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Marcos Guterman

29.outubro.2010 15:23:50

Quem tem medo de Pedrinho?

O Conselho Nacional de Educação recomendou que o livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, não fosse distribuído a escolas públicas ou, se for, que venha acompanhado de um aviso de que se trata de obra “racista”, informa a Folha desta sexta-feira. Segundo o parecer, o racismo estaria caracterizado no tratamento de Tia Nastácia e de animais como urubu e macaco, cuja menção, diz o texto do conselho, é “revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano”. Para o CNE, os professores da rede pública não estão preparados para lidar com esse tipo de mensagem em sala de aula. O autor da denúncia, o mestrando em relações raciais da UnB Antonio Gomes da Costa Neto, acredita que o livro de Lobato “deixou para trás as regras de políticas públicas para as relações etno-raciais” e tenha o potencial de “ensinar a criança a ser racista”.

Quando Monteiro Lobato é considerado danoso para as crianças, por supostamente conter mensagens ou estereótipos de caráter racista, perdeu-se completamente a noção da importância dos clássicos para a formação intelectual. “Os clássicos são aqueles livros que chegam até nós trazendo consigo as marcas das leituras que precederam a nossa e atrás de si os traços que deixaram na cultura ou nas culturas que atravessaram”, explica Italo Calvino em seu livro “Por Que Ler os Clássicos”. Ou seja, um livro desse porte não é apenas texto; é uma revelação.

A obra, como toda a saga do Sítio do Pica-Pau Amarelo, é exatamente isso. Publicado em 1933, “Caçadas de Pedrinho” sofreu de fato alguma influência do pensamento racial de sua época – em que o racismo não era considerado necessariamente negativo. Mas não é possível qualificar de “racista”, por causa de um punhado de frases descontextualizadas, um autor que criou protagonistas negros tão bondosos e formidáveis como Tia Nastácia e Tio Barnabé.

Ademais, esse não é, nem de longe, o aspecto central de sua obra – tanto é assim que milhares de crianças a leram e certamente não se tornaram racistas por causa dela. Em primeiro lugar, os pequenos leitores são apresentadas de modo bem humorado e excitante ao universo rural brasileiro, com seu rico folclore. Enquanto Dona Benta relata as aventuras da ficção como tal, as crianças do Sítio são, elas mesmas, personagens de suas fantasias, convidando os leitores a abstrair-se e entrar em suas epopeias. Mas o que torna “Caçadas de Pedrinho” uma obra significativa – e atual – é a crítica feroz aos excessos da burocracia estatal.

Para relembrar: a segunda parte de “Caçadas de Pedrinho” relata a divertida história de Quindim, um rinoceronte que escapou de um circo carioca. Diante disso, o governo cria um “Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte”, um monstro burocrático com um chefe e 12 auxiliares, muito bem remunerados, além de “um grande número de datilógrafas e encostados”. Todo esse pessoal se esforça ao máximo para não encontrar o bicho, uma vez que, se isso acontecesse, todos eles perderiam a boquinha.

Quindim acaba se incorporando à família do Sítio, como parceiro das crianças e em desafio ao Estado que o caça. Ao ousar colocar os meninos como protagonistas dessa “rebeldia”, a obra de Lobato chegou a ser classificada de “comunista” pelo padre jesuíta Sales Brasil, em 1959. O livre pensamento e a fantasia a serviço da reflexão política e social são os piores inimigos da “ordem” de um Estado crescentemente hostil à crítica.

Assim, não admira que haja burocratas no Estado brasileiro que, a título de impedir o “racismo” de “Caçadas de Pedrinho”, queiram evitar que as crianças o leiam.

comentários (310) | comente

310 Comentários Comente também
  • 29/10/2010 - 15:46
    Enviado por: Fabio de Israel

    E impressionante,como os dirigentes brasileiros sao mentecaptos e ignorantes e burros mesmo,porisso temos Lulas e Dilmas.E inacreditavel.
    Eu li Monteiro Lobato e e simplesmente uma literatura atual
    e conheci o sitio dele em Monteiro Lobato perto de Campos do Jordao,
    e seus pes de Jaca enormes.Coisas que ja nao se fazem mais.Estudos do meio.
    E sabe que? O Mundo mudou neste sentido para pior,viva o Mobral.

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    • 29/10/2010 - 17:01
      Enviado por: Maria Regina Teixeira Silva

      Impressionante é ver alguém falar em burrice quando escreve com erros de pontuação e de ortografia. Por isso e por outras razões temos, de um lado, a hipocrisia daqueles que se julgam sábios e superiores a maioria das pessoas e, de outro, aqueles que trabalham para que a sociedade brasileira avance, em todos os sentidos.

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    • 29/10/2010 - 17:16
      Enviado por: Lola

      E é mais burro ainda o comentário da Sra. Maria Regina T. Silva que NÃO percebeu que o Sr. Fabio de Israel escreveu de um celular, com teclado SEM ACENTO!

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    • 29/10/2010 - 17:53
      Enviado por: Cicero Silva

      É competição de burrice?

      De qualquer forma, nossa sociedade iletrada agradece a proibição dos livros de Monteiro Lobato.

      Melhor mesmo são as letras das músicas pornográficas, as novelas etc

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    • 29/10/2010 - 20:41
      Enviado por: Culto&Glosso

      E também não sabe Cálculo.

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    • 30/10/2010 - 00:57
      Enviado por: Geraldo

      a Maria Regina Teixeira Silva é petista, não é preciso nem dizer. O petismo/lulismo é de uma burrice, uma arrogancia e um sectarismo tão tacanhas e virulentos que transbordam ao ponto de se fazer visível em qualquer fala.

      “aqueles que trabalham para que a sociedade brasileira avance, em todos os sentidos.”

      Asneiras lulo-fascistas.

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    • 30/10/2010 - 09:08
      Enviado por: Reinaldo

      Monteiro Lobato foi minha primeira leitura com os “Doze Trabalhos de Hércules”.
      Dona Maria Regina criticou a falta de acentuação no comentário anterior mas, ela
      própria, não indicou a crase em “a maioria” que deveria ser “à maioria”.

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    • 31/10/2010 - 10:32
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Maria Regina Teixeira Silva,

      Querida, vai mexer com a casa grande, vai!!!!! Depois estes caras dizem que fulano e sicrano são sectários. Cruz credo!!! Mas não passarão!!!!!

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    • 03/11/2010 - 16:54
      Enviado por: SLeo

      Lobato é genial. Ponto. E racista. Ponto. Mas é um humanista, e seu racismo uma marca de época. Mas essa dsicussão aqui, justíssima em sua indignação, é prejudicada por outro preconceito: leram a notícia no jornal, incompleta, tendenciosa, e nem checaram o texto original do MEC, ou voltaram à obra de Lobato para notar que, sim, ela está repleta de conceitos, frases, juízos fortemente negativos em relação aos negros. Ainda que sejam bondosos e ingênuos..

      A questão é que o CNE não “censurou” LObato; apenas recomenda que as crianças de hoje merecem uma atenção na hora de ler livros com preconceitos da década de 30. A bondosa tia nastácia, por exemplo, é apresentada comop “negra de estimação” e constantemente xingada pela eprsonagem mais charmosa do Loabto, Emília, para quem a “preta” nunca tem boca ou lábios, sõ “beiços”, “beiçaria” e coisas que a narizinho diz serem característcia de animais.

      O impressionante, marcos, em seu comentários e em outros, é o fato de que ninguém leu o parecer do MEC, ou releu a obra do Lobato (muita gente, suspeito,s equer leu; viu a versão para TV, onde retiraram, censuraram, se preferi, o racismo que deixa fortes marcas no texto).

      O que o MEC _ e qualquer professor de bom senso _ diz é que a apresentação de obras como essas de Lobato exigem um cuidado para que sua beleza não sirva de veículo para reforçar ou disseminar preconceitos racistas _ preconceitos que estão espalhados em todos os livros dele, de uma maneira brutal, que, se voltarem aos livros, verão.

      Ler LObato não faz de ninguém racista; mas ler o racismo de Lobato sem cuidados críticos não é nada eduicativo. E é disso que trata o CNE. leiam o aprecer!

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    • 25/05/2011 - 16:01
      Enviado por: Constantine

      O que realmente entende-se do comentário despontuado é que no sítio de Monteiro Lobato existem jaqueiras como não mais se veem.
      Fica o ponto a ser ponderado…

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  • 29/10/2010 - 16:00
    Enviado por: Alessandra Souza

    Realmente vergonhoso o tratamento dispensado aos clássicos da literatura brasileira…. Como se nao bastasse o investimento nulo ou quase em atividades que incentivem a leitura, ainda censuram obras em função de uma justificativa altamente reprovável. Li Monteiro Lobato e nem por isso sou skinhead ou coisa que o valha.

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  • 29/10/2010 - 16:02
    Enviado por: Jesus Costa Ourives

    O que diria o MEC se o livro A CABANA, do americano William P. Young fosse eventualmente recomendado como leitura numa classe? O livro apresenta a figura de Deus Pai como uma “negrona” gorda e simpática. Que baita racismo… Como são ridículos esses separadores do povo brasileiro.

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  • 29/10/2010 - 16:04
    Enviado por: Henrique

    Li todos os livros infantis do Lobato, e o único ranço racista que ficou foi o de não suportar ‘iluminados’ como este senhor Antonio Gomes da Costa.

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  • 29/10/2010 - 16:05
    Enviado por: Oscar

    Um cara que propõe isso pertence `a categoria dos mentecaptos esquerdistas.
    Na verdade ele não está preocupado com racismo mas sim com a denuncia da burocracia estatal, esta sim menina dos olhos de essa gente.
    NOJO!

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    • 30/10/2010 - 07:07
      Enviado por: ricardo

      este tipo de medida, me lembra as de Hitlher, que na Alemanha nazista, fez as mesmas coisas…. Lulla sempre vai por este lado…

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  • 29/10/2010 - 16:10
    Enviado por: Luciano

    Em tempos de Big Brother e inúmeros outros programas inúteis que fazem os brasileiros cada vez mais se imbecilizarem, livros infantis que poderiam levar a um Brasil mais próspero, inteligente e crítico são taxados de racistas!!! Às vezes me pego pensando que mudar para a Argentina não seria tão ruim assim!!!!

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  • 29/10/2010 - 16:12
    Enviado por: jose

    Mas os petistas nao sabem o que eh um classico e encontram racismo e outras atrocidades em tudo o que conseguem ler… assim racioina um burocrata ignorante, mas garanto que todos os livros de Marx estao liberados. Pobre povo brasileiro.

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    • 30/10/2010 - 09:08
      Enviado por: Renata

      Sr jose pode me explicar o que o PT tem Haver com o tema? se o sr esta chateado por que os ricos e hipocritas, nao vao mas lucrar com o governo FHC, garanto que o problema nao e do MEC e muito menos de Monteiro Lobato!!!

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  • 29/10/2010 - 16:14
    Enviado por: kuki

    Falta do que fazer do mec.
    Quando era criança era comum chamarmos varios colegas negros de “neguinho” assim como na partida de futebol, chamamos alguem de “negão”.
    Agora temos de chamar de “afrodecendentezinho” ou “afrodecendetezão” senão é capaz de nos acusarem de racistas tambem.

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    • 30/10/2010 - 09:14
      Enviado por: Renata

      Isso e racismo da mesma forma, nao importa se e no diminutivo ou nao, se voce era acostumado desde de novo ai ja era um problema da SUA EDUCAÇAO!!!!!!!!!!!!

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    • 30/10/2010 - 12:28
      Enviado por: Anna H.

      Sinto muito, Kuki, mas você já perguntou ao colega negro se ele gosta de ser chamado de negão, mesmo carinhosamente ? Vamos e venhamos. Se ele quisesse podia até processá-lo por isso. Entao calma.

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    • 31/10/2010 - 10:09
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Anna H.

      Não existe personagem criada com mente própria. Se caso existir, será algo fenomenal!!!! Pior ainda, quando este pensamento sugere pensamento de um grupo, e não somente de um indivíduo!!!! Sou Negro e sei por quantas vezes me senti constrangido em sala de aula. Temos o dever de passar estas questões a “limpo”!!!!!

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  • 29/10/2010 - 16:14
    Enviado por: rafael200

    Para um governo baseado em Dilmas e Tiriricas, isso não é lá uma grande surpresa…

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    • 04/11/2010 - 11:01
      Enviado por: lucelia

      SE o Monteiro Lobato fosse tão racista ele nem teria criado personagens negros com tanta sabedoria e participação, em seus livros e suas histórias. Tia Nastácia e Tio Barnabé são personagens importantes. Ele como o Lula e a Dilma já dizia que o Petróleo era nosso. Isso também causou polêmica naquele tempo.
      Viva a democracia, viva Monteiro Lobato, a liberdade. Inclusive de escrever sem ser corrigido.

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  • 29/10/2010 - 16:15
    Enviado por: Alessandro

    Isso é uma barbaridade! O fim do mundo! Pelo amor de Deus, onde chegamos?
    Esse indivíduo não devia ter nada de original para um trabalho e produziu essa excrescência. Esse jornal deveria dar maior destaque a esse assunto e divulgar quem é esse “mestrando” em relações raciais da UnB Antonio Gomes da Costa Neto com todos os detalhes. E esse Conselho Nacional, então, que acata isso? Mais um Conselho Nacional, precisa dizer mais? Francamente…

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  • 29/10/2010 - 16:16
    Enviado por: Douglas

    Mesmo as manifestações de racismo e segregacionismo na obra de Lobato estão contextualizadas em tais situações que demonstram por si só como é errado e desumano este tratamento. Principalmente Emília, a boneca de pano feita pelas mãos da cozinheira Tia Nastácia, era pródiga em insultos àquela que poderia ser considerada sua própria “mãe”. Quando a pequena boneca leva Nastácia às lágrimas com a frase “Deus que te marcou algum mal em ti achou”, não creio que haja leitor que também não seja profundamente tocado pela injustiça atroz praticada.

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    • 29/10/2010 - 18:24
      Enviado por: Michel

      Que o autor era racista não há dúvidas. Reduzir à coisa da época é desculpar muito Lobato.
      Da obra em análise temos os trechos seguintes.
      “— E você, Cléu, que me dá? — Um beijo, Emília. A boneca fez um muxoxo de pouco-caso. Depois, voltando-se para Tia Nastácia: — E você, pretura?”

      “— É guerra e das boas. Não vai escapar ninguém — nem Tia Nastácia, que tem carne preta”.

      ” Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou que nem uma macaca de carvão pelo mastro de São Pedro acima, com tal agilidade que parecia nunca ter feito outra coisa na vida senão trepar em mastros”.

      “Tenha paciência — dizia a boa criatura. — Agora chegou minha vez. Negro também é gente, sinhá…”

      Caçadas de Pedrinho, Monteiro Lobato

      Imagine uma leitura disso em sala. Imagine como uma criança negra se sentiria. Questão de empatia simplesmente. A decisão é acertadíssima.

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    • 30/10/2010 - 00:41
      Enviado por: Walter

      Michel,

      o problema é “ler os clássicos”. O racismo de Lobato é outra questão. Que tal levantar essa questão? A propósito se foi a comparação com macaco ao subir, eu também já fui comparado a um, mas como sou loiro e branco…

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    • 30/10/2010 - 08:31
      Enviado por: Sandro Nakaguma

      De certa forma concordo com Michel, porém há de que se lembrar que um professor está em sala de aula para ensinar, explicar. É explicando que se pode aproveitar a deixa deixada pela passagem para explicar o que existe de errado, introduzir os alunos a questões religiosas, ensinar a bondade e até colocar em prática, experiências enriquecedoras de amizade através de um jogo inteligente de ensinamentos úteis e bons, que poderia auxiliar na criação de raízes que perdurem uma vida toda. Sabemos muito bem que as crianças aprendem por exemplo e somente dando o exemplo de coisas boas é que poderemos criar um mundo melhor. Veja como está esta geração de hoje… Tão violenta… Como ficou assim? O que estas pessoas tiveram como exemplo? Pare, reflita e chegará à várias respostas estarrecedoras.

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    • 30/10/2010 - 08:56
      Enviado por: João Henrique

      Interessante, Michel, que as pessoas leem e interpretam de maneira diferente. Ao ler esses textos, especialmente a comparação com o macaco ao subir em um mastro, eu pensei não na cor da pele, mas na agilidade do macaco e da pessoa Tia Anastácia. Enquanto você der mais valor à cor da pele do que à capacidade da pessoa você continuará vendo racismo em tudo.

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    • 30/10/2010 - 10:40
      Enviado por: Regis

      Meu comentário na verdade é para o Michel que sabiamente destacou estes trechos da obra que obviamente causam repugnância que podem perceber o significado do preconceito, sentimento que na verdade nos lembra que mesmo uma criança lê, imita, grava tais insultos e ao longo de sua vida reflete sobre suas reações e as corrige ou não ao longo dela.
      Na verdade somos o acumulo de nossas experiências menos aquilo que rejeitamos durante o processo de crescimento que ao meu ver não acaba nunca.

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    • 30/10/2010 - 10:44
      Enviado por: Regis

      Meu comentário na verdade é para o Michel que sabiamente destacou estes trechos da obra que obviamente causam repugnância aos que podem perceber o significado do preconceito, sentimento que na verdade nos lembra que mesmo uma criança lê, imita, grava tais insultos e ao longo de sua vida reflete sobre suas reações e as corrige ou não ao longo dela.
      Na verdade somos o acumulo de nossas experiências menos aquilo que rejeitamos durante o processo de crescimento que ao meu ver não acaba nunca.

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    • 30/10/2010 - 12:50
      Enviado por: Anna H.

      Mas Douglas, Lobato estava escrevendo no lugar de uma boneca levada,insolente,mau-caráter.Como se ele fosse um ventríloquo.Você queria que poupasse as palavras dela ? Ora, isso nao seria fazer literatura mas sim copiar textos bíblicos ou livro de moral e civismo.Tem pessoa que nao sabe fazer a diferença entre um personagem e o autor da história.

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    • 31/10/2010 - 10:20
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Anna H.

      Não existe personagem criada com mente própria. Se caso existir, será algo fenomenal!!!! Pior ainda, quando este pensamento sugere pensamento de um grupo, e não somente de um indivíduo!!!! Sou Negro e sei por quantas vezes me senti constrangido em sala de aula. Temos o dever de passar estas questões a “limpo”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  • 29/10/2010 - 16:16
    Enviado por: Erasmo de Rotterdam

    Loucura total.

    Todos os países louvam os seus expoentes, agora estamos execrando os nossos. Essas pessoas são mais racistas que muito racista assumido. Onde já se viu Monteiro Lobato ser recista? Afinal, no final das contas, qual a definição de racismo que estão utilizando? Mais e mais estamos americanizando nossa cultura e importanto inclusive a visão de sociedade desse país. Parem! Antes que alguém diga alguma bobagem sou mestiço e filho de negro. Daqui a pouco vamos todos viver do políticamente correto com imagens e fotos de um branquinho, um moreno, um indígena, um asiático e um ruivinho para dizer que não discriminamos ninguém.

    Aqui não é EUA, respeito o país, mas a cultura é totalmente diferente. Isso tudo é uma afronta a nossa própria cultura.

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    • 30/10/2010 - 08:59
      Enviado por: João Henrique

      É Erasmo, como diria Bob Marley, “Emquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra.”.

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    • 30/10/2010 - 09:00
      Enviado por: João Henrique

      Correção: “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra.”
      Maldito Ctrl+C, Ctrl+V

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    • 30/10/2010 - 12:36
      Enviado por: Anna H.

      Ao meu ver, os trechos de M.L. incriminados nao sao propriamente racistas,porque no fim do diálogo tia Nastácia chama a atençao de que negros sao gente,e portanto dignos de respeito.Ela deu uma liçao, o autor do livro como que se arrependeu ! Agora fiquem sabendo que mesmo na África negra existe um tipo de racismo mais odioso ainda, que é o de negros contra negros somente porque são de etnias diferentes (ou tribos), uns mais altos que outros, qualquer aspecto que mostre a diferença é motivo de escárnio.Perguntem à um dos sobreviventes do genocídio em Ruanda, ou a um refugiado de Burundi.

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  • 29/10/2010 - 16:17
    Enviado por: Robinson

    Parabéns, Marcos, se os professores da rede pública não estão preparados para lidar com eventuais dúvidas dos alunos em relação a passagens do livro, deve-se prepará-los, obviamente, nunca proibir a leitura de um clássico.

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  • 29/10/2010 - 16:17
    Enviado por: Dimas S L Amarante

    Procurei na internet por uma foto deste Sr, autor da denúncia, Antonio Gomes da Costa Neto, mas não encontrei. Alguém saberia me informar de que “etnia” ele descende?
    Não emprego aqui nenhum tipo de racismo, apenas curiosidade.

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  • 29/10/2010 - 16:20
    Enviado por: Cristina

    Parabéns Marcos pelo EXCELENTE artigo que mostra bem a que ponto absurdo estão chegando as “autoridades” no Brasil. Vc tem toda razão ao dizer que a obra de Monteiro Lobato não tem nada de racista, pelo contrário! Nos faz gostar MUITO das Tias Nastácias e Tios Barnabés que temos por aí. Falar sobre esses livros e essa época me dá sim uma imensa saudade do tempo de criança e essa leitura só acrescenta e ensina coisas muito boas a todos que a conhecerem.

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    • 31/10/2010 - 09:45
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Cristina,

      Para “GOSTAR”, que se goste de um bom porco a pururuca, pois os Tios barnabés, que você bem disse que andam por aí, querem respeito e oportunidades tal e qual os remanescentes da casa grande!!!!!!!

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  • 29/10/2010 - 16:21
    Enviado por: Beto

    Proibe a bíblia também por favor pois contém inúmeros comentários racistas!

