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Quarta-feira, 30 de Maio de 2012
O mundo da música sertaneja
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Pablo, o ‘inventor’ do arrocha, comemora sucesso do estilo entre os sertanejos

 Por Cristiane Bomfim

Em São Paulo, o arrocha virou moda entre as duplas sertanejas. Luan Santana, João Neto e Frederico, Thaeme e Thiago, Gusttavo Lima: todos já gravaram – com modificações – o estilo musical nascido na cidade baiana de Candeias. Mesmo assim, nas rádios de muitas cidades do Nordeste, o grande nome do arrocha é o cantor romântico Pablo, um desconhecido nas regiões sudeste, centro-oeste e sul.

Pablo? Mas que Pablo? Foi essa a pergunta que eu me fiz antes de chegar em Aracaju, em Sergipe, onde o cantor dividiu o palco com a banda Chiclete com Banana. Passava das 2h de domingo, os chicleteiros já tinham incendiado o público e mesmo assim ninguém arredou o pé do Forró do Nana, que é o nome da festa. Todos esperavam o início do show da “voz romântica” e criador do termo arrocha.

“O arrocha é na verdade a seresta e esse termo eu usava nos shows para pedir para os casais dançarem agarradinhos e coladinhos. Eu dizia. Agora arrocha. E foi ficando assim, as pessoas não dizem mais que vão pra seresta. Elas vão para o arrocha”, conta Pablo.

O show começa pouco depois das 2h. Primeiro entram dois casais de bailarinos. As mulheres estão vestidas de ‘empreguetes’, com uniformes justos e na cor pink. A dança é sensual e o ritmo da música romântico. Vestido com calça jeans colada, botas de caubói (de plástico) e uma camiseta listrada, Pablo arranca gritos e aplausos de um público que sabe de cor todas as músicas. A primeira música é Pecado de Amor. Na plateia, os casais se abraçam e também começa o arrocha.

Não há grandes efeitos especiais durante a apresentação. E, talvez por causa do ritmo, do cenário, da voz aguda,  o teclado, tudo pareça brega. Enquanto Pablo canta, alguns convidados comentam que as roupas precisam mudar, que o cenário poderia ser mais pop e que as músicas deveriam ter uma pegada mais moderna.

Mas tudo isso é pura implicância. O arrocha moderno já existe e está sendo gravado pelas duplas sertanejas que estouraram em São Paulo. E embora ninguém dê o crédito, muita coisa foi copiada do cantor Pablo. É que como já diz Gusttavo Lima na música Balada Boa, “vem que o brega é bom”.

O cantor, que se denomina “a voz romântica” não precisa cantar sucessos de outros artistas para conquistar o público: com apenas 27 anos, Pablo já acumula 12 de carreira, 9 CDs e 3 DVDs. Faz cerca de 30 shows por mês – a maioria no nordeste – e seu cachê varia de R$ 50 mil a R$ 100 mil. A presença de quatro canções de Zezé di Camargo e Luciano no repertório é exceção: ele é fã confesso da dupla e sonha, um dia, gravar com seus ídolos. Veja entrevista que ele concedeu ao Jornal da Tarde:

O que difere o arrocha dos outros estilos?
A gente tem um carinho muito grande na seleção das músicas, que são românticas. Nós resgatamos as músicas românticas antigas e até esquecidas, damos uma nova roupagem e colocamos o nosso estilo, que é o arrocha. E as pessoas abraçam com o carinho.

Em São Paulo, quem está gravando o arrocha são as duplas sertanejas. Para quem não conhece o estilo, como se faz essa distinção?
É a batida da bateria é um pouco diferente. Hoje está surgindo dupla sertaneja cantando o arrocha universitário. Mas o arrocha com teclado, com violão e guitarra está muito tempo na estrada e hoje está tendo essa mudança com o arrocha universitário, o que não é ruim para o movimento em si. Serve para fortalecer.

