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Marcos Guterman

08.junho.2010 17:16:16

O velho antissemitismo não cansa de se reinventar

O episódio da “Flotilha da Liberdade” serviu para mostrar que o antissemitismo continua vigoroso. Mais do que isso: tem se provado indiferente à passagem do tempo, reinventando-se de modo formidável diante dos desafios históricos que se lhe impõem.

O que talvez explique a resiliência do antissemitismo é sua estratégia. O ódio aos judeus aposta basicamente na ignorância generalizada e na disposição de aceitar como verdadeiras as proposições que “fazem sentido”, embora não tenham correspondência com a realidade. Só isso explica o fato de que intelectuais altamente preparados, como José Saramago, chancelem a comparação dos territórios palestinos com Auschwitz. Para Saramago, o paralelo “faz sentido”, enquadrando-se em uma visão de mundo na qual o Estado judeu representa a essência do Mal – entendido como a encarnação do capitalismo ocidental e de seus valores desumanos.

Essa visão remonta ao século 19, quando a ascensão do nacionalismo transformou o judeu “deicida” no judeu como dono do capital mundial, com planos para destruir as nações por dentro, de modo a facilitar a dominação. Contra esse Mal reagiram muitos intelectuais europeus, o que explica como foi possível um país que gerou Goethe e Beethoven ter igualmente gerado o nazismo. O judeu alemão Marx confundiu ferozmente o judaísmo com a burguesia de seu tempo, e esse discurso é o que sobrevive na retórica antissemita à esquerda.

No século 21, estamos longe da tese da “raça como motor da história”, que animou tantos pensadores na Europa que caminhou alegremente para o abismo nazista. Contudo, a essência do antissemitismo, tal como concebido por intelectuais de 200 anos atrás, manteve-se. Com exceção de um brevíssimo intervalo de tempo, quando o mundo ocidental se penitenciou pelo Holocausto, os judeus seguiram sendo vinculados a dinheiro, poder e influência em escala global. E isso não acontece somente na chamada “rua árabe”, onde excrescências como os Protocolos dos Sábios de Sião, farsa literária que “revela” um complô judaico para dominar o mundo, são lidos como obra autêntica. Isso acontece também em ambientes altamente sofisticados, como universidades e redações de jornais.

Esse mecanismo mental explica o sucesso de teses segundo as quais o famoso “lobby judaico” domina a política americana e a Casa Branca. Há dezenas de outros lobbies nos EUA, inclusive árabe e islâmico, tão ou mais ricos e influentes que o judaico; no entanto, para efeito de propaganda, é a pressão dos judeus que se destaca das demais e é objeto de intenso escrutínio internacional, como se aí residisse a explicação para as atitudes belicistas e intransigentes dos EUA no que diz respeito ao Oriente Médio.

A predisposição antijudaica explica também como pessoas bem preparadas aceitam como verdadeiras as imposturas anti-israelenses, cujo método consiste em sequestrar todos os símbolos da tragédia judaica e invertê-los a favor dos inimigos de Israel, justamente o Estado judeu.

Desse modo, o termo “antissemitismo”, criado no século 19 para designar especificamente o ódio aos judeus, foi sequestrado pelos inimigos de Israel para caracterizar a hostilidade israelense contra os árabes “semitas”, o que transformaria os judeus israelenses, vejam só, em “antissemitas”; o termo “Holocausto”, que passou à história como o extermínio de milhões de judeus pelos nazistas e seus associados, foi sequestrado pelos inimigos de Israel para designar o suposto “genocídio” palestino, mesmo que os dados demográficos indiquem que a população palestina está crescendo, e não diminuindo; as expressões “Gueto de Varsóvia” e “campo de concentração”, que designam o confinamento de civis judeus para seu extermínio, foram sequestradas pelos inimigos de Israel para dramatizar a descrição do ambiente em Gaza.

Em paralelo, os antissemitas exploram o clima contrário a Israel distorcendo outros termos para disfarçar seus objetivos inconfessáveis. O mais óbvio é “ajuda humanitária”, expressão que tem revestido atentados propagandísticos para desmoralizar o Estado judeu. O caso da “Flotilha da Liberdade” foi o mais bem-sucedido, mas não foi o único – até o Irã agora quer enviar “ajuda humanitária” para Gaza. Em lugar de protestar contra o uso malicioso da expressão “ajuda humanitária”, porém, os “humanistas” preferem criticar Israel, que, como qualquer outro país, está empenhado em defender sua soberania.

