E3 2013: Sony revela o Playstation 4
- 11 de junho de 2013|
- 23h59|
- Por João Coscelli
Todo o mistério sobre o Playstation 4 terminou na segunda-feira, 10, durante a coletiva de impressa da Sony na E3 2013. A empresa finalmente mostrou seu console ao público e sanou as dúvidas que pairavam sobre os jogadores há alguns meses, ao mesmo tempo em que aplicou um golpe certeiro na rival Microsoft.
O público no Los Angeles Convention Center ovacionou sem parar quando Andrew House, presidente global da Sony Computer Entertainment (SCE) apareceu com o aparelho, de cor preta, linhas retas e arquitetura inclinada. O mesmo House também foi o responsável por levar ao delírio todos os presentes ao anunciar que o aparelho chegará ao mercado em novembro pelo preço de US$ 399 – cem dólares a menos que o Xbox One, da Microsoft.
Os aplausos, porém, já tinham começado quando Jack Tretton, presidente da divisão americana da SCE, anunciou que o PS4 não tem qualquer restrição quanto a jogos usados. “Acho que isso é algo bom”, disse ele depois de ouvir a reação. “Ao comprar um jogo, o jogador pode trocar o jogo em lojas, vender para outra pessoa, emprestar aos amigos ou mantê-lo para sempre”, completou. Para finalizar, novamente fez questão de cutucar a Microsoft: ”Além disso, o PS4 não precisa estar conectado à internet para funcionar. O PS4 não vai requerer que você se conecte à internet a cada 24 horas”.
Andrew House anuncia o preço do PS4: US$ 399
A empresa também marcou pontos no que diz respeito à assinatura do Playstation Plus, que será transferida do PS3 para o PS4.
Do lado multimídia, a Sony anunciou a inclusão do Video Unlimited e do Music Unlimited, os serviços de filmes, séries e músicas acessíveis de vários aparelhos da marca, também no PS4. Foi anunciada também a parceria com outros provedores de conteúdo, como Netflix, redbox instant e Flixter.
Jogos
Como o PS4 foi o centro da apresentação da Sony, os jogos tomaram boa parte do tempo. Das dezenas de títulos já confirmados para o console, 20 são novas franquias, como The Order: 1886, game de ação sombrio com um passado tecnológico reimaginado; Knack, uma aventura lúdica com robôs; Driveclub, para fazer as vezes dos que gostam de corridas; e Mad Max, uma adaptação do clássico dos cinemas.
Mas entre as novas IP (intelectual property, ou propriedade intelectual, como a indústria chama suas marcas), ganhou maior destaque Destiny, game de tiro em primeira pessoa resultante de uma parceria entre Bungie e Activision, que fechou a apresentação da Sony. Um espetáculo do qual participaram pessoas envolvidas no desenvolvimento do jogo e que mostraram uma belíssima produção jogada ao vivo.
Já entre as franquias já existentes, foram mencionados InFamous: Second Son, Killzone: Shadow Fall, Assassin’s Creed IV: Black Flag, The Elder Scrolls Online e Diablo III. Mas quem roubou a cena foi a Square Enix e seu espetacular trailer de Final Fantasy XV, além de um teaser de Kingdom Hearts III.
O Vita ganhou pouca atenção e só deu as caras para que fosse anunciado o novo episódio dos games da Telltale inspirados na série The Walking Dead. Já as novidades para o PS3 não foram poucas – mesmo com a chegada do sucessor, mais de 300 jogos serão lançados para o console até o final deste ano, entre eles Last of Us, Puppetteer, Rain, Beyond: Two Souls – o jogo com Ellen Page e o William Dafoe -, Gran Turismo 6, Batman: Arkham Origins e GTA V (com direito a um kit de lançamento junto com o console).
Outros jogos citados:
The Witness
Transistor
Don’t Starve
Mercenary Kings
Octodad
Secret Ponchos
Ray’s Dead
Outlast
Oddworld: New’n'Tasty
Galak-Z
The Dark Sorcerer
A E3 2013 já tem seu vencedor
- 11 de junho de 2013|
- 1h26|
- Por João Coscelli
PS4 foi finalmente apresentado na E3 2012
É a Sony. Muito criticada por apenas anunciar o PlayStation 4 em fevereiro, a empresa guardou o melhor para a E3 deste ano e ofuscou o brilho que a Microsoft ganhou com sua conferência ao mesmo tempo em que apagava a imagem negativa deixada pela pouco atrativa apresentação do Xbox One.
