Munhoz e Mariano atraem 90 mil em gravação de DVD
- 9 de maio de 2012|
- 17h13|
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Por Cristiane Bomfim
A gravação do segundo DVD – que aconteceu no domingo, 6 – foi o momento mais importante da carreira de Munhoz e Mariano. Pelo menos até agora. Teve quem duvidasse que a dupla conseguiria reunir cerca de 90 mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar, no Parque das Nações Indígenas, um dos cenários mais bonitos de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
E quando o gramado já estava tomado por uma multidão, teve quem não acreditasse que os amigos conseguiriam conter as lágrimas antes de subir no palco. E eles iniciaram a apresentação, às 17h30, chorando enquanto cantavam Final de semana. “Subir no palco foi a parte mais difícil do show. Na abertura, não consegui me conter. Me emocionei demais. Demais mesmo. Depois da terceira música, o choro desceu da goela e a coisa começou a fluir mais”, contou Mariano.
O nervosismo fez com que a dupla repetisse até três vezes algumas músicas, como aconteceu com Camaro amarelo, segunda do repertório. Com isso, o show foi mais longo que o esperado: terminou por volta das 21h. Mas, não sei via reclamações do público que, aliás, estava lotado de crianças. “Acho que tudo ajudou. Foi tudo perfeito. Hoje, eu acordei e segurei na cortina da janela. Rezei um Pai Nosso e quando abri a cortina e vi o tempo que estava. Nossa, não tinha uma nuvem no céu, já comecei a chorar. E agradeci”, confessou Mariano no fim da apresentação. (fotos cedidas por Rosa Marcondes)
Das 22 canções apresentadas no show, 16 são inéditas. Mesmo assim, boa parte das pessoas que lotavam o parque tinham na ponta da língua a letra. “Parecia que todo mundo já conhecia o repertório. A gente ia introduzindo as músicas e a galera mexendo a boca e cantando as músicas. Eu pensava: ‘Meu Deus do Céu, alguém passou as letras para esse povo escondido’”, disse Munhoz.
Para participar do DVD, a dupla de amigos convidou Fred e Gustavo (que cantaram Casa amarela), Maria Cecília e Rodolfo (Dois mundos) e João Neto e Frederico (Balada Louca). A escolha das parcerias levou em consideração a amizade, explicou Munhoz:
“Foi escolhido pela amizade mesmo. Maria Cecília e Rodolfo são amigos nossos de antes da música. Nós fazíamos faculdade juntos aqui em Campo Grande e começamos juntos nos bares. Fred e Gustavo, nós conhecemos já na música, mas nos identificamos muito pela humildade, pelo caráter deles. Eles são muito batalhadores e formamos uma grande amizade. E o João Neto e Frederico, nós conhecemos em uma campanha solidária. Somos todos padrinhos de uma campanha contra o câncer de mama. Então, quando nós conhecemos uma pessoa fazendo uma boa ação, já temos uma ideia do caráter dela e fora o talento que eles têm”.
A gravação que teve uma estrutura gigante foi assinada por Ivan Miyazato que, junto com sua equipe, aproveitou a luz natural e a paisagem que contribuíram para o clima de festa durante o espetáculo. No final, com todas as faixas gravadas, as estrelas do DVD se juntaram com os convidados para uma festinha musical no palco. Modões e sucessos de outros artistas fizeram parte da ‘bagunça’, que irá entrar no Making off.
Lista das músicas do DVD:
- Final de semana
- Camaro amarelo
- Vai embora coração
- Casa Amarela (com Fred e Gustavo)
- Força Estranha
- Ter quero bem
- A bela e a fera
- Eu gosto
- Dois mundos (com Maria Cecília e Rodolfo)
- Eu vou pegar você e tãe
- Momento errado
- Eu te avisei
- Nuvem negra
- Sorte que a gente tem a vida
- Uma saudade
- Sexto sentido
- Balada louca (com João Neto e Frederico)
- Assume
- Me rendo a você
- Vem cuidar do seu bebê
- Sonho bom
OBS: As fotos foram cedidas por Rosa Marcondes. A repórter foi convidada pela dupla para acompanhar a gravação do DVD.
