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Moda

31.outubro.2010 16:37:31

Pensando nas horas

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O relógio é um artigo de moda, ainda mais depois que o celular passou a mostrar as horas e ele se tornou uma mera joia. Na China, o objeto foi explorado em todo o seu potencial – mas não no pulso. A ideia da estilista Dorain Ho.

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31.outubro.2010 12:19:57

Chapeuzinho vermelho

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A estilista macedônia Elena Luka mostrou que o chapéu não precisa necessariamente cobrir a cabeça inteira. Na verdade, no desfile de sexta (29), na Macedônia, o acessório se transformou em não mais do que uma presilha.

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31.outubro.2010 07:00:48

Uma bolsa em que caiba um livro

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Dhora Costa é uma mulher bem ocupada. Dá aula em faculdade, faz consultoria de moda, é estilista, orienta projetos de conclusão de curso de alunos e prepara seus projetos pessoais. Ela tem uma bolsa grande (“Mas nem tão grande, porque eu sou baixinha”), para que tudo o que ela precisa usar ao longo do dia caiba ali. A bolsa carrega a chave do carro, livros para mostrar para os alunos, um notebook,  guarda-chuva (“Porque vivemos em São Paulo, e nunca se sabe”).

A bolsa precisa acompanhar a rotina da dona. E isso acontece desde que a bolsa é bolsa. Como é difícil saber se o que mudou mais ao longo dos anos foram as bolsas ou a sociedade, Dhora começou as pesquisas e lançou o livro A História das Bolsas.

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Caiu | “A bolsa nunca aparece sozinha”, explica Dhora. “Ela precisa estar no contexto.” É por isso que o livro esboça todo o cenário histórico. Mas, no século retrasado, quando as mulheres mal saíam de casa, sobretudo sozinhas, o acessório era pouco exibido. Por mínimo que seja, a bolsa pressupõe uma certa independência, algo que as mulheres de época não tinham.

O aparato começou a ficar em evidência com a Revolução Industrial, no meio do século 19. Com as cidades se desenvolvendo e a zona rural se tornando zona urbana, as ruas passaram a ter importância social. As pessoas saíam de suas casas para trabalhar e as ruas passaram a ter mais atrativos, como cafés e restaurantes. Paris, por exemplo, se destacava por ser a primeira cidade a ter iluminação noturna, o que prolongava o período que a cidade ficava acordada.

A bolsa usada então era pequenininha. Servia para carregar alguma maquiagem, um lencinho, um par de luvas e, quem sabe, um leque. Dinheiro, talvez – mulheres andavam acompanhadas. Nada além disso. A bolsa era só um coadjuvante em um look extremamente exagerado.

Subiu | Mais tarde, durante a Primeira Guerra Mundial, os homens saíram de casa para lutar. As mulheres precisaram assumir algumas funções. A nova condição profissional tirou a mulher de casa. E sua bolsa precisava ser maior. Tinha de conter a chave de casa, a comida, os apetrechos do trabalho…

As mulheres ganharam as ruas andando de bicicleta. A alça também cresceu, para poder pendurar no ombro. O período foi marcado pela bolsa-carteiro.

Caiu | Mas a guerra logo acabou. E, junto com ela, os materiais disponíveis. A Europa se reconstruía e a criatividade superou a escassez de couro com o uso de ráfia e até restos de cortina. O tamanho variou pouco.

Subiu | Guerra de novo. Desta vez, mais grave. O racionamento de comida fez com que as pessoas estocassem tudo o que conseguissem. A bolsa virou uma sacolona, para caber o mantimento, depois de pegar longas filas de alimentos. Para driblar a situação, surgiu um mercado negro de provisões como pão, carne, leite e café, que eram distribuídos pelo governo, mas nunca o suficiente.

Caiu | Nos anos 50, grandes estilistas criavam (melhor: ditavam) grandes tendências. Christian Dior, Balenciaga e Givenchy eram os nomes cobiçados pelas mulheres, absortas pela ideia do sonho americano e com um desejo irrefreável de consumo. A bolsa voltou a ser miúda, como ficou até os anos 80.

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Subiu | Aqui, a mulher entrou em cena de vez. Cargos executivos passaram a ser ocupados por elas. O poder, ostentado nos ternos de ombros altos, foi para as bolsas, com imensos logotipos metálicos, exibindo o poder de comprar uma Gucci, uma Prada ou uma Dior.

Daí para frente, você já sabe. Os anos 90 foram sóbrios nas ruas, mas over nas passarelas, e as máxibolsas tomaram conta dos nossos dias.

