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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
O mundo da música sertaneja
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Milionário e José Rico elogiam Pedro Henrique e Fernando em show em Fernandópolis

POR CRISTIANE BOMFIM
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Foto: Jefferson Rodrigues/Divulgação

Pedro Henrique e Fernando realizaram na noite de ontem, 17,  o sonho de dividirem o palco com seus ídolos Milionário e José Rico. A dupla se preparava para a apresentação na Fernandópolis Expo 2013, no interior de São Paulo, quando foi convidada pelos gargantas de ouro – atração principal da noite – a subir no palco para um breve bate-papo na presença de um público de 15 mil pessoas que lotava o recinto.

“É uma dupla que está despontando muito e que está sendo respeitada e levando o público por onde passa”, anunciou José Rico antes de chamar Pedro Henrique e Fernando. Os donos do sucesso “Afoga o Ganso” tiveram a chance de cantar um trechinho de “Bonito e Gostosão” e viram José Rico cantando junto o refrão: “Ô mãe. Por que você me fez assim. Lindo, tesão, bonito e gostosão?”.

Pedro Henrique e Fernando homenageiam Milionário e José Rico em seus shows no famoso quadro “Miliorico e Josenário”. Neste trecho das apresentações, eles se vestem como seus ídolos para interpretar “Estrada da Vida” e “Vontade Dividida”. “É indescritível a emoção de cantar com quem é referencia para nós e para tanta gente”, contou Fernando.

Ângela Maria ganha homenagem aos 60 anos de carreira com participação de sertanejos

POR CRISTIANE BOMFIM
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Divulgação

No dia em que comemora 84 anos de idade, a cantora Ângela Maria será homenageada em uma festa para 500 convidados – alguns deles ilustres – em um clube tradicional na capital paulista. O evento foi organizado pelo amigo e produtor Sebah Vieira para celebrar outro feito importante da diva da música popular brasileira: em 2013, ela completa 60 anos de carreira.

Será como uma festa de debutante com direito a vestido, trono e até coroação feita por Neymar, o craque do Santos. Mas as homenagens não param por aí. Chitãozinho e Xororó, Sérgio Reis, Rick e Renner, Cauby Peixoto, Agnaldo Rayol, Wanderléa, Jair Rodrigues, Agnaldo Timóteo e Moacyr Franco foram os artistas escolhidos para interpretar canções que foram sucessos na voz de Ângela Maria. Ela só deixará a plateia na hora de cantar – ao lado dos convidados – “Se todos fossem iguais a você”. 

“Ela é um ícone. Foi eleita como rainha do Rádio por três vezes. A festa é mais do que merecida”, conta Sebah, que teve um mês para os preparativos. “Ela disse que faz aniversário no dia 13 de maio e eu prometi que faria a festa. No começo ela achou que eu estava brincando. A ficha só caiu duas semanas atrás quando os artistas começaram a confirmar presença”, conta o produtor artístico que trabalha com o resgate da cultura musical brasileira.

Sebah explica que a escolha dos convidados que subirão no palco levou em consideração a amizade e o respeito no meio, além (é claro) da capacidade que eles terão de divulgar o nome da Ângela Maria através da música.

Chitãozinho e Xororó, por exemplo, irão cantar “Último Desejo”. “Ela começou em um tempo muito mais complicado que o nosso. Se manter todos esses anos e ser admirada pelas gerações seguintes só acontece com quem tem talento. E eu me sinto orgulhoso e privilegiado de poder participar dessa festa”, contou Chitãozinho ao blog. Em 1990 a dupla regravou “Gente Humilde”, que tinha sido sucesso na voz da cantora. “Que eu me lembre, só gravamos essa”, puxou na memória o segunda voz.

Eduardo Costa grava DVD só de românticas em São Paulo

POR CRISTIANE BOMFIM
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Rosa Marcondes

“A música romântica mexe muito mais comigo do que qualquer outro tipo de música”. Foi com esse argumento que Eduardo Costa explicou a escolha repertório do terceiro DVD da carreira, gravado nos dias 7 e 8 na capital paulista. São 20 canções, sendo cinco de autoria do cantor (“Anjo Protetor” e “Louco Coração” são duas delas). As apresentações aconteceram na casa noturna Brook’s, na zona sul. E, no segundo dia, tiveram a participação de Cristiano Araújo e a dupla Di Paullo e Paulino, que também são da Talismã Produções.

