Muitos comentaristas se apressaram a sugerir que a França está atolada de racistas e islamófobos, depois do primeiro turno da eleição presidencial no qual a candidata da extrema direita, Marine Le Pen, levou quase 20% dos votos. Talvez isso simplesmente não seja verdade.
A Economist argumenta que esse desempenho se deve muito menos a uma eventual inclinação do eleitorado ao discurso contra os imigrantes e os muçulmanos e mais aos efeitos da crise sobre a vida dos trabalhadores comuns. Esses trabalhadores, às voltas com o aperto do cenário recessivo europeu, parecem desgostosos com a política tradicional e, na hora do voto, optaram pelas margens – à direita e à esquerda. É o voto de protesto, e não um posicionamento ideológico.
Como mostra a Economist, Marine Le Pen sofisticou o discurso de seu pai, o raivoso racista Jean-Marie Le Pen, e tornou-se paladina dos trabalhadores. Tanto é assim que o mapa da eleição mostra que ela ganhou votos que antes estavam com os comunistas.
Por esse motivo, mesmo o socialista François Hollande referiu-se aos eleitores de Le Pen como “trabalhadores que não sabem o que o amanhã reserva, aposentados que não conseguem seguir adiante, fazendeiros que temem por suas fazendas e jovens que se perguntam: onde está nosso futuro?”.
Quando o poloiticamente correto mata:
Starting on March 11 and ending on March 19, a terrorist wearing a motorcycle helmet that covered his face conducted a vicious killing spree in Toulouse, France, murdering three French military officers (two of Arab ancestry, one of Caribbean ancestry) and four French Jewish civilians (a 30-year-old Rabbi, his 5-year-old son, his 4-year-old son and an 8-year-old girl). Much speculation as to the possible motives and background of the terrorist followed. On March 21, 2012, the French armed forces surrounded an apartment in Toulouse where the killer lived and released his identity: It was a French Islamist named Mohammed Merah. On March 22, Merah was shot dead while jumping out of his apartment window
What was most disturbing about this terrorist act — aside from its occurrence — was that the elite Western public officials’ and media’s speculation about the true killer, prior to the discovery of his identity, heavily focused (also here and here and here) on the belief that he was a white European neo-Nazi, or perhaps another Anders Breivik, a white, European Christian killer who hated Islam and may have hated Jews.
Paladina dos trabalhadores?? Rárárá…
Ela é uma grande oportunista,a Marine,e vendo-se “apertada” entre dois rivais de peso busca com desespero a simpatia do eleitorado de esquerda também – além do da direita.Por isso ela fica nessa de tentar agradar,mas quem não sabe que é só papo?? Desde quando o FN defende a classe de trabalhadores,se o conteúdo do seu discurso foi sempre o orgulho nacional,defesa das tradições francesas,Joana D’Arc e xenofobia??
Caso seja ironia,Marcos,foi boa.
Sobre a situação dos jovens franceses,digo como eles: je suis désolé mais je n’y peux rien (sinto muito mas não posso fazer nada).
Num momento em que a crise econômica ceifa empregos, uma posição xenófoba ajuda, realmente, os trabalhadores.
Menos preconceito e mais racionalidade no comentário., amigo.AS
Num momento em que a crise econômica ceifa empregos, uma posição xenófoba ajuda, realmente, os trabalhadores.
Menos preconceito e mais racionalidade no comentário, amigo.
Dany, fecho contigo, os franceses que conheci e convvi são muito xenófobos sem crise e agora com a crise são mais xenófobos ainda … e essa Le Pen é uma racista de merda.
responder este comentário denunciar abusoO mundo inteiro lida com contração economica votando na esquerda, só os Europeus fazem o contrário, por isso que o alvo de Oppenheimer era Berlim não Hiroshima nem Nagasaki.
Não.
Aqui no Brasil mesmo, Enéas Carneiro quase disputou segundo turno com Collor no lugar de Lula na era da hiperinflação. Se tivesse passado… ia perder também. As propostas de Lula na época e Enéas eram praticamente a mesma coisa, só mudando as palavras.
