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Moda

O estilista britânico, Alexander McQueen, deixou sua fortuna para suas organizações beneficentes favoritas. Ainda segundo seu testamento, seus cachorros receberam 50 mil libras (equivalente a R$ 125 mil).

O estilista tinha no momento de sua morte 40 anos e uma fortuna de 16 milhões de libras (cerca de R$ 40,2 milhões).

A associação dedicada à prevenção da Aids The Terrence Higgins Trust, um lar para gatos e cachorros abandonados e o centro budista de Londres receberam 100 mil libras (R$ 251,7 mil) cada uma.

A organização beneficente Sarabande, fundada por ele e que leva o nome de sua coleção de Primavera/Verão de 2007, também foi beneficiada. A instituição oferece bolsas de estudos a estudantes da escola de design Central St Martins, onde estudou.

Além disso, eu testamento oficializou que Marlene e César García, o casal que cuidava de sua casa, por um “longo e fiel serviço” receberão 50 mil libras (R$ 125 mil).

Entre os membros de sua família beneficiados em seu testamento estão seus irmãos, seu afilhado e todos seus sobrinhos, que receberão quantidades que variam entre 50 mil libras e 250 mil libras (entre R$ 125,9 mil e R$ 629,6 mil).

McQueen, que cometeu suicídio no dia 11 de fevereiro de 2010, deixou uma nota que dizia “Cuidem dos meus cachorros. Me desculpem. Eu amo eles”, para garantir que seus três animais de estimação seriam bem cuidados.

Museu Metropolitano de Nova York

O Museu Metropolitano de Nova York (Met) anunciou na semana passada que durante os últimos 12 meses recebeu em suas duas sedes na cidade 5,7 milhões de visitas, número mais alto registrado nos últimos 40 anos.

O Met atribuiu o aumento de visitantes ao sucesso de algumas de suas exposições temporárias, em particular a “Alexander McQueen: Beleza Selvagem”, que atraiu meio milhão de pessoas desde que foi aberta ao público no último dia 4 de maio.

Devido à grande repercussão da mostra, o museu decidiu prorrogá-la até o dia 7 de agosto, uma semana a mais que o previsto, e de forma excepcional abriu a visitação também nas segundas-feiras, quando a instituição costuma permanecer fechada.

A exposição exibe mais de 100 desenhos e 70 acessórios que percorrem duas décadas de trabalho do desenhista de moda britânico Alexander McQueen (1969-2010).

Com informações da Efe

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09.março.2011 15:22:15

McQueen revive

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É reconfortante saber que, após pouco mais de um ano da morte do estilista Alexander McQueen, sua sucessora continua fazendo um ótimo trabalho à frente da marca que ele deixou. A apresentação de Sarah Burton ontem, na Semana de Moda de Paris, fez McQueen reviver por alguns minutos. Como sempre, nada de ready to wear: a vertiginosa coleção passava por inspirações de rock, com zíperes aparentes e coturnos de saltos altos, até o mais leve toque de bailarinas, com saias longas brancas, armadas e volumosas. Não faltaram penas e plumas enfeitando as cores puras que variavam entre os tons de branco e preto, passando pelo cinza e, no máximo, lilases. Pela segunda vez, Sarah aguentou a pressão dos fãs e fez bonito ao comandar o desfile da aclamada marca inglesa. Ela mostra que, além de talento, tem muita garra para enfrentar o grande desafio que é suceder o gênio McQueen.

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Vestido criado por McQueen para a coleção de inverno 2010

Quem tem coragem de afirmar que moda não pode ser considerada uma forma de arte por seu caráter intrinsecamente comercial não deve conhecer marcas como Marchesa, o design conceitual dos sapatos de Andrea Chaves ou os outfits quase figurinistas de Lady Gaga, que já lhe renderam tantas estátuas em museus de cera mundo afora. Ainda bem, portanto, que é apenas uma minoria que ainda guarda receios e opiniões preconceituosas sobre o trabalho artístico de estilistas, stylists, modeladores e costureiros envolvidos com a moda.