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    • 29/10/2010 - 20:19
      Enviado por: Mario

      Beto, seguindo a linha de pensamento deles, vários livros vão ser repudiados mas para a Biblia não vão ter coragem, ao menos enquanto isto significar perda de votos.

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    • 29/10/2010 - 20:26
      Enviado por: Mario

      Mas que ironia, na época perseguido como comunista e agora com comunistas no poder é taxado de racista !!!! Mas se isto for um prenuncio de uma perseguição a obras por motivos racistas ou homofobicos e etc… vamos ter que escrever novos livros no contexto que se apliquem ao MEC….. haja criatividade…. é como criar um livro sob censura ou parametros governamentais. Ser evitado se não for apropriado para crianças tudo bem, mas é no mínimo ridículo… um livro infantil que não pode ser lido por crianças. Aguardamos agora a retirada das canções de ninar “Boi da cra preta” e “Atirei um pau no gato” por serem racistas e crueldade com os animais.

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    • 30/10/2010 - 01:10
      Enviado por: Geraldo

      Muito bem obeservado Mario, o Boi-da-Cara-Preta só não é pior do que o serra-serra-serrador/serra-o-papo-do-vovô, que, se não for uma afronta ao estatuto do idoso, no mínimo é mensagem subliminar da oposição tucana.

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    • 30/10/2010 - 09:24
      Enviado por: Renata

      Nunca li nada na biblia q condiz com o racismo, tem certaza que voce ja leu a biblia?!!

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    • 30/10/2010 - 16:41
      Enviado por: Mario

      Renata, antes de ler a biblia novamente, tente entender o conceito de “racismo”. A Bíblia está repleta disto.

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  • 29/10/2010 - 16:24
    Enviado por: João Só

    Caro Marcos,

    a “coragem” dessa gente é seletiva. Porque, então, a bíblia que propaga misoginia e intolerância – além de seu apêndice cristão que professa antissemitismo – também não é censurada?

    Tem que um fundamentalista com muita vontade de aparecer para censurar Lobato.

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  • 29/10/2010 - 16:24
    Enviado por: Angelo Colella

    O autor da denúncia não tem o que fazer na vida, vou lhe arranjar um tanque cheio de fraldas sujas para lavar para ver se fica ocupado e não fica pensando asneira.

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  • 29/10/2010 - 16:25
    Enviado por: chico.curitiba

    Esse “politicamente correto” vindo dos gabinetes de gente recalcada já TORROU O SACO ! Até o Monteiro Lobato ?

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  • 29/10/2010 - 16:29
    Enviado por: Ademir

    Esse papo de racismo eu acho engraçado…
    Por exemplo, a banda raça negra, grupo de samba dos anos 90, a maioria, se não todos, eram negros, até aí nenhum mau nisso. Também nunca vi eles levantando nenhuma bandeira de protesto racial, enfim, era somente uma banda.
    Mas e se um bando de rapazes loiros fizessem uma banda de rock e colocassem o nome de raça branca ?
    Duvido que não chamaria os caras de racistas…
    Chamam o Pelé de racista só porque dizem que ele só namora com loiras…
    Se não em engano no Olodum só entra negro, mas ninguém diz que eles são racistas porque faz parte da tradição do grupo.
    Primeiro a gente tem que acabar com a hipocrisia e depois paramos para combater o racismo.

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    • 29/10/2010 - 17:30
      Enviado por: JCarlos

      Ademir,
      Você tem razão. Já vi camisas por aí com a inscrição “100% negro”. Veste uma camisa onde se lê “100% branco” para ver o que te acontece. Existe uma revista “Raça” dedicada aos negros (nada contra). Cria uma revista dedicada aos brancos e vê no que vai se transformar sua vida. Há também concursos de para escolher “A Mais Bela Negra”. Experimente alguém organizar a escolha d’ “A Mais Bela Branca”. Será preso na hora.
      É hipocrisia por todos os lados.

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    • 30/10/2010 - 01:16
      Enviado por: Geraldo

      há um ano ou dois havia uma chamada de um programa de reality show na qual uma negra dizia, com desprezo, que o sonho dela era ter duas empregadas domesticas loiras. Se fosse uma branca falando de negras… ja viu.

      São incontaveis exemplos desse tipo de distorção.

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    • 30/10/2010 - 09:41
      Enviado por: luiz Cláudio

      Caro Ademir, Antônio Carlos dos Santos, o “vovô”, homem forte do bloco carnavalesco Ilê Aiyê de Salvador declarou “o que é bom para o branco não é bom para o negro”, imagina o que aconteceria se alguém de pele clara defendesse publicamente uma idéia parecida como a do vovô. Outra coisa, um cidadão de pele clara não pode se associar ao bloco sempre com a desculpa “não há mais vaga”. Você sabia que em 1974 quando foi fundado eles faziam teste de Pigmentação da pele raspando com a unha. Bom vou parar por ai. Fonte revista “veja’ coluna “ponto de vista” pag. 134 de 25 de maio de 1988.

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    • 31/10/2010 - 09:36
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Pronto, aí vêm esses caras com seus discursinhos de sempre. Putz, que saco de falta de argumentos!!!!

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  • 29/10/2010 - 16:30
    Enviado por: Roberto

    Olha o Novilíngua aí, Big Brother versão 2010!

    No futuro, a escravidão não existirá nos livros de história.

    George Orwell era o cara (se não o removerem também,,,)!

    Roberto/Capital
    P.S.: Mark Twain (traduzido por Lobato no Brasil) também está sendo boicotado nos EUA.

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    • 29/10/2010 - 19:14
      Enviado por: Beatriz Medina

      Interessante dizer que Mark Twain está sendo boicotado nos EUA. O seu livro “Pudding-Head Wilson” desmascara a hipocrisia da sociedade norte-americana da sua época exatamente com um romance sobre racismo e escravidão. E pode ser lido proveitosamente com os olhos de hoje.

      Caçadas de Pedrinho é um livro excelente e oferece uma oportunidade inigualável para discutir com os alunos a história do Brasil, o papel do negro nessa história e como a cultura muda e evolui com a sociedade. Isso ajudará esses alunos a desenvolver a perspectiva histórica na análise do presente.

      Mas quem quer discutir alguma coisa em sala de aula, não é mesmo? Dá um trabaaaaaaaaaalho…..

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  • 29/10/2010 - 16:30
    Enviado por: Ricardo Faria

    Guterman, você só não precisava do último parágrafo. A solicitação partiu de uma pessoa negra que tem suas razões e argumentos para solicitá-la. Eu também estou chocado em ver um texto que tanto amei na infância, sendo vetado em função de algum teor racista, como você bem diz, fruto da própria época.
    Mas sempre quando surge um tema sobre racismo, busco me colocar do outro lado; desta forma fica sempre mais equilibrada minha análise.
    Estou certo que nós brasileiros, brancos, pardos, negros, amarelos, albinos e meio-termos, chegaremos na melhor forma de ler e se deliciar com Monteiro Lobato (tanto em casa, nas escolas públicas e privadas), contextualizando-o e advertindo os pequenos leitores, quando necessário.
    Saudações.

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    • 31/10/2010 - 09:27
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Ricardo Faria,

      Raridades não são características por estas bandas, principalmente as que pensam inteligentimente como você!!!!!

      Mas sua perplexidade neste caso, acredito que deveria estar não somente no impacto de ver seu clássico de infância na berlinda do racismo, mas também, por ter passado ao longo de toda sua vida sem sua devida percepção voluntária!!!!

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  • 29/10/2010 - 16:31
    Enviado por: Joaquim M. Souza

    Impressionante a imbecilidade dessas autoridades.
    E dessas ongs idiotas…
    Aposto que nenhum deles leu o livro todo.

    E duvido que todos saibam ler…….

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  • 29/10/2010 - 16:33
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Guterman, de todos os posts que você publicou, esse, para mim, é o mais revoltante até agora. Impressionante como a mediocridade humana não tem limites. Cresci com a leitura de Monteiro Lobato, embalado pela saga do Sítio do Picapau Amarelo. Jamais esqueci toda a mitologia grega ensinada em “Os Doze Trabalhos de Hércules”, tomos I e II. Lobato dá um show, nessa obra, de humanismo, humor, fantasia, enfim, tudo o que é necessário para despertar a curiosidade e a criatividade numa criança e num jovem.

    Impressionante o nível desse tal “mestrando em relações raciais da UnB, Antonio Gomes da Costa Neto”, que pretende aplicar os critérios da mentalidade politicamente correta (ao meu ver, a nova cara do fascismo, apenas com sinais invertidos) a um dos maiores escritores da língua portuguesa e seguramente o maior de todos os autores, no idioma, de estórias para crianças.

    Daqui a pouco, a Bíblica será proibida ou estigmatizada, bem como Homero, Platão, Shakespeare, Dostoiévski, Machado de Assis etc. etc. Não é difícil encontrar, sempre que se queira, passagens em obras clássicas que endossem ideologias ora à direita, ora à esquerda, omitindo seu contexto e as circunstâncias que lhes deram origem.

    Assim como em ’1984′, de George Orwell, havia um dispositivo para se apagar todo o passado e reescrevê-lo, de acordo com a “orientação” emanada dos poderesos, o que indivíduos como esse Costa Neto propõem é uma caça às bruxas a tudo que não se sintoniza com sua estupidez e visão de mundo massificada. Esses são os apologistas do novo totalitarismo, maquiado de cultura bem pensante, de pretensa preocupação com o bem-estar alheio, quando, na verdade, desejam mesmo é controlar toda e qualquer manifestação de criatividade e liberdade.

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    • 29/10/2010 - 16:58
      Enviado por: Hal Po

      Jakob, se me permite, muito acertado seu comentário.

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    • 29/10/2010 - 17:47
      Enviado por: orion brasil

      É por este motivo que admiro pessoas inteligentes. Parabéns Jakob Ibrahim.

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    • 29/10/2010 - 18:31
      Enviado por: annieguerra

      É a censura deste governo fundamentalista PTalibã impedindo que as crianças desenvolvam discernimento. É realmente um absurdo a recomendação do MEC. Viva Monteiro Lobato.

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    • 31/10/2010 - 09:14
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Jakob Ibrahim,

      Desculpe-me, mas esse teu discurso mais parece destes apologistas convertidos na última hora para fazer coro ao pensamento da casa grande!!!! Já imaginou que este mestre queira fazermos pensar e não somente lermos????? Pense, meu camarada!!!!!

      Atenção. Pare, olhe, escute!!!!!!!

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  • 29/10/2010 - 16:35
    Enviado por: Myrna

    Fiquei muito curiosa para sber como vão, esses idiotas, classificar, o classico Iracema de José de Alencar….Machista, preconceituoso com relação aos indígenas, ou pedofílico? Senhor ajude-nos !!!!

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  • 29/10/2010 - 16:37
    Enviado por: Elaine

    Estou indignada com esse mestrando em relações raciais da UnB Antonio Gomes da Costa Neto, Estamos no Séc XXI e parece que voltamos à Ditadura, mas a difereça é que os censores da época, pelo menos acho, tinham mais noção pq censuravam a obra antes de ser publicada. Agora ele vem com essa história de proibir a obra de Monteiro Lobato? Isso é um absurdo!!! As nossas crianças não podem crescer alienadas. Elas tÊm o direito de ter acesso aos clássicos sim. Independentemente do conteúdo. Como irão crescer com senso crítico? Resumindo: INDGINAÇÃO!!!!!!

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  • 29/10/2010 - 16:38
    Enviado por: Rosana Gonçalves Ferreira Dias

    O RACISMO ENCONTRA-SE PROFUNDAMENTE ENRAIZADO NO SR. ANTONIO GOMES DA COSTA NETO, QUE DESEJA BANIR LOBATO DAS ESCOLAS PÚBLICAS, DESEJANDO DESSA FORMA, MAIS UMA VEZ, FORTALECER A GRANDE SEPARAÇÃO CULTURAL ENTRE AS CLASSES SOCIAIS DESTE PAÍS. QUANTO MENOS LETRADAS AS CRIANÇAS DE ESCOLAS PÚBLICAS, MELHOR, NÉ?

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  • 29/10/2010 - 16:42
    Enviado por: Venezolano

    Vergonhoso. O pensamento “politicamente correto”, que tantos danos já causou à cultura na Europa e nos EUA, tenta sufocar a cultura nacional.

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  • 29/10/2010 - 16:44
    Enviado por: Pedro Erik

    Que estupidez do MEC?!
    Daqui a pouco vamos começar a queimar os livros perigosos de Monteiro Lobato. Enquanto isso, o livro O Capital que provocou inspiração para milhões e milhões de mortes continua solto.
    Parabéns pelo texto.

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  • 29/10/2010 - 16:44
    Enviado por: Felizatti

    Mais uma das milicias do “politicamente correto”… Agora o Sitio do Pica-Pau Amarelo é racista.
    Meu Deus quanta ignorancia. Cansei de ler, ouvir e assistir o “Sitio” quando criança, nem por isso saio por ai a ofender os negros. Minha sobrinha é filha de negro, tenho um tio negro, a avó de minha esposa era filha de negro… Que se apresente uma pessoa nesse país que não tenha um parente negro ou que não os tenha como ascendente.
    O que querem é plantar a semente da discordia no maio do povo brasileiro; já não basta em plena campanha presidencial a candidata do governo ficar o tempo todo tentando por o Nordeste e Norte do país contra São Paulo, agora tambem querem por os negros contra os “brancos”. Alias brancos não existem no Brasil, somos todos mestiços… Mistura de povos… e disso eu tenho orgulho.

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  • 29/10/2010 - 16:45
    Enviado por: Durvaldisko

    Isso é o efeito deletério do ” politicamente correto’ que desembocou no radicalismo ecológico,primo em primeiro grau do naturalismo germânico que incestuosamente deu luz ao nazismo. Os blogs circulam nesta espantosa campanha eleitoral com seus conteúdos impregnados desses elementos.Para completar o “grand chef” Bento XVI,concluiu a receita com o tempero que faltava.Heil !

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  • 29/10/2010 - 16:46
    Enviado por: João Fressa

    É lamentável a postura “certinha” de alguns “mestres e doutores”, em detrimento do conhecimento e da história. A cada dia tenho mais certeza que nossos burocratas da educação não merecem a posição que lhes foi confiada.

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  • 29/10/2010 - 16:47
    Enviado por: Márcio M.

    Notícia é sinal dos tempos. Só que hoje, os burocratas deixam de caçar o Quindin, e caçam o próprio Lobato.
    Culturalmente e socialmente analfabetos.
    Ótima crítica.

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  • 29/10/2010 - 16:50
    Enviado por: Breno Tupy

    Eu acho engraçado como o politicamente correto virou desculpa pra censura de qualquer obra nesse país. Substituímos os subversivos pelo “pode ser interpretado como racista e preconceituoso”. O país reclama do governo que proíbe a palmada mas continua reclamando da violência na TV, nos filmes e no jornal como se isso influenciasse a cabeça dos filhos. Estamos criando uma geração de alienados com os cérebros atrofiados por temer o medo, mas esquecemos que o exemplo de casa é ainda pior. Um governo que tenta maquiar essa realidade e suas obras vai acabar condenando os grandes clássicos ao ostracismo enfiados em belos museus ou bibliotecas mofadas. Eu imagino essa criançada no futuro batendo palma para os filmes da Xuxa com nostalgia. Isso dá medo.

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  • 29/10/2010 - 16:51
    Enviado por: Indignado

    Quanta besteira ! Mas na hora de pedir cotas nas faculdades todos querem ser negros. E quando chamam um nipo descendente de zoio rasgado, japones etc. Isso é racismo tambem ? E quem disse que os negros tambem não tomam a mesma atitude com pessoas de outras etinias.
    O racismo tá na cabeça de quem o interpreta.
    Monteiro Lobato foi uma grande pessoa e nunca teve intenção em ser racista. O que esse senhor Antonio Gomes da Costa Neto já fez pela nossa cultura ?

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    • 29/10/2010 - 19:51
      Enviado por: Luis Felipe

      Sim, zóio rasgado é ser racista. E também é correta sua afirmação que muitos dos que sofrem racismo também o cometem, isto acontece por uma identificação com o opressor, único modelo de comportamento que ele teve, no entanto, um erro não justifica o outro, e se queremos quebrar o ciclo do racismo, é preciso fazer um esforço para não utilizar estes apelidos que parecem inofensivos para quem os profere, mas fazem grandes estragos para a auto-estima de quem os escuta.

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  • 29/10/2010 - 16:52
    Enviado por: Ricardo Monteiro

    Dizer que ler Lobato fomentaria o racismo seria o mesmo que dizer que ler Platão fomentaria a homossexualidade – e note-se que nem mesmo a moral vitoriana proscreveu a obra do autor do Banquete. Além do mais, é muito mais didático apontar esse aspecto da obra de Lobato e mostrar de que forma a discriminação racial tem permeado a sociedade e cultura brasileira do que vender para nossas crianças a falsa noção de que isso nunca tenha existido – ou que tenha existido apenas em uma camada menos esclarecida ou mais diretamente interessada em sua exploração.

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  • 29/10/2010 - 16:53
    Enviado por: Hal Po

    SURREAL – acho que esta é a palavra que melhor define a questão acima. Daqui a pouco, vão incluir na grade curricular de nossas crianças textos GLBTS (para não contrariar “minorias”), briquedos e jogos que estimulem a emissão zero de carbono, a miscigenação compulsória de raças (para que não haja discriminação deste ou daquele povo/etnia) e universalização da religião/crença (como forma de neutralizar conflitos de opiniões). Fala sério! Queremos que as crianças criem seus próprios conceitos de valor, baseados na ética e bom senso. Como esperar que isto ocorra se lhe são negadas referências de nossa cultura?

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  • 29/10/2010 - 16:56
    Enviado por: Nestor Rodrigues Filho

    Realmente LAMENTÁVEL. Será que essa(s) pessoa(s) nunca leram um livro de Monteiro Lobato ou assistiram o Sitio do Pica Pau Amarelo? É feitio desse governo que está terminando, querer saber mais do os outros. Será que se fosse um livro de autoria de algum cumpanheiro, teria toda este polêmica? SIMPLESMENTE LAMENTÁVEL.

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  • 29/10/2010 - 16:58
    Enviado por: Fabio de Israel

    Quem sabe este imbecil nunca leu tambem George Orwell a revolucao dos
    bichos.Tambem e proibido?

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  • 29/10/2010 - 17:00
    Enviado por: FABIO

    PÊLO EM OVO !!!!

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  • 29/10/2010 - 17:02
    Enviado por: Dr.massaranduba

    A tese deste senhor deve servir d eexemplo de como nao se fazer uma tese.

    E o orientador e a banca deste pateta? nao comentou nada?

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  • 29/10/2010 - 17:09
    Enviado por: Glúon

    .
    _________________
    .
    Papo de professores
    .
    _________________
    .
    - Você soube que o livro “Caçadas de Pedrinho”, foi vetado nas escolas públicas?
    - E por qual razão?
    - Pela estereotipia ao negro e ao universo africano…
    - Poxa, ainda bem que salvou-se a “Branca de Neve”, né?
    .
    ___________________________________________
    .

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  • 29/10/2010 - 17:09
    Enviado por: Mikael

    O MEC está entregue a um grupo ideológico que tenta nos converter ao que eles julgam como o certo. É impressionante o complexo de inferioridade arraigado nesse pesquisador.

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  • 29/10/2010 - 17:10
    Enviado por: Claudenildes M. da Rocha

    Nunca li tamanho absurdo!
    É de se supor que quem avaliou e analisou a obra, nada conhece de arte, nem de literatura, ou por outra tem pouca ou nenhuma experiência de leitura. Não bastava a absurda ideia de modificar as cantigas de roda (Atirei o pau no gato, por ex.), agora os “sapientes” críticos do governo me aparecem com essa. É inacreditável! Outro absurdo, achar que todos os professores brasileiros são incapazes e despreparados para trabalhar com referida obra.
    Monteiro Lobato embalou a infância de milhares de brasileiros, não me consta que tais pessoas tenham se tornado preconceituosas ou racistas.
    Com certeza, o que incomoda em “Caçadas de Pedrinho” é a visão de mundo político que o livro aborda e nisso concordo com o articulista.
    O que para mim fica claro é a falta de leitura, de experiência de leitura, de contato com a obra de Monteiro Lobato e com a literatura infanto-juvenil dessa gente, que em tudo vê ameaça e perigo.

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  • 29/10/2010 - 17:10
    Enviado por: claudio ribeiro

    mestrando em relações raciais da UnB

    isso mostra o nivel de cultura difundida nessa univesidade…

    e o nvel cerebral dos alunos.

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  • 29/10/2010 - 17:13
    Enviado por: claudio ribeiro

    ops..faltou uma parte

    mestrando em relações raciais da UnB…la´ eles ensinam a ser racista ?

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  • 29/10/2010 - 17:15
    Enviado por: Ricardo

    Até que enfim viram as atrocidades que Monteiro Lobato escreveu.
    Vamos nos unir em praças públicas e queimar os seus livros!!!!
    (parece que que já vi essa história antes….).

    Tristes tempos esses, onde os idiotas descobriram que são maioria e tomaram o poder.

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  • 29/10/2010 - 17:17
    Enviado por: Sinalverde

    odeio esse governo!!! por que nao vao dar conta do mensalao??? bando de ignorantes.

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  • 29/10/2010 - 17:18
    Enviado por: Roberto

    A pergunta que não quer calar:

    Otelo, o Mouro uxoricida, também será banido? Proibirão também as obras do Bardo com alegações de racismo?

    Roberto/Capital

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  • 29/10/2010 - 17:22
    Enviado por: ARMANDO MOREIRA DALLE VEDOVE

    deem os livros para as crianças lerem em casa.
    na escola um livro é origação, em casa não.
    eles vão se deliciar com as estorias, principalmente
    com a compania dos pais.
    obs; SE TIVER PATRULHAMENTO DENTRO DO SEU PRÓPRIO LAR.

