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Moda

A Clinique, seguindo a tendência mundial de vendas online, lança seu primeiro endereço de e-commerce na América Latina para facilitar o acesso dos brasileiros aos produtos da marca americana. A grife de maquiagem e produtos de beleza já é famosa por sua linha de tratamento de pele – como os esfoliantes, cremes antirrugas e contra as olheiras – trouxe ao País seu Chubby Stick Moisturizing Lip Colour Balm, que faz sucesso nos EUA.

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O Chubby Stick Moisturing Lip Colour Balm da Clinique vale R$ 75

É claro que o Moda testou o produto em forma de lápis. Seu efeito fica entre a textura do batom e o brilho do gloss, combinação que costuma fazer sucesso entre o público mais jovem. A cor real do produto no lábio, entretanto, não corresponde à que a gente vê na embalagem: em vez de viva, fica bastante clara. É preciso, então, passar várias vezes o Chubby Stick para atingir um efeito mais parecido ao do tubo. A ideia é de uma coloração com aspecto natural, e os lábios ganham, sim, um aspecto mais hidratado e fresco, que combinam com uma make leve e diurna. Mas leve o produto na nécessaire: você vai precisar reaplicá-lo várias vezes ao longo do dia.

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O maior nome da moda masculina brasileira para trajes de festa completou 25 anos na noite de ontem. Meio quarto de século de carreira, é claro, já que Ricardo usa o tempo de experiência na alfaiataria para disfarçar, com elegância, seus mais de 50 anos de vida. Os ternos, paletós e jeans de excelência no corte e modelagem desfilaram em corpos famosos. A primeira leva de modelos a entrar na passarela trouxe profissionais, mas o fim da apresentação foi marcado por uma leva de estrelas: Edson Celulari, Fábio Assunção, Malvino Salvador, Paulinho Vilhena, Fiuk, Latino, Kaike Brito, isso só para citar alguns deles.

Ricardo quis marcar a data em grande estilo. Alugou uma das salas do MASP e conseguiu o patrocínio da marca de uísque Chivas, o que garantiu drinques à base do destilado ao longo de toda a noite. Que começou cedo, aliás: antes das 21h, um grande número de modelos, clientes, anunciantes e lojistas já lotavam os corredores do museu, decorado com móveis e iluminação vermelha. A indicação no convite era clara: traje – passeio. O que, para o mundo dos fashionistas, significa paetês, maquiagens pesadas e o item regra número 1 da estação, saias longas.

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Os bastidores do desfile, por Paulo Sampaio

No desfile, clássico, algumas poucas inovações. Ternos de cor púrpura ou azul completamente monocromáticos surgiam lado a lado com golas de pelo – sim, o hit do inverno internacional também em versão masculina/brasileira/chique. No final, quando o estilista entrou para saudar o público, quem o acompanhava? Ninguém menos do que Hebe Camargo, a bendita fruta entre os homens, em um vestido preto brilhante, colar e brincos reluzentes.”Olha que tanto de roupa linda este homem faz, minha gente!”, dizia, já tomando para si o show que acabava de começar e logo se tornaria um programa de entrevistas.

Ricardo pareceu satisfeito com o pouco que viu de sua própria festa – ele passou ao menos 3/4 dela dentro do backstage, preparando os modelos, conversando com jornalistas e certificando-se de que tudo ia bem. Como um bom aniversariante de uma festa tradicional, que pouco consegue se divertir. Para os 30 anos da marca, entretanto, o conselho é tentar um lugar maior ou reduzir a lista de convidados, já que era quase impossível circular pelo local. Atestado de sucesso e reconhecimento? Talvez. O certo mesmo é que pouca gente quis perder o megaevento e as roupas acabaram ficando em segundo plano. Um risco que uma marca consolidada topa correr em nome do glamour.

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O estilo de uma pessoa é indissociável de sua personalidade. Que o diga a cantora colombiana Shakira, que está em turnê pelo Brasil de seu novo disco Sale el Sol. Tudo bem que o show previsto para ontem em Brasília não aconteceu por causa da chuva, mas o de Porto Alegre, no dia 15, foi um sucesso. Aqui em São Paulo, o Estádio do Morumbi espera que 70 mil pessoas assistam à apresentação de hoje. Shakira adotou para si o adjetivo sensual como bandeira. Sua dança, a forma como ela sorri, se mexe e se veste, tudo é incrivelmente sexy. E acaba que não dá para separar completamente a persona artística da real. Shakira usa o sex appeal ao se vestir também no dia a dia: não há outra forma de vê-la a não ser com roupas acinturadas e decotes generosos.

