Almoçando com tubarões
- Comentários (6)
- Tweet este post
- Tópicos: Bahamas, Costa de Nassau
É difícil de acreditar, mas podemos participar de um almoço emocionante em mar aberto, cara a cara com tubarões, sem gaiolas de proteção. Essa tarefa de risco acontece nas águas quentes de Nassau, capital das Bahamas.
A tensão é inevitável e faz parte desta aventura. A Stuart Cove, empresa que promove os mergulhos, se encarrega de ir buscar cada viajante no hotel, para evitar atraso (e desistências, quem sabe?). A assinatura de um termo de responsabilidade, que isenta a empresa em caso de acidente – raros na região, destacam os guias – aumenta ainda mais a dúvida: será que é seguro? Há exigências e regras para (quase) garantir que, sim, você vai e volta inteiro. Para começar, apenas mergulhadores certificados podem participar. A principal orientação é nunca fazer movimentos bruscos perto dos tubarões. No retorno ao barco “Nunca tire as nadadeiras longe da escada do barco, isso é um belo banquete para as feras! Segure na escada, ponha o pé no degrau com a nadadeira ainda no pé, tire a nadadeira, e ponha o pé rapidamente no degrau de cima! A sola do pé em movimento é semelhante a ação do peixe dentro d´agua e o tubarão chegará ao seu pé em poucos segundos! Se vocês tiverem algum valor por seus pés, façam o que estou falando!” alerta NealHarvey, alimentador de tubarões, passando as informações ao grupo, enquanto o barco cumpre o trajeto de 2 quilômetros até Bahama Mama. Lá fica o navio cargueiro Ray of Hope de 200pés naufragado em 2003, em parceria entre o governo e a iniciativa privada, para servir de recife artificial. A região é farta em tubarões-tigre e tubarões caribenhos de arrecife, conhecidos no Brasil como cabeças-de-cesto.
Piadas como “estão prontos para virar comida de tubarão?” tentam descontrair e aliviar a tensão. Harvey explica que os animais se aproximam dos mergulhadores por instinto, mas logo tomam outro rumo.
No primeiro mergulho, para reconhecimento da área, chegamos a uma profundidade de 25 metros. Ver um animal de 2 metros de comprimento vindo rápido em sua direção e desviando a pouco menos de 2 metros de distância é aterrorizante. Mas o movimento se repete tantas vezes que você acaba se acostumando.
O grande momento
No esperado mergulho para alimentar tubarões, podemos ver inúmeros tubarões na superfície rondando o barco esperando os mergulhadores caírem novamente na água. É uma imagem difícil de esquecer. Não é fácil confiar nos animais selvagens e se atirar ao mar. São poucos que se sentem preparados e confiantes para realizar essa proeza, mas o que consola o aventureiro é que são raros os ataques na região.
Todos descem a uma profundidade de 15 metros, até a proa da embarcação naufragada. Vestido com uma roupa de malha de ferro trançada, Neal Harvey chega depois, com a caixa de alumínio cheia de pedaços de peixe. Larga a caixa na estrutura de ferro do barco, o que emite um som similar a um gongo, que dá início ao ritual. A quantidade de tubarões aumenta – são pelo menos 40 após 15minutos. É possível ver fêmeas de 3 metros de comprimento. O fato de não tocar nas feras com a mão pode deixar o mergulhador frustrado, mas nem é preciso. Você pode sentir parte dos corpos dos tubarões batendo nos seus ombros, cabeça e até mesmo no rosto, enquanto brigam entre si para passar entre os mergulhadores e alcançar a caixa. Estamos tão próximo dos animais que podemos ver a riqueza de detalhes de suas íris. E o que era assustador passa a ser fascinante. De volta à superfície, o entusiasmo toma conta do grupo, que se cumprimenta com gritos de euforia. O alimentador chega depois e é recebido sob aplausos. Sua mão sangra. Ele diz que já perdeu a conta de quantas vezes foi mordido. “Os tubarões sentem que não é peixe e largam, mas o ferimento é inevitável”, diz. “Vocês não foram mordidos porque não fizeram movimentos bruscos”, explica, depois de perguntar, de brincadeira, se estavam todos bem e “com tudo no lugar”.
World Press Photo 2011
O World Press Photo é o prêmio internacional mais importante do Fotojornalismo. No ano de 2011 mais de 100 mil imagens foram enviadas por 5.247 fotógrafos de 124 países.
A foto ganhadora, do espanhol Samuel Aranda, trouxe o instante que um ferido durante as revoltas do Iêmen abraça uma mulher com ‘niqab’ – véu islâmico que cobre todo o corpo. A composição se assemelha à escultura “A Piedade” de Miguel Ângelo.
