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O papai, as gêmeas e a mamãe

A Beatriz nasceu primeiro que a Helena. Na gravidez, quando ela começou a tomar forma, encaixou a cabeça para baixo e assim ficou. Quando as gêmeas nasceram (antes da hora) foi ela quem mais nos preocupou. Teve infecção e veio ao mundo à base de antibiótico. Levou picada adoidado, na cabeça, nas costas das mãos, nos pés, durante aquela temporada na barriga transparente de acrílico…

Das gêmeas, a Beatriz é mais low profile, pensativa, concentração de artista. Puxou ao pai na preguiça, mas é inteligente e faceira que só ela. De olhos morteiros, sempre gostou mais do colo do papai e da mamãe. Para ela, a vida está em festa.

O papai adora essa pequena. A Bia tem a bocona da mamãe. Ela aprendeu andar faz pouco tempo. Agora, ela descobre a casa e desvia da mão da gente. Põe um brinquedo em cada braço e vai equilibrando, para lá e para cá. Roda uma, roda duas e roda três vezes a mesa de jantar, como cavalo brabo sendo amansado. Aí corre para o papai com os braços em riste para jogar-se no abraço. A Beatriz é mais calminha, mas quando ouve um não, abre um berreiro e encena um dramalhão, digno de palco.

O bebê que antes pedia, agora vai testando o quanto pode mandar nos pais. A Beatriz não tem parada, quando faz teatro, não desiste, só sossega quando a gente cede. Mas o papai não dá mole! Sai de perto, porque a pirralha sabe que para cada ação, tem uma reação. Sem alguém por perto, ela olha para o lado, respira e engole o choro…

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 A Helena nasceu dois minutos depois da Beatriz. Mas saiu para o mundo mais encorpada e algns centímetros maior também. Com o passar do tempo, puxou para miúda e enxuta. Pudera. A bichinha é da pá virada.

Das gêmeas, enquanto a Bia é mais contemplativa, mais malemolente, no ritmo do papai, a Helena é mais mamãe. Parece que nasceu ligada no 220V! Êta menina elétrica, que não tem parada. Até dormindo é agitada.

Papai adora essa pequena. Às vezes, ela tem os olhos do meu pai. Mas é fogueta, que só ela. Agora que anda e não depende mais de colo, sai de perto e numa piscada é só olhar que ela está perto de algo que não pode. Aí, vira solenemente para o papai e, com o minidedo balançando de um lado para o outro, mostra que sabe que é proibido, para depois ir lá e enfiar o dedo, colocar na boca, puxar, se dependurar (para o desespero do papai).  

O bebê, que outro dia só batia os braços e pernas no ar, descoordenado e experimentando os movimentos dos membros, agora vai testando os limites – dela e dos pais. Não dou mole! A Helena sabe que vai levar dura, ser tirada em minutos, mas no fundo, no fundo, adora saber que os olhos melados do papai estão sobre ela…

 

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Era só uma questão de tempo. A Beatriz também começou a andar e agora descobre a casa sozinha. Sai, como se fosse um bêbado manco, desembestada e dá a volta na mesa, vai até o quarto, volta para a sala e volta para fundo da casa e vai descobrindo que pode se virar sozinha sem o colo do papai ou da mamãe.

A Helena já andava e, por isso, tem mais jeito para a coisa. A Bia ainda está aprendendo, joga os passos desengonçada, parece que vai cair, mas segue mais destemida e menos calculista que a irmã.

As gêmeas agora saem, uma para cada lado, e o papai fica maluco, sem saber para onde correr e qual pegar primeiro para evitar que aprontem alguma. Bebê parece um bicho teleguiado para encontrar problemas: enfiar o dedo na tomada, puxar a toalha da mesa cheia de pratos e copos, pendurar naquela cadeira pesada que cai com facilidade.

Enfim, os bebês vão crescendo e aquela ideia de que um dia tudo vai ficar mais tranquilo e que você vai poder retomar sua vida cai aos poucos por terra, diante da constatação inexorável de que as preocupações de quem tem filho só mudam de forma com o passar do tempo. Mas jamais vão deixa-lo dormir como antigamente…

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Mais de uma pessoa me perguntou se eu não tive medo de cuidar das gêmeas: de dar banho, pegar no colo, trocar fralda, dar mamadeira, fazer dormir, parar de chorar, dar colo quente na cólica. Eu nunca tive! Já tive sim um milhão de dúvidas, um cuidado como nunca e muita paciência. Assim como deve ser para toda mulher e todo homem que decide cuidar de um bebê.

Nem quando os planos saíram um pouco fora de giro, quando descobrimos que nosso primeiro filho seria dois. Ter gêmeos faz qualquer paternidade ser dedicação integral (com amor e descobertas também em dobro) Foi aí que papai decidiu se enfiar de vez na experiência. A Beatriz e a Helena, sei que adoram.