Como é ver o estilo bombando na voz de artistas sertanejos?
O coração bate forte vendo o trabalho de longa estrada ser cantado. Se fosse ruim, ninguém queria copiar e fazer também.

Além do sertanejo, o arrocha está também no carnaval. Você participa da festa em Salvador. Como você define isso?
A música é diversidade e atinge todas as classes e gostos. Participar do carnaval foi maravilhoso. É o terceiro ano que nós puxamos o bloco Arrocha Mutantes e não é um público selecionado. Todo mundo vai atrás do trio, você vê o movimento crescendo. Antigamente tinha um pouco de preconceito com o arrocha. Hoje ele está conquistando todas as classes e todas as idades. E eu estou muito feliz com isso e com o fato de ser precursor do arrocha.

Como é o sertanejo no Nordeste? E esse fato das duplas gravarem o estilo?
Eu sempre fui fã do sertanejo e vendo também o movimento crescendo, duplas sertanejas cantando arrocha é música popular brasileira. Isso só fortalece o estilo. É sinal que a coisa está boa.

Em São Paulo, o ritmo é tratado como ritmo brega. Você se considera brega?
Eu não sei. Depende o que a pessoa acha que é brega. Eu canto música romântica, o arrocha tem essa linha romântica. Quem é que nunca perdeu um amor, que quer conquistar um amor? Para mim não é brega. Se dizem que é brega, é o brega que vem conquistando a Bahia, o Brasil, enfim… Estou muito feliz com isso. O Brasil é brega.

São 12 anos de carreira. Onde você quer chegar?
Todo artista sonha em ter uma carreira sólida em nível nacional. E eu sonho com isso também porque é de garotinho que eu canto. Eu comecei garotinho a cantar com meu pai em barzinhos e hoje me vejo com milhares de fãs. Sonho sim em ser um artista nacional.

E você gostaria de fazer parceria com quem?
Eu sempre me inspirei no Zezé di Camargo e Luciano. Eu sou fanático por eles.

O arrocha é passageiro?
Não. Claro que não. Eu tenho certeza que é daqui pra frente. O movimento cresce a cada dia. As pessoas dizem que vai acabar em 2 ou 3 anos e ele já está ai há 12 anos.

Gusttavo Lima queria participação de Zezé e Luciano no DVD

Por Cristiane Bomfim

Gusttavo Lima sobe daqui a pouco no palco do Credicard Hall, na zona sul de São Paulo, para gravar o terceiro DVD da carreira. A gravação continua amanhã, 29. Em coletiva de imprensa, realizada na tarde de hoje, o cantor confirmou a participação da dupla Wilian e Marcelo ­– que é formada pelos seus irmãos –, Jorge e Mateus, Eduardo Costa, Alexandre Pires e Israel Novaes. Neymar, atacante do Santos, também deverá participar da gravação, mas Gusttavo Lima preferiu o suspense. Disse apenas: “isso é surpresa”. O jogador está concentrado na capital para o clássico de amanhã contra o São Paulo.

Vem ni mim Dodge Ram foi a música escolhida por Gusttavo Lima para cantar ao lado de Israel Novaes. A canção Que trem é esse terá a participação de Alexandre Pires. Já a dupla Wilian e Marcelo sobe no palco para interpretar Cabelo Preto. Gusttavo Lima afirmou que gostaria da participação de Zezé di Camargo e Luciano no DVD. A dupla foi convidada, mas segundo o artista não pôde participar por causa da agenda lotada de shows.

Durante a coletiva de imprensa, Gusttavo Lima assumiu não gostar de sua voz. “Não me ouço. Acho estranho me ouvir”, confessou. O cantor, que no começo da carreira abusava dos agudos e improvisações em shows, atribui a mudança no jeito de cantar ao amadurecimento no palco. Para preservar a voz, ele garantiu que o único cuidado que toma é dormir, pelo menos, dez horas por noite.

A previsão é que o DVD seja lançado no segundo semestre deste ano no Brasil e em alguns países da América Latina, mas Gusttavo Lima não soube dizer quais.