O frio na Europa
- Comentários (16)
- Tweet este post
- Tópicos: Europa, Fotografia, Fotojornalismo, Frio, Inverno
Enquanto várias regiões brasileiras sofrem com o extremo calor, no Hemisfério Norte o problema é totalmente inverso. O rigoroso inverno na Europa já provocou cerca de 450 mortes até o momento, e a previsão é de que o frio intenso dure mais alguns dias. Pedimos aos internautas brasileiros que vivem no continente europeu que enviassem fotos registrando a situação.
Um ano de Primavera Árabe
- Comentários (8)
- Tweet este post
- Tópicos: Egito, Fotografia, Fotojornalismo, Iêmen, Líbia, Primavera Árabe, Síria, Tunísia
As revoltas no Oriente Médio e no norte da África, que ficaram conhecidas como Primavera Árabe, completam um ano. Ao longo desse tempo, quatro ditadores desapareceram – o presidente da Tunísia, Zine al-Abdine Ben Ali, se exilou na Arábia Saudita; o presidente do Egito, Hosni Mubarak, renunciou após uma insistente presença de manifestantes na praça Tahrir, no centro do Cairo; Muamar Kadafi, da Líbia, foi capturado e morto por opositores depois de meses de guerra civil; e o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, assinou um acordo para deixar o poder meses depois de ser gravemente ferido em um ataque.
Dois desses países já foram às urnas – em eleições disputadas, a Tunísia elegeu o Ennahda, partido islâmico moderado. No Egito, em uma votação que ainda não foi concluída, a Irmandade Muçulmana, legenda também islâmica moderada, e o Al-Nur, partido salafista, aparecem como favoritos.
As manifestações começaram em dezembro de 2010 quando um jovem tunisiano ateou fogo ao próprio corpo em protesto contra as condições de vida no país. Ele não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial do que viria a ser a Primavera Árabe. Protestos se espalharam rapidamente por todo o Oriente Médio e norte da Africa – e o fenômeno está ainda inacabado.
Como no modelo líbio, a Síria vive um violento conflito entre opositores e apoiadores do regime de Bashar al-Assad, que está no poder desde 2000, quando o pai dele, Hafez, morreu. A ONU diz que mais de 5 mil pessoas já morreram nos confrontos, e uma comissão liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro aponta que houve “crimes contra a humanidade no país”. Assad, contudo, não dá sinais de que deverá sair.
Vida e arquitetura moscovita
- Comentários (24)
- Tweet este post
- Tópicos: Arquitetura, Fotografia, Fotojornalismo, Moscou, Rússia, Verão
Cidade que abraça mais de 10 milhões de habitantes, a capital da Rússia, Moscou, não é marcada apenas pelo branco da neve durante os invernos rigorosos. A metrópole é colorida durante todo o verão e a surpresa envolve mais do que simplesmente o calor escaldante de 40ºC e as enormidades arquitetônicas. É uma cidade europeia com estilo próprio, sendo receptiva e, ao mesmo tempo, visualmente agressiva.
A cidade apresenta um ritmo acelerado como o de São Paulo, refletido no trânsito carregado pelas ruas e avenidas. Mas, para relaxar os habitantes, a cidade tem parques altamente arborizados e um amplo circuito cultural. Neste momento é que os russos aproveitam a oportunidade de se envolverem com o clima.
No verão, o sol se põe às 23h e amanhece às 5h. Durante o dia, as pessoas costumam frequentar parques, praticar esportes e se refrescar em chafarizes que estão espalhados por toda a cidade.
Moscou é o cenário das revoluções mais clamadas e conhecidas pela história mundial e mantém a mostra nas obras da cidade seu poderio conquistado por séculos. Projetos arquitetônicos megalomaníacos repletos de detalhes cuidados minuciosamente se contrapõem à padronização estética e “quadrada” de prédios residenciais.
Conheça, nas fotos abaixo, toda a magia que envolve Moscou:
Cenas do 11 de Setembro
O maior atentado terrorista da história tem imagens impressionantes – pela tragédia, e pela mudança que representou no mundo e na vida dos americanos.
