Xbox One: tudo em um, mas para quem?
- 23 de maio de 2013
- 18h26
- Por João Coscelli
Yusuf Mehdi apresenta as funcionalidades do novo console
A Microsoft finalmente colocou um ponto final na espera e apresentou o Xbox One, o seu novo videogame – ou melhor, seu novo console multimídia. A nova caixa que a empresa mostrou faz muito mais que reproduzir jogos e deixou muita gente de queixo caído – menos quem acompanhou o evento da última terça para ver o aparelho e seus games em ação.
Do ponto de vista do entretenimento familiar, o Xbox One é um aparelho fantástico. Os comandos de voz e movimentos reconhecidos pelo Kinect e o direcionamento para uma página com as preferências do usuário que aciona o sistema de fato facilitam o acesso. A navegação de uma função para a outra – da web para a TV, do jogo para o Skype – é praticamente instantânea, graças ao poderoso hardware do console.
Reunindo tudo em um lugar só, a Microsoft faz com que os usuários mantenham-se concentrados no seu aparelho e, logo, consumam seus produtos. A televisão torna-se a janela universal da diversão da casa, reunindo jogos, internet, canais, música, cinema, tudo graças àquela caixa preta.
Mas para quem quer videogame, mais nem sempre é melhor. O Xbox One é tão mais que um console de jogos que acaba por nem se parecer com um. As úteis funcionalidades do aparelho receberam mais atenção que os games, divulgados somente na última parte da apresentação em Redmond – e apenas trailers. É certo que a Microsoft preferiu aguardar a E3 para revelar o potencial dos jogos, mas a primeira impressão que ficou é que eles não são o principal motivo pelo qual a plataforma foi lançada no mercado e ficaram em segundo plano. Uma abordagem muito diferente do que a Sony fez ao apresentar o Playstation 4, por exemplo, quando deixou claro que seu foco é o jogador, o que aconteceu propositalmente, visto que a Microsoft nunca escondeu que seu novo produto serima uma central multimídia.
O que parece é que a Microsoft tem um público-alvo muito amplo para atingir com o Xbox One, mas se esqueceu do grupo de jogadores tradicionais, que de fato é o que se presta a investir dinheiro em uma plataforma cara como um console. Ao mesmo tempo em que pode estar atraindo uma audiência que antes não se interessava por videogames, pode estar afastando aquela parcela que dava como certa a compra do aparelho.
Canais de vídeos, acesso à internet e, agora, também à televisão são funcionalidades que só agregam e deixam o console mais completo, ainda mais com a facilidade de navegação criada pelos engenheiros da Microsoft. Mas esses são fatores adicionais que a empresa está transformando no núcleo do mais novo produto Xbox, uma marca de videogames.
Obviamente falta a principal variável essa equação – os títulos que serão revelados no próximo dia 10 de junho, em Los Angeles. Será o momento de a Microsoft dar a última cartada do seu novo produto e, finalmente, surpreender a todos, como não fez nesta semana.
Novo Xbox é uma central de entretenimento
- 21 de maio de 2013
- 18h33
- Por João Coscelli
A Microsoft prometeu revolucionar o que definimos como entretenimento e criar uma relação entre o jogador e a televisão com o Xbox One, seu novo console. A empresa está divulgando a plataforma como o sistema de entretenimento “all-in-one” (“tudo em um”, em tradução livre), ou seja, uma central multimídia que reúne tudo o que há na sala de estar – videogames, televisão, internet, música. Preços e datas não foram divulgados, apenas que o Xbox One será lançado no final de 2013.
A Microsoft bateu na tecla do usuário no centro diversas vezes. “É hora de a tecnologia dar um passo atrás da cortina, e vocês a diversão irem para o centro do palco”, disse Dan Mattrick, presidente do braço de entretenimento da Microsoft. A proposta é dar o controle total ao jogador – ou àquele que busca entretenimento, não necessariamente games. Por isso, o aparelho oferece tudo o que hoje está espalhado em vários outros dispositivos sem que o usuário necessite levar sua atenção de um para outro. Está tudo ali, na caixa preta.
Na demonstração, o aparelho é ligado por comando de voz e reconhece qual usuário está acessando o sistema. A interface inicial mostra quais a últimas atividades dessas pessoa, o que os seus amigos têm feito e quais são as principais opções da comunidade Xbox. Também pela voz é possível sair do jogo e acessar a internet, ou chegar ao catálogo de filmes do Netflix – que também mostra preferências pessoais e dos outros. Movimentos de abrir e fechar simulados com as mãos também levam à página inicial e às atividades em reprodução, tudo graças ao remodelado e aprimorado Kinect. Fundamental para o funcionamento do Xbox One, o periférico agora reconhece o equilíbrio de quem está em frente à sua câmera, a intensidade do movimento e a torção de punhos e tornozelos, bem como de outras partes do corpo.