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  • 29/10/2010 - 17:22
    Enviado por: Pedro F.H.Martinez

    Absurdo! A Academia está se tornando cada vez mais ignorante.

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  • 29/10/2010 - 17:30
    Enviado por: ARMANDO MOREIRA DALLE VEDOVE

    NÃO É SE TIVER PARULHAMENTO.
    É SE NÃO TIVER PATRULHAMENTO!!!

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  • 29/10/2010 - 17:35
    Enviado por: Carolina Iootty

    Perfeito, Guterman!
    De fato acho algumas passagens do Sítio bastante racistas, mas isso, como você bem disse, não pode ser tomado isoladamente. Concordo, também, que muitos professores da rede pública não estão preparados para lidar com essas sutilezas (ainda mais se considerarmos suas precárias condições de trabalho), mas há diversas formas de refletir sobre o racismo cordial que nos afeta.
    Como exemplo o próprio tio Barnabé, que não só é uma referência de afetuosidade e caráter, como, pra qualquer pessoa minimamente informada sobre as religiões que há no país, das práticas religiosas de matriz africana. Praticantes de umbanda e candomblé ainda são muito discriminados e é reconfortante perceber que um clássico da nossa literatura infantil tinha como uma de suas personagens mais queridas um senhor que nada mais era do que um preto velho (isto é, um sábio senhor), que mexia com ervas e fumava seu cachimbo em cima de um tronco velho. Quantas formas de estimular uma criança à tolerância religiosa (em especial com as religiões afrobrasileiras, chamadas primitivas) podem surgir daí? Suponho que algumas.

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  • 29/10/2010 - 17:36
    Enviado por: euzina

    O tal do “politicamente correto” está deixando as pessoas imbecis. Se esta ou aquela obra apresentar conteúdo racista, um bom professor deve incentivar o debate e esclarecer que tais obras representam determinada época e que tal debate é saudável, servindo para mudar conceitos. Tia Anastácia me ensinou o prazer da cozinha simples. Era uma das personagens principais. Tinha poderes mágicos(seu carinho fez Emília) Li toda a obra de Monteiro Lobato, tenho amigos negros, amei homens negros. Acho que chamar brasileiros de “afro-descendentes” é muito preconceituoso, pois tira deles sua natureza de brasileiros. Os norte-americanos inventaram essa bobagem para não dizer que essas pessoas são tão americanas quanto os brancos de lá. Eu jamais gostaria que me chamassem de “Polaco-descendente” porque, apesar do avô polonês, sou brasileira.

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  • 29/10/2010 - 17:37
    Enviado por: Alexandre Bussab

    Parabéns pela matéria e pelo comentário qto ao “racismo não necessariamente negativo” (ótima colocação) nos tempos de Monteiro Lobato…tem muito vagabundo vivendo hj às custas de defesa de direitos humanos, etc, ONGs de políticos…

    Meu comentário: SÓ QUE AINDA HJ ELEGEMOS UM DEPUTADO FEDERAL ANALFABETO E “ABESTADO” COMO MAIS VOTADO (!!!) e nosso emérito Presidente faz politicagem às custas de falar errado…(Reparem q ele só consegue falar “Petobráis..tradução:”Petrobrás”)

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  • 29/10/2010 - 17:41
    Enviado por: Dr.massaranbuba

    E’ so’ o comeco…
    Eu te avisei Guterman… ta’ expandnindo..

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  • 29/10/2010 - 17:42
    Enviado por: roberto

    O que esperar de um governo que tem o presidente que se gaba de “não ter paciência para ler”? Daqui a pouco vão recomendar livros de Mao-tse tung, hugo chavez, Jose Rainha (MST) para educar nossos filhos.
    Governo de burros, educação de burros…

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  • 29/10/2010 - 17:43
    Enviado por: Yumi

    Acho um erro querer probir a leitura de Monteiro Lobato. Ao invés disso, é necessário preparar os professores (não só do ensino público) para lidarem com o racismo. Não avançaremos em nada tentando esconder que ele existe. É preciso contextualizar a obra, e preparar as crianças para refletir criticamente sobre o racismo. Aliás, sobre o racismo, e sobre outros preconceitos.
    É lamentável ver, entretanto, pelos comentários aqui postados, que os leitores “pensantes” do Estadão, não parecem dispostos a questionar preconceitos mas, ao contrário, dedicam-se a fortalecê-los.

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    • 29/10/2010 - 19:12
      Enviado por: carlos 3m

      concordo com voce. eh mais facil proibir do que tentar preparar os professores para que lidem com um texto que faz parte da cultura brasileira, mesmo que tenha passagens nao apropriadas ao entendimento atual.

      respeito a sensibilidade de quem fica incomodado com esse texto do monteiro lobato, mas a forma de avancar nao eh proibindo mas colocando a verdade acima da mesa de forma que possa ser entendida.

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  • 29/10/2010 - 17:43
    Enviado por: orion brasil

    Ok, registrado o boicote, vou tentar me manifestar mais uma vez.

    Eles vão publicar uma lista de livros que serão proibidos em escolas e bibliotecas por serem contrários à “cultura e aos bons costumes”, serem “discriminatórios” e contra à “Política Doutrinária”. No passo seguinte vão fazer enormes fogueiras com os livros SATÂNICOS. Já vi este filme antes.

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  • 29/10/2010 - 17:46
    Enviado por: Benedito

    Elementar senhoras e senhores ! O Brasil fora descoberto em janeiro de 2003, por isso literatura anterior a isso não estão de acôrdo com o Lulês e nem o Dilmês. Monteiro Lobato você não esperou o Lulaulau molhar o bico! Já foi dando canelada!.

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  • 29/10/2010 - 17:47
    Enviado por: Luis Felipe

    Eu gostei da argumentação do texto ao colocar o foco principal da estória, no entanto, pela forma que as pessoas estão xingando o pesquisador que fez o trabalho, e outras pessoas que não possuem nenhuma relação com o fato, talvez ele esteja certo. Existe sim muito racismo nas histórias de Monteiro Lobato, sou professor e na escola onde trabalho, tivemos que explicar para um aluno o que era “negro de estimação” (ou alguma expressão parecida que estava presente na estória), no entanto, isto pode ser visto como uma oportunidade para professores bem preparados para lidarem com a questão, porque é uma oportunidade de se ensinar um pouco sobre a história do racismo brasileiro. No entanto, se é simplesmente para ler a estória, sem refletir de forma crítica, é melhor retirar o livro, afinal, olha o tanto de gente racista que colocou comentários aqui, e nem percebeu a gravidade do que estava fazendo.

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    • 29/10/2010 - 18:27
      Enviado por: Conho

      Caro Luis Felipe,

      Como assim? Se não for pra refletir de forma crítica não é pra ler? Deixa de falar bobagem, se você é professor é outro despreparado. Tomou muito tempo pra explicar o que é “negro de estimação”? Você ficou constrangido por ter de explicar?
      Deixe as crianças ler â vontade, estimule-as a ler, não faça como o SEU presidente, que se orgulha de não ler. A reflexão de forma crítica não precisa depender de um professor.
      Caríssimo, os deuses egípcios não são mais adorados, e as pirâmides e os templos ainda estão lá. Você quer destruí-las, então? Você vai negar a um aluno conhecer os registros de uma época e de uma cultura só porque não concorda com ela?
      Destrua então os monumentos gregos, romanos, otomanos, chineses, etc etc . Todos eles eram racistas, classistas, escravagistas.

      Arf !!!

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    • 29/10/2010 - 19:34
      Enviado por: Luis Felipe

      Conho,

      Apenas os ignorantes pensam em termos absolutos. Não, não fiquei constrangido em explicar, isto é um preconceito seu. A escola é um local de socialização com o saber produzido pela humanidade, e pode servir para a manutenção, ou transformação da mesma. Neste caso, se é para ensinar Monteiro Lobato, sem revelar seu conteúdo racista, acho sim que é melhor não ensinar, e o educando pode ler a vontade na sua casa, assim como pode ler “Mein Kumpf”, é um direito dele. Porque, quando a escola ensina algo desta forma sem o pensamento crítico, ingenuamente valida o racismo presente na obra, por se omitir. Este tipo de situação, cria o que estamos vendo aqui, um monte de gente dando argumentos racistas, com uma roupagem moralista, algo típico da cultura opressora.
      Assim como não devemos ensinar a história da colonização do Brasil, dizendo que o Brasil foi “descoberto” por Portugal, não devemos ensinar todas estas culturas sem incentivar uma reflexão sobre o contexto em que elas se desenvolveram, e sua pertinência nos dias de hoje (além do mais, estas culturas são ensinadas para adolescentes, já dotados de pensamento operatório concreto, e portanto, capacidade crítica, enquanto que Monteiro Lobato é ensinado nas séries iniciais). Em nenhum momento defendi a opressão cultural, ou a destruição de monumentos históricos, isto é outro preconceito seu, mas o que você não percebe, é que ensinar Monteiro Lobato sem levar isto em consideração, é uma forma velada de opressão cultural.

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    • 31/10/2010 - 08:49
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Luis Felipe,

      Muito boa sua argumentação, concordo plenamente. Veja a dificuldade para mexer neste vespeiro, pois os que imaginam serem os donos da situação são incansáveis e perversos em todos os sentidos!!!!

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  • 29/10/2010 - 17:55
    Enviado por: Leidilaura

    É realmente um absurdo! Acho que o governo deveria se preocupar mais em acabar com a violência que se instala dentro das escolas públicas e privadas de todo o país, e não tentar macular uma obra infantil tão importante da nossa literatura. Ele (Lula) deveria dar conta dos escândalos que aparecem na mídia todos os dias e debaixo das barbas dele. Uma verdadeira vergonha essa tal de Erenice da Casa Civil, que herdou o cargo de outra não menos culpada, Dilma Rousseff!

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  • 29/10/2010 - 17:56
    Enviado por:

    Li toda a obra infantil de Monteiro Lobato e ainda hoje a leio com o mesmo prazer da infância. Leitor atento, odeio racismo e nunca o detectei na obra citada. Lamentável que acadêmicos gastem seus neurônios criando polêmicas no lugar errado ou procurando cabelo em ovo.

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    • 29/10/2010 - 18:28
      Enviado por: Michel

      “— E você, Cléu, que me dá? — Um beijo, Emília. A boneca fez um muxoxo de pouco-caso. Depois, voltando-se para Tia Nastácia: — E você, pretura?”

      Se isso não é racismo, não sei o que é.

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  • 29/10/2010 - 17:59
    Enviado por: Elza

    Quando se pensa que este governo chegou ao topo da mediocridade, eles conseguem se superar. Sempre!! Cadê a imprensa que não põe a boca no mundo? Estão todos com medo do lula e seus apaniguados. E quem elaborou essa tese racista é um ignorante sem qualificativos.

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  • 29/10/2010 - 18:09
    Enviado por: duda

    Querem ver chifre nacabeça de cavalo.Vai ser chato assim na pqp, vê se para com essas bobeiras de branco e preto e se liga que essas histórias não fazem ninguém melhor nem pior são simplimente histórias e .

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  • 29/10/2010 - 18:26
    Enviado por: gama

    Quando não se tem o que fazer, procuram. ¬¬
    querem proibir livro do monteiro lobato nas escolas ? kk
    deviam proibir as drogas, pornografias, a falta de professores, a falta de uma boa educação, a corrupção, o trafico, com tantas coisas uteis pra se preocupar, eles vem com esse de ”preconceito” num livro do Monteiro lobato, pqp.
    É por essas e outras que o Brasil não vai pra frente!

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  • 29/10/2010 - 18:29
    Enviado por: Josie

    Apoio o MESTRE Antonio Gomes da Costa Neto. É fato que a maioria dos professores brasileiros NÃO estão preparados para lidar com estas questões em sala de aula. Em um país multiracial abordar a questão etnia/cor da pele seja em que âmbito for é pedir para ser apedrejado, ser chamado de “racista às avessas (?)”. Do jeito que as coisas andam por essas paragens (a julgar pelos comentários acima) é capaz de as crianças naturalizarem tais agressões e as reproduzirem, já que, na atualidade quem se volta contra estas atitudes está “procurando pêlo em ovo”. Daqui a alguns anos veremos nos livros de história que os negros são culpados pela escravidão, uma clara(!!!) condenação da própria vítima. Aliás, me pergunto: será que se fossem judeus os “estereotipados” (para ser delicada rs) na obra veríamos tanto répúdio à postura do MEC? Será que quem ousasse discordar da proibição não seria chamado de anti-semita, insuflador do ódio etno-racial?

    Condeno toda e qualquer forma de discriminação e sou sim a favor de ensinarmos desde sempre as nossas crianças que se deve RESPEITAR (coisa que não se vê nos comentários acima, a exemplo da contestação do título do srº Antonio Gomes e da própria UNB, uma das mais conceituadas universidades do país) as diferenças, sejam ela sócio-culturais, etno-raciais ou de gênero-sexualidade. Enquanto isso fica valendo a máxima: “quem mora em casa é que sabe onde pinga a goteira”.

    Congratulações, mestre. Congratulações, MEC.

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    • 29/10/2010 - 18:37
      Enviado por: Conho

      Claro!!!
      dói o dedo, corte o dedo!!!
      Em vez de preparar melhor os professores, proíba a obra!!!
      Josie, FALA SÉRIO !!!!

      (se a UNB tá produzindo mestres assim, imagina o resto como tá…)

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    • 29/10/2010 - 20:13
      Enviado por: PSB

      Cara Josie

      Primeiramente, não me parece que os professores não estarem preparados para lidar com isso justifique qualquer tipo de censura. Não podemos tomar tal decisão extrema -censura – em obras de um grande escritor brasileiro por causa de algo, na verdade, poderia remotamente ocorrer.

      Conhecidos meus jogaram em sua infância e adolescência um jogo de computador que fora probido neste país, pois nele o objetivo era atrolepar pedestres da forma mais cruel possível. Hoje, adultos, são motoristas normais como quaisquer outros.

      Não podemos com base em ‘quem-sabe-possíveis-conseqüências-que-podem-quem-sabe-ocorrer’ tomar essas decisões. É abrir mão de algo MUITO caro por quase nada. Infelizmente muitas pessoas não percebem que coisa tão cara estão dispensando por causas tão pequenas; aliás, há conquistas maravilhosas da humanidade, e embora paguemos um preço alto pelas quais, ainda assim vale pena mantê-las. A liberdade de expressão permite que pessoas às vezes exponham idéias deploráveis, mas esse é seu preço (o que não significa uma pessoa ter o direito de dizer tudo que quiser, como quiser, onde quiser e quando quiser sem assumir qualquer tipo de responsabilidade)!

      Temos de saber o peso que um bem traz consigo. Geralmente uma noite chuvosa meio fria é parte ESSENCIAL de uma perfeita noite com o amado debaixo de um cobertor no sofá. No entanto, quando um dos dois tiver de voltar para sua casa, terá de enfrentar essa chuva e esse frio. Quando acolhemos o aspecto positivo, temos de saber também acolher algumas conseqüências desagradáveis. Quando não estamos amorosamente comprometidos, não sentimos saudades. No entanto, namorando, temos de suportar a partida do amado. Como diria Shakespeare, ‘parting is such sweet sorrow’.

      Sobre as possíveis conseqüências, penso que seria como proibir o chocolate porque ele pode causar obesidade (se é verdade que toda mulher é chocólatra, acho que deve ter entendido minha metáfora)

      Por fim, não conheço o trabalho do mestrando, mas SEI – sei porque vi – que na academia, principalmente na área de humanas, produz-se muito lixo. Há um professor de filosofia na UNICAMP – veja, um PROFESSOR DOUTOR NA UNICAMP – que afirma que Platão defende o socialismo/ comunismo em algumas de suas obras. Não sou especialista em Platão, mas afirmar isso é uma interpretação MUITO, MUITO, MUITO questionável.

      Abraços
      Paulo

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  • 29/10/2010 - 18:29
    Enviado por: cristina correa

    Só em um país cujo presidente não lê ocorre um absurdo desse. Monteiro Lobato, um clássico que milhões leram na infância, um marco na literatura nacional, racista? Vão catar coquinhos, de preferencia em Taubaté, lá no sítio. Este é o país dos absurdos, de Lulas, Dirceus e Dilmas. Vergonha de ser brasileira.

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  • 29/10/2010 - 18:33
    Enviado por: Kah Leew

    Para termos noção da orientação que o MEC obedece, estes mesmos burocratas aprovaram a distribuição do livro “Teresa, que Esperava as Uvas” que narra detalhadamente um ESTUPRO !

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  • 29/10/2010 - 18:35
    Enviado por: Murillo Cesar de Mello Brandão Filho

    Li Monteiro Lobato e assisti aos episódios do sítio do picau amarelo na globo. Aliás, não perdia um. Nem por isso me tornei racista. Acho mais fácil o greenpeace implicar é o com a cuca, meu amigo! Sinceramente, quem deve escolher a leitura da ocasião é o cidadão. Quanto mais distante o Estado da minha vida, melhor!!!

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  • 29/10/2010 - 18:35
    Enviado por: eduardo

    Mas é um absurdo, por um lado, e um acerto, por outro. Tudo bem que os Petistas são ignorantes de nascença e não sabem nem o que a palavra clássico quer dizer. Mas também mostra o quão estamos despreparados para lidar socialmente com coisas como o racismo. Banir, dizer que não existiu e nem existe, é solução de incomPeTentes sociais. Enfrentar de frente, discutir e mensurar, cade a coragem?

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  • 29/10/2010 - 18:39
    Enviado por: Reginaldo

    Como pode um Zé Ruela desse querer receber o título de mestre em alguma coisa? Lobato, racista…

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  • 29/10/2010 - 18:47
    Enviado por: Roberto

    Para um Ministério que não conseguiu nem organizar um ENEM, e ainda por cima, proíbe uso de lápis e relógios na sua execução, é até plausível que se entenda a defesa da tese. Com certeza está sendo “defendida” com dinheiro do contribuinte, num explícito ato de acharque a inteligência de leitores concientes.
    Lamentável….

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  • 29/10/2010 - 18:51
    Enviado por: Enéias

    Ridículo e inacreditável.

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  • 29/10/2010 - 18:59
    Enviado por: Carlos

    Com o devido respeito ao “mestrando”. É inacreditável o sentimento arrivista, irrascível, de uma leitura enviesada e pouco compreendida que faz do texto de Monteiro Lobato. Aliás, esse Senhor já foi acusado de tudo, à época era porque defendia o petróle, depois, que não escrevia para crianças depois…Causa espécie também a leitura simplória, que este “mestrando” faz, travestida de racismo, hipocrisia além de “um invejável rancor”; talvez seja “coisas de Laurinha…”
    Não nos esqueçamos também que, o “Governo” que aí está -se é que pode se chamar isso de governo -, assiste, ou melhor fomenta tais atitutes, no mínimo, irresponsáveis, doutrinariamente equivocadas, orientadas para “agradar” parcela mínima de Pafúncios e apaniguados…Outrossim, sem querer ser – com o perdão da palavra – reacionário -, não nos esqueçamos que a Senhora Ministra da Igualdade Racial foi pilhada utilizando desbragadamente o cartão de crédito corporativo para gastos pessoais…Francamente, Senhores do MEC (alguma coisa me lembra ENEM), Governo e quejandos, francamente!
    Olhem só, vão para o boteco, amanhã é sábado e depois há eleições nacionais…discutam lá.

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    • 29/10/2010 - 19:18
      Enviado por: Josie

      A ex-ministra da igualdade racial foi a única flagrada nos escândalos dos cartões corporativos, né? Opa, desculpe-me! Esqueci que os movimentos organizados que lutam pelas minorias não podem errar (ainda que sejam exemplarmente punidos depois)… Francamente.
      Taí, depois dessa vou procurar novamente o significado de reacionário no dicionário, pois acho que devo ter entendido mal. Tsc, tsc.

      PS: muita ousadia alguém se atrever a contestar a idéia de que vivemos em uma democracia racial, né!? Logo esse título “de que tanto nos orgulhamos, que nos faz uma nação ímpar no mundo” e perdura há séculos ser perdido? NUNCA! Crucifiquemos, apedrejemos, desqualifiquemos quem se opor à manutenção – queremos continuar na caverna, o MITO tem que permanecer! Fim do último ato, cai o pano.

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  • 29/10/2010 - 19:04
    Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

    Engraçado, tem um deputado de nome Itagiba, que quer proibir todos os livros que queira esclarecer com mais detalhes, fatos que no frigir da segunda guerra sobre o holocausto praticado pelos nazistas e não puderam… agora, aqui pra nós, não vejo ninguém horrorizado com isto!!!!!! O monteiro Lobado, todos sabemos que fora eugenistas praticante, neste sentido, como o BraSil terá que ser passado a limpo, e o papo da desqualificação por parte do establishment de quem se atrevia levantar estas questões, já não têm forças de constranger politicamente e juridicamente os revisionistas históricos, a claque virá neste post, para urrar de acordo com suas conveniências corporativas… quem sabe, até “racial” O que importa é que estão mexendo agora no que antes era “imexível”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    • 29/10/2010 - 19:53
      Enviado por: Carolina Iootty

      Manoel, o que o holocausto tem a ver com isso? O que você sugere, então? Que todas as crianças brasileiras dêem as costas para um clássico (querendo você ou não o Sítio e As Caçadas são clássicos) da nossa literatura infantil ou que sejam estimuladas a fazer uma nova leitura dele, aceitando que ele foi escrito num outro contexto histórico? Por que não usar o Sítio como mote para dinâmicas e debates em sala de aula e reflexões fora dela? Você sugere, então, que as crianças descolem-se de todas as referências divertidas, bonitas e alegres do Sítio, que ainda são recorrentes no nosso dia a dia? Quer que as meninas todas joguem suas bonecas Emílias fora? Não é negando a história que se supera o racismo.

