ir para o conteúdo
 • 

Marcos Guterman

O cientista político Jorge Zaverucha, da Universidade Federal de Pernambuco, vai lançar na próxima segunda-feira, em São Paulo, seu livro “Armadilha em Gaza – Fundamentalismo Islâmico e Guerra de Propaganda contra Israel”. O trabalho visa a mostrar que a controversa Flotilha da Liberdade não queria levar ajuda humanitária a Gaza e que seu único objetivo era ser uma operação midiática contra Israel. Zaverucha usa o episódio para revelar que as questões do Oriente Médio são, em grande medida, julgadas mais pelo impacto de imagens e discursos do que propriamente pela realidade.

Zaverucha falou ao blog:

Pergunta – O senhor certamente tem noção de que a tese de seu livro, a de que Israel foi vítima de uma armadilha do Hamas no caso da Flotilha da Liberdade, não é de fácil digestão. Como o senhor chegou a essa conclusão e de que maneira o senhor encara a atuação de Israel no episódio?

Jorge Zaverucha – Não escrevo algo pensando sobre a facilidade ou dificuldade de sua digestão. Escrevo sobre o que acredito. O Mavi Marmara era um dos seis navios que compunham a Flotilha da Liberdade. Estava repleto de militantes pró-Hamas, com apoio da Turquia, e foi o único navio que optou por atacar os militares israelenses em vez de cooperar com eles. Israel ofereceu a possibilidade de descarregar a ajuda humanitária no porto israelense de Ashdod e depois enviá-la à Faixa de Gaza por via terrestre. Os militantes descartaram tal proposta. Queriam que Israel caísse na armadilha e conseguiram. Houve uma grande falha da inteligência naval israelense que não identificou corretamente quem estava a bordo do principal navio da flotilha. Por ter usado força de menos, a princípio, Israel teve de usar força de mais, a posteriori. Não acredito que devemos julgar um acontecimento apenas pelos seus resultados.

Pergunta – Sua tese central no livro é que o conflito israelo-palestino não é mais por território, mas por razões ideológicas. Isso significa que todo o esforço de negociação das últimas décadas, cujo foco era territorial, foi inútil?

Zaverucha – Afirmo que, de acordo com a visão islâmica, qualquer parte do território de Israel é considerada como sendo sagrada. Portanto, a questão sobre os assentamentos na Cisjordânia é algo perfunctório. O que os fundamentalistas islâmicos querem é a destruição de Israel. Ponto. É só ler a Carta do Hamas que está no anexo do livro. Por isso, as atuais negociações de paz fracassarão como outras já fracassaram. E para piorar houve uma guerra civil em Gaza entre o Hamas e o Fatah. Ontem (quarta-feira), salvo engano, a Autoridade Palestina prendeu uma célula do Hamas que almejava assassinar o prefeito de Nablus, ligado ao Fatah. Temos jogos em teia, jogos dentro de jogos.

Pergunta – Sua área de especialização é a influência dos militares no Brasil e a democracia. Por que o senhor decidiu escrever sobre o conflito no Oriente Médio?

Zaverucha – Eu estudo forças armadas e comportamento estratégico de atores em situação de conflito. Quer melhor situação para análise do que está ocorrendo em Gaza? Prato cheio.

comentários (53) | comente

Um documentário levado ao ar pela BBC nesta semana afirma que o objetivo dos ativistas do navio Mavi Marmara, pivô da famosa “Flotilha da Liberdade”, não era levar ajuda humanitária aos moradores de Gaza. Segundo o programa, os líderes do ato arquitetaram a operação somente para causar um incidente e constranger Israel. Além disso, os soldados israelenses que abordaram o barco foram recebidos com violência, numa ação premeditada, segundo concluiu o documentário, que usou imagens inéditas obtidas tanto de Israel quanto dos participantes da flotilha, além de entrevistas com envolvidos de parte a parte.

