Estadão.com.br
1
Modo Arcade
SEÇÕES
TAMANHO DO TEXTO
Modo Arcade
  • Twitter
  • Facebook
  • DIGG
  • RSS  ?

Onde está Carmen Sandiego? No passado

  • 3 de agosto de 2012|
  • 14h05|
  • Por João Coscelli

Mais um achado no Acervo Estadão. Reportagem do New York Times reproduzida no jornal aborda o clássico Where in the world is Carmen Sandiego?, game rodado via DOS, com todos aqueles efeitos sonoros típicos das primeiras gerações de jogos eletrônicos.

A reportagem é de julho de 1991, mas o jogo foi produzido pela Broderbund em 185. No texto, o game é considerado o “Super Mario dos computadores”, em alusão ao sucesso que o personagem da Nintendo fazia nos consoles domésticos. O foco é o sucesso que a criminosa internacional fazia na época – estava para estrelar não só jogos, mas livros, programas e aparecer em outras mídias.

Por aqui, sucesso mesmo foram os jogos, em particular do Where in the world is Carmen Sandiego?, mas há outros títulos da série, como Where in space…, Where in time…, Where in USA…, cada um abordando um tema diferente, entre história, geografia e ciências naturais e a participação da criminosa.

Fiquem com essa boa dose de nostalgia abaixo. Será que alguém ainda tem o disquete com o jogo?

Quanto custavam os videogames na época em que foram lançados?

  • 28 de maio de 2012|
  • 15h24|
  • Por João Coscelli

Lançado a menos de R$ 700, N64 custaria quase R$ 2 mil hoje

Videogames no Brasil são caros. Quando chega um jogo ou um console novo no mercado, sabemos que vamos ter que apertar os cintos e quebrar o porquinho para comprá-los. Mas não é de hoje que os preços são salgados, se é que isso nos serve de consolação.

Pesquisamos o preço de lançamento da maior parte dos consoles que chegaram oficialmente ao mercado brasileiro nas páginas do Estado e, usando a ferramenta de conversão de moedas do Acervo, constatamos que os valores não melhoraram muito, mesmo com a popularização dos jogos eletrônicos no país. A razão continua a mesma – taxas de importação e impostos.

A conta do Índice Estadão não é complicada, tendo como referência o preço de uma edição do Estado. O cálculo funciona mais ou menos na base do “quantos jornais eu consigo comprar com a quantia X?” e converte esse total de jornais na moeda atual.

Por exemplo: um Super Nintendo custava Cr$ 25 mil em agosto de 1993, e na época era possível comprar 500 jornais com esse valor. Hoje, 500 jornais valem R$ 1,5 mil, que virtualmente seria o preço atual de um console desses, já que um exemplar custa R$ 3. Não entendeu? Clique aqui para mais detalhes.

Vamos aos poréns. Como o próprio Acervo avisa, o Índice Estadão é “um cálculo informal e sem qualquer rigor científico”, cujo resultado não deve ser usado “em transações comerciais, negócios de qualquer espécie, correção de valores e reajustes”. Só queremos os valores para efeito de comparação, não tente vender seu Master System empoeirado pelo preço de um Playstation 3.

Em segundo lugar, a variação de moedas e o índice galopante e instável de inflação dos anos 80 e 90 tornam algumas cifras um tanto quanto irreais, já que um mesmo produto podia ter seu valor dobrado em questão de dias. Os números a que chegamos podem não refletir a realidade, mas dão uma ideia do quanto podia valer um videogame na época.

Abaixo, veja o valor dos consoles, o preço do jornal (e a data referência), a quantidade de exemplares comprada à época com o valor e a cifra convertida na moeda atual. A conversão também foi feita para valores pós 1994, quando o Real já era a moeda brasileira.