Impressões sobre o DVD de Gusttavo Lima
- 1 de maio de 2012|
- 17h08|
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Por Cristiane Bomfim
Quem assistiu o primeiro dia de gravação do terceiro DVD de Gusttavo Lima, que aconteceu no sábado, 28, no Credicard Hall, em São Paulo, encontrou um cantor nervoso. Pelo menos nas primeiras músicas. Mas não viu as participações especiais de Eduardo Costa, Alexandre Pires e do jogador Neymar, atacante do Santos. Por outro lado, quem comprou ingresso para a apresentação de domingo, 29, não encontrou as 10 bailarinas fazendo coreografias no palco.
A imprensa teve autorização para cobrir apenas o show de sábado. Portanto, fica difícil dizer qual será o resultado final do DVD. Talvez seja essa a ideia. Mas o que dá para adiantar é que o novo trabalho de Gusttavo Lima terá mais músicas animadas que românticas. Ou melhor, mais músicas para tocar na balada como: As minas pira na balada, Água de Bar, Gatinha Assanhada e Doidaça. Uma delas deverá ter a função de substituir a famosa Balada Boa (Tchê tcherere tchê tchê), que virou hit internacional e está entre as mais compradas nos sites do iTunes na Holanda, Bélgica e Suíça.
A escolha do repertório – repleto de músicas inéditas – também complicou a vida do público que não conseguia acompanhar as letras. Coro mesmo só durante Balada Boa e a romântica 60 segundos. É que apesar do sucesso estrondoso, agenda lotada de shows e cachê altíssimo, Gusttavo Lima é um cantor com pouco tempo de carreira e, consequentemente, com poucas músicas de repercussão nacional.
O começo foi nervoso. O cantor errou a letra das primeiras músicas, assumiu a tensão, disse estar com a boca seca e pediu água. As bailarinas deram um ar de anos 1980 e 1990 ao show e lembravam as apresentações de duplas como Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo e Zezé di Camargo e Luciano. O palco grandioso tinha uma pista que aproximava o cantor do público, mas foi pouco usada.
Uma longa pausa para para a troca de roupas (quando a banda que tocou sucessos de Paula Fernandes e Maria Cecília e Rodolfo) esfriou o público. Mas o cantor voltou mais calmo e com a voz rouca. “Será que ele vai conseguir cantar amanhã?”, perguntou uma fã.
Depois de tantas músicas animadas, Gusttavo encerrou o show com a gospel DNA, que já foi gravada por Anderson Barony. Muita gente, no ritmo da balada, não entendeu a escolha. Muito menos a letra que fala do poder de Deus na criação de tudo que existe. Não combinou.
Após o termino da primeira apresentação, o empresário do artista, Eduardo Maluf, comemorou no Twitter e agradeceu o empenho da equipe. A previsão é que o DVD chegue nas lojas em setembro. Quem foi no domingo disse que o show foi melhor.
Álbum dos brutos do sertanejo é homenagem a Tião Carreiro
- 13 de dezembro de 2011|
- 18h45|
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Por Cristiane Bomfim
No fim de semana consegui ouvir com atenção os dois novos CDs de João Carreiro e Capataz, que está disponível para download desde a semana passada. O sétimo trabalho da dupla que comemora dez anos de carreira em 2012 é duplo e ganhou o nome de Lado A e Lado B e tem como característica principal ser autoral. A maioria das composições é de João Carreiro.
A dupla não teve medo de arriscar e dividiu as 40 faixas em dois CDS. Se no Lado B, boa parte das 18 faixas já são conhecidas do público – é o caso de É pra cabá, Mangueira, Roqueirinha, Volta pro meu coração e É bão demais –, o Lado A tem a cara dos Brutos do Sertanejo, que se preocupam – ao contrário de muita dupla da moda – mais em cantar música boa do que fazer sucesso meteórico.
No ano passado, durante a entrevista que fiz com os dois para o C2+Música, do Estadão, João Carreiro deixou bem claro que não se preocupava com as críticas ou com o que seria publicado no jornal. Disse não gostar desse tal de sertanejo universitário e achar difícil compor músicas para tocar nas rádios.
No Lado A estão 22 faixas com cara da música sertaneja que quase não toca nas rádios hoje em dia. Aquele tipo de música que lembra a roça, daquelas que meu avô ouvia quando eu era pequena. São histórias da vida simples no campo (como em Caipira de Fato e Casinha Verde), de amores quase inocentes, da viola (tem até homenagem a Tião Carreiro na faixa A tradição não morre jamais) e da fé do caipira (O encardido não combina e Oração em canturia)
Tem até crítica ao que se chama de sertanejo hoje em dia na música Não toca em minha vitrola. Ela começa assim: “Esquecendo da cultura / Tão mudando a postura / Só pra fugir do lugar / É o sertanejo moderno / Brinco de argola e terno / Só canta comercial”.
