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Ribeirinhos

Nilton Fukuda

sábado 13/03/10

Os jornalistas Herton Escobar e Paulo Pinto navegaram durante seis dias pelos Rios Negro e Jauaperi, na divisa do Amazonas e Roraima, para documentar o conflito que existe entre os ribeirinhos das comunidades locais e os barcos de pesca comercial, que acabam com o peixe dos rios. A viagem foi feita à convite da ONG WWF-Brasil.

Ribeirinho sai de manhã para pescar em seu "casco" (uma canoa talhada de uma peça única peça de madeira, ou tora), envolto ainda pela neblina matinal. Voltou com duas piranhas. Foto: Paulo Pinto/AE

Ribeirinho sai de manhã para pescar em seu "casco" (uma canoa talhada de uma peça única peça de madeira, ou tora), envolto ainda pela neblina matinal. Voltou com duas piranhas. Foto: Paulo Pinto/AE

Típica comunidade ribeirinha, com casas construídas sobre um barranco, para fugir da cheia. No seu auge, a água chega a bater no piso das casas. Se subir demais, constrói-se um novo piso, mais alto. Foto: Paulo Pinto/AE

Típica comunidade ribeirinha, com casas construídas sobre um barranco, para fugir da cheia. No seu auge, a água chega a bater no piso das casas. Se subir demais, constrói-se um novo piso, mais alto. Foto: Paulo Pinto/AE

Barco "estacionado" próximo à comunidade Itaquera. Foto: Paulo Pinto/AE

Barco "estacionado" próximo à comunidade Itaquera. Foto: Paulo Pinto/AE

Crianças da comunidade Itaquera. Foto: Paulo Pinto/AE

Crianças da comunidade Itaquera. Foto: Paulo Pinto/AE

Crianças jogam bola na comunidade Itaquera. Ao fundo, o repórter aguarda para usar o orelhão - um dos dois únicos telefones no Rio Jauaperi. Fora isso, só rádio. Celular não pega. Foto: Paulo Pinto/AE

Crianças jogam bola na comunidade Itaquera. Ao fundo, o repórter aguarda para usar o orelhão – um dos dois únicos telefones no Rio Jauaperi. Fora isso, só rádio. Celular não pega. Foto: Paulo Pinto/AE

Fachada da Escola Vivamazônia, na comunidade Gaspar, criada por um casal europeu para alfabetizar crianças da região (em português), que muitas vezes não têm escola pública para frequentar. Foto: Paulo Pinto/AE

Fachada da Escola Vivamazônia, na comunidade Gaspar, criada por um casal europeu para alfabetizar crianças da região (em português), que muitas vezes não têm escola pública para frequentar. Foto: Paulo Pinto/AE

Franciel Lima mostra para o pai, Francisco, o livro da escola com figuras de bichos da Amazônia, observado também pelo professor, o escocês Paul Clark, que mora na Amazônia desde 1994. Foto: Paulo Pinto/AE

Franciel Lima mostra para o pai, Francisco, o livro da escola com figuras de bichos da Amazônia, observado também pelo professor, o escocês Paul Clark, que mora na Amazônia desde 1994. Foto: Paulo Pinto/AE

Franciel aponta para o pirarucu, peixe que ele, aos 6 anos, nunca viu de verdade no rio, porque a espécie desapareceu das águas próximas a sua comunidade. Foi pescada ao limite. Foto: Paulo Pinto/AE

Franciel aponta para o pirarucu, peixe que ele, aos 6 anos, nunca viu de verdade no rio, porque a espécie desapareceu das águas próximas a sua comunidade. Foi pescada ao limite. Foto: Paulo Pinto/AE

Família de Valdemar da Silva Brazão, de 56 anos (camisa preta), da comunidade Gaspar. Ele é o melhor amigo do escocês Clark e ajuda a escola fazendo o transporte das crianças. Foto: Paulo Pinto/AE

Família de Valdemar da Silva Brazão, de 56 anos (camisa preta), da comunidade Gaspar. Ele é o melhor amigo do escocês Clark e ajuda a escola fazendo o transporte das crianças. Foto: Paulo Pinto/AE

Um costume entre os ribeirinhos é só andar descalço dentro de casa, para facilitar a limpeza. Os chinelos ficam do lado de fora. Foto: Paulo Pinto/AE

Um costume entre os ribeirinhos é só andar descalço dentro de casa, para facilitar a limpeza. Os chinelos ficam do lado de fora. Foto: Paulo Pinto/AE

Luiz Nascimento é um típico caboclo da Amazônia: baixo, magro e forte. Aqui ele aparece na beira de uma área de 1 hectare que ele desmatou para plantar mandioca, banana e outros itens básicos da dieta ribeirinha. Foto: Paulo Pinto/AE

