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Nuestra América

Quem vive em São Paulo está acostumado a amaldiçoar o trânsito e a sobreviver num ambiente caótico de ruas, avenidas, motoristas, motoqueiros e pedestres.  Agora, imaginem uma cidade sem respeito a sinalização, sem fiscalização adequada e veículos velhos movidos a uma gasolina muito muito muito barata. Assim é Caracas.

Isolada do litoral caribenho por uma cadeia de montanhas, a capital venezuelana se estende de oeste a leste. A principal ligação entre os dois extremos da cidade é a Autopista Francisco Fajardo, que fica congestionada durante boa parte do dia. Há muitas motos, a maior parte importada da China. Os motoristas raramente respeitam a sinalização, e é comum ver carros e motos quase se chocarem. Além disso, não há verificação de velocidade por radar.

” Quem causa os problemas são as motos”, diz o motorista Carlos Flores. “Se metem por todos os cantos te arrancando os retrovisores, enquanto acelera na autopista a quase 100 km/h.

Outra curiosidade notória da capital venezuelana é o preço da gasolina. O litro sai por cerca de R$ 0,07. Um tanque pequeno cheio custa cerca de R$ 5.  ”Provavelmente o que você gasta com um tanque, eu gasto no ano”, me disse o motorista, quando lhe digo que em São Paulo o litro da gasolina custa o equivalente a 5 bolívares.  ”Aqui praticamente a gasolina nos é dada de presente”

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O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe tornou-se um dos protagonistas da disputa eleitoral na Venezuela. Após ter declarado apoio ao candidato da oposição à presidência Henrique Capriles e de ter chamado o presidente Hugo Chávez – seu desafeto notório- de assassino, o colombiano viu seu  respaldo ser indiretamente rechaçado pelo opositor.

 

Capriles vinculou as declarações de Uribe à disputa política interna na Colômbia entre ele e o presidente Juan Manuel Santos. “Digo ao presidente Uribe, como ao presidente Santos, como a qualquer outro chefe de Estado: ‘Não se meta no processo eleitoral da Venezuela!’, discursou Capriles no final da noite de segunda-feira em um ato de campanha em Libertador, na Grande Caracas. “Os venezuelanos vão resolver seus problemas e não queremos interferência de nenhum país. Nem da Colômbia, nem de Cuba.”

 

No final da noite de domingo, Uribe postara uma série de mensagens no Twitter em defesa da candidatura de Capriles. Nelas, chamou Chávez de assassino, o acusou de abrigar terroristas das Farc e de ser o responsável pela morte de 19 mil venezuelanos por ano, vítimas da violência urbana. Ele ainda chamou a Venezuela de “paraíso do narcotráfico”. As declarações foram feitas após uma visita de Capriles à Colômbia.

 

Os chavistas aproveitaram para colar a imagem do ex-líder colombiano à oposição venezuelana e vinculá-lo a grupos paramilitares que atuavam no país vizinho e ao narcotráfico. “Apareceu outro vende-pátria na campanha dos majunches( medíocres, apelido criado por Chávez para Capriles): Alvaro Uribe Velez, narcoparamilitar e assassino”, disse na terça o chefe da campanha de Chávez à presidência, Jorge Rodríguez, em comício no Estado de Carabobo.

 

O ministro de Comunicação de Chávez, Andrés Izarra, usou a mesma ferramenta de Uribe para ironizá-lo. “A U da MUD (Mesa de Unidade Democrática, a coalizão opositora) é de Uribe? É uma dúvida que tenho”, escreveu em sua conta no Twitter.

 

Chávez e Uribe tiveram um relacionamento de altos e baixos entre 2002 e 2010. O venezuelano chegou a intermediar negociações para a libertação de reféns da Farc em 2007. Em junho de 2010, os dois romperam relações diplomáticos após Uribe acusar Chávez na OEA de abrigar s Farc.Coube a Santos retomar as relações com a Venezuela. Normalizada, a parceria levou à captura de alguns terroristas das Farc em território venezuelano.

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Logo na chegada à Venezuela, quando o avião se aproxima do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, se vê dois dos principais símbolos do país: o petróleo e o beisebol. Com a aeronave em processo de descida, é possível ver navios-tanques e uma refinaria de frente para o Mar do Caribe. Em dois campos de beisebol, crianças praticam o esporte, o mais popular aqui.

O aeroporto fica em Maiquetia, uma cidade litorânea cercada por uma grande serra. Em um primeiro momento, lembra a Baixada Santista, especialmente Cubatão.

Ainda no controle de imigração do tribunal, um grande painel com uma foto do presidente Hugo Chávez saúda os visitantes. Há muitos funcionários nos guichês e postos de atendimento ao turismo, todos com a camisa vermelha eternizada pelo presidente, mas as filas são longas e demoradas.

No free-shop, o socialismo bolivariano tenta se diferenciar. Os lucros são remetidos a uma fundação para crianças carentes. No saguão do aeroporto, doleiros e motoristas de táxis irregulares tentam atrair os incautos. Há soldados da Guarda Bolivariana patrulhando o lobby, mas os malandros agem livremente.

O número de táxis falsos no Aeroporto de Maiquetía tem aumentado muito nos últimos anos. As vítimas entram nos carros, parecidos com os táxis oficiais do aeroporto, e sofrem sequestros-relâmpagos. O visitante é orientado a tomar o táxi oficial do aeroporto, diferenciado dos falsos por um pequeno selo amarelo na porta. Se o viajante está com pressa, o engano pode lhe custar caro.

A caminho de Caracas, se nota a onipresença de Chávez em outdoors ao longo da estrada. O herói da independência venezuelana, Simón Bolívar, é outra figura presente.

Na TV, só se fala das eleições presidenciais, que acontecem em outubro. O candidato da oposição, Henrique Capriles, discursa em um ato de campanha na cidade de Libertador, na Grande Caracas. Reclama da estatização do cimento e diz que, sob o controle do governo, o preço do cimento subiu três vezes.

No canal estatal VTV, uma mesa redonda debate o risco de a oposição pôr fim às missões assistencialistas do governo e às rádios e TVs comunitárias, caso Capriles vença.  A primeira impressão é a de que a Venezuela está dividida.

 

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  • Cristiano: Luiz, isto demonstra que o Paraguai não tem instituições fortes e estabilidade política pois o uso do...
  • Leandro: Sr. Censurado O mundo eh plural, mesmo na democracia encontramos diversidade, e eh para o bem do mundo que...
  • Antonio: Interesante a forma em que o jornal apresenta noticias e cronicas, sempre expondo a miseria, o lado escuro...
  • Luiz Raatz: Caro, a ideia do post era passar um pouco dos bastidores e da primeira impressão da cidade. As...
  • cataldo: hola, amigo brasilero, mis saludos cordiales desde Caracas – Venezuela, deseo comentarte de tu...

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