O sistema tem uma função chamada Snap, que permite a visualização de duas atividades ao mesmo tempo, como ver um filme e acessar a internet, ou jogar uma partida enquanto conversa com um colega no Skype. A função televisão mostra um guia local que organiza todas as opções de canais, acessado também por tablets e celulares com a tecnologia Smartglass, apersentada na E3 passada.
Em suma, a Microsoft afirma que o Xbox One é o advento da televisão inteligente. É bom lembrar, porém, que tudo foi feito em inglês e com base nos serviços oferecidos nos Estados Unidos. A questão é se haverá suporte para as operadoras de televisão brasileira e para o idioma português, o que a empresa não confirmou.
Design e arquitetura
Fazendo jus ao nome, o console tem um formato bem simplístico – uma caixa, no bom português – que lembra os vídeo-cassetes dos anos 80. Cor preta, linhas retas e contínuas, design retangular e faces planas. O controle segue a linha de desenho do seu predecessor, apresentando algumas modificações estéticas, mas mantendo o DNA que o acompanha desde o primeiro videogame da família. Abaixo, a imagem oficial de divulgação do Xbox One.
O Xbox One reproduz discos Blu-ray e foi construído com tecnologia de ponta e é uma máquina poderosa, capaz de executar tarefas múltiplas simultaneamente e reproduzir jogos em alta definição de forma veloz. A utilização de três sistemas operacionais distintos é um dos fatores que contribui com isso. Cada um fica responsável por alguma função, seja a organização da interface inicial, seja a ligação entre o usuário e suas preferências e configurações. A ideia é tornar tudo mais fácil, rápido e fazer com que o jogador não precise recorrer a outros aparelhos e concentre todo seu entretenimento na tela da televisão.
A Xbox Live, rede dos usuários dos consoles Microsoft, também foi remodelada. Construída com a tecnologia de nuvem, o que significa que os usuários podem acessar seus perfis e jogar seus jogos de qualquer console, além de alterar dados, verificar conquistas, compartilhar conteúdo de dispositivos capazes de entrar no sistema, o que inclui plataformas móveis. Perfis da antiga rede serão podem ser transferidos também. A rede, de forma inteligente, também seleciona os melhores adversários para suas partidas online com base em tempo de jogo, pontuação e outros fatores – função batizada de Smart Match.
Jogos e conteúdo
Embora seja uma central de entretenimento, o que de fato interessa à maioria dos potenciais compradores do Xbox One são os jogos. A Microsoft, disse Phil Spencer, vice-presidente do Microsoft Studios, está fazendo parcerias com várias empresas para levar games para o Xbox One. No primeiro ano de vida do console, serão pelo menos 15 títulos exclusivos, sendo oito franquias novas.
Um desses jogos exclusivos será Forza Motorsport 5, título de lançamento do console. Além deste, estão confirmados UFC, Fifa, NBA Live e Madden, todos desenvolvidos pela EA Sports por meio de um novo software chamado Ignite. A Ubisoft já anunciou que levará Assassin’s Creed IV: Black Flag e Watch_Dogs à plataforma. Há também um Quantum Break, uma espécie de filme-jogo. O Xbox One também receberá Call of Duty: Ghosts antes de seus concorrentes.
Ainda sobre jogos: não é necessária a conexão ininterrupta com a internet para jogar, jogos do Xbox 360 não são reproduzíveis (ao menos em disco) e é necessário pagar uma taxa não especificada para rodar games usados.
O que levantou o público em Redmond, porém, foi o anúncio da produção de uma série televisiva de Halo exclusiva para o console. Mais do que levar a maior franquia do console da Microsoft para fora dos videogames, a novidade abre portas para que mais conteúdo especial para o Xbox One e outros consoles passe a ser criado – assim como aconteceu com o Youtube há algum tempo.
No vídeo exibido pela Microsoft antes da apresentação do novo console, Hideo Kojima, criador da série Metal Gear, Spielberg, aquele mesmo, e ninguém menos que Bill Gates, além de desenvolvedores de jogos e funcionários ilustres da empresa falam sobre como o console vai revolucionar o entretenimento doméstico. Um show completo para apresentar um aparelho incrível, que conheceremos mais a fundo na E3, a partir do dia 10 de junho.
