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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
O mundo da música sertaneja
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Trio Bravana dá nome a energético. Grupo se define como “explosivo”

POR CRISTIANE BOMFIM
 cristiane.bomfim at estadao.com

Allan, Bruno e Thiago são amigos. Aliás, 3 amigos, como diz a música lançada por eles em 24 de julho para suceder Mãe, tô na balada, que virou hit entre os jovens. Cantando juntos desde 2003, foi em 2009 que decidiram formar o Trio Bravana e investir no estilo sertanejo “explosivo”, como eles gostam de dizer. Tão explosivo que até um energético com a marca Bravana está sendo lançado. Mas, no começo, precisaram explicar muitas vezes que formar um trio sertanejo é só diferente de uma dupla para terem as primeiras chances.

“As pessoas perguntavam ‘Como assim um trio? Mas tem que tocar em dupla. Vocês são uma banda ou um trio? Parecidos com o Trio Parada Dura’”, lembra Thiago. Não, o Trio Bravana em pouco se parece com o Parada Dura. Allan, Bruno e Thiago fazem um som mais inspirado no country americano, com letras mais modernas e nem tão sofridas assim. As músicas são mais dançantes, animadas. Até as que falam de amor.

Exemplo é a música Mãe, tô na balada, composta pelo produtor do trio Juliano Matheus. “Costumamos compor nossas músicas com aquilo que é realidade e cotidiano das pessoas. Mãe tô na balada nada mais é que uma história verdadeira que acontece diariamente. Quem que nunca ligou para mãe para avisar que estava na balada. Ou a mãe ligou para perguntar onde você estava. Conseguimos retratar isso e estamos felizes demais porque a música foi bem aceita pela galera”, contou Bruno.

Foi difícil sair de Americana, no interior, para tentar estourar em São Paulo?
Bruno: Olha, andamos um bocado. Tocamos em várias baladas sertanejas. É difícil sobreviver de música no Brasil. Infelizmente é um grande trabalho, mas a perseverança nos trouxe até aqui. E tocar em são Paulo para gente é um grande motivo. Nós sempre jogamos para valer porque desde o primeiro dia que viemos para São Paulo, eu o Thiago e o Allan tentávamos falar do nosso trabalho. Foram varias tentativas até aceitarem e entenderem.

Quando vocês começaram a sobreviver da música?
Allan: Então, será que já estamos pagando as contas? (gargalhadas)
Bruno: Estamos sobrevivendo. E faz pouco tempo. Nós sempre fazíamos um bico aqui, outro lá. Topávamos tudo e tínhamos que nos sujeitar a outras coisinhas que não eram bem o que nós gostávamos. Mas era o começo. Amamos cantar. É claro que todo mundo quer dinheiro, mas fazemos isso pela arte e pelo amor. E vamos sempre manter esse princípio porque é isso que faz a diferença.

E vocês fizeram faculdade?
Alan: Eu tenho faculdade. Sou formado em engenharia química, mas eu explodi o laboratório e vim para a música. Trabalhei um tempo em uma multinacional. Eu trabalhava e saía para tocar. Eu saía do show e ia direto trabalhar. O pessoal me apoiava…
Bruno: Eu tentei três faculdades e desisti… Eu enforcava aula para cantar. Tentei administração, comunicação e fonoaudiologia. Tudo muito parecido (gargalhadas). Eu sempre tive esse lado musical e minha mãe sabia que meu lado musical era forte. Aí, fui professor de música, e treinava e ensaiava. Também fiz aula de teatro. Ela entendeu que eu não seria doutor, médico…
Thiago: Aí, eu peguei o exemplo dos dois e não fiz nenhuma faculdade. Minha família sempre me apoiou. E o apoio é muito importante, porque a música é meio ingrata. Na hora que você está sentindo que vai decolar, alguém te pega pela camisa para baixo e você tem que começar de novo.

