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Marcos Guterman


Doutor Batista: ingratidão

Em 2001, o médico Richard Batista, de Long Island (EUA), doou um de seus rins para sua mulher, Dawnell. Dois anos depois, Batista diz que ela começou a ter um caso com seu terapeuta. Agora, ela quer o divórcio – e ele exige o rim de volta, ou então uma indenização de US$ 1,5 milhão pelo órgão.

Com diz a psiquiatra Sally Satel, “não é difícil ter empatia com Batista”. Diferentemente da grande maioria dos doadores, que se sentem gratificados pela experiência, o médico está acometido de um forte “remorso de doador”. Esse arrependimento, explica Satel, é notado em doadores que esperam algum tipo de recompensa pelo que fizeram – é o “lado ruim do altruísmo”.

O caso de Batista pode abrir precedentes curiosos, que obriguem casais, por exemplo, a fazer acordos pré-nupciais prevendo doação de órgãos. Satel pergunta, com ironia: “Os órgãos humanos devem ser contados como bens maritais, do mesmo modo que as propriedades e as contas bancárias?”.

Foto: NY Daily News

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O quarto acima é um exemplo do trabalho do decorador Michael S. Smith, escolhido pela família Obama para tornar a Casa Branca um cantinho acolhedor.

Smith diz unir o “classicismo do Velho Mundo” com ares contemporâneos.

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Operadores na Bolsa de SP: ambiente masculino

Um estudo da Universidade de Cambridge mostra que, na Bolsa de Valores londrina, os operadores do sexo masculino expostos a altos níveis de testosterona quando ainda eram embriões conseguem obter, na média, ganhos até seis vezes maiores do que os que tiveram menos contato com esse hormônio. A testosterona, como se sabe, amplia a autoconfiança e o gosto pelo risco.

Para os estudiosos, isso mostra que talvez, na prática, a economia seja muito menos racional do que o senso comum supõe.

Foto: Clayton de Souza/AE

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Luiz Felipe Lampreia, que foi chanceler no governo de Fernando Henrique Cardoso, desancou o périplo do atual ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pelo Oriente Médio. Depois de dizer que, no geral, o Itamaraty acertou até agora nas manifestações sobre a guerra em Gaza, Lampreia, em seu blog, disparou:

“(Amorim) deve estar incomodando os líderes políticos da região com seus pedidos de audiência quando eles têm outras prioridades. Nada pode acrescentar aos esforços de paz que a França e o Egito desenvolvem. Deve ser visto com suspeita pelos líderes israelenses pelas posições que assumiu. Seguramente não é considerado pelos americanos como um fator relevante na questão. Enfim, as peripécias do ministro são uma inutilidade que só pode trazer desgaste à diplomacia brasileira e nenhuma contribuição à paz”.

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Anteontem, em Londres, um grupo de manifestantes protestava diante da Embaixada de Israel. Um integrante de um movimento de esquerda britânico, o Alliance for Workers’ Liberty (AWL), agitava duas bandeirinhas, uma palestina e uma israelense. Foi hostilizado por muçulmanos e teve de se retirar da manifestação.

Ontem houve nova passeata, da qual o mesmo grupo participou. Os integrantes do AWL lamentaram que “as vozes mais altas no protesto eram pró-Hamas”. Havia gente gritando “Israel tem de acabar” e “do rio ao mar, a Palestina tem de ser livre”. Nos alto-falantes ouvia-se: “Destrua Israel! Destrua o capitalismo! Uma solução, revolução! Vitória ao Hamas! Os foguetes estão chegando perto de Tel Aviv!”.

Um membro do AWL resumiu: “Isso é uma manifestação de guerra, e nós queríamos uma manifestação de paz”.

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O presidente dos EUA, George W. Bush, disse que pretende escrever um livro assim que deixar a Casa Branca. Ainda preocupado com seu legado, ele afirmou que a idéia é detalhar as “decisões mais difíceis” que teve de tomar e “em qual contexto” isso aconteceu.