A exibição do programa, chamado “Morte no Mediterrâneo”, irritou profundamente grupos palestinos, porque a versão levada ao ar contraria todo o discurso que se seguiu ao incidente – o de que os israelenses eram cruéis assassinos de inocentes voluntários desarmados que só queriam entregar comida, remédios e brinquedos em Gaza. Para os ativistas, a BBC fez propaganda pró-Israel.

De fato, a organização noticiosa britânica BBC é frequentemente acusada de distorcer as informações que publica. Há até um verbete no Wikipedia e um blog dedicados ao assunto. Em geral, no que diz respeito ao Oriente Médio, os israelenses são os que mais se queixam da BBC, para deleite dos “antissionistas” ­– que, a título de “provar” os “crimes” de Israel, citam as reportagens da rede britânica largamente baseadas em informações frágeis e na versão dos palestinos. Agora, porém, parece que a situação se inverteu.

 

Abaixo, o programa da BBC, em duas partes:

comentários (79) | comente

O governo da Turquia, que deu amplo apoio à famosa “Flotilha da Liberdade” e acusa Israel de cometer “crimes contra a humanidade”, entre outras gentilezas, enviou uma comissão de militares a Israel. O objetivo deles é aprender a usar os aviões não tripulados fabricados no país e que os turcos querem comprar, informa o Jerusalem Post.

O governo de Israel, que ficou bastante irritado com a atitude turca no caso da flotilha, hesitou, mas acabou dando sinal verde à negociação. Afinal, o contrato, assinado em 2004, é de US$ 180 milhões.

comentários (19) | comente

O episódio da “Flotilha da Liberdade” serviu para mostrar que o antissemitismo continua vigoroso. Mais do que isso: tem se provado indiferente à passagem do tempo, reinventando-se de modo formidável diante dos desafios históricos que se lhe impõem.

O que talvez explique a resiliência do antissemitismo é sua estratégia. O ódio aos judeus aposta basicamente na ignorância generalizada e na disposição de aceitar como verdadeiras as proposições que “fazem sentido”, embora não tenham correspondência com a realidade. Só isso explica o fato de que intelectuais altamente preparados, como José Saramago, chancelem a comparação dos territórios palestinos com Auschwitz. Para Saramago, o paralelo “faz sentido”, enquadrando-se em uma visão de mundo na qual o Estado judeu representa a essência do Mal – entendido como a encarnação do capitalismo ocidental e de seus valores desumanos.

Essa visão remonta ao século 19, quando a ascensão do nacionalismo transformou o judeu “deicida” no judeu como dono do capital mundial, com planos para destruir as nações por dentro, de modo a facilitar a dominação. Contra esse Mal reagiram muitos intelectuais europeus, o que explica como foi possível um país que gerou Goethe e Beethoven ter igualmente gerado o nazismo. O judeu alemão Marx confundiu ferozmente o judaísmo com a burguesia de seu tempo, e esse discurso é o que sobrevive na retórica antissemita à esquerda.

No século 21, estamos longe da tese da “raça como motor da história”, que animou tantos pensadores na Europa que caminhou alegremente para o abismo nazista. Contudo, a essência do antissemitismo, tal como concebido por intelectuais de 200 anos atrás, manteve-se. Com exceção de um brevíssimo intervalo de tempo, quando o mundo ocidental se penitenciou pelo Holocausto, os judeus seguiram sendo vinculados a dinheiro, poder e influência em escala global. E isso não acontece somente na chamada “rua árabe”, onde excrescências como os Protocolos dos Sábios de Sião, farsa literária que “revela” um complô judaico para dominar o mundo, são lidos como obra autêntica. Isso acontece também em ambientes altamente sofisticados, como universidades e redações de jornais.

Esse mecanismo mental explica o sucesso de teses segundo as quais o famoso “lobby judaico” domina a política americana e a Casa Branca. Há dezenas de outros lobbies nos EUA, inclusive árabe e islâmico, tão ou mais ricos e influentes que o judaico; no entanto, para efeito de propaganda, é a pressão dos judeus que se destaca das demais e é objeto de intenso escrutínio internacional, como se aí residisse a explicação para as atitudes belicistas e intransigentes dos EUA no que diz respeito ao Oriente Médio.

