruno Cabral, sábado,às 15h).

O festival trará um museu com a história de seis séculos do vinho no Brasil, um espaço dedicado às crianças e uma área voltada a degustação e compra de cervejas especiais. Promoverá também dois jantares harmonizados temáticos, um francês e outro argentino. Há um limite de 150 vagas por jantar.


FOTO: Fernando Sciarra/Estadão

Os ingressos podem ser comprados na bilheteria ou pelo site e custam R$ 70, incluindo uma taça para degustação. Já os jantares saem por R$ 500 (individual) ou R$ 900 (casal). Grupos de quatro pessoas pagam R$ 450 por pessoa.

Na quinta e na sexta-feira, será realizado o Concurso Mundial de Bruxelas Edição Brasil, que julgará 419 rótulos, sendo 215 de vinhos e 204 de destilados. No fim de semana, as bebidas vencedoras serão expostas no local.

Wine Weekend
Pavilhão das Culturas – Parque Ibirapuera (Entrada pela Marquise)
Dias 2, 3 e 4, de 12h às 20h; dia 5 de 12h às 20h
Ingresso: R$ 70, inclui taça para participar de degustações
www.wineweekend.com.br
 (11) 4617-4021.

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Cursos de café, cerveja e cachaça pelo Brasil

  • 29 de junho de 2015
  • 18h39
  • Por Redação Paladar

Para quem não é da capital paulistana e está procurando saber mais sobre café, cerveja ou cachaça, o Paladar separou alguns cursos que acontecem nas próximas semanas em Pedregulho (interior de São Paulo), Belo Horizonte, Porto Alegre e Campos do Jordão. Confira:

Produção de café

O Octavio Café abriu uma nova turma para para o curso ‘Da Semente à Xícara’, que acontece nas fazendas da empresa em Pedregulho, interior de São Paulo. A imersão no mundo do café terá supervisão da barista Tabatha Creazo. As aulas englobam todo o processo de produção, desde a semente até a degustação da bebida, passando por plantio, planejamento da colheita, irrigação, preparo do café e secagem, entre outros. O programa inclui hospedagem e pensão completa na Hospedaria Chapadão – aberta apenas para quem faz o curso – e translado da pousada à fazenda produtora.

Da Semente à Xícara

Pedregulho (SP)
8 a 12 de julho
Inscrições: pelo telefone (11) 3074-0110 ou e-mail  cursos at octaviocafe.com.
Valor: para o quarto single, R$ 2.100 por pessoa; para quarto duplo ou triplo, R$ 1.800 por pessoa. O pagamento pode ser dividido em até 5 vezes no cartão de crédito e as vagas são limitadas a dez pessoas por turma.

Tecnologia cervejeira

O Instituto da Cerveja Brasil abriu, em Porto Alegre, inscrições para o curso avançado de tecnologia cervejeira em parceria com a Weihenstephan, de Munique, uma das mais importantes universidades cervejeiras do mundo. O curso irá abordar temas como desenvolvimento de receitas de cervejas de diferentes estilos, parâmetros de processos, escolha de matérias-primas, rendimentos dos processos fabris, práticas de higienização nas cervejarias, defeitos sensoriais, etc.

Tecnologia Cervejeira

Porto Alegre (RS)
10 de julho a 27 de setembro, sextas de 19h às 22h50 e sábado e domingo de 9h às 18h.
Inscrições: pelo e-mail  rs at institutodacerveja.com.br.
Valor: R$ 3.950

Sommelier de cervejas

Em agosto, o Instituto da Cerveja Brasil levará o curso Sommelier de Cervejas para Belo Horizonte. Com duração de 80 horas, a formação é certificada pelo Instituto da Cerveja Brasil e pela ASI (Association de la Sommellerie Internationale, da França). O curso capacita alunos como sommeliers profissionais ou como consultores/assessores, dando uma visão abrangente da profissão.

