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Marcos Guterman

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou a concessão do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo. Para o líder da revolução rumo ao socialismo do século 21, Liu – que defende a mudança pacífica de regime político na China – é um “contrarrevolucionário” que não merecia ter sido laureado.

“Esse (Liu) é como Obama, o outro prêmio da paz”, disse Chávez, referindo-se ao presidente americano, que ganhou o Nobel apesar de seu país estar em duas guerras. A reação chavista foi motivada pela manifestação de opositores venezuelanos, que, em nota, pediram a libertação de Liu. Chávez os qualificou de “lacaios” do Ocidente. “São piores do que os ianques”, declarou, para, em seguida, expressar suas “saudações e solidariedade ao governo da República Popular da China”. “Viva China! E sua soberania, sua independência e sua grandeza”, bradou.

As declarações de Chávez têm de ser entendidas no contexto do crescente investimento chinês na Venezuela. Por causa dos negócios, o presidente venezuelano, que enfrenta séria crise econômica graças a sua péssima administração, não vê nenhum problema em criticar um pacifista e elogiar o regime ditatorial contra o qual esse pacifista luta.

Nesse ponto, Chávez é pelo menos mais autêntico do que o presidente Lula, que não se manifestou acerca da premiação a Liu – ao contrário do que fizeram os governos de países importantes, que pediram a libertação do dissidente. Também por interesses econômicos e por uma inexplicável estratégia de alinhar-se a ditaduras, Lula, como bem lembrou Clóvis Rossi em artigo na Folha, optou mais uma vez por um silêncio covarde.

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O governo chinês convocou 50 estrelas do país reconhecidas no exterior para uma tarefa patriótica: elas serão protagonistas de peças publicitárias cujo objetivo é vender uma imagem de “prosperidade, democracia, abertura, paz e harmonia” ao mundo. Vão participar do esforço o jogador de basquete Yao Ming, o diretor de cinema John Woo e o ator Jackie Chan, entre outros.

Para o governo, essa ação é necessária porque a opinião pública internacional sobre a China é influenciada pela “propaganda negativa” produzida no Ocidente. Não será fácil. “Vamos encarar os fatos”, disse um comentarista ocidental de Hong Kong no Asia Times. “Será difícil para o mundo se relacionar melhor com um país que é o único amigo e sustentáculo de regimes como o de Kim Jong-il na Coreia do Norte e de Robert Mugabe no Zimbábue.”

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Pequeno Mao: em forma

Pequeno Mao: em forma

 

A epidemia de obesidade fez o governo chinês retomar a obrigatoriedade dos exercícios físicos nas fábricas.

A julgar pelo neto de Mao Tsé-tung, recentemente promovido a general, a lei não é para todos.

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Conhecida por fabricar produtos falsos, de CDs a relógios Rolex, a China pode se transformar também no país das falsas virgens, mostra o Washington Post.

Segundo o jornal, muitos executivos chineses, embora ocidentalizados, continuam extremamente conservadores – e só aceitam se casar se a mulher for virgem. “Podemos consertar isso, para que os homens acreditem que estão casando com uma mulher virgem”, diz a médica Zhou Hong, do Hospital Wuzhou para Mulheres, em Pequim.

Zhou diz que reconstrói 20 hímens por mês, cobrando cerca de US$ 730. Ela reconhece que se trata de machismo: “É injusto com as mulheres. Os homens não são virgens. Mas não podemos mudar essa sociedade que privilegia os homens”.

Para os homens chineses, o problema é que as mulheres são materialistas. Num site chinês que debatia o assunto, um internauta comentou: “As mulheres exigem que os homens tenham casas e carros. Por que os homens não podem exigir que as mulheres sejam virgens?”.

Zia Jang, gerente de uma empresa de tecnologia, foi ainda mais direto: “Eu realmente me importo com a virgindade. Se você compra um celular, é claro que você quer um celular novo. Quem gastaria a mesma quantidade de dinheiro comprando um celular velho, que foi usado por dois anos?”.

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O ministro da Cultura da China, Cai Wu, atacou a mídia local, ao dizer que muitas publicações do país só fazem “fofocas” ou estimulam o consumismo e a apologia ao dinheiro, informa o Daily Telegraph.

Sobraram críticas para todo mundo. “Publicamos mais de 300 mil livros todos os anos, mas quantos deles podem ser comparados aos escritos deixados por nossos antepassados? Produzimos 400 filmes e centenas de programas de TV a cada ano, mas quantos deles serão reconhecidos como clássicos?”

Para Cai, esse estado de coisas resulta das reformas voltadas para a abertura de mercado, em que “um sistema orientado pelo lucro transforma entretenimento barato em cultura”.

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A África está assistindo a um fenômeno interessante: chineses que haviam migrado para o continente por conta de seu trabalho para grandes companhias da China deixaram seus empregos e montaram pequenos negócios. Segundo reportagem do Danwei, eles estão de olho num mercado estimado em 1 bilhão de consumidores, totalmente por explorar.

Quando começam a prosperar, esses empreendedores chamam seus parentes e amigos chineses para que os ajudem a expandir os negócios africanos. Diferentemente das megacompanhias chinesas, os pequenos empresários não precisam seguir as diretrizes políticas e econômicas de Pequim. Sua única preocupação é a multiplicação do lucro.

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Pesquisas feitas pelo governo da China mostram que um em cada três chineses se diz religioso, o que é algo impressionante num país oficialmente ateu. A religião que mais avança, aparentemente, é a cristã – de acordo com dados de reportagem da National Public Radio, há cerca de 100 milhões de cristãos na China, contra 70 milhões de filiados ao Partido Comunista.

“Deus está em alta na China”, diz a cristã Yao Hong, de 38 anos, que freqüenta uma das igrejas oficiais do país – totalmente controladas pelo governo. Para Yao, é patriótico ser cristã.

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china 

A China quer ter um hotel 7 estrelas, a exemplo do Burj Al Arab, em Dubai. A extravagância vai se chamar Haikou Millennium Hotel e será construída numa ilha artificial, como dá para ver na ilustração acima. O projeto está orçado em US$ 408 milhões.

Segundo o Diário do Povo, o hotel terá um serviço de empregados 24 horas, uma “reminiscência da antiga sociedade aristocrática inglesa”.

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A China esteve muito perto de ser alvo de um ataque nuclear soviético em 1969, o que quase atirou o mundo na Terceira Guerra Mundial. O relato é de Liu Chensan, historiador cujo trabalho é chancelado pelo Partido Comunista Chinês, informa o Telegraph.

Segundo Liu, Moscou queria resolver na marra uma questão de fronteiras com o “aventureiro” governo chinês. Avisou os EUA sobre suas intenções e pediu que os americanos ficassem neutros, o que obviamente jamais aconteceria. Washington respondeu dizendo que jogaria bombas atômicas em 130 cidades soviéticas, e a URSS amarelou.

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Acaba de ficar claro, se é que alguém era suficientemente ingênuo para crer no contrário, que o Brasil não tem a menor condição de exercer alguma influência sobre o Irã. Ficou-se sabendo nesta quarta que Rússia e China pediram que Teerã aceitasse o acordo com a ONU sobre seu projeto nuclear – que, na prática, o impediria de ter um arsenal atômico. Mas o regime iraniano ignorou solenemente a pressão.

Ora, se China e Rússia não conseguem convencer o Irã a colaborar, o que faz o presidente Lula pensar que o Brasil conseguirá? Em uma palavra: megalomania.

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