Uma dica para escolher a sua próxima: opte por uma que caiba um livro dentro.

A História das Bolsas
Dhora Costa
Editora Matrix
187 páginas
R$ 39.

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Ele não nasceu em uma grande potência mundial. Sua mãe não era estilista. Não vem de uma família riquíssima, em que pudesse ter acesso a todo tipo de roupa e alta-costura do mundo inteiro. Ainda assim, Bryan Grey-Yambao é uma celebridade do mundo da moda. Dono do blog Bryanboy, que existe desde 2004, ele hoje é amigo de várias estrelas, tanto hollywoodianas quanto do backstage fashion. Já tomou drinks no apartamento de Anna Dello Russo, teve uma bolsa de Marc Jacobs inspirada em seu nome (a BB bag) e, hoje mesmo, postou um vídeo em que Paris Hilton mandava um alozinho para os leitores de Bryan, direto de LA. É, verdadeiramente, um homem de muitos contatos.

Para ter material de trabalho, Bryan precisa sair de casa. Ir a desfiles, festas, eventos de gala e várias viagens que faz ao redor do mundo. Mas ele mora em Manila, capital das Filipinas, e diz que sua vida quando está em casa não é nada glamourosa. “Passo 18 horas por dia conectado à internet”, já disse em uma entrevista. Ele acorda às 3 ou 4h da tarde, liga o computador e assim permanece até as 7h da manhã do dia seguinte, às vezes, até por cinco dias consecutivos. Chato, né? Não. Ele gosta, aproveita para descansar um pouco (só o corpo, porque a mente fica editando vídeos, fotos e escrevendo textos). E não pretende se mudar de país tão cedo.

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Não ache que ele é uma drag queen. Bryan só usa saltos, joias e bolsas femininas porque não acredita que a moda precisa ser tão limitada ao que deve vestir mulheres e homens. Nem precisa ir tão longe: o cartunista Laerte, agora, não passou a se vestir de mulher? Dessa forma, Bryan elege seus estilistas favoritos: Alber Elbaz, da Lanvin. Nicolas Ghesquiere, da Balenciaga. Riccardo Tisci, da Givenchy. E, é claro, Marc Jacobs.

Como ele conseguiu toda essa fama por meio de um blog de moda? “É uma combinação de vários fatores, mas principalmente, meu blog se tornou enorme por causa da minha persona online. As pessoas têm várias ideias e percepções sobre quem eu sou e isso fez tudo fluir. Recebo uns 3200 e-mails por dia e tento responder o máximo possível para manter contato com meus leitores, que variam entre 12 e 60 anos!”, afirma, em entrevistas. Nunca fala mal ou critica o visual de ninguém – considera Anna Wintour um amor de pessoa, por exemplo. Mas para ser como ele, ou buscar um pouco de sua inspiração para o seu guarda-roupa, é preciso se libertar. Soltar as amarras. E investir em moda livre, unissex e requintada de verdade.

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29.outubro.2010 20:49:59

Bom fim de semana

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Clique para ver o ensaio

O cineasta Tim Burton aproveitou a proximidade do Halloween para fazer um ensaio para a revista Harper’s Bazaar com o estilo que o consagrou: imagens com toques de cartoon bem dark.

Para celebrar estes dias obscuros, o Moda não deixou o glamour de lado e selecionou alguns artistas que fazem da fantasia o seu dia a dia, sem precisar de nenhum pretexto para toda a extravagância – tudo isso bem antes de Lady Gaga sonhar em ser estrela. Bom fim de semana!

1 | Cyndi Lauper mostrou que as garotas só queriam se divertir. Se for com um guarda-roupa cheio de coisas legais, melhor ainda.

2 | Boy George levou tão a sério a cartilha da fantasia, que quando foi visto ao natural (durante o episódio de sua prisão), poucos perceberam de quem se tratava.

3 | David Bowie não assumia apenas visuais. Ele também criava personas. Ziggy Stardust foi uma delas.

4 | Cher foi um ícone de mais de uma geração fashion, como o período dos hippies e os anos 80. Ela é uma das precursoras da calça boca-de-sino.

5 | Elke Maravilha é, no Brasil, uma das pessoas que mais aproveitaram as possibilidades da indumentária. Junto, claro, com Ney Matogrosso.