Papai pode não ser muito bom com o rosinha e combinações convencionais de roupa para as pirralhas. Mas leva jeito nos cuidados, nas brincadeiras, na alimentação. Papai é mais rock’n roll, menos frescurinha. Mas não, menos amor e dedicação. Homem também sabe cuidar de criança. É algo animal, não propriedade da mulherada – que já geri o bebê por quase um ano no barrigão.

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As gêmeas agora saem em disparada pelo chão da casa. De quatro, o mundo doméstico virou uma imensidão a ser explorada na horizontal. O colo, infelizmente, não é mais o limite.

A Beatriz, que demorou mais para aprender a engatinhar, já coordena os braços e as pernas para se movimentar (meio desengonçada) com a irmã Helena. Como uma dessas bonecas de pilha, com suas enroscadas, passos em falso e pequenas quedas. Ela perdeu o medo de andar de gatinho. E o papai e a mamãe, perderam o sossego.

Eu bem sabia, quando reclamava quando a Beatriz e a Helena eram duas pirralhas coladas no colo, ainda sem saber se movimentar sozinhas, que um dia iria sentir saudades daquela fase que achávamos árdua.

A Helena engatinha desde os sete meses. Por isso, ela tem mais habilidade que a irmã. O pior, mais velocidade. A Bia vai mais lenta, mas sai desembestada pela casa, por debaixo das cadeiras, das mesas, subindo na estante, no sofá, em tudo que vê pela frente. Sem falar nos pontinhos pretos do chão (sujeiras, marcas do piso, resto de comida), tudo é uma atração, que invariavelmente vai para a boca. E são duas, não se esqueça!

A grande vantagem é que como elas gostam mais do chão agora, ficamos menos tempo carregando os bebês no colo (afinal, são mais de 8 quilos cada). Com gêmeos em casa, não tenha dúvida, isso é um alento. Mas o problema é que como elas se movimentam independentes, é só solta-las pelo chão, que vai uma para cada lado, e bate o desespero (quem eu pego?).

O papai bem que queria ser um molusco, um lula molusco, com muitos braços (compridos, acima de tudo) para poder pegar a Beatriz, enquanto ela sobe meio cambaleante na estante da TV com quinas pontiagudas para puxar CDs, fios e controles, tudo para baixo, e a Helena, que escala a mesinha de canto puxando a dita cuja para os lados (e fatalmente para cima dela).

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Aqui em casa bebê não fica sem colo. Tenho lido e conhecido diferentes conceitos sobre como se criar filhos nessa nossa experiência. Eu, simplesmente, não nego colo para as gêmeas, porque sei que daqui alguns poucos anos vou lembrar com saudades do tempo em que elas pediam para ninar no aconchego quente e cheiroso do colo do papai.

Pode ser loucura, quem tem gêmeos, sabe como é acordar quatro, cinco, seis vezes, às vezes, até de hora em hora, durante a madrugada. Cansa para valer! E o peso? Com o passar do tempo, começa a fazer diferença. É que com dois bebês em casa, mesmo com babá para ajudar, a gente passa a maior parte do dia carregando 7,9 quilos (Beatriz) ou 7,3 quilos (Helena). Elas não ficam para sempre nos dois quilos, do tamanho que as duas cabem, certinho, no colo, como na foto aí com a mamãe.

Não nego colo, porque sei que um dia me arrependeria. Não que eu tenha problema com arrependimento, ele faz parte. Só que vão passar os anos, elas vão fazer amigos da idade delas, vão para a escola, brincar na rua, vão conhecer novos lugares, talvez fazer faculdade, vão morar fora, conhecer mais amores e vão pedir colo para seus parceiros.

E sei que quando esse cordão for esticando a esse ponto, vai bater uma falta das minhas duas nenês (mesmo que crescidas) pedindo colo.

Então, aqui em casa, a fórmula é simples e sem ressentimentos: colo à vontade, e de tudo quanto é tipo! Tem do papai, tem da mamãe, das vovós, dos titios, das babás, de todo mundo que quiser ajudar. Teorias à parte, minha doutrina é: quer colo, dá-lhe colo. Pelo menos, enquanto elas sentirem a falta dele…

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Papai também fica puto da vida!!! Por motivos diversos: porque perdi hora para algo importante, porque esqueci a data de um evento histórico, porque eu não acho a carteira, não sei onde enfiei aquele disco que eu tanto queria ouvir agora, porque dei uma topada numa pedra do caminho, porque não vi o galho que esborrachou minha testa grande, ou porque fui contrariado. Enfim, fico puto, de vez em quando, como todo mundo!