O PS4 finalmente foi apresentado durante uma coletiva na qual a Sony fez questão de bater na Microsoft, assim como a batalha entre a Samsung e seu Galaxy contra o iPhone da Apple. Preço, política pró-consumidor, conexão em tempo integral – todos pontos deliberadamente abordados pela Sony para demonstrar a superioridade de seu console.
O PS4 chega às lojas em novembro por US$ 399 – cem dólares mais barato que o Xbox One, anunciado sob o preço inicial de US$ 499 (e absurdos R$ 2.199 no Brasil). O PS4 roda jogos usados, o que só acontece no Xbox One mediante pagamento. O PS4 não requer conexão com a internet, enquanto o Xbox One necessita conectar-se ao menos uma vez a cada 24 horas.
A Microsoft tem uma máquina incrível, cheia de funções multimídia que devem servir como atrativo para um público antes pouco visado pela indústria dos games. Os próprios jogos impressionaram – e finalmente foram o foco da apresentação da empresa na E3, diferentemente do que ocorreu em maio.
Mas a Sony tratou de desconstruir tudo o que a rival planejou minuciosamente. E, mais uma vez, saiu-se melhor por manter no centro do seu negócio aqueles que estão interessados em um aparelho que rode bons jogos, sem políticas de privacidade e impedimentos maiores (o que ficou evidente neste vídeo). O jogador foi colocado em primeiro lugar e, consequentemente, mostra preferência pela companhia que o valoriza.
É só checar as reações nos fóruns da internet, nos comentários dos sites especializados e nas redes sociais. A massa de jogadores que assistiu às transmissões das coletivas está ovacionando a Sony como a vencedora do Coliseu de Los Angeles. A imensa base de fãs que a família Xbox tem, até mesmo os mais fanáticos, não nega a superioridade dos japoneses. Já há até quem vaticine um reinado incontestável do PlayStation 4 até a próxima década.
A Nintendo não comparece este ano com uma grande apresentação e levará suas novidades ao público por meio de uma transmissão via vídeo, como faz semanalmente. Os japoneses sempre têm cartas escondidas na manga, mas com o Wii U já no mercado, terão de apostas em suas grandes franquias para surpreender, o que não seria nada anormal se acontecesse. Ainda assim, terá de ser bombástica para ofuscar o trabalho da Sony neste ano.
A guerra estava marcada para começar oficialmente nesta segunda-feira, 10 de junho, conforme o Estado publicou no Link. Ninguém poderia prever, porém, que uma das partes sairia vitoriosa por uma margem tão grande na primeira grande batalha – a E3.
Obviamente, seria muita pretensão dizer que esse ou aquele console dominará a geração, uma vez que esses novos aparelhos circularão no mercado no mínimo até 2020 e tudo pode acontecer nos próximos anos – inclusive o ressurgimento da fênix japonesa e seu encanador bigodudo. Mas que a Sony e o PS4 largaram na frente, disso não restam dúvidas.
PS: Teremos posts detalhados sobre cada conferência ao longo da semana.
Naughty Dog se renova com The Last of Us
- 20 de maio de 2013|
- 9h37|
- Por João Coscelli
Desde que os primeiros trailers de The Last of Us foram exibidos na E3 de 2012, criou-se uma grande expectativa sobre o jogo. As informações sobre jogabilidade, personagens e a trama foram saindo a conta-gotas, o que só contribuiu para essa espera. Nessa reta final – o título da Naughty Dog exclusivo para Playstation 3 chega dia 14 de junho no Brasil, dublado e com legendas em português – conversamos com Neil Druckmann, diretor criativo, e Gustavo Santaolalla, responsável por toda a trilha sonora do jogo sobre o lançamento, que promete entrar para cânone da biblioteca do PS3, embora chegue ao mercado no final do ciclo de vida do console.
