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Moda

Ensinar aos homens que na moda masculina também é possível ousar tem sido a missão de João Pimenta. Nessa edição, mudou o tema, mas a mensagem continua. Coletes de fraque viraram frentes únicas e calças ganharam a amplitude de uma saia. Numa referência explícita ao roqueiro David Bowie, na sua melhor fase andrógena dos anos 1980, Pimenta colocou na passarela capas longas acinturadas de tafetá. “Na loja, a coleção é diferente. A ousadia é bem menor, porque ainda há muitos limites na moda masculina”, disse Pimenta. Destaque para o sapato-sandália desenhado pelo estilista. “Os homens não gostam muito de dedos de fora, então fiz um sapato aberto no calcanhar”, explica.Vale conferir.

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Um desfile feito na sua forma mais antiga. Foi assim a apresentação da nova coleção da Pedro Lourenço hoje de manhã, no Hotel Fasano, nos Jardins para a imprensa. Sob uma luz clara, a modelo entrava, se dirigia até o meio da sala, parava, e esperava ali de pé até o estilista explicar detalhadamente cada visual. Parecia mesmo os antigos desfiles organizados pelas maisons na década de 1950.

Foi didático e ilustrativo. Intintulada de Resort, a coleção tem foco no mercado nacional e internacional. O mesmo vestido tubo, por exemplo, surgiu mais ou menos decotado, para agradar a americanos e ingleses, respectivamente. “Na minha coleção o comprimento das saias varia do mini ao midi para atender a mercados diferentes”, explicou Pedro.

Outro recurso foi usar tecidos diferentes, seda doblada e jersei de seda, para o mesmo modelo de camiseta. Isso resulta em peças com custos diferentes. “O cliente vai encontrar roupas de 200 reais a 10 mil reais na loja” diz Pedro.

Aqui ficou clara a preocupação do estilista com a qualidade do acabamento. Todas as roupas têm forro de seda. As estampas de aves, que dão a volta na peça (começam na frente e chegam até as costas), quando passam em cima de um zíper, não são interrompidas pelo acessório. “A estampa é colada a mão sobre o zíper. Isso requer quase meio dia de trabalho.”

Pedro usou couro francês em calças cigarretes e em detalhes, como barrado de vestidos. O off white foi a cor predominante. E o grafismo marcou toda a coleção, dando a impressão de um corpo ainda mais longilíneo.
A coleção chega às lojas no fim do ano. Será vendida em São Paulo na Daslu e em 14 multimarcas parceiras da grife.

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Desfile da Lenny na Lagoa Rodrigo de Freitas

Flavia Guerra
Roberta Pennafort

Falou em Fashion Rio, falou em moda praia. Mas não só. Falou em universo tropical, o tema da última edição da semana de moda carioca, que terminou no sábado, falou em biquíni,  E verão bom e badalado tem que ter também muita celebridade. O Fashion Rio teve tudo isso. Mas não só.

É fato que as coleções propostas pelas grifes que desfilaram pelo Píer Mauá poderia ter esquentado um pouco mais as passarelas. Mas o verão que vem por aí vai ser tudo azul e tudo fresquinho. E a semana que começou com Salinas, Andrea Marques e Patachou, que apostaram nos lenços, ganhou agito com a chegada de Lea T, desfilando de biquíni para a Blue Man; ares de jet set com a socialite americana Olivia Palermo para a Coca-Cola Clothing, ‘gostosura’ com Deborah Secco provando que o pernão da brasileira também é fashion, e terminou provando que o rock também cabe no verão com a passagem de Zumbi Boy na  Auslander. A grife, para completar, confirmou que a androginia da ‘geração Y’ é a bola da vez e lançou as madeixas louras do bósnio Andrej Pejic na passarela. A semana teve também a festa de20 anos da Lenny e o tombo de Ana Claudia Michels.

Teve também listras, plissados, seda, chochês, tricôs, franjas (até nos biquínis), color blocking (pense em ‘blocos’ de cores, como um vestido coral ou royal contrastando com um cinto amarelo), o já clássico navy, a volta da anabela, e da pantalona e o jeans. Aliás, de todas as tendências do verão, o jeans chega mesmo como a grande aposta. De Herchcovitch à Blue Man, passando pela TNG e Cantão, o jeans chega nas mais variadas versões, inclusiv misturado em várias lavagens em uma só peça. Foi este um dos destaques do desfile de estreia da Herchcovitch, a segunda marca de Alexandre, no Fashion Rio. Apostando em um mercado consumidor ávido por ter uma criação sua, mas não tão disposto a investir conceito e financeiramente na ousadia de sua primeira grife que desfile em São Paulo, o estilista propôs uma moda mais comercial e casual. Acertou ao apostar no denim e ao tirar do crochê o ar saudosista. Em dois looks em índigo e seda, trouxe vestidos que podem tanto virar saída-de-praia quanto irem ao cinema se usados sobre uma combinação. A cor? Azul, claro.

