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O papai, as gêmeas e a mamãe

Ter filhos gêmeos tem muitas vantagens. Uma delas é que acabam as brigas de casal de primeira viagem com discussões bobas como: “você passa mais tempo com o bebê que eu”; ou “você nunca acorda na madrugada quando a criança chora”; ou “você deu todos os banhos na semana”; e até mesmo “meu filho vai torcer para o time X”. Com gêmeos, tem bebê, diversão e trabalho para papai e para mamãe em tempo integral.

As gêmeas adoram bola, principalmente as pequenas, que podem ser pegas com uma das mãos e manuseadas pelos minidedos. Elas giram no ar, balançam, observam e, invariavelmente, levam para a boca para gengivar (verbo inventado que melhor define o ato) a borracha.

Mas de futebol, elas ainda não entendem nada. E ainda não tem como escolher. Assim, aqui em casa, nunca teve quiproquó entre o papai e a mamãe por causa do time (ou dos times) que a Beatriz e a Helena torcem ou vão torcer. Elas são palmeirense e são-paulina!

Mas quem torce para quem, você deve estar se perguntando… As duas torcem para os dois (pelo menos, na cabeça da família)!! Ora a Bia é porco, como o papai, e ora é tricolor, como a mamãe. E a Helena, a mesma coisa.

PRATO DO DIA

  • PURÊ DE MANDIOQUINHA COM FRANGO E ABOBRINHA BRASILEIRA
  • 4 mandioquinhas
  • 2 filés de peito de frango pequenos
  • 1 abobrinha brasileira média
  • cebola, alho, salsinha, cebolinha, orégano e sal
  • (Como preparar)
  • Purê: Cozinhe as madioquinhas em pedaços não muito pequenos com uma pitada de sal. Escorra a água e reserve. Corte os peitos de frango em pedaços, tempere com cebola e alho ralados e salgue. Frite até dourar e acrescente um copo de água quente. Cozinhe por mais uns 10 minutos. No final acrescente a cebolinha picada e a mandioquinha cozida. Com um amassador de batatas amasse tudo até virar purê e os pedaços de frango desfiarem. Use um garfo e uma faca se precisar. Abobrinha: Descanse e retire as sementes da parte gorda da abobrinha. Refoge um pouco de cebola e alho ralados com azeite. Acrescente a abobrinha em pedaços, dê uma sapecada e adicione um copo e meio de água quente. Espere amolecer (a abobrinha cozinha rápido), acrescente um pouco de salsinha picada e uma pitada de orégano. Salgue, escorra a água e amasse.

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 Foi se o tempo em que para se criar filho bastava um berço e uma cadeirinha de carro, como disse o australiano Peter Downey em seu badalado livro Então você vai ser papai. Não sei se é porque quando se tem duas filhas de uma vez, você passa a fazer a conta dobrado na hora de comprar essas parafernálias, mas a questão veio à cabeça quando eu e a mamãe comemorávamos a aquisição dos cadeirões de comer. Sem dúvida uma feliz invenção. Para as gêmeas, a migração das refeições e dos lanches do carrinho para a cadeira da papa foi uma conquista.

Com sete meses e meio, elas já comem alimento complementar ao leite desde o cinco, quando introduzimos as primeiras frutas amassadas e a papa salgada, com consistência de purê (nada de sopinha rala só com caldo de carne). Tudo em pedaços, mas muito bem amassado. Agora já almoçam e jantam, e lancham mais duas frutas amassadas (pela manhã e no meio da tarde).

Em geral, a Beatriz e a Helena comem bem e de tudo. Mas comem como bebê: vez ou outra, não estão interessadas, outras, reclamam adoidado, mas nada que paciência e jeitinho não resolvam. Além disso, quando não querem comer, nada de refeição contrariada. Rango aqui é hora de prazer, não de adversidade. Por isso, nunca fizemos caso de trocar a comida por uma mamada e tentar mais tarde novamente quando uma delas está chorona. Só que ultimamente, elas andavam cansadas de comer no carrinho. Achamos até que por causa da posição em que ficavam.

Na foto elas jantam sentadas no cadeirão, com a mamãe Taís e a vovó Irani. Adoraram a nova aquisição da semana passada e comeram como gente grande. Refeição na mesa, feita em casa, sentadinhas na cadeira (mas não deixe o prato ao alcance das mãos das pirralhas – só de vez em quando deixo elas meterem o dedo na comida para sentir a consistência e se lambuzarem). No cardápio, papa de fubá enriquecida com frango, mandioquinha e abobrinha.  Pode parecer bobagem, mas dá um baita orgulho de ver as pequenas começando a virar gente!

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Ricardo Brandt

    Ricardo Brandt, 35 anos, é jornalista e tirou um sabático das redações de jornal em agosto de 2011, quando Beatriz e Helena nasceram, para cuidar das pequenas e trabalhar em casa. Junto com a Taís, que manteve o emprego fixo, vai contar como é criar dois bebês de uma vez e gerenciar a casa, enquanto mamãe vai para o trabalho

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