É preciso situar o game para explicar seu processo de desenvolvimento. Até o início dos anos 2000, quando começou a desenvolver a franquia Jak and Daxter, a Naughty Dog era conhecida como o estúdio da série Crash Bandicoot. Mas com o lançamento da trilogia Uncharted, em 2007, que a empresa acertou em cheio e conquistou seu lugar entre as grandes desenvolvedoras.
Agora, a Nautghy Dog tem The Last of Us nas mãos, o que configura uma visível crescente no amadurecimento dos jogos, tanto no tema quanto na complexidade dos jogos. A explicação para isso está na tecnologia e nos personagens, de acordo com Druckmann. “A tecnologia atual nos permitiu deixar as coisas mais realistas e pudemos fazer o gênero que queríamos. Somos muito fãs dos games de sobrevivência. E o que fazemos são jogos baseados nos nossos personagens. A evolução da tecnologia fez com que pudéssemos criar personagens mais complexos e sentimos que poderíamos lidar com temas mais maduros”, disse o diretor, explicando porque o estúdio passou dos games cartunescos para os mais realistas.
O realismo, inclusive, é um dos méritos de The Last of Us, segundo o próprio Druckmann. O principal exemplo disso é o sistema de inteligência artificial desenvolvido pela Naughty Dog para Ellie, a parceira do protagonista Joel na jornada pela sobrevivência. O desenvolvedor contou fazer a garota parecer humana foi um dos maiores desafios no processo de produção do game.
Em combate, a garota seguirá a linha de abordagem do jogador. Se optar por atacar silenciosamente, sem chamar a atenção dos inimigos, ela vai se esconder, se mover devagar e sem fazer barulho. Mas partir para cima com tudo, ela ajuda criando distrações e até atacando os adversários. Se derrubado, ela ajuda o jogador. Se em menor número no combate, Ellie interage com o ambiente de alguma forma para reverter a vantagem.
“Ela faz coisas surpreendentes. Assobia, procura suprimentos, faz piadas. Trabalhamos com muito foco no combate. Foi um desafio deixar tudo autêntico. Acredito que criamos um dos melhores personagens não jogáveis da história dos videogames”, disse Druckmann.
Os inimigos também se comportam de forma inteligente. Eles tentam cercar o jogador e são capazes de reproduzir táticas avançadas de combate – tudo primando pelo realismo.
Parceiros pela sobrevivência
Como os trailers já divulgados deixaram claro, a história é conduzida por Joel e Ellie. Ele é um homem de meia idade durão, cuja sisudez vai dando lugar ao afeto pela garota. Pelo menos é o que Druckmann garantiu. “O jogo foi desenvolvido com base no relacionamento dos dois personagens, que fica cada vez mais forte e estreito conforme o jogo avança. Eles fazem sacrifícios um pelo outro para sobreviver em um ambiente hostil”, relevou.
Ainda de acordo com o diretor criativo, foram incluídos centenas de diálogos que ajudam a explicar o mundo em que o game se passa, o relacionamento entre Joel e Ellie e a interação da dupla com os demais personagens. Novamente um trabalho do sistema de inteligência artificial, que faz outros sobreviventes interagirem com os protagonistas, cabendo ao jogador decidir sobre o comportamento responsivo ou não.
O que a história de The Last of Us reserva, disse Druckmann, é doses de ação, suspense e suas pitadas de drama, que vão aumentando conforme o game vai chegando ao fim. Mas um ponto polêmico são as cenas violentas – que integram os “temas mais pesados” com os quais a Naughty Dog passou a trabalhar. O desenvolvedor, porém, garantiu que nada é exagerado neste aspecto. “A única regra para colocarmos violência no jogo foi pensar no que seria necessário para a história. Nem mais, nem menos. Eles estão em perigo e precisávamos fazer com que o perigo parecesse real. O que eles fariam nesas condições para sobreviver? Esse foi nosso pensamento”, concluiu.
The Last of Us esteve em desenvolvimento durante três anos e meio. Por enquanto, não há planos para que seja lançado para o Playstation 4, console da Sony que deve chegar ao mercado no final deste ano. A Naughty Dog decidiu por manter o lançamento para a plataforma da atual geração por acreditar que o PS3 ainda tem muito a oferecer. “Estamos usando a capacidade máxima do console. Tínhamos uma história para contar e decidimos contá-la agora. Vamos surpreender”, finalizou Druckman.
