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Marcos Guterman

25.agosto.2011 09:48:37

Obama, o “esperto”

O governo Obama parece estar levando a sério a teoria do “smart power”, ou “poder esperto”, que seria a combinação do “hard power” (“poder duro”, a força das armas e da economia) com o “soft power” (“poder brando”, que seria a força da cultura e da diplomacia). Os desdobramentos aparentemente positivos da guerra na Líbia mostram que o envolvimento “esperto” dos EUA pode ser mais eficiente do que as intervenções à moda antiga, das quais o governo Bush é o exemplo mais recente.

Como se sabe, Obama resistiu aos apelos tanto daqueles que acreditavam que os EUA deveriam atuar com sua força máxima contra Kadafi, quando daqueles que achavam que os EUA não deveriam interferir de modo algum. A estratégia escolhida pelo presidente americano foi ter, em primeiro lugar, atuado no âmbito de uma aliança, deixando a liderança principalmente para a França; e, em segundo lugar, foi ter feito com que essa aliança não se engajasse ao ponto de parecer que a mudança de regime na Líbia se deu por obra e graça do Ocidente imperialista.

Hoje está mais claro do que nunca que a campanha militar contra Kadafi levou mais tempo do que se esperava justamente porque dependeu muito mais dos rebeldes locais do que das forças da aliança militar ocidental – embora, claro, é improvável que Kadafi tivesse caído sem essa ajuda externa.

O resultado é que o regime saído dos escombros do palácio presidencial em Trípoli será visto como legítimo, o que não aconteceria se tivesse havido uma invasão da Otan ou dos EUA. E nenhum soldado americano morreu na ação, o que certamente dará dividendos políticos para Obama.

comentários (48) | comente

48 Comentários Comente também
  • 25/08/2011 - 11:05
    Enviado por: Marcos m

    Ok, bom, mas sem querer ser chato, será que cobrarão democracia pelas serviços prestados ou será pago em petrodolares, ou petroeuros?

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  • 25/08/2011 - 11:15
    Enviado por: Eduardo Castilho

    Concordo plenamente. O Obama é, na minha opinião, um dos presidentes mais inteligentes e sensatos que os EUA já tiveram. É claro, pegou o país numa situação delicada. Os resultados virão a longo prazo e principalmente, com menos agressões. Terá meu voto em 2012.

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    • 25/08/2011 - 11:39
      Enviado por: Marcos m

      Ele tem obrigação, afinal é um Nobel da Paz, ganho antecipadamente, coisa inédita… Para constrange-lo? Porquê estão ficando bom na escolha? São videntes? Ou não tinha mais ninguém?

      Mas ok, aceitarei seu Nobel se a Líbia se tornar democratica.

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  • 25/08/2011 - 11:31
    Enviado por: Carolina

    Pode até dar dividendos políticos, mas reelegê-lo? Não sei, não… No fim do dia as pessoas se importam com emprego e grana. E nesse aspecto os EUA vão mal.

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    • 25/08/2011 - 11:46
      Enviado por: Mario de Sampa

      Isto mesmo Carolina, para os romanos “pão e circo” e para os americanos “economia aquecida e bons empregos”.

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    • 25/08/2011 - 20:58
      Enviado por: Lebron James

      Mario, e no Brasil é diferente? Lula saiu com mais de 80% de aprovação apesar de ter chefiado um dos mais corruptos governos da histór

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    • 26/08/2011 - 19:47
      Enviado por: Marcio

      Mario,
      Entao voce acha que economia aquecida e bons empregos e’ algo ruim?
      Nao entendi o comentario.

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    • 26/08/2011 - 22:53
      Enviado por: Mario de Sampa

      Marcio, eu quiz dizer que na Roma antiga tendo-se pão e circo o povo estava feliz e controlado. Nos EUA, tendo um bom emprego e a economia aquecida o povo fica feliz e os índices de aprovação do governo ficam muito bons.