E foi também o azul que abriu o desfile de comemoração dos 20 anos da Lenny. A estilista revisitou sua carreira em um desfile + festa na Lagoa Rodrigo de Freitas. Começou com um maio vazado. Seguiu com listras, franjas, plissados e muita estampa tropical. Por falar em estampas, além das listras, o tropical foi a grande inspiradora de coleções como a Blue Man que, recém assumida por Thomaz e Sharon Azulay (sobrinho e filha de David, criador da marca e do biquíni de lacinho), trouxe  democratizou geral as areias e passarelas. Mas foi com um clássico cortininha + lacinho jeans que abriu seu desfile histórico que, além de Lea T, teve até  o tombo de Ana Claudia e muito choro no final.

Na onda biquíni, A Salinas lançou sua linha de lingerie e confirma que o underwear ganha cada vez mais ares de ‘alta moda’ em Terra Brasilis. Tanto que a Loungerie lançou, paralelamente às passarelas, o ‘sutien perfeito’ em festa de arromba em sua nova loja de Ipanema.

Já o verão perfeito tem de tudo. E tem ventos que vêm de fora também. O verão carioca estava ‘Prada total’. Traduzindo, muitas listras, o ‘color blocking’, os plissados, cores, estampas, frutas e atitude tropical eu sou demais foram hits da última coleção de Miuccia Prada.

Será o Universo Tropical que virou Prada ou a Prada que virou universo tropical? Fato é que tanto a grife brasileira quanto a italiana vão vender feito água-de-coco no próximo verão. Como tudo, inclusive na moda, transforma-se, impossível reinventar a roda a cada estação. Quem também apostou no jeans e acertou também foi a TNG, que trouxe o que tem de melhor na mistura de lavagens em uma única peça. A Cantão também investiu no azul jeans e no denim mesmo quando trabalhou em malha. Destaque para a textura casa de abelha aplicada nos delicados e fluidos vestidos de saia assimétrica. A sensualidade em suspensão, que mostra e esconde na medida certa e nada obvia também foi o tom da Maria Bonita Extra. Assim como a Cantão, trouxe vestidos que pareciam flutuar e pendiam por um fio nos ombros das modelos. Destaque para o trabalho de construção das formas que, a partir de quadrados e retângulos, criavam verdadeiros ‘vestidos lenços’.

E esta assimetria também foi destaque nas barras e comprimentos. Sai o midi, entra o ‘mais curto na frente, mais longo atrás’, que, na verdade, tem muito mais apelo para a estatura da brasileira.
Nas formas e cortes, a alfaiataria se faz presente principalmente nos cortes precisos dos blazeres. Eles chegam um tanto mais compridos, mas ainda sequinhos e criativos, como na coleção ‘Verão na África’ da Totem. A camisa entra como peça clássica e básica, mas ganha frescor com o uso de transparências e seda, como na ‘coleção novos clássicos’ da British Colony, que trouxe, claro, muito azul.

E nos pés? Volta a Anabela! Blue Man, Totem, British,
Para casar com a plataforma, nada melhor que uma fluida e confortável pantalona. Sai a calça skinny, entram as bocas largas, a calça flare, a pantalona.

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 Rick Genest, o Zombie Boy, na passarela do ‘verão rocker’ da Auslander

O último dia do Fashion Rio começou chuvoso e clássico com Walter Rodrigues, ganhou cor com a coleção jovem e fluida da Cantão, seguiu azul e leve com a British Colony e terminou em clima de rock pesado com a Auslander, que levou para a passarela do Píer Mauá o canadense Rick Genest, mais conhecido como Zombie Boy. Em um desfile que começou colorido e terminou com muito preto (mais rocker, impossível) o ‘garoto tatuagem’ causou ao entrar na passarela totalmente escura com o letreiro no pescoço: “Young Blood’. De fato Genest trouxe ‘sangue novo’ à moda quando  depois de desfilar para Thierry Mugler e estrelar o clipe de Lady Gaga “Born this way”.

