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Moda

Renata Reps – O Estado de S. Paulo

LONDRES – A capital inglesa é reduto de estilistas locais, fiéis à cidade e que não exportam. Passeie pela Carnaby Street: passe na Howies para produtos sustentáveis, na Irregular Choice para sapatos e na Pretty Green para roupas masculinas. Em Londres fica uma das lojas mais baratas da Europa, a Primark. No fim de semana, você pode ir ao Camden Market, ideal para os estilos rocker e punk. Os brechós What Goes Around Comes Around, Lost ‘N’ Found e Thea Vintage são especializados em moda dos anos 50.

MILÃO – Em Milão, você vai sentir de cara como o povo italiano respira moda. É claro que vale a visita ao chiquérrimo Triangolo D’Oro, entre as Via Alessandro Manzoni, Montenapoleone e Senato. Mas, para comprar, vá à Piazza 24 Maggio, que tem lojas de segunda mão – os brechós estão repletos de marcas como Prada, Gucci e Dolce & Gabbana das décadas de 40 a 60. Vá ao Humana Vintage, Franco Jacassi ou procure peças de festa na Cavalli e Nastri (Via De Amicis, 9). No último domingo de cada mês, a feira ao ar livre Naviglio tem antiguidades, brinquedos, livros e peças de designers locais. Mas a loja mais imperdível da cidade é a Coin: acessórios, moda feminina, masculina, para crianças, para casa, tudo tipicamente italiano e superelegante.

NOVA YORK – Fazer compras em Nova York é uma experiência muito particular – você encontra de tudo. Procure vestidos, batas e cardigãs estampados na Anthropologie, e camisas, cashmeres e casacos na J Crew . O Soho é destino certo para achar peças descoladas. Modern Anthology, Thomas Sires e Love, Adorned misturam roupas, acessórios e fragrâncias. Apaixonado pelos estilos rocker e vintage, vá ao Brooklyn. O brechó Stella Dallas (285 N. 6th Street) é um dos mais fantásticos do mundo. O Beacon’s Closet, também. Ari Seth Cohen, do blog Advanced Style, indica lojas para quem quer voltar com o estilo nova-iorquino retrô- moderno: Oak, Bess, Opening Ceremony, Assembly New York e Off Broadway Boutique.

PARIS – Os parisienses são básicos, não usam muitas cores ou estampas, mas conseguem manter uma elegância simples e de muito bom gosto. Conheça o mercado de pulgas Saint- Ouen de Clignancourt, o maior de Paris, com mais de mil comerciantes que vendem roupas e acessórios novos e usados. A mãe de todas as lojas- conceito do mundo é visita obrigatória: Colette. Para bolsas e sapatos, vá aonde os parisienses vão, o André. Os brechós mais recentes, com peças desde a década de 80, chamam-se friperies. Guerrisol (17 bis boulevard de Rochechouart), Come on Eileen (6-18 Rue des Taillandiers), Vintage (32 Rue des Rosiers, no Marais, bairro excelente para moda alternativa) e o friperie que fica no subsolo da Galeria Lafayette são alguns dos melhores que você pode encontrar.

BERLIM – A informalidade domina as ruas de Berlim. Como quase tudo o que é moderno e descolado na capital alemã, os melhores brechós e lojas de designers locais estão no antigo lado oriental. O caótico brechó Colours (Bergmannstrasse, 102), no bairro de Kreuzberg, e o mais arrumado Made in Berlin (Neue Schönhauser, 1), em Mitte, são sinônimos de bons achados. No bairro, a Alte Schönhauser é uma rua lotada de lojas interessantes. A Comme Berlin é especializada em vestidos; a Claudia Skoda, com ótimas opções de roupas masculinas e femininas; a L’Ephemere, com batas e peças femininas. No bairro-tendência de Prenzlauer Berg, a incrível We Are All Beautiful People (Eberswalder Strasse, 26) tem camisetas com frases bacanas e saias idem. Na East Berlin, encontre jaquetas e bolsas. Percorra a Kastanienallee para encontrar brechós e araras nas calçadas.

TÓQUIO – A capital do Japão influencia toda a moda do oriente com seus variados estilos que superam o simples vestir e tornam-se traço de comportamento e estilo de vida. Jovens adeptos do cosplay (que se vestem de bonecos e personagens de desenhos animados), todo tipo de cortes e cores de cabelos, sobreposições e as misturas de estampas mais improváveis que você já viu tornam a cidade um ótimo ponto de inspiração para a moda no ocidente. No bairro Harajuku, a rua Takeshita, em frente à estação de metrô, tem bares e cafés intercalados a butiques descoladíssimas. Perto dali, na Avenida Omotesando, as vitrines são modernas, com formatos geométricos e gigantescos painéis de leds brilhantes. Mais: tokyofashion.com.

ÍNDIA – Nas passarelas, meninas de pele morena. Muitas são estrelas de Bollywood que, durante a Semana de Alta Costura de Nova Délhi, desfilam as tendências da moda indiana. Apesar do toque moderno e detalhes inovadores, os estilistas não fogem da identidade nacional: sáris, pashminas, lenços e panos únicos transformados em peça de roupa, sempre em tecidos nobres, dominam as coleções. Ideias semelhantes às mostradas nos desfiles estão nas ruas da capital. Mulheres e homens esbanjam vaidade, cores e glamour. Grifes internacionais marcam presença, sobretudo no Emporio Mall , o reduto máximo do mundo fashion, que reserva dois andares para lojas indianas.

ÁFRICA DO SUL – Brincos, colares, muitas pulseiras, tudo chamativo. No modelito, vale brincar à vontade: cores vivas – afinal, elas são a marca da cultura sul-africana -, estampas variadas, miçangas, fibras. Tudo no maior estilo. Sem falar nos penteados, verdadeiras esculturas capilares. Um tour pelas ruas de Johannesburgo é suficiente para se deparar com traços de cada um dos grupos e tribos que compõem a nação. São estas características que invadem os desfiles da novata Fashion Week da cidade (a primeira edição foi em 2009), inspiram tendências e ocupam as vitrines das butiques. Para conferir de perto, as lojas mais badaladas estão nos bairros Sandton e Rosebank.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Mariana Belley

    Mariana Belley, 25 anos, é jornalista, taurina e vegetariana. Ama os clássicos da música brasileira e dança rock. Prefere meia-calça à calça jeans e o batom rosa chock ao vermelho. E adora moda, muito!

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