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MBA de A a Z

Alguns estudos do Financial Time e do GMAC acerca das mudanças e transformações dos cursos de MBA revelam novidades interessantes. Primeiramente, os candidatos estão voltando a dar preferência aos cursos mais longos – isso nas escolas que oferecem opções customizáveis de várias durações para o MBA (12, 18 ou 20 meses). Parece que a crise econômica na Europa está fazendo com que os estudantes queiram ficar mais tempo na escola.

Segundo ponto interessante, embora o MBA tenha se originado nos Estados Unidos e o movimento mais tradicional até aqui tenha sido o das escolas americanas espalharem pelo mundo seu estilo e cursos (escolas têm campi na Europa, Ásia, Oriente Médio), a China, por exemplo, investiu em aprender com MIT e outras escolas top americanas e agora vem construindo campi de escolas de negócios chinesas em outros continentes e em 2013 começam um MBA em Nova Iorque.

Os duplos diplomas também estão cada vez mais em voga, a exemplo do LL.M/MBA (mestrado em direito e MBA) e MD/MBA (mestrado em medicina e MBA). Os professores de MBA agora também tem que dar aulas e entender não só geografias e estilos de negócios ao redor do mundo, mas também setores tão específicos quanto direito e medicina.  O MBA rompe as fronteiras mais tradicionais de ser procurado por executivos para abrir novas portas na medicina, direito, sustentabilidade, estabelecendo novas formas de atuação e novas possibilidades profissionais.

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LinkedIn, amigos,  amigos dos amigos e as mais diversas fontes são úteis para alcançar informações sobre como é a vida e os cursos de MBA nas escolas para as quais vai aplicar. Se por um lado os rankings e sites das escolas podem trazer informações importantes e mais objetivas sobre metodologia, dados demográficos e cursos e atividades extracurriculares, nada melhor que o testemunho de quem está lá ou esteve recentemente.

Quanto mais recentes os relatos, melhor. Como a cada ano ou dois anos as escolas fazem mudanças que podem ser mínimas ou dramáticas, conversar com quem fez o MBA há muitos anos não lhe permitirá ter um retrato atualizado da escola. Alguém que tenha se formado há dois ou três anos ou que esteja fazendo MBA no momento pode contar quais as novidades, como é o dia a dia, contar sobre matérias ou professores interessantes e compartilhar de suas experiências nos clubes e atividades.

Normalmente ex-alunos e alunos são muito disponíveis para conversar com candidatos. Isso faz parte da cultura de se fazer MBA. Alunos e ex-alunos se tornam embaixadores da escola, e muitos se empenham em compartilhar suas experiências.

Chegar a um aluno ou ex-aluno não é a tarefa difícil. Uma vez que tenha algum contato ou marque um café ou telefonema para conversarem sobre a escola, esteja preparado! Antes da conversa, pesquise o site da escola, os rankings, e pense em quais as perguntas que deve fazer. Chegar despreparado ou sem noção de como é a escola pode significar que arruinou uma oportunidade de discutir o tipo de experiência que pode esperar de lá com profundidade ou mesmo irritar a pessoa que se dispôs a dedicar seu tempo e compartilhar sua experiência.

Acho que o mais rico nessas conversas é perguntar sobre a experiência que a pessoa esta tendo ou teve em seu MBA, quais atividades se envolveu, como eram/são organizadas, que matérias gostou; como a escola ajudou a conseguir emprego após o curso. Fatos e acontecimentos são sempre mais ricos e nos dizem muito mais do que julgamentos sobre como foi a experiência.

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Em breve as escolas começarão a anunciar os resultados da primeira rodada de aplicação. É uma fase difícil, pois vem a ansiedade de saber se foi aprovado após as entrevistas ou de refletir o que deu errado no caso de ter sido “dingado” (expressão comum entre os candidatos quando são rejeitados por alguma escola). Nessa espera ainda há tempo para focar na estratégia para o segundo round.

