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O papai, as gêmeas e a mamãe

As gêmeas começaram uma nova fase da vida delas: a escola. Terça-feira da semana passada foi o primeiro dia de aula. Mas o início, vem de antes, desde o fim do ano passado, quando decidimos qual melhor escola para as pequenas. Compra material, uniforme, mochila, incrível como um ser tão pequeno pode precisar de tanta coisa. A lista é imensa. Com duas então, só pedindo desconto.

Uma semana antes do início das aulas, papai e mamãe tiveram a primeira reunião de pais (de muitas que sei que ainda virão). Descobrimos a professora e a rotina que as aguardava. Escola de bebê, não tem aula, mas muita brincadeira e, acima de tudo, choro! De todo tipo, a toda hora. Na primeira semana, eles chamam de adaptação. A Beatriz e a Helena choraram toda vez que percebiam que iam ser deixadas ali. Como são gêmeas, elas adotaram  o revezamento: um dia chora uma, outro dia a outra. Sei que se pudessem escolher, pediriam para ficar em casa, com o papai.

Mas os bebês cada vez mais surpreendem os pais. Viraram umas moças quando viram as mochilas. De uniforme, a Helena coloca a ponta da língua para fora, ergue os pequenos ombros como se fosse enfrentar uma batalha, olha para o papai, como quem diz “deixa comigo, que eu consigo”, e pega a mala que tem quase o tamanho dela e sai puxando (parece gente). A Bia é a mais independente das duas. Ela chega na escola, pega a mochila em uma mão, na outra, segura a mão da mamãe ou do papai, e vai puxando tudo até o pátio.

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Orelha de abano, dumbo, topo gigio, orelhão. São alguns dos apelidos que fatalmente terão aquelas crianças que nasceram com o aparelho auditivo aparente avantajado ou de curva acentuada. Tem gente que tenta de tudo quando o bebê nasce com orelha saltada. É fatal: é sair do hospital e a criança vai ter a pequena cabeça enrolada por uma faixa de pano.

Tem mamãe que inventa desculpa, diz que fica bonito. Com bebês, papai aprendeu a acreditar mais na ciência e menos nos conselhos dos avós e vizinhos. Esteja certo: o uso de adesivos, faixas e outros métodos caseiros não diminuem as orelhas de abano e não são recomendados por cirurgiões.

Das gêmeas, a Helena tem a orelha mais saltada. Mas não chega a ser uma orelha de dumbo. Foram os ralos cabelos aparecerem, que a pequena orelha voltou para sua discreta insignificância no desenho do rosto.

Mas mamãe é neura e super influenciada. Além de sofrer por antecedência pelos problemas que fatalmente virão, ela pena por aqueles que jamais se concretizarão. Desde antes da Beatriz e a da Helena saírem da UTI neonatal, sempre insisti para evitarmos o uso desnecessário da faixa na cabeça.

Temos faixa no armário das pequenas sim, e elas foram usadas uma ou outra vez, como ornamento para as mini e belas cabeças. Mas para quem realmente tem o problema em casa, existe um modo de resolver. É uma cirurgia plástica, chamada otoplastia, que pode ser feita depois dos seis anos, quando o crescimento das bitelas já não é tão significativo. Mas assegure-se que essa é uma vontade da criança, não um grilo criado pelos pais.

 

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 Ter gêmeos traz muitas vantagens. Uma delas é a descoberta dobrada do que é ser pai. Outra é saber como é mais de um filho em casa e a relação de dois irmãos. Tudo ao mesmo tempo agora (como, nos tempos dos Titãs). A Beatriz e a Helena ensinam papai e mamãe como é dividir atenções e afeto com duas filhas ao mesmo tempo.

As minhas pirralhas, ora a Bia ora, a Helena, têm um comportamento que a mamãe batizou de xeroquinho. Se uma faz arte (e elas passam o dia correndo atrás de perigo), a outra imediatamente faz igual. Quando a travessura é digna de repreensão, a fotocópia sai imediata. Tudo em busca de novas experiências e, principalmente, atenção. A Helena tem mais aptidão para as travessuras e geralmente encabeça as estripulias.

Minhas gêmeas são bagunceiras e aprontam o dia inteiro. Do jeito que o papai gosta. As pivétinhas colocam a casa de cabeça para baixo, todo santo dia, faça chuva, faça sol. E em dobro!! É só uma se dependurar naquela mesa pesada que a outra vem atrás para imitar. Assim, elas vão descobrindo o mundo em dupla. Fico em cima, morrendo de inveja e feliz pela curtição das duas. Deve ser muito gostoso crescer com um parceiro do seu tamanho.

