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Moda

Saiu o line-up da 33ª edição da São Paulo Fashion Week, edição primavera/verão 2013 que acontece de 11/06 a 16/06, na Bienal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Entre as novidades desta edição destacam-se o retorno de Ronaldo Fraga, Paula Raia e Forum, e as estreias de Vitorino Campos e Têca por Helô Rocha.

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Roberta Pennafort/RIO

Paulo Borges, coordenador da São Paulo Fashion Week e do Fashion Rio, mudou o calendário dos eventos. A partir de 2013, as coleções de verão deixarão de ser apresentadas em junho, passando para a segunda quinzena de março; as de inverno sairão de janeiro para a segunda quinzena de outubro.

Este ano, excepcionalmente, São Paulo e Rio terão três edições dos eventos, em outubro, já que a da edição de verão já estava acertada. As datas ainda serão anunciadas.

A alteração do calendário é uma demanda antiga do setor, que enfrenta dificuldades para correr com as coleções a tempo de apresentá-las nos desfiles e, ao mesmo tempo, preparar o que vai para as lojas.

“Temos uma grande oportunidade neste momento de efetivar as mudanças pretendidas. De um lado, porque as datas já estão sendo revistas em função dos grandes eventos internacionais que o Brasil vai sediar. Mais do que nunca, as marcas e a cadeia produtiva da moda estão maduras para essa grande transformação”, acredita Borges.

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Você também se apaixonou pelos scarpins que a Neon trouxe para passarela em seu desfile na SPFW na terça-feira, 24? Pois eles estão aqui.

Pela quinta vez consecutiva, a Mr.Cat e a Neon repetem a parceria e levam os sapatos da marca de acessórios carioca para o evento.
Para o Inverno 2012, as marcas reeditaram o clássico scarpin, deixando-o com um formato retrô e bico arredondado. A cartela de cores chega bastante vibrante e forte: azul royal, vinho, amarelo, rosa, prateado e dourado.

E já está confirmado: os scarpins apresentados na passarela estarão à venda nas lojas da Mr.Cat, na próxima estação.

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Valéria França

Hoje o dia começou com o show de grafismo e cores da Neon, que apresentou chapéus gigantes no Teatro Tucarena, nas Perdizes, em São Paulo. E acabou com outro show, o das gueixas de André Lima, que entraram na passarela da Bienal, no Parque do Ibirapuera, com vestidos exuberantes e sensuais, ao som de Ney Matogrosso.

Eram gueixas, sim. Isso não há dúvida. Mas as mulheres de André Lima também traziam um quê da África e do México. Nos vestidos, cores fortes, estampas étnicas, babados, e decotes sensuais nas costas ajudavam a compor o mix de influências. Eram trajes de divas, com direito a comprimentos longos, e detalhes espalhafatosos, caso dos grandes laços que surgiram nos decotes e na cintura.

André também sugeriu a calça para a festa com corte reto, cintura muito alta e ajustada, num look anos 1970. Parecia um terninho dos anos 1970, com paletó curto feito com o mesmo tecido.

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A Amapô entrou na passarela ao som de Crazy, de Seal, provando que uma certa dose de loucura pode fazer muito bem à moda. Evocando geometrias que constroem um estilo, a marca propôs formas incomuns de se construir uma roupa, como se estivesse em evidência o esqueleto das peças. Em nítido clima 90′s, trouxe calças cheinhas (qualquer semelhança com as famigeradas calças-bag não é mera coincidência), que ganharam diversos tingimentos, principalmente a versão ‘jeans pichado com cara new wave’.

Pensou em anos 90, pensou em estilo urbano. Portanto, as cores do streetwear e das pinturas gráficas e coloridas. A estampa-chave desta coleção, batizada de Transe, nasceu de um transe criativo do artista multimídia Fábio Gurjão que, ao falar ao telefone com as estilistas da grife, rabiscou, literalmente, uma ideia. Produzido com técnica digital, Transe tem uma textura multicolorida, com ares de anos 60, mas tons da modernidade dos anos 90.

