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Moda

30.junho.2010 17:46:55

Ela trocou de roupa!

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Mulher Maravilha abandonou o maiô tomara-que-caia e adotou calças compridas, 69 anos depois de sua criação.

A nova imagem, de uma Mulher Maravilha mais guerreira, chique, elegante e que mostra menos o corpo ainda incorpora elementos de seu design original. Ela é uma criação do artista gráfico Jim Lee, que também é co-editor da DC Comics, responsável pela publicação dos livros de história em quadrinhos da heroína.

A edição Volume 1, número 600 da revista, marca também o início de uma nova temporada sob o comando do roteirista J. Michael Straczynski, autor de vários episódios de histórias em quadrinhos (Babylon 5, Jornada nas Estrelas). Ele também assina o roteiro do filme A Troca, estrelado por Angelina Jolie.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Straczynski disse que a mudança do visual é consequência da necessidade de adequar a famosa personagem aos novos tempos. “Ela veste praticamente o mesmo figurino desde que estreou em 1941. Que mulher passa esse tempo todo sem trocar de roupa?”, perguntou ele.

Século 21 | “É uma (nova) imagem criada para ser levada a sério, como guerreira, e em parte, uma resposta às muitas fãs femininas que durante anos perguntaram como ela conseguia lutar naquela roupa, sem que os seios pulem para fora?’”, explicou Straczynski no site da DC Comics.

“Com jaqueta curtinha que pode ser fechada ou aberta, a nova roupa também tem bolsos, respondendo a outra pergunta constante das fãs: ‘como ela consegue carregar qualquer coisa vestida daquele jeito?’.” “Ela pode usar acessórios… é uma imagem da Mulher Maravilha criada para o século 21″, diz Kraczynski. A “nova” Mulher Maravilha mantém a tiara, os braceletes indestrutíveis e o laço da verdade.

A heroína é uma amazona com super poderes e também o alter ego da princesa Diana de Themyscira. Nos anos 70, a personagem foi interpretada na TV por Lynda Carter.

Na nova temporada, a história da personagem também muda. Em vez de ter crescido em meio às Amazonas na Ilha Paraíso, ela, na verdade, foi retirada do local ainda criança quando os deuses suspenderam sua proteção e a ilha foi atacada, causando a morte de quase todas as amazonas e da rainha Hipólita, sua mãe.

A Mulher Maravilha teria sido então levada para os Estados Unidos, onde cresceu, dividida entre os dois mundos.  (BBC)

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Nesta Copa do Mundo, houve um brasileiro que colocou a mão na bola com o maior orgulho – e não levou nenhuma falta. Não foi durante o jogo, e, na verdade, a Copa nem tinha começado ainda. Mas a criação do brasileiro Yomar Augusto já estava lá na polêmica Jabulani: o designer é o criador da tipografia Unity, que estampa a bola oficial do evento.

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A fonte foi criada quando Yomar trabalhava na agência 180 Amsterdam, que tem entre seus clientes a Adidas, patrocinadora de algumas seleções da Copa do Mundo (Alemanha, Argentina, França, China, Dinamarca, Espanha, Grécia, Japão) e responsável por alguns dos equipamentos oficiais do evento, como a bola Jabulani.

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Processo | Yomar conta que levou cerca de três meses para deixar a fonte pronta, no fim do ano passado. A base foi o número 8, no qual usou dois triângulos (com algumas curvas nos vértices, exatamente como os triângulos que estampam a Jabulani). Repare (na foto) como todas as curvas das outras letras se baseiam nas curvas do número.

“Esta é uma fonte ‘display’”, explica Yomar. “Ela é boa para títulos e coisas curtas, não para texto corrido.”

O designer se inspirou em algumas formas típicas dos anos 60. O aspecto meio futurista da fonte foi por acaso. “Na época, havia a história da corrida espacial, que influenciou muito o design.”

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Origem | Yomar é brasiliense e cresceu no Rio. Seu interesse por letras surgiu a partir da caligrafia. Acabou se tornando designer gráfico e dedicou seu trabalho à criação de fontes personalizadas. Quando foi para a Holanda com a namorada, em 2004, para estudar, acabou ficando por lá e trabalhou na agência 180 Amsterdam, onde criou a Unity. Hoje, trabalha como freelancer e revela: “Meu objetivo é trabalhar com tipografia para esportes.”

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Foco | A Holanda foi escolhida por ser um país extremamente ligado às letras. “Faz cerca de 500 anos que a Holanda faz tipografias”, explica. “Contemporâneos de Gutemberg já trabalhavam com isso.”

