A Clinique, seguindo a tendência mundial de vendas online, lança seu primeiro endereço de e-commerce na América Latina para facilitar o acesso dos brasileiros aos produtos da marca americana. A grife de maquiagem e produtos de beleza já é famosa por sua linha de tratamento de pele – como os esfoliantes, cremes antirrugas e contra as olheiras – trouxe ao País seu Chubby Stick Moisturizing Lip Colour Balm, que faz sucesso nos EUA.
O Chubby Stick Moisturing Lip Colour Balm da Clinique vale R$ 75
É claro que o Moda testou o produto em forma de lápis. Seu efeito fica entre a textura do batom e o brilho do gloss, combinação que costuma fazer sucesso entre o público mais jovem. A cor real do produto no lábio, entretanto, não corresponde à que a gente vê na embalagem: em vez de viva, fica bastante clara. É preciso, então, passar várias vezes o Chubby Stick para atingir um efeito mais parecido ao do tubo. A ideia é de uma coloração com aspecto natural, e os lábios ganham, sim, um aspecto mais hidratado e fresco, que combinam com uma make leve e diurna. Mas leve o produto na nécessaire: você vai precisar reaplicá-lo várias vezes ao longo do dia.
A primeira cheirada no novo perfume Hermès: Un Jardin Sur le Toit foi uma decepção: doce!!!??? Como assim?
Jean-Claude Ellena, perfumista da Hermès, teria se entregado ao gosto da época, à patopolização de tudo, fazendo mais uma água-cheirosa-descartável-para-adultos-infantilizados, que gostam de perfumes que tem aroma de chicletes?
Eu tinha movido engrenagens (*) para que o Moda fosse o primeiro a provar, no Brasil, o novo perfume da série dos Jardins, lançado dia 2 de abril em Paris e tudo fora só para isto, testemunhar a derrota de um artista para os odores enjoativos do comercialismo…
Então o impacto da borrifada passou. O adocicado foi ficando como subtom, as flores tomaram a frente, the revenge of the flowers . Não são flores comuns, é um buquê em que se nota um fenecimento, uma murchada, coisa meio mórbida de pétalas caídas, um início de fermentação vegetal. Ellena conseguiu outra vez. Produziu mais uma paisagem olfativa. Desta vez é uma natureza-morta.
Ele volta para Paris, depois de rodar com nossos narizes pelos trópicos e pelo oriente; sul da Europa e Norte da África. De muralista com largas pinceladas coloridas, vira um aquarelista no teto da sede da Hermès, no Faubourg Saint-Honoré, onde está o jardim. Aquarelista impressionista. O jardim no telhado é alegre na fachada, sorriso profissional, tem a felicidade de uma corbeille de flores variadas, toque de rosas e a tal doçura irritante.
Bem lá no fundo, quando assenta na pele, o que fica é uma melancólica tarde chuvosa parisiense. Entusiasmo e desânimo, a finitude que se insinua no vaso colorido, a água meio turva e de podridão vegetal em que os caules cortados mergulham, tudo está lá e tudo é um perfeito retrato da Vanitas, o lembrete da mortalidade que é a finalidade e recado das naturezas-mortas, tudo é vaidade, tudo vai acabar.
Antes que me acusem de macabro, lembro que o feromônio da putrefação não é presença incomum na perfumaria: Eternity, de Calvin Klein tem, entre muitos outros. É o leve cheiro faisandè, que nos afasta, mas faz que voltemos a cheirar; repulsão e atração, parte de queijos, aromas corporais, sexo e morte.
Monsieur Ellena, o senhor é fino.
| As paisagens olfativas de Ellena para Hermes
Os Jardins, quatro perfumes até agora, começaram no masculino, amadeirado e sutil Un Jardin en Méditeranèe. Que me faz lembrar mais uma adega, com mistura de cheiro de carvalho e vinho, que o Mediterrâneo. Não sei que lugar do grande mar ele tinha em mente, mas certamente não foi num dia de muita luz e calor. É um perfume de sombras, nada sombrio, apenas escuro, em tons menores.
Depois veio o mais famoso, o best-seller do autor, Un Jardin Sur le Nil, com o cheiro de manga verde, luminoso, fresco, agradável e ensolarado.
E o Un Jardin Après la Mousson, vibrante, frutado, com um melão verde que, na mão errada, teria virado o picolé Melona, mas que ele soube segurar, sem exuberância artificial, e fez ser refrescante e revigorante.