Não foi uma super produção. O show teve formato acústico com cenário simples e elegante – com iluminação caprichada – assinado por Zé Carratu. Para o cantor, responsável pela direção musical do projeto paralelo que deve receber o nome “No Buteco”, as canções eram a prioridade. Eduardo Costa mostrou o que gosta de cantar em casa, em rodas de viola, em festas, com os amigos. Estava à vontade, embora a casa não estivesse cheia no primeiro dia: um erro da casa, segundo o próprio cantor, já que ingressos não foram colocados à venda.

Começou com “Seu Amor Ainda é Tudo”, sucesso nas vozes de João Mineiro e Marciano. Deu um gole na cachaça. Brincou com o público e emendou com “Faz de Conta”, “Eu Menti”. Com Cristiano Araújo cantou “Sem Céu e Sem Chão”. O dono do sucesso “Bara Berê” se disse surpreso com o convite. “É um cara que quando eu cantava em barzinho eu ouvia muito a música dele e ia nos shows”. Já Eduardo Costa disse que sempre quis gravar a canção para se homenagear. “É uma homenagem a mim mesmo e também combina com o Cristiano”, brincou.

Di Paullo e Paulino interpretaram “Tô indo embora”, que já foi gravada por eles anos atrás. “Era um sonho meu gravar com eles. Achei que ia realizar esse sonho no DVD deles. Mas eles cancelaram DVD e acabou sobrando para eu chamá-los para participar do meu. Aí eu não aguentei e chamei”, disse Eduardo. A gentileza foi retribuída pela dupla que começou cantando em circos no início da década de 1970. “É uma emoção diferente porque o Eduardo nos trouxe uma energia especial. Chegamos a gravar juntos quando ele lançou seu primeiro CD e na época ele se declarou nosso fã e nós nos apaixonamos por ele devido ao sentimento e ao jeito único dele cantar, à interpretação diferenciada”, disse Paulino.

“Agenda Rabiscada”, “Minha Metade”, do grupo de pagode Só Pra Contrariar, e “Fogão de Lenha” foram cantadas em coro pelo público. A última foi dedicada às mães e filhos. “Hoje as pessoas estão se desapegando e nosso País está cada vez mais violento. A família está ficando em segundo plano. A intenção é sempre fazer com que as pessoas valorizem essa coisa de família, de mãe, pai, amigo, tio”, desabafou.

A previsão é que o trabalho dirigido por Anselmo Trancoso seja lançado até o final de junho pela gravadora Sony Music.

Luan Santana transforma show em São Paulo em festa com participação de sertanejos no palco

POR CRISTIANE BOMFIM
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Foto: Leco Viana

O segundo show da turnê “Te Esperando”, de Luan Santana em São Paulo teve clima de festa. Ingressos esgotados, presença de importantes nomes do cenário sertanejo como Fernando e Sorocaba, Zezé di Camargo e Michel Teló, o prêmio de melhor cantor em 2012, segundo o Troféu Imprensa do apresentador Silvio Santos, e fãs enlouquecidos (ao contrário do que muita gente imagina, não eram apenas garotas na adolescência. Tinha muito marmanjo com as músicas na ponta da língua, casais apaixonados que trocavam carinhos entre um “Nega” daqui e “Meteoro”, dalí). Tudo isso contribuiu para que a apresentação no Credicard Hall, na zona sul da capital, fosse especial.

Cenas do público levantando faixas e cartazes, meninas chorando e os camarotes cheios de artistas devem fazer parte do próximo DVD de Luan, que deve ficar pronto no segundo semestre deste ano. “As gravações de hoje (28) e ontem foram dedicadas à imagens do público, principalmente. Mas por mim entraria tudo”, contou Luan ao Estadão. Nos próximos dias ele deve anunciar a data da gravação do principal show do DVD, que será em São Paulo. Já as cenas de público serão gravadas em várias cidades.