Sony anuncia fabricação nacional do Playstation 3
- 8 de maio de 2013|
- 0h44|
- Por João Coscelli
House e Tretton apresentam o primeiro PS3 produzido no Brasil
Os Playstation 3 comercializados aqui no Brasil serão produzidos em território nacional a partir de agora. A Sony anunciou nesta terça-feira, 7, que sua fábrica na Zona Franca de Manaus agora vai fabricar o console, que será vendido ao preço de R$ 1,099 – uma queda de 30% no valor médio do produto. A revelação foi feita por Jack Tretton, CEO da Sony Computer Entertainment America (SCEA), segundo quem as primeiras unidades já foram enviadas para os varejistas de São Paulo e de outras regiões brasileiras.
A iniciativa representa não apenas um avanço para a Sony no mercado brasileiro, mas também um passo a mais para a indústria dos games no país, conforme disse o presidente de grupo da Sony Computer Entertainment (SCE), Andrew House, simplesmente o chefão do braço de entretenimento da empresa. “A Sony quer estar completamente presente no Brasil para servir como catalizadora para o trabalho de varejistas, desenvolvedores, universidades e agências de publicidade”, disse o executivo.
House detalhou os investimentos feitos e planejados para o Brasil, onde os negócios da Sony no ramo dos jogos cresceram 168% desde 2009. Além da fabricação dos PS3 brasileiros, já está em fase inicial o Development Incubation, programa de incentivo de desenvolvimento de games junto a estúdios independentes. O país também receberá os próximos lançamentos da empresa na mesma data que o resto do mundo, inclusive o Playstation 4, embora a produção nacional do novo console, que chega ao mercado no final deste ano, ainda não vá ocorrer em um primeiro momento. Em suma, o executivo informou que a empresa injetará US$ 300 milhões na economia brasileira nos próximos 12 meses tendo em vista os grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo, da qual é patrocinadora oficial. “O Brasil será um dos mercados foco” na estratégia da Sony quanto à marca Playstation, finalizou.
Quanto aos grandes lançamentos aguardados a curto prazo, Last of Us, exclusivo para plataformas Sony, será lançado com localização brasileira completa, enquanto GTA V chegará com legendas em português. A iniciativa, segundo Mark Stanley, gerente-geral da SCE para América Latina, tem como objetivo reforçar a ligação da Sony com os jogadores brasileiros.
Tão importante quanto qualquer anúncio feito pela Sony é a presença no Brasil de figuras como Tretton e House – este em sua primeira visita por aqui. O fato de a Sony trazer o executivo de mais alto nível do seu braço de entretenimento para um evento de anúncios exclusivamente nacionais – além das novidades reveladas em si – mostra o comprometimento da empresa com o País e a nossa importância como um mercado onde haja perspectiva de investimento e crescimento.
Obviamente o interesse da companhia é divulgar sua marca e seu produto, fazer com que cada vez mais pessoas tornem-se seus clientes e perpetuar seus negócios por aqui. Mas se isso envolver investimentos diretos na nossa indústria e acarretar no desenvolvimento do mercado brasileiro de games, impactando tanto os profissionais da área quanto o consumidor final, o que de fato tem acontecido até agora, só temos a ganhar.
Talvez o Brasil ainda não receba nada em primeira mão e fique em segundo plano quando a Sony e as outras grandes empresas olham para o mercado de games a partir de uma perspectiva global, mas é senso comum que o País é um terreno fértil para os investimentos desse setor e tornou-se a prioridade se considerada apenas a América Latina. Quando uma das gigantes percebe o potencial que temos e dirige sua atenção para cá, como também a Microsoft já fez, a tendência é que as demais sigam o mesmo caminho e contribuam para o desenvolvimento da indústria nacional.
A vinda dos executivos, portanto, é muito significativa para a indústria dos games brasileira. De Tretton, House e Stanley – que já é personagem conhecido no Brasil – esperamos, então, mais visitas, investimentos e novidades. Estamos de braços abertos.
