É verdade essa história de que a Legião vai voltar com o Wagner Moura de vocalista? Os amigos perguntam isso na mesa do bar. “A gente vai voltar ao mesmo assunto?”. Sim, cinco minutos antes alguém já tinha aparecido com a notícia. Alguns acham meio engraçado. Outros acham que é revoltante. E ponto. Mas o círculo do absurdo está montado. E é difícil juntar as peças. A Legião Urbana é uma banda adorada até os dias de hoje, 16 anos após o seu fim (devido à morte de seu criador, o ainda ídolo Renato Russo). E o Wagner Moura, todo mundo sabe, é um ator querido, talentoso para caramba e inteligente. Talvez o melhor de sua geração. Em todos os pontos.
Mas fato é que as peças dessa “volta” não combinam. Se alguém contasse que isso iria acontecer um dia, todo mundo pensaria que era invenção. “Como?”. A ideia bizarra, parece, foi da MTV, a emissora que fez o famoso Acustico com a Legião Urbana mais de 20 anos atrás. E que entrevistou Renato Russo com muita dignidade várias vezes. A sensação é de que alguma coisa se perdeu (a tal dignidade) quando a gente dá de cara com a volta da banda, assim, do nada.
Vamos lá. Renato Russo era um pop star cheio de peculiaridades. Ele dava muito “piti”, ele parava shows no meio. E não, ele não aceitava tocar em festivais patrocinados. Negou várias vezes tocar no então Hollywood Rock (sim, nos anos 80-90) cigarro podia patrocinar coisas. Renato Russo não era um vendido. Não. De forma alguma. Ele era digno. E sua relação com a fama sempre foi essa. De entrega aos fãs. De pé atrás com o mercado. Seu ídolo máximo e espelho era Morrissey, o cantor que veio ao Brasil mês passado dando aula de dignidade simplesmente sendo ele mesmo.
Bem, Renato Russo morreu. E é impossível não fazer piada com sua banda. E não pensar que ele está se revirando no tumulo. E não imaginar o que ele acharia disso tudo. Os ingressos já estão sendo vendidos a 200 reais. Os ensaios já começaram e já existe até foto de divulgação da tal “homenagem” ao Renato Russo. Homenagem com ingresso a 200 reias? Homenagem para ser transmitida (e provavelmente conseguir muita audiência) da MTV?
Hora de recorrer a Morrissey, artista que Renato amava tanto que quase imitava. “Na reunião da gravadora, nas mãos deles: uma Estrela morta, Ah, os planos que eles armam. Ah, a ganância doentia. Na reunião da gravadora, uma estrela morta. Os babacas velhos dizem: “o conheci pessoalmente, e eu o conheci primeiro. E eu o conheci bem. Relance. Reembrulhe”. A letra brilhante de “Paint a Vulgar Picture” diz ainda: você poderia dizer não. Se você quisesse. Bem, Renato Russo não pode dizer não porque os mortos não falam, certo?
É difícil a “vida” de uma estrela morta.
Em uma sala de recuperação, uma moça tem as orelhas e os braços enfaixados. Sua companheira de quarto chora ao tirar o curativo do nariz. “Não esperava que ficasse tão bom.” Tudo isso é filmado e faz parte do reality show mais bizarro exibido na TV brasileira: o “Bridal Plastic”, que vai ao ar pelo “E”.
Para merecer o lugar de “mais bizarro”, um reality tem que ser absurdo MESMO. Pois esse ganha. De longe. E assusta. As pessoas ficaram loucas?
Algumas delas, sim. “Bridal Plastic” é um reality show de noivas. Até aí, meio normal. Mas funciona da seguinte forma. As moças se internam em uma casa-clinica para competir em provas. Quem ganha cada um dos desafios é premiado com uma plástica!!! Verdade. E não há limites para o número de cirurgias. Por isso, uma moça com a cabeça enfaixada declara, depois de ter perdido uma prova. “Eu queria tanto ganhar uma lipo”.