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A figura do “advogado do diabo” foi criada pela Igreja Católica no século 16 para contestar os milagres atribuídos aos candidatos a santo nos processos de canonização. Era uma forma de forçar os promotores da causa a provar o que diziam, dando ao resultado final um forte senso de justiça.

Bem, se até o diabo tinha direito a advogado, Israel também deveria ter. Nesse estranho mundo em que vivemos, porém, não é bem assim que funciona.

Pintado como o grande demônio da atual crise no Oriente Médio, Israel, faça o que fizer, será sempre condenado. Mesmo que exponha o absurdo da ambigüidade moral embutida no argumento segundo o qual os israelenses não deveriam responder aos ataques do Hamas, mesmo que sua população no sul do país continue apavorada, mesmo que o Hamas já tenha dado provas suficientes de que, se tivesse meios e oportunidade, liquidaria todos os judeus, mesmo com tudo isso é Israel, e somente Israel, o condenado.

O fato de o Hamas atuar em meio à população civil, justamente para usar as vítimas a favor de sua propaganda asquerosa, não é levado em consideração pela opinião pública mundial, mobilizada pelo fim do “genocídio” dos palestinos. Mas que genocídio? Chamar de “genocídio” a morte de 0,05% de uma população (considerando-se somente Gaza, sem levar em conta os palestinos da Cisjordânia), numa guerra em que ambos os lados estão armados, é uma clara manobra para demonizar Israel. Para efeito de comparação, Darfur, no Sudão, perdeu 7% de sua população no atual conflito, aquele conflito para o qual o mundo reserva apenas indiferença olímpica. Isso sim é genocídio – há a clara intenção de liquidar todo um povo, o que Israel definitivamente não está fazendo nem muito menos pretende fazer. Israel luta contra o Hamas, e não contra os palestinos. No entanto, no tribunal moral montado contra Israel, nada disso é importante.

A situação é tão interessante que Israel não tem nem sequer o direito de ter quem lance dúvidas sobre a “certeza moral” que se formou contra o Estado judeu. Quem experimenta dizer que talvez Israel possa ter alguma razão, ainda que exagere na dose, é imediatamente qualificado de desumano. Quem argumenta que os palestinos estão na situação em que se encontram também por irresponsabilidade de lideranças corruptas e fanáticas é logo rotulado de imperialista. Quem espera que a comunidade internacional atue também para conter os excessos dos grupos militantes palestinos é considerado diversionista. Quem recorda que crianças israelenses foram destroçadas às pencas em atentados palestinos, e que não houve nem uma mísera passeata no mundo condenando esses atos de terror sanguinário, é visto como inconveniente.

Ou seja: Israel é ainda pior que o diabo, porque não pode ter advogados – nem quem chore por suas crianças.

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No vídeo abaixo, jovens israelenses dizem que se recusaram a integrar o Exército porque não querem compactuar com a ocupação dos territórios palestinos. Eles foram presos. O grupo “Vozes Judaicas pela Paz” lançou em 18 de dezembro uma campanha pela libertação desses objetores de consciência, que se intitulam “shministim”, ou estudantes em idade de recrutamento militar. O abaixo-assinado para o governo israelense pode ser assinado aqui.

Dica valiosa da TereZa. Valeu, TereZa!

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09.janeiro.2009 18:41:10

Prepare-se, Obama

A equipe de transição presidencial nos EUA confirmou que a sogra de Barack Obama, Marian Robinson, vai morar na Casa Branca.

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“Nem todos os israelenses são maus. Há alguns que são bons e outros que são maus.”

De Imad Tanani, menina palestina de oito anos, moradora de Gaza, que tem câncer e está sendo tratada por médicos israelenses no Sheba Medical Center, perto de Tel Aviv. O diretor do hospital, Ze’ev Rothstein, disse que “a assistência aos feridos e doentes não deve ter limites” e que o trabalho dos médicos é “salvar vidas e promover a paz” na região. E completou: “Talvez um dia desses nossos líderes também consigam entender isso”.

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