Durante o show de pouco mais de uma hora e meia, “Te Esperando” – a música sensação do momento – dividiu espaço com sucessos da carreira do artista.”Nega”, “Sinais”, “Um Beijo”, “Você Não Sabe o Que é Amor” foram cantadas em coro pela multidão que lotou a casa. O cantor fez pose de galã, rebolou e fez questão de brincar com a plateia ao notar – em cima do palco – um sutiã. Emendou músicas de outros artistas como “Sinal Disfarçado” (da dupla Zé Ricardo e Thiago) e “Sou praieiro” (Jammil). Recebeu elogios de Zezé di Camargo, com quem interpretou “No Dia em que Saí de Casa” e de Sorocaba que afirmou: “O sucesso desse menino vai perdurar”. Luan deu ainda oportunidade para a jovem dupla Breno e Caio Cesar cantarem a bonita “Londres”, que teve clipe lançado há duas semanas.

E, não bastasse tudo isso, atendeu fãs no camarim e tirou fotos. Mas só depois de assistir na TV a entrega do Troféu Imprensa na TV. A premiação foi gravada na quarta-feira, 24, mas foi ao ar na noite de ontem. Luan Santana empatou com o rei Roberto Carlos. Os dois ganharam o prêmio de “Melhor cantor” em 2012. “Foi a coisa mais linda do mundo. O Roberto Carlos é meu ídolo. É a pessoa em quem eu sempre me inspirei. E esse ano empatar com Roberto Carlos e “Esse Cara Sou Eu”, que foi o maior sucesso foi lindo. Ele é o rei e se eu tivesse perdido também seria lindo demais”, disse.

Daniel ousa e faz musical para comemorar 30 anos de carreira

POR CRISTIANE BOMFIM
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Trinta anos atrás, Daniel ao lado de seu parceiro e amigo João Paulo buscavam o reconhecimento. A dupla que se formou em Brotas, no interior paulista, tentava a todo custo emplacar suas músicas nas rádios e encher casas de shows durante suas apresentações. Em 2013, já sem a companhia de seu melhor amigo (João Paulo morreu em um acidente de carro em 1997) e em carreira solo, o cantor assiste junto com o público sua história ser contada em um musical com 16 atores e bailarinos em duas apresentações em São Paulo para comemorar os 30 anos de trabalho profissional.

A trilha sonora, com 30 músicas, mescla os sucessos ao longo desse período e canções que fizeram parte a história do ídolo sertanejo. O show ocorre hoje, 25, no Credicard Hall, na zona sul da capital, e vai virar um DVD comemorativo intitulado “Daniel 30 Anos – O Musical”, com lançamento previsto para o segundo semestre. Ontem, o artista se apresentou no mesmo local apenas para convidados, entre eles o padre Antônio Maria, Roberta Miranda, Sérgio Reis, Alexandre (da dupla com Ataíde), Maurício Manieri, Tiago (que faz dupla com Hugo), Solange Frazão, Peninha, Luiz Ayrão, radialistas e jornalistas.

Dividido em dois atos, o show começa contando a infância do cantor e sua paixão pela música e a saída família de Brotas com destino a Jaú. Entra em cena o pequeno Daniel, interpretado por Matheus Braga (que também está em cartaz como o pequeno Simba, no musical “O Rei Leão”). No palco são apresentados trechos importantes da história do cantor que já vendeu mais de 13 milhões de discos: a formação da dupla João Paulo e Daniel em 1980, os primeiros shows sem público, as visitas nas rádios distribuindo discos de vinil e o reconhecimento nacional em 1992, quando os amigos conquistam o primeiro disco de platina com o disco “João Paulo e Daniel – Volume 4”).

O fim da dupla em 1997 – com a morte prematura de João Paulo, interpretado por Rafael Machado – é retratado de forma sutil, porém emocionante. A canção “Tocando em frente” (escrita por Renato Teixeira e Almir Sater) mostra a solidão do artista e a decisão de continuar a carreira, mesmo sem o parceiro. Mais uma vez o sucesso e os questionamentos: “De repente, tudo o que eu conquistei passou a valer tão pouco”, disse no palco. O encerramento do show é feito com “Tantinho” atual música de trabalho do sertanejo. Escrita por Carlinhos Brown, ela é uma homenagem à Lara e Luiza, filhas de Daniel.