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  • 25/08/2011 - 11:51
    Enviado por: Mario de Sampa

    Guterman, o título poderia ser diferente, tipo “Obama o sábio”. As intervenções militares desde os tempos da Coré e Vietna já deveriam ter sido motivos uma mudança. Hoje o custo militar de intervenções são um “tiro no pé”. Diplomacia e estratégia como Obama explora hoje poderia ter sido usado tanto no Iraque quanto no Afganistão poupando muitas vidas e legitimando a troca de poderes. Mas não garante quem sobe, afinal hoje na Líbia não se tem certeza de que não esteja trocando 6 por meia duzia (ou pior).

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  • 25/08/2011 - 12:34
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Guterman, legítimo, legítimo, pero no mucho. A Otan extrapolou a designação da ONU e fez muito mais do que defender civis. Forneceu armas, abriu caminhos, bombardeou setores estratégicos. Sem ela, os rebeldes dificilmente apeariam Kadafi do poder. Aliás, perguntinhas que já fiz em outro momento: Quem são os rebeldes? Quais suas propostas? Quem são seus líderes? Me parece um repeteco do Egito (que é um país infinitamente mais pobre e sem infra-estrutura): ninguém sabe, ninguém viu. Claro que para agradar os afãs midiáticos, já falam de eleições gerais. Novamente, como no Egito.

    Particularmente creio que o futuro líder (sua eminência parda) da Líbia chama-se N. Sarkozy, em seu afã de reencarnar C. De Gaulle. Assim como o arrogante Obama, quando esteve no Brasil, no começo do ano, conclamou a comunidade ‘a reconstruir a Líbia’ -que ainda não estava destruída, nem Kadafi derrubado-, como se esse país fosse seu, agora é a vez do autointitulado leão francês adotar a mesma postura.

    Curioso que esse afã democrático de EUA e França não se estende nunca a países ‘tão interessantes’ quanto Sudão, Somália, Mianmar (opa, esse tem a China no quintal…) etc. etc. Por que será? tsc, tsc. O mundo dá voltas, mas as moscas jamais saem do mesmo lugar.

    Sobre o smart power, me parece que pode também ser visto como ‘no money power’. Seria meio absurdo um país em frangalhos econômicos envolvendo-se diretamente em outra guerra. Ficaria meio difícil justificar a invasão da Líbia sem grana. Para quê? Para salvar os líbios tiranizados, mas com maior IDH da África, enquanto em Darfur já morreram milhares de pessoas? Ou na Somália, de fome, sem que ninguém mexesse uma palha? Até para quem é tapado e de ultradireita não colaria. Aliás, não foi no ano passado que vimos um foto muito feliz de um Obama sorridente ao lado de M. Kadafi?

    Apesar de no governo atual os EUA não estarem começando novas invasões, realmente, que péssimo presidente é Barack Obama. Simplesmente horrível. Só não perde para o criminoso George Killer Bush, porque aí já é voto vencido hehe. Ninguém pode descer mais baixo. Ou será que…??! Parem o mundo que eu quero descer!!!

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    • 25/08/2011 - 18:42
      Enviado por: jarobas

      Sobre o smart power, me parece que pode também ser visto como ‘no money power’. Seria meio absurdo um país em frangalhos econômicos envolvendo-se diretamente em outra guerra

      Será? O McCain diz justamente o contrário, criticando Obama por não se fazer mais presente na Líbia. Típico republicano adapto do hard power. Obama adotou uma estratégia inteligente para um EUA sem “grana”. A derrubada do ditador sanguinário pode ter levado mais tempo, mas o simples fato de a liderança ter sido da própria Líbia, apoiada com apoio material e estratégico da OTAN, não preço: os árabes e os ativistas islâmicos jamais poderão argumentar convincentemente que se trata de uma invasão dos “cruzados” querendo submeter ou humilhar o Islã – ou outra bobagem qualquer desse naipe. A revolução é líbia, iniciativa de seu próprio e valoroso povo.