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“Não sou um cara da moda, mas acho importante dizer a que se vem e quem se é pela maneira de se verstir. Veja eu, que sou todo tatuado, claro que isso diz muito sobre mim. E adorei desfilar e fazer coisas para a moda. É mais um canal. Agora é festejar”, disse o Zombie Boy no camarim após o desfile, antes de seguir para a festa da grife na Casas Franklin. Depois da Festa na Lagoa da Lenny ontem, hoje é a Auslander que promete agitar a noite carioca. “Claro que vou. Como diz minha camiseta, ‘I’ll  sleep when I’m dead’ (Vou dormir quando morrer)”, brinco o ‘top da noite’.

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O andrógino Andrej  Pejic

Na passarela, o que se viu foi uma coleção que alternou a leveza do verão, com muita transparência, off whites e beges, com o new age das calças ultra-coloridas em azul royal e coral, e chegou ao rock com muito preto, mais transparências e uma sensualidade provocativa. Já que provocar era a palavra de ordem, vale lembar que, além do ‘garoto zumbi’, o desfile da grife de Ricardo Bräutigam  também contou com o andrógino bósnio Andrej Pejic.

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O bósnio ganhou fama ao desfilar de look feminino para Gaultier em Paris 

Em uma edição cuja uma das maiores estrelas foi a top transexual Lea T, nada mais coerente que ter também o top de apenas 19 anos, que ganhou fama ao desfilar de look feminino e salto alto para Jean Paul Gaultier na Semana de Moda Masculina de Paris. Se a moda é democrática e a praia é de todos, o Fashion Rio prova que não vai faltar lugar para ninguém ao sol do verão 2011/12.

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Formas fluidas e precisas de Walter Rodrigues

 

Depois da sexta terminar em clima de festa na Lagoa Rodrigo de Freitas após o desfile da Lenny, que comemorou seus 20 anos de história e teve direito a fogos de artifício e festa até a madrugada, o sábado começou chuvoso e clássino no Fashion Rio. Walter Rodrigues, que voltou para o Píer Mauá (na última edição, fez um desfile externo que foi um dos pontos altos da semana de moda carioca), trouxe um verão simples e preciso. Mais uma vez o estilista investe no trabalho cuidadoso de alfaiataria. Inspirado no despojamento do trabalho das costureiras de Quipapá, em Pernambuco, com quemdesenvolve uma parceria de longa data, propôs uma silhueta ampla, com corte preciso e bem cuidado dos shorts, blazes e vestidos longos.

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Maxi  ultra colar de Walter Rodrigues contrasta com formas simples e elegantes

 

Os tecidos dão conforto mas não pesam. Se para o inverno a proposta de Rodrigues foi muito preto, para o verão, vem muito branco, off white, bege e cores ‘básicas’ como azul turquesa e vinho. Um verão c hic e clássico.

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Nica Kessler faz segundo desfile do sábado

Já a segunda grife do dia, Nica Kessler, apostou nos plissados, que chegaram nos shorts,  pantalonas, shorts, tomara-que-caia, e terninhos e até capuzes. Nas cores, muito azul, amarelo e branco, que formavam grandes listras verticais. E gaivotas. Muitas gaivotas. Mais verão, impossível!

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A sexta agitada terminou em clima de festa com o desfile de comemoração dos 20 anos da Lenny. A grife da estilista carioca Lenny Niemeyer parou a Lagoa Rodrigo de Freitas. Marcado para começas às 22h, o desfile começou com mais de uma hora de atraso. Pudera! O backstage improvisado era pequeno diante do desfile de tops, jornalistas ansiosos, fãs, amigos, produtores, convidados, enfim. Tinha de tudo e mais um pouco na festa mais badalada do Fashion Rio.

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Bruna Tenório posa para as fotos de beleza no backstage improvisado

A beleza (maquiagem, cabelo etc) das tops era feita no camarim improvisado. E as fotos de beleza? Que tantas revistas precisam fazer, eram feitas ali do ladinho de fora, embaixo do telhadinho, no cantinho. Ir ao banheiro? Só ser for aquele horror dos banheiros químicos, sabe? Luxo e glamour total!

