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Moda

Apesar das especulações de que a São Paulo Fashion Week, maior evento de moda do Brasil, fosse acontecer em maio, a organização divulgou há pouco a data definitiva: de 8 a 14 de junho, no Pavilhão da Bienal do Parque do Ibirapuera. Em maio acontece o Fashion Rio, no Pier Mauá, de 27  a 1 de junho.

A assessoria de imprensa informou que o novo calendário atendeu a dois fatores: não coincidir com o feriado de Corpus Christi, em 3 de junho (quinta-feira), ou com a data do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo contra a Coreia do Norte, dia 15 de junho.

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Estamos no meio da Semana de Moda de Nova York, que vai até o dia 18, com coleções para o próximo outono, que começa em setembro - são quase nove meses de antecedência. Mas repare que algumas das tendências das passarelas de lá já foram vistas por aqui durante a nossa SPFW. Não foi coincidência. Antes mesmo que os estilistas comecem a pensar em suas coleções, há uma série de profissionais (cool hunters, gente de bureaus, etc) pesquisando e debatendo os rumos do estilo em diferentes partes do mundo. Este tipo de seminário ocorre praticamente em escala global – e norteiam o que encontramos nas ruas.

Veja uma pequena lista do que as grifes apresentaram em NY e que também será visto no inverno do Brasil.  

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 Richard Chai, Adam e Cynthia Steffe | As meias nos braços foram sensação no desfile da Carlota Joakina. Podem ser usadas nos pés também – e ficam parecendo polainas. Por falar em polainas, Fause Haten também as utilizou em seu desfile.

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BCBG Max Azria | O inverno está brilhante. Correntes, argolas, tachas e toda a sorte de aplicações metálicas foram usados por Alexandre Herchcovitch, Fábia Bercsek, Mário Queiroz, Carlota Joakina, Triton e cia.

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Duckie Brown | O xadrez veio com alguns companheiros cheios de grafismos (quadriculados, listrados e afins), como nas coleções de Alexandre Herchcovitch (inclusive em ternos, assim como Duckie Brown), Mário Queiroz, Reserva e Oestudio.

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Yigal Azrouël | A aposta no tricô por aqui foi da Colcci. Teve também as meias da Carlota Joakina, mas quem levou a técnica aos extremos foi a Osklen.

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Farah Angsana e Venexiana | Houve quem apenas ‘citasse’ o mundo animal, como a Neon, mas teve quem se apropriasse dela. Fause Haten usou vários tipos de pele – de verdade. Maria Garcia desenvolveu algumas sintéticas, “que não fedem no guarda-roupa”, como disse a estilista Camila Cutolo. A Iodice usou até couro de peixe nos acessórios.

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Os cabelos, desta vez, não competiram com os looks na edição de inverno da SPFW. Apareceram chapados, penteados para trás, comportados e cheios de gel. Mas a trança não-comportada foi o que veio de diferente entre tantos penteados arrumadinhos. “As mulheres querem parecer naturais, por isso veio a tendência do cabelo bagunçadinho”, afirma o beauty stylist Celso Kamura, que fez tranças que se encaixavam com o acessório de cabelo na coleção feminina de Alexandre Herchcovitch.


O bagunçadinho da Cavalera

 
Look de Alexandre Herchcovitch feminino

Camura afirma ainda que o comprimento do cabelo subiu, o chamado “novo longo”: “Estão na altura do seios, subindo cada vez mais, até o chanel em cima do ombro”. Mas ele adverte: “Chanel sem bico, porque fica com cara de ultrapassado”. Helder Rodrigues, cabeleireiro assistente de Robert Estevão, dá a medida exata: “No máximo, quatro dedos abaixo do ombro”.


Os cabelos de Alessandra Ambrósio na altura do peito

A Amapô também usou tranças fininhas no cabelo das modelos desde o primeiro croqui. “Fui para a frente do espelho e fiquei tentando possibilidades”, conta Carolina Gold, estilista da marca, dizendo que a ideia surgiu da vontade de desfilar algum penteado, coisa que ainda não tinham feito. E, dos coques simples e cabelos retos, surgiram a trança com franja na cara pelas mãos de Ricardo dos Anjos, “penteado que evoca um pouco da insanidade das personagens”, completa Carol, sem esquecer de fazer um elogio a Ronaldo Fraga e as perucas trançadas inspiradas em Pina Bausch.