Tópicos relacionados
Naughty Dog se renova com The Last of Us
- 20 de maio de 2013
- 9h37
- Por João Coscelli
Desde que os primeiros trailers de The Last of Us foram exibidos na E3 de 2012, criou-se uma grande expectativa sobre o jogo. As informações sobre jogabilidade, personagens e a trama foram saindo a conta-gotas, o que só contribuiu para essa espera. Nessa reta final – o título da Naughty Dog exclusivo para Playstation 3 chega dia 14 de junho no Brasil, dublado e com legendas em português – conversamos com Neil Druckmann, diretor criativo, e Gustavo Santaolalla, responsável por toda a trilha sonora do jogo sobre o lançamento, que promete entrar para cânone da biblioteca do PS3, embora chegue ao mercado no final do ciclo de vida do console.
É preciso situar o game para explicar seu processo de desenvolvimento. Até o início dos anos 2000, quando começou a desenvolver a franquia Jak and Daxter, a Naughty Dog era conhecida como o estúdio da série Crash Bandicoot. Mas com o lançamento da trilogia Uncharted, em 2007, que a empresa acertou em cheio e conquistou seu lugar entre as grandes desenvolvedoras.
Agora, a Nautghy Dog tem The Last of Us nas mãos, o que configura uma visível crescente no amadurecimento dos jogos, tanto no tema quanto na complexidade dos jogos. A explicação para isso está na tecnologia e nos personagens, de acordo com Druckmann. “A tecnologia atual nos permitiu deixar as coisas mais realistas e pudemos fazer o gênero que queríamos. Somos muito fãs dos games de sobrevivência. E o que fazemos são jogos baseados nos nossos personagens. A evolução da tecnologia fez com que pudéssemos criar personagens mais complexos e sentimos que poderíamos lidar com temas mais maduros”, disse o diretor, explicando porque o estúdio passou dos games cartunescos para os mais realistas.
O realismo, inclusive, é um dos méritos de The Last of Us, segundo o próprio Druckmann. O principal exemplo disso é o sistema de inteligência artificial desenvolvido pela Naughty Dog para Ellie, a parceira do protagonista Joel na jornada pela sobrevivência. O desenvolvedor contou fazer a garota parecer humana foi um dos maiores desafios no processo de produção do game.
Em combate, a garota seguirá a linha de abordagem do jogador. Se optar por atacar silenciosamente, sem chamar a atenção dos inimigos, ela vai se esconder, se mover devagar e sem fazer barulho. Mas partir para cima com tudo, ela ajuda criando distrações e até atacando os adversários. Se derrubado, ela ajuda o jogador. Se em menor número no combate, Ellie interage com o ambiente de alguma forma para reverter a vantagem.
“Ela faz coisas surpreendentes. Assobia, procura suprimentos, faz piadas. Trabalhamos com muito foco no combate. Foi um desafio deixar tudo autêntico. Acredito que criamos um dos melhores personagens não jogáveis da história dos videogames”, disse Druckmann.
Os inimigos também se comportam de forma inteligente. Eles tentam cercar o jogador e são capazes de reproduzir táticas avançadas de combate – tudo primando pelo realismo.
Parceiros pela sobrevivência
Como os trailers já divulgados deixaram claro, a história é conduzida por Joel e Ellie. Ele é um homem de meia idade durão, cuja sisudez vai dando lugar ao afeto pela garota. Pelo menos é o que Druckmann garantiu. “O jogo foi desenvolvido com base no relacionamento dos dois personagens, que fica cada vez mais forte e estreito conforme o jogo avança. Eles fazem sacrifícios um pelo outro para sobreviver em um ambiente hostil”, relevou.
Ainda de acordo com o diretor criativo, foram incluídos centenas de diálogos que ajudam a explicar o mundo em que o game se passa, o relacionamento entre Joel e Ellie e a interação da dupla com os demais personagens. Novamente um trabalho do sistema de inteligência artificial, que faz outros sobreviventes interagirem com os protagonistas, cabendo ao jogador decidir sobre o comportamento responsivo ou não.
O que a história de The Last of Us reserva, disse Druckmann, é doses de ação, suspense e suas pitadas de drama, que vão aumentando conforme o game vai chegando ao fim. Mas um ponto polêmico são as cenas violentas – que integram os “temas mais pesados” com os quais a Naughty Dog passou a trabalhar. O desenvolvedor, porém, garantiu que nada é exagerado neste aspecto. “A única regra para colocarmos violência no jogo foi pensar no que seria necessário para a história. Nem mais, nem menos. Eles estão em perigo e precisávamos fazer com que o perigo parecesse real. O que eles fariam nesas condições para sobreviver? Esse foi nosso pensamento”, concluiu.