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Não dá para garantir que ela use espartilho ou, como a cantora mexicana Thalia, tenha feito cirugia para retirada de uma costela, mas o fáto é que a cintura finíssima de Shakira chama atenção. Suas escolhas de figurino quando o traje é noturno podem ser consideradas polêmicas, mas acho difícil que fosse diferente com o cabelo volumoso que ela escolheu pintar de loiro quando começou a cantar em inglês em 2001. De vez em quando, a artista alisa – como quando encontrou a presidente Dilma Roussef anteontem e lhe deu um violão – mas a verdade é que não combina muito com ela. Quando se veste para o dia ou ocasiões informais, Shakira é branda. Investe nas jaquetas, calças jeans e saltos altos ou paetês e animal print para quebrar a seriedade.

Portanto, para ser uma Shakira, você tem primeiro que passar muito tempo na academia. E segundo, ter um jeito de ser que sustente as opções de outfits: não adianta ser muito tímida ou se incomodar com eventuais cantadas que você recebrá na rua. E também não dá para olhar essas fotos que a gente escolheu e pensar: nossa, que cafona. Se você achou isso de algum dos looks, nunca deverá tentar ter a ousadia de Shakira. Mas se gostou, comece o investimento. Para ela, saias curtas, plataformas e fendas nos vestidos deram muito certo.

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Julia Roitfeld, estrela da campanha da parceria Cris Barros e Riachuelo, adorou o casaco de pelos e a calça de couro falso, que aparece no look com chapéu a seguir

Já dá para ver pelos endereços – Shopping Iguatemi, Shopping Cidade Jardim e a Rua Vitório Fasano nos Jardins – que nas lojas da simpática estilista Cris Barros não constam roupas em precinhos modestos. Ex-modelo, filha de um importante empresário carioca e de natureza perfeccionista, Cris é dona de um forte estilo pessoal, realçado pelas estampas de bichos, saltos altos e peças em couro que sempre costuma usar. Todos esses itens – e mais belos vestidos de festa – podem ser encontrados nas araras de sua marca pessoal. Só que, agora, Cris resolveu atingir um público maior para fortalecer a sua própria grife. E fez uma celebrada parceria com a rede de fast-fashion Richuelo, a mesma que uniu-se a Oscar Metsavaht em 2010 para uma coleção incrivelmente festejada.

Na manhã de hoje, a estilista reuniu a imprensa no elegante e escuro Bar Número, em São Paulo, para apresentar os mais de 100 modelos que criou para a loja de departamento. Cada peça ainda vem em outras cores e estampas, o que faz o número de modelos subir para quase 250. Um trabalho e tanto, que começou em maio do ano passado e chega às 124 lojas da Riachuelo no dia 3 de abril. E é bom marcar a data no calendário e chegar cedo para a estreia, porque as peças vão conquistar o gosto de quem quer pagar pouco pelas novas tendências.

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“Tive um intenso processo de aprendizagem e negociação com a Riachuelo. Eu queria usar couro e chamois, por exemplo, e tivemos que produzir tecidos sintéticos para dar o efeito que precisávamos. Também sentia necessidade de peças e detalhes em renda, e a equipe de estilo da loja deve estar querendo me matar até agora”, brincou, durante sua apresentação. Ela diz que espera que as pessoas misturem os looks da fast-fashion com os de sua marca pessoal, como ela mesma estava fazendo – a estilista vestia uma calça de couro Cris Barros e um casaco Cris Barros para Riachuelo.

Entre as roupas, muita estampa de oncinha e alguns vestidos com o desenho que promete ser o hit do inverno: o píton, que dominou as passarelas das semanas de moda internacionais. Regatas de paetês ganhavam um efeito mais discreto sobre lã, e jaquetas de pelo, como tem sido recorrente para todos os estilistas, estavam presentes em algumas araras. O rosto da campanha é a it-girl francesa Julia Roitfeld, filha da ex-editora da Vogue France, Carine Roitfeld. Segundo Cris, ela é a cara da mulher que lhe serviu de inspiração. “Uma menina educada, sofisticada, que serve de referência para outras garotas que gostam de moda. E que representa esta ‘menina do mundo’, que está sempre viajando entre São Paulo, Nova York, Londres e Paris”, explicou.