A predisposição antijudaica explica também como pessoas bem preparadas aceitam como verdadeiras as imposturas anti-israelenses, cujo método consiste em sequestrar todos os símbolos da tragédia judaica e invertê-los a favor dos inimigos de Israel, justamente o Estado judeu.

Desse modo, o termo “antissemitismo”, criado no século 19 para designar especificamente o ódio aos judeus, foi sequestrado pelos inimigos de Israel para caracterizar a hostilidade israelense contra os árabes “semitas”, o que transformaria os judeus israelenses, vejam só, em “antissemitas”; o termo “Holocausto”, que passou à história como o extermínio de milhões de judeus pelos nazistas e seus associados, foi sequestrado pelos inimigos de Israel para designar o suposto “genocídio” palestino, mesmo que os dados demográficos indiquem que a população palestina está crescendo, e não diminuindo; as expressões “Gueto de Varsóvia” e “campo de concentração”, que designam o confinamento de civis judeus para seu extermínio, foram sequestradas pelos inimigos de Israel para dramatizar a descrição do ambiente em Gaza.

Em paralelo, os antissemitas exploram o clima contrário a Israel distorcendo outros termos para disfarçar seus objetivos inconfessáveis. O mais óbvio é “ajuda humanitária”, expressão que tem revestido atentados propagandísticos para desmoralizar o Estado judeu. O caso da “Flotilha da Liberdade” foi o mais bem-sucedido, mas não foi o único – até o Irã agora quer enviar “ajuda humanitária” para Gaza. Em lugar de protestar contra o uso malicioso da expressão “ajuda humanitária”, porém, os “humanistas” preferem criticar Israel, que, como qualquer outro país, está empenhado em defender sua soberania.

Os esforços dos judeus para demonstrar que a questão tem dois lados são irrelevantes diante da percepção de que Israel é a reencarnação da Alemanha nazista e de que os judeus são o que sempre foram. Parece impossível caracterizar Israel como um país qualquer, com erros e acertos. Esse é o ponto: questões como “defesa de soberania” e “segurança”, que fazem parte da agenda de todos os Estados nacionais, remetem ao real; o que acontece no Oriente Médio, contudo, é a transformação do real em ficção ideológica, por meio da qual o ódio ancestral se manifesta e, sorrateiramente, conquista mesmo aqueles que se supõem racionais.

comentários (187) | comente

A cineasta Iara Lee, única brasileira a bordo da “Flotilha da Liberdade”, descreveu sua experiência durante a abordagem da Marinha israelense, em texto publicado pela Folha. Sem ter visto o confronto, ela fez suas deduções como se a tudo tivesse testemunhado. “Ouvi tiros e temi pela vida dos meus companheiros de viagem. Mais tarde vi os corpos sendo carregados para dentro. Podia esperar que os soldados atirassem para o ar, ou nas pernas das pessoas, mas em vez disso vi que tinham atirado para matar.”

A frase mostra que ela não viu os soldados atirando, apenas ouviu. Em seguida, viu os corpos de seus “companheiros” sendo carregados. Isso foi o suficiente para que ela denunciasse, com a firmeza de quem assistiu a tudo: “Vi que (os soldados) tinham atirado para matar”. O problema é que Iara Lee não viu nada, como ela mesma admite. Não viu, por exemplo, soldados israelenses sendo espancados e esfaqueados. Ela apenas ouviu tiros e tirou suas conclusões, contaminadas por sua militância. A equação, para ela, era simples: soldados israelenses + tiros + corpos de pacifistas desarmados = massacre premeditado.

Como cineasta, ofício em que a imagem é tudo, Iara Lee deveria saber bem a diferença entre ver e não ver alguma coisa. Para ela, porém, parece que basta acreditar em algo para que isso se torne verdade. Resta só o trabalho de recolher “evidências” para fundamentar a crença.