Sony não quer só blockbusters no PS4
- 10 de abril de 2013|
- 14h22|
- Por João Coscelli
Cena de Knack, primeiro jogo mostrado no PS4
Nem só de jogos de tiro superproduzidos será composta a biblioteca do PlayStation 4. A Sony está disposta a mostrar que seu novo console é capaz de oferecer muito mais que games de ação com gráficos ultra-realistas.
“Não gostamos da ideia de que todos os jogos do PS4 sejam jogos de tiro, ou de ação e aventura, ou muito fotorrealistas. Você sabe, esses jogos com orçamentos gigantescos. As pessoas gostas desses jogos, mas eles não são os únicos que podem ser divertidos”, disse à revista Edge Shuhei Yoshida, presidente do Worldwide Studios, o braço de desenvolvimento da Sony.
Quando o PS4 foi anunciado, em 20 de fevereiro, o primeiro título que apareceu na demonstração foi Knack, game de ação com visual de animação desenvolvido pelo Worldwide Studios. Segundo Yoshida, a intenção foi justamente mostrar que jogos menores também terão espaço no console.
“Para nós da Sony é natural buscar a melhora da tecnologia e da performance do hardware, mas o hardware não é o nosso foco”, continuou Yoshida. ”Quando você olha aos cinco princípios por trás do PS4, vê que nenhum deles é relacionado ao hardware. Todoz dizem respeito a como as pessoas usam o console, como é essa experiência e como se divertem com os games, o que ocorre por conta das propriedades do software do sistema e das funções de rede”, finalizou.
O PS4 chega ao mercado no final deste ano. Datas e preços não foram confirmados, mas há informações de que o lançamento do console será feito mundialmente.
PS4: O jogador cria seu conteúdo e sua rede
- 25 de fevereiro de 2013|
- 8h00|
- Por João Coscelli
*Publicado na edição de 25 de fevereiro do Link
Com o anúncio oficial do Playstation 4 e das funções do novo console, a Sony deixa claro que o foco do novo produto é o jogador e a experiência que este indivíduo terá com a plataforma, seja sozinho, seja online. O caminho é bem definido – fornecer títulos de qualidade com uma máquina poderosa capaz de reproduzí-los e estabelecer toda uma rede social com base nas atividades de quem joga.
O PS4 não foi anunciado como uma grande central de entretenimento, capaz de fornecer ao seu dono todo tipo de diversão e inclusão. Há serviços de vídeo, canais e redes sociais, mas isso passou a ser um padrão da indústria, opções consideradas básicas no atual estágio de desenvolvimento dos aparelhos que abrigamos em nossas casas.
O investimento na sociabilização do jogador é pesado, tendo como principal evidência a tecla de compartilhamento no controle. O objetivo do sistema, porém, é fazer com que o jogador divida essa experiência com seus pares, gerando conteúdo relacionado aos games em si. Tudo gira em torno do que a plataforma oferece para ser jogado, seja via mídia, via download ou streaming.
Tudo o que é oferecido na fora da esfera dos games são apenas aplicativos e funções que contribuem para tornar o sistema completo, mas não foram apresentados como algo que o jogador precisa necessariamente utilizar para esgotar a experiência que o console pode proporcionar. A Sony não força o jogador a fazer uso dessas opções, apenas o convida a ampliar e estender suas atividades no console oferecendo as possibilidades de sociabilização.
A aposta é que o jogador crie seu próprio conteúdo, compartilhe, se interesse pelo que os demais usuários publicam e usufrua do sistema como um videogame onde ele joga o que gosta e acessa o que lhe agrada, se assim desejar. Cria-se assim um universo onde o centro são os jogadores e seus games favoritos, o que de fato interessa para o público que a Sony quer atingir e fidelizar.
Quanto ao fato de o console em si não ter sido apresentado, trata-se de uma estratégia para deixar a surpresa para a E3, em junho, uma vez que a empresa não pode chegar à maior feira da indústria dos games de mãos vazias. Puro marketing.
PS4: Mitos e verdades
- 22 de fevereiro de 2013|
- 12h51|
- Por João Coscelli
O Playstation 4, anunciado pela Sony na quarta-feira, 20, vai rodar jogos de seus antecessores? E games usados? Como vai aproveitar o Vita? O Modo Arcade vai direto ao ponto.