Em contração econômica, a tendência é votar nos extremos. Acontece que por aqui, quando isso acontece, os partidos de extrema-esquerda possuem a infraestrutura mais organizada que os de extrema-direita, então levam vantagem. Na Europa é o contrário, os mini-partidos de extrema-esquerda são muito amadores.
responder este comentário denunciar abusoGostei da sua explanação, mas eu acho que esse “pense de novo” no título do Guterman está tendendo ao sardônico. E a extrema direita no Brasil não é desorganizada, ela é muito bem acomodada.
responder este comentário denunciar abusoAo contrário de alguns círculos pregam, a crise de 2008 não acabou com o capitalismo, mas expôs a falácia da social democracia…
Vc é um cara de pau e tanto, hein? A nata da social democracia está intocada pela crise: Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca.
responder este comentário denunciar abusona minha experiencia muito pessoal, tempo atras senti na propria pele, tanto ou mais racismo na franca do que senti na na alemanha, o que na epoca me deixou com a clara sensacao de que o nazismo se deu na alemanha, mas poderia ter se dado perfeitamente da mesma forma na franca. e o mais impressionanate eh que na franca fui vitima de um imigrante da africa do norte, pelo unico motivo de que tentei falar a lingua de shakespeare e nao a de sartre. na alemanha idem porque nao falei a lingua de goethe.
claro que pode ser eu estar no lugar errado no momento errado em ambos paises, mas fiquei com a pulga atras da orelha. mas nao acredito que de para generalizar. nao somos todos iguais.
Eu não sei se eles realmente ficam magoados ou se sentem na obrigação de ficarem magoados, quando os outros não falam a lingua deles. Mas quando chegam no Brasil falando ingles e percebem que a gerente Brasileira do hotel não fala porque não sabe, e não porque não quer, recebem o troco sem poder reclamar da hospitalidade.
responder este comentário denunciar abusoA França é um dos países mais xenofobos do mundo.
Assistam o filme “A chave de Sarah”… 75.000 judeus foram mortos pelos franceses no inicio do nazismo. Se judeu e nascer na França não é fácil
Mas a esquerda irá vencer novamente na França. E é uma esquerda inteligente
The Vichy Policy on Jewish Deportation
http://www.bbc.co.uk/history/worldwars/genocide/jewish_deportation_01.shtml
Document ‘proves’ Vichy France leader was an anti-Semite
http://www.france24.com/en/20101004-vichy-leader-petain-anti-semite-france-nazis-war-germany-jews
O pior é que é exatamente isso, Fábio. Aliás, é impressionante a diferença de comportamento do francês quando este está na França e fora dela.
responder este comentário denunciar abusoA expectativa versus a realidade:
‘Paris Syndrome’ strikes Japanese (2006)
“A dozen or so Japanese tourists a year have to be repatriated from the French capital, after falling prey to what’s become known as “Paris syndrome”.
That is what some polite Japanese tourists suffer when they discover that Parisians can be rude or the city does not meet their expectations.
The experience can apparently be too stressful for some and they suffer a psychiatric breakdown.
Around a million Japanese travel to France every year.
…
On average, up to 12 Japanese tourists a year fall victim to it, mainly women in their 30s with high expectations of what may be their first trip abroad.
The Japanese embassy has a 24-hour hotline for those suffering from severe culture shock, and can help find hospital treatment for anyone in need. ”
http://news.bbc.co.uk/2/hi/6197921.stm
justo:
1. Foram os Franceses que tiraram os Judeus da Idade Média na Europa continental, por ordem expressa do Imperador Napoleão Bonaparte, todas as restrições de cidadania Judaica deveriam ser anuladas em toda Europa e em todo mundo (lembre-se, França era um grande Império).
2. Se os Franceses são anti-semitas, quais adjetivos voce teria para as repúblicas no eixo Polonia-Estonia, não teria Israel obrigação de tirar eles do mapa em legítima defesa.
responder este comentário denunciar abusoOnde eu escrevi que os Franceses são anteissemitas?
responder este comentário denunciar abusojusto, voce escreveu que 75.000 Judeus foram mortos por Franceses no início da segunda guerra, e poderia ter lembrado Dreyfus antes disso e não lembrou, ao invés usou a palavra “xenófobos”, é facil falar isso do alto da moral Paulistana, mas não vai mudar o fato que São Paulo não passa de um lixão a céu aberto, receber turistas aqui é um favor para nós e não para os turistas. Depois na outra pauta escreveu: ” liderança de direita de Israel não é o meu sonho de um mundo melhor, mas é o que melhor atendeu até agora a defesa de Israel. Já nos acostumamos a tocar nossas vidas mesmo isolados. O mundo é que não nos deixa viver em paz.” Sigmund Freud pode não explicar muita coisa mas voce ele explica.
responder este comentário denunciar abusoFabio Unique
Você coloca palavras em minhas frases, inventa um entendimento que não expresso. Ofende São Paulo chamando de lixão a capital do Estado mais rico do Brasil, que dirigir a ordem das coisas que eu expresso citando Dreyfus como se fosse possivel justificar o envio de 75.000 judeus franceses aos campos de concentração e no final cita Freud para me explicar ?
