O governador do Texas, Rick Perry, pré-candidato republicano à presidência dos EUA em 2012, causou um desconforto diplomático no começo da semana. Em um evento de campanha em New Hampshire, Perry sugeriu que o país mande tropas para o México para lidar com o problema do tráfico de drogas no vizinho.
“ Nossos militares podem ter de trabalhar em conjunto com autoridades mexicanas para matar os cartéis e mantê-los longe de nossas fronteiras”, disse. ”Não conheço todos os cenários ali, mas acredito que seja importante impedir o país de se tornar um Estado falido.”
A fala de Perry fez o embaixador mexicano nos EUA, Arturo Sarukhán ir a público desmentir que existam propostas nesse sentido. “Não é um componente que se esteja prevendo e não faz parte dos esquemas inovadores que México e EUA estão usando para combater o crime organizado transnacional”, disse, segundo o diário El Universal.
Cartéis como o de Tijuana, Sinaloa, Juárez e os Zetas controlam os Estados mexicanos fronteiriços aos EUA. Só em Ciudad Juárez, na divisa com o Texas, a violência relacionada ao tráfico deixou 7 mil mortes nos últimos dois anos.
Ainda sobre o tema, recomendo duas leituras: a primeira, publicada na edição de domingo do Estado, sobre o envio de armas dos EUA para o México. A segunda, deste infográfico da Associated Press sobre a questão
Foto: Tomas Bravo/Reuters
Um dos problemas mais graves da América Latina é o tráfico de drogas. A violência dos cartéis, que nos anos 1980 traumatizou a sociedade colombiana, hoje é o principal problema de segurança pública do México. Desde 2006, mais de 35 mil pessoas morreram por causa da violência relacionada a esses grupos. Na sexta-feira passada, na periferia de Monterrey, Nuevo Leon, Estado controlado pelo cartel Los Zetas, capangas executaram quatro taxistas, no que a polícia acredita ser um acerto de contas com informantes do cartel do Golfo, uma facção rival. Um homem que descia do ponto de ônibus morreu com uma bala perdida.
A metros dali, a professora Martha Rivera dava aulas em uma escola primária. Ao ouvir os tiros, pediu a seus alunos, que têm entre oito e nove anos se deitassem no chão. Para acalmá-los, começou a cantar uma música de ninar:
- “Si las gotas de lluvia fueran de chocolate me encantaría estar ahí…”. ( “Se as gotas de chuva fossem de chocolate, eu gostaria de estar aí” – A melodia, no Brasil, é a da canção infantil: ” A dona aranha subiu pela parede… veio a chuva forte e a derrubou”)
Martha começou então a brincar com as crianças, dizendo que se ficassem deitadas e abrissem a boca, poderiam experimentar as gotas de chuva de chocolate. A cena foi gravada pela professora com seu celular e postada no YouTube por um amigo dela.
Na segunda-feira, ela foi condecorada por autoridades estaduais. Ao jornal mexicano El Universal, Martha disse que seus alunos lhe deram a coragem necessária para manter o sangue frio na hora do ataque. “Claro que tive medo, mas tenho muito orgulho dos meus alunos. Eles me deram o valor, a coragem e o amor para que eu atuasse assim”, afirmou.
Ainda de acordo com a professora, ela gravou o vídeo porque seus superiores sempre exigem evidências para aplicar protocolos de segurança na escola. ” Não busquei ser famosa, nem reconhecimento. Apenas reagi para mostrar nossa realidade”, explicou.
Apesar de involuntária, sua ação teve reconhecimento e repercussão. A professora ganhou três mil seguidores no Twitter desde o episódio. Até a cantora colombiana Shakira lhe mandou os parabéns pela atitude.
Assista ao vídeo: (Em espanhol)
Veja mapa da BBC com as áreas de influência de cada cartel no México:
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Dos presidentes latino-americanos, o venezuelano Hugo Chávez é o mais popular. Ao menos no Twitter. Na semana passada, ele superou o número de 1,5 milhão de seguidores. Bem mais do que a argentina Cristina Kirchner, com 419 mil, ou que seu vizinho colombiano, Juan Manuel Santos, com 183 mil. A rede de microblogs já provou o quanto pode ser útil para mobilizar pessoas e disseminar informações. A primavera árabe, a morte de Osama Bin Laden e a revolução verde do Irã são exemplos disso.
Por isso, o Nuestra America fez uma lista de “twitters de presidentes a seguir”. São contas que sempre trazem informações bacanas, ou que mostram um pouco da relação dos governantes com os governados (ou nem sempre). Chávez, por exemplo, que sabe como poucos usar a comunicação em seu projeto de poder é extremamente interativo no Twitter. Já o salvadorenho Maurício Funes “desencanou” da sua conta em 2010. Vamos a eles:
Chile: Sebastián Piñera
Colômbia: Juan Manuel Santos
Venezuela: Hugo Chávez
Honduras: Pepe Lobo
Haiti: Michel Martelly
Costa Rica: Laura Chinchilla
México: Felipe Calderón
El Salvador: Mauricio Funes
Argentina: Cristina Kirchner
Essas são as contas oficiais. Se alguém souber de fakes engraçados, podem sugerir!
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