Os esforços dos judeus para demonstrar que a questão tem dois lados são irrelevantes diante da percepção de que Israel é a reencarnação da Alemanha nazista e de que os judeus são o que sempre foram. Parece impossível caracterizar Israel como um país qualquer, com erros e acertos. Esse é o ponto: questões como “defesa de soberania” e “segurança”, que fazem parte da agenda de todos os Estados nacionais, remetem ao real; o que acontece no Oriente Médio, contudo, é a transformação do real em ficção ideológica, por meio da qual o ódio ancestral se manifesta e, sorrateiramente, conquista mesmo aqueles que se supõem racionais.

comentários (187) | comente

187 Comentários Comente também
  • 08/06/2010 - 17:42
    Enviado por: gideon serejov

    boa tarde marcos
    Israel esta fazendo com que sua imagen seja vista como ruim aos olhos do mundo, saiu uma pesquisa recentemente que as novas gerações de judeus americanos nao tem mais tanto interesse em israel, judaismo, etc, estao perdendo a identidade e existe uma grande contribuição dos governantes Israelenses nesses dados, como disse a população de gaza esta crescendo e chegara a um ponto onde israel tera o problema da demografia, mesmo sabendo que Israel esta certo, tem a lei a seu favor , mas precisam ser mais inteligentes em suas decisoes

    abraços

    serejov

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  • 08/06/2010 - 17:43
    Enviado por: HM

    Não há antissemitismo, ou é justificativa para esquecerem as atrocidades contra os palestinos ou oprimidos pelas autoridades do Estado Hebreu.
    Pelo contrário, deveriam dar o maior exemplo de um país sem discriminação racial, onde haja direitos humanos abrangente, não como prega Theodor Herlz que diz no The Jewish State, Chapter XIII – “Nós devemos expropriar gentilmente a propriedade privada sobre o estado designado para nós. Nós tentaremos estimular a população pobre a passar pela fronteira buscando emprego para ela nos países de passagem, ao mesmo tempo que lhe negamos qualquer emprego em nosso próprio país. Os donos de propriedade passarão a ser dos nossos. Ambos os processos de expropriação e a remoção do pobre deve ser feita discreta e circunspectamente. Deixe que os donos de propriedades imóveis acreditar que eles estão nos enganando, vendendo-nos coisas por mais do que valem. Nós, porém, nada venderemos de volta a eles.” A Alemanha certamente foi doloroso para muitos, inclusive os que não foram atingidos pelo Nazismo, da mesma forma a dor que sentimos pela falta de humanidade para com os palestinos no País Criado pela ONU em 1948, hoje Israel.

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    • 08/06/2010 - 18:04
      Enviado por: Marcos Guterman

      HM, você acaba de provar o que eu escrevi.Você pega um texto racista, falso, e o atribui a Theodor Herzl, para mostrar que o sionismo é racista, apostando na ignorância dos leitores.

      Para conhecer O Estado Judeu, de Theodor Herzl, leia em http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Zionism/herzl2.html

      Não se dê ao trabalho de responder a este meu comentário, porque eu não publicarei seus “argumentos”.

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    • 08/06/2010 - 19:50
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Guterman,
      O texto é de fato falso?
      Mas acho que Jabotinsky o assinaria. Não acha, não?

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    • 08/06/2010 - 21:59
      Enviado por: carlos 3m

      hm pegou a UNICA referencia sobre esse texto em :

      http://www.nacaomestica.org/HerzlMFP.htm

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    • 08/06/2010 - 23:15
      Enviado por: Fabio Unique

      Eu via os mesmos textos nos sites do Storm Front e Aryan Nations na internet, foi mais ou menos na época que surgiu o Inernet Explorer, substituindo o Netscape, e já haviam pessoas o disseminando.

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    • 09/06/2010 - 10:34
      Enviado por: David Bessler

      Esse texto nunca poderia ser real. O texto de Herzl é do fim do seculo XIX, muito antes do nazismo subir ao poder.

      Atribui-se a Napoleão um pensamento de que o exército deveria ser dividido da seguinte maneira:

      - Inteligentes com iniciativa: esses seriam os generais.
      - Inteligentes sem iniciativa: esses seriam os sargentos.
      - Ignorantes sem iniciativa: esses seriam os soldados.
      - Ignorantes com iniciativa: ESSES DEVERIAM SER BANIDOS PORQUE CAUSARIAM A RUÍNA DE TUDO.

      Ignorantes com iniciativa são os resposáveis pelas pessoas más não precisarem ser maioria para formar o pensamento da maioria. Pense 5 vezes antes de dar uma informação ou opinião sem verificar muitas vezes antes. Ou agüente ser taxado de racista, antisemita e as vezes até ser preso. Não se esqueça da delegacia de crimes virtuais que existe e já processou muita gente.

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    • 09/06/2010 - 10:57
      Enviado por: marcelo

      hahaha, sensacional, esses caras não tem vergonha na cara mesmo, Herzl escreveu este livro no final do século 19, ele nem toca no assunto árabes, vizinhos, ou palestinos. nem imaginava que um dia haveria um conflito como este.