Acabando com uma das principais discussões a respeito da nova geração de consoles, foi confirmado que o PS4 será capaz de reproduzir jogos usados. Não haverá bloqueio.
Ainda sobre este ponto, o PS4 vai reproduzir jogos dos consoles mais antigos da Sony apenas por streaming. Ou seja, todas as mídias dos Playstation 1, 2 e 3 que você tem guardadas só servem para rodar em seus respectivos sistemas. Na nova plataforma, o sistema de nuvem da Gaikai será responsável por abrigar os games dos consoles antigos.
Derrubando outro mito, foi anunciado que não será necessária conexão de internet permanente para que o console funcione normalmente.
Os controles também não serão compatíveis. Somente os DualShock 4 funcionarão.
Um ponto importante é a PSN. As contas de usuário e seus troféus e informações serão preservadas, mas os saves e os jogos baixados do PS3 não poderão ser acessados do PS4.
No Brasil, o lançamento do console, que chega em portguês, deve ocorrer junto da data mundial, de acordo com o Kotaku. Além disso, a Sony vai trabalhar com estúdios de desenvolvimento brasileiros.
O Vita será usado como uma peça-chave do recurso remote play. Ele será a segunda tela quando o jogador quiser deixar o sofá ou a poltrona sem largar o jogo. Quais jogos suportarão o recurso no ato do lançamento, porém, é uma informação desconhecida.
O console tem suporte para tecnologia 3D, mas isso vai depender também da aparelho de televisão em que está instalado e também dos jogos.
Ainda sobre esse papo, há suporte para resolução 4k, mas apenas para fotos e vídeos, não para games.
No mais, é aguardar mais novidades.
Sony anuncia Playstation 4 com novos controle e funções
- 21 de fevereiro de 2013|
- 1h52|
- Por João Coscelli
*Atualizado às 17h50 do dia 21 de fevereiro
A espera finalmente acabou. Como o previsto, a Sony anunciou nesta quarta-feira, 20, que o Playstation 4 está para chegar. Como tudo isso pode ser conferido aqui, bem como as especificações do sistema. O que foi informado no evento de Nova York é que o console chega ao mercado ainda neste ano, mas só perto do Natal. Ainda não há preço definido, tampouco sinal sobre datas de lançamento oficial no Brasil. O console em si não foi mostrado porque seu design não foi concluído, de acordo com Shuhei Yoshida, presidente da divisão de entretenimento da empresa.
Mas houve detalhes bem interessantes. O PS4 vai rodar jogos originais dos seus três irmãos mais velhos a partir do sistema de nuvem. Tudo isso foi elaborado pela Gaikai, empresa incorporada pela Sony há alguns meses, e terá como base a Playstation Network. Ou seja, basta comprar o título antigo com sua conta e jogar em qualquer console em que você esteja logado. Jogos usados também rodarão e o console não precisará estar conectado na internet para funcionar, segundo Yoshida.
O novo console também vai transmitir jogos diretamente para o Vita, portátil da Sony que vai de mal a pior nos resultados. É como se o PS4 fosse a estação central que envia as informações ao dispositivo, possibilitando ao jogador levar o game para fora da área da televisão – propriedade batizada de remote play. O recurso faz parte do conceito de “tudo, a qualquer hora” sobre qual a plataforma foi produzida e tenta recuperar o Vita, dando ao portátil um novo papel junto ao aparelho doméstico, a exemplo da função cross-play já apresentada anteriormente. O ponto aqui é dar ao jogador a tal “segunda tela”, conceito que deve ser utilizado em todos videogames da nova geração.
Se o design do PS4 não foi revelado, o do seu controle foi. E o quarto integrante da família DualShock é o que mais apresentou mudanças. As principais novidades são o touchpad frontal, que substitui as teclas start e select e ocupa boa parte da face frontal, a barra de luz na parte superior, o botão de compartilhamento, que possibilita a postagem de vídeos das partidas diretamente nas redes sociais, entre outras funções, e a tecla de opções. Há ainda entrada para headset, alto-falantes próprios e uma câmera interna que reconhece os movimentos do controle.