Sommelier de cervejas

Belo Horizonte (MG)
1º, 2, 22 e 23 de agosto, 12 e 13 de setembro  e 3, 4,16,17 e 18 de outubro, de 9h às 18h
Inscrição: pelo e-mail  claudia.bonadia at institutodacerveja.co….
Valor: R$ 3.300

Envelhecimento de cachaças

O curso “Cachaças e Madeiras: inovação e oportunidades”, oferecido pelo Centro Universitário Senac de Campos do Jordão, vai abordar o estudo das diferentes madeiras utilizadas para armazenar e envelhecer a cachaça e qual é a influência dessa variável nas características da bebida. As aulas também vão mostrar como identificar tendências no segmento no âmbito nacional e internacional.

Cachaças e Madeiras: inovação e oportunidades

Campos de Jordão (SP)
Informações : (12) 3668-3001 ou www.sp.senac.br
5 a 8 de agosto,das 9 às 18 horas.
Valor: R$ 1.356

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Chefs e produtores criticam a proibição do foie gras em São Paulo

  • 26 de junho de 2015
  • 20h31
  • Por Míriam Castro

O foie gras será mesmo proibido em São Paulo. O prefeito Fernando Haddad sancionou na noite de quinta-feira o projeto lei nº 537/2013, que proíbe a produção e venda do ingrediente na cidade. E os chefs e produtores já começaram a se manifestar contra.

“Achei muito triste, uma sacanagem”, diz Gabriel Matteuzzi, chef do Tête-à-tête. Um de seus pratos de maior sucesso é a terrine de foie gras. De acordo com o chef, metade das entradas vendidas na casa corresponde ao prato.

FOTO: Fernando Sciarra/Estadão

No dia anterior à sanção, ativistas dos direitos dos animais realizaram um protesto em frente à Prefeitura. Eles entregaram a Haddad um abaixo-assinado no qual cerca de 90 mil pessoas pediam a proibição do fígado de pato ou ganso gordo. A justificativa é que o foie gras costuma ser obtido por um processo de alimentação forçada chamado gavage, considerado cruel pelos ativistas.

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Para Matteuzzi, o projeto de lei foi apoiado por falta de informação. “Outras carnes são resultado do processo de engorda. Bois também são confinados e alimentados em excesso antes do abate”, afirma.

Haddad é um fã notório de foie gras e há relatos de chefs que serviram o ingrediente ao prefeito. Quando o projeto de lei foi aprovado pela Câmara Municipal, no fim de maio, a assessoria da Prefeitura tinha afirmado ao Paladar, em off, que a regra provavelmente seria vetada.

Bombom de foie gras do Maní. FOTO: Divulgação

Mas o prefeito sancionou com uma ressalva: em vez de valer imediatamente, a proibição será estabelecida daqui a 45 dias. Durante esse período, os restaurantes poderão servir o foie gras normalmente. Porém, depois do prazo, estabelecimentos que vendam ou produzam o fígado gordo estarão sujeitos à apreensão do produto, além de uma multa de R$ 5 mil. O valor dobra em reincidência.

Só há três produtores brasileiros de foie gras, dois no interior de São Paulo, Chez Pierre, em Itu, Agrivert, em Valinhos, e um em santa catarina, Villa Germânia, em Indaial (SC). A sanção da lei não era esperada para os produtores do interior paulista. Ao contrário, a informação no gabinete do Prefeito, dada em off, era a de que ele não iria sancioná-la.

Pierre Reichart, dono da Chez Pierre, acha que vai ter de fechar o negócio, que mantém há 15 anos. O produtor fez aniversario hoje e irinizou: “Foi o pior presente de aniversário que já recebi”, afirma o francês. A produção não é grande (ele não abre os números), mas 80% é consumida na cidade de São Paulo. De acordo com Reichart, o restante das vendas é feito no interior do Estado, mas não o suficiente para manter uma empresa. A decisão será tomada nos próximos dias: se fechar, o produtor vai demitir 19 funcionários.

Outro produtor paulista, Alexandre Amaral, está se articulando com advogados para fazer algo em relação à nova lei. Mas preferiu não dar declarações até a situação se estabelecer melhor.

No fim de maio, por conta da aprovação da lei na Câmara, a Associação dos Profissionais de Cozinha fez uma petição em defesa do foie gras. Foram coletadas 307 assinaturas de profissionais da indústria, como o chef Julien Mercier. Na ocasião, os produtores e cozinheiros defendem que a crueldade contra as aves pode ser impedida com a regulamentação da produção do foie gras, como ocorre na França.

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