As noivas querem se operar para casar “perfeitas”. E a campeã final receberá o “casamento dos sonhos”. Bem, a noiva Frankenstein casa em uma festa de princesa. Absurdo assim.
A locação do reality é uma casa-clinica que tem uma sala de recuperação. Sério. Uma delas, com nariz enfaixado graças a uma rinoplastia, conversa com outra que também ganhou “o nariz dos sonhos” sobre quem eliminar no próximo paredão. Gente. Choque.
Todas as provas, as tais que resultarão em prêmios- plástica (como alguém pode comemorar o fato de passar por uma cirurgia que vai doer?) tem a ver com o tema casamento. Em uma delas, as noivas têm que fazer um buquê. “Eu estava sentindo muita dor quando fiz”, diz uma participante ao ser elogiada por um “especialista” em florews. Sim, ela cumpriu a tarefa com a cabeça enfaixada e se movimentando em uma cadeira de rodas.
“Será que a fulana vai ficar muito arrasada se for embora para casa sem ter conseguido nenhuma plástica?”, comenta uma das participantes. Provavelmente sim. E a campeã ficará feliz cada vez que for para a faca. “Estou realizando o meu sonho”, diz cada uma delas antes de sair da casa e ir para o HOSPITAL.
Sim, a humanidade ficou maluca. Na verdade, a gente já devia ser maluco desde sempre. Mas isso não era exibido na TV. Nem incentivado. Sim, colocar mulheres competindo por PLÁSTICAS para realizar o casamento dos SONHOS é uma maneira de incentivar uma epidemia de loucura que assola a humanidade. Se você quiser ver a que ponto chegamos (e Freud se revira no túmulo) assista ao programa e veja o que é uma “noiva cadáver”. 2012 está sendo, sim, televisionado.
Quer ficar careca ao vivo para manter um emprego? Vale ser submetida a coisas horríveis nesse trabalho, tipo, sei lá, ser jogada em um canil com cachorros ferozes? Sim!!, gritam milhões de meninas Brasil afora que sonham em ser uma “Panicat”, integrante do time de gostosas do programa “Pânico”, uma das profissões mais desejadas (e bizarras) do momento.
Trata-se de uma versão picante da Chacrete, aquelas moças que dançavam no programa do Chacrinha. Só que a “Panicat” é a Chacrete da era do vale tudo da fama. Na UFC para conseguir ser capa de revista, posar nua, ter muitos seguidores no twitter e ganhar cachê para ir a eventos VALE TUDO. Mas tudo MESMO.
O maior exemplo foi dado ontem, domingo, quando a “Panicat” Babi Rossi aceitou ficar careca ao vivo durante o programa. Também, a moça não tinha muita opção. Ou ela pediria demissão AO VIVO em rede nacional (alguém aí teria coragem de fazer isso?) ou ficaria careca ou teria um corte de cabelo “estilo Neymar”. Bem, a parte da demissão nem foi oferecida para ela. Afinal, quem não quer ser “Panicat”?
Pagar mico e ser humilhada meio pelada na TV é uma profissão tão almejada que uma das moças no ar hoje em dia, Carol Magalhães, fez uma plástica, por escolha própria, para entrar no programa. Como? Sim. Depois de ouvir que tinha o nariz grande, ela decidiu operá-lo antes de estrear e ganhou o apelido de Carol Narizinho.
Ser “Panicat” é um trabalho rentável, em termos de grana e da moeda da fama. Isso porque existe também uma outra profissão no momento, a “ex panicat”. Como uma ex participante do programa, a moça ainda pode posar nua para revistas, ser convidada para eventos com cachê, ser noticia sempre, namorar famosos, ser destaque de escola de samba e participar de reality shows onde vai ser ainda mais humilhada do que foi no programa.
Mas quem não quer ser famoso? Quem não quer deixar de ser um fulaninho? Quem não quer ter, que seja, muitos seguidores no Twitter? Não, não é o caso de julgar as panicats. O vale tudo é chocante. Mas tem tudo a ver com nossos tempos.