Conte para nós como é viver em uma camisa de força meu amigo… conte…
responder este comentário denunciar abusoFabio Unique, isto sem falar que você não apontou onde eu escrevi que os franceses (meus conterrâneos) são antessemitas. Você sabe o que significa ser xenófobo?… Não creio.
PS: Encerro por aqui…ok?
Vou assistir a corrida Indy aqui no “lixão de São Paulo”…sorry.
Os Franceses são seus conterraneos e voce está em São Paulo? Coitado, deve ter fugido da xenofobia. Vamos fazer uma troca, eu te dou o meu passaporte Brasileiro voce me da seu passaporte Frances. São Paulo continua sendo lixão, se voce gosta eu lamento.
responder este comentário denunciar abusoPS, Deve ser muito legal a torre Eiffel, mas eu vou agradecer muito seu passaporte e me estabelecer na Polinesia Francesa. Enquanto isso voce pode passear no centro de sp ou na periferia, sem torre sem arco do triunfo, nao vai te fazer falta tambem porque eh tudo tao limpinho… pergunte a quem entra por Guarulhos e percorre a marginal deve ser o maximo.
responder este comentário denunciar abusoCarlos, quando fui a Alemanha sendo eu um acadêmico, fui olhado com desprezo pelos alunos porque palestrei em inglês (eu não sei alemão, é claro) … Na França ocorreu o mesmo porque tb não sei francês … Mas, em Rochester, uma pequena cidade turistica da Inglaterra, fui pedir uma informação e dei de ombros…ninguém estava interessado em me ajudar, por fim foi um negro com um forte sotaque que eu não sei de onde era que gentilmente me indicou onde ficavam as ruinas do castelo que eu estava procurando … Fui mais umas vezes á Europa, mas nunca achei aquilo lá muito civilizado em termos de relações sociais, de tratar com o outro, … pior somente no sul dos EUA, lá é boca braba mesmo …
responder este comentário denunciar abusoEm relação à França, pode ser ainda lembrado o Caso Dreyfuss, que reintroduziu o antissemitismo nas discussões políticas européias, com um cunho nacionalista, e não tanto religioso.
Os acusadores do Capitão Dreyfuss, no meio político, militar e na imprensa, foram assumindo um discurso abertamente antissemita, e se tornaram um movimento político que esteve perto de tomar o perto na França.
Guterman
Os extremos se atraem, extrema direita e esquerda sao mais proximas que distantes, e quanto mais ao extremo mais convergem na xenofobia onde em muitos casos para a tb uma pseudodefesa dos trabalhadores. O pai da era um pulha, a filha herdou seu partido, a menos que as estruturas do partido tenham mudado so mudou a cosmetica. O problema dos extremismos eh que eles podem crescer desenfreadamente, como na historia no livro The Wave.
Outro problema eh que esses crapulas xenofobos normalmente se usam da democracia e das incertezas pra se instalar e com governos populistas nao saem mais do poder, vide os nossos xenofobos da America do Sul como Chavez e Kirschner. Nos ainda corremos esse risco. Que ela seja como o falecido Dr. Eneas, que alias me deu aula, ou em tempos mais antigos um cacareco, um voto de protesto mas que nunca chegue ao poder. Alias a Franca ta numa pior, os 4 primeiros colocados sao horrorosos, mesmo como Brasileiro, triste demais com nossos candidatos, sinto pena da Franca.
Exato.
Se pegar o discurso atual de Anaí Caproni, do PCO, ou dos políticos/acadêmicos mais extremos do PC do B/PSOL/UNE, você irá ver que as propostas são quase uma cópia do “extrema-direita” Enéas Carneiro ou dos antigos “Integralistas”.
responder este comentário denunciar abusoO voto pode até não ser. Mas que ela é racista, não há dúvida.