Primeiro, escolha escolas que valorizarão o tipo de experiência que você tem, que possam ajudá-lo a atingir seus objetivos, e com as quais você tenha se identificado (metodologia, cultura, valores, perfil de alunos). Por mais que seja difícil escrever para uma escola que possivelmente seria sua segunda opção enquanto espera a resposta da escola que é sua primeira opção, é muito importante que você consiga focar nessa árdua tarefa! Eu sugiro que você imagine que essa seja a escola dos seus sonhos – o que rapidamente pode se realizar se você não for aceito na sua primeira escolha…

Em posse dos essays que já escreveu para escolas para as quais você já aplicou, desgastado pelo processo de ter que equilibrar a sua vida que não parou e esse processo longo e demandante para o MBA, a tentação de fazer o “copia + cola” é enorme. Mas o resultado pode ser devastador. Sem dúvida, você já tem muito material valioso e não sairá do zero desta vez, mas a estrutura e estratégia deve ser customizada para cada escola. Garanta que está respondendo exatamente o que a pergunta pede; estruture o que e como vai escrever e depois pode buscar em seu material trechos ou essays inteiros que possam ser aproveitados.

Não imagine que na semana entre Natal e Ano Novo, quando  a maioria têm um recesso no trabalho, você irá escrever os essays rapidinho pois terá mais tempo para se dedicar. Isso pode ser uma armadilha! Uma semana é apenas uma semana. Ideias e textos, materiais que temos que criar demoram a amadurecer. Precisamos de uma pausa e distanciamento para voltar um olhar crítico sobre o que foi produzido.

Mesmo que você esteja disposto, cuide de partes em que dependerá de terceiros. Seus recomendadores estarão de férias ou ausentes? Antecipe-se…cheque disponibilidade e agenda de todos.  Veja se solicitou o envio das suas notas de TOEFL e GMAT para estas outras escolas, se tem a tradução juramentada de seu histórico escolar. Enfim, faça tudo com a mesma energia e dedicação da primeira rodada…não desanime antes do jogo acabar.

 

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Um dos rankings mais famosos para MBA’s americanos – o da Businessweek – publicou recentemente sua nova lista bienal. Embora os três primeiros colocados tenham se mantido inalterados, algumas escolas pularam muitas posições para cima ou para baixo. Além de avaliar as escolas americanas, a Businessweek publicou um outro figurando as escolas fora dos Estados Unidos – especialmente Europa e Canadá.

 

O ranking da Businessweek foca bastante no grau de satisfação e se parece bastante com uma pesquisa de “consumidor”. Além da satisfação dos alunos e das empresas que recrutam estes alunos, também se considera a qualidade dos professores – o capital intelectual.

 

Uma outra pesquisa da Businesweek sobre a metodologia de ensino nas principais escolas mostra como é o estilo se considerarmos o método de estudo de caso; aula expositiva; trabalho em grupo; e aprendizado baseado em contextos reais.

 

Cruzando um pouco estes dados, algumas coisas interessantes surgem. Primeiramente, as escolas com maior índice de satisfação dos alunos são as que têm um maior equilíbrio entre método de estudo de caso e aula expositiva. Trabalhos em grupo e aprendizado baseado em contextos reais compõem no máximo 25% na composição metodológica das escolas, mesmo nas escolas que tradicionalmente enfatizam a prática e envolvimento em grupo.

 

Mas o que estes dados mostram é que essas dimensões todas diferem muito e que você realmente tem que pensar no que busca em uma escola para acertar na escolha. Qual ambiente o estimula mais a dar o melhor de si e em que tipo de contexto você aprenderá mais. Se por um lado o ranking pode lhe dar alguns subsídios para entender melhor a escola, ele por si só não é suficiente para definir suas escolhas.

 

 

The 2012 Bloomberg BusinessWeek Ranking of Full-Time MBA Programs in the U.S.

2012 Rank & Escola Index Score 2010 Rank Rank de satisfação do aluno Rank de satisfação do empregador  Rank de Capital Intelectual
  1. Booth 100.0 1 11 1 5
  2. Harvard 97.5 2 12 3 9
  3. Wharton 96.5 3 16 2 7
  4. Stanford 95.1 5 8 5 11
  5. Northwestern 93.7 4 13 4 24
  6. Duke (Fuqua) 93.0 6 22 7 1
  7. Cornell 93.0 13 2 12 2
  8. Michigan 92.0 7 14 6 12
  9. MIT Sloan 90.2 10 9 10 15
10. Virginia 89.4 11 5 9 32
11. Carnegie 87.9 15 3 17 23
12. Tuck 87.7 14 4 11 20
13. Haas 87.6 8 10 13 3
14. Columbia 87.5 9 20 8 19
15. Indiana 86.6 19 1 20 46
16. Stern 85.1 18 7 16 16
17. Kenan-Flagler 80.1 16 18 14 25
18. UCLA 78.9 17 21 19 6
19. McCombs 78.5 25 28 15 4
20. Notre Dame 76.6 24 17 18 37
21. Yale 74.6 21 19 27 17
22. Emory 72.9 22 29 23 22
23. Georgia Tech 72.1 23 23 34 18
24. Maryland 71.3 42 6 44 13
25. Vanderbilt 69.7 37 24 31 35