Um dos mais importantes museus de arte do mundo, o Metropolitan Museum of Arts de Nova York, vai homenagear o consagrado criador Alexander McQueen com uma exposição de cem peças de roupas que ele criou ao longo de seus 19 anos de carreira. A celebração póstuma é um merecido reconhecimento da inspiradora e original obra de McQueen, um dos mais importantes designers do século 20, que servirá de inspiração para ainda muitas gerações futuras de gente interessada em moda.

A exibição começa em 4 de maio e segue até o dia 31 de julho, portanto, quem estiver lá neste período deve anotar a visita na agenda e circular com marca texto néon bem destacado. O Hotel Ritz  promoveu um preview das peças na tarde de ontem como um evento paralelo à Semana de Moda de Londres – a hostess foi Ann Wintour. Fica o gostinho virtual dessas magníficas obras de arte.

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Vestido The Horn of Plenty, do inverno 2009

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Vestido Irere, do verão 2003

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Conjunto
Plati’s Atlantis, do verão 2010

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Vestido Widows of Culloden, do inverno 2007

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02.janeiro.2011 10:33:26

Não contrarie

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Poucas pessoas dizem não para Anna Wintour. E, se disserem, que estejam preparadas para as consequências. A poderosa editora da revista Vogue americana tem influência o bastante para levantar qualquer pessoa no meio fashion. Mas o contrário também vale: ela pode derrubar em um estalar de dedos.

Anna entrou na roda no segundo número da revista Industrie (aquela que travestiu Marc Jacobs em sua estreia). O nome dela veio acompanhado do de um estilista, o espanhol Miguel Androver.

Ele vai muito bem, obrigado. A novela entre os dois começou há pouco mais de dez anos. E foi quando Androver decidiu, afinal, qual era o jogo que ele queria jogar. Não que Anna o tenha posto na lista negra depois disso. Mas, com o apoio dela, as coisas teriam sido, certamente, bem mais fáceis.

Queridinho | Poucos assuntos estiveram tanto em voga na última década quanto a sustentabilidade. Androver resolveu levar o assunto para a moda. O estilista, autodidata, havia chegado em Nova York em 1991, vindo do interior da Espanha. Gostou e ficou. Abriu sua primeira loja, a Hom, em 1995, junto com um amigo.

Nesta loja, havia roupas criadas pelos dois. A diversidade das pessoas nas ruas serviu de inspiração para uma série de coleções. Mas a efervescência cultural da cidade também trazia outros estilistas para a vitrine da Hom. Um deles era o novato Alexander McQueen.

Em 2000, já com sua própria marca, a estrela de Androver brlhou. Dois grandes nomes da moda se apaixonaram pelas coleções que viram. Uma das pessoas era uma colunista do The New York Times. A outra, a editora da Vogue, Anna Wintour.

Mainstream | A mídia se rendeu a Androver. Queriam desmistificar aquele estrangeiro que usava materiais dos mais variados com modelagens mais ainda.

Androver, que queria continuar a criar, já começou a bolar a próxima coleção. Seria inspirada no Egito. E foi para lá que ele viajou.

Um dia, enquanto passeava pelo Nilo, recebeu uma ligação. Era uma representante de Anna Wintour oferecendo uma notícia e dando uma notícia. O convite primeiro: comparecer aos EUA para participar da premiação da Vogue em parceria com o canal musical VH1, para a qual ele fora indicado na categoria Melhor Estilista Avant-Guarde.

A notícia era secretíssima. Ele era o vencedor.

Burocracia | Mas Androver não poderia comparecer. Mesmo que quisesse. Ele tinha dois dias para conseguir um voo de volta. Hoje, isso não seria problema. Mas, há vinte anos e no meio do Egito, era. Ele explicou isso à representante.

Pouco tempo depois, toca o telefone novamente. Dessa vez, era a própria Anna fazendo o apelo: Miguel, esteja nos EUA em dois dias. Não dá, mesmo que eu queira. Ok, tchau.

No dia do prêmio, não foi Miguel Androver o chamado.

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Coleção Meeteast, do começo de 2001, inspirada no Egito

Blasé | O estilista nem ligou. Depois, ele repensaria o assunto, mas na hora, nada.