Balada boa

A música conhecida pelo refrão “tchê tcherere tchê tchê”  deverá ser gravada em espanhol. Balada boa, que é o nome da música, é a responsável pelo sucesso do cantor mineiro.

Românticos para sempre

Hoje, os irmãos Zezé Di Camargo e Luciano celebram 21 anos de estrada. AoJT, falaram, com exclusividade, de carreira, fama e da briga que tiveram no ano passado

Por Cristiane Bomfim 

José Patrício/AE

“Se disserem que é preciso citar três artistas conhecidos em qualquer canto do Brasil e que todo mundo já ouviu falar, Zezé Di Camargo e Luciano vão estar entre estes três. Não tenho dúvida.” A frase pode até parecer arrogante, mas, ao completar hoje 21 anos de carreira, com 130 shows por ano, cachê médio de R$ 200 mil e dono da voz de Mentes Tão Bem, a segunda música mais tocada nas rádios em 2011, Zezé Di Camargo, que forma dupla com o irmão Luciano, não se faz mais de modesto.

Desde que lançaram o primeiro disco da carreira, em 19 de abril de 1991, Zezé Di Camargo e Luciano já venderam mais de 36 milhões de cópias de seus 19 álbuns de carreira, quatro coletâneas e dois CDs em espanhol. O novo trabalho, um DVD intitulado Zezé Di Camargo e Luciano – 20 Anos de Sucesso, gravado ao vivo em setembro, para comemorar as duas décadas de estrada, chega às lojas em 7 de maio. No mesmo dia, a dupla lança um CD com 15 faixas, sendo sete inéditas. Eles falaram, com exclusividade, com o JT.

A coerência na carreira de vocês pode ser a resposta para explicar estes 20 anos de sucesso?
Zezé – A música romântica vai ser sempre eterna. Você não precisa ter 20, 30 ou 40 anos para sentir frio na barriga quando você vê aquela pessoa que você gosta. É nesse momento que a gente entra, um momento muito importante da vida das pessoas. É diferente de uma música da moda, que você curte pelo baratinho que ela está dando, pela dancinha que você vai fazer. Qual é emoção que um cara vai ter quando ouvir, daqui a dez anos, a música “hoje é festa lá no meu apê”. Ai Se Eu Te Pego é do momento. Mas daqui a dez anos, ele vai continuar ouvindo “detalhes tão pequenos de nós dois” e vai sentir a mesma emoção. A música romântica fica.
Luciano – A música Mentes Tão Bem fez sucesso em um momento em que a música sertaneja romântica está em segundo plano. Estamos há 20 anos fazendo música romântica e renovando sem sair deste nicho. Somos a dupla mais romântica do Brasil e deste título eu não abro mão.

Mas o sucesso de um artista não depende só do repertório ou do talento de um artista…
Zezé – Até hoje, não sei o que é carisma. Por que eu tenho carisma agora e não tinha aos 16 anos? Por que ele só passou a existir depois que eu fiz sucesso? Acho que o carisma tem de andar junto com o sucesso e é você cantar e falar aquilo que emociona as pessoas. Você tem de ser o príncipe encantado que as pessoas imaginam que você seja. Tento me portar assim.

Como é ser o príncipe encantado? Ter de ser um exemplo cansa?
Zezé – Eu nem sou exemplo. Sou uma pessoa correta na minha vida, com relação à bebida, nunca mexi com droga. Sou um cara correto, família. Mesmo assim pegam no meu pé, acham que sou o maior paquerador do Brasil e que tenho uma namorada em cada Estado do Brasil. Estou na base do quer falar, fala. Já me preocupei muito com isso. Hoje não, sou bem tranquilo. Além disso, ser certinho demais é muito chato, né?

