por Flávia Guerra, de O Estado de S. Paulo
Não adianta negar, os melhores momentos fashion de 2011 ocorreram fora das passarelas. Sinal dos tempos pós-modernos e pós-tudo? Em tempos em que tudo pode, desde os desfiles das temporadas de Paris, Nova York, Londres, Milão, São Paulo, Rio até ali na esquina de um protesto no Egito, na Líbia, no Chile, em Wall Street…
Mas este ano quem pode mesmo foi Kate Middleton. O momento mais fashion do ano foi dela. Ao escolher um vestido da grife inglesa Alexander McQueen, assinado por Sarah Burton, que substituiu o estilista morto em 2010, ela mostrou ao mundo que elegante mesmo é valorizar os talentos locais sem tirar o pé do internacional. E, em ano de crise no mundo, em que a moda se valeu das vendas na China para manter as grandes grifes ?desfilando azul?, é sempre bom promover a moda inglesa.
Outra inglesa que se casou, mudou e causou foi Kate Moss. A top celebrou em julho a união com o roqueiro Jamie Hince, mas não abriu mão da amizade com o estilista John Galliano e teve a companhia de 15 daminhas, entre elas, sua filha Lila Grace, de 8 anos, com um ousado e, ao mesmo tempo, romântico vestido assinado pelo estilista banido da Dior este ano.
Outra top internacional que tem sempre um pé na moda internacional e outro no Brasil: a “nossa” Gisele Bündchen. Em 2011, a primeira modelo bilionária da história continuou uma das mais tops do mundo e se tornou uma das empresárias fashion mais bem-sucedidas.
Quem não tem vergonha de usar o corpo para vender é Lady Gaga. Além de desfilar para Thierry Mugler em fevereiro, adotar look de Pedro Lourenço e provar que é mesmo camaleoa fashion, a cantora assinou parceria com a Barneys New York para promover uma ação de Natal.
Por aqui, a famosa que mais despontou na passarela foi Deborah Secco, que vivia Natalie Lamour de Insensato Coração quando a TNG a convidou para estrelar sua coleção.
Como moda e comportamento andam de mãos dadas na passarela, 2011 foi o ano de Lea T. dizer a que veio. A transexual filha de Toninho Cerezo já havia sido a sensação da Givenchy e destaque da Vanity Fair em 2010, mas foi em 2011 que o Brasil a descobriu. Convidada por Alexandre Herchcovitch, Lea desfilou em janeiro a coleção de inverno masculina da grife. E provocou alvoroço no desfile da grife de moda praia Blue Man.
Lea não só estrelou o catálogo da coleção verão 2011/12 como abriu o desfile da Fashion Rio. Entrou majestosa de biquíni cortininha e provou que, na era da androginia, gênero é questão de opção. Por falar em androginia, não podia faltar o bósnio-australiano Andrej Pejic.
O modelo queridinho de Gaultier e Marc Jacobs também foi sensação ao estrelar uma campanha de sutiã para levantar os seios de uma marca holandesa. Maior ironia, impossível. Ele, que também faz campanhas masculinas, no Brasil desfilou para Herchcovitch, Lino Villaventura, André Lima e a feminina Maria Bonita, vestido de mulher, é claro.
Como o ano não poderia acabar sem uma entrada (ou saída) triunfal na passarela, o mineiro Ronaldo Fraga anunciou “o fim da moda” (pelo menos como a conhecemos) e que não vai desfilar na São Paulo Fashion Week, em janeiro, como fazia desde o início, há mais de 15 anos. Ele quer se dedicar à feitura de um livro, mas garantiu que volta a desfilar no meio de 2012 para a temporada Primavera-verão 2013.
Curinga em quase todos os looks, a sapatilha nunca sai de moda.Para este verão, elas prometem vir cheia de cores fortes, chamativas e marcantes, assim como pede a estação.
A grife Juliana Bicudo lançou modelos super versáteis e estilosos que caem super bem, com jeans, shorts e vestidos.
Já postamos aqui um videozinho mostrando 25 maneiras de amarrar lenços no pescoço.
Agora, mostramos 12 imagens. A novidade é que as fotos mostram formas de usar o lenço não só no pescoço, mas no corpo também, podendo ser um colete super charmoso ou até mesmo um cinto para marcar a cintura.
Dizem que o look escolhido para a noite de réveillon pode influenciar em todo o ano que está chegando.
Sabendo disso, quem não irá querer passar a virada chique, cheia de paetês e brilho para atrair muito luz e energias positivas para 2012?
Pensando nisso, a fast-fashion C&A lançou coleção inspirada nesses desejos.
Karl Lagerfeld, estilista e diretor da Chanel há 26 anos, escolheu a modelo Alice Dellal para ser a nova musa da grife. Dellal, filha da ex-modelo brasileira Andrea Dellal, será o rosto da coleção de bolsas Boy Chanel fotografada pelo próprio Lagerfeld.
A marca divulgou que o estilista teve uma queda por Alice que, segundo ele, é ‘única e carismática, artista e modelo’.
As renomadas joias da atriz Elizabeth Taylor arrecadaram 116 milhões de dólares em leilão, mais de o dobro do recorde para uma única coleção e estabelecendo um novo patamar para as pérolas, os diamantes incolores e as joias indianas.
A estimativa era que a venda dos 80 itens da coleção de Liz Taylor, realizada pela casa de leilões Christie’s, arrecadasse cerca de 20 milhões de dólares, mas todos os artigos, desde o famoso anel de diamantes de 33 quilates, um presente de Richard Burton, até suas pulseiras de berloques foram vendidos por valores muitas vezes maiores que o previsto.
Já na metade do evento, que durou quatro horas, as joias de Liz quebraram o recorde para uma coleção de um único dono, estabelecido em 1987 pela duquesa de Windsor, cuja coleção foi vendida por pouco mais de 50 milhões de dólares.
Uma das peças mais históricas, uma pérola do século 16 de 203 grãos (equivalente a 55 quilates) no formato de uma pêra, foi vendida por 11.842.500 dólares, incluindo o valor da comissão. A joia, que pertenceu a Maria I da Inglaterra e depois às rainhas espanholas Margarita e Isabel, estabeleceu um valor recorde em leilão para uma pérola.
Burton, que se casou duas vezes com Liz, havia comprado a joia em 1696 em leilão por 37 mil dólares, e a atriz, que morreu em março aos 79 anos, encomendou a Cartier um colar de rubi e diamantes para incorporar a pérola. A estimativa era de que fosse vendida por entre 2 milhões a 3 milhões de dólares.
Uma pulseira de berloques estimada em 30 mil dólares foi vendida por 326 mil dólares, enquanto um colar de marfim e ouro ornado com medalhões conquistou mais de 100 vezes seu valor estimado de 1.500 a 2.000 dólares, sendo vendido por 314.500 dólares.
A tendência continuou até a última oferta, quando o icônico diamante da atriz, de 33.19 quilates, que Burton comprou por 300 mil dólares em 1968, foi vendido por 8.818.500 dólares, cerca de três vezes o valor da estimativa. A venda estabeleceu um recorde por quilate para um diamante incolor.
Os leilões para os artigos de Elizabeth Taylor continuam nesta quarta-feira, quando a alta costura da atriz, incluindo os dois vestidos usados nos casamentos com Burton, serão vendidos.
Leilões online para cerca de mil ítens estão ocorrendo concomitantemente.
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