Além de inédita para o gênero sertanejo, a ideia de transformar um show popular em um musical foi ousada. Mas Daniel garante que não se preocupou com um possível resultado perigoso. “Eu tinha curiosidade de ver qual seria o resultado final. Tinha consciência que seria um projeto pelo qual as pessoas poderiam amar ou odiar. E eu acho que foi muito positiva a resposta de quando apresentamos em São Paulo esse show”, explicou Daniel. Em dezembro do ano passado, o cantor fez duas apresentações prévias do show que vai virar DVD. Foi uma espécie de laboratório. De lá para cá, o projeto original sofreu algumas mudanças. É difícil encontrar alguém que não tenha se emocionado nas duas horas de apresentação. E a proposta era exatamente essa, segundo o cantor.

Na última terça-feira, o cantor deu uma entrevista coletiva em São Paulo em companhia do diretor do espetáculo Marcelo Amiky. Em determinado ponto do bate-papo, o cantor assumiu que a possibilidade de encerrar a carreira, mesmo depois da consagração da carreira como solista, esteve presente. O nascimento das filhas Lara e Luiza o fizeram mudar de ideia.

PerguntaPor que fazer um musical pra comemorar os 30 anos de carreira?
Daniel – Tudo partiu de uma coisa que eu busquei. Eu sempre gostei de musicais desde que eu tive a oportunidade de me deparar com o primeiro musical que eu assisti. E isso foi em 1998, quando assisti “O Fantasma da Ópera” em Nova Iorque. Aí, poxa, eu fiquei fascinado e me perguntei se um dia eu conseguiria levar uma história dessas para o meu show. E é logico que requer um monte de coisas. Principalmente a questão técnica como ‘microfonação’ e escolha do ambiente. E aí pensamos em fazer um teste. Foi o que fizemos no fim do ano passado quando ensaiamos – bem rapidamente – e definimos que faríamos. Tivemos cerca de 15 dias para ensaiar o show. Fizemos duas apresentações no Credicard Hall e depois fomos para o Rio de Janeiro, com uma única apresentação. Foram as únicas vezes que nos apresentamos nesse formato e percebemos que a coisa funcionava. E, agora, demos uma aperfeiçoada nesse show e resolvemos registrar em comemoração aos 30 anos de carreira.

PerguntaQual é o roteiro do espetáculo?
Daniel – De uma forma cronológica, nos contamos através de musica essa historia dos 30 anos de carreira. E é tudo diferente porque você tem em cima do palco elementos que além dos bailarinos – que estão sempre presentes nos meus shows – são atores, cantores. Então, eu estou dividindo a minha historia com eles e vendo a minha historia passar na minha frente. Ou seja, é superinteressante. Batemos a cabeça com questões como cenografia, porque o musical normalmente coloca a banda no fosso e nós queríamos valorizar a banda, deixar ela aparente. Aí, tivemos a ideia de colocar ela (a banda) para cima do nosso patamar. Foi legal porque aproveitamos a cenografia e no palco fica só para a galera do balé e os atores. Foi tudo muito rápido e ainda a gente não tem no Brasil tanta gente preparada para esse tipo de coisa, né? Mas eu estou muito feliz com o resultado.

PerguntaVocê também encena?
Daniel – Sim, junto com eles. Na verdade, muito mais eles, mas eu também. Em alguns trechos eu faço parte da cena. Bom, mas eu estou sempre no palco. E o interessante é que neste show eu estou trazendo um pouquinho mais, tentando mostrar para as pessoas, num determinado momento, o que ocorre nos bastidores. Porque grande parte das vezes as pessoas te veem só no palco cantando, passando música e a mensagem, mas o que ocorre depois que as cortinas se fecham é difícil as pessoas visualizarem. É um show que tem pitadas de alegria, de felicidade, mas também tem muita emoção. Conseguimos costurar da forma certa.

PerguntaComo foi a escolha do repertório?
Daniel – Eu acabei incluindo algumas canções que eu tinha vontade de cantar nos shows e elas acabaram se encaixando de uma forma tão interessante que se pontuam com momentos que eu vivi ao longo dos 30 anos. A escolha foi muito difícil porque você acaba repetindo algumas canções porque são musicas que se eternizaram. Mas ter uma história para contar é muito bom. Você ter algo de útil para passar para as pessoas é muito legal e acho que é o sonho de todo artista.

