MBA de A-Z
N – de novo GMAT. A partir de 5 de junho de 2012 o GMAT (prova de matemática, inglês e raciocínio lógico), exigido pela esmagadora maioria das escolas de negócios, irá mudar. Essa mudança vem deixando candidatos sem sono, buscando fazer o exame antes dessa data fatídica. A nova seção do GMAT chama-se Integrated Reasoning e substituirá uma das duas redações hoje presentes na prova.
Alguns fatos sobre esta nova seção: ela tem duração de 30 minutos – assim como era o tempo para cada redação – e será composta de 12 questoes e as notas para esta seção vão de 1 a 8. Este score será computado separadamente, assim como hoje ocorre com as redações, e não terá impacto no score geral[1]. Portanto, por enquanto candidatos podem respirar aliviados….a duração total da prova continua sendo de 3,5 horas.
Segundo Ashok Sarathy, vice presidente do GMAT Program, o GMAT é mais do que uma prova padronizada que permite que cada candidato seja comparado com todos seus pares – ou concorrentes – diante dos comitês de admissão das escolas de MBA. Essa prova de mais de 60 anos foi construída para mensurar as habilidades necessárias para ser bem sucedido no MBA. Segundo Sarathy, a mudança vem alinhar a prova a nossa realidade mais recente. O GMAC, organizador do GMAT, recebeu um feedback das escolas de MBA de que um numero de novas habilidades emergiram nos negócios nos últimos anos para as quais as escolas precisam preparar seus alunos: lapidar informação e análise são pontos críticos na hora de identificar comportamento de compras, fatores de custo, e oportunidades de ganhar eficiência. Nos MBAs, os estudos de casos também exigem que os alunos integrem diversas fontes de informação – gráficos, tabelas, textos – para responder questoes ou resolver problemas de negócios. É isso que a nova seção busca testar.
Há quatro tipos de questoes:
1 – Interpretação de gráficos; 2- Analise de duas partes – solução de duas partes; 3- Analise de tabelas; 4 -Raciocínio com múltiplas fontes.
Esse novo desenho visa medir a capacidade do candidato a integrar informações.
Essa novidade, porém, não afeta o score geral que as escolas utilizam para comparar candidatos e provavelmente ainda levará algum tempo para que esta seção cresça em importância competitiva por ser muito nova e não ter ainda um comportamento conhecido.
[1] O GMAT tem 4 scores: O score geral – de 0 a 800; o scaled score da seção quantitativa; o scaled score da seção verbal; o score da seção de writing (hoje duas redações – analysis of an issue e analysis of an argument, sendo que a primeira será substituída pela nova seção de Integrated Reasoning)
Sou coach de carreira e MBA há dezoito anos e nesse ínterim tive a oportunidade de acompanhar a jornada tanto pré- como pós-MBA de mais de 700 pessoas. Quando eu comecei a minha carreira nesse nicho, em 1994, eram cerca de 300 brasileiros por ano indo para MBAs das escolas top 15 nos EUA e Europa. Embora hoje se tenha a impressão de que o número tenha aumentado muito, em um recente encontro promovido pelo IE (escola de negócios em Madri) e a GNext (consultoria de hunting) em que estiveram presentes vários membros dessa industria, constatamos que o numero de brasileiros indo para um MBA top 15 nos EUA ou Europa ainda não passa de 450. Fazendo algumas estimativas considerando o tamanho do Brasil MBA alumni (ex-alunos) e dados da experiência de diversos consultores que trabalham com preparação para MBA, estimamos que haja cerca em torno de 3500 MBAs brasileiros, formados nos últimos 20 anos, sendo que a maioria destes encontra-se no eixo Rio – São Paulo. Sem dúvida, ainda há muito espaço para crescimento de profissionais com MBA aqui no Brasil. Mas até se chegar lá, há uma longa jornada. É quase um triátlon. Primeiro há as provas – GMAT e TOEFL, depois vem escrever essays (diversas redações cobrindo temas como objetivos para carreira, experiências de liderança, e realizações) , cv, preencher formulários, e finalmente as entrevistas.
Mas isso tudo depois de pensar muito se o MBA é para você, quais escolas escolher, que sentido isso fará para a sua carreira… Enfim, é uma jornada que começa quase um ano antes do curso e se estende para curto e médio prazo após o MBA.
A ideia aqui é passar por todos esses tópicos e abordar o que há de novidades nos MBAs.
Para quem é o MBA? Essa é uma pergunta bastante frequente. Aqueles que trabalham em consultorias e bancos já têm o MBA como um requisito na carreira e de fato, cerca de75% dos candidatos brasileiros em escolas americanas e 65% nas escolas europeias trabalham em consultorias ou em bancos, o restante dos candidatos vêm da indústria, outros serviços, empresas familiares e empreendedores. Para muitos, o MBA é um passo importante para a consolidação de uma carreira executiva, para outros uma oportunidade de mudar a carreira. Há alguns anos o MBA servia para “zerar” o currículo e servir como recomeço, mas hoje o MBA não tem mais este efeito. Os recrutadores analisam seu histórico, sua experiência antes do MBA, o que você fez durante o curso e suas expectativas profissionais. Por isso, atualmente é muito importante ter uma ideia mais clara do que quer fazer após o MBA, para assim poder aproveitar melhor sua experiência na escola e direcionar eletivas e atividades extracurriculares para direcionar melhor sua carreira no curto e médio prazo. Ter clareza de seus objetivos futuros também será importante como um dos critérios de escolha de escolas a aplicar.
A primeira vista as escolas podem parecer oferecer coisas muito semelhantes, mas existem sim diferenças entre elas. Talvez estas diferenças não fiquem tão claras quando se olha a grade de matérias, mas as eletivas, atividades extracurriculares, clubes de interesses, metodologia da escola (mix de aulas, seminários, trabalhos em grupos, apresentações), nível de competitividade, localização. Há um numero grande de variáveis a se levar em conta. Por isso é tão importante saber o que você quer do MBA, para que você tenha seus próprios critérios de seleção e possa ir além da classificação das escolas em um ranking.
2013
2012