Source: Bloomberg BusinessWeek

 

Non _US Ranking

2012 Rank & School Index Score 2010 Rank Rank de satisfação do aluno Rank de satisfação do empregador Rank de Capital Intelectual
  1. London 100.0 5 4 2 2
  2. INSEAD 99.6 1 5 1 3
  3. IE Business 91.3 3 1 12 18
  4. Queen’s 90.3 2 3 5 11
  5. Oxford (Said) 90.3 16 8 7 6
  6. ESADE 78.0 4 10 6 16
  7. Ivey 77.1 6 9 8 14
  8. IESE 76.1 12 6 11 5
  9. IMD 75.6 7 2 14 17
10. McGill 72.7 11 15 3 8
11. Rotman 62.8 8 19 4 1
12. Mannheim 61.1 NR 12 10 15
13. Imperial 60.7 NR 7 16 13
14. Schulich 59.9 9 17 9 7
15. HEC-Paris 55.2 14 13 13 9
16. SDA Bocconi 43.6 18 16 15 12
17. Erasmus 42.4 NR 11 18 10
18. HKUST 33.2 NR 14 19 4
19. Manchester 39.4 17 18 17 19

Source: Bloomberg BusinessWeek

 

Como as Escolas de negócios mais renomadas no mundo ministram seus  MBAs

 

Escola Estudo de Caso Aula Projeto em Grupo Aprendizado baseado em experiências reais
Harvard Business School 80% —– 10% 5%
Western Ontario (Ivey) 75% 10% —- 5%
Virginia (Darden) 74% —– 6% 10%
IESE Business School 70% 10% 10% -
UC-Berkeley (Haas) 50% 20% —- 17%
UNC (Kenan-Flagler) 50% 20% —– 15%
Dartmouth (Tuck) 45% 23% 20% —-
Stanford GSB 40% 20% —- 15%
Pennsylvania (Wharton) 40% 20% 25% —-
Columbia 40% 38% 15% —-
Yale 40% 34% —- 10%
Georgia Tech 40% 25% 25% —-
IE Business School 40% 20% 20% —-
Indiana (Kelley) 35% 25% 20% —-
Texas-Austin (McCombs) 35% 35% —- 15%
MIT (Sloan) 33% 25% —- 20%
Duke (Fuqua) 33% 33% 24% —-
Northwestern (Kellogg) 30% 30% 25% —-
London Business School 30% 30% —- 15%
INSEAD 30% 30% 20% —-
Cornell (Johnson) 30% 30% 20% —-
UCLA (Anderson) 30% 40% 15% —-
Vanderbilt (Owen) 30% 40% —- 30%
SMU (Cox) 30% 25% 25% —-
ESADE 30% 30% —– —-
New York (Stern) 25% 25% 25% —-
Michigan (Ross) 25% 20% —- 15%
Notre Dame (Mendoza) 25% 27% 22% —-
Emory (Goizueta) 25% 30% —- 20%
Maryland (Smith) 25% 25% —- 20%
Georgetown (McDonough) 25% 30% 25% —-
Oxford (Said) 25% 40% 25% —-
Carnegie Mellon (Tepper) 20% 50% 10% —-
USC (Marshall) 20% 48% 25% —-

Source: Business schools reporting to Bloomberg Businessweek

 

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Wharton agora deve entrevistar cerca de 40 a 45% dos candidatos de cada rodada, sendo que o processo de entrevista agora tem duas partes: a primeira é uma discussão em grupo sobre dois temas que a escola envia aos pré-selecionados para entrevista e a segunda parte uma entrevista de 15 minutos com alguém do comitê de admissões ou com aluno de segundo ano.

Nesse novo formato, a entrevista passa a ter um formato de sobrevivência, uma vez que das 4 -6 pessoas de cada grupo de discussão, apenas uma receberá oferta de vaga.