Pergunta Como foi a escolha do elenco?
Amiky – Quando decidimos fazer o musical, apesar de continuar sendo um show, partimos também para um processo diferente. Porque as necessidades eram diferentes. Marcamos uma seleção mesmo, nos moldes dos musicais. Divulgamos entre os profissionais que atuam nesse mercado, fizemos dois dias de seleção e escolhemos grande parte da equipe que está aqui. E, do show de dezembro para cá fizemos algumas adaptação não só por conta do repertório, mas porque mudamos algumas coisas no roteiro. Alguns personagens são exatamente desse mercado de musicais, como o Tumura (Marcos Tumura, que interpreta José Camillo, o pai do Daniel) e o Matheus (Matheus Braga, que faz o papel do Daniel criança), o Rafael (Rafael Machado), que faz o João Paulo. E algumas pessoas que vinham mais do mercado de dança. Também tivemos uma preparação de canto para o show de dezembro, que foi estendida até agora. Então é uma mistura. No total, são 16 bailarinos no palco.

PerguntaVocê acha ousado transformar a música sertaneja em um musical? Teve a preocupação que poderia ficar brega?
Daniel – Eu não tive preocupação com isso não. Eu tinha curiosidade de ver qual seria o resultado de arranjos, principalmente, e eu acho que foi de uma felicidade tão grande do maestro Carlos Iafelice, um jovem de musicais. Eu tinha essa curiosidade. Acho que quando se trata de música, independentemente de estilo – e não é só música sertaneja, o show traz também uma música do Jessé (Solidão de Amigos, de autoria de Mário Maranhão e Eunice Barbosa), tem uma canção fabulosa do Elvis Presley (“Bridge Over Troubled Water”). É um mesclo. Eu sempre me preocupei em deixar meus shows mais universais e misturar ritmos diferentes como o samba, o arrasta pé, o country, que é muito presente na minha história. Então eu não vejo como ousado. Eu vejo o resultado como o todo. E ficou além do que eu imaginava. A minha preocupação deixou de existir nos primeiros arranjos que ouvi. Hoje você vê tanta coisa tecnológica, né? E eu acho que a gente tem que se aproveitar disso, mas a música, talvez, os artistas esquecem essa coisa da essência, de fazer ao vivo de mostrar a verdade musical. E aqui está todo mundo com esse propósito. Eu não me preocupei em se tornar uma coisa brega. Pelo contrário, acho que ficou uma coisa classuda. O legal é trazer um impacto para as pessoas e trazer algo de diferente, de inovador.

PerguntaVocê recebeu esse comentário de ser ousado?
Daniel – Acho que é interessante inovarmos de vez em quando. Música é isso. Ouvi varias vezes nessa questão. Tinha consciência que seria um projeto pelo qual as pessoas poderiam amar ou odiar. Acaba sendo prazeroso para gente também porque são desafios e nós temos que nos sujeitar a isso e não ficar sempre na mesma mesmice. É um projeto audacioso, tanto que é difícil montarmos em outros lugares, porque queremos levar esse show para algumas capitais do Brasil. Mas requer uma estrutura porque é muita gente e eu não saberia dizer ao certo quantos profissionais estão envolvidos. Com certeza mais de 300 pessoas, brincando. É muita gente. E para tudo isso estar em sincronismo e passar uma ideia do que são estes 30 anos de carreira, não é fácil. A questão de edição e como vai ficar o DVD para não se perder o que foi visto ao vivo é muito complexo. Mas vamos chegar lá.

PerguntaQuando você disse que o espetáculo abordaria os bastidores… Será abordada a vida pessoal?
Daniel – Não. É aquela coisa do dia a dia de cada um. Todo mundo tem seus altos e baixos, seus momentos de crise. O artista também tem. A coisa de repensar se eu estou fazendo exatamente aquilo que eu queria. Será que está valendo a pena. Depois que, infelizmente, o João Paulo partiu pintou muito isso na minha cabeça, sabe? De incerteza, de vontade de querer parar. Uma coisa que ficou insistindo na minha mente. E é uma coisa que a gente resolveu mostrar para as pessoas verem que nem tudo são flores.