Entre os elementos antigos, as teclas do direcional foram alongadas e têm menos espaço entre si. As alavancas analógicas ganharam uma superfície plana e as hastes por onde o controle é segurado parecem ter uma angulação mais fechada. O novo DualShock também tem desenho mais reto e foi reduzida a superfície onde ficam os gatilhos superiores – essas teclas também foram redesenhadas e estão curvilíneas. Ponto positivo para a Sony, que pouco altera uma fórmula já conhecida e bem recebida pelos jogadores, incluindo elementos que devem se tornar padrão na indústria sem alterar a essência do produto.
As funções extrajogos que a Sony já havia incluído ao longo do ciclo de vida do PS3 retornam. A plataforma terá suporte para os serviços de vídeo Netflix e Amazon Instant, além de aplicativos do Facebook e de uma série de canais disponíveis para o público americano. A atenção que a empresa tem dado à América Latina, porém, pode motivar a inclusão de serviços destinados ao público brasileiro posteriormente.
Watch dogs, da Ubisoft, já havia impressionado na E3 2012
Quanto aos jogos, nenhuma data confirmada, mas títulos, sim. Beyond: Two Souls (Quantic Dreams), Destiny (Bungie), e Watch Dogs (Ubisoft), já eram cartas marcadas como games da próxima geração. A surpresa ficou pelo anúncio de Diablo III (Blizzard), que também será lançado para PS3, um novo Final Fantasy (Square Enix), Infamous Second Son (Sucker Punch) e Killzone Shadow Fall (Guerrilla Games). Há ainda Driver Club (Evolution Studios), The Witness (Thekla) e o projeto Deep Down (Capcom). Isso sem falar em jogos que já estão em produção e devem ficar para os novos consoles, como Metal Gear Solid: Ground Zeroes (Konami), Star Wars 1313 (LucasArts) e Cyberpunk 2077 (CD Projekt). Ao todo, são 143 os estúdios que confirmaram estar trabalhando em um título para o PS4.
Tudo isso deve ser detalhado durante a E3 2103, que ocorre de 11 a 13 de junho, em Los Angeles. Antes disso, novidades devem pipocar na Game Developers Conference, marcada para 25 a 29 de março em São Francisco. É grande a probabilidade de que tudo o que ainda não sabemos seja revelado nestes eventos. Até lá, vamos acompanhar e analisar tudo o que for confirmado em relação ao PS4. Tudo isso, claro, enquanto aguardamos ansiosamente a Microsoft fazer sua jogada.
O mistério da Sony
- 2 de fevereiro de 2013|
- 0h02|
- Por João Coscelli
Quarta-feira, 20 de fevereiro, 18 horas, Nova York (21 horas no Brasil). O mistério da Sony acaba aí. Que mistério? Esse aqui.

A empresa publicou um comunicado no site oficial do Playstation convidando os fãs a “ver o futuro” na Playstation Meeting, algo como Reunião do Playstation. E isso, além do vídeo de 40 segundos, é tudo o que temos.
No site brasileiro, dá para fazer um cadastro e… aguardar o email chegar com as novidades. Também dá para acompanhar o que estão falando disso no Twitter com a hashtag #playstation2013.
O principal palpite é de que, finalmente, será anunciado oficialmente o novo Playstation, ainda mais com os boatos de que a Sony planejava um evento particular e antes da E3 para fazê-lo. Contra isso, porém, vai a afirmação do CEO da empresa, Kaz Hirai, segundo quem a equipe desenvolvendo o novo console deixaria a Microsoft, que está para lançar uma nova plafatorma, “dar o primeiro passo”.
O consenso entre analistas, jogadores, imprensa e qualquer um ligado ao setor de videogames é de que ambas as fabricantes lançam seus consoles no mercado ainda este ano, mas nenhuma delas sequer deixou escapar qualquer informação sobre as plataformas.
Talvez as dúvidas já tenham data para serem sanadas.