The Last of Us esteve em desenvolvimento durante três anos e meio. Por enquanto, não há planos para que seja lançado para o Playstation 4, console da Sony que deve chegar ao mercado no final deste ano. A Naughty Dog decidiu por manter o lançamento para a plataforma da atual geração por acreditar que o PS3 ainda tem muito a oferecer. “Estamos usando a capacidade máxima do console. Tínhamos uma história para contar e decidimos contá-la agora. Vamos surpreender”, finalizou Druckman.
Tópicos relacionados
Virada Cultural inclui exposição de games brasileiros
- 17 de maio de 2013
- 1h55
- Por João Coscelli
Oniken é um dos games presentes na mostra
Os organizadores da Virada Cultural de São Paulo incluíram um festival de games na programação deste ano. O I Festival de Games Brasil começa no próximo dia 18 no de Museu da Imagem e do Som (MIS) e vai até o dia 25.
A mostra reúne jogos desenvolvidos por profissionais brasileiros e tem o objetivo de inserir as criações – que vão desde videogames a jogos de tabuleiro – no âmbito cultural brasileiro. O evento é uma iniciativa do braço de São Paulo da International Game Developers Association (IGDA).
Quem for à mostra vai poder jogar criações como Qasir al-Wasat, Toren, Dugeon Land, Kights of Pen and Paper, Mr. Bee, Ballistic, Oniken, Xilo e Out There Somewhere – todos jogos desenvolvidos por brasileiros.
O MIS fica na Avenida Europa, 158, no Jardim Europa, Zona Sul de São Paulo. A exposição fica aberta das 10h e 16h no Espaço Expositivo do 2º andar. A entrada é gratuita.
Tópicos relacionados
Google Play ganha serviço de desenvolvimento de jogos
- 16 de maio de 2013
- 7h53
- Por João Coscelli
O Google lançou nesta quinta-feira (16) um serviço de games para o Google Play com o intuito facilitar a vida dos que desenvolvem jogos para dispositivos móveis e estimular a produção para essas plataformas.
Segundo um comunicado postado no blog oficial da empresa, o serviço está disponível para sistemas Android, iOS e outras plataformas conectadas ao Google Play.
“Esses serviços ajudam a deixar os games mais sociais, com troféus, rankings de líderes e multiplayer, além de mais poderosos, armazenando o progresso e as configurações dos jogos na nuvem”, escreveu Greg Hartrell, gerente de produtos do Google. O sistema de compartilhamento de pontuação e outros aspectos referentes às funções sociais dos jogos são integrados ao Google+, a rede social da empresa.
Ainda de acordo com a publicação, vários jogos para plataformas Android já estão usando o serviço, como World of Goo, Super Stickman Golf 2, Beach Buggy Blitz, Kingdom Rush, Eternity Warriors 2 e Osmos.
Já há algum tempo vem se especulando a atuação do Google na indústria dos games, principalmente devido ao potencial que as plataformas Android oferecem a desenvolvedores. O sistema operacional, inclusive, é o que alimenta consoles que estão para chegar ao mercado, como o Ouya e o Shield.
Além disso, a empresa recentemente contratou Noah Falstein, veterano da indústria, como designer de games, embora suas funções dentro da companhia não tenham sido especificadas.
A publicação de Hartrell indica que “este é apenas o começo” das novidades que o Google está planejando em relação a jogos. Com os mais de 300 milhões de dispositivos com sistema Android em funcionamento em todo o mundo, não é de se espantar que a empresa tente explorar também esse lado, dada sua presença no mercado global.
Tópicos relacionados
Google comemora os 37 anos de Breakout
- 14 de maio de 2013
- 11h02
- Por João Coscelli
O Google é famoso pelas brincadeiras que faz em sua página em dias especiais. O homenageado da vez é Breakout, clássico da Atari que chegou aos arcades em 1976 e, portanto, completa 37 anos em 2013.
Assim como fez com Pac-Man há três anos, A empresa deu um jeito de rodar Breakout em flash aí no seu computador. É só dar uma busca por “Atari Breakout” no Google Imagens e pronto, todas as fotos que compõem o resultado se tornam os tijolinhos que devem ser dizimados por sua bolinha metálica.
Ou, se estiver com preguiça, é só clicar aqui. Também dá para compartilhar sua pontuação no Google +.