É que aonde minha mente vive, temos céu e inferno na terra, somos perdedores e vitoriosos, algumas horas alto astral, outras, só bode. Já ter filhos, te põe uma força e alegria, que você nem sabia que cabia em você. Aqui em casa, então, não tem copo pela metade. Temos duas pequenas logo de uma vez, a Beatriz e a Helena.

Mas na madrugada, em que rareia a paciência, ou quando ela ainda permanece dormente, enquanto o corpo vigília, papai fica meio puto quando as gêmeas dão para tirar a noite. A Beatriz é a que mais pede colo. Tenho a impressão que ela só quer ver que a gente está ali, à disposição. São duas acordadas para mamar e mais algumas para sentir o calor dos pais. A Helena acorda menos, mas quando levanta, está sempre assustada e berrando muito.

E a gente, nove meses sem ver uma noite dormida inteira, totalmente quebrado, só dando uns desmaios durante a madrugada, já pensando na hora em que, minutos depois, uma das duas vai acordar. Chega um ponto que parece que você se antecipa ao choro que bate no quarto ao lado. O olho ainda dormindo e a mente acordando tropeçando te colocam num salto para fora da cama. Nesses dias gelados, o corpo aprende a vestir o chinelo sem ver. E depois sai assim meio correndo, apoiando pelas paredes, arrastando suas olheiras.

A gente vira craque nisso e não tem coisa mais gostosa do que o cheiro, meio azedo meio doce, do pescoço suado das gêmeas na madrugada. Mas tem dia que agito mexe com o sossego das pequenas e elas dão trabalho. Depois de uma, duas, três, quatro, cinco acordadas para ir fazer nenê parar de chorar, eu me permito ficar puto! Afinal, é normal. Não confio em alguém que nunca fica saraiva.

A gente sai da cama que parece o Pateta naquele desenho em que ele pega o trânsito caótico e vai se transformando… É o papai e a mamãe em pessoa! Entrando no quarto das pirralhas pisando fundo, bufando e mordendo os dentes, parecendo que vai trucidar aquele pequeno ser que berra…

E o serzinho te vê, suspende o grito num suspiro e abre aquele sorriso banguela, erguendo os braços e pedindo colo, com a cara lavada. O papai desmancha que nem farelo de areia e num segundo se põe em pé. Também num suspiro, faz aquele bicho brabo ir para o além, e se abre todo para dar conforto para quem não pediu para nascer.

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Ter filhos gêmeos tem muitas vantagens. Uma delas é que acabam as brigas de casal de primeira viagem com discussões bobas como: “você passa mais tempo com o bebê que eu”; ou “você nunca acorda na madrugada quando a criança chora”; ou “você deu todos os banhos na semana”; e até mesmo “meu filho vai torcer para o time X”. Com gêmeos, tem bebê, diversão e trabalho para papai e para mamãe em tempo integral.

As gêmeas adoram bola, principalmente as pequenas, que podem ser pegas com uma das mãos e manuseadas pelos minidedos. Elas giram no ar, balançam, observam e, invariavelmente, levam para a boca para gengivar (verbo inventado que melhor define o ato) a borracha.

Mas de futebol, elas ainda não entendem nada. E ainda não tem como escolher. Assim, aqui em casa, nunca teve quiproquó entre o papai e a mamãe por causa do time (ou dos times) que a Beatriz e a Helena torcem ou vão torcer. Elas são palmeirense e são-paulina!

Mas quem torce para quem, você deve estar se perguntando… As duas torcem para os dois (pelo menos, na cabeça da família)!! Ora a Bia é porco, como o papai, e ora é tricolor, como a mamãe. E a Helena, a mesma coisa.

PRATO DO DIA

  • PURÊ DE MANDIOQUINHA COM FRANGO E ABOBRINHA BRASILEIRA
  • 4 mandioquinhas
  • 2 filés de peito de frango pequenos
  • 1 abobrinha brasileira média
  • cebola, alho, salsinha, cebolinha, orégano e sal
  • (Como preparar)
  • Purê: Cozinhe as madioquinhas em pedaços não muito pequenos com uma pitada de sal. Escorra a água e reserve. Corte os peitos de frango em pedaços, tempere com cebola e alho ralados e salgue. Frite até dourar e acrescente um copo de água quente. Cozinhe por mais uns 10 minutos. No final acrescente a cebolinha picada e a mandioquinha cozida. Com um amassador de batatas amasse tudo até virar purê e os pedaços de frango desfiarem. Use um garfo e uma faca se precisar. Abobrinha: Descanse e retire as sementes da parte gorda da abobrinha. Refoge um pouco de cebola e alho ralados com azeite. Acrescente a abobrinha em pedaços, dê uma sapecada e adicione um copo e meio de água quente. Espere amolecer (a abobrinha cozinha rápido), acrescente um pouco de salsinha picada e uma pitada de orégano. Salgue, escorra a água e amasse.

