ir para o conteúdo
 • 

Moda

O penúltimo dia de SPFW teve clima de verão. Começou no fim da manhã com desfile de Alexandre Herchcovitch na Micasa, nos Jardins. Inspírado pelo univerdo da caça e pesca, o estilista levantou um acampamento fashion e trouxe uma coleção utilitária, com direito a muitos bolsos, caças ‘dobradas’ e curtas, referências militares e chapéus. A síntese do espírito aventureiro do ‘Homem Herchcovitch’ estava no casaco saco-de-dormir. As cores, como pede o tema, surgiram em verde e vermelho, para se camuflar e destacar na floresta.

1 Comentário | Comente! !

15.fevereiro.2011 20:02:07

Chuva de pois

marc_jacobs_efe_peter_foley.JPG

Reinventar a clássica estampa de pequenas bolinhas é uma tarefa complicada que vem sendo perseguida com afinco por alguns estilistas nesta temporada de verão 2011. Os desenhos circulares, que ficaram famosos em várias canções (como Biquini de Bolinha Amarelinha, da banda Blitz) e foram febre no estilo pin-up dos anos 50 na verdade nunca saíram de moda. Atualmente, há um esforço de remodelagem da estampa que tem trazido resultados bastante interessantes. Na São Paulo Fashion Week, Alexandre Herchcovitch e Reinaldo Lourenço usaram a mesma ideia de construir pois de pérolas em texturas para suas coleções femininas.

Na tarde de ontem, durante a Semana de Moda de Nova York, foi Marc Jacobs quem surpreendeu a plateia com um desfile em que os pois eram protagonistas de praticamente todos os looks. Tanto em aplicações quando em relevos, meias calças, lenços, boinas, acessórios, ou tudo isso junto, nada foi demais para o estilista americano que elegeu os pequenos círculos como heróis do inverno 2011. A estampa aparecia em conjuntos de saias com babados e podia ser exatamente a mesma encontrada nas bolsas e grandes botões das jaquetas que complementavam os outfits. Em outros looks, viraram material de saias e calças. Para Marc Jacobs, de fato, as bolas viraram estrelas.

marc_jacobs_efe_2.JPG

marc_jacobs_efe_4.JPG

marc_jacobs_reu_2.JPG

marc_jacobs_efe_3.JPG

marc_jacobs_reu_jessica_rinaldi.JPG

 

Comentários (3)| Comente!

O Moda teve acesso exclusivo ao backstage de Alexandre Herchcovitch e conversou com Lea T. A top, que vive em Milão e é estrela da Givenchy, contou como está sendo sua estreia como modelo em seu País. Só relembrando, Lea ganhou as manchetes internacionais ao ser destaque na revista Vanity Fair Itália e na Vogue francesa, em que fala de sua estreia como modelo, sua vida como transexual e sua opção por trocar de sexo. Ela, que nasceu Leandro, e é filha do ex-jogador Toninho Cerezo, foi escolhida por Riccardo Tisci, diretor criativo da Givenchy (de quem é amiga e já foi assistente) para estrelar as campanhas da grife francesa em meados de 2010. Desde então, sua vida está uma loucura fashion!

leat_2.jpg
A modelo transexual Lea T. no backstage de Alexandre Herchcovitch

A propósito, antes de começar, Lea contou que pode falar de tudo, menos de sua vida pessoal. “Isso vale só para os veículos de TV. Antes de gravar a entrevista com a Oprah Winfrey, que acontece na semana que vem, não posso falar da vida pessoal para TV nenhuma”, explicou Lea. Enquanto a entrevista com Oprah não vai ao ar, você pode ler aqui (e também assistir na TV Estado) a o bate-papo com o Moda:

Como está sendo sua estreia no Brasil? Muito expectiva?
Muita! Estava super ansiosa. Mas até agora foi uma surpresa ótima. Não imaginava que seria tão bacana. As pessoas me receberam muito bem. Está sendo incrível.