PerguntaA paternidade interferiu na sua música e carreira?
Daniel – Olha. Pelo menos para mim ocorreu algo transformador. Quando a Lara chegou, até no sentido de indecisões. A chegada das minhas filhas me fortaleceu para que eu enxergue que tem gente com muito mais problemas que eu. E eu vivo em função das minhas filhas e estou muito mais inteiro em tudo que estou fazendo. Sempre amei o que faço, mas confesso que estava meio capenga um tempo atrás. E elas me ajudaram nesse sentido. Minha vida deu uma reviravolta. Eu me vejo uma pessoa transformada, além de conhecer esse outro sentimento de ser pai.

PerguntaVocê estava pensando em desistir da carreira?
Daniel – Ah, eu pensava, hein? Mas uma coisa muito consciente. Não que eu fosse ser frustrado, mas você se deparar com situações em que você está fazendo uma coisa sem estar bem… ‘Poxa, então por que fazer?’ Eu estava assinando uma coisa que eu não queria para mim que era desanimo e má vontade. Então, isso graças a Deus, deixou de existir e eu vejo minha vida de uma forma diferente. Eu tenho muita coisa para fazer e construir e uma das maiores razões para isso são as minhas filhas.

Novo DVD de Paula Fernandes será gravado no Rio de Janeiro

POR CRISTIANE BOMFIM
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Divulgação

A cantora Paula Fernandes escolheu a cidade do Rio de Janeiro para gravar seu segundo DVD no dia 8 de junho. Os ingressos serão colocados à venda nos próximos dias, segundo a assessoria de imprensa da cantora.  Como é de praxe, a artista da Universal Music está participando de perto de toda a produção do novo trabalho, apesar da agenda cheia de shows, mas ainda não há detalhes sobre participações especiais e repertório. A previsão de lançamento é o segundo semestre de 2013.

Considerada um fenômeno da música sertaneja, Paula Fernandes conseguiu – em tempos de crise fonográfica – vendar 1,8 milhão de cópias do seu primeiro DVD, chamado “Paula Fernandes ao vivo” e boa parte das músicas do álbum ficaram entre as mais tocadas nas rádios de todo o País. Entre elas estão: “Pássaro de Fogo”, “Eu sem você” e “Não Precisa”.

Exterior

No fim de abril Paula Fernandes embarca para a África, onde fará apresentações em Cabo Verde (nos dias 30 de abril e 1º de maio) e Angola (nos dias 3 e 4 de maio).

César Menotti e Fabiano cantam Hino Nacional em amistoso do Brasil contra o Chile

POR CRISTIANE BOMFIM
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César Menotti e Fabiano, donos dos sucessos “Leilão”, “Palavras de Amor” e as atuais “Não Era Eu” e “Estressada” foram convidados pela CBF para cantar o Hino Nacional antes do início do jogo amistoso entre as seleções brasileira e chilena. O jogo ocorre hoje, dia 24, a partir das 22h no Mineirão, em Minas Gerais.

A arena de Belo Horizonte passou por uma reforma que durou três anos para poder sediar seis jogos da Copa do Mundo de 2014. A entrega oficial aconteceu em 21 de dezembro do ano passado.

Moradores de Belo Horizonte, os irmãos se disseram honrados pelo convite. “Estamos ansiosos para conhecer o novo Mineirão. Ainda não tivemos a oportunidade de ver como ficou. Além disso, interpretar o Hino Nacional é sempre uma grande honra para todos os brasileiros”, disse Fabiano.

No início deste ano, a dupla lançou o DVD “Ao Vivo no Morro da Urca”, gravado no segundo semestre do ano passado no Rio de Janeiro para comemorar dez anos de carreira. O álbum conta com as participações de Preta Gil, Jorge e Mateus e o grupo de pagode Sorriso Maroto.

EM SÃO PAULO
No dia 5 de maio, a dupla volta à capital paulista para apresentar seu novo DVD – “Ao Vivo no Morro da Urca”. O show acontece na casa noturna Villa Mix, na zona sul. A casa abre a partir das 22h30. O endereço é Rua Beira Rio, 116, Vila Olímpia. Informações no site: www.villamixsp.com.br

Painéis de LED e parte da banda fora do palco são novidades da turnê 2013 de Fernando e Sorocaba

CRISTIANE BOMFIM
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Fernando e Sorocaba preferiram não esperar o lançamento do sexto álbum de carreira, previsto para o fim de abril, para colocar na estrada a nova turnê. Escolheram o show do último dia 28 no Villa Country, na zona oeste de São Paulo, para mostrarem as inovações na produção, que conta com enormes painéis de LED que se movimentam na vertical e na horizontal.