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Com bebê em casa, tudo que é novo para eles vira data especial do casal. Com a primeira festa de aniversário que as gêmeas foram não poderia ser diferente. As roupinhas são especialmente escolhidas, planos para o que colocar na bolsa das pequenas, levar ou não levar os carrinhos. Tudo é uma descoberta, para os pais e para as gêmeas: aquela aglomeração de pessoas, o som alto tocando, crianças correndo e muita cor, muito estímulo visual. A Beatriz e a Helena adoraram a descoberta. Mas o que ninguém te avisa (e é bom se preparar para saber como se comportar) é que tem sempre a turma do “deixa eu pegar” atacando assim que você chega.

Cada casal tem que estabelecer suas regras e buscar o que é melhor para o bebê. Com filhos gêmeos, papai e mamãe não têm dúvidas que um colo alheio é sempre uma boa. O problema é quando você acaba de entrar no ambiente estranho que é uma festinha de criança, cheio de gente e rostos novos, vozes diferentes, e tem alguém, geralmente não ambientado com a rotina do seu bebê, que vem logo pedindo para pegar a criança. Portanto, pense o que fazer desde já.

Com as gêmeas, papai não teve dúvidas de pedir a compreensão do colo amigo e aguardar um tempo até que as pirralhas se sentissem à vontade no lugar. Depois, é só alegria (para as gêmeas e para os pais). Os brinquedos e as cores são as maiores diversões. Com tanto colo querendo segurar as pequenas, é a hora que dá para relaxar um pouco as costas. Já para o amigo, muitas vezes pode ficar uma rusga de incompreensão. Mas pondere o melhor para o seu filho e não tenha medo de parecer um sujeito estranho.

Com bebês nascidos prematuros (dois ainda), você acaba ficando mais atento com alguns cuidados nos primeiros meses de vida. As gêmeas vieram para casa já entrando no segundo mês de vida, mas ainda muito pequenas e recém-saídas da UTI neonatal, onde os cuidados de higiene são muito rigorosos. Por orientação médica e decisão nossa, mantivemos elas até os três meses ainda sob cuidados mais atentos em relação a sair a toda hora para rua, colos estranhos, barulhos demais etc. Mas passado esse período, quanto mais ajuda, melhor.

 

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O choro é a fala do bebê até que ele aprenda as palavras ou a emitir sons que expressem seus sentimentos. Com quase oito meses completos, as gêmeas choram quando querem dizer alguma coisa para o papai e para mamãe. Mas aprendemos na prática que nem todo choro é fome. Recém-nascido chora por muitos motivos e, a não ser que realmente esteja na hora de se alimentar, a mamada como solução para dar fim ao aflitivo momento de choro dos pequenos deixou de ser a primeira reação nossa há muito tempo.

Os choramingos da Beatriz e da Helena, elas nos ensinaram na marra, também são avisos de que estão cansadas, querendo dormir, muito agitadas por excesso de estímulos desnecessários e fora de hora, com calor, cólica, dor de barriga, ou simplesmente entediadas querendo colo ou fazer algo diferente daquilo que estão fazendo naquele momento. Por isso, tentamos nos esforçar (nem sempre com sucesso) para identificar qual o problema as pequenas estão querendo comunicar antes de colocar uma calórica dose de leite para dentro: verificando se a fralda está limpa, se há algo apertando como o elástico da bermuda, mudando elas de posição. Uma receita infalível, na maioria das vezes, é distraí-las dando uma volta pela casa, mostrando algo que elas gostam, cantando e conversando.

Com quase oito meses, as gêmeas já comem durante um dia duas refeições salgadas, dois lanches com fruta e quatro mamadas. O que equivale a uma alimentação a cada três horas, se você conseguir essa proeza de manter uma rotina exatamente contada (o que é desnecessário e impraticável). Para qualquer pessoa, é uma nutrição mais que adequada. Imaginar que qualquer choro é sinal de fome, é comodismo de quem não quer assumir o papel de interpretador de choro. Geralmente, de barriga estufada, elas vão cair no sono. Mas no futuro, a saúde das pirralhas vai cobrar a conta.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Ricardo Brandt

    Ricardo Brandt, 35 anos, é jornalista e tirou um sabático das redações de jornal em agosto de 2011, quando Beatriz e Helena nasceram, para cuidar das pequenas e trabalhar em casa. Junto com a Taís, que manteve o emprego fixo, vai contar como é criar dois bebês de uma vez e gerenciar a casa, enquanto mamãe vai para o trabalho

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