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    • 26/08/2011 - 23:31
      Enviado por: Mario de Sampa

      Jakob, concordo que está mais para “no money power”, mas soma-se a isto a grande ineficácia do exército mais poderodo do planeta diante da guerra anticonvencional como as que eles enfrentam. Lembra muito Spartacus o Unos conta as Legiões Romanas. E finalizando, gostei muito deste seu post mais descontraído. Abç

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    • 27/08/2011 - 00:12
      Enviado por: Joana

      Jarobas, nâo sei nâo, mas está mais para ser a chegada da Al-Qaeda oficialmente ao poder, e que ironia, com o empurrâo da Otan e dos Eua. Neste caso, 10 anos após o 11/09, podemos dizer que o Obama está mais para o ” stupid power”.

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  • 25/08/2011 - 13:02
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Poderia ter sido feito dessa maneira no Afeganistão. Mas dá prá confiar no Paquistão ???

    Nem a pau juvenal

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  • 25/08/2011 - 16:07
    Enviado por: Marcos m

    Ué, será que se o post fosse negativa a Obama teríamos mais comentários?

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  • 25/08/2011 - 17:05
    Enviado por: silvio corrêa

    Acho muito cedo para decretar vitoria ou contabilizar dividendos.

    Tirar um ditador do controle com essa vantagem bélica foi a parte menos difícil.
    As diferenças que já apontam entre os próprios rebeldes (as facções são regadas de rixas e rivalidades sectárias, algumas com pensamento separatista), podem trazer problemas à estabilização, e a responsabilidade por uma possível convulsão líbia poderia ser creditada aos aliados, incluindo ao Obama.

    Penso que uma incursão seria o único método garantidor dessa perversa domesticação, e os europeus não têm condições de fazê-la sozinhos, mas isso acontecerá somente se o controle das riquezas líbias escaparem das mãos aliadas.

    Prudente agora seria a aliança não se envolver na estabilização política, deixando essa tarefa a organismos internacionais e africanos.

    Ao meu ver, a esperteza do Obama se restringiu apenas a ter a natural leitura de que o desejo pelo sangue de Kadaffi corria mais nos dentes de seu aliado frances que da ala americana que pedia “ordem”, poupando assim recursos políticos/financeiros.

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  • 25/08/2011 - 17:12
    Enviado por: Diogenes da Lantterna

    O Obama é um Sheriff muito fraco! O mundo só sossega se um grande Sheriff intervém, caso contrário vira “zona”. O tempo é o senhor da razão, quem viver verá.

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  • 25/08/2011 - 17:38
    Enviado por: justo

    OTAN.. Bucha de canhão.

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  • 25/08/2011 - 19:06
    Enviado por: otavio

    -a chegada do presidente Obama a casa branca foi um “epetaculo” no Brasil tivemos o “espetaculo do crescimento” se houver um pouco de confiança que dê ao então presidente motivos suficiente para buscar a reeleição, é possivel que eles ganhem do Brasil na proxima copa.
    na politica tudo é jogada de interesses. o mundo é comandado pelos cartolas do futebol.
    o terremoto, por exemplo, foi um descuido do pentagono…
    como podem ver a midia adora criar notícia.

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  • 25/08/2011 - 19:56
    Enviado por: Junior

    Mais um assassino como todos os outros que o antecederam.
    Onde os americanos põem as mãos, se torna territorio miseravel, bases de exploração e a Libia agora vai entrar para este clube de paises, como o Iraque e o Afeganistão.

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    • 25/08/2011 - 22:07
      Enviado por: Marcio

      Sem duvida vejo a miseria “dos americanos” na coreia do sul, japao, alemanha, etc..
      Quem tem capacidade aproveita e evolue. QUenm nao tem fic ala’ com seu tribalismo primitivo esperando a ajuda dos ceus!

