O papai, as gêmeas e a mamãe

Sabe aquele “eu sei como é” que às vezes sai assim meio displicente, só por força do hábito mesmo, para se solidarizar com o interlocutor? Pois bem, tem coisas que só quem viveu é que sabe realmente como é! A felicidade de ter filhos, a dor de perder um pai… a tensão e o medo de ver seu rebento recém-parido frágil e ainda instável em uma incubadora de UTI neonatal. Papai e a mamãe tiveram, e em dose dupla – como boa parte dos pais de gemelar.

Nessas horas, a gente se apega a tudo para encontrar forças para não desabar no momento em que o pedaço de você mais precisa: sua chegada ao mundo aqui fora, tão inóspito, com um organismo ainda tão imaturo. Eu escrevia em um caderno. Um ano atrás, essa era a semana em que as gêmeas saíram da UTI e passaram para o semi-intensivo – uma conquista na vida dos bebês e dos papais.  A Beatriz foi a primeira.

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Sábado peguei o bloco de recordações para visitar o dia 25 de agosto de 2011, quando elas tinham 15 dias de vida, exato um ano atrás: “hoje à tarde na visita papai deu leite para a Bea na seringa. A enfermeira conecta a ponta na sonda que sai da boca e deixa o leite correr para o miniestômago. A Beatriz está com 1,590kg e a Helena com 1,570kg. Faz dois dias, a Heleninha foi promovida para o semi-intensivo e o papai fez suas primeiras fotos. Cheia de pose! Ontem, papai trouxe a máquina da mamãe e fez fotos das duas para ela ver. Na vista da tarde fiz as primeiras fotos da Heleninha no meu colo. Você estava com os olhos fechados. Mas durante a vista da noite ficou acordada e de olhos estalados o tempo todo, olhando atenta para o papai contando e inventando histórias. Uma coisa engraçada que percebi nas fotos foi que cada uma tem um jeito de deitar para dormir dentro da barriga transparente de plástico. Enquanto a Bea gosta de ficar largadona, como um paxazão, a Helena fica de lado, toda encolhida”.

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Sopas e comidas ralas/moles não fornecem energia suficiente para o bebê. O alerta é do manual do Ministério da Saúde Dez passos para uma alimentação saudável – Guia alimentar para crianças menores de 2 anos. A introdução da alimentação complementar das gêmeas foi uma luta. Não só porque dar comida para quem ainda só conhece o leite é um exercício de paciência, mas também porque muita coisa mudou desde a época que nossos pais e avós criaram filhos.

Aqui em casa, a Beatriz e a Helena comem comida complementar desde os cinco meses. Tudo com consistência de purê, amassado no garfo e sem fazer aquela mistura de sabores – como se recomenda atualmente. O bebê não vai morrer engasgado como os mais velhos vão te dizer. Insista. Desde o começo elas iniciaram a alimentação com papa consistente, como purê, feita em casa pelo papai e tudo separado para que pudessem sentir o sabor de cada alimento e ver sua cor. Isso vai gerar estranheza (da mãe, da mãe da mãe, da babá, das tias), não ligue. É assim mesmo. O bebê consegue, aprende e gosta. Com a Bia e a Helena foi assim, e hoje elas comem de tudo.

A Helena, no começo, estranhava quando sentia os pedaços de carne (começamos com músculo e frango para depois introduzir vísceras, como moela e fígado). O que não gostava ela cuspia. Outra coisa comum é a careta e a rejeição. Fazem parte do processo natural do bebê de conhecer novos sabores e texturas, e da maturação dos reflexos da criança. Os pediatras recomendam que se ofereça de oito a dez vezes o mesmo alimento, mudando o modo de oferecer. Beterraba é algo que a Beatriz e a Helena no começo estranharam e ainda hoje, vez ou outra, não querem comer. Mas damos semanalmente. Hoje era parte do cardápio e as duas limparam o pequeno prato.

Aqui amassamos tudo no garfo ou no amassador de batatas (que se tornou mais prático a partir do momento que comecei a cozinhar porções maiores para congelar). Por recomendação do manual dos dez passos, abolimos o uso de peneira e do liquidificador. Hoje, quando preciso conseguir uma consistência mais homogênea para um alimento difícil de amassar, uso o mixer.

No começo é frustrante, porque, em geral, elas comiam super pouco, quando não recusavam o prato. Isso vai te fazer sentir derrotado. Mas tenha paciência. A principal recomendação que recebemos e passamos para frente é: não insista nem torne a refeição uma hora desagradável para os pirralhos.  