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A coluna Programa de Mulherzinha, de Evelin Fomin, saiu no guia Divirta-se do Estadão de hoje (29) cheia de coisas. Teve a nova Mini AMP, uma versão pocket da loja A Mulher do Padre, na Rua Augusta; a nova coleção plus size da fast fashion Renner; a nova loja da Ciao Mao e até uma coleção de Ronaldo Fraga para a Tok&Stok. Clique nas imagens acima para baixar o PDF da coluna.

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29.outubro.2010 20:13:20

Ela também é poderosa

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Para a edição de dezembro da Marie Claire britânica, Leighton Meester resolveu mostrar mesmo do que é capaz. A atriz de Gossip Girl, assim como sua personagem na série, é um pouco ofuscada pela beleza e brilho da companheira de set, Blake Lively. Ela resolveu se rebelar (exagero) e mostrar o seu melhor no editorial da seção de Beleza da revista. Nos lábios, batom com glitter e, nos olhos, sombra forte e escura. Sem esquecer o gloss, é claro, marco de Blair na série americana. As fotos em preto e branco são as nossas preferidas.

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Se você nunca foi a um desfile de moda, mas sempre teve vontade, vai adorar a iniciativa do Shopping Cidade Jardim. Há dois anos, o local organiza o chamado Fashion Day, um dia com apresentações de quase todas as marcas que têm lojas no centro comercial. E nada de passarelas, iluminação especial ou cadeiras enfileiradas para a plateia: na tarde de ontem, eram os corredores e alamedas do shopping que serviam de passagem para as modelos. Assim mesmo, no meio de todo mundo.

“Eu não costumo vir aqui, mas quando vi que hoje haveria um monte de desfiles, saí do trabalho direto para cá. Nunca tinha assistido a um show de moda antes e acho que todos os shoppings poderiam investir nesse tipo de coisa para apresentar as novas coleções”, disse a engenheira Adriana Okawa, 38 anos. No casting, as atrizes Carolina Ferraz, Tammy Di Calafiori e Sophie Charlotte cumpriam bem o papel de chamar a atenção da pequena parte do público que não se sensibilizou com os homens e mulheres bem-vestidos e de saltos altíssimos que passavam entre eles.

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Carolina Ferraz desfila para a Hermès

Durante os três horários de desfiles ao longo do dia – às 14h, às 17h30 e às 20h30 – 90 marcas passaram pelos olhares atentos dos clientes, principal público-alvo do Fashion Day. As modelos seguravam sacolinhas com o nome da grife cujo look traziam. “Sempre existem alguns imprevistos, eu vi vários modelos errando o caminho e subindo em escadas erradas. Mas acho bem bacana desfilar no meio do público assim”, contou-me o manequim Ricardo Baldin, 23 anos.

Do lado de fora das lojas, alguns vendedores aproveitavam para espiar as roupas. “É ótimo para movimentar o shopping (de fato, o Cidade Jardim é um dos centros comerciais mais vazios de São Paulo), nós mandamos convites para as clientes, é superanimado”, disse Juliana Batalha, vendedora. Todo mundo sai ganhando.  

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29.outubro.2010 16:41:50

Parece, mas não é

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Isto não é uma poltrona.

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Isto não é uma sacola de feira.

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E, definitivamente, isto não são cascas de banana.

As três fotos são de sapatos criados pelo designer israelense Kobi Levi. Ele já passou pelo Brasil, desenhando para indústrias de calçados, mas hoje, cria artesanalmente modelos pouco usuais em seu estúdio.

Levi descreve seu trabalho como “humorístico”. Faz sentido, visto que estilingues e chicletes grudados na sola fazem parte de suas referências.

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Veja mais criações malucas de Levi no blog dele.

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29.outubro.2010 16:07:54

Casaco para os pés

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O tweed é um tecido que evoca imediatamente a casacos e peças clássicas. Seria difícil imaginar um tênis, por exemplo, feito do material. Ainda mais se este tênis for um Nike.

O modelo é uma edição limitadíssima, batizada de Nike Royal Mid Harris Tweed. A inpiração veio das folclóricas roupas escocesas. Além do tweed, o tênis é feito de couro. A cor é obtida através de corantes vegetais.

Cada par custa R$ 369,90. Estão disponíveis a partir de sábado na Nike Sportswear e Surface to Air, em São Paulo; e OEstúdio, no Rio.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Mariana Belley

    Mariana Belley, 25 anos, é jornalista, taurina e vegetariana. Ama os clássicos da música brasileira e dança rock. Prefere meia-calça à calça jeans e o batom rosa chock ao vermelho. E adora moda, muito!

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