Ah , sim. Não existe “Panicat” homem, claro. Assistente de palco com pouca roupa, dançarina do Faustão. Essa seara continua feminina. E com cada vez mais humilhação. Até quando?
Madonna apareceu em uma festa. Normal. Os fotógrafos tiraram fotos de seus pés (nada normal). Suas unhas estavam meio mal tratadas. Pronto. Deu-se o escândalo. E os pés da Madonna, na falta de assunto, viraram o escândalo da semana (não, a foto não será publicada nesse blog porque eu não mexo com esse tipo de coisa).
“Isso é inveja”, falava um amigo revoltado. Vamos lá. É um pouco pior que isso. Fotografar os PÉS de uma famosa procurando defeito é de um grau de perversão da fama bizarro. Quem mandou ser famosa? Agora você vai ver! Suas mãos sempre serão fotografadas para que todos vejam que você está VELHA. Se os braços estiverem fortes demais, lá estará, Madonna exagera na malhação. E se estiver mole, pronto, é uma descuidada mesmo. “Eca”, disse o mundo inteiro enquanto olhava para as unhas dos pés, repito, AS UNHAS DOS PÉS, de Madonna.
Se gostamos de alguém ( quem se dá ao trabalho de reparar nas unhas dos pés da Madonna deve mesmo gostar dela, porque amor e ódio são a mesma coisa, já disse o Dr. Freud etc) precisamos acabar com a pessoa. Vê-la falida. Caída no chão. Não é por acaso que fotos de tombos de famosos são web hit certo.
Fãs são pessoas malucas. Haters (os famosos odiadores da internet, aqueles que “atacam” seus alvos também). E pensando bem, eles são os mesmos. Madonna vai fazer show no Brasil. Milhares de pessoas vão comprar ingressos caríssimos para ver a cantora fenômeno. Mas ai dela se cair, ai dela se estiver com os pés (OS PÉS) feios. Seus fãs (que pagaram caro, repito), talvez se matem para tirar uma foto do detalhe que a destrói. Se não estamos no palco, tacamos ovo em quem está.
E pensando nos pés da pobre da Madonna, só dá para imaginar uma coisa. Ser muito famosa deve ser um pesadelo. Dos mais assustadores. Pobre famosa rica. E não, não estou falando isso por inveja. Eu juro.
A novela se passa na favela? A pergunta foi feita ontem em tom de incredulidade no twitter por René Silva, o menino que ficou famoso por ser um dos criadadores do “Voz da Comunidade”, jornal do Complexo do Alemão. E também por boa parte da audiência “do asfalto” que acompanhava a estréia de “Cheias de Charme”, a nova trama das sete da Globo.
Sim. A maior rede de TV do país agora assumiu namoro com a classe c, casou e teve dois filhos: “Avenida Brasil” e agora “Cheia de Charme”. Na trama das sete, o romance fica mais escancarado. A abertura é de Gaby Amarantos, a musa subversiva do tecno brega. E as heroínas são, pasmem, três empregadas domesticas que decidem se vingar das madames. Espera. Luta de classes na novela? Sim!!!! E com as empregadas vencendo. Atenção. Empregada doméstica sempre serviu nas tramas para ser simples ponte para as madames brilharem. Em geral, eram negras, uniformizadas e mudas. Ou coitadas. As três “empreguetes” (ótimo termo cunhado na novela) mão tem nada disso e são a pura imagem do poder.
As palavras laje e puxadinho já foram faladas no primeiro bloco. E há também dois cantores celebridades. Fabian (referencia descarada a Luan Santanna. E Xaienne, interpretada por Claudia Abreu, uma espécie de mistura de Gaby Amarantos com Claudia Leite.