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Esta bolsa é o xodó de Cris Barros: foi sua peça preferida

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Mas o detalhe mais rico de toda a coleção é a linha infantil, Cris Barros Kids. São 35 peças iguaizinhas aos itens de adulto, só que feitos em versões mini. Os vestidinhos de oncinha e renda, as microsainhas de paetês e os coletes com gola de pelo são de fazer palpitarem nossos instintos maternos. Dá para imaginar mãe e filha vestidas do mesmo jeito dos pés à cabeça – mãe de salto, filha de rasteirinha.

Na coleção adulta, os artigos variam entre R$ 39 e R$ 279; para as crianças, o investimento é um pouco menor: de R$ 29 a R$ 99.

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Não dá vontade de comprar tudo para a sua filha?

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Karl Lagerfeld caminha pelos destroços do mundo que ele criou

É difícil escolher fotos para mostrar as coleções da Chanel. Mesmo que o Moda goste de selecionar os melhores momentos de cada desfile na hora de apresentá-lo ao leitor, é impossível não mostrar a trama que Karl Lagerfeld cria para contextualizar seus desfiles. “O mundo é um lugar sombrio”, disse o diretor-criativo da maison francesa após a apresentação de hoje. Para ambientar suas peças deste inverno, só restatam cinzas, fumaças e pedregulhos, como se um grande meteoro tivesse acabado com a vida humana na terra. Visões apocalípticas que também permearam as coleções de Alexandre Herchcovitch na São Paulo Fashion Week. Um clima de pesar e escuridão se abateu hoje sobre o Grand Palais, apesar de as modelos entrarem na passarela sob grandes focos de luz branca. Seria uma redenção?

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A coleção era pesada. Não havia na apresentação sequer um tecido fino ou translúcido, como tem-se visto nos desfiles de inverno por aí. Muito tweed, lã e feltro para construir as jaquetas, calças e vestidos densos para aguentar não só a estação mais fria do ano, mas também a queda das temperaturas com a ausência de luz solar imaginada por Lagerfeld. É claro que cores quentes não combinariam com o cenário proposto, então a Chanel só trouxe tons de cinzas, pretos e, no máximo, detalhes em vinho e verde. A feminilidade exacerbada das saias foi substituída por calças largas, masculinizadas, ou jeans surrados, como se fossem uma preparação para a guerra.

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Seguindo o contexto proposto, as roupas perderam o glamour clássico da Chanel. As peças pareciam ter vindo diretamente do que restou de uma catástrofe natural como a explosão de um meteoro ou ebulição de um vulcão: eram como manchadas de cinzas. Os clássicos estavam lá, é claro: casacos de tweed e estampas pied-de-poule e as tradicionais bolsas de correntes douradas que a grife tanto gosta. Só que, desta vez, pareciam ter sido guardado durante meses na caçamba de um caminhão. Despreocupados e despojados, com cabelos mal amarrados, os modelos posavam para fotos com as mãos nos bolsos e expressões de desdém. A quem estavam endereçados os olhares de desprezo, Lagerfeld não explicitou. Mas deve ser um alívio para a Semana de Moda de Paris saber que pode contar com a genialidade deste estilista. Afinal de contas, são tempos difíceis para a fashion week que se encerra amanhã. 

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07.março.2011 10:00:24

Isto & Aquilo

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Definitivamente, a arte imita a vida. Nada poderia ser mais natural do que o pouso de uma abelha na flor; os designers
Ilenia Corti e Matteo Mena toparam o desafio de traduzir esta beleza em um fortalecido objeto de metal.

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É difícil elencar os melhores momentos de um fim de semana de moda no nível de Paris, isto é, o mais glamouroso do mundo. A riqueza de qualidade e detalhes da ready-to-wear apresentada na capital francesa faz com que a média das criações seja muito superior a qualquer outra fashion week. Em quase todo desfile, há looks com cara de alta-costura, ou seja, feitos artesanalmente, com bordados finos e tecidos exclusivos. Mas para quem está com o fim de semana muito ocupado, curtindo a folia do nosso brasileiríssimo carnaval, o Moda separou os melhores momentos. Ou alguns dos bons momentos, marcantes, importantes para demarcar a parte mais elegante da temporada mundial. Confira!