José Patrício/AE

O sucesso tem uma parte ruim?
Zezé – Não. Quem quer ser famoso, quer exatamente isso. Quer ser reconhecido. Esse papo de eu gosto de ir para Miami, para a Europa porque lá posso andar na rua sossegado é hipocrisia. Se ficar dois dias sem ser reconhecido, vai sentir falta. Quem fala que essas coisas perturbam está mentindo. Perde o sucesso para ver se não fica desesperado. Sucesso é sinônimo de ser querido pelas pessoas, de trabalhar e fazer o que gosta. Sou privilegiado, porque ganhei a minha vida, arrumei a vida da minha família toda, e ajudei várias pessoas, fazendo o que eu mais amo, que é cantar. Tem coisa melhor que essa? Em todos os lugares onde eu chego, as pessoas quererem me ver, saber como estou.
Luciano – Quando você atinge o sucesso, você é do público. Você saiu de casa, tem de sorrir, tem de estar bem. Se você não estiver a fim de retribuir um carinho e parecer bem, então, não sai de casa. Sou desse jeito. Claro, o que mais afeta um artista são as pessoas que estão em volta, que trabalham com ela. É um produtor, um diretor, até mesmo um empresário que, às vezes, quer ser mais que o artista. O que me levou a brigar com o meu irmão (referindo-se ao desentendimento que ocorreu antes de um show em Curitiba, no ano passado), por exemplo, foi uma série de problemas com as pessoas que estão à nossa volta. Depois disso, decidimos que tudo o que um precisasse falar para o outro seria sem intermediários.

Zezé, sobre o desentendimento do ano passado, Luciano disse que foi por causa de pessoas que trabalham com vocês. O que aconteceu?
Zezé – O motivo foi atendimento no camarim. Tínhamos 80 pessoas para atender e o Luciano ficou bravo com o número. E fiquei puto com ele. Ele queria atender antes do show e eu queria atender depois, porque a gente tem mais tempo com o pessoal. E a menina que produz para a gente já tinha reclamado para mim, no almoço, que o Luciano nunca ficava tempo suficiente para atender aos patrocinadores e fui falar isso para ele na hora da discussão. Aí, o bicho pegou.

José Patrício/AE

O Leonardo disse que pretende se aposentar. E você, Zezé?
Zezé – Aposentar de quê? Nunca fiz porra nenhuma na vida. Aposentar é para quem trabalhou a vida inteira. Para mim, cantar não é trabalho, é diversão. Sou pago para me divertir. Aquele trabalhador que levanta às 6h da manhã a vida inteira, pega ônibus lotado para ir trabalhar e voltar para casa cansado e, no dia seguinte, de novo ir trabalhar é quem pensa em se aposentar. Não vou me aposentar do que estou fazendo, de cantar, de subir no palco, de soltar a voz.

Você tem medo de virar um artista decadente? Passa pela sua cabeça a possibilidade de, daqui a alguns anos, ninguém se lembrar de você?
Zezé – Acho que isso não vai acontecer. Construímos uma história muito importante para ser esquecida. E, se tivesse de acontecer, já teria acontecido. Já vi muitos artistas que chegaram depois da gente e já foram. E se acontecer é um processo natural da vida e você vai se adequando à sua nova realidade. Você tem de ter a felicidade naquilo que faz. Minha felicidade é cantar, subir no palco. Hoje faço megaproduções para 50, 60 mil pessoas, mas, se daqui a alguns anos, eu estiver cantando para 200, 300 pessoas, mas com qualidade, já está gostoso do mesmo jeito.

Qual o melhor lugar para se fazer show?
Zezé – Tudo tem uma particularidade. Às vezes, a gente pensa: ‘Caramba, o que eu estou indo fazer lá?’. E quando chega, não acredita. É uma surpresa. Há uns três meses, fomos fazer um show no Pará, e pensei: ‘Caramba, estou fazendo 20 anos de carreira e o que estou fazendo aqui?’. A cidade tinha 6 mil habitantes, mas 30 mil pessoas foram para o show. Eu olhava na plateia e via muito índio, com as faixinhas na testa escritas Zezé e Luciano. Tem coisa melhor no mundo? Fiquei encabulado, e é isso que vale a pena. Vai gente de cavalo, de carroça. E depois do show, você passa pelos caminhões indo embora e o povo todo em cima. Outro dia, fomos fazer um show em Mato Grosso, numa cidade distante uns 300 km de Cuiabá. Ficamos hospedados numa cidade que era maiorzinha, onde tinha um hotel. Na estrada, uns 20 km antes de chegar à cidade, a rodovia estava toda parada. Olhei pela janela e tinha gente em caminhão, caminhonete, todo tipo de carro e até fusca com oito pessoas dentro. Vi muitas motos com as mulheres de vestido e salto. Todos indo para o nosso show.