Luiz Nascimento é um típico caboclo da Amazônia: baixo, magro e forte. Aqui ele aparece na beira de uma área de 1 hectare que ele desmatou para plantar mandioca, banana e outros itens básicos da dieta ribeirinha. Foto: Paulo Pinto/AE

Sentado à frente de um casco, seu Manoel, da comunidade Xixuaú, limpa o peixe que vai cortar e usar como isca para pescar num igarapé. Foto: Paulo Pinto/AE

Sentado à frente de um casco, seu Manoel, da comunidade Xixuaú, limpa o peixe que vai cortar e usar como isca para pescar num igarapé. Foto: Paulo Pinto/AE

Amanhecer na comunidade Xixuaú. Foto: Paulo Pinto/AE

Amanhecer na comunidade Xixuaú. Foto: Paulo Pinto/AE

Ribeirinho usa a internet ao cair da noite no Xixuaú. Comunidade tem internet wireless banda larga e telefone público. Comunitários recebem aulas para aprender a usar a web. Foto: Paulo Pinto/AE

Ribeirinho usa a internet ao cair da noite no Xixuaú. Comunidade tem internet wireless banda larga e telefone público. Comunitários recebem aulas para aprender a usar a web. Foto: Paulo Pinto/AE

Parabólicas captam o sinal de TV na comunidade Xixuaú. Garantia de novela e futebol. Foto: Paulo Pinto/AE

Parabólicas captam o sinal de TV na comunidade Xixuaú. Garantia de novela e futebol. Foto: Paulo Pinto/AE

 

Crianças brincam dentro um barco de alumínio na comunidade Xixuaú. Foto: Paulo Pinto/AE

Crianças brincam dentro um barco de alumínio na comunidade Xixuaú. Foto: Paulo Pinto/AE

Jacaré espreita as margens da comunidade Xixuaú. Há vários deles por lá. Ficam esperando os ribeirinhos chegarem da pescaria para abocanhar as entranhas dos peixes que são jogadas na água. Foto: Paulo Pinto/AE

Jacaré espreita as margens da comunidade Xixuaú. Há vários deles por lá. Ficam esperando os ribeirinhos chegarem da pescaria para abocanhar as entranhas dos peixes que são jogadas na água. Foto: Paulo Pinto/AE

Jacaré observa uma mulher que lava roupas e criança que toma banho de rio no Xixuaú. Os ribeirinhos estão acostumados com a presença do bicho. Foto: Paulo Pinto/AE

Jacaré observa uma mulher que lava roupas e criança que toma banho de rio no Xixuaú. Os ribeirinhos estão acostumados com a presença do bicho. Foto: Paulo Pinto/AE

Ribeirinho mostra, sem medo, uma aranha que estava em sua canoa. "Essa aqui, se picar, arde um pouco", ele avisa. Foto: Paulo Pinto/AE

Ribeirinho mostra, sem medo, uma aranha que estava em sua canoa. "Essa aqui, se picar, arde um pouco", ele avisa. Foto: Paulo Pinto/AE

Criança pula corda no Xixuaú. Foto: Paulo Pinto/AE

Criança pula corda no Xixuaú. Foto: Paulo Pinto/AE

Amanhecer no Rio Negro, antes mesmo do Sol aparecer no horizonte. Foto: Paulo Pinto/AE

Amanhecer no Rio Negro, antes mesmo do Sol aparecer no horizonte. Foto: Paulo Pinto/AE

Barco de pesca comercial (ilegal) com o nome raspado na proa. As redes estão no topo. As canoas usadas para pescar e estender as redes vão no reboque.  Foto: Paulo Pinto/AE

Barco de pesca comercial (ilegal) com o nome raspado na proa. As redes estão no topo. As canoas usadas para pescar e estender as redes vão no reboque. Foto: Paulo Pinto/AE

Francisco Bragança, de 57 anos, da comunidade Remanso, mostra o "jaticá", um longo arpão que ele usava (ou ainda usa) para caçar tracajás, tartarugas e outros "bichos de casco" no leito das águas escuras do Rio Negro e do Jauaperi. Foto: Paulo Pinto/AE

Francisco Bragança, de 57 anos, da comunidade Remanso, mostra o "jaticá", um longo arpão que ele usava (ou ainda usa) para caçar tracajás, tartarugas e outros "bichos de casco" no leito das águas escuras do Rio Negro e do Jauaperi. Foto: Paulo Pinto/AE

Amanhecer no Rio Negro. Foto: Paulo Pinto/AE

Amanhecer no Rio Negro. Foto: Paulo Pinto/AE

Menina ribeirinha. Foto: Paulo Pinto/AE

Menina ribeirinha. Foto: Paulo Pinto/AE

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