” Esses trabalhadores, às voltas com o aperto do cenário recessivo europeu, parecem desgostosos com a política tradicional e, na hora do voto, optaram pelas margens – à direita e à esquerda. É o voto de protesto, e não um posicionamento ideológico”.
Pois é: leu algo a respeito da situação econômica da Alemanha antes da 2ª GG ?
Incrédulo
Nem sempre o exemplo da ascensão do nazismo é pertinente. Um voto de protesto, muitas vezes, é apenas um voto de protesto, e não um sintoma de falência do sistema democrático, que era precisamente o que acontecia na Alemanha antes do nazismo.
Ademais, os nazistas de fato tornaram-se uma grande força parlamentar, mas as últimas votações antes do acordo conservador que pôs Hitler no poder e liquidou com a democracia já apontavam um declínio do apoio do eleitor alemão. Mesmo com Hitler já no poder, com o terror de Estado e com a oposição praticamente aniquilada, os nazistas não conseguiram obter nem a metade dos votos na eleição de março de 1933.
Logo, mesmo na Alemanha, uma parte do voto de protesto era somente voto de protesto, e não alinhamento ideológico com os nazistas.
responder este comentário denunciar abusoEm 1958, o rinoceronte Cacareco, residente no Jardim Zoológico, tornou-se o vereador paulistano mais votado, com 100 mil votos. Nenhum dos 540 concorrentes alcançou a marca de Cacareco. O partido que conquistou o maior número de votos não chegou a 95 mil. O animal tornou-se sinônimo de voto de protesto. Em 1988, o macaco Tião mereceu o terceiro lugar nas eleições municipais para a capital fluminense. Nos últimos pleitos, no entanto, alguns candidatos conseguiram beneficiar-se dos votos de protesto. Em 2002, Enéas Carneiro, com a barba e o bordão “meu nome é Enéas”, recebeu votos suficientes para levar à Câmara outros cinco deputados da sua legenda. Este ano, o palhaço Tiririca (PR-SP) recebeu 1,3 milhão de votos.
Marcos, você acha realmente que na França se faz voto de protesto nos dias atuais?
Meus amigos(as) franceses(as) não concordam.
responder este comentário denunciar abusoExatamente Guterman, voto de protesto e não necessariamente de opção ideológica.
Na Grécia mesmo, os novos ‘simpatizantes’ das extremas esquerda e direita podem acabar colocando vários incendiários no parlamento.
O povão quer botar fogo na Troika.
A turma está farta da crise e do empobrecimento.
O Hollande pegou leve porque está de olho nesse eleitorado.
E as excrescências vão mundo afora. Não sei se é porque a população mundial é de mais de 7 bilhões (número que supera todos as almas que já viveram na terra até então) ou se forma realmente um volume bem grande de racistas e nazistas no mundo
Isto é chocante! Mas eu acredito que existe tal porcentagem em todas as partes do mundo.
Preocupante.
Sem entrar no mérito da culpabilidade do indivíduo, a quem você dirige o seu descontentamento?
Ao, inicialmente, branco, depois considerado branco-hispânico ou ao hispânico (mãe peruana) ?
http://www.washingtonpost.com/blogs/erik-wemple/post/why-did-new-york-times-call-george-zimmerman-white-hispanic/2012/03/28/gIQAW6fngS_blog.html
…
“Hispanics or Latinos are persons of Cuban, Mexican, Puerto Rican, South or Central-American, or other Spanish culture or origin, regardless of race. The federal government considers race and Hispanic origin to be two separate and distinct concepts; Hispanic Americans may be any race.”
http://www.cdc.gov/omhd/populations/HL/hl.htm
O casal Le Pen tem uma grande virtude, ODEIAM O COMUNISMO.
Na França está acontecendo o que ja se viu no Brasil e em outros paises. Muita gente simplesmente vota contra a situação com a esperança que a inovação melhore sua vida. Não passa de uma tentativa.
Tudo indica que vamos ter um socialista governando a França e isso certamente vai mexer com muitos outros europeus a favor e contra ele.
Me lembro que quando visitei a França por varias vezes notei o seguinte: o parisiense é grosso com os esrangeiros, ao contrario dos franceses cordiais do interior. Outra experiencia que tive em Paris: falei em ingles e não quiseram me ouvir, tentei em alemão e tambem me desprezaram, então falei em portugues e aí não teve problema nenhum. Afinal somos todos latinos!