Breakout fez tanto sucesso que ganhou versões para praticamente todos os consoles que chegaram à indústria após seu lançamento, seja por ports (adaptações) ou por versões atualizadas. O vídeo abaixo, entretanto, mostra uma máquina de arcade original em pleno funcionamento.
O que esperar da E3 2013
- 13 de maio de 2013
- 16h52
- Por João Coscelli
Ubisoft deve dar foco a Assassin’s Creed IV: Black Flag
Os motores já estão se esquentando apra a E3. Estamos há menos de um mês do maior evento da indústria dos games no ano e já dá para ter uma ideia do que esperar da feira, que abre no dia 10 junho para a imprensa e vai até dia 13 no Los Angeles Convention Center.
O mais importante é pontuar que todas as grandes conferências vão acontecer no dia 13. Quem abre o dia é a Microsoft, às 9h30 locais (13h30 em Brasília), seguida por EA, às 13h (17h em Brasília) e Ubisoft às 15h (19h em Brasília). A Sony fecha o dia às 18h (22h em Brasília). A Nintendo não fará nenhuma apresentação neste ano, conforme havia adiantado há algumas semanas, deixando o palco livre para suas concorrentes.
Falando nisso, a Sony deve finalmente apresentar o Playstation 4, já anunciado, mas nunca revelado. Embora muita coisa tenha sido dita a respeito do novo console, pouco tem saído de fontes oficiais. O mais importante é que o veremos de fato e provavelmente saberemos quando ele chega às prateleiras e quanto vai custar.
A Microsoft também deve centrar sua apresentação em seu novo console. Ao que tudo indica, o evento marcado para o dia 21 de maio será um aperitivo do que veremos na E3. A plataforma, ainda sem nome definida, deve ser revelada na próxima semana, mas o show mesmo ficará para Los Angeles.
A parte das novidades em termos de consoles, os jogos darão o tom da feira, principalmente aqueles que compõem a seleção de lançamento da nova geração.
A Ubisoft, que fará uma grande apresentação e roubou a cena em 2012, deve priorizar o já anunciado Assassin’s Creed IV: Black Flag, além de mostrar bastante coisa sobre Splinter Cell: Blacklist e Watch_Dogs, apresentado na feira passada e com data de lançamento já marcada para este ano.
Call of Duty: Ghosts obviamente deve ser a aposta principal da Activision, que ainda tem o fenômeno Skylanders: Swapforce na manga. Os monstrinhos fizeram tanto sucesso que inspiraram Disney e Nintendo correrem atrás de um produto semelhante com Disney Infinity e Pokémon Rumble U – que também aparecerão na feira, provavelmente.
Já a EA mostrará seus mais que conhecidos títulos de esportes (Fifa, Madden, NBA), mas o que o público espera mesmo é mais informações sobre Battlefield 4. É provável que haja uma apresentação do Need for Speed que está sendo produzido para os consoles da nova geração também.
Sendo a única das grandes três fabricantes de consoles sem uma conferência, a Nintendo pode ser relegada ao segundo plano na E3 deste ano, a não ser que surpreenda com os jogos que deve anunciar para 3DS e Wii U. Isso é até provável dadas as possibilidades – Pokémon X e Y para o portátil e, para o Wii U, um novo Mario Kart, um novo Super Smash Bros e, talvez, um novo Zelda em alta definição, o que colocaria o Los Angeles Convention Center abaixo.
Por fim, ainda devemos ver The Witcher 3: Wild Hunt, Wolfenstein: The New Order, The Evil Within, Deep Down e vários outros jogos que já deram pinta de que irão aparecer e outro que serão mostrados em primeira mão.
Obviamente isso é apenas um pouco do que pode ou não aparecer na convenção. Ficamos no aguardo destas novidades, mas principalmente do que as grandes desenvolvedoras e fabricantes reservaram para surpreender a indústria. É por essas surpresas que a E3 é tão importante.
Sony anuncia fabricação nacional do Playstation 3
- 8 de maio de 2013
- 0h44
- Por João Coscelli
House e Tretton apresentam o primeiro PS3 produzido no Brasil
Os Playstation 3 comercializados aqui no Brasil serão produzidos em território nacional a partir de agora. A Sony anunciou nesta terça-feira, 7, que sua fábrica na Zona Franca de Manaus agora vai fabricar o console, que será vendido ao preço de R$ 1,099 – uma queda de 30% no valor médio do produto. A revelação foi feita por Jack Tretton, CEO da Sony Computer Entertainment America (SCEA), segundo quem as primeiras unidades já foram enviadas para os varejistas de São Paulo e de outras regiões brasileiras.