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  • 25/08/2011 - 22:00
    Enviado por: Marcio

    Com smart, dumb, soft, hard power nad mudara’ enquanto os arabes nao conseguirem transformar o sistema tribal em um sistema de partidos politicos.
    E isso parece que nao vai acontece nunca.
    infelizmente…

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    • 25/08/2011 - 22:43
      Enviado por: Ciro, o Persa

      Infelizmente, entre eles na Líbia e Síria só dá morto e esquartejado, estilo Tiradentes, Brasil 1789…

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    • 26/08/2011 - 10:24
      Enviado por: Rogério

      “E isso parece que nao vai acontece nunca.”

      Tá mais com cara de “wishfull thinking” do que real percepção da realidade

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    • 26/08/2011 - 19:44
      Enviado por: Marcio

      Rogerio,
      Por favor me ilumine!
      De alguns, ou mesmo um, exemplo aonde nao exista disputa tribal primitivista no OM.
      Libano? Ate’ da’ pra’ enganar, um pouquinho melhor…mas ainda briga de tribo.

      Aguardo o exemplo ou exemplos.

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    • 26/08/2011 - 23:51
      Enviado por: Mario de Sampa

      Marcio, concordo que implementação de regimes democráticos ou ao menos menos autoritários na região esbarra na cultura que muda com complexos eventos e matura-se com décadas ou séculos. A idéia simplista americana de transformação radical para a região é uma utopia pois não funciona por si só. Mas temos que reconhecer que houveram mudanças significativas no últimos 50/60 anos.

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    • 27/08/2011 - 18:50
      Enviado por: Marcio

      Mario,
      A experiencia democratica dos americanos e aliados foi sem duvida um fracasso. Embora exista sempre a esperanca da semente plantada.
      Porem discordo totaltmente de que houve prgoresso.
      A situacao e’exatamente a mesma de 1000 anos atras. Tribalismo enraizado na cultura.
      E nao esta’ mudando. A libia, siria sao exemplos na carne.
      Se vai mudar? So’ Deus sabe ou enm Deus sabe!

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  • 26/08/2011 - 00:52
    Enviado por: tigrão

    El análisis es bueno, corto y veraz.

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  • 26/08/2011 - 05:49
    Enviado por: Roberto

    Vocês não esquecem a velha síndrome do complexo de vira latas.Quando é que irão perceber que o Brasil é grande e o futuro é aqui, já sei quando forem para os Estados Unidos acertei?

    Sds: Roberto

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    • 26/08/2011 - 23:22
      Enviado por: Mario de Sampa

      Roberto, sempre partilhei da mesma opnião de que este é o país do futuro, mas passados 30 anos percebo que está na hora de reler “Não Verás País Nenhum de Ignácio de Loyola Brandão” o qual quando jovem detestei.

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    • 27/08/2011 - 12:56
      Enviado por: machucho

      País DE FUTURO É ISRAEL!
      O único que faz por merecer.
      O resto de indiarada fica olhando para os pés de côcos(naturais,nem plantados foram) achando que com aquilo fará seu futuro.
      abraços

      “La soja se aproxima a $ 1.365 por tonelada ”
      estes sojicultores fazem o futuro da nação e não a antamarina que com ajuda de ongs parasitas internacionais querem destruir o pouco que aqui se faz.

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  • 26/08/2011 - 06:01
    Enviado por: Dany

    Na linha dos smarts sou mais os smartphones.
    Só penso agora numa dúvida: por onde anda o Kadhafi,velho amigo da Condolezza,que ninguém o encontra?
    Quando vejo imagens daqueles meninos atirando com armas grossas,magrinhos,é que percebo quanta maldade o coronel fez no seu país.
    O mundo tem que dar uma chance a eles de começarem do zero,como disse um entrevistado,construírem tudo de novo.
    Espero por eles que não vejam o caos.

