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R – Ranking de melhores escolas para empreendedorismo

Claudia Gonçalves

19 novembro 2013 | 23:31

R – Ranking de melhores escolas para empreendedorismo da Poets&Quants

 

Recentemente, o Poets&Quants criou seu próprio ranking das 20 melhores escolas de MBA para empreendedorismo. Diferentemente de outros rankings sobre o tema, o P&Q escolheu duas variáveis numéricas: (1) o número de startups bem sucedidas nascidas na escola e (2) o investimento atraído por estas. A metodologia restringiu-se a avaliar o ranking das 100 melhores escolas de MBA elaborado também pelo P&Q. O período coberto é de 2008 – 2013.

Esse ranking elevou bem a régua para considerar esses startups bem sucedidos: o valor base que uma delas teve que atrair para figurar no ranking é de pelo menos US$ 1,6 milhão. Ou seja, essas empresas já estão muito distantes daqueles startups que contam com o dinheiro de parentes e amigos para iniciar suas operações.

O ranking, porém, não fez ajustes em relação ao tamanho da classe. Por exemplo, enquanto Harvard tem mais de 800 alunos por ano, Stanford admite a metade desse número por ano. Independentemente das limitações da metodologia, esse estudo do P&Q levanta dados interessantes.

As Top 20 B-Schools para Empreendedorismo

 

Por  Lauren Everitt  Escola No. de  Startups  InvestimentoTotal (em milhões) 
Harvard 34 $575.75
Stanford 32 $980.91
MIT (Sloan) 11 $189.25
U Penn (Wharton) 3 $70.45
Chicago (Booth) 3 $18.20
Columbia 3 $11.40
Dartmouth (Tuck) 2 $21.10
Yale 2 $20.20
Carnegie Mellon (Tepper) 2 $4.50
Cornell (Johnson) 2 $4.35
Berkeley (Haas) 2 $2.45
Babson (Olin) 1 $25.70
Michigan (Ross) 1 $10.60
Boston University 1 $3.22
Duke (Fuqua) 1 $5.50
IE 1 $4.56
University of Arizona (Eller) 1 $2.97
University of Virginia (Darden) 1 $2.67
Oxford (Saïd) 1 $2.00
IESE 1 $1.61

 

O investimento é uma maneira interessante de avaliar startups. Além de ser mensurável e objetivo, é um dado facilmente acessível para se avaliar um negócio em seus estágios inicias. O investidor é alguém que acredita na ideia do startup, em sua liderança e seu potencial. Investidores anjos e venture capitals que fazem apostas para investir ou fechar uma empresa ou apostar em seus fundadores tomam decisões só depois de um bom processo de due diligence, além de avaliarem um investimento particular num contexto mais amplo de muitos outros investimentos potencias. Com startups medidas mais tradicionais do sucesso de um negócio não se aplicam: retorno sobre investimento, retorno sobre o equity, receita e crescimento do lucro. Assim, a validação externa de investidores que fazem apostas bem calculadas em novas ideias dentro do contexto de um Mercado é uma boa forma de se olhar para o sucesso de um startup.

Uma das coisas que ficaram claras é a importância da rede de contatos com alumni das escolas.  Alunos de Harvard e Stanford estão a um telefonema de distancia de um Venture Capital ou Private Equity.  Além disso, em Stanford, por exemplo, os alunos de MBA podem se juntar com alunos de outros cursos, como engenharia, educação, ou arquitetura e montar um negócio.

Um dos pontos críticos de qualquer startup é sair da fase em que já validou e ajustou seu produto e/ou serviço para escalar o negócio. Isso requer investimento!

De acordo com Steve Blank, o empreendedor serial pai do “Lean Starup” (estruturas enxutas que ajustam seu curso de acordo com o feedback do consumidor/cliente), professor de empreendedorismo em Berkeley e Columbia e palestrante em Harvard e Stanford, atualmente as escolas de MBA podem ser úteis para esse segundo momento em que o negócio tem que ganhar escala, pois os professores de MBA normalmente tem mais experiência com negócios que já operam em escala que com startups. Para ele, as habilidades requeridas de um fundador de um negócio e de um executivo são bastante distintas. O fundador é como um artesão, e as habilidades que deve dominar poderiam por vezes parecer assunto de ensino técnico.

Porém, aprender como funcionará um negócio grande e ter a prática de começar e tocar um negócio podem ser de grande valor num MBA.