Para quem quer ir além das rimas fáceis, das mãozinhas para cima, é um dos melhores trabalhos do ano. No CD Lado B, merecem destaque Cadê, que tem participação de Matogrosso e Mathias, e Sete Sentidos, cantada com Rionegro e Solimões. A dupla Gino e Geno interpreta Mangueira.
Conheça as faixas:
Lado A:
1 – Não toca em minha vitrola
2 – A tradição não morre jamais
3 – Caipira de fato
4 – Viola e cantador
5 – Lampião
6 – Casinha Verde
7 – O encardido não domina
8 – Oração em canturia
9 – Aniversário
10 – Se é amor não tem nada que apague
11 – Maldade de um falso amor
12 – Vou achar outra saída
13 – Sacada do apartamento
14 – Primeiro brinquedo
15 – Você nunca me amou
16 – Sonho de caboclo
17 – Buscando a Felicidade
18 – Presente especial
19 – Mera ilusão
20 – Sertanejo solitário
21 – Pergunte a ela
21 – São Jose
Lado B:
1 – Cemo porque cemo
2 – Ela é muito boa
3 – O que essa moça fez aqui
4 – É pra cabá
5 – Cadê
6 – É bão demais
7 – Volta pro meu coração
8 – Saudade doce
9 – Pirei o cabeção
10 – Sete sentidos
11 – To te querendo
12 – saci
13 – É judiação
14 – Papel em branco
15 – Melhor do Brasil
16 – Mangueira
17 – Roqueirinha
18 – Sarafa
Villa Mix inaugura com falhas
- 23 de novembro de 2011|
- 23h12|
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Por Cristiane Bomfim
Foi com uma festa open bar para 1.600 convidados – alguns ilustres – que Jorge e Mateus e a Enter Eventos inauguraram a mais nova balada sertaneja de São Paulo. No primeiro dia de funcionamento, a Villa Mix, na Vila Olímpia, na zona sul, teve algumas falhas.
A festa que deveria ter ar de exclusividade, uma vez que não foi aberta ao público, tinha convites sendo vendidos na porta por cambistas por R$ 100 ou R$ 150. Lá dentro, ainda era possível sentir o cheiro de tinta fresca nas paredes. O ar condicionado não deu conta da lotação e o calor era quase insuportável. O banheiro feminino da pista não tinha água nos sanitários até a 1h (duas horas após a abertura da casa).
De acordo com André Rubini, sócio da Enter Eventos e da Villa Mix, a abertura da casa para amigos teve mesmo o caráter de teste. “Já imaginávamos que falhas ocorressem. E foi melhor que fosse entre amigos. Estamos trabalhando para deixar tudo certo para sexta-feira”, explicou.
Com 2 mil metros quadrados, a Villa Mix é espaçosa, com decoração clean que não lembra em nada uma casa sertaneja. “E a ideia é essa mesmo. Nos espelhamos em projetos de casas noturnas chiques que conhecemos tanto no Brasil quanto no exterior”, conta Rubini. No térreo foi montado um palco com bom sistema de som e iluminação. Entre a pista e o lounge, fica o principal (e maior) bar da balada. A área de fumantes parece um jardim. Mas a principal novidade, segundo o sócio da Enter Eventos, é o camarote suíte. Com capacidade para 20 pessoas, ele possui bar e banheiro privativo.
Para estrear o palco, foram escolhidos Humberto e Ronaldo (Tô vendendo um beijo). O show teve ainda a participação de Gusttavo Lima e Jorge e Mateus. Entre os convidados estavam o presidente do Corinthians, Andres Sanchez, os jogadores Emerson Sheik e Chicão e o cantor Marrone, da dupla Bruno e Marrone.
Amanhã, coloco as fotos do local.