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  • 26/08/2011 - 10:52
    Enviado por: Rogério

    Resguardadas as diferenças pessoais entre o ex e o atual presidente e as circustâncias respectivas, talvez possamos encontrar nesses últimos eventos com alguma esperança uma elevação do nível da política de estado dos EUA, em meio à um mundo, que naturalmente tende a democratizar-se.
    Talvez o smart power não seja fruto exclusivo da mentalidade mais sensata de Obama, é preciso avaliar as ações em um contexto. Não havia o cenário de levantes populares em países árabes durante o período Bush mas parece que Obama teve a visão suficiente para fazer uma leitura mais acertada e nesse caso da Líbia apenas deu um empurrão, pessoas inteligentes apertando um botão conseguem resultados mais eficientes do que brucutus com tacapes. Talvez Bush determinasse alguma desastrosa ação unilateral cujos resultados imediatos seriam o aquecimento dos brios árabes contra os imperialistas, fomentando um discurso inflamado. E vemos que Obama está acertando e com certa coerência, Essa política iniciou-se com o discurso no Cairo no ínicio do governo e não podemos deixar de levar em consideração a força das palavras de um presidente americano que naquele momento se dispunha a dar a mão aos árabes. Não seria possível quantificar em megatons qual teria sido o efeito desta nova “doutrina” nos desdobramentos posteriores que culminariam na primavera Arabe, não podemos quantificar exatamente a força das idéias, aliás uma tarefa quase impossível para um repúblicano hehehe que
    O fato agora é que verificamos que Obama está acertando.Não da´para ver Obama como fraco ou um presidente ruim, não vemos ações espetaculosas, mas claramente o mundo vem se tornando mais estável graças à uma evolução natural e com uma pequena ajuda destes “smart people”.

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  • 26/08/2011 - 10:53
    Enviado por: João Só

    O segredo dele é simplesmente não contrariar nenhum dos incontáveis grupos mafiosos estadunidenses.

    Copia o profeta neo-liberal FHC. Aquele que pensava que não fazer nada é fazer alguma coisa.

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  • 26/08/2011 - 10:58
    Enviado por: Paraná

    Tem pessoas ai de cima que diz que onde os EUA colocam as mãos esparrama-se miséria. Eu digo com certeza que esta pessoa já esteve nos EUA umas trocentas vezes, fazendo compras, dormindo em hotéis de luxo, andando de carrões etc.
    Porque falar assim das pessoas, seja sincero consigo mesmo, não tenha medo de ser feliz, você pra sair daqui deste país pra ir do outro lado da ponte da amizade que é uma merreca, tem que ter a notinha verde no bolso, caso contrário sai com as mãos abanando, aliás não consegue comprar um sorvete.
    Reconheça e saiba reconhecer que lá a democracia é democracia, lá um jornal não fica mais de anos sensurado porque falou do senador tal, ou governo tal.
    Lá não tem MST, lá não tem sindicatos que só sugam o dinheiro do trabalhador.
    Lá se trabalha e constroi. Se você está usando um computador e uma internete hoje, é graças aos EUA, caso contrário iria pedir cueca para o Chaves, ministro da China, Correa do Norte, Kadaffi etc.
    Lá o ministro desvia recursos publico perde o que tem, aqui pelo contrário ganha mais.
    Quando você for viajar vai pra Bolivia, Venezuela, Cuba, Correa do Norte, Afeganistão e tantos outros países ditoriais que existe, não vá para EUA.

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  • 26/08/2011 - 12:17
    Enviado por: Diogenes da Lantterna

    A Salvação do Brasil, Líbia, cont.Africano, Afgnistão, Paquistão, todos os “ãos” dos urais, estepes e balcãs, A.do Sul e Central, Portugal, Coréia do Norte, Vietnã e Antilhas, sería aparecer um novo “MARSHALL” e distribuir dinheiro para reconstruir o que os políticos ladrões destruíram. Certamente alguns se tranformaríam em “novo Japão” e “nova Alemanha” de resto continúa-se a patinar na lama própria. P.S. O Obama não passa nem perto disso.

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  • 27/08/2011 - 19:08
    Enviado por: Rogério

    Márcio

    Eu não citei nada sobre tribalismo, referi-me ao “nunca vai mudar”.

    Esse momento de revolução no OM não parece ser um reflexo da mudança que está acontecendo por la?