A iniciativa representa não apenas um avanço para a Sony no mercado brasileiro, mas também um passo a mais para a indústria dos games no país, conforme disse o presidente de grupo da Sony Computer Entertainment (SCE), Andrew House, simplesmente o chefão do braço de entretenimento da empresa. “A Sony quer estar completamente presente no Brasil para servir como catalizadora para o trabalho de varejistas, desenvolvedores, universidades e agências de publicidade”, disse o executivo.
House detalhou os investimentos feitos e planejados para o Brasil, onde os negócios da Sony no ramo dos jogos cresceram 168% desde 2009. Além da fabricação dos PS3 brasileiros, já está em fase inicial o Development Incubation, programa de incentivo de desenvolvimento de games junto a estúdios independentes. O país também receberá os próximos lançamentos da empresa na mesma data que o resto do mundo, inclusive o Playstation 4, embora a produção nacional do novo console, que chega ao mercado no final deste ano, ainda não vá ocorrer em um primeiro momento. Em suma, o executivo informou que a empresa injetará US$ 300 milhões na economia brasileira nos próximos 12 meses tendo em vista os grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo, da qual é patrocinadora oficial. “O Brasil será um dos mercados foco” na estratégia da Sony quanto à marca Playstation, finalizou.
Quanto aos grandes lançamentos aguardados a curto prazo, Last of Us, exclusivo para plataformas Sony, será lançado com localização brasileira completa, enquanto GTA V chegará com legendas em português. A iniciativa, segundo Mark Stanley, gerente-geral da SCE para América Latina, tem como objetivo reforçar a ligação da Sony com os jogadores brasileiros.
Tão importante quanto qualquer anúncio feito pela Sony é a presença no Brasil de figuras como Tretton e House – este em sua primeira visita por aqui. O fato de a Sony trazer o executivo de mais alto nível do seu braço de entretenimento para um evento de anúncios exclusivamente nacionais – além das novidades reveladas em si – mostra o comprometimento da empresa com o País e a nossa importância como um mercado onde haja perspectiva de investimento e crescimento.
Obviamente o interesse da companhia é divulgar sua marca e seu produto, fazer com que cada vez mais pessoas tornem-se seus clientes e perpetuar seus negócios por aqui. Mas se isso envolver investimentos diretos na nossa indústria e acarretar no desenvolvimento do mercado brasileiro de games, impactando tanto os profissionais da área quanto o consumidor final, o que de fato tem acontecido até agora, só temos a ganhar.
Talvez o Brasil ainda não receba nada em primeira mão e fique em segundo plano quando a Sony e as outras grandes empresas olham para o mercado de games a partir de uma perspectiva global, mas é senso comum que o País é um terreno fértil para os investimentos desse setor e tornou-se a prioridade se considerada apenas a América Latina. Quando uma das gigantes percebe o potencial que temos e dirige sua atenção para cá, como também a Microsoft já fez, a tendência é que as demais sigam o mesmo caminho e contribuam para o desenvolvimento da indústria nacional.
A vinda dos executivos, portanto, é muito significativa para a indústria dos games brasileira. De Tretton, House e Stanley – que já é personagem conhecido no Brasil – esperamos, então, mais visitas, investimentos e novidades. Estamos de braços abertos.
Molyneux dá a dica para a Microsoft: jogos devem ser o foco
- 3 de maio de 2013
- 18h41
- Por João Coscelli
Molyneux: Não queremos mais uma forma de acessar o Facebook
Peter Molyneux é um dos mais respeitados veteranos da indústria, seja pelos jogos que fez, seja por sua visão considerada inovadora. Mas nesta semana o desenvolvedor ganhou ainda mais respaldo ao dar pitacos sobre o novo Xbox para a Microsoft, sua antiga empregadora, e defender o interesse daqueles que esperam um videogame de fato do próximo console da empresa.
À revista Edge, Molyneux afirmou que a nova plataforma deve pura e simplesmente ter os jogos como o foco. “O que eu faria seria apostar no que um console deve fazer: rodar jogos”. O veterano continuou dizendo que existe um imenso e fiel público que está esperando um console dedicado aos games, e não a redes sociais e comunicações. “Sabe, já temos acesso a todos os jeitos de entrar no Facebook. Não quero mais uma forma de acessar o Netflix. Apenas me dê aquilo pelo qual paguei 299 libras, algo para jogar jogos incríveis”, disse.