‘Juras de Amor’ é álbum que vale a pena

Por Cristiane Bomfim

Normalmente eu preciso ouvir muitas vezes um único CD para gostar ou não dele. E para minha tristeza, mesmo com tantos lançamentos sertanejos em um único ano, poucos foram os álbuns com mais de quatro ou cinco músicas realmente boas. Juras de Amor, o novo compacto de Bruno de Marrone, foge à regra.

O 18º CD da carreira dos amigos foi lançado no início de setembro. Dias antes, a música de divulgação Juras de Amor – que dá nome ao álbum – já estava sendo tocada em todas as rádios de todo o País. São 15 faixas e, ao contrário dos últimos trabalhos da dupla, a maioria é romântica (do jeito que eu gosto).

E Juras de Amor nem é a mais bonita, na minha opinião. Minhas favoritas são Inevitavelmente, Já não sei mais nada (que é uma regravação de Yo no se mañana, sucesso na voz do cantor latino Luis Enrique), Parede de vidro,  Te quero tanto (regravação de Te quiero tanto, tanto ,  composição de Guillermo Mendez  Guiú) e Querendo Viver.

Outra, Amor só é bom quando dói, não chega a ser uma declaração de amor, mas sim uma confissão de quem gosta mesmo é de sofrer. Ela compara vários tipos de amor e assume que nenhum tão é bom como aquele que faz perder a razão e nos transforma em ‘escravos da paixão’. Boa canção também.

É claro que o CD tem músicas mais dançantes, como Proposta Indecente e Tô largado. Outro exemplo é Rancho, que me lembra muito aquela que todo mundo sabe cantar: Que pescar, que nada! sucesso de 2005.

Por enquanto, Bruno vai fazer a divulgação do CD Juras de amor sem o parceiro Marrone, que está em licença médica e não deve subir nos palcos até o fim do ano. O anúncio foi feito no Programa do Faustão, da Globo, no dia 18 de setembro. No fim deste mês, o JT bateu um papo com Bruno no lançamento oficial da carreira solo de Hugo Pena, em São Paulo:

Quando o Marrone deve voltar a cantar. Tem previsão?
Não, por enquanto não tem previsão. O médico ainda não falou nada. Vai depender muito dele. É uma coisa psicológica e muito difícil. Não é uma doença fisiológica, mas a gente espera que ele se cure logo. Mas eu acho difícil ele voltar esse ano.

Como ele está se sentindo fora dos palcos?
EU acho que ele estava sofrendo muito em ter que viajar. Ele estava muito estressado em ter que viajar. Ele precisava dessa parada para ele refletir sobre a vida dele, sobre o trabalho. Acho que é legal essa reflexão.

E para você, como está sendo se acostumar a cantar sozinho?
A gente se acostuma com tudo. O ser humano é de fácil adaptação em qualquer circunstância. Eu já faço a primeira voz e as pessoas vão me prestigiar, o show acontece e só falta a figura do Marrone que é muito importante, uma marca forte. Mas eu acostumo, mas prefiro cantar com ele.

Como é divulgar o CD Juras de Amor, que você disse ser um dos melhores da carreira, sozinho?
Anunciamos a pausa do Marrone no Programa do Faustão e agora eu vou fazer os outros programas de TV sozinho.Esse CD está muito bom e as pessoas querem muitos shows nossos para o ano que vem e a gente precisava que o Marrone parasse para voltarmos no ano que vem com força total. Ele estava estressado, não estava querendo cantar.

Depois de anunciar que este é um dos melhores CDs da carreira, a cobrança dos fãs e da mídia é maior?
O que eu acho às vezes não é o que a maioria das pessoas acham. Quem fala se é bom ou não é o público, e ele tem correspondido dessa mesma maneira.

Para quem não conhece, segue um vídeo de Luis Enrique cantando Yo no se mañana. Em português, a letra mudou pouco:

E você,  o que achou do novo CD de Bruno e Marrone? Qual sua música favorita? (Para quem ainda não ouviu o novo CD de Bruno e Marrone, a notícia ‘boa’ é que dá para baixar algumas faixas na internet)