 

 

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 Tem feito um calor de rachar mamona por esses dias, aqui em casa. Ontem, domingo, foi dia de aplacar os efeitos do sol escaldante debaixo d’água. Quando papai e mamãe decidiram que iriam ter filho (filhas, duas, de uma vez!), por democrática decisão unânime imposta, escolhemos ficar no interior, perto da família.

O apartamento em que morávamos era bem ventilado, mas pequeno e pouco fértil para o crescimento das gêmeas. A Beatriz e a Helena nasceram em 10 de agosto (hoje fazem 1 ano e quatro meses) e, pouco tempo depois, nos mudamos para a casa nova.

O papai já planejara deixar a correria de São Paulo para acompanhar o crescimento das pirralhas. No começo foi difícil desligar do 220V. Mas rápido e de maneira saudável o corpo e a mente vão se acostumando – basta não perder o contato com a vida, os amigos e o trabalho na capital.

Calor típico do interior, pede piscina em casa (e churrasqueira, é claro). As gêmeas agradecem. Desde os quatro meses, colocamos as pequenas na água, como nessa foto aí da Helena na boia com o papai. As duas fazem a festa: batem os braços, pernas e bebem água até pelos ouvidos. “Acua” – gritam as pirralhas, enquanto tentam puxar a roupa e o papai para dentro da piscina. Só não se esqueça que bebê tem pele frágil, então, capriche na proteção e escolha os melhores horários.

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As gêmeas têm duas cadeiras verdes de plástico, duas mentes para lá de férteis e, definitivamente, nenhuma noção do perigo. Sabe quando alguém te pergunta: perdeu a noção do perigo? A Beatriz e a Helena não perderam, elas realmente nunca tiveram ideia do que é perigo. Mas as cabecinhas são cheias de ideias.

As pirralhas ganharam as duas cadeiras verdes da vovó Ira. Sentar é só uma das utilidades para quem não tem amarras nas ideias. As gêmeas usam as cadeiras verdes para empurrar boneca, como carrinho de compra, obstáculo e, agora, escada para as estripulias infantis de escaladoras.

Bebê não sabe o que é perigo, risco de cair, picada de abelha nem tem medo de choque. Os bichinhos testam tudo que encontram pela frente, ampliando seus limites e laceando os nossos. Com 1 ano e 4 meses, as gêmeas estão na fase alpinista. Escalam tudo: cadeira, sofá, carrinho, banqueta, perna do papai, colo da mamãe e as cadeiras verdes…

Tocam o pavor nos pais! A Beatriz e a Helena sobem nas cadeiras, meio desengonçadas, e de pé, desafiam o perigo e testam o papai, sorrindo marotas e felizes pela travessura. O chão da casa bem que podia ser de borracha, para aliviar as pancadas das quedas que cada vez mais vão preenchendo a casa de ufas, sustos, suspiros, choros e hematomas.

 

 

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As gêmeas estão na fase de copiar os gestos e as atitudes dos adultos, principalmente os pais. Escovar os dentes é uma deles. Com dois bebês em casa de uma vez, invariavelmente você acaba fazendo coisas, como ir ao banheiro, beber água, escovar os dentes, com uma das pirralhas no colo.

Desde mais pequenas, a Beatriz e a Helena sempre acharam graça em ver o papai ou a mamãe dando um tapa na cremalheira (como diria o pai do João, um grande amigo da casa). Elas ficam olhando o vai e volta daquele objeto colorido, entrando pela boca, fazendo espuma e deixando o papai e a mamãe cheios de caretas e com as boconas abertas. As duas caem na risada e não desistem enquanto não agarram a escova. Para satisfazer as pequenas, deixamos que suas mãos segurem no cabo e vamos conduzindo o movimento, dando a elas o controle imaginário das escovadas.

Ninguém fala para gente que escovar os dentes é um hábito que é preciso passar para os bebês desde quando eles ainda são banguelas. A Bia e a Helena têm suas escovas e creme dental próprios. Mas escovas com cerdas, iguais às escovas do papai e da mamãe. Assim, elas começam a dar um tapa nos dentes, mesmo que invisíveis.

Papai sabe bem que o gosto tutti-frutti da pasta é o maior atrativo, mas as gêmeas adoram escovar os “dentes” junto. Com as mini mãos, sacolejam a escova de um lado para o outro, nos imitando e sorrindo felizes de realizarem um ritual tal como seus velhos. Uma dica de iniciação: use sempre babador, a Bia e a Helena babam adoidado, enquanto dão um tapa na crema.