Como foi a recepção dos brasileiros?
Fui super bem recebida. Espero não reclamar de nada. Há muito respeito e carinho, não só entre as pessoas de moda. Estou impressionada. Não imaginava que fosse assim. Estou em um momento feliz.

Como é o look que você vai desfilar já já para a Alexandre Herchcovitch feminino?
É lindo! É um vestido longo, até o chão, preto em lã, com mangas de renda e um detalhe de renda na manga esquerda. Só não posso contar mais para não estragar a surpresa.

E como está sendo sua primeira semana de moda no Brasil?
Fiquei impressionada com o profissionalismo de todos. Juro que não imaginava que a SPFW fosse tão avançada. Tudo é muito organizado. As pessoas são super preparadas. É um evento grande, até mais que na Europa, onde há tantas locações ‘estranhas’ e muitas vezes temos de improvisar.

Desde que chegou, conseguiu passear um pouquinho ou foi só trabalho?
Tentei, mas não deu. Foi muita correria. Hoje depois do desfile, finalmente, vou festejar. Chega! Mas amanhã de manhã fazemos a sessão de fotos e praticamente vou para a locação com as malas. Isso porque volto direto para a Itália amanhã.

Comente!

08.dezembro.2010 17:07:36

Aba larga

era01_400.jpg
59fifty customizado por Alexandre Herchcovitch

Os bonés são um símbolo do streetwear. Assim como as camisetas, eles oferecem infinitas possibilidades de customização.

era02_400.jpg
Jey

Uma marca soube bem como aproveitar essa febre: a New Era. Ela está completando 90 anos, com alguns louros: o celebrado modelo 59fifty, com sua aba larga, e o quase onipresente logotipo do time de beisebol New York Yankees (você já viu, com certeza: um N sobreposto em um Y).

era03_400.jpg
Popó

Para comemorar, a marca mostra o potencial de customização do boné na exposição New Era XC. São 90 exemplares do 59fifty personalizados por artistas do mundo todo.

era05_400.jpg
Houssein Jarouche

Há um time de brasileiros na lista: os estilistas Alexandre Herchcovitch e Rica Benozzatti, o fotógrafo Felipe Morozini, os grafiteiros Popó e Jey, a skatista (campeã mundial) Karen Jones, o designer de joias Raphael Falci, e os designeres Mojo e Houssein Jarouche.

era06_400.jpg
Rafael Falci

Quem quiser conferir pode ir à Matilha Cultural nos dias 14 e 15.

New Era XC.
R. Rego Freitas, 542, Vila Buarque, 3256-2636.
Dias 14 e 15, das 14h às 19h.
Grátis.

era04_400.jpg
Felipe Morozini

Já segue o Moda no Twitter? Não!? Então clique aqui e resolva já este problema!

1 Comentário | Comente! !

30.novembro.2010 16:08:12

Open house

A abertura da Casa de Criadores costuma ter clima festivo. Na edição anterior, no semestre passado, principalmente. O estilista Walério Araújo estava completando 40 anos. Por isso, comemorou com uma coleção especial (até com a presença da cantora Stefhany do Cross Fox, que distribuiu algumas cópias de seu CD).

wal02.jpg

wal01.jpg

Seis meses depois, na 28ª edição do evento, que começou ontem (29), Araújo pulou para um assunto mais denso: o luto. “Eu perdi muitas pessoas importantes nos últimos meses”, ele conta. “Foram amigos, familiares e também alguns ex-namorados, que é melhor enterrar de vez”, brinca. Uma dessas pessoas foi o melhor amigo. A outra estava sendo celebrada por muitos dos presentes no backstage. Era a performer Cláudia Wonder, que morreu na sexta (26).

wal03.jpg

wal06.jpg

Foi uma triste coincidência com o tema do desfile. Araújo distribuiu bottons escrito ‘I ♥ Claudia Wonder’.