As novidades começam antes mesmo de a dupla iniciar o espetáculo. Imagens reproduzidas nas placas dão a sensação de que um caminhão invade o palco para anunciar a primeira canção: “Livre”, que já ganhou um clipe e fará parte do novo CD. É de trás desses painéis que saem Fernando e Sorocaba. O palco também está mais espaçoso: é que a bateria e o teclado ficam agora no meio do público.

“O show é um dos pontos fortes da nossa carreira. Ele sempre foi muito bem elogiado e, para nós, é uma grande responsabilidade. Temos que manter isso todo ano”, afirmou Sorocaba. Toda a produção é assinada por uma equipe, encabeçada por ele. O projeto foi montando ao longo de 2012 e é resultado de uma série de adaptações de ideias e cenários de shows internacionais. “Não paramos de captar coisinhas. Vamos para fora assistir outros shows e trazemos ideias, fazemos testes e adaptamos às nossas ideias”, ”continuou o primeira voz da dupla.

No repertório, pouca coisa mudou. De canções novas, só mesmo os singles “Livre” e “As mina pira”. Com o lançamento do novo CD, novas faixas devem entrar no show. O álbum com 13 faixas inéditas receberá o nome de “Homens e Anjos”, título de uma das canções. “Ele (o CD) está incrível. Tem novos arranjos, ritmos diferentes. É um CD bem equilibrado, mas acho que tem mais músicas para cima do que românticas”, explicou Fernando.

Gusttavo diz que mesmo cansado não vai parar de cantar e já prepara dois novos discos

POR CRISTIANE BOMFIM
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Em 2012 Gusttavo Lima subiu no palco 250 vezes, segundo suas próprias contas. Não sabe dizer por quantas cidades passou e não teve tempo de conhecer. Por causa da agenda lotada, ficou meses sem voltar para a casa e ver a família. Levou sua música para o exterior: a turnê “Gusttavo Lima e Você” chegou aos Estados Unidos, atravessou o oceano e desembarcou na Europa. Lá, o cantor se apresentou na Bélgica, Suíça, França, Portugal, Inglaterra e Holanda. O resultado disso tudo foi o esgotamento físico que levou o músico de 23 anos a anunciar que daria um tempo na carreira. A declaração foi feita no dia 22 durante um show na cidade de Iperó, no interior paulista.

Ainda abatido, na última quinta-feira, 28, Gusttavo Lima voltou atrás e disse que não vai parar de cantar. O recado foi dado em coletiva de imprensa minutos antes da primeira apresentação no Credicard Hall, na zona sul de São Paulo. A confirmação da agenda abarrotada é que este era o primeiro show do dia. Horas depois (já na madrugada do dia 29), Gusttavo se apresentou no Centro de Tradições Nordestinas (CTN), na zona norte. “Nessa semana eu parei para pensar o que faria da minha carreira. E aquilo foi um desabafo. Foi o cansaço”, disse o cantor que já tinha até decidido o que faria da vida após deixar os palcos: “montaria um bar, onde cantaria três vezes por semana”.

“O ser humano está cansado de deixar a família para trás. Perdi minha irmã recentemente e até hoje a ficha não caiu. Estar cada dia em um estado diferente, em uma cidade diferente é muito cansativo. Nenhuma pessoa aceitaria essa rotina por dinheiro”, contou. O cantor disse ter conversado muito com a família sobre o trabalho e que foi incentivado a “não desistir do sonho”.

Gusttavo Lima acredita que a declaração feita em cima do palco tenha servido de alerta ao escritório AudioMix, responsável por sua carreira, além de artistas como Jorge e Mateus e Humberto e Ronaldo. “Nós conversamos mais agora. Eles estão dispostos a me ajudar. Acho que meu desabafo ajudou nesta questão”. O cantor, no entanto, não disse como seria essa ajuda já que não pretende reduzir a agenda mensal de shows. “Várias pessoas dependem de mim diretamente. Eu emprego cerca de 80 pessoas diretamente que dependem desses shows. Quem sabe daqui seis ou sete anos?” Para se ter uma ideia, só em março Gusttavo Lima fez 17 shows. Até a próxima crise de fadiga, o dono do sucesso “Balada Boa” não pensa em aposentadoria. “Quem escolhe a música jamais se aposenta”.

