Devassa rebate ressaca
3 de março de 2010 | 3h23
Marili Ribeiro

Uma tarja preta sobre a pin-up que é símbolo da cerveja Devassa Bem Loura, que aparece na tampinha, nos copos de cerveja e nas garrafas nas cenas gravadas para o comercial original da marca de cerveja, marcam agora o novo anúncio que o Grupo Schincariol pôs no ar em substituição ao anterior, que foi cassado por liminar do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Há uma boa dose de humor na peça como reconhece o publicitário Augusto Cruz, presidente da agência Mood, que é responsável pela campanha. Mas há também certa provocação. ”Temos certeza de que não existe nada de errado com o comercial anterior, que foi produzindo seguindo todas as normas do Conar para o segmento de bebidas.”
A campanha protagonizada pela socialite americana Paris Hilton foi denunciada por consumidores ao Conar por apelo à sensualidade. Isso causou reações apaixonadas em mídias sociais, como o microblog Twitter, tanto aqui, como no exterior. No Brasil, usuários do twitter criaram ontem à tarde o movimento #voltadevassa. Foram postados quatro mil tweets em menos de três horas depois de lançado. O assunto Paris Hilton censurada também mereceu atenção de veículos especializados em propaganda nos EUA, e até mesmo matéria no site do tradicional jornal New York Times. Todos questionam se a garota-propaganda Paris Hilton seria muito sexy para o Brasil. A razão do espanto está no fato de o comercial ter sido lançado no Carnaval, quando mulheres seminuas ocupam todas as mídias no país do samba. No comercial da Mood, a americana, vestindo uma minivestido preto simula uma dança com a lata de cerveja.
Profissionais do meio publicitário que trabalham para outras marcas de cerveja concordam que não há nada de mais explícito nessa atual campanha da Schincariol que já não tenha sido usado em comerciais produzidos por eles, além da sugestão embutida no nome da própria cerveja. “Quando vi o nome Devassa, uma marca que nasceu no Rio num clima descontraído, ser associado a Paris Hilton, que tem fama e comportamento condizente com o sentido da palavra, pensei: isso vai dar confusão. E deu. Há muitos “brasis” no País e o pessoal mais conservador não gosta desse tipo de associação”, diz um deles que prefere o anonimato para não chatear seu cliente.
Augusto Cruz não concorda com essa interpretação. Para ele, a palavra devassa é corriqueiramente usada na televisão. Cita como exemplo o jornalista Pedro Bial, apresentador do programa Big Brother, na TV Globo, que, segundo Cruz, vive usando o termo “devassa” e “devassas” para se referir às confusões entre os participantes confinados na casa, e que são vistos em rede nacional de televisão por uma maplo público. “Essa marca de cerveja existe há oito anos e nunca foi questionada por ter algum apelo sexual”, avalia ele.
O publicitário Átila Francucci, hoje trabalhando na agência Young & Rubicam, mas que esteve à frente da criação da campanha Experimenta, feita para o lançamento da marca Nova Schin do portfólio do Grupo Schincariol, não foge da raia e classifica de hipocrisia à atual reação do Conar de suspender por liminar o anúncio da Devassa. “Isso acontece com empresas que não são ligadas à AmBev (donas das marcas Skol, Brahma e Antarctica). Experimentei dificuldades similares quando fiz a campanha da Nova Schin. Uma marca nova entrando no mercado do concorrente causa desconforto e fortes reações no Conar”.
Luis Claudio Taya, diretor de marketing do Grupo Schincariol, não nega que está gostando bastante da exposição positiva que a atual demanda com o Conar está obtendo na mídia. Não apresenta números, mas diz que duas redes de supermercados pediram mais estoque de Devassa. A curiosidade do consumidor fica atiçada quando rolam essas polêmicas. Taya, assim como muitos publicitários ouvidos em torno da suspensão da propaganda da Devassa, reconhecem que tanto o conselho do Conar, como os anunciantes e as agências, vão ter que, cada vez mais, considerar a força das mídias sociais na hora desenvolver campanhas. Esses canais de expressão usado pelo público em geral podem fazer barulho e, quem sabe, mudar o rumos das coisas.
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Efetivamente,Efetivamente,Efetivamente, a nivel de cidadã, a nivel de mulher,Efetivamente, Efetivamente, Efetivamente…….Assim foram as palavras da representante da tal secretaria em um programa de tv.
Deste jeito não há devassa que de jeito.
EFETIVAMENTE UMA OVA.
Vamos ao que interessa: ESSA CERVA É HORROROSA! RUIM DEMAIS!!!
A foto da pin up no rotulo é nada mesmo que uma imitação da famosa foto do calendário de Marilyn Monroe tirada pelo fotografo Tom Kelly.