 

PRATO DO DIA

 

  • MANDIOQUINHA COM FRANGO E BETERRABA
  • 2 files pequenos de frango
  • 6 mandioquinhas tamanho médio
  • 2 beterrabas
  • 1 tomate sem pele e sem caroço
  • Cebola, alho, salsinha, sal e açúcar
  • Como preparar:
  • Doure um pouco de cebola com alho no azeite. Corte o filé de frango em pedaços e frite com uma pitada de sal. Depois de pegar cor, adicione o tomate picado e uma pequena pitada de açúcar para cortar a acidez. Refogue por dois minutos e adicione dois copos de água e deixe com tapa fechada por mais dez minutos, acrescentando a salsa no final. Reserve para depois picar e amassar com a ajuda de uma faca e um garfo. Cozinhe as madioquinhas cortadas em pedaços não muito pequenos com um pouco de sal (quanto menores, mais nutrientes perderão na água). Depois que amolecer, tire a água, amasse as mandioquinhas na panela. Acrescente o frango desfiado com um pouco do caldo. Numa panela de pressão cozinha as beterrabas inteiras sem casca por 30 minutos. Retire a água, pique em pedaços menores. Numa panela pequena, frite um pouco de cebola e alho, acrescente os pedaços de beterraba e salgue. Amasse tudo com a ajuda de um amassador de batatas. Rende a porção da refeição e mais uma para congelar (no caso de gêmeos)

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 Foi se o tempo em que para se criar filho bastava um berço e uma cadeirinha de carro, como disse o australiano Peter Downey em seu badalado livro Então você vai ser papai. Não sei se é porque quando se tem duas filhas de uma vez, você passa a fazer a conta dobrado na hora de comprar essas parafernálias, mas a questão veio à cabeça quando eu e a mamãe comemorávamos a aquisição dos cadeirões de comer. Sem dúvida uma feliz invenção. Para as gêmeas, a migração das refeições e dos lanches do carrinho para a cadeira da papa foi uma conquista.

Com sete meses e meio, elas já comem alimento complementar ao leite desde o cinco, quando introduzimos as primeiras frutas amassadas e a papa salgada, com consistência de purê (nada de sopinha rala só com caldo de carne). Tudo em pedaços, mas muito bem amassado. Agora já almoçam e jantam, e lancham mais duas frutas amassadas (pela manhã e no meio da tarde).

Em geral, a Beatriz e a Helena comem bem e de tudo. Mas comem como bebê: vez ou outra, não estão interessadas, outras, reclamam adoidado, mas nada que paciência e jeitinho não resolvam. Além disso, quando não querem comer, nada de refeição contrariada. Rango aqui é hora de prazer, não de adversidade. Por isso, nunca fizemos caso de trocar a comida por uma mamada e tentar mais tarde novamente quando uma delas está chorona. Só que ultimamente, elas andavam cansadas de comer no carrinho. Achamos até que por causa da posição em que ficavam.

Na foto elas jantam sentadas no cadeirão, com a mamãe Taís e a vovó Irani. Adoraram a nova aquisição da semana passada e comeram como gente grande. Refeição na mesa, feita em casa, sentadinhas na cadeira (mas não deixe o prato ao alcance das mãos das pirralhas – só de vez em quando deixo elas meterem o dedo na comida para sentir a consistência e se lambuzarem). No cardápio, papa de fubá enriquecida com frango, mandioquinha e abobrinha.  Pode parecer bobagem, mas dá um baita orgulho de ver as pequenas começando a virar gente!

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A súplica de um olhar que dilacera sem que você possa desmanchar e se recompor aos poucos, porque não há tempo para essas frescuras. Depois de quase 20 dias na UTI neonatal, as gêmeas foram promovidas (como se diz no hospital) para o semi-intensivo. Uma conquista para as pequenas e para os pais, que começarão a fazer o “pele a pele”, dar as primeiras mamadas na seringa, o primeiro banho, sentir o cheiro de perto, falar ao pé do ouvido e também tirar as primeiras fotos.

No colo do papai, Helena ainda não saiu de 1 quilo, mas está a caminho (não é regra, mas prematuros que vão para UTI ganhar peso, quando passam dos 2 quilos e clinicamente estão bem estão prontos para a alta, algo que depois de tanta tensão e angustia vira um grande acontecimento, tão importante quanto o próprio nascimento). Tem começado a fazer as primeiras mamadas direto no peito da mamãe, já vai começar a apreender a mamar na mamadeira também, mas ainda tem o tubo que dá acesso direto ao estômago do leite dado na seringa preso 24 horas na boca. 

Na foto acima, ela fuzila papai com os olhos arregalados rogando para que a leve daquele lugar onde os equipamentos apitam o tempo todo colocando a sua e a nossa tranquilidade em estado de alerta, onde há muito choro de outros minibebês carentes berrando desesperadamente por um colo ou um pedaço de borracha – a chupeta na UTI é liberada para aplacar a distância da mamãe e do papai, mas os pais podem optar pelo uso ou não.  