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Lenny chegou linda às 22h e conversou com a imprensa antes de terminar de checar as tops e os looks. “Estou muito feliz. Estes 20 anos de história servem para provar que a moda praia é tão alta moda quanto a ‘moda normal’. Há trabalho de corte, pesquisa de materiais, cores, estampas. Estou sempre buscando o novo. Que outros 20 anos venham por aí”, disse ela ao blog antes de estrear na passarela, literalmente à beira da Lagora, sua nova coleção.

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E o que os convidados viram (a lista de famosos é tão extensa que é melhor nem comentar) foi mais uma vez a prova de que Lenny tem razão. Um olhar mais detalhado segue no próximo post (porque os 20 anos da Lenny merecem!), mas já se pode adiantar que começou com maiôs e muitas fendas, além de um trabalho rigoroso de cortes e assimetrias. Inspirada em azulejos, Lenny manchou o branco de azul, que ora surgiam em versão tie dye, ora pareciam cortar a porcelana com precisão geométrica.

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Em seguida, vieram os saiões, vestidos, muito verde e a estampa tropical que toda brasileira tem. No final, fogos de artifício e muitas palmas para Lenny!

A festa que se seguiu, ultra-exclusiva ao lado da passarela montada, coroou a história da grife e agitou mais ainda a Lagoa até a madrugada! No final, as convidadas ganharam sandálias Ipanema (preto e dourado) para desfilar pelas areais fashion do mundo.

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Em seu penúltimo dia, o Fashion Rio viu ontem mais uma homenagem à cidade. O “estalo” da estilista carioca Andrea Marques veio do cenário que a cerca: “fim de tarde em Copacabana, um olhar pela janela do ateliê”.

A luz do sol estava nas peças corais. O calçadão da praia, suas pedras portuguesas e sinuosidade estampavam vestidos. O Rio de outros verões apareceu em aplicações florais e a arquitetura, nas formas geométricas.

Com tecidos gostosos de se usar no verão (seda, cetim, algodão) e sandálias de saltos não muito altos, a coleção foi bem recebida pela plateia. As blusas com mangas em grandes babados agradaram. Antes de Andrea, a Salinas já havia levado o amor pelo Rio às passarelas.

A segunda a desfilar ontem foi a paulistana Tryia, que trouxe biquínis cheios de penduricalhos – para uma praia luxuosa e também para o pós-praia. Depois, foi a vez da estreia de Alexandre Herchcovitch no Rio. O estilista mostrou sua linha de jeans, com vestidos com modelagem de maiô. Foi seguido pela New Order, única marca de acessórios do Fashion Rio, com uma coleção calcada no universo do futebol. Já a grife Giulia Borges, inspirada no punk e no glam rock, mostrou tachinhas douradas sobre vestidos com grafismos.

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A top/socialite Olivia Palermo na passarela Coca-Cola Clothinh

 

A quinta-feira Fashion Rio começou e terminou em clima de ‘musas’. Se de tarde foi a nova-iorquina Olivia Palermo quem atraiu todas as atenções, a noite foi de Deborah Secco quem, quase como a própria Natalie Lamour, roubou a cena e foi o destaque fashion do dia, fechando a agenda com o desfile da TNG.

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Deborah e seus coxões conquistados às custas de muita

 malhação e dieta rigorosa: “Minhas calças não estão mais cabendo.”

 

Já a it girl americana, em sua primeira passagem pelo Brasil, seu glamour de socialite ao desfile da Coca-Cola Clothing. Para quem não se lembra, ela ganhou fama quando estrelou o reality show The City, da MTV (no Brasil, exibido no Multishow), ao lado de Whitney Port. Whitney era a ‘estrela boazinha’. Olivia era a menina má. Desde então, tem emprestado deu charme a várias marcas e capas de revistas pelo mundo. Chegou ao Rio com pressa, teve apenas 48 horas na cidade, mas conseguiu ir ao Sushi Leblon, foi à festa organizada para ela pela Coca-Cola e experimentou, claro, a tradicional caipirinha. Mas garantiu que volta para conhecer melhor a cidade e a moda brasileira. Ela, aliás, contou que é fã do trabalho de Carlos Miele.

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Têca acertou ao combinar a inspiração Africana com a sofisticação nos cortes e formas

Olivia e Deborah. Opostos complementares que trouxeram uma coleção com muito jeans (que a cada dia marca mais seu espaço no próximo verão), formas amplas e muitos recortes. Além do jeans, é bom anotar: um ombro só também deve ser hit da próxima estação.  Já a Têca fez um desfile maduro, com rico trabalho em estampas e alfaiataria. Inspirada na África, com um quê de Bahia, trouxe cores terrosas, formas bem cortadas e muita sofisticação.