Amapô

A Cori apareceu de tranças embutidas e Samuel Cirnansck trouxe mulheres sensuais de turbantes e tranças longas. As grifes gringas Lacoste (com o cabelo de rabo-de-cavalo) e Oscar de la Renta (em forma de tiara) também apostaram no estilo rapunzel na coleção passada. Ricardo dos Anjos, que assinou os desfiles da Amapo e FH por Fause Haten, apoia a tendência desde quando viu as primeiras tranças no verão 2010. “É um penteado fácil, que limpa e refina qualquer roupa”.

Arrumadas ou bagunçadas, Wanderley Nunes dá a dica para deixar o cabelo mais fácil para trabalhar: “Bobes primeiro, depois uma escova, só para tirar a marca”.

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29.janeiro.2010 18:00:43

Veio e ficou

É verdade que algumas tendências não são novidade – já estavam por aí desde as coleções passadas. Mas parece que ainda vão levar um tempo para sumir. Confira.

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Leggings | Continua. Desta vez, há o contraponto do justo da legging com os oversizes. Na Iodice (foto), apareceram em materiais como a renda e o cetim emborrachado. A Cavalera apresentou uma versão parecida da peça, chamada de “long johns”, que são calças usadas por surfistas no frio. No desfile, apareceram por baixo de bermudas. “Era um jeito de mostrar como acessórios esportivos podem facilmente se mixar com outros tipos de produto”, contam os estilistas da marca, Fabiano Grassi e Igor de Barros, por e-mail.

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Ankle boots |
Seguem firmes, mas podem vir no formato de summer boots. A Carlota Joakina aproveitou a tendência, como conta a estilista da marca, Camila Bertolote: “O pessoal do show room me ligava e dizia ‘não deixe de fazer uma ankle boot para esta coleção. A da passada é linda e as clientes adoraram’”.

Estiveram em alta também no desfile de Erika Ikezili (foto), com aplicações metálicas e referências dos anos 20, como o transpasse da botinha. ”Como as mulheres daquela época rejeitavam símbolos do próprio universo feminino”, explica a assistente de Erika, Alícia Tie, “decidimos utilizar elementos encontrados mais facilmente nos sapatos masculinos, como o detalhe do mocassim.” A forma de plataforma com saltinho remete ao salto carretel.

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Xadrez | Nunca desaparece por completo, espcialmente no inverno. Esteve tanto em roupas masculinas, como as de Mário Queiroz e Oestudio, como nas femininas, de Isabela Capeto. Algumas variações, baseadas na ‘op art’ (de optical), não devem passar batidas, como na coleção de Alexandre Herchcovitch (foto), Reserva e o já citado Mário Queiroz.

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Com desfiles de tantas marcas diferentes, a SPFW terminou com uma lista considerável de tendências – em variados quesitos. As cores, por exemplo – apesar do preto seguir onipresente no inverno -, são mais claras, como sugeriu a Huis Clos. O jeans veio resinado, como na Ellus e na Cavalera. E os bichos chegaram com tudo, seja em estampas, seja no uso peles. Dê uma olhada no que vai ser possível ver nas ruas nos próximos meses:

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Branco | É a aposta da Huis Clos (foto). A cartela também tem outras cores suaves, como nude. Para a consultora Ana Pasternack, “inverno branco é inverno chique”. Mas há alguns empecilhos geográficos: muita poluição e chuva dificultam o uso da cor.

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Jeans | Novas texturas surgem com o jeans resinado. Na Cavalera (foto), veio dourado e brilhante. Na Ellus, ficou parecido com couro. Aquelas peças bem lavadas não perdem espaço, com toques oitentistas, e largas, como a boyfriend. Mas o bom e velho jeans está longe de ficar batido, como nos disseram os estilistas Fabiano Grassi e Igor de Barros, da Cavalera, por e-mail: “O que existe agora é cada vez mais uma busca tecnológica/artesanal por novos acabamentos e finalizações, seja de lavanderia, seja de confecção.” 