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Os holandeses Viktor Horsting e Rolf Snoeren, da Viktor & Rolf, pintaram os rostos das modelos de vermelho, mesma cor da iluminação do cenário do desfile

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As pin-ups de Jean Paul Gaultier não poderiam ser mais clássicas: traziam coques altíssimos em seus cabelos acinzentados e usavam conjuntinhos que combinavam com suas malas de passeio…

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… mas permaneciam impecáveis apenas na aparência, já que tornaram a passarela um caos, livrando-se de uma peça de roupa a cada vez que chegavam na frente do pit dos fotógrafos

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A japonesa Junya Watanabe caprichou no penteado em estilo moicano para combinar com os tecidos sintéticos e looks futuristas de sua coleção de inverno

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Quem não deixou de conferir ao desfile da marca Celine foi a editora da Vogue America, Anna Wintour, vestida com um sobretudo de pelos em animal print

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Veja que delicado o laçarote de Alexis Mabille; o detalhe fica lindo se usado por quem tem cabelos curtos

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A Hermès levou animais selvagens  às mãos das modelos; cores em tom sobre tom, pelo e animal print aliaram a natureza ao espírito do desfile – que vai dar o que falar ao PETA

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O vestido do designer italiano Ennio Capasa dava a impressão de uma escadaria infinita

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Um desfile simples, minimalista e que investia em tons pastéis foi preparado pela estilista Phoebe Philo para a marca francesa Celine, que soube como adaptar todos esses elementos aparentemente sem graça para fazer um show de prêt-à-porter em grandioso estilo

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Como a temática é frio europeu, o japonês Tsumori Chisato resolveu proteger o corpo, o pescoço, os olhos e toda a cabeça com seus modelitos de alto inverno

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02.março.2011 09:00:08

E agora, Galliano?

Muita gente pode se perguntar por que a demissão de John Galliano da maison Christian Dior é um assunto tão impactante no mundo da moda. Afinal de contas, alguns estilistas vão, outros vêm, é o curso natural das coisas, não é mesmo? Sim, mas não. No caso de um diretor-criativo que ia tão bem à frente de uma marca a ponto de suas coleções quase nunca terem sido criticadas, uma demissão é um assunto inimaginável. A saída da grife só poderia ser suposta se ele recebesse uma proposta melhor, quisesse mudar de profissão ou, como no caso do próprio fundador, se morresse. Quando o mau comportamento na vida pessoal é sério a ponto de gerar um desligamento, a situação é grave. Gravíssima.

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Desfile de alta-costura para o inverno 2010, em que Galliano homenageou o criador Christian Dior

Alguns sites internacionais, como o Fashionologie, comparararam a crise do estilista britânico com o escândalo  que teria levado várias marcas a romperem contrato com a modelo Kate Moss em 2005. O jornal The Daily Mirror publicou, na capa da edição da época, imagens em que a top cheirava cocaína. Cinco anos mais tarde, porém, a renda de Kate teria duplicado e novos contratos apareceram – isto é, a situação acabou por servir como marketing pessoal. Acontece que usar drogas é um hábito que, em pequena escala, traz danos apenas ao próprio usuário. Pouquíssima gente deve ter parado de usar H&M ou Chanel (duas grifes que suspenderam o trabalho da modelo) por causa do hábito pouco saudável. Agora, com a Dior, pode ser muito diferente (a ironia aqui é que Galliano desenhará o vestido de casamento de Kate Moss com o cantor Jamie Hince, marcado para o dia 2 de julho).

Estrela da nova campanha do perfume Miss Dior Chérie, a atriz judia Natalie Portman não perdeu tempo e emitiu uma nota, na noite da segunda-feira (28/2), dizendo que estava “profundamente chocada e enojada com os comentários do Sr. Galliano”. Depois de agredir física e verbalmente uma mulher judia e um rapaz oriental na madrugada do dia 25, Galliano foi detido e suspenso da Dior – até que um novo vídeo, onde ele afirma que “ama Hitler”, fosse a gota d’água para causar a demissão do primeiro estilista inglês a assumir a direção da maison Dior após uma crise que assolava a marca francesa até 1996.