Como vocês medem o sucesso?
Zezé – Se disserem que é preciso citar três artistas conhecidos em qualquer canto do Brasil e que todo mundo já ouviu falar, Zezé Di Camargo e Luciano vão estar entre estes três. Não tenho dúvida. Zezé Di Camargo e Luciano estão na história da música popular brasileira. Gostando ou não gostando, pode estar onde for, você já ouviu falar Zezé Di Camargo e Luciano.

Qual é o melhor álbum de vocês?
Zezé – O novo. Está lindo, lindo. Maravilhoso. Gosto muito do CD Double Face, de modão. Mas meus favoritos são os volumes 6, 9 e 10.

Luciano, se você não fosse cantor, teria um plano B para sua vida?
Luciano – Nunca tive um plano A para minha vida e nunca tive um plano B em relação a nada, nem na profissão. Eu morava em Goiânia e só estudei até a terceira série primária. Hoje, seria um cara sem mão de obra qualificada, sem estudo para poder gerenciar alguma coisa. Cantar aconteceu. Aquilo foi uma brincadeira e virou sucesso de verdade. Com o passar do tempo, você começa a adquirir experiências, gostos diferentes.

E como isso foi para você?
Luciano – Passei a ler mais, a buscar informações. Acho que poderia ser jornalista por ser essa pessoa inquieta que quer sempre saber mais. Sou fascinado com a arte das pessoas de entrevistar, de ir a fundo numa matéria e descobrir o que tem por trás de alguma coisa que está acontecendo. Mas não que eu tivesse essa ideia quando era pequeno. Falo isso porque eu passei a conhecer. Não busquei nenhum objetivo na minha vida. Aliás, passei a conhecer as coisas depois que comecei a cantar.

Como é ficar o dia inteiro com o irmão, resolver todas as questões de trabalho, viajar juntos, fazer show juntos? É pesado?
Zezé – Eu e o Luciano ficamos pouco tempo juntos. Venho para o estúdio, faço a produção toda, coloco a minha voz. Ele vem aqui depois, coloca a voz dele. É muito pouco. Ele não fica o tempo todo no estúdio. Eu, sim, fico aqui, produzo e escolho repertório. Quando viajamos para fazer shows, cada um fica em um quarto. No nosso avião, sentamos separados. E, na folga, fazemos coisas diferentes. O Luciano é muito urbano. Já eu gosto de ficar no meio do mato.

(a matéria foi publicada na edição de hoje, 19, do Jornal da Tarde. No caderno Variedades)

Luciano é internado horas antes de se apresentar na ExpoLondrina

Por Evandro Fadel

O cantor Luciano, da dupla Zezé di Camargo e Luciano, deu entrada no Pronto Socorro do Hospital do Coração, em Londrina, no norte do Paraná, por volta das 15h de hoje, 11. Até o fim da tarde, ele ainda continuava “em observação”, segundo a assessoria de imprensa do hospital. A causa da procura do hospital pelo cantor não foi revelada.

A assessoria do hospital disse apenas que “não se trata de nada grave”. A dupla tem show marcado para a noite de hoje na ExpoLondrina 2012. Em 28 de outubro do ano passado, Luciano precisou ser internado no Hospital Santa Cruz, em  Curitiba, em razão da baixa quantidade de potássio no sangue.