No momento que o candidato foi convidado para entrevista, recebeu duas perguntas e a instrução de se preparar por uma hora para responder às seguintes perguntas:

1) The Wharton School is committed to supporting our stakeholders as they acquire and refine the knowledge and skills they need to be successful professionally. As potential Wharton students, what is one key business skill that you think post-business school professionals must have in order to be successful, long-term, in their career? (Wharton compromete-se em apoiar as partes interessadas conforme adquirem e refinam conhecimentos e habilidades de que precisam para serem bem sucedidos profissionalmente. Como estudantes potencias de Wharton, qual é uma habilidade de negócios que você acha que profissionais pós-MBA devem ter para serem bem sucedidos, no longo prazo, em suas carreiras?)

2) The Wharton School’s mission is to enhance economic and social good around the world by turning knowledge into action and impact. What is the most important societal challenge that could be addressed more effectively by the business community today? ( A missão de Wharton é contribuir para o bem econômico e social no mundo ao transformar o conhecimento em ação e impacto. Qual desafio social mais importante poderias ser mais efetivamente endereçado pela comunidade de negócios hoje?)

 

No dia da entrevista, 4 a 6 candidatos ficam juntos em uma sala e recebem um dos temas para discussão. Os avaliadores apenas observam o desenrolar da discussão de cerca de 45 minutos. A ideia é simular o ambiente de discussão de sala de aula, mas além de não receber qualquer opinião dos avaliadores, o que veio ocorrendo nessa primeira rodada de Wharton é que os candidatos estão excessivamente, senão irritantemente, polidos. Com isso, as discussões acabam não desafiando os participantes e estes também ficam sem qualquer ideia de seu desempenho, diferentemente das entrevistas individuais.

 

Uma das razoes para essa mudança é poder tirar os candidatos do seu roteiro no papel e poder avaliar ao vivo como cada candidato se comporta, argumenta e reage. Outro propósito da entrevista é ver como o candidato pensa e se expressa. Candidatos com inglês pobre podem se dar mal nessa etapa, mas o mesmo aconteceria na entrevista individual. Nessa discussão dinâmica, os avaliadores podem observar como você muda ou molda suas opiniões e como você pode contribuir para o progresso da discussão.

 

Para a segunda rodada de applications, os temas de discussão deverão mudar. O mais importante, segundo o diretor de admissões, é “como você interage com o grupo de colegas para trabalhar em um cenário de negócios real…não estamos buscando uma resposta especifica para os temas propostos – se trata mais de como você se engaja com seu grupo para resolverem um problema juntos – como ocorrerá em sala de aula.”

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As ofertas de empregos pós-mba cresceram em 2012. Nas escolas Top 30 dos Estados Unidos, a taxa de alunos empregados até três meses pós-mba aumentou para mais da metade das escolas. Mesmo entre as que tiveram uma discreta queda, isso não significa que o mercado não está aquecido. As escolas reportam que os alunos estão mais confiantes e têm esperado mais tempo para encontrar o emprego dos sonhos.

Outra boa notícia é que os salários também cresceram, mostrando que o diploma realmente faz valorizar seu salário. Este ano os MBA’s registraram o maior percentual de aumento sobre o salário pré-mba dos alunos.  Os graduados de Michigan State tiveram um aumento de 268.6%! Kenan Flagler, 122,2% e Kelley 119,6%.; números que não incluem bonus.

Terceira boa notícia refere-se ao tão badalado emprego em Private Equity. Fundos estão investindo por tempo mais longo e com isso ampliando posições nas suas empresas investidas. Além do clássico emprego de muita análise em que as pessoas com histórico em banco de investimento levam grande vantagem, agora profissionais vindos de consultoria, e mesmo da industria encontram espaço para atuarem nesse setor.