Música romântica, barriga a mostra e a loucura das mulheres
- 14 de outubro de 2011|
- 14h32|
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Por Cristiane Bomfim
Não é preciso muito esforço para entender porque o público que lota os shows de Eduardo Costa é formado, em sua maioria, por mulheres que chegam cedo, se espremem na frente do palco e não ligam muito para as paqueras antes e durante a apresentação. A diferença do cantor que ficou conhecido em 2007 após lançar seu primeiro DVD e os novos nomes da música sertaneja é que ele preferiu o estilo romântico.
No palco, ele ele sofre por amor como qualquer cantor sertanejo romântico que se preze tem que saber fazer. E também faz charminho, rebola, manda beijos e enlouquece a mulherada. E elas não fazem cena: declaram o amor pelo artista em faixas colocadas na cabeça, gritos e até pedidos de casamento.
“Mas que homão é esse? Quero ele na minha casa. Sou louca por ele”, confessou a secretária Rosélia Camargo, de 27 anos. Ela chegou cinco horas antes do show na Villa Country, na zona oeste, na última terça-feira, 7. Saiu de Parelheiros, na zona sul, com quatro amigas. “Não dá para trazer homem porque a gente se descontrola”.
E olha que Eduardo Costa não é um homem alto. Talvez por isso, abuse da malhação e use roupas coladas. Ele também não sente vergonha de levantar a camiseta branca e mostrar a barriga durante o show. E a mulherada perde o fôlego, grita e até chora. Já os homens, ficam de lado observando a histeria feminina. Boa parte deles está ali porque gosta do cantor, mas assumir é coisa para poucos.
“Ah, eu gosto de algumas músicas. Não posso dizer que o cara não canta bem, né? Só não entendo o que faz esse bando de mulheres ficar gritando e chorando”, disse bancário Renato Paulo Correia, de 31 anos.
O show de Eduardo Costa não lotou a casa, como fizeram Jorge e Mateus no primeiro semestre. Mas, o sertanejo fez todo mundo cantar durante duas horas. A primeira música foi Não acredito. Depois vieram sucessos como Me apaixonei, Eu duvido, Amores Imortais, Eu aposto, Ela saiu à francesa, e a canção que empresta o nome ao último DVD Pele, Alma e Coração.
Eduardo Costa agradeceu ao público pela presença e disse que depois do acidente com o jatinho em Manhuaçu, na Zona da Mata de Minas Gerais, os shows tem outro “gosto”. “Eu nasci de novo”, justificou. Antes do show, ele conversou com o Jornal da Tarde:
Como você se machucou no acidente com o avião na última sexta-feira?
Eu tirei o cinto porque quando o trem de pouso explodiu e o ferro começou a arrastar no asfalto, saiu muito fogo. E eu imaginei que o avião fosse explodir. Eu fiquei com medo de morrer carbonizado ou de não conseguir sair. Entrei em pânico. Aí eu tirei o cinto e uns cinco, sete segundos depois, o avião deu um 360º na pista e desceu ladeira abaixo e bateu no meio de uma lavoura de café. Eu trinquei a cabeça, o nariz em dois lugares, quebrei dois dedos da mão direita.
E como foi cancelar o show daquele dia?
Eu só não fiz porque os médicos não deixaram. Eu estava com a cara inchada, mas queria fazer mesmo machucado.
Teve que dar uma pausa na cachaça?
Vou ter que esperar uns dias, né?
Você pensa em parar de beber cachaça?
Nunca pensei em parar. Cachaça é igual vinho, não se toma para ficar bêbado. A cachaça é uma bebida muito mais de degustação do que de beber para fazer festa. Para fazer festa, você toma cerveja, champanhe. Cachaça você toma um golinho meia hora antes do almoço. Eu gosto de tomar cachaça antes dos shows.
Qual cachaça você toma?
Eu tomo várias. Tem uma cachaça que chama GRM. Tem outra que chama Germana. A minha favorita é a Germana 10 anos. Essa eu tomo até um litro. Se eu sentar para conversar, eu tomo um litro fico sóbrio porque meu organismo já acostumou. As cachaças do norte de Minas Gerais são as melhores.
Em média, são cerca de 20 shows por mês na sua agenda. Você não acha que está pegando pesado e viajando muito?
Muito raramente eu faço dois shows por noite. Estamos chegando a 140 shows neste ano, então o que acontece é que a gente depende de avião e infelizmente acidentes acontecem. Eu agradeço a Deus pela oportunidade de estar vivo. Mas parar é difícil. Eu estou com 31 anos, estou numa fase muito boa da minha carreira e tenho que aproveitar porque eu não seio o que vai acontecer. Eu luto para que minha carreira dure muitos e muitos anos, eu faço um trabalho sério, mas tenho que aproveitar ao máximo o meu momento.