Para Yomar, esta relação é porque o povo holandês é formado por leitores vorazes. “A tipografia é intrinsecamente ligada à educação, à cultura. Se uma população não sabe ler, a tipografia é inútil”, determina. Ele ainda sugere um exercício: “Se você tirar as imagens de um livro, a vida continua. Mas se você tirar as letras, não.”

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Gosto | E qual é a fonte preferida de Yomar? O nome é complicado: Akzidenz Grotesk. “Foi a fonte que originou a Helvética. É bem funcional, tem um espectro bonito.” A Helvética, aliás, é uma das fontes mais utilizadas por sua funcionalidade. Os paulistanos conhecem bem: estão nos avisos do Metrô de São Paulo. A Microsoft, por exemplo, já foi acusada de plágio por causa da Arial, muitíssimo parecida.

Apesar de viver na Holanda há seis anos, Yomar torcerá pelo Brasil no jogo de sexta. “Mas acho que o time está fraco”, dispara. Seja como for, o trabalho de Yomar já atingiu territórios delicados para boa parte dos brasileiros: está impresso no uniforme da Argentina.

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Época de mudança de coleções nas lojas tem alguns significados interessantes. A primeira (e mais óbvia) é que você terá coisas novas para comprar. A segunda (e mais proveitosa): o que já não é tão novidade entra em liquidação. O Moda, claro, ajuda você a garimpar as peças.

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Fillity | O vestido com estampa pied de coq custava R$868. Agora baixou para R$607.
Isabella Giobbi | A pulseira em forma de zíper nem precisava estar em promoção para motivá-la a comprar. Era R$220, e agora sai por R$132.
Who’s | Tachas costumam ser agressivas, mas douradinhas e com um ursinho desenhado no detalhe, você nem repara. A sapatilha custa R$ 418. O desconto varia: na compra de um par, é de 10%. Dois, fica 20%. Comprando cinco pares, o desconto é de 50%.

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A moda juvenil inspirada em  Crepúsculo começou a influenciar as passarelas mundo afora durante a temporada de inverno 2009. Na Inglaterra, por exemplo, a Top Shop lançou a coleção Horror Girl, em que a fonte das peças imitava sangue escorrendo. A camiseta Three Wolf Moon virou febre nos Estados Unidos e, consequentemente, logo se alastrou pelo resto do globo. Mas a tendência não sofreu grandes abalos com a chegada das vitrines para a estação mais quente do ano. Na última edição do São Paulo Fashion Week, assistimos ao desfile de Samuel Cirnansck que, apesar de bastante colorido, mostrava bruxas, morcegos e corujas nas estampas das camisetas.

THE TWILIGHT SAGA: ECLIPSE

Também pudera. Pelo menos até 2012, adolescentes terão a idolatria por vampiros e lobisomens respaldada pelos lançamentos anuais da saga Crepúsculo. Assim, seus pais, primos, professores e amigos mais velhos acabam por não passar ilesos pelas garras dos bichos sombrios que as marcas aproveitam para vender. Amanhã, entra em cartaz o terceiro da série, Eclipse, a que o Moda assistiu em uma apresentação para a imprensa na noite de ontem. Em tela, rostos pálidos contrastam com um cenário sombrio e uma paleta de cores sóbrias e escuras no figurino. O colorido fica restrito aos olhos vermelhos e amarelados dos vampiros. Fora isso, o que se vê são tons frios.

Todos os personagens se vestem como os adolescentes gostam: superbásicos. As peças-chaves, sem dúvida nenhuma, são tênis e jeans. Calças jeans, aliás, são quase uniforme: Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) não aparecem em quase nenhuma cena usando algo muito diferente. Nem mesmo na festa depois da formatura Bella investe em algo mais elegante ou produzido do que uma camisa azul com calças jeans.

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Os clãs divergem um pouco em estilo. Na casa dos vampiros Cullen, todos adotam um visual que pode ser considerado totalmente tradicional – e meio chato – e se resume à gola da camiseta polo aparecendo sobre o casaco de lã, moletom ou colete para proteger do frio do Alasca. Já os italianos Vulturi costumam usar grandes casacos com capuzes, que retiram ao mesmo tempo quando diante de uma situação de alerta, sempre liderados por Jane (Dakota Fanning). Seus trajes são ainda mais escuros e com tecidos pesados, como mesclagens de lã e linho.

E o outro lado – que tem um calor condizente aos trópicos, e não ao ápice norte do continente americano - são os lobisomens, liderados por Jacob (Taylor Lautner), que resistem a usar camisetas a qualquer custo. Vestem somente bermudas e… uma tatuagem no braço. Não sentem frio nem sob tempestades de neve (e esse calor acaba sendo aproveitado para esquentar Bella em uma das cenas mais românticas e engraçadas do filme, em que os dois galãs tentam chegar a um consenso sobre por qual deles a menina seria mais apaixonada. Ainda que bem mais velha que eles, eu pensei: que sortuda. E aposto que muitas outras jornalistas também.)