COMO AS ESCOLAS SE SAÍRAM NO MERCADO DE EMPREGOS EM  2012

School With Job Offers Three Months After Graduation 2011 2010
  1. Emory (Goizueta) 98% 95% 93%
  2. UC-Berkeley (Haas) 96% 92% 90%
  2. Northwestern (Kellogg) 96% 94% 90%
  2. MIT (Sloan) 96% 95.9% 95.1%
  2. Columbia Business School 96% 97% 94%
  6. Rice (Jones) 95% 92% 84%
  6. Chicago (Booth) 95% 93% 91%
  6. Indiana (Kelley) 95% 94% 86%
  6. Pennsylvania (Wharton) 95% 95% 87%
  6. Dartmouth (Tuck) 95% 97% 97%
  6. Harvard Business School 95% 97% 95%
12. Texas-Austin (McCombs) 94% 92% 94%
12. New York (Stern) 94% 93% 90%
12. Texas A&M (Mays) 94% 93% 92%
12. Virginia (Darden) 94% 95% 87%
12. Georgia Institute of Technology 94% 95% 97%
17. Notre Dame (Mendoza) 93% 90% 82%
17, Brigham Young (Marriott) 93% 90% 86%
17. Duke (Fuqua) 93% 92% 81%
17. Minnesota (Carlson) 93% 97% 91%
21. Cornell (Johnson) 92% 89% 83%
21. Carnegie Mellon (Tepper) 92% 91% 89%
23. UCLA (Anderson) 91% 91% 85%
24. Michigan State (Broad) 90% 87% 72%
24. Yale School of Management 90% 94% 92%
24. Stanford GSB 90% 95% 93%
27. North Carolina (Kenan-Flagler) 88% 88% 84%
28. Michigan (Ross) 85% 85% 78%
29. SMU (Cox) 79% 83% 67%
30. Southern California (Marshall) 77% 91% 88%

FONTE: Business schools reporting to Bloomberg BusinessWeek

 

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Além de ficarem cada ano mais curtos, para desespero dos candidatos, agora os essays mudaram muito em termos do conteúdo que deve ser escrito. Duke, por exemplo, criou uma questão em que se pede uma lista de 25 coisas aleatórias sobre você, candidato. Até o item 10 ou 15 dá para ir muito bem, inserindo coisas que imaginamos serem positivas para a candidatura, como por exemplo, se fazemos trabalho comunitário, esportes que praticamos, viagens que fizemos, desafios que enfrentamos….mas lá pelo número 18 não há outra coisa que não falar sobre coisas realmente aleatórias.  Coisas engraçadas que lhe aconteceram, curiosidades.

As escolas têm buscado formas criativas de tentar descascar o verniz do que se julga aceitável ou pertinente para escrever nos essays e tentar ver o colorido e personalidades mais vívidas dos candidatos.

A febre por essays mais reflexivos ou que revelem mais quem o candidato é ao invés de o que fez está presente em maior ou menos grau nos applications da maioria das escolas americanas e europeias. O IE, por exemplo, mudou radicalmente seu formulário e busca informações sobre sua personalidade e oferece formatos inovadores para os essays – pode ser um vídeo, uma apresentação, um twitter….os temas também fogem do tradicional “descreva o que fez” para “como você imagina a cidade do futuro?”.

Berkeley lhe pede que indique uma música que revele que você é.

Estes são alguns poucos exemplos, mas a longa lista de novidades avança.  Estes essays definitivamente são à prova de “isso é certo ou isso é errado”, de normas e formalidades que já vemos muito nos temas tradicionais.

Definitivamente, as escolas estão sendo criativas em tentar enxergar as pessoas que aplicam.  Para melhor aproveitar estes espaços, o primeiro ponto é pensar em qual imagem você quer que o comitê de admissões tenha a seu respeito. Que valores quer destacar?Depois pense se estes valores e características serão também de alguma forma refletidos nas suas cartas de recomendação ou numa entrevista. Para ter sucesso aqui, é preciso uma boa dose de coerência.

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Agradeço a colaboração da Daniela Bouissou, que gentilmente escreveu este post  sobre sua experiência no MBA de Stanford. Espero que, além de inspirar pessoas que estão nesse árduo processo de application, seu depoimento possa mostrar que o esforço realmente vale a pena!