(*) Foi tudo rápido, soube do lançamento do perfume, vi no Twitter que meu amigo Carlos Bertolazzi estava em Nova York a trabalho, mas que naquele exato momento tinha saído uma horinha para compras. “Você traria 50 ml na bagagem para mim?” pedi. “Claro”. Loja da Hermès, 90 dólares, foto postada via instagram, “é este? Está comprado”, e no dia seguinte eu enfiava as narinas no extraordinário buquê. Não é nada, mas o Moda furou até o New York Times e a maior database de perfumes da internet, o Basenotes… Grazie, Carlos.
Por Bruna Tiussu
Novos produtos para o cabelo são sempre um desafio à parte, mas a gente precisa encará-lo porque é bom mudar de tratamento de vez em quando. A Natura acaba de lançar uma novidade para madeixas lisas, o Natura Plant. Serve tanto para os lisos quanto os alisados, e promete proporcionar um efeito que dura 24 horas. Conta com um aditivo vegetal que se chama Lisina do Hibisco, que além de tudo, reduz o frizz. Os produtos são resultado de uma pesquisa da marca, que fez 480 entrevistas para entender o que as mulheres de fios lisos mais precisavam. E o Moda resolveu testar para ver se realmente funciona.
O kit com xampu, condicionador e creme pré-escova custa R$ 49,90
Gostei muito do xampu, ele deixa o cabelo cheiroso por horas a fio. E a Máscara Prolongadora de Alisamento também é boa, mas ao aplicar, é preciso ter aquele cuidado de passar pouquinho pra não ficar oleoso, principalmente na raiz. Vi que a proposta do produto é deixar o cabelo arrumado por 24 horas, mas não sei se concordo com esse resultado. As madeixas ficaram macias, mas lisas como sempre, não notei muita diferença neste quesito.
Mas isso foi antes de testar o último produto, o Creme Pré-Escova. Apliquei e depois sequei o cabelo (do meu jeito desajeitado, é verdade). Ficou bem liso e foi mais fácil secá-lo, os fios não ficaram embaraçados e, como tenho pouco volume de cabelo, em alguns minutos jáestava incrivelmente liso. Vale o teste!

Olhe com cuidado a paleta de sombras usada pela maquiadora no desfile da BCBGMAXAZRIA na New York Fashion Week

Repare nos tons da make-up da modelo no desfile de Jason Wu

E os tons terrosos da maquiagem no desfile da Rag & Bone
Outro dia, fiz uma grande ‘limpa’ nas minhas caixas de maquiagem e percebi o quanto eu vinha sendo tomada pelo período rosa que tivemos nos últimos anos, até chegar ao nude. Tenho dezenas de tons e sobretons de rosa e nude e fiquei pensando em quais as novas propostas das semanas de moda para a próxima estação.
A New York Fashion Week, que começou ontem (9/9) e vai até dia 16, mostrou até agora que as cores da temporada de verão 2011 são muito… outono! Nada de laranjão, rosa-pink, lilás. Ao menos por enquanto. Houve um fluo ou outro, verdade, mas foi exceção. Por enquanto, pelo visto, minha caixa de maquiagens vai continuar na mesma.
{Clique aqui para ver a galeria de fotos da Semana de Moda de Nova York}
Testar novas marcas de xampu e condicionador sempre foi uma tarefa deliciosa para mim. Sou do tipo que atrasa qualquer compromisso se bater o olho em uma prateleira de cosméticos. E as escolhas vêm sem regras: pode ser uma marcar que eu vi em uma revista ou na internet, um produto que uma amiga recomendou com o design gracinha…
Ah, antes de continuar lendo este post, preciso dizer que a cor do meu cabelo muda a quase todo mês. Curtinho e com fios finos e quebradiços, somado à química da tinta, preciso tomar muito cuidado com o produto que uso.
Fato é que dei sorte de sentar ao lado do pessoal do Moda. E foi depois de ver esse currículo aí de cima que Renata Reps lançou em minhas mãos a linha S.A.S (Super Ação Saudável) da Yenzah, apresentada na última Beauty Fair. Megahidratantes, os produtos apresentam um complexo nutricional integrado para fios e couro cabeludo. Em suas propriedades estão: extrato de mel, abacate, castanha do Brasil e queratina. Aceitei o convite e, para conseguir definir a ação de cada produto, fiz quatro testes:
O xampu custa R$ 14,90 e o condicionador, R$ 15,90
1 | No primeiro dia, usei o xampu e o condicionador. Poucos minutos após o banho, com os cabelos ainda úmidos, tive uma sensação de maciez intensa. Porém, com o passar das horas, meu cabelo foi ficando murcho e com aspecto engessado. Nada a ver com as camadas repicadas e desfiadas que ele normalmente tem. Pensei que, mesmo sendo ressecado, talvez a espessura fina não tenha se dado bem com a dobradinha ‘xampu + condicionador’ megahidratantes.