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Ombros | Altos. Bufantes também apareceram, mas a tendência parece estar nos estruturados, que são vindos dos anos 80 (e resquícios dos 40). O ’estruturado’ se refere ao fato de serem altinhos, com ombreiras, costurados no formato ‘presunto’ (mais redondinho) ou ‘pagode’ (triangular, com referências orientais). Segundo Ana, a característica denota uma “mulher poderosa, glamourosa e muito forte”. Foram usados por Reinaldo Lourenço (foto) e pela Osklen.

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Bichos | Na 2nd Floor, aparecem nos formatos, como a touca inspirada em uma coruja. A FH (Fause Haten) os aplicou nas peles – dos mais variados tipos, até nas perucas. Na Iodice, o couro de peixe virou acessório. E a Neon (foto) os usou tanto em estampas como em peças inteiras, a exemplo da blusa ‘cabeça de elefante’ e os vestidos de coruja e tucano. O estilista da marca, Dudu Bertholini, conta que em sua coleção a mulher é uma “guerreira caçadora forte, tem um pé sempre à frente do outro, encarando a câmera”.

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Tricô | Dão sensação de aconchego e acolhimento às peças. A Colcci (foto) usou a técnica em casacos, cachecóis e variações do poncho. Já a Osklen aplicou o maxi tricô em blusões oversize e com capuz.

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Pode ser que o look nude, já usado pelos maquiadores na SPFW desde a temporada passada, tenha chegado com mais força nas passarelas de inverno como forma de compensação: se as roupas chegam com glamour, com brilhos, transparências, tecidos hi-tech, rendas e leggings mil, o rosto vem com o mínimo. Não dizem que menos é mais?

O beauty stylist Celso Kamura, que fez o make-up das grifes Maria Bonita, Samuel Cirnasck e masculino e feminino de Alexandre Herchcovitch, profetiza que a paleta bege é o novo minimalismo e a busca pelo cor-de-pele brinca com luz e profundidade muito bem. Talvez uma referência do verão 2010 da Givenchy, que também apagou com muita base as sobrancelhas e bocas de suas modelos. Para Kamura, se antes a maquiagem servia para favorecer o que cada mulher tem de mais bonito no rosto, o nude serve para democratizar o visual.


Desfile Jefferson Kullig

Jayme Vasconcellos, do Studio W, que assinou o make-up do desfile de Jefferson Kullig, também diz que a tendência monocromática é superfashion. “Sombra, batom e base: uso tudo da mesma cor.” A sobrancelha, por exemplo, foi apagada para dar lugar a olhos mais expressivos - o que não necessariamente quer dizer pálpebras coloridas.

Para criar profundidade e expressão, é possível usar diferentes tons de nude (às vezes, puxando para o bronze) nos olhos e nas têmporas, como o make da Forum Tufi Duek e Maria Garcia. Vasconcellos optou pela descoloração das sobrancelhas para chegar no tom exato da pele das meninas. “É como cabelo, simples de mudar. Depois do desfile, voltei à cor normal das sobrancelhas de cada uma delas”, conta.


Lara Stone nude para Forum Tufi Duek


Maria Garcia

Se você não é adepta da maquiagem cor-de-pele, Kamura dá outras dicas, que também são atuais. Em vez do preto clássico nos olhos, abuse do azul marinho, verde escuro militar e roxo escuro. Alexandre Herchcovitch confiou em Kamura e aprovou o colorido em sua coleção feminina, que foi azul, laranja e amarelo. 

Marcos Costa, maquiador da Natura, também apoia os tons cítricos. Ele assinou os desfiles de Fabia Bercsek, Lino Villaventura e Ronaldo Fraga. “Dá para unir uma boca nude com olhos cítricos cor laranja ou verde limão, ou olhos apagados e bocas cor de laranja e pink”, disse. Para ele, o nude é um acessório de beleza que se tornou coringa para as mulheres. Até o vermelho é permitido, como foi visto no desfile de Lino. Costa usou a sombra cremosa da Natura nos olhos e têmporas das modelos. O produto só será lançado na terceira semana de fevereiro.