Atari (Referência: Abril/1983)
Cr$ 119 mil – Jornal: CR$ 130
915 jornais - R$ 2746,15

Intellivision (Referência: Junho/84)
média de Cr$ 350 mil – Jornal: Cr$ 400
875 jornais – R$ 2625

Odissey (Referência: Maio/83)
Cr$ 150 mil – Jornal: Cr$ 130
1153 jornais – R$ 3461.08

Master System (Referência: 17/12/1989)
Média de Ncz$ 3,5 mil – Jornal: NCz$ 4.5
777 jornais – R$ 2333.33

Nintendo (NES) – Não foi vendido oficialmente

Super Nintendo (Referência: 30/08/1993)
Cr$ 25 mil – Jornal: CR$ 50
500 jornais – R$ 1,5 mil

Mega Drive (Referência: 22/12/1990)
Cr$ 70 mil – Jornal: Cr$ 70
1 mil jornais – R$ 3 mil

Nintendo 64 (Referência: 23/09/1996)
R$ 659 – Jornal: R$ 1
659 jornais – R$ 1977

Playstation – Não foi vendido oficialmente

Dreamcast (Referência: 27/09/1999)
R$ 900 (controle e três jogos) – Jornal: R$ 1.25
720 jornais – R$ 2160

Gamecube* (Referência: 6/12/2004)
Cerca de R$ 700 – Jornal: R$ 2.2
318 jornais - R$ 954.55

Playstation 2* (Referência: 6/12/2004)
Cerca de R$ 1 mil – Jornal: R$ 2.2
454 jornais – R$ 1363.64

Xbox* (Referência: 6/12/2004)
Cerca de R$ 1 mil – Jornal: R$ 2.2
454 jornais – R$ 1363.64

Wii (Referência: 4/12/2006)
R$ 2,4 mil – Jornal: R$ 2.5
960 jornais – R$ 2880

Xbox 360 – (Referência: 4/12/2006)
R$ 3 mil (com 3 jogos) – Jornal: R$ 2.5
1,2 mil jornais – R$ 3,6 mil

Playstation 3 (Referência: Outubro/2010)
R$ 2 mil – Jornal: R$ 2.5
800 jornais – R$ 2,4 mil

Portáteis

Game Boy (Referência: 15/10/1991)
Cr$ 145 mil – Jornal: Cr$ 300
483 jornais – R$ 1450

Game Gear (Referência: 15/10/1991)
Cr$ 190 mil – Jornal: Cr$ 300
633 jornais – R$ 1,9 mil

Nintendo DS (Referência: 6/12/2004)
R$ 900 – Jornal: R$ 2.2
409 jornais - R$ 1227,27

PSP (Referência: Novembro/2005)
Cerca de R$ 1,2 mil – Jornal: R$ 2.5
480 jornais – R$ 1440

*Os preços não são os de lançamento. À época da data de referência para o cálculo, os três consoles já haviam sofrido reduções nos valores.

Os videogames nas páginas do ‘Estado’

  • 24 de maio de 2012|
  • 15h12|
  • Por João Coscelli


28 de julho de 1983. Foi o dia em que o Estado publicou pela primeira vez uma nota sobre videogames (sem contar os anúncios, com começaram a ser veiculados no mesmo ano, alguns meses antes). Um texto breve, sobre um campeonato de Odissey disputado no Playcenter, há quase 30 anos. Entre os jogos do torneio, o mais que famoso “Come-Come”.

O Estado lançou na quarta-feira seu acervo integral digitalizado. Como já foi muito repetido, as páginas do jornal são um pouco da história. E dá para ver muito do passado dos jogos eletrônicos também, por meio de propagandas, notícias e classificados.

O material encontrado com uma simples busca revela fatos curiosos, como os anúncios do Supergame e do Telegame, consoles brasileiros de décadas atrás, e classificados de pessoas querendo trocar uma bicicleta por um Odissey ou um Intellivision. Estamos falando dos primórdios dos jogos, de um tempo ainda anterior ao Atari, que é ponto mais antigo a que se costuma chegar quando o assunto é videogame.

A preciosidade dos arquivos é imensa. Não vamos deixar esse conteúdo passar batido. Afinal, se já são quase três as décadas que temos com os controles nas mãos, história para contar é o que não falta. Aos poucos, o Modo Arcade vai recuperar o passado dos videogames da página do Estado.

Por enquanto, vamos ficar com mais uma nota de 1983, mas 6 de novembro, sobre a chegada do Intellivision ao mercado nacional. Reparem que os textos eram publicados em uma coluna de variedades, junto a linhas de política, internacional e economia. Clique aqui para ver a página na íntegra.


Quem Faz
João Coscelli é jornalista por profissão e gamer por paixão. Marca golaços, acaba com hordas inteiras de zumbis, salva princesas e o mundo desde criança. É daqueles que vê nos videogames uma fonte de entretenimento, mas também os considera coisa séria.
Blogs do Estadão