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    • 28/08/2011 - 11:50
      Enviado por: Jakob Ibrahim

      Rogério, que revolução? Cadê a revolução no Egito? Caiu Mubarak. E daí? Cadê as reformas estruturais, as eleições etc. etc.? E na Tunísia? Cadê a “revolução”?

      Na Líbia estão tirando um tirano para colocar quem? Quem entrará no lugar? Cadê os nomes? Você acredita que o IDH de lá e um monte de benefícios gratuitos à população continuarão com os novos dirigentes? Ah, claro, é o preço da liberdade…Liberdade de quem e para quem? Veja, não estou defendendo Kadafi. Só acho que quem vem no lugar dele é igualmente podre, sujo e manipulado. Simplesmente porque nada em que as grandes potências botaram a mão, teve intenção desinteressada ou benevolente. A verdade é que os donos da tal comunidade internacional são lobos em pele de cordeiro.

      A única ‘revolução’ do mundo árabe é que as pessoas, que antes eram proibidas de se manifestarem em praça pública, agora o fazem pela Internet, pelas tais redes sociais. Sem dúvida têm do que reclamar e pelo que clamar. Só que não têm programa, líderes, nem nada, para uma reforma verdadeira. Tunísia, Síria, Sudão, Egito, são lixo para as superpotências. Vão tirar o que de lá? É assim, sim, que funcionam as coisas. Na Líbia, o papo é outro. País bem estruturado por um demente, campeão africano da bizarrice, êmulo de Idi Amin Dada. Muito mais fácil e justificável de invadir e sem comprometimentos com a estabilidade no O.M. do que, por exemplo, a Síria.

      O mundo em que vivemos não passa de uma farsa. Queria ver a tal “comunidade internacional” deliberando por uma resolução da ONU na China. Cadê o Tibete? Como é que numa ditadura com mais de 1 bilhão de pessoas os jovens não se reúnem para protestar, como na Síria, Tunísia e Egito? Vai ver se lá tuiterzinho e feicibuquezinhos funcionam. Lá funciona é a lei da porrada e quero ver os americanos meterem o bedelho lá…Além de não terem peito para isso, devem os tubos para os chineses. Esse é o mundo que vivemos. A realidade é a farsa. Mudança só as midiáticas. Pra inglês ver. Ou se aproveitar do butim, do que resta do desastre alheio.

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    • 28/08/2011 - 23:08
      Enviado por: Marcio

      “O mundo em que vivemos não passa de uma farsa”

      COncordo 100% e digo mais o que me irrita e’ associar hipocrisia e malvadez com um unico responsavel.
      E’ tudo uma farsa mesmo.

      A maior hipocrisia e’ achar que exist esomente um hipocrita ou hipocritas melhores e piores.

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    • 29/08/2011 - 00:53
      Enviado por: Joana

      Jakob Ibrahim, a primavera árabe quem sabe seja o comecinho da mudança que poderá levar décadas, sim, talvez toda uma geraçâo, esta do facebook , do twitter, dos blogueiros , deverá amadurecer politicamente, para que novos paradigmas administrativos tenha êxito no OM.

      Neste fim de semana teve um congresso de jovens na Tunísia sobre o impacto das redes sociais nos movimentos árabes, e a preocupaçâo número um é com a censura. É interessante observar que os governos -ditaduras ou democracias – se preocupam com o poder desta massa jovem desempregada, que organiza e promove movimentos hostis sem sair de casa. No Egito, na Tunísia, e até na Síria, a rede social é usada politicamente. Na Inglaterra, para pilhar as lojas… No Chile, os estudantes idem, fazem uso político das redes sociais e protestos sem grandes confrontos com a polícia, nas faculdades e nas ruas.
      Agora se daqui a 20, 30, 40 anos- os mesmos erros, as mesmas farsas..- é, caro Jakob, o ser humano é previsível e a história nos mostra que de incendiário na juventude passa a bombeiro sedentário na idade madura.