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Uma das coisas que ninguém te conta quando você vai ser papai de gêmeas é que em muitas situações, duas pessoas são insuficientes para dar conta dos pirralhos. Uma delas é tirar radiografia. Como já disse anteriormente, as duas ficaram doentes depois da primeira tentativa de adaptação ao berçário. A Beatriz pegou pneumonia.

Para se ter o diagnóstico, a pediatra das pequenas pediu uma chapa dos pulmões da Beatriz e da Helena, que há uma semana estavam com febre, tosse e nariz melequento.

Fomos nós, Beatriz, Helena, mamãe e papai para o setor de raio-x do hospital. Era feriado e havia apenas uma pessoa operando a máquina. De roupa branca, ele orienta os pais que eles devem deitar os bebês e mantê-los imóveis por alguns segundos até que a radiação faça a sua parte. Criança de um ano, tarefa quase impossível!

Para uma pessoa sozinha, totalmente impossível. Conclusão, enquanto ele disparava o maquinário detrás da parede de isolamento dos raios, papai e mamãe teriam que segurar, grudadas na mesa, primeiro a Beatriz, depois a Helena. De barriga para cima, depois de lado. O problema é que, com gêmeas, se papai e mamãe seguram a Bia na maca, quem segura a Helena no colo? Resultado, as duas tomaram, junto com papai e mamãe, uma carga extra de radiação.

Mamãe segurou a parte de cima do tronco, com as dua mãos, enquanto papai segurava os membros de baixo, com uma mão, enquanto usava a outra para segurar a irmã no colo. Ter gêmeos é assim. Muitas tarefas que podem ser razoavelmente tranquilas com um bebê, ganham outra dimensão para quem cuida.

A lista é grande: fazer os dois bebês dormir quando ficam com sono ao mesmo tempo (como na foto aí em cima); dar banho nas duas sozinho ao mesmo tempo; ir ao banheiro com duas… e assim vai!

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A Beatriz pegou pneumonia. Que susto! Veio no pacote de adaptação das gêmeas ao berçário. Foram três dias só de contato com o mundo lá fora, mas o suficiente para que as duas voltassem gripadas…, depois veio a conjuntivite, aí a tosse e, o pior de tudo, a pneumonia.

A pediatra das gêmeas tinha alertado sobre os brindes que viriam junto com o berçário. Criança doente não pode ser mandada para escola. Além de dividir seu invasor com as demais crianças, sua saúde debilitada é um prato cheio para outros oportunistas – e a coisa pode ficar ainda pior. O organismo com um ano de vida, ainda virgem para maior parte dos vírus e bactérias, é uma tentação para a extensa lista de doenças infantis.

Tanto a Beatriz como a Helena engataram uma semana de febre alta, muita meleca verde escorrendo pelo nariz e uma tosse chata, carregada e persistente. O bebê fica intragável. A gente volta no tempo e as noites de sono parcelado, entre uma acordada e outra, para ninar o nenê, para verificar a temperatura, para o remédio e o banho fresco para frear o pequeno corpo, que arde, vermelho, choroso e triste, são um teste de paciência.

Que dó… as duas ramelentas, de olhos avermelhados, rosto abatido, sem muito pique para brincadeiras, sem desgrudar do colo e recusando comida. Foram dez dias de antibiótico (para as duas), dois estômagos irritados e muita apreensão até que a danada da pneumonia regredice.

Mas a Bia e a Helena foram duas moças. A febre foi embora nos primeiros cinco dias e as duas, aos poucos, voltaram à rotina de bebês descobrindo o mundo, procurando coisa errada para fazer, não dando descanso para quem está por perto e enchendo a casa de barulho, alegria e tranqueiras pelo chão.

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O papai voltou a trabalhar, como era planejado, e agora as gêmeas – que já são umas moças -  começaram uma nova fase da vida: vão ganhar a selva. A Beatriz e a Helena fizeram 1 ano em agosto. Há três semanas começaram a frequentar o berçário. Ninguém te avisa quando você quer ter filhos, mas tem a fase da adaptação do bebê na escola.

As gêmeas foram três dias, por enquanto, é assim mesmo, logo elas voltam. Tudo começa muito antes do primeiro dia. Um espaço desconhecido, cheio de outras crianças, novos cuidadores, brinquedos diferentes, comidas de outro sabor e, principalmente, doenças sedentas para invadir os pequenos corpos ainda inexplorados .

A primeira etapa é decidir entre berçário, babá ou vovó. Deixar as duas sair para o mundo, não é algo fácil (emocional e racional). Optamos por manter o apoio da babá pela manhã e manda-las para escola no período da tarde.

A segunda etapa é escolher o melhor berçário, ou aquele que te dê menos desconfiança. Visitamos vários na cidade, em horários distintos, papai e mamãe, juntos e separados. Escolhida a escola que mais nos identificamos, começa de fato a fase da adaptação.