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    • 30/10/2010 - 10:35
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Tem tudo a ver!!! Se perceber, não precisamos ser nenhum gênio para vermos os conflitos de interesses que torna estes assuntos gêmeos diferentes!!!! A história escrita, através de fragmentos dos últimos duzentos anos, ainda não se fechou. Há muitas “verdades” que não se cala, mesmo com todo o ostracismo imposto pelo establishment eugenista de todos os matizes, querendo se anexar.

      Sim, porque não usar o Sítio como ponta de lança para começarmos logo este diálogo, ou vocês imaginam que isto passará por toda a vida indiferente???

      Das crianças não espero nada…aliás, espero que se entretenham, mas os adultos, estes sim, esperamos apontamentos honesto.

      Não é negando o racismo que supera a história!!!!!

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    • 30/10/2010 - 13:34
      Enviado por: Carolina Iootty

      Também acho que não é negando o racismo que se supera a história. Não é desestimulando a leitura de clássicos que contêm, sim, passagens racistas (mas que ainda assim continuam clássicos) que nós vamos educar as nossas crianças em direção ao respeito às diferenças. Não é vendado seus olhos que iremos protegê-las. Ao contrário, é estimulando, desde cedo, a leitura crítica EM CONJUNTO com o entretenimento que nós alcançaremos tal objetivo. Certamente não é o caminho mais fácil. Muito mais fácil é largar a criança com um livro absolutamente inofensivo na mão, mas viver numa sociedade plural é complexo mesmo.

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    • 31/10/2010 - 08:09
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Sim, não pensamos tão diferentes assim, pois concordo com mais pontos que discordo de seus posicionamentos, mas, contudo, chegou a hora de se lavar as roupas sujas!!!!!!!!

      Abraços fortificados, felicidade e saúde neste dia de transformação do nosso BraSil!!! Oxalá!!!!!

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  • 29/10/2010 - 19:07
    Enviado por: ARMANDO MOREIRA DALLE VEDOVE

    YUMY, BAM,BAM,BAM!!!!!!!!!!
    SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  • 29/10/2010 - 19:15
    Enviado por: rosef1

    Essa gente é ridícula! Monteiro Lobato, um clássico da literatura brasileira! A censura já chegou para ficar?

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  • 29/10/2010 - 19:17
    Enviado por: Geraldo

    Há outro aspecto que não vi ser abordado a respeito da censura praticada pelo MEC: quais foram os critérios utilizados para determinar que os professores da rede pública não estão preparados para tratarem do assunto? Como chegaram a essa conclusão? E mais: no que eu entendo, o papel do estado seria de preparar (se de fato for necessário) os professores da rede pública para tratarem questões de preconceito e discriminação; será que também não há preconceito nesse julgamento?

    Monteiro Lobato é um gênio da “raça” Brasil e deve ser celebrado e não censurado.

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  • 29/10/2010 - 19:19
    Enviado por: Alceste Pinheiro

    Concordo com você, Guterman, mas em parte. Acho que é importante um alerta, ao menos para provocar a discussão.

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  • 29/10/2010 - 19:31
    Enviado por: Luciane

    Só mostra o que nós já sabemos: o poder é quem manda. Um idiota que tem um pouco de poder, cheio de pré-conceitos, racista, se acha no direito de intervir na cultura brasileira, já quase perdida…

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  • 29/10/2010 - 19:44
    Enviado por: maria aparecida fernandes de camargo

    Não dá para acreditar, em minha infância e adolescência, li todos os livros de monteiro lobato, meus filhos todos leram, nunca ouvi nem comentários sobre racismo nestas literaturas. Será que o racismo não está vindo da cabeça de cada um? Racismo não é um dia para o negro? Racismo não são vagas nas faculdades para pessoas negras? Isto sim, é chamar o negro de incapaz, se não tiver vagas reservadas para eles não terão capacidade de fazer uma faculdade. Conheço muitos negros, que em termos de estudo, foram muito melhores do que alguns brancos. Nós mesmos estamos criando o racismo. A obra de Monteiro Lobato é clássica, atual.

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  • 29/10/2010 - 19:56
    Enviado por: Flavia

    Primeiro Lobato era Comunista. Agora é Racista? A caneta dos senhores censores ideológicos varia de acordo com a época?

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  • 29/10/2010 - 19:58
    Enviado por: maria de fátima

    Gente, o que é isso? Sou professora da rede pública, li todos os livros de Lobato e fico
    pasma com o que as pessoas “descobrem” com suas pesquisas baseadas nos Estudos Culturais. Não tem coisa pior do que ler o passado sem contextualizá-lo e com idiossincrasias do presente. Mais um golpe na cultura brasileira,

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  • 29/10/2010 - 20:01
    Enviado por: Fabio Unique

    Pelo menos agora os leitores de Monteiro Lobato serão skin-heads assumidos, e não dentro do armário. O resto do Brazil vai continuar lendo Harry Potter in translation. kkkkkkkk

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  • 29/10/2010 - 20:01
    Enviado por: Ricardo EA Andretto

    Inacreditável…
    Estão censurando até… o Monteiro Lobato!!!
    Imagina o que essa gente fará com o Brasil se continuar lá…
    Lamentável.

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  • 29/10/2010 - 20:07
    Enviado por: Edison

    Durante toda a minha infância e boa parte da adolescência li toda a obra infantil de Monteiro Lobato várias vezes, inclusive obras hoje quase desconhcidas como “O Museu da Emília” e “O Espanto das Gentes”.

    Existem duas formas de interpretar os textos. Uma é como simples (porém ótmas) histórias infantis que apropriadas para desenvolver imaginação e criatividade. Outra é uma como uma sátira a vários usos e costumes da sociedade e governo da época.

    De qualquer forma, não há como apreciar um texto produzido no passado sem considerar o contexto em que foi idealizado.

    Concordo sobre o que já foi dito. Se o problema é o preparo dos professores, esconder o livro é como tirar o sofá da sala para fazer caírem os cornos.

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  • 29/10/2010 - 20:10
    Enviado por: Afranio Vissirini

    Duvido que esta pessoa não seja filiada ao PT e foi colocada lá por alguem do Governo.

    Até o Monteiro Lobato.

    Daqui há pouco vão falar que Jesus Cristo era Racista.
    Qual o negro apostolo?

    É o começo do fim.

    Afranio

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  • 29/10/2010 - 20:10
    Enviado por: Edison

    Durante toda a minha infância e boa parte da adolescência li toda a obra infantil de Monteiro Lobato várias vezes, inclusive obras hoje quase desconhcidas como “O Museu da Emília” e “O Espanto das Gentes”.

    Existem duas formas de interpretar os textos. Uma é como simples (porém ótmas) histórias infantis que apropriadas para desenvolver imaginação e criatividade. Outra é como uma sátira a vários usos e costumes da sociedade e governo da época.

    De qualquer forma, não há como apreciar um texto produzido no passado sem considerar o contexto em que foi idealizado.

    Concordo sobre o que já foi dito. Se o problema é o preparo dos professores, esconder o livro é como tirar o sofá da sala para fazer caírem os cornos.

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  • 29/10/2010 - 20:17
    Enviado por: BFerreira

    Burrice começa em termos ainda a sigla MEC para o Ministerio da Educação. Ficar a viver de um passado que já é remoto, o do Ministerio da Educação e Cultura. Já foi até Ministerio da Educação e Desporto, mas ninguém o chamava de MED.

    E depois continuam nos emburrecendo quando já foi amplamente discutido e proliferam a idéia de raças para o ser humano. A raça é humana e as diferenças de cores de pele registramos como diferenças étnicas.

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  • 29/10/2010 - 20:23
    Enviado por: Jorge

    PURA BOBAGEM DEMONSTRANDO QUE ESTES CULTOS AÍ SÃO MUITO INCOMPETENTES. DEVERIAM RETIRAR AS REVISTAS PORNOS QUE FICAM NAS BANCAS ONDE TODA CRIANÇA TEM ACESSO DE VER FACILMENTE…ESTA É UMA DAS COISAS DENTRE OUTRAS MAIS IMPORTANTES QUE DEVERIAM CUIDAR E NÃO DESTE BESTEIROL DE ‘ACHISMO’ SOBRE RACISMO…RACISTA É AMERICANO, NÓS BRASILEIROS NÃO!!!

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    • 30/10/2010 - 11:03
      Enviado por: waldo

      Jorge,
      a classificação de tais revistas como “pornô”, demonstra um preconceito inaceitável de sua parte.
      Muito pelo contrário, tais revistas, pela exibição de peças humanas anatomicamente perfeitas, tem despertado em muitas crianças vocações até então desconhecidas, para ingresso em uma carreira médica.

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  • 29/10/2010 - 20:28
    Enviado por: Julio

    Excelente texto! Acrescente-se que fica patente a incompetência administrativa dos órgãos envolvidos. Se existe a saudável preocupação em evitar o racismos, deveria haver uma comissão para fazer a leitura prévia dos livros antes dos mesmos serem impressos e distribuidos à custa do dinheiro público. Mas isso não basta: caso fosse encontrada evidência de racismo, qual seria o procedimento? Censurar?

    O episódio mostra o despreparo das pessoas que tem a responsabilidade de dirigir a Educação no país! Se os ilustres membros do CNE tivessem lido Lobato quando eram crianças, ou teriam percebido esse racismo e guardado suas impressões para expô-las nesse momento, ou não teriam se sentido minimamente chocados com as mesmas, tendo pois a obrigação de relativizar as citações em questão.
    Se não leram Lobato, porque o adotam nas escolas? Quem abaliza a decisão?

    Dificilmente se encontrará um autor pré-contemporâneo que não tenha usado ao menos uma expressão que possa ser taxada de racista. Ninguém pode ser contra o esforço de evitá-las nos textos e conversas de hoje em dia, mas não se pode apagá-la das obras originais, nem banir ou queimar suas publicações! Isso seria semelhante ao esforço da igreja medieval em reescrever partes das obras gregas para adaptar ou remover conteúdos incômodos. Além de lembrar-nos das fogueiras de livros promovidas pelos nazistas! Aliás, é interessante lembrar que até mesmo o livro “Minha Luta”, de Hitler, pode ser comprado na Alemanha.

    O livro de Lobato e outros com conteúdo semelhante oferecem uma grande oportunidade de produzir pensamento crítico: LER, REFLETIR, CRITICAR e FORMAR OPINIÃO!

    MEC e CNE: ainda é tempo de corrigir a errada decisão! Não censurem! Preparem os professores para conduzir o debate. Eles são capazes, sim!

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  • 29/10/2010 - 20:29
    Enviado por: abraão bastos

    O ERRO DE MONTEIRO LOBATO FOI QUANDO, AO MORRER ,NÃO DEIXAR ASSINADA UMA FICHA DE FILIAÇÃO AO FUTURO PT.

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  • 29/10/2010 - 20:29
    Enviado por: Priscila Garcia

    A IMBECILIDADE do petralhismo “politicamente correto” não tem LIMITES… Agora vão censurar Monteiro Lobato! Eu vou te contar… Bom, como estão analfabetizando o país inteiro de maneira BRUTAL, ninguém lerá NADA, mesmo. Nem Lobato e nem nenhum outro.
    Mas é uma pena, de qualquer maneira. É isso aí, estamos do meio dos imbecis – e eles é que mandam.

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  • 29/10/2010 - 20:30
    Enviado por: nelson font

    Criaram vagas para negros nas universidades isto é, acham que o negro não tem capacidade para prestar vestibular.E ainda me aparecem com esta conversa furada de racismo.

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  • 29/10/2010 - 20:31
    Enviado por: JCarlos

    Uma sugestão: quando houver uma campanha de doação de livros para bibliotecas, vamos doar “Caçadas de Pedrinho”. Isso nós podemos fazer. Sem interferência desses burocratas que querem tutelar a sociedade.

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  • 29/10/2010 - 20:34
    Enviado por: O Presidente Negro

    Monteiro Lobato não era apenas racista, ele era EUGENISTA, ou seja, seguia a mesma linha ideológica que Hitler e muita gente no Brasil da época, como Miguel Couto.

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  • 29/10/2010 - 20:39
    Enviado por: Juscelino Roteger

    Só falta proibir o SACI PERERÊ, pois ele é negro, fuma, é deficiente, afronta o MEC, tira sarro do coitado do Antonio Gomes da Costa Neto. VIVA O SACI PERERÊ !

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  • 29/10/2010 - 20:40
    Enviado por: Culto&Glosso

    Crioulice, apenas isso. Não pode ser outra coisa.

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  • 29/10/2010 - 20:41
    Enviado por: casa_torta

    Se esse “mestrando” tivesse se aprofundado nas obras do autor, como, por exemplo, “O Presidente Negro”, não teria se exposto tão ao ridículo. Com certeza, o bem pra esse “mestrando” seria ler obras de J.K. Rowling, de preferência na língua nativa…

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  • 29/10/2010 - 20:47
    Enviado por: Weissenberg

    Monteiro Lobato era racista e discriminava os nordestinos, por isso não merece reconhecimento algum.

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  • 29/10/2010 - 20:48
    Enviado por: Jorge

    sinceramente eu pergunto:
    TEM REALMENTE ALGUÉM RACISTA AQUI NO BRASIL?
    não precisa responder pois a resposta será —> NÃÃÃÃO (por unanimidade)

    então, esqueçam esta reportagem e vamos voltar a comentar sobre política, americanos mentirosos e outras leviandades mais importantes nos locais adequados pra aquecer o ambiente. :-)

    os ‘cultos’ já sabem que nós os achamos bem burros, vamos ‘cascar fora daqui’!

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  • 29/10/2010 - 20:59
    Enviado por: Thiago

    Concordo com o talvez exagero da recomendação do MEC sobre o livro, mas a parte do artigo que se refere aos anos 30, quando foi escrito o livro, como um período “em que o racismo não era considerado necessariamente negativo” beira o escárnio.

    Racismo sempre foi considerado negativo, o que muda hoje é que negros têm mais acesso à elite econômica e política e, por tanto, repreendem oficialmente o racismo para toda a sociedade.

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  • 29/10/2010 - 21:00
    Enviado por: Dulce

    Não sei ao certo o que era Lobato ou sua filisofia de vida, e enquanto professora, pesquisarei. Somente quero salientar que hoje em dia é moda falar de racismo e defender os negros. Sou negra e entendo que todas as outras culturas e raças precisam ser estudadas e respeitadas, mas a politicada quer ganhar pontos com essa questão.
    Ser racista, se aprende, na maioria das vezes, em casa, com os próprios familiares e suas falácias preconceituosas.

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    • 30/10/2010 - 02:27
      Enviado por: Marcos

      Adorei seu comentário. Estão politizando o tema para ganharem votos. A questão racial é muito mais importante que isso. É uma questão filosófica, Moral. Nós, você negra e eu mestiço, sabemos que o racismo é uma aberração da natureza humana, mas que não venha faturar votos as nossas custas. Penso que a censura ao Lobato vai nessa direção. É no mínimo, um julgamento anacrônico.

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  • 29/10/2010 - 21:07
    Enviado por: Sérgio Streapco

    Um absurdo deste é incompreensível.Com Lobato aprendi muito,inclusive a conviver com as diferenças raciais e sociais.Deixo meu protesto a estes burocratas e meus “vivas”à Emília,ao marquez de Rabicó,ao visconde de Sabugosa,dona Benta e à querida tia Nastácia.Receio que o autor desta proposta prefira curtir o “hallowenn”dia 31/10 a conhecer as peripécias do Saci Pererê,aventuras do Pedrinho e as Reinações da Narizinho.
    Sérgio Streapco

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  • 29/10/2010 - 21:10
    Enviado por: Aluno

    Um livro de literatura infantil 24 00 reais. Ler todos estes comentários depois de um dia de trabalho. Não tem preço……

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  • 29/10/2010 - 21:26
    Enviado por: hélio furian

    É impressionante a estupidez do atual governo, que incute no povo o racismo e o ódio. Estimula o conflito entre as classes raciais. Estamos no início de um Apartheid.
    Temo pelo nosso futuro onde tudo leva a crer que teremos uma guerra civil incentivada pelo ranço do atual governo petista.

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  • 29/10/2010 - 21:39
    Enviado por: Valenia Dantas

    Esse foi o primeiro livro de Lobato que li e foi por isso que eu me apaixonei por histórias de aventuras. Eu me imaginava no meio daquilo tudo e simplesmente não posso acreditar num absurdo desses.É essa a educação que querem para as crianças brasileiras?
    Valenia D7antas

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  • 29/10/2010 - 21:57
    Enviado por: Immanuel

    O cérebro desse cara deve ter saído de uma lata sardinhas “GOMES DA COSTA”.
    Me lembra muito o personagem do Angeli: o NEW IMBECIW

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  • 29/10/2010 - 22:02
    Enviado por: Alex

    Tava demorando pra esse tipo de absurdo começar a acontecer… no país (com minúscula) em que presidente não lê, em que candidata não lembra se leu, que ninguém mais leia. Queimem tudo. Basta saber assinar o prórpio nome onde tem o X, pra contrair uma dívida de 80 meses e ir pra casa dirigindo o carrinho zero. Tá bom demais pra esse povo.

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  • 29/10/2010 - 22:06
    Enviado por: André Liohn

    Mein Kanpf é um classico tambem….

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    • 30/10/2010 - 01:10
      Enviado por: Samarkand

      Hmmm…

      Não me consta que esteja em nenhuma lista acreditada de “clássicos da literatura mundial”.

      Entretanto, tampouco me consta que esteja em alguma lista de livros proibidos no Brasil.

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  • 29/10/2010 - 22:23
    Enviado por: Francisco

    Será que a França libertária algum dia vai censurar a obra “racista” de Júlio Verne? Improvável. Sou afro-brasileiro e milito a causa negra, mas censurar (essa é a palavra) Lobato não impulsiona o autor, afro-brasileiro ou não, a escrever os seus próprios “clássicos”. Escrevamos a literatura que queremos ler! Na última década, quem escreveu em português literatura do nível da de Lobato para crianças? Pois é, continuaremos relendo Lobato ad infinitum.

    Sentar num tamborete com uma caneta vermelha e o livro dos outros na mão não é bem o que eu chamaria de um projeto literário.

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    • 29/10/2010 - 23:11
      Enviado por: Ademir Silva

      Francisco, parabens pelo seu comentario.
      Realmente só podemos concluir que após tantos e tantos comentarios inseridos neste blog com sentimento de desconforto e insatisfação por conta da mediocridade de comentario feito pelo pseudo mestrando e a aceitação incontinenti do nosso ja falido MEC, que hoje é administrado pela “mais alta linhagem de sindicalistas analfabetos, corruptos e outros quetais”, deste governo que aí na nossa cara está dizendo e deixando claro que quanto maior a ignorancia do povo, menos este irá exigir e poderão então ser comprados com um monte de esmolas a titulo de Vale-Qualquer coisa e com isso eleger as preciosidades como Tiririca e Deus nos livre da tal da Dilma. Deus nos livre desta mediocridade e destes corruptos e ignorantes.

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    • 30/10/2010 - 00:00
      Enviado por: Mateus

      Francisco, seu raciocínio se aplica, infelizmente, a praticamente todas as áreas onde o a educação é o fator primordial: nossos escritores são poucos, os cientistas nem sei se existem, e raramente desenvolvemos algo de inovador, apesar de termos uma amazônia inteira com suas plantas e suas propriedades medicinais.

      Fica uma batalha esquizofrênica sobre a riqueza passageira do pré-sal (é pessoal, o petróleo acaba), e ninguém discute sobre a criação da mais sustentável das riquezas, que é o conhecimento. Mas como nada é tão ruim que não possa piorar, me aparece essa do livro do Lobato. Reconheceram a incapacidade dos professores em lidarem com o assunto, e encontraram como solução extirpar o livro da grade de ensino. Realmente… GENIAL!!!!!

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    • 30/10/2010 - 00:20
      Enviado por: Maria

      Raça humana.
      Essa foi a resposta do judeu Albert Einstein ao ter de responder – aliás, como todos nós, no Censo – qual a sua raça, em 1933. Isto é, em plena ascensão do nazismo. Isso significa que ele estava negando o racismo de que estava sendo uma das vítimas e que trucidou milhões de pessoas apenas porque eram de “raça não ariana”? Claro que não. Ele só estava dizendo o óbvio: não existem raças, entre os humanos. Somos todos: humanos.
      No Brasil, o que “pega” é a cor da pele. O que é ainda mais ridículo: nós, sob este sol forte, e depois de mais de 500 anos de história de mistura de gente vinda de tudo que é parte… Uns somos mais escuros, outros, mais claros. E daí? Raça humana!
      Dizer isso não é negar que seja mais duro, historicamente, ter a tez mais escura. Os escravos vieram da África, e tinham mais melanina, mesmo, que os europeus. E ficou essa coisa esquisita, essa associação burra entre a tonalidade da pele e o “valor” – o preço? – da pessoa. Uma aberração!
      Mas ficou a ferida. Como lidar com essa dor,?
      Censurar o Monteiro Lobato é responder pessimamente a ela. Desconsiderar o problema de como ler os trechos mencionados de sua obra com as crianças também não é uma boa resposta.
      Deixemos a obra e a dor à tona, bem visíveìs. Não abandonemos a pergunta: temos a responsabilidade de seguir procurando uma saída mais humana.