Calma. A Globo não subiu para a laje porque acordou de uma alucinação e viu finalmente que a maioria da populaçao não mora no Leblon ou em mansões do Jardim Botânico. Tudo é uma questão de dinheiro. O Brasil mudou, sim. Mais gente consome. E quem tem “poder de compra” “merece” ser retratado. Ok. Existem também novos autores, sem o ranço dos escritores de novelas de ricos do passado. Mas não vamos esquecer do dinheiro. Em todo caso, a novela parece divertida e já era hora mesmo de sair da mansão e encarar a laje. Não é mais a cara do Brasil? Sim.
Bem, agora o mais absurdo disso tudo. Já tem gente reclamando que novela agora é pobre demais, que falta sofisticação ( hahaha! Escuta, é novela, não é opera. E antes vocês fingiam que não gostavam de novela porque isso era coisa de pobre, certo?). Basicamente, já tem gente falando que novela está igual “rodoviária.” E que falta glamour. Como dizem os amigos do twitter: neguinho pira. E classe média sofre.
“Eu tentei, tentei muito, gastei dinheiro, tempo, mas consegui fazer o marzipan perfeito.” A frase é dita em tom de superação por uma apresentadora no canal “Bem Simples”, aquele dirigido para mulheres na TV fechada. A impressão: ela falava da conquista de um desafio tipo escalar o Himalaia ou se livrar de um vício.
Vou ser sincera. Nunca tinha tido paciência para ver o canal. Nem por obrigação profissional. Sempre que olhava o cenário tosco imitando cozinhas e os temas: “confeitaria”, “bordado”, sentia uma espécie de repulsa natural. Não me julguem. A gente não tem controle quando a repulsa vem de dentro.
Precisei ficar gripada e de cama (praga antecipada da mulher marzipan?) para passar parte de uma tarde vendo o programa “Confeitaria”, onde as pessoas ensinavam a fazer “Tea Cake de Abacaxi”. “Tea cake”? Sei! Vocês querem é acabar com o bolinho! Moramos no Brasil: Cup Cake, Tea Cake. Não acabem com o nosso bolo. Por favor. A impressão vendo o canal (e tentando, tentando, tentando muito) não ser implicante.Estamos de volta aos anos 50. Tudo bem cozinhar, tudo bem fazer tricô. Tudo bem tudo. Mas será que é preciso ser tão anos 50?.
Ah, sim, o canal tem um programa masculino, o “Homens Gourmet”. Gourmet, claro. Mulher quando cozinha é mais que obrigação. Homem quando faz é gourmet. Sei.
Com a gripe, a febre, e o “Bem Simples”, comecei a sentir muita nostalgia da minha infância, quando passava as manhãs vendo “TV Mulher”. Marilia Gabriela e Marta Suplicy nos ensinavam (quer dizer, ensinavam nossas mães, eu era muito criança) que mulher fazia sexo, trabalhava e tinha opinião. Isso faz uns 30 anos. Lá, Clodovil desenhava modelos incríveis (acho que comecei a gostar de moda ali). E mulher, bem, gostava de cozinhar, de transar, de roupa, das notícias do dia. Éramos, enfim, meio normais. Pela volta do TV Mulher! Elas fizeram tudo aquilo para a gente agora estar em busca SÓ do marzipan perfeito?
“Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista, o tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece”. Quem esteve domingo no Parque da Juventude em São Paulo, na estreia do show Recanto, de Gal Gosta, se emocionou (muito) ao ver a cantora, 65 anos profeirir essa frase. Muitos aplaudiram. A cantora estava com sua banda formada por jovens bacanas, cantando lindamente, improvisando passos de funk , flertando com a música eletrônica e mostrando que sim, tem artista que nunca envelhece. “A vida é amiga da arte”. Ouvir a própria Gal cantando aquilo ( parece que ela nunca cantou tão bem) foi de fazer chorar. Eu chorei.
Voltamos para casa felizes. Pensando que é, sim, possível envelhecer e continuar “jovem” de alma. “Quando eu crescer, quero envelhecer como os tropicalistas”, falávamos. Domingo no parque. Todo mundo feliz e emocionado. O tempo não é, como nos dizem o tempo todo em propagandas de creme “anti-age”, um senhor malvado. Gal mostra isso no disco. E na apresentação. Tempo, tempo, tempo.