Você tem medo de que essa fase boa da carreira passe logo? Existe uma receita para evitar que isso aconteça?
Eu me preocupo, mas não faço músicas da moda. Quem faz música descartável, corre risco de ter uma carreira descartável. E para mim, com todo respeito à música universitária, muitas músicas são descartáveis. Tem muitos artistas que eu adoro, mas não gosto das músicas que eles fazem. Eu me preocupo em fazer músicas com arranjos modernos, mas cantando a música sertaneja romântica. Eu nãoi quero cantar uma música chamando a mulher de cachorra, falando que eu quero pegar as mulheres. Eu quero falar de amor.
Você escolheu gravar o seu último DVD em São Paulo. Qual é a diferença do público paulista?
Cantar no Brasil inteiro é ótimo, mas São Paulo é um estado formador de opinião e o Brasil se encontra em São Paulo. Aqui tem gente do País inteiro. Tem gente de Minas Gerais, do nordeste, do Rio Grande do Sul… Então, quando você canta em São Paulo, você canta para o Brasil.
Você e o Leonardo vão gravar um DVD juntos?
Está fechado. A gente vai gravar no fim do ano que vem. Será um DVD de paixão só com músicas que a gente gosta. Ainda estamos procurando um lugar para gravar.
‘Juras de Amor’ é álbum que vale a pena
- 2 de outubro de 2011|
- 19h45|
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Por Cristiane Bomfim
Normalmente eu preciso ouvir muitas vezes um único CD para gostar ou não dele. E para minha tristeza, mesmo com tantos lançamentos sertanejos em um único ano, poucos foram os álbuns com mais de quatro ou cinco músicas realmente boas. Juras de Amor, o novo compacto de Bruno de Marrone, foge à regra.
O 18º CD da carreira dos amigos foi lançado no início de setembro. Dias antes, a música de divulgação Juras de Amor – que dá nome ao álbum – já estava sendo tocada em todas as rádios de todo o País. São 15 faixas e, ao contrário dos últimos trabalhos da dupla, a maioria é romântica (do jeito que eu gosto).
E Juras de Amor nem é a mais bonita, na minha opinião. Minhas favoritas são Inevitavelmente, Já não sei mais nada (que é uma regravação de Yo no se mañana, sucesso na voz do cantor latino Luis Enrique), Parede de vidro, Te quero tanto (regravação de Te quiero tanto, tanto , composição de Guillermo Mendez Guiú) e Querendo Viver.
Outra, Amor só é bom quando dói, não chega a ser uma declaração de amor, mas sim uma confissão de quem gosta mesmo é de sofrer. Ela compara vários tipos de amor e assume que nenhum tão é bom como aquele que faz perder a razão e nos transforma em ‘escravos da paixão’. Boa canção também.
É claro que o CD tem músicas mais dançantes, como Proposta Indecente e Tô largado. Outro exemplo é Rancho, que me lembra muito aquela que todo mundo sabe cantar: Que pescar, que nada! sucesso de 2005.
Por enquanto, Bruno vai fazer a divulgação do CD Juras de amor sem o parceiro Marrone, que está em licença médica e não deve subir nos palcos até o fim do ano. O anúncio foi feito no Programa do Faustão, da Globo, no dia 18 de setembro. No fim deste mês, o JT bateu um papo com Bruno no lançamento oficial da carreira solo de Hugo Pena, em São Paulo:
Quando o Marrone deve voltar a cantar. Tem previsão?
Não, por enquanto não tem previsão. O médico ainda não falou nada. Vai depender muito dele. É uma coisa psicológica e muito difícil. Não é uma doença fisiológica, mas a gente espera que ele se cure logo. Mas eu acho difícil ele voltar esse ano.
Como ele está se sentindo fora dos palcos?
EU acho que ele estava sofrendo muito em ter que viajar. Ele estava muito estressado em ter que viajar. Ele precisava dessa parada para ele refletir sobre a vida dele, sobre o trabalho. Acho que é legal essa reflexão.
E para você, como está sendo se acostumar a cantar sozinho?