A Microsoft pouco tem falado sobre seu console, que será apresentado no próximo dia 21, mas sabe-se que a empresa está investindo no que tem sido chamado na indústria de convergência – a transformação do console em uma central de entretenimento, capaz de rodar jogos, reproduzir vídeos, acessar internet e redes sociais, servir como meio de comunicação e ter outras funções. Enfim, um aparelho multimídia.
A evidência sobre a qual maioria dos analistas da indústria fundamenta seus argumentos é o caminho que o Xbox 360 tomou. Trata-se de um console para games, sim, mas no qual essas funções de acessibilidade ganharam um papel proeminente, reduzindo, em parte, o protagonismo dos jogos.
O ponto em que Molyneux quer tocar é justamente esse. Embora tornar o console em uma central multimídia atraia públicos antes não contemplados, também deixa de priorizar aquela fatia fiel, interessada tão somente em jogar, justamente aquela disposta a pagar um preço alto por uma máquina que atenda a essas necessidades. O primeiro grupo é volátil, podendo recorrer a uma plataforma como essa ou não, tornando-se uma base pouco segura e confiável, enquanto o segundo é mais engessado e varia menos, sendo o que de fato sustenta a indústria.
Obviamente, acesso às redes sociais, canais de filmes e todas essas funções tornaram-se padrão e é provável que integrem todo console lançado daqui para frente. O que as fabricantes de console devem ter em mente é que os games não podem ficar em segundo plano. A Sony parece ter compreendido isso, segundo o que revelou sobre o Playstation 4, em fevereiro. Resta saber se a Microsoft permanecerá no trilho dos videogames ou será caminho diverso, o que poderia levar a concorrente à liderança absoluta ao menos no início do ciclo dessa nova geração.
Tópicos relacionados
Lançamentos do mês – maio/2013
- 1 de maio de 2013
- 2h00
- Por João Coscelli
Maio é marcado pela chegada de outra superprodução de tiro em primeira-pessoa ao mercado. Trata-se de Metro: Last Light, continuação de Metro: 2033, game que mistura ação e terror em uma Moscou transformada em uma metrópole devastada por uma guerra nuclear. Os efeitos da rediação fizeram com que os antigos moradores da capital russa se tornassem criaturas hostis que habitam os túneis do metrô. Para completar, os heróis ainda se vêm lutando contra outras facções políticas que tentam tomar o poder do que restou da cidade. Um cenário bem otimista para quem gosta de conflitos pós-apocalípticos. Chega dia 14, para PC, Xbox 360 e PS3.
Ainda no assunto de mutações genéticas e ambientes escuros, o sucesso de Resident Evil: Revelations fez com que a Capcom levasse o game exclusivo do 3DS para outras plataformas. PS3, Xbox 360, Wii U e PC ganham suas versões do jogo no dia 21. A história se passa entre as edições 4 e 5 da franquia, quando a agente Jill Valentine – um dos xodós dos fãs da série – é enviada a um navio abandonado para descobrir qualquer pista que leve ao paredeiro de Chris Redfield. Obviamente, o que ela encontra na embarcação são hordas e mais hordas de zumbis e os sustos característicos da série. O game segue os moldes dos Resident Evil recentes, com câmera fixa atrás dos personagens.
Na área dos portáteis, o 3DS ganha títulos de peso, entre eles Donkey Kong Country Returns 3D, último game da franquia do gorila da Nintendo que havia saído para Wii em 2010. O título ganha novas fases e tem modo multiplayer, além de, claro, resgatar os elementos clássicos que consagraram a série como uma das mais bem feitas para o Super NES. Engrossa o rol de jogos em duas dimensões que tem representado – e muito bem – a biblioteca do portátil. Disponível a partir do dia 24.
Veja abaixo os vídeos dos destaques e a lista completa de lançamentos do mês*.