O show reúne o repertório do disco “Recanto”, o de músicas novas de Caetano Veloso para Gal, e clássicos como “Baby” e “Vapor Barato”. O tempo passou para Gal. Mas a artista (no entanto) não envelheceu. Por isso voltamos para casa contentes. Sim, isso é possível! Mas não é para qualquer um.
Atenção: não envelhecer não é ser turbinada. Não é parecer ter 19 anos. Não é ser trabalhada no photoshop. Nada disso. Estamos falando aqui de outro tempo. Outro nível. Outra história. As celebridades (e os anônimos que se entopem de botox) para parecer “dez anos mais jovens” poderiam tentar aprender com a Gal. Mas será que eles conseguem? Difícil. Isso não é coisa que se compre ou se conquieste em um programa miraculoso de televisão, não. Fato. Gal consegue. E Caetano, idealizador do projeto, também.
“Não precisa se feliz. Basta parecer”. A minha sábia amiga Jô Hallack (http://oesquema.com.br/defeito) omeçou essa campanha ano passado, quando todo o povo cool (nós duas incluídas) começou a postar fotos na internet usando o instagram, um aplicativo para iphone.
O que é o instagram (ou insta, para os íntimos, tipo eu)? Uma espécie de rede social de fotos, com filtros incríveis, que transformam qualquer dia triste em um dia bonito. E qualquer festa ruim em festa ótima. Desde que fotografada do ângulo certo e com um filtro bem bom. Todo mundo é feliz no instagram. E lindo. E qualquer casa meio maloca fica maravilhosa. No insta não existe olheira, dia do cabelo ruim, nada disso.
Bem, o numero de piadas que a gente pode fazer com o instagram é infinita. Já pensei em lançar óculos já com instagram, para que você ache que um dia feio na verdade é sépia. E uma amiga disse que tem inveja de si mesma quando se vê no instagram. Lá ela é mais feliz.
Sim. A gente usa o instagram para se exibir. Tem um povo que faz realmente fotos muito legais, claro. Mas a maioria de nós (e nesse caso neguinho que eu falo é nós mesmo, pelo menos eu e os meus amigos) usa o aplicativo para mostrar que está no show tal, com o amigo tal e para fotografar seus bichos de estimação. O instagram é puro narcisismo. Assim como o Facebook. Nossa vida costuma ser melhor na internet do que na realidade. Somos lindos no instagram, alegres no facebook e reclamamos muito no twitter. Todos tripolares.
Ok. O instagram pode ser mais um tipo de diversão (e é mesmo) e a gente usa e gosta (eu amo). Mas tem um detalhe importante. Esse era até hoje um aplicativo que só funcionava em iphone, um aparelho que custa cerca de dois mil reais. Alguns amigos já se sentiram “por fora” porque não tinham o telefone da Apple e por isso não podiam “brincar” de instagram. Falo de gente adulta. E de novo, não estou acusando ninguém. Eu tenho iphone. Comprei caríssimo, e gosto, sim, de participar da brincadeira.
O PROBLEMA. Bem, hoje mesmo, na hora em que é anunciado que mais gente vai poder brincar de instagram, porque ele foi lançado também para celulares com tecnologia Android (em geral mais baratos) muitos usuários da Apple surtaram. “O instagram vai ser orkutizado”, reclamam. Espera. Pára! Quantos anos essas pessoas têm para achar que um brinquedo vai perder a graça só porque mais gente vai poder brincar? Você é um riqueinho de condomínio que não brinca com quem mora nas casas do bairro ao lado?
“Eu sou narcisista, mas também sou elitista e só brinco com quem tem telefone que custa mais de dois mil reais.” A humanidade voltou a ter 10 anos de idade. Fato. “Piada” vista agora no… instagram. “Android passa a ter instagram. Os pobres pira.” Era para ser engraçado. Mas é triste. Além de ter dez anos de idade, a humanidade cool é mimada. E chata pra caramba.
2012