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Thiago Pereira vê ‘grande chances’ de treinar nos EUA com ex-técnico de Gustavo Borges

Demétrio Vecchioli

quarta-feira 03/09/14

Medalhista olímpico perdeu seu treinador, Albertinho, e tem como principal opção ir treinar nos Estados Unidos

Estados Unidos ou Brasil? As indas e vindas de nadadores, em intercâmbio entre os dois países, faz parte da rotina da natação brasileira. Cesar Cielo, Thiago Pereira, Marcelo Chierighini, Felipe Lima, Bruno Fratus e João de Lucca, entre outros, treinaram ou treinam nos EUA. Agora é Thiago Pereira, no Brasil desde 2011, que está novamente muito perto de voltar à América do Norte.

Duas vezes medalhista em Barcelona, no ano passado, Thiago perdeu seu treinador, Alberto Pinto da Silva, o Albertinho, para muitos o melhor do País. Ex-comandante do naufragado PRO 16, projeto capitaneado por Cesar Cielo, Albertinho vai comandar a seleção masculina (desempenhar o papel que Fernando Vanzella tem no feminino) e decidiu abandonar a borda da piscina.

“Foi uma decisão pessoal do Albertinho. Ele está deixando de treinar atletas de nível olímpico,  assumindo como diretor técnico masculino da CBDA. Por isso a gente acabou tendo essa mudança”, explicou Thiago Pereira, ontem, em coletiva. A notícia já era pública há um mês (furo do Paulo Conde, da Folha), mas eles ficaram juntos até o Pan-Pacífico. Quando acabar o Troféu José Finkel, que acontece essa semana em Guaratinguetá, Thiago vai começar a resolver sua vida.

E ele mesmo admite que é muito grande a chance de ele ser treinado por Jon Urbanchek, o norte-americano que foi head coach da fortíssima Universidade de Michigan por 22 anos, até 2004, e depois treinou a seleção norte-americana. Urbanchek, de origem húngara, foi, portanto, o treinador de Gustavo Borges e, por isso, tem boa relação com a CBDA.

“Eu tenho duas opções: ou a gente fica ou a gente sai. Estou envolvendo Ricardo de Moura (superintendente da CBDA), CBDA, COB. Eu sei o que a gente tem aqui. Tenho uma reunião marcada com o Urbanchek, que foi o técnico do Gustavo. Ele está aposentado mas conhece muita coisa. Tem grandes contatos, sabe quem vai ser a pessoa ideal para estar me ajudando ou não. Tem boa relação com a confederação. Estaria me ajudando como mentor se eu tomar a decisão de ir para for a do País”, explicou Thiago.

O nadador do Sesi, durante a coletiva, deixou bem claro que a decisão não será só dele, mas também da CBDA e do COB. Um sinal claro que não quer arcar sozinho com um possível desvio de rota. Entre 2009 e 2011 ele treinou nos Los Angeles e, neste período, não obteve resultados do nível que ele poderia atingir. Thiago cresceu muito quando voltou ao Brasil, para o PRO 16, tanto que ganhou medalha em Londres e em Barcelona.

Na natação, vale explicar, é comum o atleta não treinar na piscina do clube pelo qual ele compete. Muitos nadadores preferem trabalhar com seus treinadores pessoais, que às vezes têm atletas de vários clubes. Atualmente, Fratus, Chierighini, João de Lucca e Felipe Lima estão nos EUA. Cesar Cielo é exceção e, desde que acertou com o Minas, treina em Belo Horizonte como membro da equipe.