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A sensualidade delicada da Maria Bonita Extra

Mas quem ganhou mesmo o título de ‘musa fashion’ do dia foi a Maria. A Maria Bonita Extra. A grife apostou na leveza de uma sensualidade suspensa. Nas formas sobrepostas, que têm como base quadrados e retângulos, a sobreposição cria volumes, revela e esconde, sugere, mas não entrega. Cores como o lilás casam com  o verde, o branco casa com o cinto vermelho. Coral, vermelho, verde foram as cores que chegaram ‘em bloco’, constrastando com a delicadeza de looks que mais lembravam lenços estampados. Há algo de primavera no verão da Maria Bonita Extra. Já o brilho chega nos paetês dos microshorts, da regata sob a camisa transparente. Nos pés, sandália baixa e oxford.  “Tudo bem confortável para uma mulher que passeia por um jardim de verão. Tal qual o jardim que inspirou nossa coleção, os jardins suspensos de Highline, em Nova York”, contou ao blog a estilista Ana Magalhães.

Palmas para a sensualidade em suspensão da Maria Bonita Extra!

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Crochê em índigo e seda ganha leitura fashion no verão Herchcovitch 2012

 

A expectativa era grande. O que a Herchcovitch traria para o verão 2011/12 em sua estreia na Fashion Rio? Pois Alexandre Herchcovitch estreou sua segunda marca, que nasceu em 1998, “por questões comerciais, já que havia muitos clientes que queriam consumir nossas criações, mas não queria uma peça prêt-à-porter ou algo mais conceitual”, propondo um verão calcado no jeans e na leveza. O desfile começou com biquínis e maiôs jeans, seguiu com o uso criativo das formas clássicas da jaqueta jeans, do macacão, que ganharam nova leitura em saias godês, batinhas e coletes.

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Com ar mais jovem e casual, segunda marca traz jeans como principal referência

A estratégia de trazer a Herchcovitch para a semana de moda carioca casa não só com a demanda dos compradores mas também com o clima da moda do Rio. “Aqui, por questões geográficas e de clima, as pessoas se vestem mais casuais e com mais leveza. E é isso que trouxemos hoje. Vestidos, maiôs, um quê de saída de praia nos vestidos de crochê, que também podem ser usados com combinação”, contou o estilista ao Estado. Para Alexandre, a vocação mais comercial da Fashion Rio é complementar à mais conceitual da São Paulo Fashion Week. “Aqui há mais marcas, em São Paulo, mais estilistas. E acho que tudo fica complementar. Não há nada de pejorativo em ser casual. No fim das contas, estamos todos criando e vendendo roupas. Aqui no Rio, na loja de São Conrado, vendemos o básico e também as peças mais caras e especiais. Já em São Paulo, vendemos de tudo.”

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A cliente da Salinas que fica louca com suas estampas fofas e coloridas vai poder escolher entre os modelos da Salinas Sweet, sua linha de lingerie, lançada ontem no Rio-à-Porter e com previsão de chegar às lojas em setembro. Capitaneada por Jacqueline De Biase, a grife, que tem 28 anos e vende seus biquínis para Europa, Ásia e Estados Unidos (quem já se deparou com Salinas na Anthropologie e na Urban Outfitters levanta a mão!), separou uma equipe de criadores só para cuidar das calcinhas e dos sutiãs.
 
A coleção tem estampas de lacinho, bolinha, coração, xadrez, flor, babado, renda. Bem feminina. Os lenços removíveis que fizeram sucesso nas laterais dos biquínis, na passarela do Fashion Rio, se repetem. Tem peça de algodão, mas a maioria é em tecido sintético, como a lycra extra fine, com maior elasticidade e secagem mais rápida na corda, como os biquínis. No futuro, os modelos também devem ser exportados.
 
“Quis fazer uma calcinha diferente. Sou grande consumidora de lingerie e vejo que nem todas têm identidade. A Salinas tem. Nossas clientes sempre dizem que reconhecem nosso biquíni de longe, principalmente por conta das estampas”, disse Jacqueline.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Mariana Belley

    Mariana Belley, 25 anos, é jornalista, taurina e vegetariana. Ama os clássicos da música brasileira e dança rock. Prefere meia-calça à calça jeans e o batom rosa chock ao vermelho. E adora moda, muito!

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