2 | No segundo di,a optei só pelo leave-in. E o resultado foi bem melhor: cabelos soltos e com toque aveludado.
3 | No terceiro, usei somente o xampu e gostei. Ficou bonito, brilhante e bem solto. Por ser liso e curto, fica fácil pentear. Mas para quem não abre mão do condicionador, talvez a opção seja complementar a lavagem com um produto para cabelos normais.
4 | No quarto e último teste, eu lavei com um xampu para cabelos normais e apliquei o condicionador da marca. Não gostei. Em poucas horas, mais uma vez, meu cabelo estava engessado e o corte totalmente escondido em fios oleosos e sem volume.
Já o leave-in, que eu mais gostei, custa R$ 17,90
Minha conclusão foi: apesar de mudar sempre de cor, meu cabelo não está tão danificado a ponto de precisar de uma mega e diária hidratação. Interessante, portanto, é mesclar um dos produtos acima com outros que eu também sei que funcionam. Somente o condicionador, eu vi que não resolve. Mas o xampu, vou arriscar uma ou duas vezes por semana. E o leave-in já está na minha bolsa de praia, só esperando o verão chegar para servir de ‘banho de creme’ ao sol! (Thais Caramico)
A Água Bioativa custa R$ 45
O produto surgiu como uma alternativa às famosas águas termais engarrafadas que, vira e mexe, a gente vê alguém borrifando no rosto no meio da rua. O que são e para que servem as garrafinhas da Avène e da La Roche-Posay, por exemplo? São águas de fontes que emergem à superfície sob altas temperaturas e são enriquecidas pelo contato com sais minerais das rochas. O resultado, após aplicações consecutivas, é um aumento na defesa da pele e na hidratação, além da sensação de refrescância que ajuda a tolerar esse tempo seco e quente.
Ainda falando sobre os produtos que encontrei na visita à Beauty Fair 2010, eu entendi a Água Bioativa da Vita H2O como uma tentativa de imitação dos efeitos da água termal, porém com tecnologia de laboratório – já que por aqui nós não temos gêiseres ou nada parecido. A água é de mananciais, porém sofre um processo de reestruturação das moléculas para ficarem parecidas com as que resultam do degelo de icebergs. A promessa é de hidratação profunda e instantânea.
Na minha opinião, o melhor seria reconfigurar o spray do produto, que é muito forte. É simplesmente impossível aplicá-lo no rosto – no braço, já bate forte demais, imagine em contato com uma pele mais sensível. Além disso, não notei grandes diferenças na pele, ainda mais instantâneas. As gotas ficam aglomeradas e demoram a ser absorvidas, embora a sensação de refrescância realmente exista. A conclusão é que não sei se vale a pena o investimento, mas vale o teste.
O xampu de cupuaçu sai a R$ 41 e o condicionador de ucuuba custa R$ 44
Para mim, produtos veganos nunca deixam de ser uma novidade. Amante assumida das carnes (me desculpem, vegetarianos, mas eu precisava confessar esta faceta antes de continuar o post, sob o risco de parecer hipócrita demais), eu costumo olhar este estilo de vida com algumas ressalvas. Donald Watson, que criou o movimento em 1944, com certeza sabia que ele daria o que falar, afinal de contas, abolir da dieta qualquer alimento que tenha origem animal - inclusive ovos, mel e seus derivados – gera polêmica entre nutricionistas até hoje, seis décadas depois.
Além do universo tradicional da nutrição, no entanto, o estilo de vida vegano já se estendeu para a moda, seja em roupas ou em produtos de beleza. Joias e artigos de limpeza também estão entre as áreas em que figuram seguidores do Veganismo. Vi na visita à Beauty Fair 2010 que a Surya é a única marca brasileira a ostentar o cobiçado selo da entidade americana reguladora, a Vegan Action. Isto quer dizer que a empresa não utiliza qualquer elemento que tenha origem animal, não faz testes em bichos e tem o menor impacto possível no meio ambiente.
A consequência disso já pode ser imaginada: o cheiro do xampu e condicionador, ainda nos frascos, é um pouco forte e lembra o odor de folhas, de vegetação molhada. Mas depois que o cabelo seca, não fica qualquer perfume. Eu testei os da linha Amazônia Preciosa, lançamento no mercado, e gostei do resultado. Apesar de eles terem reduzido o volume dos meus cachos (eu gosto do cabelo bem cheio), dão resultado bem semelhante aos cosméticos de origem menos natural. Portanto, vale a pena e a gente ainda se sente como colaborador para a preservação do planeta. Efeitos físico e psicológico comprovados!