Mas apesar do tema mórbido, a conotação dada por Araújo não foi de todo triste. O estilista pesquisou o significado do luto em diversos países, e apresentou, além dos esperados vestidos pretos, peças completamente vermelhas (o luto na Índia, cor do fogo que consome os corpos), bege (cor de folha seca, de quando as plantas morrem, no Egito), violeta (na Tailândia).

wal05.jpg

wal07.jpg

As peças eram basicamente feitas de renda, como os chapéus das viúvas, bem transparentes e colados ao corpo. Havia diversos laços, também de renda, e, surpreendentemente, as franjas das bolsas eram de cabelo humano. Uma das peças remetia a uma burca (“Mas uma burca transparente, para quem não tem nada a esconder”).

wal04.jpg

A morte, para Araújo, simboliza recomeço. Isso ficou expresso na peça que representava o luto na China: branco. O macacão transparente todo franzido parecia flutuar sobre o corpo, formando uma aura clara.

***

ros01.jpg

ros02.jpg

ros03.jpg

A fuga | O evento seguiu com o desfile de R. Rosner. O estilista conta que se inspirou ao ler O Amante de Lady Chatterley, de D. H. Lawrence. O livro se passa no fim dos anos 1920, e conta a história da esposa de um burguês (tornado paralítico durante a guerra) que se envolve com um homem da classe operária.

Lady Chatterley sai às escondidas durante a noite para visitar seu novo amado. Este espírito de fuga entrou no desfile sob a forma de peças escuras (pretas, na maioria das vezes), com pontos luminosos (estrelas?). A música foi um Mash up entre Chopin e Mad World, do Teas for Fears.

***

dan01.jpg

dan02.jpg

dan03.jpg

Um sonho | Danilo Costa levou seus amigos imaginários para a passarela (não, nós não o vimos). A ideia da coleção veio do filme Onde Vivem os Monstros.

Havia calças que remetiam a pijamas, com o característico tom cinza mesclado do moletom, em contraponto a peles sintéticas (que seriam o pelo dos monstros do filme) e imensas padronagens de xadrez (como cobertores antigos).

***

ger02.jpg

ger03.jpg

ger01.jpg

Olé | Uma viagem à Espanha deu a inspiração de Geraldo Couto, que viu muitos shows de flamenco. Para Couto, a mulher que mais retrata o espírito de seu trabalho é Hebe Camargo.

O desfile foi bastante folclórico, com referências por vezes claras demais, com babados e espartilhos em vermelho, branco e preto.

***

dog01.jpg

dog02.jpg

dog03.jpg

Rock | O desfile de Rober Dognani foi o mais frenético, com couro em todas as peças. A ideia que permeava a coleção parece ter sido a desconstrução e a assimetria, com macacões sem a perna esquerda e sem o braço direito, por exemplo.

Uma ideia apresentada foi a calça com costura de pata, que dava a impressão de ser uma bota com plataforma incrivelmente alta.

***

sum01.jpg

sum03.jpg

sum02.jpg

Lounge | O primeiro dia terminou com uma tradição do evento: a marca convidada. Desta vez, quem apareceu foi a Sumemo, de Alex Poisé.

O símbolo da Sumemo remete a outro grande estilista, Alexandre Herchcovitch. É uma caveira, mas com algumas adaptações. Em vez dos dentes, há um soco inglês. Diferente das caveiras dos piratas, não há ossos cruzados, mas tacos de beisebol (um deles atravessado por um prego). “Eu me inspiro nas coisas que vivi, na rua.”

O dono da marca de streetwear (que não tem muito apelo de passarela, é verdade) dispensou o modelo tradicional de cast. Assim como Marcelo Sommer costuma fazer, o estilista Poisé convidou os amigos para desfilar.

“Eu tenho amigos de todas as tribos”, conta, antes de enumerar: “Tem gótico, skatista, punk…” O próprio nome da marca vem disso: a gíria vem do termo ‘isso mesmo’, usado pelas ruas. A passarela confirmou a diversidade: havia gente como o cantor Marcelo D2, o chef Alex Atala, o músico Júnior Lima e até o estilista Dudu Bertholini (na última foto).