Interessante quando se vê imbecis achando que libertinagem , devassidão, nudez e tantas outros apelos sendo referencia de desenvolvimento, de primeiro mundo, mais me admira ver mulheres achando tudo isso uma beleza, natural, “nada a ver”. E ainda mais admirado fico quando em rede nacional se ridiculariza um orgão que é “autoregulamentador” do mercado publicitário, certo ou errado, é reflexo do que vemos nas ruas, nas salas de aulas e em tantas outras situações de desrespeito, falta de educação.
Além do mais, por que o Brasil tem que ser reconhecido como país liberal ?? Para que outros povos venham aqui se divertir com nossas mulheres semi-nuas ?? Para que venham usufruir e explorar nossos recursos sem nos dever nada. Essa discussão seria bem mais séria, se não tivesse tantos hipócritas comentando. Lamnetável…apenas lamentável.
paiaçada eça cençura timao eooooooooooo
Ahh…!
Deixa ela …
Depois dizem que o Brasil nao vai para frente, um povo que tem um apelo sensual muito forte e em vez de organizar a nacao se preocupam com quem sai na capa da playboy, leem revista “caras”, assistem GUGU, e se matam nas ruas por futebol. nenhum pais eh equilibrado vivendo com tanta asneira assim. o Brasil eh um pais devasso mesmo.
Não entendi a maioria dos comentários feitos, vcs querem que o CONAR regule os programas da Globo?!!!
Meu Deus, o que tem a ver o CONAR com o BBB ?!!
Vcs querem partir de um ponto errado pra justificar suas opiniões, se for como estão falando aí em baixo, vamos liberar geral, pq o Brasil tem Carnaval?!!!!
Qto comentanrio baixo!!!!
Como se isso já não fosse esperado pela Schin…
Já deviam ter até a propaganda da censura pronta. Que ingenuidade desses “apoiadores”.
O mau gosto da propaganda está na escolha da modelo. Que me perdoem os demais mas Paris Hilton não é apenas devassa… ela é o fim da picada. Vive bêbada, caindo pelas mesas de bar da vida, mostra o que não deve quando sai do carro e adora um escãndalo. A propaganda pode não ter nada de mais mas a modelo é nojentinha que dói.
A única explicação para esta rídicula decisão do CONAR é de que a maioria dos Conselheiros deve ter rabo preso com a AMBEV !!!!!
Com relação aos consumidores que reclamaram da propaganda, tenho certeza que eram consumidoras e provavelmente mulheres feias !!!!
Lamentável !!!
Nota ZERO para o CONAR !!!
NOTA ZERO a você pelo seu machismo.
Se fizerem uma devassa (sindicancia) na AmBev encontrariam a causa da censura à Devassa.
Ei, alguém ai na grande mídia lembrou de avisar aos jurássicos e incapazes do CONAR que a ditadura acabou. Ou será que vocês grandes responsáveis pela mídia só estão pensam no cofrinho do governo. Hum… acho que sim. Ficam sempre esperando pelo grito popular. Moçada, em um país de dirceus, arrudas, e outras “merdas”, é ótimo ver gente produzindo coisas que prestam. Propagandas que vendem cervejas. E ambas dão empregos prá muita gente. Gostamos sim de bundas e cervejas. Seja da Paris ou da Ambev.
NÃO EXISTE COISA MAIS BABACA NO BRASIL QUE PROPAGANDA DE CERVEJA. UMA MAIS IDIOTA QUE A OUTRA. UMA VERGONHA.
Confesso que não conhecia essa marca. Com certeza, vou ao Supermercado pegar uma caixinha (12 latas) e apreciar o sabor dessa DEVASSA !!!
Indignação devassa
O veto à propaganda com Paris Hilton nasceu das melhores intenções e redundou numa trapalhada desnecessária. Parece inútil querer controlar o ambiente publicitário brasileiro (que alia excelência técnica e freqüente desprezo pelo interesse público) sem regulamentação sólida e indiscutível.
A decisão do Conar insere-se numa tendência crescente de intervenção sobre as esferas individual e privada. A moda é relativamente contemporânea e costuma ser fantasiada de modernidade esclarecida. Olhando ao redor, podemos descobrir diversas de suas criaturas: a canetada antitabagista de José Serra, autoritária e inconstitucional; o patético banimento de bebidas alcoólicas dos estádios de futebol; a proibição da Marcha da Maconha, abuso que a cúpula do Judiciário impediria se tivesse verdadeira índole republicana; a criminalização do uso de drogas e do aborto e por aí vai.
O espírito conservador desconhece bandeiras e ideologias. Agora é fácil atacar o governo federal, fingindo hipocritamente que a ingerência nasceu com o lulopetismo. Pois lamento, a reação veio tarde. A tesoura contra a publicidade de cerveja poderia ter sido evitada se os liberais de plantão reagissem lá atrás, quando seus ídolos políticos espalhavam as sementes da sanha estatal, sob aplausos das boas famílias.
Não foi por falta de aviso.
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