Na estrada: São Paulo a Lima
- Comentários (23)
- Tweet este post
- Tópicos: América do Sul, Lima, Peru, San Isidro
De São Paulo ao Peru, de ônibus. Esta foi a aventura vivida pelo repórter fotográfico Epitácio Pessoa. Foram mais 96 horas de viagem, em um total de 5.917 km percorridos. A saída aconteceu na rodoviária do Tietê, em São Paulo e o destino final, bairro de San Isidro, em Lima. Pelo caminho diferentes paisagens e muitas histórias, através da mais longa linha de ônibus da América Latina. Leia matéria de Pablo Pereira
Somália: combinação mortífera
- Comentários (45)
- Tweet este post
- Tópicos: Desnutrição, Fome, Fotografia, Fotojornalismo, Seca, Somália
Seca, conflito e falta de ajuda alimentar deixaram 3,6 milhões de pessoas sob o risco da fome no sul da Somália. No total, mais de 12 milhões de pessoas no Chifre da África estão sentindo os efeitos da estiagem, a pior em décadas. Em três meses, cerca de 29 mil crianças morreram por conta da desnutrição.
Centenas de somalis atingidos pela seca seguem todos os dias para sórdidos acampamentos dentro e fora da capital, Mogadíscio, transformada em um amontoado de entulhos, entra em uma zona de guerra, num desafio às ordens dos militantes islâmicos – que controlam boa parte das áreas mais afetadas – para que permaneçam onde estão.
Cerca de 400 mil refugiados somalis – quase 5 por cento de toda a população do país – estão acampados em Mogadíscio e áreas ao redor. Perto de 100 mil pessoas chegaram somente em junho e julho, segundo a ONU.
As imagens a seguir são fortes e impactantes, mas mostram a realidade do local.
100 anos de Machu Picchu
Machu Picchu, ou a Cidade Perdida dos Incas, localiza-se a 2400 metros de altitude, num verdadeiro desafio de engenharia para o século XV. Seus idealizadores, os incas, a construíram em um tributo à vida, na conexão entre a terra, os humanos e seus deuses.
Apenas coberta pela vegetação, Machu Picchu se manteve intacta por cinco séculos e foi um importante centro político, religioso e administrativo: a cidade chegou a abrigar mais de mil habitantes fixos. A descoberta da cidade, que é considerada atualmente um Patrimônio da Humanidade, foi feita pelo norte-americano Hiram Bingham, em julho de 1911.
Trajetória do papa João Paulo II
Após o reconhecimento de cura religiosa feita por João Paulo II, o pontífice Bento XVI aprovou decreto no qual atribui um milagre ao antecessor. Karol Wojtyla, nome de batismo de João Paulo II, se torna beato, o último passo antes de ser santificado.
Nascido na Polônia em 18 de maio de 1920, o 264º Pontífice da Igreja Católica, morreu aos 84 anos, no dia 2 de abril de 2005. Seu nome ficou conhecido entre várias religiões por seu carisma e suas visitas ao redor do mundo: no total, foram 129 países, em mais de mil localidades.
Curiosidades reais
O “casamento do século”. É assim que chamam a união entre o príncipe William e Kate Middleton. A cerimônia atraiu olhares de todo o mundo para a Grã-Bretanha, onde o respeito pelas tradições que envolvem a realeza é levado aos extremos. Os holofotes novamente se voltam à família real – e ao glamour e ao charme do evento.
Apenas amigos próximos da família e outras figuras da realeza – cerca de 1,9 mil convidados – estiveram na abadia de Westminster para a cerimônia, que tem um custo estimado de US$ 40 milhões.
Moedas, xícaras para o chá e bandeiras invadiram as ruas britânicas nos últimos dias. Quase 30 anos após o último casamento real – entre o príncipe Charles e Lady Diana – a Grã-Bretanha parou novamente para aclamar um novo casal com presentes, comemorações e devoção à monarquia.
Chernobyl, 25 anos depois
- Comentários (16)
- Tweet este post
- Tópicos: Chernobyl, Fotografia, Fotojornalismo, Nuclear, Ucrânia, Usina
No dia 26 de abril de 1986, a usina de Chernobyl, na então União Soviética, mostrou ao mundo o poder de destruição da energia nuclear da forma mais trágica possível. Originalmente chamada de Vladimir Lenin, a usina localizada na atual Ucrânia, foi palco do que é considerado o pior acidente nuclear da história. A consequência do desastre foi mantida em segredo por mais de 20 anos.
A radioatividade se expandiu como uma nuvem, chegando à outras áreas da União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e o Reino Unido. A explosão no reator 4, que espalhou partículas radioativas a mil metros de altura, foi considerada cem vezes mais potente que as bombas lançadas sob Hiroshima e Nagasaki, no Japão.
Bombeiros, jornalistas, técnicos e operários foram expostos à radioatividade sem proteção ou informação sobre as consequências. Pessoas que tiveram contato indireto com a radiação morreram ao longo dos anos e, oficialmente, somente na Ucrânia, 2,3 milhões de habitantes sofreram com as consequências do desastre.