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    • 29/08/2011 - 11:35
      Enviado por: Rogério

      “Só que não têm programa, líderes, nem nada, para uma reforma verdadeira.”

      E nem cultura democrática, Jakob. Por isso acho que esse processo irá demorar ainda um bom tempo. Na Líbia simplesmente não há instituições, o Kadafi era o dono do país.
      Mas veja na história, o exemplo da revolução francesa. Desde a queda da bastilha, até o estabelecimento de um democracia, a França não teve que passar por Robespierre e o terror, por Napoleão e etc?
      Essa revolução não irá transformar a Líbia ou o Egito numa democracia da noite para o dia, mas a idéia paira no ar.
      Essas revoluções, ou qualquer nome que se dê, começaram com o povo na rua. Se massa de manobra de futuros ditadores, pode até ser, mas será que essa massa se perceber que estão tentando impingir novos ditadores ficará calada?

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    • 30/08/2011 - 19:28
      Enviado por: Jakob Ibrahim

      Rogério, respondo tardiamente pois estava viajando, em local sem Internet (uma bênção que recomendo periodicamente a você e a quem se interessar). É importante não confundir revolução com rebelião. Revolução é um movimento de mudança com rosto, com lideranças e objetivos específicos. A palavra tem sua origem na astrologia e significa re-evolução, a capacidade de fluir novamente. Ou seja: as coisas se perderam em algum lugar no tempo e no espaço e agora devem ser recuperadas. Periodicamente, revoluções são necessárias no mundo, em nossas vidas, em tudo. Lamentavelmente, a maior parte dos seres humanos percebe esse movimento como a necessidade de sentir o gosto do sangue em suas almas. Mas é possível outros tipos de revolução, como M. Gandhi mostrou. Assim como podemos fazer revoluções saudáveis em nossas vidas, entrando num novo ciclo. Essa é a verdadeira etimologia da palavra.

      Mas, voltando: não foi isso (uma revolução) que ocorreu no mundo árabe, e sim uma rebelião, um movimento sem rosto, sem lideranças, sem propostas objetivas. Toda verdadeira revolução tem objetivos: dissolução de parlamento, criação de uma assembléia nacional constituinte e promulgação de uma nova constituição, eleições justas nas quais concorram pessoas de bem; mudança de regime econômico; reforma agrária. É uma mudança geral, num sistema de governo, com propostas objetivas. Nada disso ocorreu no mundo árabe. Não houve revolução; não de acordo com nossos paradigmas de revolução. Houve um descontentamento maciço, disseminado via redes sociais, e provavelmente fermentado por inimigos do(s) regime(s) -que não acredito que sejam melhores do que aqueles que combateram.

      Particularmente não acredito em democracia no mundo árabe. Democracia é um conceito e forma de regime do mundo ocidental. Querer empurrá-lo goela abaixo dos árabes, ou chineses, ou mesmo cubanos, é uma outra forma de imperialismo, de fascismo. O que tem a ver uma democracia de partidos com povos divididos ou formados por tantas etnias, tribos, clãs, estamentos e religiões vivas, que formam a base da cultura, do Direito e da vida daquelas pessoas? Que direito têm as pessoas que vivem no Ocidente em achar que sua cultura e modo de vida é superior às outras? Superior em quê?

      Os árabes deveriam encontrar sua própria forma de administrar sua vida, seu mundo, sem precisar copiar o Ocidente ou viver sob tiranetes e outros paus-mandados do próprio Ocidente. Deveriam parar de culpar Israel por suas mazelas e, se necessário, dar uma banana aos países ocidentais. Que vivam suas vidas, sem se preocuparem com que os outros pensam deles.

      Por ora, na prática, nada melhorou no mundo árabe. NADA. Alguns canalhas caíram. Em seu lugar há apenas um vácuo. Repito: Cadê os líderes? Cadê as propostas? Que raio de rebelião é essa que tem a OTAN bombardeando a rica Líbia, enquanto milhares morrem como moscas no Sudão e na Somália? Que tipo de governo bom sairá de um bando de manipulados e oportunistas?