Na época, o cantor teve um desentendimento com o irmão e chegou a anunciar o fim da dupla durante show no Teatro Guaíra. Devido ao internamento, Zezé fez sozinho um dos shows marcados para Curitiba. Logo depois, eles disseram que a dupla continuaria.

Chitãozinho e Xororó estarão no DVD de Victor e Leo

Por Cristiane Bomfim

Divulgação

A assessoria de imprensa da dupla Victor e Leo confirmou na tarde de hoje, 27,  a presença de Chitãozinho e Xororó na gravação do 3º DVD da carreira Ao vivo em Floripa, que acontecerá amanhã, 28, na Avenida Beira Mar Continental, em Florianópolis, Santa Catarina. O show está previsto para as 18h e terá também as participações  de Zezé di Camargo e Luciano, Paula Fernandes, Nando Reis, Pepeu Gomes, Thiaguinho e Haroldo Ferretti. A entrada é gratuita.

Na noite de ontem, Victor e Leo fizeram um ensaio aberto com Pepeu Gomes no palco do show. O público que foi chegando pediu para que as músicas não parassem. “Acho que vamos gravar o DVD hoje!”, brincou Victor.

DVD de Victor e Léo terá participação de Nando Reis e Thiaguinho

Por Cristiane Bomfim

A dupla Victor e Léo gravará no dia 28 de março o 3º DVD ao vivo da carreira. Florianópolis, capital de Santa Catarina, foi a cidade escolhida para o show que será gratuito. Nando Reis, Paula Fernandes, Pepeu Gomes, Thiaguinho e Zezé di Camargo e Luciano já estão confirmados para a apresentação.

No repertório estarão grandes sucessos da carreira e também canções novas, como Beijo de Luz. Em entrevista coletiva em Florianópolis, os irmãos afirmaram que gravar um CD no sul do País era um desejo antigo.

Beijo de Luz (Victor Chaves)

Lembro de cor
Das coisas que você me dizia
Tão só, não mais me sentia

Você disse assim:
Ninguém está sozinho
Antes do fim, há sempre um caminho

Eu me lembro disso
Nosso compromisso
Era apenas nossa união
Seu beijo no meu beijo
Luzes no meu peito
Fogo dentro do coração

Um beijo de luz
Exclusivamente pra te fazer bem
De luz
Você não é exatamente o que eu imaginei
É mais do que sonhei

A gravação DVD Victor e Léo – Ao Vivo em Floripa está marcada para 21h do dia 28 na Avenida Beira Mar Continental, em Florianópolis

 

Notas sobre Zezé di Camargo e Luciano

Por Cristiane Bomfim

O melhor cruzeiro
A quarta edição do Cruzeiro é o Amor, que aconteceu entre 3 e 6 de março, foi considerada por Zezé di Camargo a melhor de todas. Um dos principais motivos foi a participação do maestro Eduardo Lages, que acompanha Roberto Carlos desde 1977.  “Ele faz muita diferença. É um grande maestro. Além disso, quando começamos a fazer o navio, ficamos preocupados porque o palco era muito pequeno. Neste ano não foi diferente. E fizemos tudo de forma improvisada. Escolhemos o repertório e subimos no palco e por isso os shows ficaram mais descontraídos e o público que saiu de vários lugares do Brasil para passar três dias com a gente merece um show mais longo, merece se sentir mais próximo de nós. A intenção é essa mesma”, disse Zezé.

Voz de veludo
Seguro no palco, Luciano arrancou aplausos e gritos do público quando fez a primeira voz em três músicas. A primeira delas foi Do seu lado, da banda Jota Quest. Perguntado sobre sua segurança no palco e a voz que parece estar cada vez mais bonita, Luciano respondeu: “Eu não sinto essa mudança na minha voz. Por eu ter uma voz rouca, eu canto no mesmo tom que o Zezé, só que mais baixo. Não posso cantar alto demais, o médio é uma região boa para mim. O que acontece é que a gente vai cantando, cantando e as pessoas vão se acostumando e prestando mais atenção. E também passam a respeitar mais o artista que normalmente faz a segunda voz”, disse.