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E quem vai ficar ao lado dele? Fora a família, amigos e clientes de muitos anos da marca, será que alguém terá coragem de colocar a genialidade de Galliano à frente de seus comentários racistas e preconceituosos? Os dois desfiles na Semana de Moda de Paris, que começou ontem, estão confirmados. Com a demissão, ele não vai aparecer no fim do show da Dior e nem estará no estúdio para dar os retoques finais que toda véspera de desfile exige, mas será preciso esperar até domingo (6) para ver se ele vai ou não cumprimentar o público após a apresentação de sua marca pessoal, a John Galliano. Não se sabe nem se haverá público – ou se a audiência será maior do que nunca.

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Se fosse para esperar que aconteça algo parecido com o que ocorreu quando Coco Chanel se aliou aos nazistas para permanecer em Paris durante a invasão alemã da Segunda Guerra Mundial, Galliano deveria permanecer alguns anos no ostracismo. Até, quem sabe, preparar um retorno triunfal e voltar aos holofotes. Não vivemos, entretanto, uma época tão aquecida politicamente quanto aquela, e as possibilidades de “perdão” ou “esquecimento” parecem muito maiores. Uma saída estratégica possível seria ele admitir o que fez e pedir desculpas públicas – até o momento, Galliano apenas negou que o primeiro dos fatos tenha acontecido, mas não se manifestou a respeito do vídeo.

Algumas alternativas já são cogitadas, seguindo a máxima de que ninguém no mundo é insubstituível. Trata-se, sobretudo, de suposições, já que nenhuma das apostas tem base concreta. O vencedor delas é o brilhante Ricardo Tisci, atual diretor da Givenchy, para onde Galliano também trabalhou antes de ingressar na Dior. Outras possibilidades são o designer da Lanvin, Alber Elbaz, e a mais improvável deles é Marc Jacobs – não pela qualidade de suas criações, mas pelo fato de ser americano. Dior conduzida por um não-europeu seria revolucionário demais para ser verdade.

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No Brasil, nenhum estilista ou modelo comentou a situação polêmica. A única personalidade pública brasileira a emitir alguma opinião sobre o assunto foi o apresentador judeu Luciano Huck, em sua página no Twitter. “Merecido”, ele escreveu, referindo-se à demissão do designer. O fato é que, a partir de agora, dois futuros são incertos: o de Galliano e o da Dior sem o responsável pelas mais belas criações da marca durante os 15 anos em que trabalhou para ela. A certeza é apenas uma: depois do episódio, ninguém vai sair ganhando.

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Cate Blanchett ganhou de lavada a “competição” de mais bem vestida da noite com o seu modelo alta-costura da Givenchy. Ousada, elegante, inusitada, esta peça de chifon cravejada em pérolas com um inesperado decote em formato circular sobre tecido plissado foi o maior destaque da noite. E precisava mesmo ser, já que ela foi a responsável por apresentar o Oscar de Melhor Figurino

Diz-se da noite mais esperada do ano que é muito fácil se decepcionar com outfits mal escolhidos. Também pudera: com certeza, a maioria das artistas que estiveram no Kodak Theatre na noite de ontem já sentou em seus sofás, provavelmente ainda crianças, e pensou no quanto se vestiria melhor caso tivesse a oportunidade de assistir a uma cerimônia do Oscar. O que a gente faz, no conforto das nossas próprias poltronas, apontando, julgando e criticando vestidos mal escolhidos. Ou suspirando por aqueles trajes que a gente daria tudo para poder usar um dia. De qualquer forma, as mulheres que estão lá, principalmente apresentadoras ou indicadas, sabem que estarão sendo atentamente observadas por outras mulheres que não tiveram a mesma oportunidade.

Natalie Portman estava o tempo todo com cara desconfortável. Quem sabe são os enjôos da maternidade, já que ainda não passa dos cinco meses que a atriz engravidou do namorado, o bailarino Benjamin Millepied. Muita gente deixou para aparecer na festa da Vanity Fair depois do Oscar, inclusive Cameron Diaz em um vestido estampado e microcurto. A atriz mirim Hailee Stenfeld tirou as meias patas altíssimas e investiu no All Star vermelho para ficar mais confortável na after party. Faltas foram sentidas, como a do casal Jolie-Pitt, Janiffer Aniston e Meryl Streep. Escolhemos, então, os trajes que mais gostamos entre tantos que estavam por lá, mas tão poucos que realmente mereciam destaque. Isso porque, infelizmente, pouca gente decidiu inovar na noite mais glamurosa do mundo da moda.