Quando chegou o dia do fim da viagem, voltou para Nova York. Trabalhou em sua coleção, apresentada em fevereiro de 2001. Mas aquele experimentalismo que o elevou meses antes se tornou um fardo.

A coleção encalhou nas lojas. Alguns meses mais tarde, o 11 de setembro deixou o país em alarme e a economia balançada. As parcerias acabaram.

Androver até fez mais algumas coleções bem recebidas pela imprensa especializada. Ganhou prêmio de CFDA (Council of Fashion Designers of America). Mas nada foi como antes.

Em 2004, foi hora de dizer adeus à América.

Androver retornava à Espanha.

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Desfile da Hessnatur, em 2008

Retorno | O comeback do estilista ocorreu apenas em 2008. Desta vez, foi com uma marca alemã de produtos orgânicos, a Hessnatur. Os donos da rede encontraram em Androver um representante ideal da filosofia da marca. “Não consigo pensar em fazer apenas moda, se não estiver relacionado a algo relevante”, disse certa vez o CEO, Wolf Luedge.

Deu certo e, por enquanto, nada dá sinais de que a maré vai virar tão cedo. A marca existe desde os anos 60. O criador a fundou porque não encontrava roupas orgânicas para o filho recém-nascido. Androver tem consciência da função social de suas criações. “Minhas coleções servem para abrir os olhos da sociedade.”

Além de assinar as peças da Hessnatur, Androver toca um café na Maiorca. Parece um sonho, trabalhar na paradisíaca ilha espanhola. Sobre o episódio com Anna Wintour, ele pondera: “Talvez tenha sido um erro da minha parte nao jogar o jogo um pouco mais”, começa. “Mas, ao mesmo tempo, acho que não jogar o jogo me trouxe para onde eu estou hoje. E sou uma das pessoas mais felizes do mundo.”

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01.janeiro.2011 13:15:40

Estilo retrô

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Para a moda, o ano de 2010 foi cheio de curvas. Não que as coisas tenham ido e voltado o tempo inteiro. As curvas estiveram, isso sim, no corpo das modelos. O Caderno 2 fez uma retrospectiva do ano que passou – e veja: muita coisa aconteceu.

A começar pela trágica morte de Alexander McQueen, em fevereiro, passando pelas extravagâncias de Lady Gaga e seu vestido de carne, até a ascensão da modelo transexual Lea T (que até entrevista para Oprah Winfrey deu).

Veja o que mais 2010 nos reservou.

Corpo | Várias foram as marcas que deixaram os modelos magérrimas de lado. O ‘plus size’ deixou de ser um nicho isolado e ganhou as passarelas das principais semanas de moda. Nessa levada, a modelo Tara Lynn (foto) teve destaque. Leia mais.

Prodígio | Pedro Lourenço tem a moda no DNA. Ele é filho dos estilistas Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço. Sua primeira coleção oficial foi aos 12 anos de idade, para a Carlota Joakina, marca da mãe. ‘Oficial’, porque desde bem antes ele já brincava de criar coleções. Isso deu a ele o apelido de ‘Mozart da moda’. O estilista, de apenas 20 anos, foi aplaudido em sua estreia na Semana de Moda de Paris. Leia mais.

Rapidez | O termo ‘fast fashion‘ ainda pode ser pejorativo, mas certamente perdeu muito da conotação de moda descartável em 2010. Várias redes se uniram a grandes nomes para criar coleções com informação de moda para um público menos abastado. Foi o caso da Osklen, de Oskar Metsavaht, com a Riachuelo; Reinaldo Lourenço, Maria Bonita Extra, Gloria Coelho, Amir Slama, Espaço Fashion (além de um time de celebridades) com a C&A; fora do Brasil, a Lanvin, com Albar Elbaz, criou peças para a sueca H&M; e o público brasileiro começou a aguardar a vinda da Top Shop. Leia mais.