21 anos de carreira
No dia 19 de abril, Zezé e Luciano comemoram 21 anos de carreira. A previsão é que o CD e DVD de 20 anos de carreira (gravado em outubro) chegue nas lojas poucos dias antes.

Cruzeiro transforma fãs em vizinhos de Zezé e Luciano

Por Cristiane Bomfim

Por três dias, cerca de 3.000 pessoas que participaram, neste fim de semana, do “Cruzeiro É o amor” puderam sentir o gostinho de serem vizinhas de Zezé di Camargo e Luciano. No primeiro show (de três) dentro do navio MSC Orchestra, Zezé pediu para o público que ocupava as 1.240 poltronas se sentisse em casa. E atender o pedido do cantor foi fácil. Zezé e Luciano estavam relaxados. No palco, os irmãos mostraram cumplicidade, bom humor e deixaram de lado aquelas preocupações para que tudo (som, iluminação, ordem das músicas) fosse perfeito.

A sensação era de uma imensa roda de amigo. A distância entre artistas e fãs parecia muito pequena. Era possível encontrar Zezé no elevador do navio a qualquer hora do dia ou da noite. Ou ainda na balada, nos corredores e restaurantes. Luciano, que se sente mal com o balanço do navio, passeou com sua esposa Flávia pelo Deck onde ficam as piscinas. E cada encontro levava os fãs ao delírio.

É o caso da aposentada Nadir Mello, de 65 anos. Ela garantiu em julho do ano passado seu passeio pelo “Cruzeiro É o amor”. Tudo para ficar pertinho dos seus artistas favoritos. “Foi o melhor passeio que já fiz na minha vida. Amo o Zezé di Camargo e Luciano e aqui tive a chance de ficar mais pertinho deles porque ficamos no mesmo lugar por três dias”, contou no desembarque. Moradora de São Paulo, ela disse que alguns anos atrás encontrou a dupla em um hotel em Águas de Lindóia, no interior paulista, e que ganhou um beijo de Zezé. “Nunca mais esqueci esse dia”, suspirou.

Os shows tinham característica informal. Errar a letra de uma música, como aconteceu na apresentação do dia 3 com Como é grande o meu amor por você, sucesso de Roberto Carlos, era motivo de piada. Nos três shows – que duraram muito mais que as normais 2 horas -, os artistas desceram do palco, abraçaram e tiraram fotos com fãs, deram autógrafos e brincaram com convidados.

Na primeira noite, Fabiana Carla, atriz e comediante da Globo, foi convidada para subir no palco e cantar Meu primeiro amor, junto com a dupla. Depois, foi às lágrimas com a música No dia em que saí de casa, sucesso do filme Dois Filhos de Francisco, lançado em 2005. A película conta a história de Zezé di Camargo e Luciano. “Eu tenho CDs deles em minha casa e no meu carro, mas nunca tinha visto um show. Me emocionei demais porque a história de vida deles é muito bonita e eu respeito muito”, contou ela depois ao JT.

Entre os convidados estavam Geovanna Tominaga, Juju Salimeni – que gravou um quadro para o programa Legendários, da Record -, o vocalista da banda Jammil, Levi Lima. O cantor da banda de axé subiu ao palco no segundo dia para cantar Colorir papel, que faz parte da trilha sonora da novela Fina Estampa, da Globo. Ele não se aguentou e emendou uma homenagem a Wando, que morreu no início de fevereiro. “Você é luz. É raio, estrela e luar…”

Fim da dupla:

A briga entre os irmãos minutos antes do início de um show em Curitiba, no Paraná, em outubro do ano passado (e que culminou com anúncio do fim da dupla no meio da apresentação) foi motivo de piada nos três shows. Na primeira noite, Luciano alertou Zezé que Na hora H seria a décima música do show. Ele desconfiou, errou o tom e Luciano rebateu: “Você não me escuta, Zezé!”. A resposta não podia ser outra: “Se eu te escutasse, nossa dupla tinha acabado no fim do ano passado”. Luciano completou: “Até hoje eu me pergunto que cagada foi aquela que eu fiz”. Acabou em risada.