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  • 29/10/2010 - 22:50
    Enviado por: henrique Guilherme

    CADA VEZ NAIS EU TENHO VONTADE DE VOMITAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRR

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  • 29/10/2010 - 22:58
    Enviado por: Voltaire Ford de Oliveira

    O gênio da UNB (de onde mais podia ser?) mandou avisar que o próximo passo é alterar os personagens de nosso folclore: o negrinho do pastoreio passará a ser o loirinho do pastoreio, o saci será oriental, e a Cuca será a Tia Dilma.

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  • 29/10/2010 - 23:16
    Enviado por: Roberta

    O interessante é que este cidadão que denunciou a obra de Lobato e muitos outros que o espelham esquecem de observar a realidade das bibliotecas brasileiras e do ensino no país. Ao invés de inflarem um discurso sem fundamento, deveriam estar preocupados com a falta de verbas para as bibliotecas, de bibliotecários, professores e demais profissionais capacitados na formação do leitor brasileiro. Isso sim é uma vergonha.

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  • 29/10/2010 - 23:22
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Pelo andar da carruagem, uma gato preto não será mais preto, e sim afrodescendente.

    Esse pessoal se pega em cada coisa.

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  • 29/10/2010 - 23:33
    Enviado por: Fernando César

    Pensando bem, a preconceituosa aqui é a srta Josie. Posso citar dez obras de autores nacionais em que os ‘estereotipados’ são os judeus, árabes, turcos e orientais, mas não conheço nenhum ‘intelectual’(sic) que tenha se interessado ao assunto enem sugerindo o boicote desses livros.

    ps: O Mec tinha que se preocupar é com os livros didáticos de linha ideológica.

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  • 29/10/2010 - 23:35
    Enviado por: eduardo

    Penso que o racismo perdura enquanto existir gente falando em ‘raça’.

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  • 29/10/2010 - 23:38
    Enviado por: Valloy

    Existe idiota para tudo no mundo.

    Agora, me corrijam por favor.
    Injúria racista: preto fdp
    Racismo: é fdp por que é preto

    Quando criança sofri e pretiquei o bullying. Como muito geralmente era o mais fraco, eu ofendia enquanto apanhava.
    São tantas as fontes. Coitado do Lobato.

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  • 29/10/2010 - 23:42
    Enviado por: Roberto Xavier

    A mentalidade revolucionaria não concebe parâmetros para se difundir entre os meios “pensantes” nas sociedades constituídas civilizadamente para nela se infiltrar e minar suas resistências e aos poucos desconstruir seus valores morais, éticos e culturais. Tudo isto visando o projeto totalitário que se vê em curso há muitas décadas. Fica claro nestes casos, as iniciativas para substituição dos valores conservadores por elementos populistas cuja finalidade é a supressão das liberdades democráticas de expressão buscando com isso estabelecer uma nova ordem social. Certamente o livro do genial contador de histórias, que encantou milhões de crianças em todo o país, será substituído pelo livro “Consciência de classes “, do pai da burocracia idiotizante Antonio Gramsci.

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  • 29/10/2010 - 23:43
    Enviado por: Mateus

    Que essa polêmica sirva de estímulo para que professores e alunos leiam ainda mais Monteiro Lobato, e possam a partir daí desenvolver uma discussão madura e livre sobre o racismo e outros temas importantes, inclusive a democracia.

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  • 30/10/2010 - 00:32
    Enviado por: João Só

    Proibir é sempre fácil. O argumento é bom, sempre há bons exemplos.

    Um excelente (exemplo de desnecessidade, é claro) é o Coronel Coturno Noturno:

    http://coturnonoturno.blogspot.com/2010/10/como-judeu-que-e-goldman-nao-tem-que-se.html

    Nesta pérola ele, o Coronel… Peraí.

    Cabe um parênteses aqui:

    (o tal Coronel aparentemente é só mais um milico saudoso daqueles gloriosos tempos em que 30 corajosos combatentes “neutralizavam” um perigoso comunista armado de um garfo e um palito de dentes).

    Nesse nirvana do revisionismo, que indiquei acima, nosso Aníbal revisita o governador de São Paulo, Alberto Goldman, por este insultar o papa, dirigindo sua impura palavra a Ele. O papa. Aquele que tem problemas bem maiores para cuidar.

    Já que, por uma ordem divina (d’Ele mesmo) e do Ratzinger, Goldman é judeu!

    E judeus não podem fazer isso.

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    • 30/10/2010 - 08:36
      Enviado por: Helena

      Obrigada, Sr. João por fazer propaganda do blog, um dos que mais leio, porque mostra a verdade nua e crua dos acontecimentos.
      Ah, o assunto aqui é Monteiro Lobato…Voce está até parecendo a candidata Dilma, que apresenta seríssimas limitações intelectuais.

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  • 30/10/2010 - 00:41
    Enviado por: Paulo Duarte

    Estou encomendando mais de 1000 livros deste de Monteiro Lobato e vou distribuir gratuitamente para as crianças, na porta des escolas públicas, sugiro que mais gente faça a mesma coisa, vamos iniciar uma grande campanha contra o MEC neste país de ignorantes, e analfabetos.

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    • 30/10/2010 - 04:30
      Enviado por: Margareth Bravo

      Parabéns pela sugestão.
      Ele fez minha infância mais feliz e rica, eu não seria a mesma sem Monteiro Lobato. Abriu imensos horizontes para gerações. É um crime destituir esse direitoas novas gerações
      Isso é só o começo! Quando alguém imaginou que isso fosse possível?
      “Em seu próprio país como em qualquer outro, os homens que pensam eos que matam não são os mesmos. Em seu próprio país, como em todo lugar, quando os homem que matam são os senhores, eles começam por matar, amordaçar e reduzir ao silêncio os homens que pensam” Victor Serge

      Racista são as cotas para negros que institucionalizam a inferioridade, a diferença, no lugar de oferecer educação de qualidade. Brasil país dos absurdose obtusos!

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    • 30/10/2010 - 04:32
      Enviado por: Margareth Bravo

      Parabéns pela sugestão.
      Ele fez minha infância mais feliz e rica, eu não seria a mesma sem Monteiro Lobato. Abriu imensos horizontes para gerações. É um crime destituir esse direito as novas gerações
      Isso é só o começo! Quando alguém imaginou que isso fosse possível?
      “Em seu próprio país como em qualquer outro, os homens que pensam eos que matam não são os mesmos. Em seu próprio país, como em todo lugar, quando os homem que matam são os senhores, eles começam por matar, amordaçar e reduzir ao silêncio os homens que pensam” Victor Serge

      Racista são as cotas para negros que institucionalizam a inferioridade, a diferença, no lugar de oferecer educação de qualidade. Brasil país dos absurdos e obtusos!

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    • 30/10/2010 - 11:05
      Enviado por: Ernesto Bonato

      Bela iniciativa. Apoio. Acabo de abrir minha biblioteca particular para consulta pública, em meu atelier, e vou chamá-la de Mini Biblioteca do Pica-pau Amarelo.

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  • 30/10/2010 - 00:49
    Enviado por: Colorina

    Em algumas escolas os professores chegaram a exigir que os que fosse dançar “quadrilha” não usassem roupas com remendos ou descosturadas pois isto deprecia o Caipira! Inacreditavel!

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  • 30/10/2010 - 00:50
    Enviado por: Sergio Verdade

    Quem tem medo do Pedrinho? Ora, óbvio, que são aqueles que idolatram ditadores e agridem cotidianamente a democracia, a legalidade, a ética e o pudor público.

    Não se tardará e os livros de História contarão apenas “a istória da criação do brasil (com b minúsculo, mesmo) por Luis Inácio Lula da Silva”…

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  • 30/10/2010 - 00:51
    Enviado por: Sergio

    Caro Marcos,
    análise perfeita.
    Estamos revivendo o velho FEBEAPÁ, Festival de Besteiras que Assola o País. Que tristeza.

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  • 30/10/2010 - 00:57
    Enviado por: pierre chams

    O “mestrando” deve ser da turma do presidente que se ufana de não ler nada.

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  • 30/10/2010 - 01:00
    Enviado por: Luis Ignatius

    Triste demais ler isso. É o fim da cultura brasileira verdadeira. O governo federal tem sido aquele quem mais semeia o racismo, criando cotas para negros e índios e separando a população por cor, credo e nível sócio econômico. Quem diria que em 2010, enquanto a humanidade planeja colonizar outros planetas e a ciência desenvolve feito incríveis, no Brasil vemos a volta da CENSURA. Depois vem o lula (que não merece sequer um L maiúsculo) bravatear que somos o país do futuro. Trouxa é quem acredita e ainda apoia.

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  • 30/10/2010 - 01:03
    Enviado por: Vinícius Rodrigues Camêlo

    Caríssimos, alto lá, sou professor de Língua e Literatura. Vamos parar um pouco como essa bajulação incondicional. Ná dúvida da importância da produção literária de Monteiro Lobato, mas a questão do preconceito é muito clara no autor de Urupês. Não só Pedrinho, mas Emília e mesmo Dona Benta são protagonistas no exercício de atacar Tia Nastácia por causa de sua cor. Além disso, nesta mesma obra, Pedrinho é sacado como herói depois que comete o crime ecológico de matar uma onção depois de ter judiado com ela. Há de se lembrar também do policiamento contra a produção de Tarsila do Amaral, criticando a produção da artista em pleno Modernismo. Lembremos que mesmo o cânone pode sofrer concessões. Se revisamos Descartes, por que não criticar Lobato? O MEC sugere o alerta, perfeitamente natural em nosso tempo, bem diferente do tempo do autor quando esses comportamentos faziam parte dos hábitos de muitos cidadãos. Fosse hoje, com certeza Pedrinho teria uma outra postura.

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  • 30/10/2010 - 01:05
    Enviado por: Fernanda

    Censurar um livro sob a alegação de que os professores não são capazes de esclarecerem as questões suscitadas no enredo (no caso, o racismo) é a prova cabal de que o nosso sistema educacional está no fundo do poço!

    Eu li a obra de Monteiro Lobato na infância e não me tornei uma adulta racista. Eu me divertia com a história! Afinal, não é esse o objetivo do livro?

    O próximo passo do MEC vai ser censurar Harry Potter. Afinal, bruxos discriminam trouxas, não é? Para gente que não tem o que fazer, vai ser um prato cheio!

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  • 30/10/2010 - 01:08
    Enviado por: Luiz Garrido Filho

    Nenhum livro deve ser proibido, nem mesmo o livro imbecil do Hitler, o Mein Kampf. Com isso toda sociedade perde, livros são para serem estudados e criticados, não queimados. Quando se proíbe a leitura de um livro, acaba-se o debate, a argumentação. Se pode destruir o Mein Kampf, mas na base da argumentação, não queimando o livro, proibindo-o.
    No caso do livro do Pedrinho talvez tenha a vantagem de como agora ser proibido, as crianças fiquem ainda mais tentadas a ler! Afinal é proibido e não obrigatório! Olha que política pública inteligente. Agora é só a gente espalhar uns livros desse nas escolas escrito, crianças não leiam este livro, sujeito a suspensão! Talvez no final do ano já tenha até teatrinho.
    Agora sem brincadeira, está difícil achar um partido que preste, um quer proibir um livro infantil, e o outro quer fechar a internet, e assim domingo eu voto no candidato Nulo, infelizmente.

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  • 30/10/2010 - 01:27
    Enviado por: Vera Lucia Villas Boas

    Será possível que Monteiro Lobato terá seus livros “queimados” outra vez. É, pelo visto, a história no Brasil sempre se repete, e o pior, nos seus aspectos mais negativos.
    A maior tristeza que tenho é a de não ter lido Lobato a partir dos meus 7 anos; comecei depois de adulta. Hoje, num projeto de leitura que coordeno em uma escola particular, divulgo e incentivo a leitura das obras desse genial escritor e, o melhor, os pequenos leitores (1º ao 5º ano) – crianças ávidas pelos sites de relacionamento da Internet – estão adorando suas belas histórias. Vamos ler Caçadas de Pedrinho urgente e diulgá-la. Protestemos, protestemos!!!

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  • 30/10/2010 - 01:50
    Enviado por: Marcos

    Vou comprar o livro Dom Quixote para meu filho antes que eles censurem o Cervantes..

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  • 30/10/2010 - 02:14
    Enviado por: Marcelo-SP

    Presidente autoritário e imbecil… ParTido autoritário e imbecil… Só pode dar em governo autoritário e imbecil, formado por ministros autoritários e imbecis.

    É inacreditável que, quase trinta anos após o fim da ditadura, a censura volte a rondar o país, seja pelas mãos de um barnabé do MEC vestido com “a causa”, seja pela blitz lullista nas assembléias legislativas tentando aprovar “conselhos” para controle da imprensa.

    A verdade é que, se o poste vencer, em 2014 teremos menos liberdade de expressão do que hoje. Eles vão continuar atacando, até conseguir avançar, passo a passo, em seu projeto de poder absoluto e ideologia hegemônica…

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  • 30/10/2010 - 03:00
    Enviado por: prof_girafales

    “…um autor que criou protagonistas negros tão bondosos e formidáveis como Tia Nastácia e Tio Barnabé….”

    Mas nao se esquecendo do proprio Saci que eh de origem Africana!!!!! E eh um dos mairoes personagens da obra de M.L. Alias, eh provavelmente o unico super-heroi brasileiro da obra toda! Ele começa sendo preso por Pedrinho, mas acaba sendo solto e ajudando Pedrinho a resgatar todos os personagens do Sitio que foram transformados em pedra pela Cuca. O Saci ate salva a vida de pedrinho quando eles encontram a Iara! Qual foi a ultima vez que voce ouviu falar de um afrodecendente ter autorizaçao para salvar um branco na literatura brasileira dos anos 30????? Por conta disto, o Saci foi meu primeiro super-heroi afrodecendente favorito!

    Caramba, eh lamentavel o FBAPA!!!!!!!!!!!!

    Sobre o racismo de M.L., eu tenho pesquisado sobre o assunto desde uma entrevista do M. da Vila com o Paulo Henrique Amorim por conta da eleiçao do Obama. Achei a critica a M.L. por conta de um conto (que eu nao li) exagerada, mas estou tentando pesquisar!

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  • 30/10/2010 - 03:07
    Enviado por: Francisco

    Como é que eles conseguem passar assim, sem mais nem menos, um atestado de mais pura asnice em público? E tem quem subscreva! – Boa comemoração proporcionada pelo MEC no dia do livro.

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  • 30/10/2010 - 03:24
    Enviado por: wilson junior

    Que surpresa!Não sabia que mostrar a natureza do pensamento humano, fosse racismo!Vamos matar o negrinho do pastoreio também!Barbaridade!Este é o brasil do PT!

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  • 30/10/2010 - 03:26
    Enviado por: wilson junior

    BRAVO ROBERTO XAVIER!BRAVO!

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  • 30/10/2010 - 04:40
    Enviado por: Margareth Bravo

    MONTEIRO LOBATO (1) – “Porque para o homem o clima ‘certo’ é um só: o da liberdade. Só neste clima o homem se sente feliz e prospera harmoniosamente. Quando muda o clima e a liberdade desaparece, vem a tristeza, a aflição, o desespero e a decadência.”
    Parece que ele estava adivinhando. Meu querido e inesquecível Monteiro Lobato.Que absurdo no Dia nacional do Livro o censuram por unanimidade. Que imaginaria uma coisa dessas?

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  • 30/10/2010 - 04:43
    Enviado por: Margareth Bravo

    porviroscópio
    MONTEIRO LOBATO (1) – “Porque para o homem o clima ‘certo’ é um só: o da liberdade. Só neste clima o homem se sente feliz e prospera harmoniosamente. Quando muda o clima e a liberdade desaparece, vem a tristeza, a aflição, o desespero e a decadência.”
    Parece que ele estava adivinhando com seu “porviroscópio. Meu querido e inesquecível Monteiro Lobato.Que absurdo no Dia nacional do Livro o censuram por unanimidade. Quem imaginaria uma coisa dessas?

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  • 30/10/2010 - 04:45
    Enviado por: Margareth Bravo

    EMÍLIA E SUA TORNEIRINHA DE PENSATAS: – ” (…) Verdade é uma espécie de mentira bem pregada, das que ninguém desconfia. Só isso. (Memórias da Emília)

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  • 30/10/2010 - 04:46
    Enviado por: Margareth Bravo

    EMÍLIA E SUA TORNEIRINHA DE PENSATAS: – ” (…) Verdade é uma espécie de mentira bem pregada, das que ninguém desconfia. Só isso. (Memórias da Emília)

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  • 30/10/2010 - 04:47
    Enviado por: Margareth Bravo

    EMÍLIA E SUA TORNEIRINHA DE PENSATAS: – ” (…) Verdade é uma espécie de mentira bem pregada, das que ninguém desconfia. Só isso.” (Memórias da Emília)

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  • 30/10/2010 - 04:52
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Perfeito, Luis Felipe. Deveríamos também tentar impedir que um sambista negro que se autointitula “Branca de Neve” se apresentasse ao público. Ora, onde já se viu um negro que brinca consigo mesmo, se comparando ao que seria seu oposto? Trata-se de uma evidente demonstração de ‘autorracismo’. Também deveríamos chamar a polícia toda vez que ouvíssemos alguém (incluindo os negros, entre si) chamando o outro de “negão”, ainda que da maneira mais amistosa, amiga e bem-humorada. Deveríamos também queimar os livros de Rudyard Kipling ou enviar cartas de protesto às editoras ou à embaixada inglesa pela publicação das obras desse autor racista aqui no Brasil.

    O erro -ou hipocrisia- de pessoas como você é que desejam impor uma verdade politicamente correta aos outros. Vocês acham que sabem o que é certo para os outros e, assim sendo, querem reescrever a história de todas as coisas, achando que, dessa forma, criarão um mundo perfeito, livre de preconceitos. Mas é justamente aí que fica desmascarada sua real vocação para o totalitarismo, ao quererem impedir o contato das pessoas com seu próprio passado e com sua história, independente de esta não ter sido ‘perfeita’ aos olhos da contemporaneidade. Como dizia um grande poeta mexicano, “descobri na simetria/ a razão de muita iniquidade”.

    Graças a Deus, pessoas como você são minoria neste blog, no Brasil e no mundo. Contudo, se pessoas com sua mentalidade tacanha refletirem as de outras, encasteladas nos órgãos de educação e com poder de decisão, considero isso um verdadeiro perigo para a nação. Enquanto estiverem restritos à sua opinião pessoal, não há problema algum: servirão para alimentar o contraditório no pensamento e mesmo um pouco de folclore, porque não há como levar a sério tanta bobagem. Agora, no momento em que há iguais seus dando as cartas na educação no Brasil, bem, aí a coisa começa a mudar de figura e devemos nos acautelar, porque se trata de censura e de lavagem cerebral, pura e simplesmente.

    Da seção “Perguntar não ofende”, dirigida aos ‘çábios’ censores:

    -Que tal mudar o nome do município Monteiro Lobato?

    -Que tal excluir o nome Monteiro Lobato como maior defensor do petróleo na história do Brasil?

    -Que tal destruir todas as traduções de Kipling, Hemingway e Jack London (as melhores para o português, até hoje), feitas por M. Lobato?

    -Que tal acabar com a homeopatia no Brasil, já que Lobato foi o primeiro leigo (não-médico) famoso, entusiasta dessa medicina, no Brasil?

    Guterman, agradeço seu post porque, além de nos ajudar a refletir sobre mais uma barbaridade oficial em curso, me ajudou a pensar numa solução para um de meus filhos, de 10 anos, que está viciado em joguinhos pela Internet. Vou hoje mesmo dar a ele alguns dos livros de Monteiro Lobato. E eu mesmo vou aproveitar o ensejo e ler “O Presidente Negro”, que nunca li, por não estar na minha lista de prioridades literárias. Único romance “adulto” de M. Lobato, dizem que é um livro misto de ficção científica, com teorias raciais/racistas do fim do século 19, onde o autor inclusive prenuncia o advento da Internet. Era exatamente o que eu procurava: um livro com idéias opostas às minhas, para exercitar minha tolerância e meu senso crítico.

    Aqui alguns links, para quem também quiser ler o livro:

    http://www.mediafire.com/?wtgmtm2mwny

    Já baixei e está livre de vírus. Está em pdf, conta com imagem da capa original e tem 179 páginas.

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    • 30/10/2010 - 19:58
      Enviado por: Luis Felipe

      Em nenhum momento falei que eles não podem ler, não seja extremista para justificar seu argumento, ao fazer isto, você dialoga com você mesmo e não comigo. Apenas disse que a escola deve ser um local de transformação da realidade opressora, expressa através de negros dóceis que não se rebelam e não fazem questão de mudar sua condição de escravos.

      O que muitas pessoas neste blog estão fazendo é um exagero deturpado, o MEC deixar de recomendar a obra nada tem a ver com censura, pois ela pode ser lida por qualquer pessoa, onde quiser, inclusive no pátio da escola, o que não pode é trabalhar a obra sem perspectiva crítica dentro de sala de aula.

      Toda esta discussão é muito adequada a uma frase do nosso sábio Paulo Freire:

      “É que para eles, “formados” na experiência de opressores, tudo que não seja o seu direito antigo de oprimir significa opressão a eles.”

      E é isto que está em jogo aqui, a escola não tem mais direito de contribuir com esta opressão velada. Pode ler a obra na escola? Pode, contanto que não se esqueça que ela é racista. Pode ler a obra em casa? Pode, do jeito que quiser.

      Portanto, não crie extremismos para justificar argumentos pífios. Todas estas outras perguntas não merecem resposta pois não dizem respeito ao ambiente escolar.

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    • 31/10/2010 - 14:09
      Enviado por: Jakob Ibrahim

      Luis Felipe, essa frase “Em nenhum momento falei que eles não podem ler, não seja extremista para justificar seu argumento” é apenas sua. Apenas associei você e a mentalidade que você representa aos obscurantistas que estão propondo a censura de Monteiro Lobato em sala de aula. Daí a lhe conferir poderes que não sei se você tem, é dedução sua, sem qualquer base no que escrevi. Talvez tenha a ver com alguma importância que você confere a si mesmo, um pouco além do que seria o normal.