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Gwineth Paltrow apresentou-se no prêmio de Melhor Canção pelo filme Country Strong, mas não venceu. Seu modelito Calvin Klein dourado e reto era belíssimo – pena que a atriz pareceu muito uniformizada com cabelo da mesma cor e tão reto quanto o vestido

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A linda Hailee Steinfeld, que concorreu pela primeira vez na carreira ao Oscar por sua atuação em Bravura Indômita, respeitou seus 14 anos de idade com o vestido Marchesa que ela mesma desenhou, sob a supervisão atenta das designers da marca. Mas o look rosé de tule e acessórios Ferragamo ficou incrível

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Parece mesmo que Mila Kunis incorporou de vez a sensualidade como sua característica básica depois do papel extremamente sexy em Cisne Negro. A atriz, que concorreu ao Oscar de Melhor Coadjuvante, optou pelo estilista Elie Saab para entrelaçar as rendas de seu vestido

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A grande vencedora do prêmio de atuação coadjuvante foi Melissa Leo, por seu papel em O Vencedor. A atriz fez uma escolha polêmica com um vestido de croché vazado da marca Marc Bouwer. Muita gente falou mal, mas nós aqui do Moda achamos uma opção ousada e interessante no meio de tanta mesmice

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Anne Hathaway estava muito mais bonita no red carpet do Globo de Ouro, mas a simpática atriz e hostess do evento chegou ao Oscar acompanhada do estilista Valentino usando um modelo de sua autoria, claro. O suntuoso tomara-que-caia vermelho foi um dos mais bonitos dos oito que ela usou durante a noite

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Michelle Williams, que concorreu ao Oscar de Melhor Atriz por seu papel no filme independente
Blue Valentine, optou pela elegância clássica do Chanel alta-costura colado no corpo e make leve, muito diferentes da criticada opção que ela fez no Globo de Ouro

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Busy Phillips não concorria a nada, então optou por um modelo que nada se equiparava a um “pretinho básico”: o traje é do designer Douglas Hannant e uma ótima opção para arrasar em um vestido preto

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Ontem à noite, no HSBC Brasil de São Paulo, a jovem cantora inglesa Kate Nash se apresentou pela segunda e última vez em palcos brasileiros. Kate começou a turnê no País na quinta-feira (24) na arena carioca do Circo Voador, e se encantou com o nosso público. “Rio, acho que você é bom demais para ser verdade. Eu devo estar sonhando. Obrigada por me dar o melhor show da minha vida!”, publicou em sua página no Twitter. Não resistimos, então, a falar um pouco sobre o estilo desta artista de 23 anos que, entre várias transformações musicais que deseja iniciar, quer também mudar o mundo. “Eu quero começar uma revolução e mudar a sociedade”, declarou, em entrevista à Venus Zine em 2008.

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Fala-se muito sobre o estilo boudoir, ou lady like, em sites e revistas de moda por aí. Pois Kate Nash é uma das grandes representantes da tendência no mainstream dos artistas pop. Tudo que ela usa passa por referências retrôs que datam dos anos 40 a 60. Vestidos acinturados, tecidos plissados, saias longas e às vezes, muitos colares, acessórios e penteados que lembram mais a forma como as mulheres se vestiam nos idos da década de 30. Ou seja, é um grande festival de influências vintage pelos quais ela passeia com bom humor, criatividade e – na minha opinião, o principal – um real gosto pelas possibilidades que a moda nos oferece.

O jeitinho de pin-up que ela adotava no início da carreira (seis anos atrás) vem mudando aos poucos para um estilo mais adulto e maquiagens mais bem pensadas como uma estratégia de parecer mais madura – moda é, afinal, um dos passos essenciais para consolidação da imagem que a gente quer passar. “Acho que a maioria dos modismos deveria acabar, porque eles geralmente fazem as pessoas se sentir mal com elas mesmas”, disse Kate, em entrevista ao site da MTV. Ela assume que descobriu os limites de sua forma corporal aos 17 anos – não, ela não é gorda, apenas uma mulher de peso normal – e daí, tudo passou a ser mais fácil. A dica, então, é não tentar se enquadrar em qualquer modelo, mas sim criar os seus próprios passos dentro da moda.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Mariana Belley

    Mariana Belley, 25 anos, é jornalista, taurina e vegetariana. Ama os clássicos da música brasileira e dança rock. Prefere meia-calça à calça jeans e o batom rosa chock ao vermelho. E adora moda, muito!

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