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Nuestra América


Formosa, capital da província de mesmo nome, fica no norte da Argentina, a 1,2 mil km de Buenos Aires e a apenas 130 km de Assunção. É banhada pelo rio Paraguai. De certa maneira, parece-se mais com o vizinho do Mercosul do que com a região dos pampas. O chaco, a planície central da América do Sul é quente e úmida. Nesse começo de primavera, as noites são amenas, mas os dias não devem a um bom dia de verão do litoral paulista. Hoje fez mais de 30ºC.

Assim como no Paraguai e parte do Brasil – principalmente o Mato Grosso do Sul – a tradicional yerba mate argentina é tomada aqui fria. O tereré, como é chamado na região, é uma herança dos índios guaranis. A televisão transmite alguns canais paraguaios.Na TV paraguaia, um programa bastante popular é a versão local da “Dança dos famosos”.

O menu aqui é um pouco diferente do resto da Argentina. O bife de chorizo continua sendo uma opção popular, assim como o lomito e algumas massas. Mas peixes de água doce bastante saborosos da Bacia do Paraná, como o Tucupi, também são servidos.

A presidente Cristina Kirchner tem bastante apoio aqui. Seu principal aliado é o governador Gildo Insfrán. Ambos tentam a reeleição, mas Insfrán, graças a duas emendas na Constituição provincial, governa a província desde 1995. Os moradores de Formosa se dividem ao falar sobre ele. Uns dizem que faz muitas obras, principalmente de infraestrutura, apesar das denúncias de corrupção  – uma espécie de Maluf argentino que deu certo, no melhor estilo “rouba mas faz’.  Outros o qualificam de um burocrata sedento pelo poder, que compra os votos dos formosenhos com programas assistencialistas e inchaço no setor público.

PS: Leiam mais sobre a eleição na Argentina  na edição impressa do Estadão, pelo Twitter (@inter_estadao, @luizraatz e @arielpalacios) , na TV Estadão e no blog do meu colega Ariel Palacios.

PS2: esse é o primeiro de uma série de posts sobre a eleição presidencial argentina do blog, que deve durar até a próxima segunda-feira

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07.julho.2011 16:23:22

Plantão médico

Os que acreditam em mau olhado diriam que os líderes da América do Sul estão precisando se benzer. E com urgência. Ao menos seis dos presidentes da região tiveram algum problema de saúde nos últimos meses, mostra um levantamento da AFP publicado no Terra Colômbia. São eles os líderes de Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Equador e Venezuela.

O caso mais notório e recente, claro, é o câncer do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Muito já se foi dito sobre a doença, que começou descrita pelo governo venezuelano como um “abcesso pélvico”. Chávez levou quase um mês para ir à público admitir que extirparam-lhe um tumor maligno. Enquanto isso, governava de Cuba. A oposição reclamou. Queria que ele passasse seus poderes para o vice-presidente Elias Jaua. O presidente, que nunca foi muito afeito a delegar nada para ninguém, fez-se de mouco. Voltou ontem, na véspera do bicentenário da independência venezuelana.

Não é o primeiro problema de saúde de Chávez. Em 2007, ele narrou durante seu programa “Alo presidente” uma diarreia que teve enquanto vistoriava obras. ” Isso só acontece com o Chávez!”, brincou. No mesmo vídeo, ele faz um alerta cômico sobre seu entrevero, que hoje poderia soar bem mais trágico: ” Sou um ser humano como qualquer um de vocês. Às vezes as pessoas se esquecem disso”

Outro que teve de enfrentar uma dura batalha contra o câncer é o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Ele concluiu em dezembro do ano passado a quimioterapia contra um câncer linfático. A exemplo de Chávez, Lugo fez o tratamento em outro país. Mas, ao invés de Cuba, escolheu o Brasil.

A nossa presidente, Dilma Rousseff, que também já teve de tratar um câncer linfático quando ainda era ministra da Casa Civil de Lula, teve de cancelar recentemente uma viagem ao Paraguai onde aconteceu uma cúpula do Mercosul por causa de uma pneumonia.

Outra presidenta que também cancelou viagens por problemas de saúde foi a argentina Cristina Kirchner. Mas no caso dela, isso aconteceu duas vezes. Em abril, ela deixou de viajar ao México após uma crise de pressão baixa. Em junho, ela sofreu um pequeno corte ao bater a cabeça em uma grade, e também faltou à cúpula do Mercosul.

O boliviano Evo Morales também guardou repouso por recomendações médicas em março, após ter sido diagnosticada uma inflamação em um tendão do joelho que ele havia operado em novembro. Outro com contusões ortopédicas é o equatoriano Rafael Correa. Ele passou por uma cirurgia no joelho direito em setembro do ano passado para corrigir um desgaste no fêmur. Durante a quartelada militar daquele mês que paralisou o país, o presidente ainda se locomovia de bengala.

Ao que se sabe, o peruano Alan Garcia, o chileno Sebastián Piñera, o colombiano Juan Manuel Santos e o uruguaio José Mujica não têm tido problemas . Mas, em volta a tantos colegas “no departamento médico”, já devem ter encomendado um check-up.

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