A gente se acostuma com tudo. O ser humano é de fácil adaptação em qualquer circunstância. Eu já faço a primeira voz e as pessoas vão me prestigiar, o show acontece e só falta a figura do Marrone que é muito importante, uma marca forte. Mas eu acostumo, mas prefiro cantar com ele.
Como é divulgar o CD Juras de Amor, que você disse ser um dos melhores da carreira, sozinho?
Anunciamos a pausa do Marrone no Programa do Faustão e agora eu vou fazer os outros programas de TV sozinho.Esse CD está muito bom e as pessoas querem muitos shows nossos para o ano que vem e a gente precisava que o Marrone parasse para voltarmos no ano que vem com força total. Ele estava estressado, não estava querendo cantar.
Depois de anunciar que este é um dos melhores CDs da carreira, a cobrança dos fãs e da mídia é maior?
O que eu acho às vezes não é o que a maioria das pessoas acham. Quem fala se é bom ou não é o público, e ele tem correspondido dessa mesma maneira.
Para quem não conhece, segue um vídeo de Luis Enrique cantando Yo no se mañana. Em português, a letra mudou pouco:
E você, o que achou do novo CD de Bruno e Marrone? Qual sua música favorita? (Para quem ainda não ouviu o novo CD de Bruno e Marrone, a notícia ‘boa’ é que dá para baixar algumas faixas na internet)
Voz bonita e show bem montando. Faltou emoção
- 21 de setembro de 2011|
- 17h23|
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Por Cristiane Bomfim
É injusto dizer que Paula Fernandes não tem um vozeirão. A cantora que já vendeu mas de 1,2 milhão de cópias de seu último trabalho impressiona no palco pelo fato de não precisar fazer esforço – nem gritar – para cantar bem. A beleza também é inegável. Mas, depois de ver a performance dela no palco da Villa Country na última quinta-feira (15) ficou uma pergunta. A beleza, o voz forte e já inconfundível e uma boa equipe dando suporte são garantias de um sucesso duradouro?
Faltou naturalidade e talvez carisma. Paula Fernandes correu de um lado para o outro do palco, dançou e rodou sua saia curtíssima, mas não convenceu. Parecia esforço demais. O público tentou, cantou as músicas mais famosas, mas também estava apático. “Parece que eu estou na frente da TV assistindo um DVD dela”, contou a dona de casa Marilice Gomes de Bastos, de 42 anos. Ela achou que fosse ser mais animado.
Decepcionou também o fato de o violão, que a cantora carrega para cima e para baixo estar desligado e servir apenas de acessório no show. Da primeira fila dava para ouvir suas unhas se arrastando sem nenhuma coerência pelas cordas. Paula Fernandes também trocou muitas roupas. Por duas vezes deixou o palco para voltar com um novo modelito. Na ausência dela, o público teve que se contentar com a banda, que – é justo dizer – manda muito bem. ”Mas por que ela troca tanto de roupa? A gente já sabe que ela é gostosa”, questionou o estudante Otávio Macedo, de 20 anos.
A casa de shows estava lotada. Teve quem pagou R$ 120 pelos últimos ingressos. O costumeiro público fã de sertanejo universitário teve de dividir espaço com casais, mulheres e homens mais velhos. Isso também pode ter pesado no resultado final do show.
Ainda no camarim, a cantora disse ao JT também ser jovem e não ter medo dessa mistura. ”É muito bom saber que agrado de zero a cem anos. Vai ser uma oportunidade deles conhecerem melhor o meu trabalho, sentir a minha energia. Embora eu não seja uma cantora de sertanejo universitário, meu show é dançante, é vibrante, a galera participa”, disse. Entre músicas lentas e as animadas, dá para dizer que a escolha do repertório é muito bem feita.
O quanto pesa o roqueiro na dupla Edson e Hudson
- 5 de setembro de 2011|
- 19h17|
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Por Cristiane Bomfim
Quando Hudson se despediu oficialmente de Edson naquele 31 de dezembro de 2009, em um show de fim de ano na Avenida Paulista, em São Paulo, a pergunta que empresários, produtores e pessoas que acompanharam a carreira de Edson e Hudson se fizeram foi: “será que Edson vai dar conta do recado sozinho?” Alguns duvidaram às escondidas.
Também não faltou quem criticasse Hudson por abandonar o estilo musical que o levou ao sucesso e ao reconhecimento. Afinal, como depois de tantos anos ganhando dinheiro com a música sertaneja, o cara afirma que sua praia sempre foi o rock?