      Outra passagem sua diz que: “Apenas disse que a escola deve ser um local de transformação da realidade opressora, expressa através de negros dóceis que não se rebelam e não fazem questão de mudar sua condição de escravos.”

      Por favor, nos responda: Qual é a realidade não opressora que você conhece? A dos EUA? Quem sabe a de alguma das ‘grandes’ democracias africanas, como Zimbabue e Quênia? Ou será a realidade de dentro da sua cabeça e de um mundo feito de idéias prontas e pretensamente perfeitas, comum a todos os totalitaristas? Você realmente acha que alguém ainda acredita nesse discurso pronto e ‘fake’?

      A outra parte da sua oração, “não fazem questão de mudar sua condição de escravos”, está parada em 1888, uma vez que já não há mais escravos no Brasil há mais de cem anos. Talvez haja escravidão na cabeça de quem tenta se autoafirmar ou de quem tenta encontrar um diferencial para se destacar, mas, perante o Estado de Direito vigente, sua frase é puro anacronismo. Faz parte desse cabedal de frases-feitas esquerdistas (da esquerda stalinista, bem posto) que ainda fala de “resistência cultural”, dentre outras bobagens.

      “Pode ler a obra na escola? Pode, contanto que não se esqueça que ela é racista. Pode ler a obra em casa? Pode, do jeito que quiser.” Agradecemos sua grandeza em nos dizer o que podemos e não podemos ler. Para quem fala contra opressores, o que dizer de sua conduta, que se arvora em nos mostrar o que podemos e o que não podemos?

      Li e reli a saga inteira de Sítio do Picapau Amarelo, em criança e adolescente, e jamais uma gota de rascismo me ‘contaminou’. Ao contrário. Como jamais ouvi que tivesse ‘contaminado’ qualquer criança ou ser humano. A verdade é que esse tipo de abordagem estigmatizadora que se pretende para a obra de Lobato é que trará à tona um aspecto que jamais ressaltou na obra.

      Uma coisa é a obra de Lobato ter passagens racistas, outra é fazer a apologia do racismo. Uma coisa é o racismo aos olhos do século 21; outra, o que era viver e escrever há quase cem anos e ser influenciado pelas idéias e perspectivas de sua época. Apenas por essa falta de criticismo básico, toda sua argumentação cai por terra. Nas obras de José Lins do Rego, Machado de Assis (que era mulato), Graciliano Ramos há citações ou expletivos a negros não muito politicamente corretos. E aí, o que você e os bem-pensantes do MEC farão? As censurarão? Colocarão bolinhas nas passagens não politicamente corretas, como, analogamente, a censura fez aqui no Brasil, quando, pela primeira vez, passou “Laranja mecânica”, no cinema?

      Quanto a Paulo Freire, com respeito ao seu gosto pessoal, trata-se, ao meu ver, de uma das maiores falácias pedagógicas de todos os tempos. Ideólogo, sim, ele foi. Criador de chavões pedagógicos -e demagógicos-, idem. Pedagogo, jamais, nunca no sentido de formar seres humanos em sua integridade, como propugnaram um Pestalozzi, uma Marina Montessori e um Rudolf Steiner.

      Freire é um engodo tão grande quanto Jean Jacques Rosseau, que, idolatrado por certo tipo de esquerda como grande “pedagogo”, deu seus cinco filhos para os outros, sem que houvesse qualquer justificativa -como penúria material- para fazê-lo. Existe uma grande diferença entre quem vive o que prega e quem prega o que não vive. A mesma diferença que existe entre quem vive num mundo real, e tenta transformá-lo para melhor a partir de dados concretos, e quem vive num mundo ideal e tenta distorcer a realidade para ajustá-la a seu mundo de fantasia, pretensamente perfeito e livre de “opressões”.

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    • 31/10/2010 - 14:26
      Enviado por: Jakob Ibrahim

      Adendo: a obra de Machado de Assis já foi acusada de racista por não conter personagens negras/os.

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    • 01/11/2010 - 13:51
      Enviado por: Luis Felipe

      Hahahahahahahaha, não existe mais escravidão no Brasil! Ótimo esse comentário, a escravidão é proibida no Brasil, mas existe sim, caso você não saiba, em carvoarias e lavouras no interior do país, inclusive em fazendas de deputados eleitos.

      Só o fato de você utilizar a palavra normal demonstra sua concepção de mundo. Concordo que todas estas realidades são opressoras, e isto é algo que me anima a mudar o mundo ao invés de me conformar.

      Chamei atenção para o fato de você poder ler, para demonstrar a diferença entre censura e recomendação de não comprar o livro.

      Mais uma vez você trouxe argumentos que não dizem respeito à discussão.

      Gostaria apenas de responder seu último comentário sobre os professores. Concordo com tudo que você disse sobre trabalhar a obra em sala de aula, e acho ótimo que seja colocado em prática. No entanto, a realidade da educação brasileira é outra e a comunicação entre os órgãos de educação e o profissional que atua na escola pública é falha, portanto, colocar o escrito “racista” na obra pode não ser o jeito mais bonito de recomendar que o professor discuta o conteúdo da obra, mas é o mais eficiente, porque toda vez que ele pegar o livro ele vai se lembrar. Caso contrário, ele iria “esquecer” das recomendações ou simplesmente ignorar, tendo em vista que não possui o mesmo ponto de vista.

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    • 01/11/2010 - 14:45
      Enviado por: Jakob Ibrahim

      Luis Felipe, a escravidão que existe no Brasil, hoje, não é política oficial do Estado. É prática ilegal de bandidos, e não é voltada a negros, mas a qualquer pessoa -independente de raça- que caia na cilada de trabalhar em determinados rincões, em geral distantes da presença do Estado e da Lei. A considerar dessa forma, temos outros tipos de escravidão não apenas aqui, mas também na Europa, como tráfico de mulheres etc. Não é disso que estamos falando, portanto, não tergiverse.

      Quanto à palavra “normal”, ela se refere a você, que se acha superior aos outros, capaz de dizer o que ‘pode ou não pode’. Mas, pelo visto, sua inteligência -ou seu elevado conceito de si mesmo- não alcançou o que eu quis dizer.

      Por que você não escreve uma carta de recomendação às editoras que para que escrevam, nas obras de Shakespeare e Dostoiévski, uma chamadinha assim: “Cuidado: obra antissemita”? Como dizia Vinicius de Moraes, que chegou a trabalhar na censura de filmes (e jamais censurou um só, por dormia durante as projeções), todo censor não é senão um ridículo.

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  • 30/10/2010 - 05:26
    Enviado por: José Gomes

    Substituir as Caçadas de Pedrinho por uma dessas melosas construções politicamente corretas que os alunos são obrigados a ler em lugar dos clássicos. Mias racista são as quotas nas universidades que partem do pressuposto (inconfessado) de que uma certa etnia é tão incapaz que precisa ser colocada na universidade pelas mãos paternas do Estado.
    Antonio Gramsci ensinava que a revolução passa pela hegemonia cultural sobre o sistema educacional e sobre a imprensa.
    Como não conseguiram ainda chegar à imprensa, tentam censurá-la… e agora até as leituras das crianças.

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  • 30/10/2010 - 05:29
    Enviado por: José Gomes

    Corrigindo-me:
    Substituir as Caçadas de Pedrinho por uma dessas melosas construções politicamente corretas que os alunos são obrigados a ler em lugar dos clássicos faz parte de um projeto? Mais racistas são as quotas nas universidades que partem do pressuposto (inconfessado) de que uma certa etnia é tão incapaz que precisa ser colocada na universidade pelas mãos paternas do Estado.
    Antonio Gramsci ensinava que a revolução passa pela hegemonia cultural sobre o sistema educacional e sobre a imprensa.
    Como não conseguiram ainda chegar à imprensa, tentam censurá-la… e agora até as leituras das crianças.

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  • 30/10/2010 - 06:04
    Enviado por: Antonio Duarte

    Isso está sendo discutido desde a Semana de Arte Moderna(1922), realmente o livro tem uma conotação racista.

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  • 30/10/2010 - 06:27
    Enviado por: Cupertino

    Agora chegou ao cúmulo da loucura e do exagero. Eu e milhares lemos Lobato e não resultamos em racistas violentos e sanguinários. Esta é mais uma tese de mestrado, cara para o país (isto é, para nós brasileiros) e que vai para a gaveta. O autor erra, engana-se e trai uma literatura que se enquadra numa época e num contexto e sempre foi boa. O mais sórdido é ver o MEC dar guarida para uma coisa estúpida destas…

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  • 30/10/2010 - 06:39
    Enviado por: Alexandre

    QUando criança fui muito hostilizado na escola justamente por causa dos personagens de sitio do pica pau amarelo. Jurei que nunca deixaria meus filhos lerem, ou mesmo saberem que isso existe. As criança devem se acostumar a ver a todas as pessoas serem tratadas da mesma forma. Se queizerem fazer debates historicos, etc., entao que deixem apenas adultos verem isso.

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  • 30/10/2010 - 07:16
    Enviado por: Gerson Costa

    Meu Deus !!! Já estamos vivendo um estado “Facista”, onde se proíbem livros e amordaça a imprensa, começa com pequenas incursões de falsos moralistas e imbecis “mestrados” do governo e da sociedade, depois termina com genocídio e limpeza étnica, por questões de raça, ideologia, preferência sexual e religião…..Acorda Brasil, já tivemos o nosso “Anaue”!!!!!

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  • 30/10/2010 - 07:18
    Enviado por: Al Martin

    E pensar que nosso pobre Brasil, durante décadas, foi visto pelo mundo – e considerado por nós – como um cadinho de cultura, um exemplo de integração, um país onde não havia antagonismo racial, onde árabes e judeus conviviam em harmonia, onde cada um tinha direito a seu lugar ao sol.

    Que pena me dá ver que esse estado de espírito está-se escapando por obra de energúmenos recalcados e vesgos. Gente incompetente, exercendo funções para as quais não foram formados. Gente de má-fé, fruto da permissividade que se tornou regra em nosso País.

    Dos males que os atuais dirigentes nos impõem, a apologia da ignorância e o despertar do sentimento de raça são os que vão marcar o Brasil de amanhã.

    São marcas que levarão muitas décadas para serem apagadas. Se é que o serão um dia.

    PS: Será que vão proibir que os programas de TV do tipo «vale a pena ver de novo» passem a Escrava Isaura? Afinal, crianças também assistem aos programas de televisão.

    Estamos num excelente caminho para alcançar rapidamente o ideal dos que nos governam: o pensamento único…

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  • 30/10/2010 - 07:34
    Enviado por: Vera Romariz

    A proibição da leitura de Lobato constitui ato discriminador e tolo;as obras têm marcas de seu tempo,inevitáveis por um lado,e necessárias para que entendamos,como o disse Bakthin,que as formas,como a história e a cultura,são móveis.Sou doutora em Literatura Brasileira,e agora estou com medo do que chamaria de a “ditadura do atual” em detrimento do passado intelectual.nessa tola linha de raciocínio,Aristóteles não poderia ser lido,porque,em verdade,em seu tempo,constiuiu uma elite em letramento e classe social.Livre-nos Deus( ou os deuses africanos)de tal ignorância intelectual.
    Vera Romariz(crítica literária e escritora;e avó cerceada.).

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  • 30/10/2010 - 07:49
    Enviado por: Lullica

    “As Reinações de Narizinho” fez parte da minha infância feliz. Li a coleção inteira várias vezes. Fantástico o universo rural de Monteiro Lobato. Não acredito que hoje tentem impedir que chegue até as crianças a magia desses livros. Preconceito é proibir os livros

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  • 30/10/2010 - 07:53
    Enviado por: Eduardo

    Acredito que a maioria que crítica Moneiro Lobato jamais leu uma linha de sua obra. E muito menos sabe qual era o contexto da época em que viveu. Também não pararam para analisar que Tia Nastácia, nas narrativas, “funciona” como uma voz de carinho, consolo, experiência e bondade. Dando à ela papel importante na trama como um todo.
    Para quem não sabe, ou se faz de ignorante, na época de Monteiro Lobato os livros, tanto de histórias ou didáticos, eram editados na FRANÇA ou em PORTUGAL. Não aceitando isto, Lobato passou a ser Editor e com isso iniciou-se uma verdadeira revolução no que tange à haver Livros mais acessiveis ($$$$) ao povo.
    Será que eu li outro Monteiro Lobato?

    O que está virando o nosso Brasil na mão dessa gente do pseudo politicamente correto?
    Estamos a beira de uma ditadura, onde pensar livremente se tornará um pecado mortal… é triste!

    Eduardo.

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  • 30/10/2010 - 08:07
    Enviado por: Gilberto

    Não sei não, talvez precisamos de uma (CPI do Monteiro Lobato) para resolver esta questão.

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  • 30/10/2010 - 08:19
    Enviado por: Kadrunco Véio

    EM tempos petralhas, Monteiro Lobato, vira nome de veneno.
    Parabéns pela iniciativa do Paulo Duarte.

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  • 30/10/2010 - 08:21
    Enviado por: Sandro Nakaguma

    Não concordo com Antonio Gomes da Costa Neto. Um dos motivos d’eu não ser racista foi porque na minha infância assisti ao Sítio do Pica-pau amarelo e li as histórias de Monteiro Lobato. Como o texto diz, como pessoas bondosas como Tia Nastácia e Tio Barnabé podem transformar uma criança em ‘racista’? Acho que Antonio gomes da Costa Neto e muitas outras pessoas possuem um certo ‘trauma’. Nem tudo o que aparenta ser é o que é. Sempre tive muito respeito por todas as raças, principalmente por eu também ter traços asiáticos, mas também por que acredito que todos são iguais perante Deus. Acredito que basta ser temente à Deus para nos considerarmos todos iguais.

    Devemos ser igualmente justos na medida das igualdades e desiguais na medida das desigualdades.

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  • 30/10/2010 - 08:27
    Enviado por: Sandra Coelho

    Num país onde ainda se compram votos, estão querendo acabar com a imaginação das nossas crianças.Ganhei antes mesmo de saber ler ,a coleção completa de Monteiro Lobato e a li toda , diversas vezes. Sinceramente, ao meu ver existe sim racismo na mente de adultos e principalmente daqueles propensos a serem discriminados.

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  • 30/10/2010 - 08:27
    Enviado por: Julio

    Então o governo, mais precisamente o “Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte”, finalmente conseguirá censurar, digo, fazer um controle social na obra de Monteiro Lobato ?

    Sugiro que também façam uma blitz. Não, blitz é palavra alemã, sugiro um patrulhamento ideológico-partidário nas confeitarias do meu bairro, pois estão servndo e vendendo um bolo denominado “nega maluca”, e que na verdade deveria ser “afro-descendente com atitudes extravagantes”.

    Elias, um grande amigo de infância, a quem agora chamamos de “afro-descendentão” (negão ficou no passado) nada percebeu de vantagem na sua condição de negro, a não ser a dificuldade em se expressar na língua politicamente correta. Ele também tem medo de seitas, partidos e ideologias que gostam de queimar livros. Afinal, daqui a pouco estarão quebrando lojas e invadindo casas.

    Pobre de um país cujo presidente não gosta de ler e seus seguidores não gostam de escritores.

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  • 30/10/2010 - 08:54
    Enviado por: Pau de enchente

    Obrigado, garoto.
    Por traçar as linhas. Por dar nomes. Por apontar o valor do que nos é mais caro.
    Me senti justiçado.
    Mas intuo que tendencialmente tamos f…

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  • 30/10/2010 - 09:09
    Enviado por: Uatu

    E as estereotipadas da TV, contra gays, negros, etc, por que nunca se falou um A sobre Renato Aragão?

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  • 30/10/2010 - 09:18
    Enviado por: Reinaldo

    Proibem Lobato mas, em compensação, distribuiram 11.000 exemplares de uma desconhecida que relata estupro e usa baixo calão.

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  • 30/10/2010 - 09:25
    Enviado por: João Victor

    Sou totalmente a favor do atual governo brasileiro, contudo esta decisão deixa a desejar no âmbito de analise e coerência histórica cultural, triste fato que certamente será revisto por nossos administradores. Assunto para analise emergencial; conduta governamental infeliz e ignorante e de filosofia mais senil e desconexa do que ética.

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  • 30/10/2010 - 09:26
    Enviado por: Rony

    Relações raciais da UNB, faz parte do “mundo politicamente correto” ?? E chato???? Onde o correto é teclar sem acentos, pontuações, somente abreviaturas????? É isso que dá proibir a leitura….

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  • 30/10/2010 - 09:29
    Enviado por: Luiz Bertotti

    Em artigo escrito no dia 7 de dezembro de 1941, incluído no livro “Miscelânea”, Lobato afirma num determinado trecho que “O japonês é a saúva humana, só com formicida. Ah, que vontade ser eu o povo americano para tratá-los a formicida!…”. Trata-se de um desabafo de um homem que adorava os Estados Unidos, sua democracia e seu vigor econômico. Vamos proibir essa obra por ofensa aos japoneses, esquecendo que o artigo foi escrito no dia seguinte ao ataque nipônico contra Pearl Harbor?
    Lobato também não gostava muito de italianos, ridicularizados em contos como “O Fisco”, do livro “Negrinha”. O que eu, um Bertotti, devo fazer? Deixar de me deliciar com as “Reinações de Narizinho”, com o ” O Poço do Visconde”, com o “Urupês”?
    Devemos queimar em praça pública “O Presidente Negro”, talvez o primeiro livro de ficção científica escrito no Brasil, porque a obra trata de um choque racial num futuro distante nos EUA? Vamos acusar o pai de Narizinho e Pedrinho de nazista antissemita pelo trecho inicial de “Duas cavalgaduras”, um dos contos de “Negrinha”?
    Lobato é produto de uma época, com suas qualidades, defeitos e preconceitos que hoje nos soam estranhos. Mas sua obra vai muito além disso, o que a torna perene, imune às patrulhas ideológicas de direita ou esquerda, desta ou daquela “cor”..
    O rapaz que sugeriu o banimento das “Caçadas de Pedrinho” começa muito mal sua carreira de “mestre”. Começa censurando, sufocando o livre pensamento que deveria estimular. Coitados de seus futuros alunos…
    PS: Os mui dignos conselheiros do Conselho Nacional de Educação(?) tomam hoje a medida absurda de censurar Lobato. Já imaginaram quando tivermos o Conselho Nacional de Mídia, “aconselhando” a imprensa a não tratar desse assunto para não ferir suscetibilidades?

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    • 30/10/2010 - 12:23
      Enviado por: Anna H.

      Está certo que se comente em aula a falta de respeito com pessoas da raça negra.Ou,no mínimo, a falta de bom senso.Porque trata-se uma obra literária ! Mas chegarem ao ponto de proibir o livro, é ir longe demais.Melhor seria um debate a respeito, isto sim.

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  • 30/10/2010 - 09:30
    Enviado por: claudio lima

    Neste caso vale o lema do grupo da secessão vienense do inicio do século XX: “A cada época a sua arte, à arte a sua liberdade”. É um erro banir obras substanciais que eventualmente contenham mensagens desatualizadas. Basta contextualizá-las ao seu tempo.

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  • 30/10/2010 - 09:34
    Enviado por: Douglas Barrosre a corrupçã

    Parece brincadeira, mas é sério, Quanta hipocrisia!! Em breve – espero que não – vamos viver no mundo da fantasia onde não teremos mais notícias sob sobre a corrupção entranhada em nosso governo e então, o mundo será perfeito. Acorda Brasil!!!

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  • 30/10/2010 - 09:37
    Enviado por: MOTAHELENE

    Monteiro Lobato foi vetado.
    O MEC deve estar consultando o livro da Bruna Surfista, é um livro bem educativo. Boas maneiras de viver.
    Ridiculo!!!!!
    O MEC libera livros que trazem fotos e textos sobre sexo, mas Monteiro Lobato nao pode ??????
    Acho que a proxima obra aprovada sera Playboy.

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  • 30/10/2010 - 09:41
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Havia me esquecido de algo básico: o link para a obra em questão, “Caçadas de Pedrinho”. Aqui está, na íntegra e gratuito, para baixar (download):

    http://www.mediafire.com/?z2tn0mqday1

    Também em arquivo pdf, 3,94MB.

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  • 30/10/2010 - 09:43
    Enviado por: j.ricardo

    MEU DEUS, NÃO ACREDITO!

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  • 30/10/2010 - 09:45
    Enviado por: lucas reinhardt

    Proíba-se também a leitura da Bíblia: tem RACISMO, ADULTÉRIO, CRIMES DIVERSOS. Obras tem que ser LIDAS e ENTENDIDAS. A CENSURA não melhora nem realidade, nem o mundo. SABEMOS PENSAR. A menos que se queira que não saibamos pensar e seremos eternos IDIOTAS MANIPULÁVEIS.

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  • 30/10/2010 - 09:46
    Enviado por: Humberto Merighi

    O QUE É ISSO????? INQUISIÇÃO???? O QUE VIRA DEPOIS?? VÃO QUEIMAR LIVROS QUE PSEUDOS INTELECTUAIS DEDUZEM SEREM INAPROPRIADOS!!!!!!!! Caberia aqui um bélissimo palavrão. Este tipo de “censura” camuflada é um retrocesso cultural de proporções inimaginaveis……..

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  • 30/10/2010 - 09:47
    Enviado por: Gilberto

    Temo que essas atitudes estejam servindo mais para a implantação do racismo do que no combate do mesmo. Hoje já notamos a existência de um “racismo às avessas” pois gozar de louras, chamar de “barata descascada” e outras brincadeiras do gênero não têm o mesmo peso do que chamar um indivíduo afro-descendente de “negro”.