Por falar em cores, a cartela da coleção traz o flúor como principal personagem. Ele surge em azul, rosa, laranja e contrasta com o preto, que desbotou ao tomar sol. É exatamente este ‘novo velho’ que dá ares ultra contemporâneos ao inverno Amapô 2012.

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Mais que luxo e estilo, honestidade e decência. Mais que o desejo de uma moda inatingível, um estilo real e prático. Mais que a hiper tecnologia, o desejo de se desconectar para aproveitar melhor o pouco tempo livre, e real, que sobra depois de uma semana de trabalho. Estas são de fato as grandes tendências de moda e consumo para o próximo ano. De fato não é preciso ser um fashionista para concordar com as conclusões acima. Como toda tendência, estes são sensações que já estão sendo sentidas pela população mundial e que profissionais da moda e do consumo detectam, formatam e transformam em valores de empresas e produtos. A diferença é que hoje há os caçadores de tendências que viajam o mundo de olho nas grandes tendências. Este é o caso da equipe do WHSN (o maior portal de tendências de moda e consumo do mundo), que apresentou ontem no Shoppping Iguatemi as principais correntes de consumo, comportamento e desejos para 2012 e 2013.

Já que esta foi uma semana em que a moda esteve em foco, não há como não falar da forma em que as novas prioridades dos consumidores irão se refletir e adaptar ao que se veste. Para citar um exemplo, uma das grandes tendências para este ano, o Idiomático, surge na forma da valorização da cultura local, provinciana mesmo. Isso se traduz no uso de estampas e artesanatos regionais para se criar uma coleção global, como fez Juliana Jabour, que se inspirou nas paisagens da India, da Neon, que ontem desfilou as cores e formas de Istambul, e a Maria Bonita, que por tradição valoriza a cultura brasileira e desta vez foi buscar no sertão as cores e formas de seu inverno.

Par ser mais específico, há peças que não vão faltar na próxima estação e que já foram vistas pela Bienal: a saia lápis, proposta pela Tufi Duek, por Reinaldo Lourenço e pela Colcci, é outra peça forte da revistarão aos anos 60.
Na outra linha de pensamento, Wonderlab, ou o laboratório das maravilhas, traz a valorização da ciência não só na criação de utensílio, mas também na arte e na vida. A pesquisa de tecidos como o leather denim, pela Ellus, o design futurista e os tecidos tecnológicos de Jefferson Kulig, e a inspiração em Einstein de Gloria Coelho são bons exemplos.
A terceira grande macro tendência, a da Story of Today, ou ‘o aqui e agora’ também deve pautar coleções e formas de se chegar ao público. A onda das roupas de inspiração esportiva em ano de Olimpíadas, que passaram na passarela por coleções que transformam o uso de bonés, tênis, roupas de ginastica, é bom exemplo de como ‘o hoje’ dará as cartas em 2012.

Focando mais na forma de se pensar uma moda prática para o dia de hoje, as coleções pret-a-porter, impecáveis e de olho no consumo final, de Pedro Lourenço, Alexandre Herchcovitch e UMA são ótimos exemplos de como as grifes brasileiras estão cada vez mais antenadas com as novas necessidades de mercado.

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A aposta da vez para o inverno da grife Fernanda Yamamoto é a ankle boot. São quatro cores do mesmo modelo, uma anabela com acabamento esportivo de borracha e salto em madeira. Agora é esperar o desfile e escolher entre camel, musgo, grafite ou preto.

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Valéria França

Glória Coelho tem estilo inconfundível. O geometrismo das formas, a preferência pelo branco e pelo preto, e muita elegância. Nesta edição, mais uma vez,todos este elementos estavam ali na passarela da SPFW, mas com tecidos mais leves, transparentes mesmo, como o vestido de tule bordado com a figura de um neutrino (partícula subatômica, sem carga elétrica). Apesar da seriedade dos modelos, surgiram também shorts que mais pareciam hot pants.E para contrapor, boleros e vestidos com a frente de pele de couro de vaca– sim, a mesma pele que muitos já viram no tapete da sala de seus avós.