A verdade é que Hudson tem grande colaboração para o sucesso da dupla. Se a palavra mais usada pelos novos artistas do gênero é ‘diferencial’, podemos dizer que o irmão roqueiro era quem dava uma pegada diferente às músicas. Hudson era o diferencial. A presença da guitarra e a levada mais dançante e menos cafona dadas às letras que com outros artistas seriam sempre o mais do mesmo é responsabilidade de Hudson.Exemplo é o solo na música Pra não chorar:
Na semana passada, Edson e Hudson anunciaram que voltariam a cantar juntos. Marcaram para amanhã (06) uma coletiva de imprensa para dar explicações à imprensa e aos fãs. A data foi cancelada e eles só devem falar sobre o assunto em 22 de outubro, antes de um show no Credicard Hall, na capital.
É inegável que o retorno da dupla é uma boa notícia para quem gosta de música sertaneja (e uma tristeza para quem gosta de rock e é leitor do Combate Rock, como disse em outras palavras Marcelo Moreira em seu blog). Mas ainda não dá para medir o quanto esse vai e volta pode afetar a dupla. Nenhuma explicação foi dada sobre a retomada da união e aí podem ser várias. Hudson nunca disse não gostar do estilo musical que o consagrou, mas admitiu sua preferência pelo rock. Deixou o irmão e quando seu projeto solo deu errado, voltou correndo.
Para quem não conhece a versão rock de Hudson, copiei dois vídeos selecionados pelo blog Combate Rock:
Jorge e Mateus param trânsito e lotam casa de show
- 29 de agosto de 2011|
- 0h52|
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Por Cristiane Bomfim
Só quem assiste a um show ao vivo de Jorge e Mateus consegue explicar o que os tornam diferentes da maioria das novas duplas sertanejas. Na última quinta-feira (25), eles conseguiram parar o trânsito da Avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste, duas horas antes de subirem no palco.
Por causa deles, a fila para entrar nas dependências da Villa Country era de, no mínimo, meia-hora. Os ingressos que começaram aser vendidos por R$ 70 custavam o dobro no dia da apresentação e mesmo assim esgotaram no início da noite. Foi preciso muita paciência para usar os banheiros e até andar na casa de shows.
O show começou com atraso de 20 minutos. Repórteres discutiram na porta do camarim. Fãs jogavam ursinhos no palco e recebiam em troca acenos e piscadas. Em algumas músicas, como a nova Aí já era, a voz de Jorge quase sumiu na comparação com o coro feminino.
Fiquei me perguntando o que o que explicaria tamanha comoção. Os cantores têm o tão falado carisma. É quase impossível para uma mulher (que gosta do estilo, é claro) não ficar hipnotizada pelas olheiras do Jorge e atenta à postura quase muito de concentrada de Mateus dedilhando sua guitarra.
O show é bom pela qualidade da banda, pela voz rouca e diferente de Jorge, pelo repertório que reveza o ‘bailão’ com o romântico e não deixa ninguém dormir em pé, pela simpatia, pela presença de palco. E não pelo jogo de luzes e frescuras no palco. De todos os shows da nova geração sertaneja (que alguns chamam de pop, outros de universitária) que eu vi neste ano (e não foram poucos), Jorge e Mateus estão muitos passos à frente. E é por isso que eles são o primeiro nome citado por produtores, donos de baladas sertanejas, empresários (e pessoas que entendem sobre o assunto) quando a perguntas é: “de todas essas novas duplas, qual vai ficar?”
Veja uma sequência de fotos:
Lee dicristian é aposta para nova musa da música sertaneja
- 6 de julho de 2011|
- 7h55|
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Por Cristiane Bomfim
Com o título ‘Os 10+ do JT’, a capa do caderno Variedades do Jornal da Tarde de hoje, traz uma seleção com recomendações de 10 livros e CDs. O álbum Tempestade, primeiro da mineira Lee DiCristian, é a indicação de número 6.
O CD de Lee dicristian tem a pegada do sertanejo universitário e letras que falam de amor e da rotina dos jovens tanto nos grandes centros como no interior. A moça de 22 que já é um sucesso nos rodeios passa a ser também uma aposta do caderno de Variedades para a nova musa da música sertaneja. A música de trabalho é Sozinha sim, solteira nunca.

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