A Beatriz e a Helena ficaram 30 dias internadas antes de virem para casa. No hospital em que estávamos as visitas eram das 13h30 às 15h e das 20h às 21h. Com gêmeas, é preciso contar precisamente o tempo para dividi-lo de forma que ambas tenham atenção igual. Nos 30 dias fui em todas as visitas. O olhar e o contato físico sempre foram dois importantes pilares, tanto para o papai, que tem que se manter firme nesse momento de correria e tensão, como para mamãe, que no começo ainda ficou sem ver as próprias filhas por estar internada em outro hospital, e para as gêmeas, principalmente, que se acalmavam e fortaleciam com esse vínculo afetivo com os pais.

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Ninguém prepara o casal para enfrentar com tranquilidade os momentos de desespero que são os das crises de cólica do bebê (se é que isso é possível). Mas ver os pirralhos se contorcendo aos berros e lágrimas no seu colo sem conseguir contê-los,  faz a gente achar que algo de muito grave está acontecendo! Mas é apenas um dos problemas mais comuns que atingem os recém-nascidos e que só pode sem aliviados, pois não é doença.

As gêmeas tiveram crises diárias de cólica, principalmente entre o terceiro e quarto mês de vida. No começo, a gente acha que é fome, oferece mais leite, mas logo percebe que o choro estridente não passa e o bebê começa a se contorcer e encolher as perninhas. Na Beatriz e na Helena, elas vinham com maior frequência no final das madrugadas e nos inícios de noite. A primeira coisa que apareceu aqui em casa foi um potinho do tal pó milagroso (funchicória), que na verdade não fez tanta diferença nas crises brabas nem tem efeito algum sobre a cólica, simplesmente distrai as pirralhas. Elas se esguelavam que parecia que um prego estava sendo cravado por debaixo da unha delas. E a gente, sem saber o que fazer, fica desesperado, louco para que aquele pequeno ser fale e te dê uma pista de como ajudá-lo.

Mas a cólica é parte do processo de amadurecimento do sistema digestivo do bebê e não há remédio ou poções que possam fazer você pular essa etapa. O estômago e o intestino ainda estão apreendendo a funcionar e a dor da cólica faz parte do processo (e certamente o desespero de não saber o que fazer, também parte do processo de apreender a ser pai).

Para diminuir o sofrimento, algumas receitas funcionaram aqui em casa com as gêmeas: massagens na barriga de cima para baixo e no sentido horário, deitar na barriga quente do pai e da mãe, passar o ferro quente numa fralda e depois colocar na barriga do bebê deitado de bruços, flexionar as pernas para aliviar os gases e até enrolá-las num pano bem envelopadas e colocá-las na água quente. De resto, tente manter a tranquilidade, porque lá pelo final do quarto mês as cólicas passam, assim, sem mandar aviso.

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A posição do bebê e da mamãe e do papai na hora de amamentar é muito importante para a boa alimentação do recém-nascido e foi o que aprendemos na prática. E, acima de tudo, que cada casal e cada criança têm o seu jeito. Como escrevi no post de ontem, aqui em casa, mamãe Taís e papai apreenderam com Beatriz e Helena a fazer a posição mamãe sentada, como a Bia, na foto aos quatro meses de vida quando bebia 120mls.

Existem várias posições para se amamentar um bebê. Retirei do livro “Filhos da gravidez aos 2 anos de idade – dos pediatras da Sociedade Brasileira de Pediatria aos pais”, já citado no post de ontem sobre amamentação, outras três dessas posições (além da que mencionei que usamos com as gêmeas, em que o bebê e o cuidador ficam sentados, e que, em casa, adaptamos para usar com mamadeira). As orientações oficiais do livro são do manual da Unicef para mãe amamentar no peito, mas que puderam ser usadas para mamadeiras por nós:

Mamar deitada – cuidador deitado de lado com pernas dobradas, apoiando cabeça e as costas em travesseiros. Com um braço, apoia-se o pescoço e o tronco do bebê encostando o corpo dele ao seu. No caso do peito, com a outra mão faz a prega em C para segurar a teta e colocar o bico na boca do pequeno. No caso da mamadeira, usamos a outra mão para segurar a mamadeira e lembrando de manter o corpo do bebê inclinado para evitar que o leite volte;

Mamar posição invertida – cuidador sentado, o bebê fica deitado no colo entre o braço e o lado externo do corpo da mamãe ou do papai. Os pés do recém-nascido apontam para as costas do cuidador, a barriga de encontro ao corpo e a cabeça voltada ao peito. A mão em C apoia o pescoço e a mão livre apresenta a mama ou a mamadeira para o bebê. Evitar dobrar a cabeça da criança;

Mamar posição bebê a cavaleiro – cuidador sentado recostado, com as pernas cruzadas se necessário ou com pé apoiado sobre pequeno banquinho. Bebê sentado com as pernas abertas a cavaleiro numa das coxas. Com uma mão em C, o cuidador apoia o pescoço e com outro oferece a mama ou a mamadeira.