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No ano em que voltou a desfilar looks masculinos, Fause Haten evocou Elvis Presley para criar uma coleção romanticamente rock. Flores, tachinhas, tule, gaze, tafetá e renda convivem bem neste inverno com ares de bolero Chic.
Destaque para os vestidos de tafetá, que consumiram metros e metros de tecido e tule. O longo de tachinhas aplicadas parece pesar quilos e quilos. Mas o estilista encontrou uma alternativa ao metal e aplicou tachinhas de plástico. Em vez de cerca de dez, o look pesa ‘só’ três quilos.

O ‘acessorio’ também está presente nos coletes masculinos. Para eles, blazers e jumpers com paetês e capuz também são opção certa.
Para elas, rosas. Sempre. Desta vez surgem roxas, verdes, vermelhas e se espalham por corpetes, saias e tops de gaze. O efeito é puro romantismo, sem perder a dramaticidade.
Fica a expectativa sobre a nova estratégia e-commerce que Fause, a exemplo de grifes como a inglesa Burberry e a italiana Bottega Venera (que abre em breve loja no Brasil). Por ora são camisetas e calças que estão disponíveis para compras online no site da grife. Em breve os vestidos de tafetá estarão disponíveis com apenas um clic?

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Pedro Lourenço foi até a Patagônia e ao Chile e voltou. E trouxe na mala a inspiração para criar um inverno rigoroso, sóbrio e delicado ao mesmo tempo.
A coleção pré-fall (pré-outono, já que a de inverno vem já já, segundo adiantou o estilista) agradou aos fashionistas que lotaram as duas sessões do estúdio de Pedro para conferir o desfile e inaugurar o espaço em Pinheiros.

Pedro apostou em um inverno clássico e elegante. A frieza de tons gelo, cinza e azul evocam geleiras e o vazio do deserto. O vermelho degradé evoca o por-do-sol antártico e quebra a frieza. O verde-musgo (que chega, ao lado do veludo, como tendência forte deste inverno) casa bem com o preto do blazer e das calças. Por falar nelas, surgem sequinhas e bem cortadas. Os vestidos, mesmo quando ganham estampas e recortes de cores, são clássicos e versáteis. Ideais para ganharem uma joia que fazem a diferença no visual.

Pedro Lourenço aposta também no ‘clássico inesperado em sua nova coleção. Peças que têm um olhar avant-garde, mas que se tornam clássicas na hora em que nascem, como o casaco de feltro que une em um único look duas influências distintas. De um lado bolso interno e gola discreta, do outro, bolso externo e gola grande. O ar sóbrio sessentista é quebrado na hora, sem perder o tom atemporal da peça.buscar aposta também no ‘clássico inesperado em sua nova coleção. Peças que têm um olhar avant-garde, mas que se tornam clássicas na hora em que nascem, como os casacos de naylon com pele de mohair (semelhantes ao pêlo de lhamas) e o casaco de feltro que une em um único look duas influências distintas. De um lado bolso interno e gola discreta, do outro, bolso externo e gola grande. O ar sóbrio sessentista é quebrado na hora, sem perder o tom atemporal da peça. “A gente passou por um processo de redefinição do DNA da marca. E percebemos que este olhar novo, de olho no clássico é parte do nosso dia-a-dia”, explicou Pedro ao Estado no backstage de um desfile e outro (para acomodar todos os convidados, dois desfiles foram realizados).

Para completar, Pedro literalmente abriu uma janela para as paisagens que o inspiraram. Por meio das estampas digitais, que reproduziam os cenários da Patagônia e do deserto do Atacama, ele levou o público para viajar neste outono que promete um inverno rigorosamente fashion.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Mariana Belley

    Mariana Belley, 25 anos, é jornalista, taurina e vegetariana. Ama os clássicos da música brasileira e dança rock. Prefere meia-calça à calça jeans e o batom rosa chock ao vermelho. E adora moda, muito!

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