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  • 30/10/2010 - 09:51
    Enviado por: Agnaldo Costa

    Tá de brincadeira esse MEC, mas talvez crie uma polemica que de alguma forma incentive a Leitura e Discussão do assunto.

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  • 30/10/2010 - 10:10
    Enviado por: Elizeu Guedes

    Ops! Acho que o governo petista está querendo reproduzir a REVOLUÇÃO CULTURAL CHINESA no Brasil. Como sempre, eles estão muito atrasados e fora de contexto. É só o que faltava!

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    • 30/10/2010 - 12:19
      Enviado por: Anna H.

      Nao é isso, Elizeu.É que eles se acham bons demais,entenda.Eu acho que é moralismo, mas eles acham que é bondade. O racismo verdadeiro podemos encontrar na África, isso ninguém diz. Negros contra negros somente porque fazem parte de etnias diferentes. Ou, resumindo,porque um é mais alto que o outro.

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  • 30/10/2010 - 10:37
    Enviado por: Leonardo

    Tadinho…
    Todos caindo de pancada no Antonio Gomes da Costa Neto, é um pobrezinho, lutando para obter uma tese de mestrado mixuruquinha. Imagino que uma destinação adequada para ela seja o prego, aquele prego, no banheiro do sítio do pica pau.
    Assustador para mim é a visão do “professor doutor” orientador desta tese e idem para a banca examinadora que aceitou essa defesa de tese.na “ UnB” !!!!.
    Horrorizante ainda é ver essa tese, destinada ao prego, ser tomada como base pelo Conselho Nacional de Educação para legislar sobre os destinos da nossa educação.
    Está faltando muita coisa nesse prego.
    Tadim de nós.

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  • 30/10/2010 - 10:54
    Enviado por: waldo

    Para quem reclama que não existe mais pesquisa no Brasil:
    acho que devemos incentivar o sr. Antonio Gomes da Costa Neto, e sugerir dois novos temas para suas teses (devidamente apoiado por bolsas de estudos pagas pelo Governo).
    1) Saci Pererê: a saga de um afro-descendente retratado como um “negrinho” deficiente físico e tabagista. A cor da sua touca – vermelha – em combinação com a cor de sua pele, é uma evidente referência subliminar preconceituosa ao glorioso Clube de Regatas Flamengo.
    2) A Mula sem Cabeça que solta fogo pelas ventas – deve ser estudada o mais rápido possível antes que haja associações maldosas a candidatas furiosas.

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  • 30/10/2010 - 11:00
    Enviado por: Ernesto Bonato

    É incrível o ponto em que chegamos. Mas não é novidade. O Lobato sempre foi alvo da mediocridade, quase sempre autoritária, que encontra em nosso país sempre mais um representante. Já foi perseguido, pela direita da época, acusado de ser comunista e pela esquerda, por ser fascista. O Monteiro, grande como foi, se manteve sempre fora do alcance das mentes mesquinhas que enxergam só preto ou branco e são incapazes de perceber que é na variedade de cores que reside a força do artista. Nisso ele foi mestre. O atual Conselho do Mec, incluindo esse sr. Antonio, vão passar. Monteiro Lobato, na integra, continuará contribuindo para a formação de um país que pensa.

    .

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    • 30/10/2010 - 12:16
      Enviado por: Anna H.

      Nao sei em que contexto ele foi acusado de racismo,mas com certeza se estivesse vivo saberia se defender muito bem.É engraçado como tem pessoas que acusam à torto e à direito os outros sem olharem o próprio narizinho.Conheço gente que paga mal suas empregadas domésticas e abusam delas (fazem tudo pela patroa) mas saem na rua apontando os racistas.Isso é muito comum no Brasil, onde todos se acham bonzinhos demais.Ou melhor, moralistas.

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    • 30/10/2010 - 16:36
      Enviado por: Mario

      ERNESTO, ótimo ponto de vista. ANNA H… tirou as palavras de minha boca… muito bem observado.

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  • 30/10/2010 - 11:26
    Enviado por: José Lima

    Lembra a lei da ficha limpa. O combate ao racismo na cultura é retroativo ou nao? A verdade é que o livro de Lobato, escrito há setenta anos ou mais, vai ser posto em circulação entre as crianças com intuito de leitura de hoje. Na televisão essa transposição aconteceu sobre o Sítio do Pica-pau Amarelo. Mesmo que nenhuma restrição se lhe opusesse, alguma orientação pedagógica caberia no sentido de ressalvar ou alertar para a evolução cultural que hoje não tolera costumes arraigados noutras épocas e isto talvez fosse bom tema para reflexões em sala de aula. Em matéria de cultura, a máxima do “é proibido proibir” sempre se impõe, mas pareceria inocência demais e até forçada ignorar a questão posta na citada recomendação do CNE. Mais uma oportuna escolha temática deste blog.

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  • 30/10/2010 - 11:30
    Enviado por: Gentil

    O nome disso é expurgo, ato praticado por quem não suporta se ver nos espelhos do mundo (história, literatura, cultura, povos, etc).
    E assim como a beleza está nos olhos de quem vê, a feiúra também, bem como o racismo. Nesta hora é bom lembrar que Hitler era de origem judia. Ou seja, o único judeu que ele realmente odiava era ele mesmo, mas ele não queria ver isso, e achou que eliminando os judeus da face da terra ele deixaria de se ver neles. Outro dia saiu a notícia de que um casal de neonazistas que atacava judeus se descobriu descendentes de judeus. Estavam quebrando a própria cara!
    Quem anda enxergando racismo demais em Monteiro Lobato deve estar querendo esconder o próprio racismo, e aí é mais fácil eliminar os livros do que olhar para si mesmo. Afinal, como disse Gilberto Freyre: todo brasileiro tem traços negros, seja na pele, na cultura, ou na alma. Por que tanto medo de se ver?

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  • 30/10/2010 - 12:09
    Enviado por: Anna H.

    Conheço africanos, negros, que odeiam a terra onde nasceram e nao querem voltar para lá por nada nesse mundo. Estao muito bem no país de maioria branca que os acolheu,segundo eles mesmos. Dá para acreditar ? Bem ou mal no meio de brancos, preferem o lado de cá que o lado de lá.

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  • 30/10/2010 - 13:40
    Enviado por: Carolina Iootty

    Guterman, relendo seu texto me dou conta de duas passagens das quais discordo. A primeira delas está no terceiro parágrafo, onde você diz que no pensamento racial da época o racismo não era necessariamente negativo. E a segunda são as aspas sobre a palavra racismo na última frase do texto.
    Continuo concordando com a essência do seu argumento e achando que seu texto, no geral, está excelente. As crianças não podem dar as costas a Lobato. Mas lhe pergunto o que é o racismo positivo. Como o racismo pode não ser negativo?

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    • 30/10/2010 - 15:48
      Enviado por: Marcos Guterman

      Caríssima Carolina

      Obrigado por suas observações. Vamos a elas:

      1) Nos anos 30, o pensamento racial não era algo negativo. No Brasil, para ficarmos no exemplo que inclui Monteiro Lobato, havia até mesmo uma Sociedade Eugênica, que vinculava a ideia de saúde da sociedade à depuração da raça. Logo, era um racismo “positivo”. Muitos intelectuais, inclusive Lobato, aderiram à ideia, de modo mais ou menos intenso. Logo, quando Lobato escreve sobre os negros, ele certamente está contaminado por esse pensamento, que, insisto, não o torna especialmente racista ante seus contemporâneos. Pelo contrário, ele incluiu personagens negros em suas histórias e os colocava geralmente em posição de destaque e influência positiva.

      2) As aspas que você cita foram uma ironia minha. Foi uma maneira de dizer que os burocratas que querem proibir Lobato por sua crítica ao Estado usaram seu suposto racismo como mera desculpa.

      3) Por fim, sua pergunta sobre o racismo. É óbvio que, sob o nosso ponto de vista, depois de tudo o que testemunhamos entre o final do século 19 e quase todo o século 20, o racismo só pode ser negativo. Mas não podemos fazer história exclusivamente com os olhos do presente, sob pena de incorrermos em anacronismo. Para as crianças de hoje, o importante, na minha opinião, é mostrar que o racismo já foi uma doutrina positiva e indicar por que razão isso aconteceu. É muito mais rico do que simplesmente descartar obras de teor racista como material didático.

      Um abração

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    • 31/10/2010 - 10:49
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      “o importante, em minha opinião, é mostrar que o racismo já foi uma doutrina positiva e indicar por que razão isso aconteceu”

      Só que a sociedade organizada, neste momento, não está levando em consideração o que o senhor pensa ou deixa de pensar, pois o que se faz a luz do dia, chamando todos os seguimentos da sociedade para a discussão neste momento, sobre este fato, é a destruição definitivamente da casa grande. Neste contexto, não interessa o que diz um “senhorzinho”, mas o coletivo dos nossos nacionais, em busca de um BraSil de oportunidade e respeito para todos, e não para uma minoria “privilegiada”!!!!!!!!!

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    • 31/10/2010 - 12:24
      Enviado por: CapEnt

      Manoel Joaquim, nada disso. Uma sociedade procurando a igualdade se apoia na capacidade de uma ter suas opiniões sem precisar “do outro” dando palpite.

      Baseado nisso, toda obra literária pode ser liberada, pois a ideologia da pessoa é baseada em uma sólida convicção pessoal, não apenas em propaganda ufanista. O individuo terá capacidade de avaliar seu conteúdo, sem precisar de um “papai” dizendo o que ele pode ou não ler.

      Pela sua ideia, apenas estamos substituindo a “casa grande” de uma suposta elite pela “casa grande” dos burocratas estatais, o povo mesmo continuará tendo que usar um cérebro alugado.

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    • 31/10/2010 - 15:17
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      CapEnt,

      O que eu disse, serve para você também como “indivíduo”!!!!!!

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    • 01/11/2010 - 17:12
      Enviado por: crocodilo

      O escritor Monteiro Lobato é muito controverso.
      Monteiro Lobato pertenceu a oligarquia cafeeira do Vale do Paraiba-SP, e criou-se em uma fazenda cercado de filhos e netos de escravos. Talvez a mensão que faz a etnia seja apenas reflexos de sua infancia, nada mais. Não creio que tenha tido intenções de repassar aos leitores, de maneira subliminar, conceitos racistas.
      Esse enfoque que estou dando sobre o tema, tem um reforço muito interessante. Quando Monteiro Lobato lançou o livro ” Historia do Mundo para crianças “, foi violentamente torpedeado pela poderosa igreja católica, através do padre Sales Brasil que emitiu a seguinte opinião sobre o livro ” Temos aqui a literatura infantil de Monteiro Lobato, ou o comunismo para crianças”. Sabemos que marxismo e racismo são filosofias bem distintas, daí a controvérsia a que me refiro.

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    • 03/11/2010 - 09:45
      Enviado por: Paulo

      Guterman

      Excelentes observações, principalmente acerca dos anacronismos.

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  • 30/10/2010 - 16:01
    Enviado por: gerson

    Esses dirigentes penduricalhos do governo moluscular formam um time de incompetentes, de idiotas.
    Já não basta a ideia cretina de estudar a história ou sei-la-o-que da a´frica, em detrimento de estudos mais aprofundados do Brasile, a continua rassim, vamor estudar literatura peruana, história venezuelana, indios bolivianos, música cubana e vai por ai afora.
    Deixaremos ede lado n/hist., n/língua e nossos autores, principalmente os genuimnamente tupininquins, como o MB.
    Via o governo imbecíl dos petráglias!

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  • 30/10/2010 - 18:44
    Enviado por: Lyna

    Minha filha de 8 anos adora ML. Já leu quase todos os livros. Nem por isso é racista – tem amiguinhas negras, brancas, loiras, morenas. Sempre digo que ela é “color-blind” – não vê “cor” em criança – para ela, criança é criança, e ponto. O problema é essa esquerdalha canalha que se instalou no poder – e Deus nos ajude. Isso é só o começo.

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  • 30/10/2010 - 20:13
    Enviado por: Juliano

    Os professores das escolas brasileiras não estão preparados para trabalhar a questão do racismo na sociedade brasileira, e muito menos o racismo dentro da escola pública. Expor esses alunos a esse tipo de literatura sem uma avaliação crítica feita pelo professor significa reforçar o racismo nos alunos brancos e jogar a auto-estima dos alunos negros no fundo do poço, coisa que a mídia e a sociedade brasileira faz com maestria e com um toque de cinismo.
    Parabéns ao CNE, pois se os Europeus tivessem combatido o racismo com esse mesmo vigor dentro das escolas daquele continente, nós não estaríamos vendo o ressurgimento de políticos racistas e anti-semitas que, apesar de 6 milhões de judeus terem sido incinerados na Europa, a cada dia ganham mais espaço no Velho Continente.
    Se vocês acham que é frescura o cuidado do CNE com o conteúdo racista nas obras de literatura, não ajam depois com cinismo, rao reclamar quando na Curva Nord do Estádio Olímpico de Roma aparecer uma faixa escrita ” Auschwitz é seu país e os fornos são suas casas”. ou “Time de Negros, Torcida de Hebreus”.
    Não se brinca com o racismo. O homem branco-macho-cristão europeu simplesmente subestimou essa praga, pensando que Auschwitz, Birkenau ou Tora Bora fossem suficientes para eliminar o preconceito e o anti-semitismo, e agora eles têm que engolir Le Pen, sinagogas pichadas, e judeus, negros e árabres tomando porrada e sendo mortos na Europa.

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  • 30/10/2010 - 21:24
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Calma gente. Isso é só o começo.

    Segura depois de segunda feira.

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  • 30/10/2010 - 21:41
    Enviado por: justo

    Ah…eu me lembro bem quando CEGO era CEGO e não deficiente visual…
    Paralitico era paralitico e não cadeirante…
    Xi….será que vão me processar?

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    • 01/11/2010 - 04:21
      Enviado por: Carolina Iootty

      Engraçado, Justo… Algumas coisas não se alteraram. Por exemplo, pessoas grosseiras continuam sendo chamadas de grossas. Racistas continuam sendo chamados de racistas. Cínicos continuam sendo chamados de cínicos. Imbecis continuam sendo chamados de imbecis. Olha que legal!

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  • 30/10/2010 - 22:08
    Enviado por: irado furioso com tudo

    “A virtude está no caminho do meio” (O Tao)

    a pretexto de coibir um eventual “racismo” em um clássico, corre-se para o lado oposto, que é ainda mais danoso: eliminar-se um clássico da literatura infantil. Após isso proibir-se-á “Alice no país das maravilhas” porque a rainha é arrogante e prepotente além de ação violenta contra os animais ao jogar criquet com uma ave e também determinar a pena de morte a todo ser vivente sem julgamento regular. Depois proibir-se-á a circulação do pato donald e sobrinhos etc, porque não usam calças (isso ocorreu na finlândia, lá por 1970);

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  • 30/10/2010 - 22:40
    Enviado por: Carolina Iootty

    Nos anos 30 o pensamento racial não era algo negativo para quem não fosse negro, né? Vamos lembrar dessa parte aí que é bem importante… First things first.
    Olha, eu não conheço você, mas pelo que você escreve depreendo que não seja uma pessoa racista. Entendi perfeitamente seu ponto, mas acho que você já parte de uma premissa perigosa e talvez até ingênua: a de que hoje todos ou a grande maioria concorda que não há grupos étnico-raciais melhores do que outros, a de que o racismo (cordial, não cordial, elegante, vulgar, rico, pobre, não importa) é algo superado em nossa sociedade. Guterman, eu adoraria que isso fosse verdade, mas infelizmente não é. O racismo cordial é norma no Brasil. O nem tão cordial também tem espaço. Eu já fui chamada de macaca diversas vezes e volta e meia ouço comentários nada agradáveis (para dizer o mínimo) sobre meu cabelo. Hoje isso não me afeta tanto, mas quando criança isso estraçalhou minha auto-estima em vários momentos.
    O racismo está aí entre nós, latente, em maior ou menor intensidade. Sendo assim, não acho que criança brasileira alguma esteja realmente apta a ter lições sobre como o racismo já foi “positivo” (com ou sem aspas). Talvez numa idade mais avançada, na adolescência quem sabe… Mas na infância, não. Não sou educadora ou pedagoga, mas me arvoro a dizer que seria arriscado demais e, por isso, sou contrária à ideia.
    Racismo nunca é positivo, pelo menos não sob o ponto de vista de quem é discriminado. É essa a mensagem que tem de ser transmitida. E ponto.
    Mas muito obrigada pela sua resposta. Continuarei refletindo sobre.

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  • 30/10/2010 - 22:56
    Enviado por: Carolina Iootty

    Em tempo, retribuo o abraço, claro. Cariocas não somos lá muito educados e sempre estamos atrasados, mas somos boa gente…

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  • 30/10/2010 - 23:32
    Enviado por: Alan

    Que absurdo! Não se pode julgar uma obra literária de quase 100 anos atrás com os olhos atuais. Se for fazer isso, precisarão banir TODA a obra do Monteiro Lobato! Os contos originais do Sítio do Picapau Amarelo estão cheios de expressões racistas (“preto como carvão”), mas a conjuntura da época era completamente diferente – sociedade composta por filhos de ex-escravos, já discriminados, e filhos de brancos ou imigrantes, acostumados a separar uns dos outros! Nem de longe havia a consciência que é trabalhada hoje. E lembro perfeitamente desse episódio da caçada ao rinoceronte, a instalação de um telefone no sítio, a sensibilidade dos bichos após a caçada da onça, etc. Recortar uma obra dessas é um atentado à cultura!

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  • 31/10/2010 - 14:41
    Enviado por: markus

    Monteiro Lobato é um ícone da literatura infantil. Muito antes de Lobato, para a tristeza dos realmente racistas, o Brasil é um país mestiço. Acho que estão procurando pêlo em ovo.

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    • 01/11/2010 - 00:03
      Enviado por: Carolina Iootty

      Emília diz para tia Nastácia em um determinado ponto de uma das obras de Lobato: “Você não é uma fada branca que foi enfeitiçada por uma bruxa má coisa nenhuma, como a Narizinho diz. Você é uma preta de alma preta.”. Em outros trechos da mesma obra a boneca refere-se à “caratonha feia” e ao “beiço” da tia Nastácia.
      Isso aqui não precisa de contextualização. Ponto. Isso aqui é racismo e admitir essas frases como tal é o MÍNIMO de respeito que se deve às vítimas.
      Continuo insistindo que isso tudo, contudo, não é motivo para que Lobato não seja lido nas escolas. Mas sempre com muito cuidado e preparo – coisa que, infelizmente nem todos os nossos professores da rede pública têm.
      Vocês vão me desculpar, mas certas coisas só sabe quem já sentiu na pele… É muito fácil pra um branco falar de racismo quando ele nunca foi chamado de macaco na escola, nunca foi alvo de deboche… Um pouquinho de respeito pelas vítimas não faz mal a ninguém.

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    • 01/11/2010 - 20:22
      Enviado por: markus

      Não tenho intenção nenhuma em justificar racismos. Apenas acho que não devemos julgar a História. Determinadas atitudes, tomadas com olhos no retrovisor, só acirram o problema.

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  • 01/11/2010 - 08:34
    Enviado por: Rogério

    É ridículo mesmo proibir uma obras dessas, eu li todos e reli alguns como os doze trabalhos, o minotauro, a chave do tamanho várias e várias vezes e nem por isso sou rascista, claro que para o pensamento atual que chega até a ser histérico na tentativa de minimizar o problema do rascismo, se lido sem um filtro poderíamos achar que Monteiro Lobato era rascista, mas na época seria absurdo colocar a Tia Nastácia como um intelectual, apesar de Lobato sempre enaltecer a sua sabedoria popular, se Tia Nastácia não fosse a cozinheira do sítio seria um tanto absurdo, para a época.

    Mas acho necessário adaptar ou explicar para as crianças sobre o contexto, como disse o Guterman acima, eu estou lendo o viagem ao céu para meus filhos antes deles dormirem, e encontro alguns problemas como por exemplo o pó de pirlimpimpim. Lembro qu a solução utilizada pela Globo para não associar ao pó da cocaina foi retirar o elemento físico, ficando apenas a palavra. Eu optei ler na íntegra para os moleques afinal não preciso ser politicamente correto com eles, basta apenas esclarecer os pontos. Há também erros derivados do desconhecimento da ciencia da época, quando ele fala do ar da lua fala que lá este é rarefeito e que há vegetação na Lua, o que atualmente sabemos não ser verdade.
    Mas isso são detalhes, o mais importante é a criatividade e a forma divertida de passar idéias interessantes e também profundas para as crianças, como por exemplo em um momento inicial do “Viagem ao céu” quando Dona Benta explica às crianças o que são sábios, e esta diz que os sábios são carneiros mais espertos que vivem a iluminar a cabeça da carneirada estúpida, para tirá-los do julgo dos pastores que preferem que esta permaneça em sua ignorância. E que esses pastores perseguiam essas cabeças iluminadas pois não queriam perder o donínio sobre os carneiros. Mais ou menos assim, Lobato conseguia passar uma boa idéia sobre verdades “adultas” utilizando sua prosa genial. Desta forma vejo que apesar das peculiaridades da época, do cotidiano e dos costumes, Lobato é universal e atual em sua essência.

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  • 01/11/2010 - 09:55
    Enviado por: Francisco Barreto

    A vontade de perpetuar o poder é tão grande, eles são tão vorazes que começam a delirar. Começa assim, uma proibição aqui, outra acolá. Vai deixando para ver no que dá… Dar poder à militância dá nisso. Essa petralhada precisa baixar a bola, “menas maracutaias, companheiros”, não é como diz o mestre!
    Que mestrando mais idiota!
    Ps..O CNE idem!