Entre as peças, muito moletom, couro e máxi tachas em jaquetas. As estampas geralmente remetem a pichações, caveiras e armas.

No fim do evento, Poisé aproveitou que seus amigos estavam reunidos e partiram para a festa. A noite terminaria muitas horas depois, no clube Glória, não muito longe dali.

1 Comentário | Comente! !

estranho_na_moda_500.jpg

Os anos 90 não tiveram os exageros da década anterior. Não havia roupas amarelo-gema como nos anos 80, os cabelos não eram armados como nos anos 70, e, definitivamente, tudo foi muito mais sóbrio do que as três décadas anteriores juntas.

Mas apenas na prática.

A época é o tema do livro O Estranho na Moda: A Imagem nos Anos 1990, de Silvana Holzmeister. A jornalista é editora de projetos especiais da Vogue Brasil e aproveitou sua tese de mestrado para analisar o periodo que influenciou o estilo que se estabeleceu (e se tornou o que é) hoje.

Estética | As roupas com influência minimalista, cortes retos e ausência de detalhes precisaram vir do outro lado do mundo para enfrentar os resquícios dos anos 80. Foi o Japão que tornou relevante o estilo clean. Os belgas compraram a ideia e logo a Europa nem se lembrava mais das cores fosforescentes de poucos anos antes.

Só que isso só funcionava no dia a dia. Modelos como Claudia Schiffer e Linda Evangelista viram seu padrão de corpo (exuberante, belo e tido como perfeito, mas ainda assim um corpo normal) ser tirado das passarelas a partir da primeira aparição, em 1993, de Kate Moss na Vogue.

Começava, ali, uma nova era para a estética na moda.

Freakshow | Em 1978, a banda americana de disco e R&B Chic cantava que “O freak (esquisito) é chic”. A moda, que faz parte de movimentos culturais e lança vanguardas, sempre se apossou do freak. Mas os anos 90, com toda a sua sobriedade, foram terreno fértil para explorar ainda mais o conceito.

Parece absurdamente contraditório, mas não é. Era necessário encontrar alguma forma de chamar a atenção para aquele estilo. E a forma encontrada foi o contraste das roupas, sóbrias, e sua apresentação, grotesca. Aquela era a moda da imperfeição, da decadência.

Heroin Chic | É aí que entra Kate Moss. A moça, em 1993, tinha 19 anos, mas cara, corpo e jeito de muito menos. É dessa época que começam a aparecer as modelos anoréxicas, com aspecto de subnutrição – e de ‘usuárias’. “Nos 90, essa coisa de adotar uma imagem que fugia do padrão de beleza se tornou um movimento grande”, conta Silvana.

O período de fim de século também sugeria um clima de tragédia (pessoas apavoradas com a ideia do bug do milênio e até mesmo o fim do mundo na virada do século). E a tragédia permeou os editoriais de moda. Destruição, morte, deficientes físicos foram usados para compor ambientes. “Eram coisas que todos viam todos os dias”, comenta a jornalista. “Mas nunca viam em um editorial de moda. Foi chocante.”

Ícones | Com essa tendência, o mundo viu surgir grandes nomes que foram fundamentais para que, posteriormente, os anos 2000 tivessem a cara que tiveram. Alexander McQueen, Viktor & Rolf, Corinne Day e Hussein Chalayan foram alguns deles.

No Brasil, a moda começava a caminhar, com o Phytoervas Fashion, o embrião da São Paulo Fashion Week, já com o fenômeno Alexandre Herchcovitch.

O livro de Silvana aproveita para traçar referências que vão desde o filme A.I.: Inteligência Artificial, até citações do filósofo Walter Benjamin.

A década passou já há algum tempo. Mas, em dias de uma estética tão fragmentada e retrorreferencial quanto a nossa, a obra é fundamental.