É raro encontrar um francês na rua que saiba falar francês,igualzinho no Brasil,onde o povo não sabe nem dizer “bom dia” em espanhol.Não podemos julgar os outros sem pensar primeiro no que se passa em casa.Você que parece já ter viajado muito devia saber disso e aprender um pouco da língua do lugar para onde vai,ou levar na bolsa um livrinho que ensina como dizer o essencial em outra língua.Faça esse favor a quem hospeda!
responder este comentário denunciar abusoErrei: no lugar de” ….que saiba falar francês” leia “que saiba falar inglês”.
responder este comentário denunciar abuso“Muita gente simplesmente vota contra a situação com a esperança que a inovação melhore sua vida.”
Há algo de correto nesta assertiva, mas ignorar o euro-centrismo histórico, a profunda posição de superioridade tomada por qualquer funcionarizinho da administração colonial nos países subjugados na África ou na América Latina, é ignorar o óbvio: o resto do mundo, do ponto de vista de muitos europeus, é de segunda-classe, mesmo um latino-americano de descendência europeia, na Europa, ao abrir a boca e falar com acento, é imediatamente rotulado e visto com complacência.
A história europeia é o exemplo mais vivo, a incarnação pura das mais feias manifestações de racismo e discriminação étnica. Têm ainda dúvidas? Caso consigam um visto de entrada, vêm viver na Europa!
Saudações cordiais da Europa,
Aenigmatice Aenigmata
Os outros sempre são racistas, especialmente contra nós. Nós, por outro lado, quando falamos mal dos outros não é racismo, é apenas a manifestação da verdade.
responder este comentário denunciar abusoResposta ao Microempresário:
Para ser exato, Microempresário, o próprio termo “racismo” é ambíguo, pois leva à errónea conclusão de que haja “raças”, um antigo equívoco linguístico, se assim preferires, mas de forma alguma com base científica. Agora, “os outros”, caso estejas aqui a “defender” a atitude xenófoba europeia, têm uma postura muito ambígua, pois pregam e apregoam ao resto do mundo valores que de forma alguma respeitam quando estão em jogo interesses muito mais concretos do que ocos ideais. A mesma coisa poder ser dita dos ianques também, diga-se de passagem!
“Nós”, por outro lado, caso estejas aqui a referir-se ao Brasil ou sociedades latino-americanas, não é lá muito diferente dos “outros”. Basta dar uma olhadinha crítica na história do país e continental, a começar pela “tradicional” posição social ocupada, em geral, pela população descendente de escravos (negros, pretos, tiçao etc., como a criatividade “humanista” de nós sempre se expressou!) ou, tiro de misericórdia, ao tratamento dispensado aos verdadeiros donos da terra no Brasil e no resto da continente latino-americano: os nativos, os indígenas. Enfim, “nós”, no que tange à civilidade entre indivíduos de cores diferentes, sempre se primou pela hipocrisia, puro cinismo e boa-vontada na exploração brutal do trabalho alheio, dos considerados “diferentes”, semi-humanos etc. Compara, por exemplo, a postura da sociedade brasileira que se auto-denomina de “branca” no que tange ao tratamento dado aos negros e suas variações: morenos, verdes, amarelos e sei lá mais quantas “cores” diferentes com a postura sul-africana nos tempos do Apartheid. Lá, na África do Sul, o relacionamento era claro e até definido por “lei”: de um lado os “seres superiores”, os brancos, de outro lado, os inferiores, negros e suas “variações”. “Nós” aí no Brasil nunca foram abertos, preferindo a fala macia de “democracia racial”, “povo pacífico” (depois de eliminarem quase todos os nativos, torturarem bestialmente presos políticos e se matarem diariamente por dinheiro nas grandes cidades!). A história de “Nós”, Pequenoempresário, nada mais é do que expropriação e violência pura em graus elevadíssimos. Tudo camuflado em frases bombásticas de auto-ilusão e consciência ruim.
Enfim, falar mal dos outros não “é apenas a manifestação da verdade”, mas algo semelhante a uma olhadinha no espelho: será que sou tão diferente assim dos outros que critico?
Que atire a primeira pedra aqueles que se julgarem aptos!
Saudações cordiais da velha e admirada Europa,
Aenigmatice Aenigmata
Agora foi instituido o racismo no Brasil,segundo o STF,negros, pardos e vermelhos são mais iguais, independente de condição social pois tem direito a cotas nas Universidades e agora,vão soliciar cotas também nos concursos para o serviço público.Então há racismo lá e aqui também.