* A repórter viajou a convite da dupla

Eduardo Costa e Fernando e Sorocaba fazem shows em São Paulo

Por Cristiane Bomfim

Divulgação

O carnaval acabou bem depois das notas do grupo especial de São Paulo serem rasgadas durante a apuração. A cobertura do carnaval paulistano e dois plantões quase seguidos são minhas justificativas para a ausência do blog por quase um mês. Mas agora o ano começa para todo mundo. E com a música sertaneja não é diferente.

No primeiro fim de semana de março, o cantor Eduardo Costa se apresenta no Credicard Hall, na zona sul de São Paulo. No sábado, Zezé di Camargo e Luciano e outras 3.000 pessoas embarcam no Porto de Santos para a quarta edição do Cruzeiro É o Amor, que vai até Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.  E não para por aí: Fernando e Sorocaba fazem no dia 8 um show na Villa Country, na zona oeste.

Eduardo Costa apresenta nos dias 2 e 3 de março show da turnê De Pele, Alma e Coração no Credicard Hall. O DVD com o mesmo título foi gravado em outubro do ano passado e tem 27 músicas, sendo cinco delas inéditas. E é lógico que sucessos como Eu Aposto (de César Augusto, Cláudio Noam e Eduardo Costa), Cachaceiro (Eduardo Costa, Alex, Chico Amado) e Não Valeu Pra Você (César Augusto e Cláudio Noam e De Pele, Alma E Coração (Carlos Randall eDanymar) fazem parte do repertório.

Quem ainda não comprou o ingresso precisa correr. Pelo menos para a compra pela internet são poucas as opções  de ingresso e o lugar mais barato é a  poltrona no setor 2 (R$ 80, inteira). O Credicard Hall fica na Avenida das Nacões Unidas, 17.955

Neste fim de semana acontece também a quarta edição do Cruzeiro É o Amor. O passeio de navio que garante um show com a dupla Zezé di Camargo e Luciano tem duração de três dias. A embarcação sai sábado de Santos vai até Angra dos Reis, passa por Ilha Bela e volta para Santos. Até a metade de fevereiro a maioria das cabines já estava lotada.

Quinta-feira é dia de Fernando e Sorocaba se apresentarem na Villa Country. O show, que deverá ter quase duas horas de duração, será quase um pré-lançamento oficial do DVD Acústico na Ópera de Arame, gravado em outubro em Curitiba, no Paraná. A previsão é que o trabalho (CD, DVD ou Blu-Ray) com 15 faixas chegue às lojas nos próximos dias.  A venda dos ingressos já está no segundo lote e o preço é R$ 80. A Villa Country fica na Avenida Francisco Matarazzo, 774, na Água Branca.

‘Pra você’, de Paula Fernandes, foi a mais tocada em 2011

Por Cristiane Bomfim

Com 14.231 execuções, a música Pra você, de Paula Fernandes foi a mais tocada em 2011 de acordo com um levantamento feito pela Crowley Broadcast, uma empresa especializada em monitorar emissoras de rádios. O levantamento, conseguido com exclusividade pelo Jornal da Tarde, acompanhou as programações de rádios nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Campinas, Ribeirão Preto e Belo Horizonte.

Na segunda colocação está Mentes tão bem, de Zezé di Camargo e Luciano. A música tocou 13.784 vezes entre janeiro e dezembro do ano passado.  Nada menos que seis canções sertanejas estão entre os dez primeiros colocados do ranking. Outras três músicas (Talking to the moon, Firework e On the floor) são internacionais.

A banda de rock NX Zero é a única que não é do gênero sertanejo entre os dez primeiros colocados com a música Onde estiver. Ela está na décima posição.

 

O ranking de execuções tem 98 canções listadas.