De todo modo, pelo menos Iara Lee sobreviveu para contar o que acha que viu. Deu mais sorte que outro brasileiro, Giora Balash, assassinado pelo Hamas num atentado a bomba numa pizzaria em Jerusalém, em 2001. Balash não sobreviveu para contar o que efetivamente viu: a cara do terror.

comentários (190) | comente

Israel impõe um bloqueio implacável à Faixa de Gaza há cerca de três anos. Tem seus motivos, reafirmados a cada foguete que o Hamas atira contra civis israelenses. Por outro lado, a imposição de um bloqueio tão feroz denota um forte espírito de indisposição ao diálogo e ao compromisso. Para Israel, a guerra parece sempre preferível à paz, como escreveu Amos Oz.

O episódio da “Flotilha da Liberdade” evidenciou os limites dessa predisposição ao conflito. Os israelenses poderiam ter permitido que os barcos dos ativistas pró-palestinos chegassem a Gaza. Seria uma “derrota” muito menos significativa do que a que o país sofreu ao decidir abordar as embarcações. Mesmo que se prove que a lei estava do lado de Israel, o comportamento israelense reafirmou sua imagem beligerante, que faz a delícia dos inimigos do país. Nada melhor para os cínicos fundamentalistas islâmicos que querem varrer Israel do mapa do que explorar mártires produzidos pelos erros israelenses.

O comportamento de Israel, ademais, ameaça aprofundar seu isolamento. Mesmo o governo americano piscou, cobrando dos israelenses que repensem o cerco a Gaza – como antes já havia cobrado a interrupção da colonização da Cisjordânia. Sem amigos e sem moral, Israel aparece ao mundo como pior do que os terroristas do Hamas. E sua imagem não vai melhorar se seu governo se limitar a enviar a jornalistas vídeos sobre a violência dos ativistas da “Flotilha da Liberdade” e a chamá-los indiscriminadamente de “terroristas”.

A solução para essa crise é menos política e mais espiritual. Israel deveria refletir sobre a conveniência de não ter amigos, deveria reavaliar suas reações violentas quando contrariado e, principalmente, deveria resgatar a ideologia humanista que está no DNA de sua criação e que os “falcões” irresponsáveis estão destruindo.

comentários (107) | comente

A agora famosa “Flotilha da Liberdade”, pivô da mais recente crise envolvendo Israel, foi organizada pela ONG turca Insani Yardim Vakhi (IHH). Trata-se de um grupo voltado para a defesa dos direitos humanos, certo? Nem tanto.

Segundo um paper do Instituto Dinamarquês para Estudos Internacionais, a IHH é apenas fachada de apoio a grupos terroristas. A pesquisa é de 2006 – portanto, não pode ser desacreditada como “contrapropaganda sionista”, ou alguma bobagem do gênero, já que, naquela época, a IHH era obscura demais para que a mídia se ocupasse dela.

O estudo mostra que a IHH, de acordo com investigações do próprio governo turco, comprou armas automáticas de grupos extremistas muçulmanos em 1997. Seu escritório em Istambul foi revistado, e a polícia encontrou armas, explosivos e instruções sobre como fabricar bombas. As autoridades turcas concluíram que os líderes do IHH estavam prontos para lutar no Afeganistão, na Bósnia e na Tchetchênia.

Outra investigação da época, feita pela França, indica que os líderes da IHH estavam profundamente ligados a atividades terroristas. Bulent Yildrim, o principal dirigente do IHH, que estava no barco principal da “Flotilha da Liberdade”, recrutou militantes para uma “guerra santa”, nos anos 90. Telefonemas grampeados mostram a relação entre a IHH, a Al Qaeda e terroristas argelinos. Suspeita-se ainda que a IHH esteve envolvida em tráfico de armas. E consta que o “trabalho de caridade” da IHH servia para disfarçar proselitismo e recrutamento de militantes para a causa anti-Ocidente.