Afinal, é tudo uma grande brincadeira cheia de variações. Imagine sustentar uma feição sem sobrancelhas no almoço em família ou em uma reunião formal. Justamente por isso, ninguém apareceu com as pestanas raspadas. “É algo temporário, que precisa combinar com a ocasião e com o resto do look”, complementa Vasconcellos.


A nova sombra cremosa da Natura no desfile de Lino Villaventura


Rosa Chá


Alexandre Herchovitch feminino

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(Na ordem: 1, 2 e 3: Alexandre Herchcovitch; 4 e 5: Fábia Bercsek; 6: Carlota Joakina; 7 e 8: Triton; 9: Mário Queiroz; 10: Iodice)

Muita ‘luz’ nos acessórios: é o que você vai ver neste inverno. Alexandre Herchcovitch usou correntes e pedras no desfile feminino. No masculino, aplicações de metal surgiram nas leggings. Aplicações – dessa vez em formato de argolas – foram usadas em casacos da Carlota Joakina, e em forma de teia de aranha na Triton. Com inspiração em Joana D’Arc, correntes pendiam das peças de Fábia Bercsek.

Os acessórios dos rapazes da Reserva brilhavam com os flashes – tinha até objetos com formato de código de barra. Os colares da Iodice foram parar até no pescoço da Lilian Pacce. A marca também mostrou braceletes e luvas – também exploradas pela Osklen. Mário Queiroz colocou as tachas, sensação nas últimas coleções, nos tênis. A onda dos brilhos nos acessórios também chegou nas fivelas dos cintos, como na Triton. Brilho também no tecido das bolsas da marca. E você, vai aderir?

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Apesar da presença do modelo Jesus Luz na SPFW, não se ouviu músicas da Madonna em nenhum desfile. Mas o inconsciente coletivo levou para a passarela algumas menções – discretíssimas e até involuntárias – à cantora.

O militarismo de Reinaldo Lourenço
O militarismo de Reinaldo Lourenço

A primeira foi no desfile de Reinaldo Lourenço. Com o tema ‘Light Forces’, o estilista usou referências do militarismo e da espiritualidade – Reinaldo estuda a Cabala e frequenta o centro há alguns anos. “O militarismo ligado à espiritualidade representa os indivíduos unidos em direção à luz”, explica. Havia até acessórios com letras do alfabeto hebraico – em cada qual, segundo a tradição, reside um anjo.

Letras do alfabeto hebraixo serviram de estampas e acessórios
Letras do alfabeto hebraico serviram de estampas e acessórios

Onde Madonna entra nessa história? Nos clipes de Die Another Day e American Life. No primeiro, uma prisioneira de guerra é torturada antes de ser levada para a cadeira elétrica.

Cena do clipe de 'Die Another Day'
Cena do clipe de ‘Die Another Day’

No momento da execução, a Madonna misteriosamente some e três letras do alfabeto hebraico, iguais às tatuadas no ombro da moça, aparecem queimadas na cadeira.

Cena do clipe de 'American Life'
Cena do clipe de ‘American Life’

Em American Life (em uma versão do clipe que foi vetada na TV por conta da guerra no Iraque), há um desfile no qual são exibidas versões extravagantes de roupas de guerra.

Mas só as ideias é que foram parecidas. O que as modelos usavam estava longe de coincidir com os clipes.

O look do desfile da marca Do Estilista lembra vagamente a diva
O look do desfile da marca Do Estilista lembra vagamente a diva

Já a marca Do Estilista, assinada por Marcelo Sommer, teve como inspiração o anarcoprimitivismo. Ele se baseou no trapismo para desconstruir as roupas, fazer rasgos, costuras desencontradas, customização e afins. Em alguns momentos – e no próprio vídeo exibido antes do desfile -, apareciam vestidos com espartilho justo e cheios de volume na saia.

Capa do álbum 'Like a Virgin', de 1984
Capa do álbum ‘Like a Virgin’, de 1984

O modo despojado da roupa lembrou Madonna no começo da carreira, no começo dos anos 80, nos tempos de Holiday e Like a Virgin. Mas o estilista garante: “Madonna nem passou pela minha cabeça”.