Todos os anos tenho a alegria de conversar com pessoas que pretendem trilhar o mesmo caminho que trilhei: “dar um tempo” na carreira para cursar um MBA. Afinal, quem não gostaria de dar um salto maior que dois anos de trabalho convencional seriam capazes de proporcionar? Ou permitir a si mesmo uma reflexão em busca de uma existência mais feliz?
Foi o meu caso. Previamente ao MBA em Stanford, eu me dedicava plenamente ao exercício da Medicina, o que torna mais complexa qualquer tentativa de traçar um paralelo com a experiência de um consultor ou executivo. Eu buscava redirecionar minha trajetória profissional e aumentar o potencial transformador do meu trabalho. Veladamente, acalentava o sonho de ser empreendedora, mas não sabia como chegar a este objetivo sem as ferramentas de gestão. Sem apego aos anos dedicados à formação médica, mesmo sem conhecer àquela altura o conceito de “custos irrecuperáveis”, me atirei na oportunidade de alcançar meu objetivo. E o MBA seria meu trampolim.
Em Stanford, vivi dois anos de intenso aprendizado, facilitado e impulsionado por colegas brilhantes. Houve momentos difíceis, em que chorei de exaustão em meio a atividades acadêmicas, organização de viagens, eventos e confraternizações. Mas não me privei da exposição aos grandes desafios pessoais, como as aulas eletivas de finanças em que colegas de bancos de investimento faziam perguntas que, a princípio, eu mal podia compreender.
Cinco anos depois, há apenas alguns dias, encontrei por acaso um dos meus exames finais de empreendedorismo de Stanford aqui em casa. Nele, expus um plano de carreira exatamente oposto ao ensinado por meus professores. Em vez de ir diretamente para a carreira do empreendimento, que era o aconselhado, defendi o trabalho prévio em uma consultoria estratégica como forma de sedimentar conceitos de gestão e desenvolver uma tática de abordagem: exercitar a habilidade de desmembrar problemas complexos em partes menores. A seguir, defendi o trabalho na indústria de saúde para que pudesse ter experiências reais de gestão e liderança. Só então estaria apta a empreender.
Esse exame foi um dos mais bem avaliados do meu MBA. Mas não foi apenas isso. Também foi o plano de voo mais bem sucedido que já fiz. Logo após o MBA, me tornei consultora do Boston Consulting Group.  A seguir, fui líder de uma unidade de negócios em uma empresa de prestação de serviços para operadoras de saúde. Hoje, me dedico ao desenvolvimento da empresa que ajudei a fundar: boaconsulta.com, que tem por objetivo tornar mais transparente e eficiente a dinâmica entre oferta e demanda de serviços de saúde. O boaconsulta.com conta hoje com um time de 15 pessoas e tem posição de liderança em seu segmento. Isso me dá muita alegria e, sem nenhuma dúvida, afirmo que o MBA viabilizou essa grande mudança em minha carreira e em minha vida.
Aos que me consultam a respeito da experiência que vivi em Stanford, sempre advirto cautelosamente o quão difícil é tecer uma opinião sobre o impacto de uma decisão como essa para cada um. Mesmo porque a experiência pode variar significativamente dependendo do ponto de partida pessoal. Mas estou certa de que ao menos posso falar pelas pessoas que conheci no curso. Entre consultores, executivos ou  mesmo “poetas” – apelido pelo qual eram chamados os candidatos com formação e experiência prévia em ciências humanas e biológicas -, todos são unânimes ao dizer: “foi uma experiência que valeu a pena”.

 

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A entrevista de Harvard não mudou vis-à-vis como era nos últimos anos. Se nos essays havia pouco espaço para falar de seus objetivos e explicar por que quer ir para Harvard, agora será o momento para abordar esses assuntos. O entrevistador da escola estará com todo o seu dossiê em mãos, e provavelmente terá lido tudo.

Sandy Kreisberg (fundador da HBSGuru.com)  faz uma lista das principais perguntas:

 

  • Walk me through your resume? (guie-me por seu currículo)
  • Why did you attend your undergraduate school, and what was one regret about how you managed your undergrad education? (por que você fez este curso de graduação e qual uma coisa que você lamenta sobre como administrou sua vida acadêmica?)
  • What advice would you give to 1. President of your college? 2. Your prior bosses? 3. Your current boss? (Que conselho você daria para 1. O reitor de sua faculdade; 2. Seus chefes anteriores; 3. Seu chefe atual?)
  • Pretend I didn’t read your app and tell me about yourself. (Faça de conta que eu não li seu application e me fale de você)
  • Who is someone you’ve worked with that wasn’t a direct manager that had a significant impact on you? (quem foi uma pessoa que não tenha sido seu chefe imediato que teve um impacto significativo em você?)
  • What is a question you expected me to ask? ( que pergunta você esperava que eu lhe fizesse?)
  • What is a company inside your industry and outside your industry you admire, and why, also a CEO? (qual empresa em seu setor e fra de seu setor que você admira e por que, e também um CEO?)
  • What is a common misperception people have when they first meet you? (qual uma impressão errônea que as pessoas têm sobre você num primeiro contato?)