O Estranho na Moda: A Imagem nos Anos 1990
Silvana Holzmeister
Editora Estação das Letras e Cores
132 páginas
R$ 54.

1 Comentário | Comente! !

19.outubro.2010 10:00:24

Moda para pensar

livraria_cultura_500_1.jpg

Uma conversa sobre os figurinos de Alice no País das Maravilhas (o de Tim Burton) rende bastante assunto. Dentro de uma livraria, então, nem se fala. Uma tarde assim está programada para a Semana de Moda e Cultura, da Livraria Cultura.

O estilista Samuel Cirnansck, por exemplo, falou sobre moda brasileira contemporânea ontem (18), o primeiro dia. A conversa sobre Alice foi a que abriu o evento. Para os próximos dias, tem Walter Rodrigues, com o tema moda autoral, e Chiara Gadaleta, sobre moda sustentável. Alexandre Herchcovitch também participa. Ele vai fazer um debate com o stylist e artista plástico Maurício Ianes.

Além dos debates, haverá o desfile performático Moda e Literatura, realizado pelos alunos da UniFMU. Veja a programação, a partir de hoje (19):

Terça-feira, 19 de outubro
A partir das 12h
Estudos sobre a moda: Apresentação de projetos elaborados por estudantes do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, ESAMC, UNIFMU e USP
Memórias de um baú de fantasias – Thiago Felipe da Silveira
JuntoNósBrilhamos – Stela Dias Fernandes
Moda Inclusiva – Leticia Nascimento de Souza
Old School – Aline Torchia
Local: Loja de Artes

Das 16h às 17h30
Mosaico: Bate-papo sobre a Casa de Criadores e a moda brasileira
Palestrantes: Dhora Costa, Andre Hidalgo e Mario Francisco
Local: Teatro Eva Herz

Das 18h às 19h
Palestra: A moda e as joias
Palestrante: João Braga
Local: Teatro Eva Herz
Senhas serão distribuídas 2 horas antes do início do evento.

Quarta-feira, 20 de outubro
A partir das 12h30
Desfile de Indumentária do Centro Universitário Belas Artes São Paulo
Organização: Sueli Garcia
Local: Rampa na entrada principal da loja

Das 16h às 17h30
Mosaico: A carreira de modelo
Palestrantes: Roberto Ethel e Carol Ribeiro
Local: Teatro Eva Herz

Das 18h às 19h
Palestra: Moda autoral
Palestrante: Walter Rodrigues
Local: Teatro Eva Herz
Senhas serão distribuídas 2 horas antes do início do evento.

Quinta-feira, 21 de outubro
A partir das 12h
Estudos sobre a moda: Apresentação de projetos elaborados por estudantes do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, ESAMC, UNIFMU e USP
Sei de muitas coisas que não vi – Edmar Nunes de Almeida
Delírio Steampunk – Vivian Berto de Castro
A vizinha – Danielle Facanali Pires Cavalari
A fita branca – Paula Roberta Queiroz de Sousa
Local: Loja de Artes

Das 16h às 17h30
Mosaico: Moda, jornalismo e redes sociais
Palestrante: Cecilia Lima (site Closet Online)
Local: Teatro Eva Herz

Das 18h às 19h
Palestra: Moda sustentável
Palestrante: Chiara Gadaleta
Local: Teatro Eva Herz
Senhas serão distribuídas 2 horas antes do início do evento.

Sexta-feira, 22 de outubro
A partir das 12h30
Desfile Performático Moda e Literatura da UNIFMU
Organização: Jô Souza
Local: Rampa na entrada principal da loja

Das 16h às 17h30
Mosaico: Moda e marketing
Palestrante: Renata Miranda
Local: Teatro Eva Herz

Das 18h às 19h
Palestra: Herchcovitch conversa sobre moda com Mauricio Ianes
Palestrantes: Alexandre Herchcovitch e Mauricio Ianes
Local: Teatro Eva Herz
Senhas serão distribuídas 2 horas antes do início do evento.