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  • 01/11/2010 - 10:22
    Enviado por: Nair Spinelli Lauria

    Que pena que clássicos da Literatura Brasileira sejam analisados de forma reduzida sem levar em consideração tempo, lugar etc. Sou folclorista, pesquisadora do folclore infantil brasileiro, há 40 anos, resgato atualizo e devolvo ás crianças seus pais e professores a cultura da brincadeira brasileira,que valoriza e prioriza a brincadeira coletiva serm consumo, erotismo e competiçãoJá capacitamos 18.000 professores a utilizarem a cultura da Brinvadeira na escola como estratégia didática e conteúdo transversal..Educamos na periferia de Salvador Bahia 300 crianças pela cultura da Brincadeira e temos uma orquestra especializada em executar as cantigas de roda e brincadeiras cantadas com os arranjos do Maestro Villa Lobos. Tive uma infância feliz livre desses patrulhamentos e fui fortemente influênciada pela figura de Monteiro Lobato.Espero que essas discussões sejam ampliadas, para que não sejam desqualificados valores culturais brasileiros, em nome de novidades em busca de notoriedade.
    Atenciosamente
    Nairzinha

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  • 01/11/2010 - 11:45
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Percebo que os poucos comentaristas que apoiaram a atitude -reprovável, em minha opinião- do CNE de não distribuir o livro de M. Lobato em sala de aula se dizem (ou são) afrodescendentes. A justificativa, argumentam, são as passagens desrespeitosas para com pessoas negras, como algumas reproduzidas neste post. O argumento é válido apenas enquanto denúncia, mas não justifica a censura de uma obra que faz incorpora seu “Zeitgeist” (espírito de época), como diria Guterman. Censurá-la, ao invés de explicar aos alunos as teses vigentes no período (como a do eugenismo), é perder uma oportunidade de colocar as coisas em seu devido lugar e de exercitar o espírito de compreensão e tolerância. Inclusive porque Lobato não é só isso. Ao contrário.

    Não é por meio de uma caça às bruxas, ou da eliminação da literatura que contenha traços de racismo, que se corrigirá os erros das gerações precedentes. Isso seria, a rigor, uma solução totalitária e orwelliana. Não será dessa maneira que os negros terão sua imagem resgatada ou respeitada, nem será dessa forma que a sociedade brasileira -ou qualquer uma que tenha incorrido na escravidão- pagará sua dívida para com os negros.

    A própria construção da personagem Emília sinaliza paradoxos em Lobato. Emília, uma boneca de pano, foi feita por Tia Nastacia, a cozinheira e quituteira negra, para Narizinho. Depois de receber uma pílula falante do Dr. Caramujo, tornou-se falante. Uma das principais personagens, o Visconde de Sabugosa, assim define Emília: (…) “é uma tirana sem coração. (…) Também é a criatura mais interesseira do mundo. (…) Só pensa em si, na vidinha dela, nos brinquedos dela”.

    Em uma passagem do livro “Histórias de Tia Nastácia, assim a personagem da cozinheira é descrita por Pedrinho:

    “- As negras velhas – disse Pedrinho – são sempre muito sabidas. Mamãe conta de uma que era um verdadeiro dicionário de histórias folclóricas, uma de nome Esméria, que foi uma escrava de meu avô. Todas as noites ela sentava-se na varanda e desfiava histórias e mais histórias.

    “Tia Nastácia é o povo. Tudo o que o povo sabe e vai contando de um para outro, ela deve saber. Estou com o plano de espremer Tia Nastácia para tirar o leite de folclore que há nela.

    Percebe-se, portanto, quão presentes (e próximos no tempo) eram os resquícios da escravidão.

    *****

    Estabelecendo um paralelo, como seria censurar a leitura de O Pequeno Príncipe, de Saint Exupery, por seu personagem principal, ao fim do texto, cometer suicídio? Afinal, não é o suicídio o fim de toda esperança? Como permitir que uma atitude tão politicamente incorreta chegue aos jovens?

    Ou como seria censurar Fiódor Dostoiévski, que, em diversas passagens de sua obra, coloca na pele dos judeus alguns de seus personagens mais repugnantes? Ora: Dostoiévski não é só isso. Sem ele, Nietzsche e mesmo talvez muito de Freud não fosse possível. Então, fica a pergunta: Afinal, o que se quer? Que o ser humano seja um robô, feito de idéias e sentimentos prontos ou ‘ideais’ ou pretensamente corretos, ou um ser em crescimento, capaz de acertos, mas também de erros?

    Ao fim e ao cabo, cabe uma pergunta: Se a obra de Lobato é para ser distribuída em sala de aula para estudos; e, se, em princípio, toda sala de aula conta com um professor, por que não orientar os professores a realizarem debates em sala de aula, sobre as passagens mais polêmicas, de forma a criar reflexão e massa crítica entre os alunos?

    Em resumo, para que servem, então, os professores?

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  • 01/11/2010 - 13:01
    Enviado por: Carolina Iootty

    Jakob, eu sou afrodescendente e não sei se você pensou em meus comentários quando referiu-se ao grupo de pessoas que defendeu a atitude do CNE. Tenho deixado claro que não sou contrária à distribuição dos livros. De forma alguma. Sou apenas a favor de uma atenção especialíssima ao assunto pelos professores, diretores, coordenadores pedagógicos, etc. Inclusive dei essa sugestão de os livros serem usados como mote para dinâmicas antirracistas em sala de aula para reflexão (profunda) fora dela. Os professores estão aí justamente para isso.
    Só que, infelizmente, reconheçamos, nossos professores da rede pública não são todos preparados em cursos de alto nível. Conheço professores aqui da rede estadual do Rio que cometem erros crassos de português, para dizer o mínimo. É triste demais ver o estado em que nossa educação pública chegou… Mas, enfim, que seja… Se é pra escolher entre não distribuir e distribuir com cuidado a esses professores mal preparados (e pedir que eles tenham maior cuidado ainda na hora de usar esse material com os alunos), eu escolho a segunda opção. Com receio, mas escolho. Paciência.
    O que me irrita ao ler alguns comentários aqui é ver gente chamar de “encontrar cabelo em ovo” uma preocupação ultralegítima com um tema importante e vital. Ah, faça-me o favor… Isso é muito desrespeitoso com todas as pessoas que já foram discriminadas! É como ser discriminado uma segunda vez. Todas as vezes em que fui chamada de macaca, neguinha suja, aos cinco, seis anos eu cheguei em casa aos prantos, sem entender nada (e nem poderia), me sentindo um lixo. É crime querer que outras crianças NÃO passem por isso?
    Meus pais estavam lá pra me consolar, conversar, segurar minha onda. Sou filha de historiador e pedagoga. Meus pais tinham muitos recurso intelectuais para conversar comigo sobre racismo e como enfrentá-lo. Mas e as crianças que vivem em famílias miseráveis? E as crianças que só vêem as mães no fim do dia porqu elas têm dois, três trabalhos? Quem vai segurar a onda delas? A escola muitas vezes é a mãe e o pai dessas crianças. Se elas se sentirem discriminadas lá, aí já era…
    Respeito, por favor. É o mínimo que se deve e é só isso que se pede. Nada mais.

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    • 01/11/2010 - 15:13
      Enviado por: Jakob Ibrahim

      Carolina, entendo suas colocações e, em nível pessoal, me solidarizo com elas. Contudo, uma coisa é ofensa à pessoa -da qual você foi alvo de maneira injusta e preconceituosa-, outra, uma política de censura a uma obra literária ou de arte, porque ela registra algum nível de ofensa a um grupo social.

      Se cada grupo social que foi ofendido, agredido ou espoliado lutar por algum tipo de censura ou impedimento no âmbito da cultura, teríamos que expurgar milhares de obras não apenas no Brasil, mas no mundo. Veja: como ficariam os índios americanos, que foram saqueados e assassinados pelos ingleses e seus descendentes diretos, nos EUA? Quantos filmes de faroeste deveriam ser eliminados? Quantas obras? E no Brasil, então, como ficariam nossos índios? E os ciganos? Os judeus? Os homossexuais? Os imigrantes em geral? As mulheres? Os incas e os astecas, mortos aos milhões (exatamente isso: 8 milhões, num espaço de 300 anos) pelos espanhóis? Os maias? Os guaranis? Os primeiros cristãos, perseguidos pelos romanos? Você já leu “O asno de ouro”, de Lucio Apuleio, do século 1 d.c.? Pois então, veja como são tratados os cristãos lá. E os muçulmanos, atualmente? E os armênios, com seu 1,5 milhão de pessoas chacinadas pelos turcos?

      Será que é impedindo a leitura ou o acesso a obras de arte de um determinado período histórico que se corrigem mazelas e opressões?

      Não seria muito mais legítimo e democrático lutar para que situações como as que você viveu sejam penalizadas pela Justiça e que as obras de arte de outros tempos, em que pesem passagens que hoje compreendemos como erradas, sejam lidas justamente para que possamos entender outras épocas e refletir sobre a própria evolução do comportamento humano? Até porque os livros de Lobato não são obras doutrinárias, voltadas a defender pontos de vista específicos ou a induzirem seus leitores ao ódio de qualquer espécie. Não são um ‘Mein Kampf’.

      Concluo com a citação de Edgar Indalecio Smaniotto, a respeito da única obra considerada verdadeiramente racista de Monteiro Lobato, “O Presidente Negro”:

      “O presidente negro, ainda hoje, é uma leitura importante, principalmente pelo fato de o autor não tentar esconder seu racismo, sob o manto de uma pretensa democracia racial. O livro de Lobato sintetiza um pensamento racista dominante na época, mas muitas vezes escondido em malabarismos retóricos. É um material indispensável para entender o pensamento racista que permeava a sociedade brasileira no início do século XX.”

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  • 02/11/2010 - 11:23
    Enviado por: Bomfim

    “aqueles que trabalham para que a sociedade brasileira avance, em todos os sentidos.”

    Principalmente no sentido das nádegas.

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  • 02/11/2010 - 12:07
    Enviado por: maria antonieta

    Se não ensinarmos as crianças a ler “contextualizando”, o que faremos então com tantas obras historicas clássicas e maravilhosamente escritas?

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  • 04/11/2010 - 10:11
    Enviado por: Rebeca

    Honestamente, censura – palavrinha que virou moda ser usada por todos os escalões da sociedade, até mesm o pelos repressores – talvés seja um termo pesado demais para este assunto. O que ocorre aqui é um confronto entre o que seria o ideal e o que de fato ocorre nas escolas brasileiras. Duvido que alguém discorde que o correto seria a educação básica fosse norteada pela critica de opiniões, noções de pontos de vista diversos e interpretação e contextualização de obras dentro de um tempo histórico especifico. Entretanto a realidade é outra. As crianças chegam à adolescência sem saber escrever, imagina então como é a compreensão simplória de um texto! É alarmante. E culpa não é somente da estrutura de ensino esquizofrênica que não reprova, mas também de professores despreparados, Parem para pensar que alguns desses alunos que a anos são “formados” pela escola pública – e particular também, porque estão vendendo um produto bem desqualificado- e vão para faculdades que o que importa é somente o pagamento no final do mês, viram professores, pois não há critério sério de seleção para educadores dentro do estado. Como tentar passar para os alunos noções básicas quando nem os professores sabem direito o que significa aquilo? A falha vem de gerações, não é recente.
    O que se convenciona como parâmetro é a dualidade burra do : ideal como deveria ser ou nada. Como um professor vai impedir que a obra escolhida – e cá entre nós, há tantas outras boas obras a serem escolhidas, de diversos autores clássicos, melhores adaptáveis à nossa realidade do que Monteiro Lobato – seja um reforço do racismo tanto direto como invertido (onde a criança também cresce acreditando que o seu lugar é na cozinha e no chiqueiro), pois também o professor em muitos casos não saberá passar a interpretação correta da obra, ou não passará, mesmo sem a intencionalidade maldosa que há por trás do ato, com seus próprios preconceitos embutidos, pois não sabe dimensionar o fato. Grave, muito grave.

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  • 07/11/2010 - 17:11
    Enviado por: Gabriele Fascino

    Não irei sequer entrar no mérito da possibilidade de Monteiro Lobato ser racista… O sr. Antonio Gomes da Costa Neto me parece uma pessoa que esqueceu completamente todas as coisas que aprendeu na faculdade em prol de uma paixão cega pela erradicação do racismo. Não lembra ele, que uma das formas mais eficientes de combater um “sentimento”, ou como queira categorizar, é o diálogo. Precisamos levar o tema do racismo para as salas de aula e discutir com nossos alunos o que é isso, como se caracteriza e porquê é tão ruim. Não é deixando de falar de racismo que o racismo vai deixar de existir. É cuidando para que nossos alunos aprendam a lidar com as diferenças, e isso, se faz dialogando e não proibindo. Proibir é uma medida burra. Sempre foi.

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  • 08/11/2010 - 09:57
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Faltou o Guterman publicar um adendo a este post: a medida não passou. Foi indeferida pelo próprio ministro da educação, Eduardo Haddad, que não acatou o pedido do CNE. Ele ainda disse: “Pessoalmente, não vejo racismo na obra”.

    ‘Fernando Haddad disse que vai respeitar o prazo de 30 dias para o recurso, contados a partir da divulgação do parecer do CNE, mas antecipou sua decisão de não homologar o texto pela “quantidade incomum” de manifestações de especialistas que, segundo ele, não veem prejuízo à adoção do livro nas escolas. “O conselho pode até recomendar que as editoras se preocupem em contextualizar referências racistas, sem mutilar a obra, puxar uma nota de rodapé e explicar”, disse Haddad.’

    http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-brasil/601350?task=view

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  • 10/11/2010 - 11:30
    Enviado por: cesar olimpio

    AMIGOS, EU QUERO DEIXAR ALGO PARA QUE REFLITAM: SERÁ QUE NÃO PERCEBERAM QUE ISSO, É TUDO POLIITICAGEM E DESVIO DE ATENÇÃO?
    PARA AQUELES QUE OUSARAM COLOCAR A BÍBLIA NO MEIO DESTE BALAIO DE GATO, PODRE E IMUNDO FICA AQUI UMA PALAVRA PARA VOCÊS:
    A PRÓPRIA BÍBLIA DIZ QUE “DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS”, QUER SEJAM NEGRAS OU BRANCAS, PARA ELE TODOS SOMOS IMPORTANTES.
    AGORA, RESTA SABER SE VOCÊ TEM FEITO A DIFERENÇA NESTE MUNDO PARA DEUS, SERÁ QUE DEUS É IMPORTANTE PARA VOCÊS?
    LEMBRANDO TAMBÉM QUE DEUS DIZ: “A ALMA DO PAI COMO A ALMA DO FILHO SÃO MINHAS, E A ALMA QUE PECAR ESTA MORRERÁ”, NÃO IMPORTA SE FOR BRANCA OU NEGRA, FAÇAM O SEGUINTE ENTREGUEM SUAS VIDAS AO SENHOR JESUS, TENHA ELE COMO ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR E VERÁS A GLÓRIA DE DEUS, E TAMBÉM SERÁS SALVO.
    LEMBREM-SE TODA ESSA DISCUSSÃO É POLÍTICA, E CÁ ENTRE NÓS, ALGUÉM JÁ VIU ALGUM POLÍTICA SÉRIA NESTE MUNDO.
    JESUS MORREU POR VOCÊ, POR MIM, PELOS NEGROS, BRANCOS, RICOS E POBRES DESTE MUNDO, ELE NÃO MORREU POR DISCUSSÕES QUE SÓ TRAZEM CONFUSÃO.
    JESUS TE AMA. QUANTAS VEZES, VOCÊ JÁ OUVIU ESTA FRASE?
    POIS É, ISSO É VERDADE E ELE QUER TE SALVAR DESTE MUNDO IMUNDO CHEIO DE FALSIDADES E TEMOR A DEUS, SAIBA TÃO SOMENTE ISSO, QUE JESUS, MORREU E RESSUSCITOU PARA NOS DAR A VIDA E VIDA ETERNA, VAMOS DEIXAR DE NOS ABORRECERMOS COM ESSE MUNDO E DAR IMPORTÂNCIA A QUEM REALMENTE É IMPORTANTE,”JESUS”. SÓ PARA TERMINAR: ELE É IMPORTANTE PARA VOCÊ? SE FOR MEU AMIGO, NÃO ADIANTA VIVER LUTANDO E RELUTANDO PELAS COISAS DESTE MUNDO, PORQUE ELAS PASSARAM, MAS O SENHOR É ETERNO E NUNCA VAI PASSAR. AMÉM?

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  • 10/11/2010 - 11:36
    Enviado por: cesar olimpio

    DETALHE DE CORREÇÃO, O MUNDO É IMUNDO CHEIO DE FALSIDADES E DE TEMOR A DEUS.

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  • 10/11/2010 - 11:37
    Enviado por: cesar olimpio

    ME PERDOEM, É FALTA DE TEMOR A DEUS.

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  • 22/11/2010 - 19:52
    Enviado por: Neto Ferraz

    Se Monteiro Lobato fosse racista nem se quer colocaria personagens como Tio Barnabé ou Tia Anastácia.

    Até porque ele tem aquelas sombrancelhas bem “arábicas” e além de ter também traços indígenas.

    Esse governo está cada vez mais louco e paranóico.

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  • 02/02/2011 - 10:53
    Enviado por: Roger

    Só sei que esta questão do racismo, divisão de cotas, etc, etc,, está passando do limite e bom senso. Creio que desperta e aumenta sim o preconceito.

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  • 03/03/2011 - 17:33
    Enviado por: fred

    Caro Senhor Guterman,

    quem tem medo de pedrinho?

    Por acaso o sennhor leu a matéria da edição do jornal O Globo de 03 de março de 2011 sobre as convicções racistas e idéias eugenistas de Monteiro Lobato?

    Aí vão algumas pérolas do eminente escritor, dignas dos “melhores” pensadores eugenistas !!!:

    ” “Mulatada, em suma. (…) País de mestiços onde o branco não tem força para organizar uma Klux-Klan é país perdido para altos destinos. (…) Um dia se fará justiça ao Klux-Klan; (…) Tivéssemos aí uma defesa dessa ordem, que mantém o negro no seu lugar, e estaríamos hoje livres da peste da imprensa carioca — mulatinho fazendo o jogo do galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destroem (sic) a capacidade construtiva.”

    ” Os negros da África (…) vingaram-se do português de maneira mais terrível, amulatando-o e liquefazendo-o, dando aquela coisa residual que vem dos subúrbios
    pela manhã . (…) Como consertar essa gente? Como sermos gente, no concerto
    dos povos? ”

    “A escrita é um processo indireto de fazer eugenia, e os processos indiretos, no
    Brasil, ‘work’ muito mais eficientemente.” A Renato Kehl, 1930

    “ (…) Precisamos lançar, vulgarizar estas ideias. A humanidade precisa de
    uma coisa só: póda. É como a vinha.”

    Quem tem medo de Pedrinho? Eu, negro, tenho. Acho que o senhor, judeu, também deveria ter um pouqinho….

    Ou o senhor vai afirmar que os trechos das cartas não podem ser analisados “fora de seu contexto histórico”.

    Será que o senhor vai me escrever algumas linhas em resposta a meus comentários?

    Abraço cordial,

    fred

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    • 03/03/2011 - 18:57
      Enviado por: Marcos Guterman

      Fred

      Os trechos das cartas não podem ser lidos fora de seu contexto histórico. Nenhum documento histórico pode. Monteiro Lobato não era especialmente racista numa época em que o racismo tinha conotação diferente da atual. Sem considerar isso, Fred, as frases soltas de Lobato não querem dizer nada.

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    • 26/03/2011 - 10:21
      Enviado por: fred

      Caro Marcos,

      como temia, o velho argumento do “contexto histórico” (ascensão de regimes facistas na Europa e do Estado Novo no Brasil). Equivocado, penso.

      Monteiro lobato, fã do KKK, não era “especialmente” racista, independentemente do mérito de seu argumento a respeito da evolução histórica da “conotação” do racismo ? Sob o ponto de vista antropológico, a passagem do racismo científico ao relativismo cultural pouco tem a ver com seus argumentos – em minha modesta opinião – ou com a simpatia do escritor pelo KKK.

      Além disso, não acredito que a sociedade brasileira àquela época, definitivamente racista, defendesse e praticasse, como o fazia o Klan, a limpeza étnica pela forca ou fogueira.

      O ilustre escritor era fã da KKK. Você e seus leitores conhecem o temido “The Klan”, a mais racista, sanguinária e assassina organização terrorista de extrema-direita dos Estados Unidos.

      Ao longo da história da humanidade, as frases “soltas” do escritor eugenista e fã do Klan inebriaram massas e forneceram parte do substrato ideológico e moral para grandes crimes cometidos pelo ser humano, tais como a escravidão, o holocausto e e genocídios. E continuam a fazê-los até hoje.

      Acredito, por isso, que as frases soltas de Lobato querem dizer muito!!!

      abraços,

      fred.

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  • 26/09/2011 - 17:39
    Enviado por: ednaldo

    eu tenho uma frase que diz a metade do que tem que ser dito sobre o assunto : “Só sabe o quanto doi a pessoa que leva a chibatada nas costas” é hipocresia dizer que uma pessoa lendo esse livro virara skinhead ou nazista, mais garanto que esse é um dos pequenos impussos para brincadeiras (humilhações) que eu passei e vi gente passando na escola. se um personagem infantil chama outro personagem negro de macaco , ou fala da pele dele de forma preconceituosa o que tem de errado uma criança ofender outra com ofensas raciais? .garanto que muitas dessas pessoas que criticaram dizendo que isso é um ato facista eram uma dessas crianças que praticavam essas ofensas e achavam normal mais é como eu ja disse “Só sabe o quanto doi a pessoa que leva a chibatada nas costas” e idependente de ele ser Monteiro Lobato ele era racista sim.

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