 

Saiba respostas para estas perguntas e esteja preparado para explicar suas transições e escolhas, explicando porque fez, como fez e o que faria diferente. As respostas devem ser diretas e concisas. Tente explicar essas coisas em no máximo 45 segundos!! Cuidado para não se perder nas respostas nem dar voltas muito longas! Treine com amigos para garantir que sabe contar sua estória sem ficar confusa ou prolixa. Não tente dar respostas muito completas; se eles quiserem mais detalhes, lhe perguntarão.

Após a entrevista, você terá 24 horas para escrever um essay de 400 palavras, que  Harvard diz que deve ser como um e-mail, bastante informal em que você deve se concentrar em responder se há algo mais que você gostaria de dizer que ajude a escola a te conhecer você.

Se você sentiu que não foi bem na entrevista, não tente usar este essay para endereçar  o que fez de errado na entrevista.

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Médicos, publicitários, advogados, jornalistas… Profissionais que não pertencem ao mundo de negócios, mas que buscam uma forma de juntar-se a este através do MBA. Tive alguns clientes com este perfil e embora suas dificuldades tenham sido maiores que os de candidatos com um currículo mais tradicional em negócios, muitos destes “pontos fora da curva” tiveram êxito.

Quais foram os elementos que os ajudaram?

Primeiro, eles eram muito bons em suas áreas de atuação. Os resultados e sucesso obtidos por eles em suas atividades profissionais ajudam a sustentar o seu potencial realizador. Segundo, em algum ponto de suas trajetórias eles conseguiram demonstrar que têm vocação para negócios. Terceiro, liderança e capacidade de fazer a diferença (fazer coisas que ultrapassem apenas seus interesses pessoais) ajudaram a provar que poderiam ser bons líderes. Finalmente, bom desempenho acadêmico ou um bom GMAT, para demonstrar que serão capazes de acompanhar a parte quantitativa do curso de MBA sem problemas (uma boa parte do MBA depende de boa habilidade com números e análises).

Histórias de sucesso:

Um piloto de avião formado na primeira turma do primeiro curso de pilotagem ministrado numa universidade de Porto Alegre formou-se entre os primeiros de sua turma, negociou contrato para uma significativa parte de sua turma com uma grande empresa de aviação, criou um curso para treinamento para evitar erros humanos em voos, com isso montando uma empresa específica de treinamento no assunto para atender companhias aéreas de pequeno porte. Somado a isso teve um score de 750 no GMAT. Elementos de liderança intelectual, visão de negócios, e envolvimento com sua comunidade foram decisivos para ele.

Socióloga que trabalhava em uma ONG contribuiu muito para a consolidação desta e gerou impacto social. Embora seu GMAT não tenha sido alto (foi 620), seu desempenho acadêmico compensou tal fato. Sua visão de adequar processos na ONG para se tornar elegível a receber recursos internacionais certamente a destacaram.

Arquiteto que trabalhava com expansão de lojas de uma grande rede de varejo buscava uma mudança em sua carreira. O fato de cada uma das lojas que ajudava a erguer se parecer muito com uma unidade de negócio que ele geria o ajudou, além de seu bom GMAT de 720. Hoje é um empreendedor.

O MBA foi importante para estas pessoas não só pelo conhecimento técnico sobre negócios que lhes deu, mas também por estas pessoas passarem a contar com uma network de alumni através da qual puderam ter acesso a empregos interessantes após o MBA.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Claudia Miranda Gonçalves

    Com experiência de 18 anos na área de desenvolvimento humano, atendeu mais de mil executivos e jovens talentos em empresas como ABN AMRO, BankBoston, Roland Berger Consultoria e A.T.Kearney como consultora para desenvolvimento de pessoas e grupos de trabalho, coaching e planejamento de carreira e MBA. Graduada em Psicologia com pós em Psicologia Clínica na USP, tem formação em instituições certificadas pela European Coaching Association e pelo International Coaching Institute e certificação da International Coaching Community.

Comentários recentes

  • Ana Paula Vitelli: Olá Claudia, a opção do MBA online ou no formato blended, como o Global MBA oferecido pela...
  • Claudia Gonçalves: Com certeza aumentar nossa consciencia individual sobre a responsabilidade social faz parte disso
  • seguidores: bonito de ler, fica bem claro o caminho do brasil ao desenvolvimento social e economico
  • Claudia Gonçalves: Você pode encontrar mais informações sonre information sessions no site de cada escola,...
  • icon designs: Yes, really. I agree with told all above. Let’s discuss this question. P.S. Please review icons

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