Metro: Last Light (Ação/FPS, Deep Silver/4A Games)
Resident Evil: Revelations (Ação, Capcom)
Donkey Kong Country Returns 3D (Nintendo/Monster Games, Aventura)
PC
1 – Fez, Battle for Graxia, Far Cry 3: Blood Dragon, Ragnarok Online 2
2 – Might & Magic Heroes VI – Shades of Darkness
6 – Residue
10 – Ballpoint Universe
13 – Trave
14 – Metro: Last Light
15 – Anomaly 2 (também para Mac)
16 – Fire & Forget: The Final Assault (também para Mac), Call of Duty: Black Ops II – Uprising (DLC)
20 – Resident Evil: Revelations
22 – Wargame: AirLand Battle, Fallen Enchantress: Legendary Heroes, The Incredible Adventures of Van Helsing, Call of Juarez: Gunslinger
29 – The Night of the Rabbit (também para Mac)
30 – 99 Spirits, Defenders of Suntoria: Dark Sun Rising
31 – Star Trek Online: Legacy of Romulus, Borderlands 2: Psycho Pack (DLC), Tomb Raider: Shipwrecked Multiplayer Map Pack (DLC), Survivor Squad
PS3
14 – Metro: Last Light, DUST 514
16 – Call of Duty: Black Ops II – Uprising (DLC)
21 – Fast & Furious: Showdown, Resident Evil: Revelations, Worms Collection, Capcom Arcade Cabinet: All-In-One Pack
22 – Call of Juarez: Gunslinger
28 – GRID 2, Fuse
31 – Shadow of a Soul: Chapter 1, Spartacus Legends, Tomb Raider: Shipwrecked Multiplayer Map Pack (DLC), Borderlands 2: Psycho Pack (DLC)
Xbox 360
1 – Far Cry 3: Blood Dragon (DLC)
14 – Metro: Last Light
21 – Resident Evil: Revelations, Fast & Furious: Showdown, Worms Collection
22 – Call of Juarez: Gunslinger, Capcom Arcade Cabinet: All-In-One Pack
28 – Bandfuse: Rock Legends, Fuse, GRID 2
31 – Spartacus Legends, Tomb Raider: Shipwrecked Multiplayer Map Pack (DLC), Borderlands 2: Psycho Pack (DLC)
Wii U
2 – Fast & Furious: Showdown, Resident Evil: Revelations, LEGO Batman 2: DC Super Heroes
24 – Sniper Elite V2
3DS
2 – BearShark
9 – Mario and Donkey Kong: Minis on the Move
21 – Fast & Furious: Showdown
24 – Donkey Kong Country Returns 3D
31 – The Denpa Men 2: Beyond The Waves
Android e iPhone
16 – Fire & Forget: The Final Assault
30 – Defenders of Suntoria: Dark Sun Rising
*Datas de lançamento no mercado norte-americano
Tópicos relacionados
- A Educação no século 21
- A crise na terra dos reis
- Album de Retratos
- Alvaro Siviero
- Andrei Netto
- Animal Reflexão
- Antero Greco
- Aprendendo no Mundo
- Ariel Palacios
- Arquivo Estado
- BOB
- Bate-pronto
- Blog da Garoa
- Casa
- Ciência Diária
- Cláudia Trevisan
- Coluna do Ming
- Combate Rock
- Conto de Notícia
- Conversa de bicho
- Copa 2014
- Correr por aí
- Cristina Padiglione
- Daniel Gonzales
- Daniel de Barros
- De$complicador
- Dener Giovanini
- Denise Chrispim Marin
- Dentro da rede
- Diego Zanchetta
- Direito e Sociedade
- Edison Veiga
- Edmundo Leite
- Entenda seu IR
- Estadinho
- Estante de Letrinhas
- Fernando Dantas
- Flávia Guerra
- Força de Expressão
- Fredric Litto
- Gustavo Chacra
- Haisem Abaki
- Herton Escobar
- Homem Objeto
- Jamil Chade
- Jornal do Carro
- José Paulo Kupfer
- José R. Toledo
- João Bosco Rabello
- João Luiz Sampaio
- Julia Duailibi
- Livio Oricchio
- Luiz Américo
- Luiz Carlos Merten
- Luiz Horta
- Luiz Zanin
- Lúcia Guimarães
- MBA de A a Z
- Macaco elétrico
- Marcelo R. Paiva
- Marcius Azevedo
- Moda
- Modo Arcade
- Mural dos Concursos
- Música Sertaneja
- NY Local
- Nhom
- No azul
- O papai, as gêmeas e a mamãe
- Paladar
- Paul Krugman
- Ponto Edu
- Prósperi
- Públicos
- Quiroga
- Radar Cultural
- Radar Global
- Radar Imobiliário
- Radar Político
- Radar Tecnológico
- Radar do Emprego
- Reclames do Estadão
- Ricardo Chapola
- Ricardo Guerra
- Ricardo Lombardi
- Roberto Lobo
- Robson Morelli
- Rodrigo Martins
- Roldão Arruda
- Rolf Kuntz
- Sala ao Lado
- Seja Sustentável
- Seus Direitos
- Sonia Racy
- Sua oportunidade
- Tatiana Dias
- Trending Pop
- Trânsito
- Tutty Vasques
- Ubiratan Brasil
- Vencer Limites
- Viagem
- Vias Alterlatinas
- William Capita Machado
- Wilson Baldini Jr.






