Ter filhos gêmeos tem muitas vantagens. Uma delas é que acabam as brigas de casal de primeira viagem com discussões bobas como: “você passa mais tempo com o bebê que eu”; ou “você nunca acorda na madrugada quando a criança chora”; ou “você deu todos os banhos na semana”; e até mesmo “meu filho vai torcer para o time X”. Com gêmeos, tem bebê, diversão e trabalho para papai e para mamãe em tempo integral.
As gêmeas adoram bola, principalmente as pequenas, que podem ser pegas com uma das mãos e manuseadas pelos minidedos. Elas giram no ar, balançam, observam e, invariavelmente, levam para a boca para gengivar (verbo inventado que melhor define o ato) a borracha.
Mas de futebol, elas ainda não entendem nada. E ainda não tem como escolher. Assim, aqui em casa, nunca teve quiproquó entre o papai e a mamãe por causa do time (ou dos times) que a Beatriz e a Helena torcem ou vão torcer. Elas são palmeirense e são-paulina!
Mas quem torce para quem, você deve estar se perguntando… As duas torcem para os dois (pelo menos, na cabeça da família)!! Ora a Bia é porco, como o papai, e ora é tricolor, como a mamãe. E a Helena, a mesma coisa.
PRATO DO DIA
Foi se o tempo em que para se criar filho bastava um berço e uma cadeirinha de carro, como disse o australiano Peter Downey em seu badalado livro Então você vai ser papai. Não sei se é porque quando se tem duas filhas de uma vez, você passa a fazer a conta dobrado na hora de comprar essas parafernálias, mas a questão veio à cabeça quando eu e a mamãe comemorávamos a aquisição dos cadeirões de comer. Sem dúvida uma feliz invenção. Para as gêmeas, a migração das refeições e dos lanches do carrinho para a cadeira da papa foi uma conquista.
Com sete meses e meio, elas já comem alimento complementar ao leite desde o cinco, quando introduzimos as primeiras frutas amassadas e a papa salgada, com consistência de purê (nada de sopinha rala só com caldo de carne). Tudo em pedaços, mas muito bem amassado. Agora já almoçam e jantam, e lancham mais duas frutas amassadas (pela manhã e no meio da tarde).
Em geral, a Beatriz e a Helena comem bem e de tudo. Mas comem como bebê: vez ou outra, não estão interessadas, outras, reclamam adoidado, mas nada que paciência e jeitinho não resolvam. Além disso, quando não querem comer, nada de refeição contrariada. Rango aqui é hora de prazer, não de adversidade. Por isso, nunca fizemos caso de trocar a comida por uma mamada e tentar mais tarde novamente quando uma delas está chorona. Só que ultimamente, elas andavam cansadas de comer no carrinho. Achamos até que por causa da posição em que ficavam.
Na foto elas jantam sentadas no cadeirão, com a mamãe Taís e a vovó Irani. Adoraram a nova aquisição da semana passada e comeram como gente grande. Refeição na mesa, feita em casa, sentadinhas na cadeira (mas não deixe o prato ao alcance das mãos das pirralhas – só de vez em quando deixo elas meterem o dedo na comida para sentir a consistência e se lambuzarem). No cardápio, papa de fubá enriquecida com frango, mandioquinha e abobrinha. Pode parecer bobagem, mas dá um baita orgulho de ver as pequenas começando a virar gente!
2013
2012