No primeiro dia fomos Beatriz e Helena, papai e mamãe, para elas conhecerem o lugar, seguras com a nossa presença. De cara, no colo dos pais, as gêmeas adoraram os desenhos infantis nas paredes coloridas e aquele monte de crianças. Na sala delas, conheceram as novas amigas de fralda e as duas monitoras. Logo fizeram amizade, brincaram com os outros e aceitaram bem os novos colos adultos. Ficamos duas horas e voltamos para casa, sem problemas.

No segundo dia, ficamos algum tempo até elas se soltarem. Depois ficamos observando do lado de fora da sala. O primeiro choro, quando elas percebem a ausência do papai e da mamãe, é um torpedo que dilacera o coração da gente. Mas fomos conscientes de que essa transição da segurança e do conforto do lar e da família para a selva lá fora tem mesmo seus solavancos.

Foi no segundo dia que as duas pirralhas, sabendo o que iria acontecer, mandaram o recado quando fomos deixa-las. As duas não quiseram sair do colo e choraram para valer. Depois, elas acabaram se conformando e, resignadas, ficaram. Segundo as tias da escola, deram algum trabalho apenas na hora do sono, exigindo colo.

Já no terceiro dia, a Helena voltou febril. Decidimos suspender a ida. Berçário não é lugar de criança doente. Aliás, doença é um brinde que vem junto com essa transição do bebê para o berçário. Os pirralhos ficam mais doentes, apreendemos logo de cara. Desde então, acionamos o plano B. Babá pela manhã e a vovó tem dado uma força durante a tarde. As gêmeas agradecem com sorriso rasgado no rosto!!

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As gêmeas foram viajar pela primeira vez sem o papai. A Beatriz e a Helena estão com 1 ano e dois meses. Como cresceram essas pirralhas. Na última semana de setembro foi aniversário da Luana, nossa afilhada que mora em São José dos Campos. A primeira viagem mais longa das gêmeas já com o cadeirinha, o kit pós-bebê conforto para transportar criança no carro.

Viagem agora é assim, mesmo que curta (foi uma noite fora), tem que fazer a mala das pequenas com antecedência, prever toda parafernália para levar: para o banho, para as refeições, para o sono, para distrair… Tudo pronto na manhã do sábado, vão elas: a Beatriz, a Helena, a mamãe e a vovó Ira. Quase três horas de estrada.

Faltando uma semana para as eleições do primeiro turno, papai teve que ficar para fazer plantão. Dá  um certo receio ver as duas partindo para uma noite fora, a primeira longe do papai desde que saíram da UTI neonatal e vieram para casa. Mas quem tem gêmeos sabe que uma noite sem bebê chorando, sem mamada no meio da madrugada, sem manha para sair do berço, é algo que realmente soa como sublime, depois de mais de um ano sem saber o que é uma noite inteira dormida de cabo a rabo.

Durante o dia, o silêncio da casa já deixou o papai meio assim, como se algo estivesse fora do lugar. Mas o dia foi de trabalho e passou rápido. Veio a noite, longo banho sem preocupação, sem ficar ouvindo choro imaginário, que sempre faz a gente sair antes da hora para ver que tudo está calmo. Pijamão, tomo um copo de leite para dormir já pensando na noite inteira descansado, algo impossível de imaginar com as gêmeas em casa.

Deito relaxado e feliz, enchendo o vazio da ausência das pequenas, com o prazer do sono longo que está por vir… Deito pouco mais de 22h (coisa de quem tem filho pequeno) e estico uma primeira sonada que vai até 1h da madrugada.

Súbito, desperto da cama, assustando e o corpo se joga meio cambaleante para fora da cama e sai andando dormindo acordado para o quarto das gêmeas… Antes de cruzar a porta do quarto, lembro que estou sozinho e caio na gargalhada para esticar o corpo na cama grande e vazia.

Sigo de novo com Morfeu… mas não dura nem duas horas e de novo, desperto assim de prontidão para um cafuné, um colo de ninar… mas cadê as gêmeas? Tudo bem, foi só uma noite. Amanhã eu volto a acordar nessa rotina que já fica estranha longe daqui.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Ricardo Brandt

    Ricardo Brandt, 35 anos, é jornalista e tirou um sabático das redações de jornal em agosto de 2011, quando Beatriz e Helena nasceram, para cuidar das pequenas e trabalhar em casa. Junto com a Taís, que manteve o emprego fixo, vai contar como é criar dois bebês de uma vez e gerenciar a casa, enquanto mamãe vai para o trabalho

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