L’Enfant Terrible | Alexander McQueen foi um divisor de águas na moda contemporânea. Em fevereiro, aos 40 anos, o estilista foi encontrado morto em sua casa, em Londres. Ele havia se suicidado, pouco tempo depois da morte da mãe, a quem era muito ligado. Com suas diversas fusões de referências e linguagens, McQueen estava prestes a lançar uma nova marca, a McQ. Leia mais.

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09.dezembro.2010 20:00:58

Para McQueen, com amor

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Clique na imagem para assistir ao vídeo

O homenageado da noite no British Fashion Awards foi Alexander McQueen, como o Moda comentou no dia da cerimônia. Agora, na internet, já está disponível o vídeo feito por Nick Knight batizado de To Lee, With Love, Nick.

A trilha é da Björk. Apesar de não lançar nenhum álbum desde 2007, o som se assemelha a algumas canções do último disco da cantora, Volta.

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07.dezembro.2010 17:01:51

A coroação de McQueen

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Hoje à noite, em Londres, será a entrega do British Fashion Awards, maior premiação da moda no Reino Unido (tido como o Oscar do ramo no país). O prêmio, anunciado pelo British Fashion Council, vai prestar uma homenagem póstuma ao estilista Alexander McQueen, morto em fevereiro.

McQueen já foi premiado quatro vezes ao longo da carreira. Hoje, ele recebe o Outstanding Achievement British Fashion Award.

Segundo a Vogue britânica, outros ícones da moda que receberam este prêmio (não necessariamente póstumo) foram Stephen Jones, John Galliano e Vivienne Westwood.

Para celebrar, a cerimônia começa com um filme, mostrando as principais obras de enfant terrible. A peça foi dirigida por Nick Knight, e recebe o nome de To Lee, With Love, Nick. O vídeo tem styling de Edward Enninful e trilha sonora de Björk.

“Meu desejo era falar de certo modo sobre a treva e a luz contidas em Lee (Alexander McQueen), e em todos nós”, disse Knight ao jornal britânico The Telegraph.

Além de estilistas, o conselho premia outras categorias, como modelos, marcas e ícones do estilo britânico.

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05.dezembro.2010 07:00:24

Casting de bonecas

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Na última edição do Fashion’s Night Out, evento de moda que ganha a madrugada de algumas cidades do mundo, como Nova York, com desfiles e lojas abertas, um jovem fashionista fez uma brincadeira com dois dos maiores nomes da imprensa de moda.

O sino-americano Andrew Yang transformou a famosa e temida editora da Vogue americana, Anna Wintour, em boneca. Fazendo companhia ao novo brinquedo, estava Grace Coddington, também parte da revista.

Estilizadas, as pecinhas estavam expostas na loja Barney’s em uma espécie de tributo à moda: foi colocado lá um casting de bonequinhas, fazendo uma releitura de looks de desfiles das maiores marcas da edição de inverno das maiores semanas de moda. Até um Alexander McQueen foi exposto na loja.

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Aquele, segundo o próprio Yang, foi um triunfo pessoal que o fez ganhar o mundo. Um ano antes, conta, ele estava recebendo o seguro-desemprego do governo em tempos de crise financeira. “Se me dissessem que eu estaria viajando para Hong Kong com minhas bonecas, eu não acreditaria”, disse ao Diaspora Diaries.

Salt Lake City | Nada mal para quem não brincava com bonecas quando era pequeno. Na verdade, ele tinha pouco contato com brinquedos. E isso tem a ver com a origem humilde e com a rigidez religiosa dos pais.

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A mãe de Yang é mórmon, vinda de uma família de mórmons, vivendo justamente no coração da comunidade mórmon: Salt Lake City (a cidade americana foi criada especialmente para este grupo).

Os membros desta religião costumam viajar pelo mundo em missões, para arrebanhar novos seguidores. Em uma dessas viagens, para Taipei, a mãe de Yang conheceu um rapaz de vinte e poucos anos que mais tarde se tornaria seu marido. A missão terminou, mas eles passaram a se comunicar por correspondência.