Concordo com as cotas, mas acredito que são temporárias. Dentro de 10 ou 20 anos elas não serão mais necessárias, dada a ascensão econômica de todos os grupos étnicos no país. O que me incomoda muito êh a dúvida sobre o neo-nazismo que se alastra pela Europa, não apenas na França. No dia em que se unirem para descobrir que o problema esta no Oriente, que tirou seus empregos, só Deus sabe qual vai ser o resultado.
Início do conteúdo
Grupos xenófobos já compõem nove governos europeus
GENEBRA – Considerada uma ameaça à democracia por incitar ao racismo e à xenofobia, a extrema direita adaptou seu discurso e, diante da crise financeira europeia, chegou ao poder nos últimos anos em vários pontos da Europa. Nove países europeus já têm partidos de extrema direita em suas coalizões de governo central ou como peças fundamentais nos Parlamentos.
Em diversos outros, prefeituras são ocupadas por políticos desses partidos. A base de apoio, na maioria dos casos, vem justamente dos jovens, desempregados ou temerosos em relação a seu futuro.
Na Holanda, conhecida por sua tradição liberal em diversos campos, os extremistas de direita do Partido da Liberdade fizeram a Europa prender a respiração nesta semana. Seu líder, Geert Wilders, recusou-se a dar apoio a um pacote de austeridade e obrigou o governo de Mark Rutter a entregar sua demissão. O que mais surpreende os especialistas é a expansão de seu partido em menos de uma década. Em 2006, tinha apenas nove assentos no Parlamento. Hoje, é o terceiro maior partido do país, com 15% de apoio.
Wilders acusa Bruxelas de ser uma “ditadura” contra os interesses nacionais holandeses e, nos últimos anos, multiplicaram-se propostas de controlar a entrada de muçulmanos, banir o Alcorão do país e até mesmo retirar a cidadania holandesa de muçulmanos. No restante da Europa, sua atitude também causa polêmica. Wilders foi contra a participação da Holanda no resgate da Grécia e criou uma crise ao levar para a embaixada grega em Haia uma nota de dracma, a antiga moeda de Atenas, num sinal de que pedia para a Grécia abandonar a Europa.
Boa matéria do Estadão…
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,grupos-xenofobos-ja-compoem-nove–governos-europeus-,866711,0.htm?reload=y
Não vejo motivos para o tratamento simpático que Marine Le Pen vem recebendo da mídia, como se se tratasse de uma grande evolução na extrema direita, ou de uma grande novidade. Esse discurso de defesa dos ‘trabalhadores comuns’ já aparecia nas promessas de campanhas de ultradireitistas como George Wallace, nos EUA, e mesmo atualmente, de Rick Santorum (não deve ser mera coincidência que Santorum seja um político de Pittsburg, do ‘rust belt’ de indústrias decadentes com alto índice de desemprego).
Esse voto de protesto das classes baixas decorre muito do fato de que elas vem sendo bastante abandonadas pelas correntes políticas ditas “sérias”: a “boa” direita vem se tornando um movimento de defesa do governo dos ricos para os ricos, com algumas eventuais pitadas de defesa de “valores de família” que cada vez significam menos; e enquanto isso a esquerda “moderada” adota o discurso econômico neoliberal, associado à defesa de movimentos politicamente corretos (feministas, gays, ecologistas, etc.), com boa penetração na mídia. Para os que não são ricos, nem das minorias que a esquerda se arvora em tutelar, não há muita atenção.
Existe “raça” francesa!? A palavra racismo é usada por muitas pessoas de qualquer profissão, cor, credo, religião e socialistas de esquerda ou de direita. Sería racista a pessoa que deseja, ou prefere que em seu País tenha uma maioría de pessoas que trabalhem, sejam honestos e agradecidos, não procurem radicalizar política ou religião, não “invadam” suas ruas com protituição, tráfico ou travestís? Será que alguem gostaría do convívio, dentro de sua casa, com a sua família, de pessoas que se portassem como muito diferentes? É muito fácil tachar sem vivenciar o ônus.
Quando eu vejo que a extrema direita ganha peso em pleno século 21 eu tenho a certeza absoluta de que foi a extrema esquerda que a culpa é da extrema esquerda!
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