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Se as roupas roubaram sua atenção em um primeiro momento, reveja agora os cabelos que passaram pela SPFW e que podem (ou não) indicar uma tendência na forma de lidar com os fios.

Os cabelos bagunçados da Amapô vieram jogadinhos sobre a testa, num (des)penteado bem despreocupado em domar ou alinhar os fios. Tudo isso porque os mendigos fashions das grandes cidades foram a inspiração principal das estilistas Carolina Gold e Pitty Taliani.

Os glamourosos e exagerados topetes de André Lima reforçaram a contraposição de volumes vistos no vestidos de gala, que vieram justos e com mangas gigantes. O penteado subia puxadíssimo para cima e se desdobrava alto e volumoso na frente.

O moicano que esteve em todas as cabeças há pouquíssimos anos, voltou às passarelas no desfile da Animale, que trouxe uma proposta punk futurista para sua coleção. Os cabelos vieram grudadinhos nas laterais e com aquele volume característico no topo da cabeça. Nada de máquina zero, mas o fixador continua sendo item essencial para essa versão do penteado.

No desfile de Isabela Capeto, um fuxico nos cabelos. Os tecidos eram enrolados em pequenos coques (ou rolinhos) ao longo da cabeça. Para ajudar no efeito, a fita foi franzida, duplicando a impressão de emaranhado.

As modelos da Cavalera receberam apliques coloridos para quebrar o look todo preto de sua proposta rock’n'roll. Eles apareceram nas cores pink, azul e verde.

Coque + franja solta foi o penteado escolhido para o desfile da Iodice. Bem básico, para não competir com as joias desenvolvidas por Francesca Romana Diana e pelos looks com inspiração na Amazônia.

Risca supermarcada e cabelo sem volume apareceram nos looks de Maria Bonita. Já que a geometria vinda da arquitetura de Lina Bo Bardi foi forte influência, nada de fios soltos e rebeldes. 

O bairro fashion de Harajuko, em Tóquio, trouxe os cabelos coloridos das japonesas para a passarela. Para essas garotas, nada é exagero. Até mesmo fios com raiz branca que terminam em pontas avermelhadas, como foi adotado pela Triton.

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Quando não estão esticadas, as meias "de braço" da Carlota Joakina se assemelham a polainas

Quando não estão esticadas, as meias "de braço" da Carlota Joakina se assemelham a polainas

Compridas meias de tricô canelado feitas de algodão. Grande aliada para esquentar as pernas durante o inverno, coube à peça a tarefa de vestir até os braços no desfile da Carlota Joakina. Com as devidas adaptações, claro: no lugar onde ficaria o pé, há uma abertura e uma alça, para ficar entre o polegar e os outros dedos. Com isso, as meninas ficam livres para usar vestidinhos de manga curta – ou até sem manga – sem passar frio.

As novas meias também podem ser usadas à moda antiga – nos pés mesmo, só que com o calcanhar onde seria colocado o polegar. Pode até parecer que a ideia vem daqueles meiões até o joelho, muito usados nos anos 90. Mas a estilista Camila Bertolote – que, pela primeira vez, assinou sozinha a coleção – explica que a referência, na hora de criá-las, foram os anos 80: o que ela queria era brincar com os enrugados que os tecidos formam, tanto nas meias como nas botas, para que se assemelhassem às polainas. Quando são da mesma cor que a calça, fica parecendo que são uma peça só.

Mas, apesar da referência, a estilista ainda não acha que a polaina venha com tudo na estação. “Não sei se vai ter uma volta”, diz. “Ela ganhou um certo espaço no guarda-roupa, as clientes querem ter alguma, mas não vem como tendência.”

Embora a meia no braço seja novidade, Camila conta que em coleções mais antigas da Carlota Joakina a troca de uso das peças já foi usada. No caso, era em uma luva que servia como cachecol.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Mariana Belley

    Mariana Belley, 25 anos, é jornalista, taurina e vegetariana. Ama os clássicos da música brasileira e dança rock. Prefere meia-calça à calça jeans e o batom rosa chock ao vermelho. E adora moda, muito!

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