A partir das 19h
Sessão de autógrafos com Dhora Costa
Livro: História das Bolsas
Local: Loja de Artes
O que há de tão sedutor numa bolsa para enlouquecer mulheres de todas as épocas? Esta obra é uma viagem por anos e anos de um objeto cobiçadíssimo por quem quer estar na moda e mostrar status. A História das Bolsas revela como elas se tornaram um ícone de desejo, um acessório indispensável no mundo fashion, que lança continuamente diferentes modelos, movimentando bilhões de dólares numa indústria que não para de crescer.

EXPOSIÇÕES

Belas Artes Formando Moda
De 8 de outubro a 2 de novembro
Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos
Os alunos do 5º semestre (2010/1) apresentam coleções inspiradas na rica cultura da América Latina, explorando cores e tecidos em peças únicas.

UniFMU Jovens Talentos
De 18 a 24 de outubro
Espaço de Exposição da Livraria Cultura do Conjunto Nacional
A exposição apresenta os Trabalhos de Conclusão de Curso dos alunos do curso de Design de Moda do UNIFMU, nestes trabalhos os alunos exploram a criatividade e o fazer moda contemporâneos.

VII Semana de Moda e Cultura
De 18 a 22 de outubro
Livraria Cultura do Conjunto Nacional e Shopping Villa-Lobos

Comente!

01.outubro.2010 15:29:57

Estilo próprio

dilma_380.jpg

No começo da campanha para a presidência, a candidata Dilma Roussef surpreendeu ao contratar o estilista Alexandre Herchcovitch para cuidar de seu estilo.

O estilista chegou a comentar que mudanças drásticas não seriam notadas. A ideia era trabalhar com os pontos fortes de Dilma, sem alterar seu estilo próprio.

De fato, mudanças não foram notadas. Nem drásticas, nem sutis. E a parceria não foi adiante.

Herchcovitch, que está no Japão, enviou um comunicado (a dois dias das eleições) informando que o motivo foi a incompatibilidade de agendas no período. Isto, porém, não desviou as suspeitas de que a relação entre os dois estava tensa.

1 Comentário | Comente! !

14.setembro.2010 17:15:03

Ah, Herchcovitch…

FASHION/

Não é que a gente não tenha gostado do seu desfile na SPFW verão 2011, Herchcovitch. As manchas de cores com vestidos retos, monocromáticos e altas sandálias meia-pata da mesma cor – combinando, ainda por cima, com a maquiagem das modelos – causaram uma impressão artística e minimalista muito positiva, que deve ter sido mesmo a sua intenção. Eu lembro que saí da sala com a sensação de ter visto um arco-íris desfilar na minha frente.

{Clique aqui e leia tudo sobre a Semana de Moda de Nova York}

Mas você não acha que valia a pena ter criado algum extra, feito algum acréscimo para o desfile na Semana de Moda de Nova York? Porque a gente sabe que o desfile de NY é sempre o mesmo da SPFW, mas pelo que vimos, o show de ontem não repercutiu largamente na imprensa internacional. Será que faltou uma pitada de sal e de criatividade no repeteco? Ou, talvez, tenha ficado um cheiro de mesmice em um desfile de peças tão semelhantes entre si, apenas com o destaque na mudança das cores? Fica a suspeita.

herch 2

herch 4

herch 3
Looks bem parecidos, não?

Comentários (9)| Comente!

  • Quem Faz

    Quem Faz

    Mariana Belley

    Mariana Belley, 25 anos, é jornalista, taurina e vegetariana. Ama os clássicos da música brasileira e dança rock. Prefere meia-calça à calça jeans e o batom rosa chock ao vermelho. E adora moda, muito!

Enquete

Qual a decoração de natal mais bonita dos comércios de SP?

View Results

Loading ... Loading ...

Arquivo

Blogs do Estadão