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Eclipse não traz, portanto, ousadias no quesito estratégia de vestuário. A figurinista Tish Monaghan, que já havia trabalhado no anterior Lua Nova, leva às telas aquilo que os adolescentes gostam de usar na vida real: jeans, camiseta e muito tênis All Star. Faz sentido se o objetivo da obra é gerar identificação nos espectadores, que precisam se colocar no lugar dos protagonistas para sentirem na pele a trama da escritora Stephenie Meyer. Querendo ou não, o clima soturno das roupas combina com a atmosfera emo da história de amor com mais cheiro de sangue dos últimos tempos no cinema.

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Será que, um dia, os homens vão ver que dá para se vestir bem sem ter medo de parecer ridículo?

Foi no Terminal Barra Funda: eram cinco meninos. Eles arriscavam um bolão informal quanto ao resultado do jogo das oitavas-de-final contra o Chile e comentavam os gols da Argentina na partida contra o México no domingo. Achavam que a arbitragem da Copa estava muito ruim, que o gol de Lampard, da Inglaterra, que não foi anotado pelo juiz, já despontava como um dos maiores escândalos da história da Copa do Mundo.

Imagine a cena. Imaginou? Eu também. E fiquei boquiaberta quando virei para trás e vi os cinco meninos. Eu os havia imaginado molecões, de bermuda larga ou cuecas à mostra sob a calça enorme e caída. Imaginei camisas grandolhonas e bonés. Acertei apenas o boné.

Estavam todos os cinco de calça skinny. Uma delas tinha o cavalo caído, no melhor estilo roqueirinho (calça justa mas meio solta ali nas partes). Eles usavam camisas lindas e ajustadas ao corpo. Jaquetas descoladas. E um deles usava boné. Pode ser, sim, pode ser que eles sejam dessa nova linha de emos, os coloridos (na linha Restart), embora nenhum estivesse com jeans colorido. Mas, mesmo assim, mesmo sendo parte de um bando, eles são modernos.

E me fizeram lembrar da cruzada que encarei para convencer o meu marido a usar as calças do tamanho certo. Fruto dos anos 80 e 90, os homens que hoje têm por volta de 30 anos usam as calças em geral dois ou três números maior do que deveriam. Resultado: mesmo os que estão em boa-forma ficam grandalhões e mal-ajambrados, com tudo sobrando e faltando ao mesmo tempo. Demorou, mas ele aprendeu. Não que ele use calça skinny (a que se refere como “calça de espadachim”), mas ao menos já não é mais aquele drapeado de jeans ambulante.

E daí? E daí que vendo aqueles meninos com jeans ajustados, camisas espertas e jaquetas moderninhas eu senti uma esperança pela moda masculina.

A moda masculina vive em um beco apertado e sem saída. Se ousa muito, ninguém compra nada. Se não ousa nada, todo mundo morre de tédio. Pois aqueles meninos, quando ganharem salários melhores, lá pela casa dos 30 anos, talvez coloquem uma saída nesse bequinho da moda masculina. Talvez eles sejam os consumidores que os estilistas de masculino sempre quiseram ter.

Eu estou na torcida.

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É muito raro que algum de nós, reles mortais, se preocupe em repetir roupas. Porém, entre as celebridades, a coisa é um pouco diferente. É claro que há controvérsias. Muitos consultores de moda consideram que usar mais de uma vez o mesmo look mostra elegância e consistência de estilo.  A atriz Taylor Momsen é uma das famosas não se separa da jaqueta de couro perfecto. Já Vanessa Hudgens tem uma bolsa de franjas cinza praticamente de estimação, e por aqui, Carolina Dieckman adora aparecer em eventos com as mesmas peças.

Agora, quem dá a cara a tapas para atestar que a a opção de repetir não significa restrição de armário é a primeira-dama mais bem vestida do mundo, Michelle Obama. É quase impossível que alguém diga algo negativo a respeito de suas escolhas, muito embora elas sejam sempre clássicas e, na verdade, difíceis de errar. O site WWD fez uma seleção de imagens que mostram as opções de Michelle. Quando ela reutiliza um look, toma o cuidado de mudar o penteado ou os acessórios – no caso da imagem acima, solta o cabelo e troca de cinto. É quase um carimbo de “permitido”, mas queremos saber a sua opinião.

Se ela pode, qualquer um pode?

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Mariana Belley

    Mariana Belley, 25 anos, é jornalista, taurina e vegetariana. Ama os clássicos da música brasileira e dança rock. Prefere meia-calça à calça jeans e o batom rosa chock ao vermelho. E adora moda, muito!

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