Novos consoles de Sony e Microsoft podem ser anunciados em março
- 15 de janeiro de 2013|
- 0h51|
- Por João Coscelli
Atual geração já tem sete anos de mercado
A nova geração de consoles pode conhecer seus novos concorrentes em poucas semanas. A edição de fevereiro da revista Game Informer indica que Sony e Microsoft estariam programando coletivas de imprensa especiais para anunciar suas plataformas oficialmente no final de março, quando ocorre a Game Developers Convention (GDC), um dos eventos mais importantes da indústria dos games.
Os planos, aponta a revista, seriam promover um evento como a Apple faz para anunciar suas novidades, fora das datas mais comuns em que isso acontece – o que no caso dos games seria em meados de junho, quando é realizada a E3.
“A E3 pode ser o maior evento da indústria, mas as duas companhias querem dar destaque aos seus sistemas. Isso não significa que a E3 não terá suas surpresas. Jogos da próxima geração serão anunciados preparando-se para o lançamento dos sistemas no fim do ano”, diz a Game Informer.
Os boatos sobre a chegada dos demais consoles da nova geração – concorrentes do Wii U, da Nintendo, lançado novembro passado – têm tomado o noticiário nos últimos meses, mas nenhuma das duas empresas divulgou informações oficiais. Analistas de mercado especulam que os sistemas seriam lançados, no mais tardar, ao final de 2013.
Lançado em novembro de 2005, o Xbox 360 já tem mais de sete anos de vida, enquanto o Playstation 3 tem seis, mesma idade que o Wii, que também chegou ao mercado em novembro de 2006, mas já tem sucessor.
Fonte: Videogamer
- 500 dias antes da Copa
- A Educação no século 21
- A alma do negócio
- A crise na terra dos reis
- Album de Retratos
- Alvaro Siviero
- Andrei Netto
- Animal Reflexão
- Antero Greco
- Aprendendo no Mundo
- Ariel Palacios
- Arquivo Estado
- BOB
- Bate-pronto
- Blog da Garoa
- Casa
- Ciência Diária
- Cleide Silva
- Cláudia Trevisan
- Coluna do Ming
- Combate Rock
- Conto de Notícia
- Conversa de bicho
- Copa 2014
- Correr por aí
- Cristina Padiglione
- Daniel Gonzales
- Daniel de Barros
- De$complicador
- Dener Giovanini
- Denise Chrispim Marin
- Dentro da rede
- Diego Zanchetta
- Direito e Sociedade
- Edison Veiga
- Edmundo Leite
- Entenda seu IR
- Estadinho
- Estante de Letrinhas
- Fernando Dantas
- Fernando Nakagawa
- Flávia Guerra
- Força de Expressão
- Fredric Litto
- Fábio Gallo
- Gustavo Chacra
- Haisem Abaki
- Herton Escobar
- Homem Objeto
- Jamil Chade
- Jornal do Carro
- José Paulo Kupfer
- José R. Toledo
- João Bosco Rabello
- João Luiz Sampaio
- Julia Duailibi
- Livio Oricchio
- Luiz Américo
- Luiz Carlos Merten
- Luiz Horta
- Luiz Zanin
- Lúcia Guimarães
- MBA de A a Z
- Macaco elétrico
- Marcelo R. Paiva
- Marcius Azevedo
- Moda
- Modo Arcade
- Mural dos Concursos
- Música Sertaneja
- NY Local
- Nhom
- No azul
- O papai, as gêmeas e a mamãe
- Paladar
- Paul Krugman
- Pelo Interior
- Ponto Edu
- Prósperi
- Públicos
- Quiroga
- Radar Cultural
- Radar Global
- Radar Imobiliário
- Radar Político
- Radar Tecnológico
- Radar da Propaganda
- Radar do Emprego
- Reclames do Estadão
- Ricardo Chapola
- Ricardo Guerra
- Ricardo Lombardi
- Roberto Lobo
- Roberto de Lira
- Robson Morelli
- Rodrigo Martins
- Roldão Arruda
- Rolf Kuntz
- Seus Direitos
- Sonia Racy
- Sua oportunidade
- Tatiana Dias
- Trending Pop
- Trânsito
- Tutty Vasques
- Ubiratan Brasil
- Vencer Limites
- Viagem
- Vias Alterlatinas
- William Capita Machado
- Wilson Baldini Jr.