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Quando o bebê nasce ele ainda não sabe usar o cérebro que ainda está em formação. Esse é um processo de aprendizagem para ele e que como mamãe e papai temos que pegar o tempo de cada rebento e ir evoluindo com ele. Três reflexos estão relacionados na amamentação, segundo o livro “Filhos da gravidez aos 2 anos de idade – dos pediatras da Sociedade Brasileira de Pediatria aos pais” (um livro que usamos muito aqui em casa e que eu recomendo):

- Reflexo de busca e apreensão: sempre que o bico toca o lábio do bebê, ele abre a boca, põe a língua por cima da gengiva inferior e para fora e tenta abocanhar a mama;

- Reflexo de sucção: quando o bico toca o céu da boca, o bebê começa a sugar;

- Reflexo da deglutição: quando a boca enche de leite, o bebê engole.

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Noitada das gêmeas

 

As gêmeas desde que vieram ao mundo tomam leite na mamadeira sem problemas. Mamaram leite do peito, no começo, e principalmente o em fórmula. Com o nascimento prematuro, na UTI neonatal, o complemento do leite em pó é certo. Mamãe ficou longe nos primeiros dias, depois ralou para tentar descer o leite, teve que voltar para a mesa de cirurgia abrir os pontos. Assim, o manuseio da mamadeira foi algo que apreendemos desde cedo, na marra e com as melhores professoras: as enfermerias do hospital onde a Beatriz e a Helena ficaram internas no primeiro mês de vida.

Semana passada, o pai da Camila Vitória, que está com quatro meses, me liga e diz que a pirralha, que mama no peito da mãe, não quer pegar a mamadeira. Pergunto por que querem introduzir o leite em fórmula (o leite materno é o melhor alimento que o bebê pode receber). É que a pequena vai para o berçário e precisa complementar alimentação com leite em pó.

As gêmeas, como pegaram a mamadeira antes de pegar o peito, nunca nos deram esse “problema”. A Camila Vitória cospe todo leite que cai do bico de borracha. Falei pra ele que pode ser que ela ainda não apreendeu a controlar os movimentos para fazer a sucção e engolir o líquido que sai do bico de borracha.

No intensivão de pai-mãe que tive na UTI do hospital, apreendi que não se pode ter medo na hora de dar as primeiras mamadeiras. Existem várias posições oficialmente recomendadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria para segurar o bebê na hora do leite. Papai e a mamãe dão com as pequenas sentadas no colo, como quem coloca um fantoche desses de ventríloquo numa das pernas. Com o dedão e o indicador formando um C, seguramos o pescoço enquanto a palma da mão dá sustentação para as costinhas, de forma que a cabeça penda suavemente para traz. A mamadeira, das menores, são ideias porque cabem anatomicamente na mão. Pouso ela sobre a mão segurando com os dedos polegar e indicador a mamadeira - como quem segura um avião de papel por baixo. Os outros três dedos ficam encolhidos e livres para ajudar a abaixar o queixo das gêmeas e introduzir o bico na boca (quando elas travavam o maxilar), ou mesmo para coçar o rostinho nas dormidas que elas (ainda) dão durante as mamadas. Outra coisa que fazíamos, no começo, eram pequenos movimentos com a mamadeira como se fossemos tirar da boca o bico para ajudar na sucção do leite.

Hoje elas mamam que nem gente grande!! A Helena, aliás, aprendeu com a mamãe Taís a segurar sozinha a mamadeira. Ela ainda não sustenta a “garrafa” levantada por muito tempo, mas em breve vai fazer isso sozinha… Enfim, de fome tenho certeza que Camila Vitória não vai padecer. O jeito é relaxar a cuca, tentar mudar o jeito de oferecer a mamadeira, ou mesmo mudar o bico. Mas acima de tudo, refrescar a cuca, porque o bebê percebe. Pode ser até que simplesmete o bebê estivesse sem fome ou querendo somente a teta da mãe!

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Ricardo Brandt

    Ricardo Brandt, 35 anos, é jornalista e tirou um sabático das redações de jornal em agosto de 2011, quando Beatriz e Helena nasceram, para cuidar das pequenas e trabalhar em casa. Junto com a Taís, que manteve o emprego fixo, vai contar como é criar dois bebês de uma vez e gerenciar a casa, enquanto mamãe vai para o trabalho

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