Na tal “Flotilha da Liberdade”, a IHH reuniu centenas de pessoas que, em sua maioria, provavelmente nada têm a ver com a ONG. Foram inocentes úteis, recrutados sob o apelo da “ajuda humanitária” aos sofridos moradores de Gaza, cujas condições de vida são melhores do que as dos habitantes de Índia e África do Sul, dois dos festejados “emergentes”. Na verdade, conforme todas as declarações dadas pelos líderes da iniciativa, a “Flotilha da Liberdade” não pretendia entregar nenhuma ajuda humanitária – se fosse assim, teria aceitado as várias ofertas israelenses nesse sentido. Eles queriam simplesmente provocar Israel, queriam produzir mortos, para exibi-los como a prova da crueldade intrínseca dos “sionistas sanguinários”. Havia mulheres e crianças a bordo – Bulent Yildrim apareceu com um bebê no colo enquanto, cinicamente, dava entrevista a uma TV turca sobre a “missão”, dizendo que haveria resistência se Israel tentasse interceptar os barcos.

E Israel caiu na armadilha dessa gente que não tem nenhuma consideração pela vida humana.

comentários (185) | comente

A desastrada abordagem israelense da agora famosa “Flotilha da Liberdade”, carregada de ativistas pró-palestinos, foi um bálsamo para um punhado de oportunistas.

Os mais óbvios são os militantes do Hamas, grupo fundamentalista islâmico que defende, em seus estatutos, a destruição de Israel. Enquanto a comunidade internacional exige agora de Israel que levante o bloqueio a Gaza, ninguém cobrou do Hamas que interrompesse o lançamento de foguetes contra civis israelenses e ninguém cobrou do Egito que fosse mais eficiente para conter o contrabando de armas para o Hamas em Gaza, que é precisamente a razão pela qual Israel impôs o bloqueio ao território. Dá até para imaginar a felicidade de Ismail Haniyeh, o líder do Hamas, com os nove mortos na ação israelense.

Outro oportunista óbvio é a Turquia. Esse país, que qualificou Israel de “Estado terrorista”, é o mesmo que massacra sistematicamente a minoria curda em seu território. A Turquia financiou e deu apoio logístico à tal “Flotilha da Liberdade”, com a clara intenção de colaborar para que houvesse um incidente constrangedor para Israel. Seu interesse era desviar o foco da comunidade internacional, empenhada em impor sanções contra o Irã, um dos principais parceiros comerciais dos turcos. Nada melhor do que usar Israel e seu governo trapalhão para isso.

Por fim, o episódio da “Flotilha da Liberdade” alimentou os nossos próprios oportunistas. O presidente Lula e o chanceler Celso Amorim expressaram duríssimas críticas a Israel, antes mesmo que houvesse investigações sobre o que realmente aconteceu. Tomaram partido num contexto em que, como se sabe, há muito poucos inocentes. Ademais, é lamentável que Lula e Amorim não tenham usado a mesma energia para criticar a repressão iraniana aos opositores do regime dos aiatolás – pelo contrário, o presidente brasileiro tratou de desqualificar a oposição do Irã, cujos militantes foram barbaramente torturados e mortos. A intenção do governo brasileiro parece ser usar o episódio de Gaza para revidar o vexame a que foi submetido por causa da farsa do acordo nuclear com o Irã. E Lula, como se sabe, está em plena campanha para ganhar o Nobel da Paz, razão pela qual ele não titubeou em espinafrar o vilão habitual.

comentários (80) | comente

  • Quem Faz

    Quem Faz

    Marcos Guterman

    Marcos Guterman é jornalista profissional desde 1989. Trabalhou por 15 anos na Folha e desde 2006 está no Estadão, onde edita a Primeira Página. É historiador, com graduação e mestrado pela PUC-SP. Atualmente faz doutorado em História na USP, tendo o nazismo como tema de pesquisa. É autor do livro "O Futebol Explica o Brasil". Sua pátria é o Santos Futebol Clube.
    Contato: marcos.guterman@grupoestado.com.br

Arquivo

Seções

Diversão pura

Jornalismo

Meus blogs favoritos

Blogs do Estadão