Os que acreditam em mau olhado diriam que os líderes da América do Sul estão precisando se benzer. E com urgência. Ao menos seis dos presidentes da região tiveram algum problema de saúde nos últimos meses, mostra um levantamento da AFP publicado no Terra Colômbia. São eles os líderes de Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Equador e Venezuela.
O caso mais notório e recente, claro, é o câncer do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Muito já se foi dito sobre a doença, que começou descrita pelo governo venezuelano como um “abcesso pélvico”. Chávez levou quase um mês para ir à público admitir que extirparam-lhe um tumor maligno. Enquanto isso, governava de Cuba. A oposição reclamou. Queria que ele passasse seus poderes para o vice-presidente Elias Jaua. O presidente, que nunca foi muito afeito a delegar nada para ninguém, fez-se de mouco. Voltou ontem, na véspera do bicentenário da independência venezuelana.
Não é o primeiro problema de saúde de Chávez. Em 2007, ele narrou durante seu programa “Alo presidente” uma diarreia que teve enquanto vistoriava obras. ” Isso só acontece com o Chávez!”, brincou. No mesmo vídeo, ele faz um alerta cômico sobre seu entrevero, que hoje poderia soar bem mais trágico: ” Sou um ser humano como qualquer um de vocês. Às vezes as pessoas se esquecem disso”
Outro que teve de enfrentar uma dura batalha contra o câncer é o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Ele concluiu em dezembro do ano passado a quimioterapia contra um câncer linfático. A exemplo de Chávez, Lugo fez o tratamento em outro país. Mas, ao invés de Cuba, escolheu o Brasil.
A nossa presidente, Dilma Rousseff, que também já teve de tratar um câncer linfático quando ainda era ministra da Casa Civil de Lula, teve de cancelar recentemente uma viagem ao Paraguai onde aconteceu uma cúpula do Mercosul por causa de uma pneumonia.
Outra presidenta que também cancelou viagens por problemas de saúde foi a argentina Cristina Kirchner. Mas no caso dela, isso aconteceu duas vezes. Em abril, ela deixou de viajar ao México após uma crise de pressão baixa. Em junho, ela sofreu um pequeno corte ao bater a cabeça em uma grade, e também faltou à cúpula do Mercosul.
O boliviano Evo Morales também guardou repouso por recomendações médicas em março, após ter sido diagnosticada uma inflamação em um tendão do joelho que ele havia operado em novembro. Outro com contusões ortopédicas é o equatoriano Rafael Correa. Ele passou por uma cirurgia no joelho direito em setembro do ano passado para corrigir um desgaste no fêmur. Durante a quartelada militar daquele mês que paralisou o país, o presidente ainda se locomovia de bengala.
Ao que se sabe, o peruano Alan Garcia, o chileno Sebastián Piñera, o colombiano Juan Manuel Santos e o uruguaio José Mujica não têm tido problemas . Mas, em volta a tantos colegas “no departamento médico”, já devem ter encomendado um check-up.
Luiz, creio que esses problemas, como se diz, “fazem parte”. Além de todos os presidentes citados, com exceção de Correa e Evo (creio), já terem passados dos 50 anos, a atividade que exercem é de uma pressão descomunal. Dentre todos eles, os que devem apresentar quadro de saúde mais complicado são mesmo Chávez e Lugo.
No mais, aos poucos a América do Sul ganha uma cara que nunca antes teve, com presidentes que buscam a autonomia de seus países e dessa banda do continente, sem a subserviência aos interesses estrangeiros (leia-se norte-americanos), que foi a marca da maior parte dos governos regionais desde o início da política do Big Stick.
President Chavez, como todos com excesso de pêso,
deve considerar uma boa dieta. Uma dieta bem controlada, que não inclúa carne e outros derivados de animais, é a melhor garantia para uma boa saúde, e funciona melhor que rezas e pílulas.
É, meu amigo, quando a doença pinta…o quadro fica diferente,né mesmo?
2012
2011
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