O choro é a fala do bebê até que ele aprenda as palavras ou a emitir sons que expressem seus sentimentos. Com quase oito meses completos, as gêmeas choram quando querem dizer alguma coisa para o papai e para mamãe. Mas aprendemos na prática que nem todo choro é fome. Recém-nascido chora por muitos motivos e, a não ser que realmente esteja na hora de se alimentar, a mamada como solução para dar fim ao aflitivo momento de choro dos pequenos deixou de ser a primeira reação nossa há muito tempo.
Os choramingos da Beatriz e da Helena, elas nos ensinaram na marra, também são avisos de que estão cansadas, querendo dormir, muito agitadas por excesso de estímulos desnecessários e fora de hora, com calor, cólica, dor de barriga, ou simplesmente entediadas querendo colo ou fazer algo diferente daquilo que estão fazendo naquele momento. Por isso, tentamos nos esforçar (nem sempre com sucesso) para identificar qual o problema as pequenas estão querendo comunicar antes de colocar uma calórica dose de leite para dentro: verificando se a fralda está limpa, se há algo apertando como o elástico da bermuda, mudando elas de posição. Uma receita infalível, na maioria das vezes, é distraí-las dando uma volta pela casa, mostrando algo que elas gostam, cantando e conversando.
Com quase oito meses, as gêmeas já comem durante um dia duas refeições salgadas, dois lanches com fruta e quatro mamadas. O que equivale a uma alimentação a cada três horas, se você conseguir essa proeza de manter uma rotina exatamente contada (o que é desnecessário e impraticável). Para qualquer pessoa, é uma nutrição mais que adequada. Imaginar que qualquer choro é sinal de fome, é comodismo de quem não quer assumir o papel de interpretador de choro. Geralmente, de barriga estufada, elas vão cair no sono. Mas no futuro, a saúde das pirralhas vai cobrar a conta.
[...] Fonte: Blogs do Estadão [...]
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