      ***

      Joana, a revolta no Chile não tem nada a ver com as rebeliões no mundo árabe. Trata-se de uma revolta estudantil, com objetivo determinado. Não tem sentido algum tentar fazer tábua rasa de tudo, como se o mundo estivesse em chamas por conta de “redes sociais”. Isso não existe. Mais: desde quando fazer quebra-quebra é uso político de alguma coisa? Isso só prova que quem está envolvido nisso é imbecil, sem objetivo, manipulado e manipulável. E que qualquer canalha que jogue ao ar uma palavra de ordem estúpida, encontrará repercussão em alguns idiotas vazios. No fundo, esses idiotas não são melhores do que torcedores de futebol que, sozinhos, não têm peito pra nada. Mas que, quando em bando, promovem quebra-quebra e bandalheiras.

      As redes sociais por ora são apenas instrumento para disseminar confusão. Começarão a ter sentido real, na hora em que por meio delas brotarem propostas e surgirem pessoas responsáveis, que tenham algo a dizer além de clichês. Outra coisa: não se forma um líder sentado na frente do computador, e sim CONVIVENDO com os outros no dia a dia, fisicamente, conhecendo suas necessidades, realidade e problemas. Justamente por isso, essas revoltas via “redes sociais” não têm líderes; não tem rosto. Aliás, não têm nada. São uma modinha e daqui um ano, dois anos, cairão no vazio. Até que um novo ‘gênio’ crie um novo feicibuque ou tuiterzinho e diga que é a maior revolução desde que o mundo é mundo (hehehe).

      Como é mesmo o nome daquela peça de Shakespeare? “Muito barulho por nada”.

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  • 27/08/2011 - 23:13
    Enviado por: Paulo

    Besteira. Se nao fosse a OTAN os rebeldes jamais teriam avancado. Ainda hoje, quando, de acordo com a midia internacional “controlam Tripoli”, os rebelbes dependem de ataques aereos da OTAN para minar as forcas de Ghadaffi. O Obama eh muito esperto mesmo… os EUA pagam por mais de 80% da guerra da LIbia e os ingleses e franceses saem como lideres da operacao. O David Cameron e o seu secretario de defesa sao vistos como os grandes vencedores (de uma guerra que ainda nao acabou, note-se bem – todos lembram do “mission accomplished” do Bush neh?).
    Mas vai ser esperto assim lah na conchinchina.
    Isso eh que ele deve entender por “leading from behind”….

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  • 28/08/2011 - 23:09
    Enviado por: alexandre

    Tomara que nao piore mas pelos menos eh menos 1 front

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  • 29/08/2011 - 11:43
    Enviado por: Rogério

    “o que me irrita e’ associar hipocrisia e malvadez com um unico responsavel.”

    hipócritas em maior ou menor grau, quase todo mundo é, isso não muda nada.
    Márcio, os processos históricos são também movidos à hipocrisia. A ponta de diamante das revoluções são os ideais. E quem poderia não notar que o idealismo associado à natureza humana é uma tremenda força geradora de hipocrisia? De um lado a hipocrisia,do outro o cinismo do pragmatismo, não temos muitas opções.

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  • 29/08/2011 - 12:33
    Enviado por: aac

    O que importa é que tanto os EUA, como a França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Rússia, etc. sempre, até seis meses atrás, estenderam os tapetes vermelhos para receber o ditador Kadafi. Subitamente, após os eventos na Tunísia, este bando de hipócritas resolveu jogar o “antigo aliado” na vala dos imundos. Embora Kadafi realmente seja deplorável, o ocidente, via OTAN, está simplesmente atrás do óleo líbio, nada mais. Esqueçam ética, humanismo, justiça, moral. Nada melhor para ilustrar esta cara de pau que o título de uma notícia da CNN na última sexta-feira: “Grandes petroleiras ocidentais se enfileiram para “explorar” as oportunidades na Líbia”.

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