PROJETOS

Tanto não se aposenta que Gusttavo entra em estúdio essa semana para colocar a voz em 12 faixas que farão parte de um CD com letras em espanhol. “São 12 sucessos com novos arranjos”, explicou o artista. O álbum deve chegar às lojas de todos os países da America Latina – incluindo o Brasil – em maio. Já o disco de carreira fica pronto em agosto.

SHOW

Credicard Hall lotado. Meninas histéricas gritavam o nome do artista minutos antes de as luzes se apagarem. Outras seguravam cartazes com pedidos de beijos, abraços e declarações de amor. “Gatinha assanhada” foi a primeira música do show, que começou 23h05. Seguiram “Coração” e “Revelação” antes que Gusttavo pedisse desculpas à plateia.

“Estou muito feliz de estar cantando aqui hoje. Vocês são o meu maior orgulho. Nesse último fim de semana eu disse que talvez daria um tempo na música. Mas nesses dias em que eu fiquei de folga eu vi o quanto vocês são importantes para mim. E pode ter certeza que eu não vou parar”, disse para o alívio dos fãs. “Rosas, Versos e Vinhos” e “Balada Boa” também fizeram parte do repertório.

Repertório é o destaque em DVD de Matheus e Kauan

POR CRISTIANE BOMFIM
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20/03/2013 – 1º DVD de Matheus e Kauan. Gravado no Centro Cultura Oscar Niemeyer, em Goiânia. Goiás.

Fora do palco Matheus e Kauan pareciam dois garotos ainda tímidos em meio a uma multidão de fotógrafos e repórteres atrás de declarações sobre o momento mais importante da carreira da dupla formada em 2010: a gravação do primeiro DVD. Mas quando as cortinas que os separavam do público que lotou ontem, 20, o Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, se abriram, os irmãos já não eram mais meninos. A dupla, formada em 2010, fez um show bonito com duração exata de duas horas: sem enrolações ou repetições nas músicas, poucos erros e convidados do primeiro escalão.

O capricho na hora de escolher o cenário e a iluminação só não foi maior do que o cuidado com a seleção do repertório, que foi o grande destaque do DVD. “Tem mais de um ano que começamos a escolha do repertório, tirando música boa e colocando música melhor ainda. Quando sentimos que ele estava pronto, decidimos gravar o DVD”, explicou Matheus minutos antes de iniciar o show. Treze faixas foram escritas por Matheus e Kauan, que já são conhecidos no mundo musical pelas composições de músicas como “Eu vou tentando te agarrar”, gravada por Gusttavo Lima, e “5 de manhã”, sucesso nas vozes de Henrique e Diego.

A presença de Jorge e Mateus, Humberto e Ronaldo, Michel Teló e Luan Santana no palco não intimidaram Matheus e Kauan. “São grandes amigos nossos. Tudo aconteceu naturalmente”, disse Kauan. Escolheram a romântica “Vou te merecer” para dividir com Humberto e Ronaldo. “Eles são muito talentosos e merecem sucesso. Compõem muito e cantam muito. E fazer parte desse projeto é um orgulho muito grande. A música é muito boa”, disse Humberto. “Flash” foi cantada com Michel Teló. “Você me dominou” teve a participação de Luan Santana. Jorge (da dupla com Mateus) escreveu a canção “Fica Combinado e deu de presente para Matheus e Kauan.

Na plateia estavam Marrone (da dupla com Bruno), George Henrique e Rodrigo, Israel e Rodolffo, Fred e Gustavo, Maria Cecília e Rodolfo, Israel Novaes, além de alguns ex-BBB, compositores e empresários. A previsão é que o DVD chegue às lojas somente em agosto. Mas a dupla promete lançar nos próximos dias “Mundo Paralelo”, a primeira música de trabalho do álbum gravada junto com os padrinhos Jorge e Mateus.