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Em uma dessas cartas, o rapaz pediu a moça em casamento. A família se opôs: não queriam um chinês na família. A moça foi firme, e conseguiu convencer o noivo a se mudar para os EUA e se converter à religião da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Taipei | Talvez por esta origem, o comportamento fora dos padrões do pequeno Andrew não descia pela garganta dos tradicionais pais. Ainda mais com o referencial que eles tinham dentro da própria casa.

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“Meu irmão é o filho prodígio. Foi para a China, aprendeu mandarim, e está em missão em Taiwan”, conta Yang ao Diaspora Diaries. “Já eu, eu sou gay, cheio de tatuagens e… faço bonecas!”

Mas ele bem que tentou. Dos 12 aos 18 anos, Yang passava as férias de verão com os parentes paternos, em Taipei. Foi lá que entrou em contato com as tradicionais bonecas de pano. Começava ali a sua nova infância.

Big Apple | Aos 18, Yang foi estudar moda em Nova York. Não demorou a ir para a indústria. Mas via muitas limitações naquele trabalho.

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Foi em 2008 que ele criou sua primeira coleção de bonecas, que passaram a ser chamadas de ‘Kouklitas‘ (uma variação da palavra ‘boneca’ em grego). Elas tinham os mesmos looks de desfiles de grandes marcas. Ou melhor: quase os mesmos looks.

“Eu não recrio os looks exatamente (como eram), porque eles já foram feitos. Então tentei trazê-los para minha estética, que é a de uma boneca bem macia.”

As divas têm 69cm. São pequenas no tamanho, mas foram grandes o bastante para criar um hype em cima do nome de Andrew Yang, sobretudo entre os gays de East Village.

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Até Tavi Gevinson, a precoce blogueira fashionista, colocou em seu blog a admiração pelo que viu lá na Barney’s, durante o Fashion’s Night Out.

Yang, que aparece nas páginas das revistas parecendo um personagem de mangá, não precisa mais receber o seguro-desemprego. E suas bonecas chegaram bem longe. Mas o lugar que ele queria alcançar nem era tão complicado assim: gostaria que elas estivessem nos braços de alguma criança, ou ao lado do travesseiro de alguém.

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Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 está rendendo mais do que uma bilheteria incrível. Agora, ele domina também as discussões no campo da moda. Pura sintonia ou plágio? É a pergunta que todos estão fazendo para o vestido usado pela personagem Fleur Delacour (Clémence Poésy) na cena de seu casamento com Gui Weasley. É que ele é quase idêntico a um modelo criado por Alexander McQueen para o inverno de 2008, segundo o jornal britânico The Telegraph.

A figurinista do filme, Jany Temime, chegou a ser questionada sobre a ‘inspiração’. Ela desconversou: “Eu queria que fosse um vestido de casamento de bruxa, mas não um de Halloween”, começa. “Então há uma fênix, que é um símbolo de amor, de certa forma, porque sempre renasce, nunca morre”, disse ao americano LA Times.

Na verdade, segundo o The Telegraph, as ‘fênix’ eram, na verdade, pavões adaptados à temática bruxa do filme. Mas perto da gafe da apropriação do vestido alheio (logo um de McQueen!), esse ‘detalhe’ é o de menos.

(Via Petiscos)

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Alexander McQueen, que morreu em fevereiro, ganha mais uma homenagem. O Metropolitan Museum of Art, em Nova York, elaborou um balanço dos 20 anos de carreira do estilista, para preparar a mostra Alexander McQueen: Savage Beauty (em português: ‘Beleza Selvagem’).

A exibição será dividida em temas, como ‘A Mente Selvagem’, ‘Gótico Romântico’, ‘Nacionalismo Romântico’, ‘Exotismo Romântico’, ‘Primitivismo Romântico’ e ‘Gabinete de Curiosidades’.

Mas ainda vai demorar um pouco para o público poder visitar a exposição, prevista para maio. A cerimônia de abertura deve contar com a presença gente da moda, como Anna Wintour e Stella McCartney.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Mariana Belley

    Mariana Belley, 25 anos, é jornalista, taurina e vegetariana. Ama os clássicos da música brasileira e dança rock. Prefere meia-calça à calça jeans e o batom rosa chock ao vermelho. E adora moda, muito!

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