Gosto muitíssimo dos produtos Natura. Mas, não sei o porquê, os pós não costumam funcionar para minha pele. Este, da nova coleção Una (R$ 63,50; R$ 44,50, o refil), é um pó tão compacto que foi difícil espalhar com a esponjinha que veio no produto. E, mesmo com o pincel, ele tem textura tão fina (o que pode ser uma qualidade para outra pessoa) que não fez a cobertura que eu esperava.
Bem, devo dizer que pode não ter servido para mim, acostumada com o Studio Fix da M.A.C, que é uma espécie de base em pó com cobertura muito eficiente, ou mesmo com o Almost Powder da Clinique, que apesar da textura finíssima, também faz uma cobertura uniforme. Agora, a minha sogra, que herdou o pó da Natura que eu testei, amou.
(A partir de setembro nos catálogos da marca.)
Natura Una Vermelho 1
Não sei se o pessoal da Natura foi muito feliz ao escolher os batons que iriam para a sacolinha de imprensa. Achava que tinha a ver com a data de abertura de vendas de cada produto, mas vi que os batons que eu testei estarão disponíveis a partir de setembro mesmo. No evento de lançamento, eles personalizaram tudo: nos pediram para que mandássemos fotos para analisarem qual maquiagem mais combinava com nossa pele, fizeram fotos dos jornalistas presnetes ao evento etc. Mas, se tivessem me perguntado que batons eu gostaria de testar, eu teria sido enfática: de cores fortes. Tons quentes. Produtos que façam meus lábios se destacarem no rosto.
Natura Una Batom Rosa 3
Na saída do evento, cada mala era igual. Então, eu precisei testar tons escuros, que, ao meu ver, parece que ficam melhores em mulheres mais velhas. É impossível negar a qualidade dos batons. Quando a gente passa na boca, já sente os lábios mais macios e hidratados. A cor também demora a sair e tem uma boa fixação, além de o efeito estar entre o brilhante e o opaco, que é aquilo que espero de um batom. Mas as cores… primeiro que o vermelho não era vermelho; no máximo, um tom de terra. Os rosas eram tão claros que mal apareciam, ao passo que se você borra o vinho, fica manchada o dia inteiro, tamanha é a força da cor. Tons antigos também estão na coleção, como o Coral e o Boca, que eu costumava ver na minha mãe – e nem ela usa mais.
Este é legal: Natura Una Batom Laranja. Todos saem por R$ 32,50
Minha opinião: Os batons valem muito a pena, se você souber escolher as cores que mais combinam com você. Claramente, o meu problema aconteceu por elas não serem personalizadas – o que é apenas um detalhe. Vale o investimento.
No fim de semana, resolvi levar a um encontro de amigos minha maletinha de maquiagem. É impressionante, aliás, o que uma maletinha de make é capaz de fazer. Sem muito esforço, reuni ao meu redor dez garotas, no mínimo, curiosas e ávidas por aquelas ‘joias preciosas’. O encontrinho foi particularmente interessante porque demorou muito até que eu encontrasse amigas fora do teatro que se interessassem por corretivos coloridos (o teatro é o segundo lugar mais incrível para usar e abusar de maquiagem).
Pois ali estava Juliana que, durante todo o auê da maletinha, se mantinha discreta, só observando à distância. “Eu queria testar aquele corretivo amarelo, posso?”, disse ela, em voz baixa, quase inaudível. Houve um (breve) silêncio. E, então, a mágica do corretivo amarelo aconteceu.
Resultado | Conforme explicação da bula, serve para “pequenos hematomas roxos e olheiras arroxeadas”. É colocar o amarelinho, espalhar com pequenas batidinhas ao redor dos olhos, finalizar com um pozinho na cor da pele e pronto! Realmente funciona. E deu certo na pele da Juliana. (Custa R$ 45.)

A outra amiga, Luciana Luciane, se empolgou e resolveu testar também, agora o corretivo lilás. De pele morena, ela não se importou em assumir que era sempre difícil cobrir as manchas de acne com a base na cor certa.
Resultado | Também funcionou. Testamos o lilás, que é usado para manchas amarronzadas (e também imperfeições amarelo-alaranjadas) e finalizamos com uma base, também da Contém 1g. Ela ficou linda e satisfeita.
Dica final | Não adianta passar apenas o corretivo colorido. Você tem de finalizar com um pó (ou base) para que a cobertura aconteça. Divirta-se!
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