      Outra coisa interessante é como a extrema esquerda e extrema direita são irmãs na causa anti-israelense(eles chamam de causa palestina, mas esta é outra). O cara pega um texto falso num site neo-nazista e usa para discursar contra o preconceito. Neste caso é só rir…

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  • 08/06/2010 - 17:50
    Enviado por: Gonzalo Higuaín

    Guterman,

    Você me leva sério se quiser, é um direito seu. No entanto, essa é a 3ª vez que eu falo aqui, tu dá espaço pros granscianos, deixa eles fazerem a festa aqui no seu blog, fazem chacota dos cristãos, a torto e a direito, etc… Arrogam pra si terem a ‘solução para os problemas do mundo’ e coisa que o valha. A roda virou, e são eles que te detonam agora, e detonam todos os judeus.
    Foi ou não foi um tiro no pé ???

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  • 08/06/2010 - 17:58
    Enviado por: Glúon

    .
    ________________________
    .
    Entreouvindo na 25 de Março
    .
    ________________________
    .

    - Ô Salim, o seu filho em vez de tomar conta dos negócios preferiu ser jornalista?
    - Bem, eu já estou conformado. Foi a sua opção profissional ir morar em NY.
    - Mas você sabia que o melhor amigo dele é aquele blogueiro judeu?
    - Olha Mustafá, aí é que eu me pergunto: onde foi que eu errei, né?
    .
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    .

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  • 08/06/2010 - 18:05
    Enviado por: carlos 3m

    caro guterman,

    nao sou entendido no assunto, mas para alguem como voce que tenta se aprofundar no assunto, acho que precisa ir para as cabecas, isto eh ir para a origem do assunto, que eh entender a mente dos antisemitas, origem de todo o problema:

    porque os antisemitas precisam ser antisemitas para viver?

    qual eh a motivacao por essa preferencia e nao por outra?

    a longevidade do antisemitismo implica que ele tem caracteristicas diferentes de outros ismos?

    a variedade de performance intelectual ( do tipico ignorante ate sofisticados intelectuais) dos antisemitas eh outra caracteristica diferente ou nao?

    pessoalmente so consigo imaginar que o antisemitismo seja um canal para jogar a frustracao de algumas pessoas de forma a atender suas necessidades, mas eh algo complexo a mente de essa turma.

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    • 09/06/2010 - 10:11
      Enviado por: Marcos Guterman

      Caríssimo Carlos, estou estudando justamente a mentalidade nazista para obter algumas dessas respostas. Vamos ver no que vai dar, mas eu tenho quase certeza de que os resultados da minha tese poderão ser generalizados para os dias que correm…

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    • 10/06/2010 - 03:01
      Enviado por: carlos 3m

      claro que o objetivo final eh obter uma regra geral (tipo lei da gravitacao) para caracterizar e identificar as causas, mas claro que eh algo muito ambicioso, principalmente quando se trata da mente humana.

      a epoca do nazismo eh provavelmente o periodo no qual o antisemitismo ficou mais em evidencia, pela forma explicita e pela abrangencia da sua pratica, mas os tempos atuais sao bem mais sutis e com mais “ruido” e os sinais vem codificados e fica cada vez mais dificil de decodificar, mas os praticantes sentem a inevitavel necessidade de externar sua posicao mais tarde mais cedo.

      alguns demoram un 89 anos como a helen thomas para se manifestar publicamente mas a internet, com suas especificidades, permite que a maioria se manifeste em publico cada vez mais cedo, o que, pela profusao, acrescenta uma ar de “normalidade” a este tipo de manifestacoes.

      na minha opiniao isto sugere que eh necessario uma analise psicologica para entender a motivacao individual e suas causas. esse eh o miolo.

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  • 08/06/2010 - 18:11
    Enviado por: Fabio Unique

    Guterman, de certa forma, enquanto Judeus, somos vítimas de nosso próprio sucesso. O motor da humanidade hoje em dia não é mais o metal do mercantilismo, é “A Máquina” do capitalismo, a tecnologia, e nisso Israel dá inveja ao resto do Oriente Médio, que tem o Metal, o Ouro Negro, mas não tem A Máquina.

    Porque dizer isso? Porque onde tem “A Máquina”, ninguém é dono da verdade, o simples ato de fazer uma conta já não está mais sob nosso domínio, e a nós cabe somente fazer interpretação das contas que são feitas pela Máquina. É aqui que o “Homo Victimus” respira e cresce. Quem é o CREDOR da Máquina? O Credor da Máquina é o “Homo Victimus”. Não só o Mundo, mas até os Estados Unidos, era profundamente anti-semita nos anos 40, e os Judeus, enquanto Homo Victimus, são credores da máquina. Os Palestinos, enquanto “Homo Victimus”, também são credores da máquina.

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  • 08/06/2010 - 18:13
    Enviado por: jan z. volens

    Morando e trabalhando na vida real e diaria, nas cidades grandes nos EUA, chega uma ideia acerca a “fauna” humana de diferentes etnias e culturas. Logo aparece uma comparacao estatistica das relacoes e experiencias que nos tivemos com cada grupo etnico-cultural. Conheci “todos”: Aqui somente posso revelar, de que os de ascendencia Mexicana, Indio-Americano, Irelandes, Alemao, foram geralmente os “melhores” com que “viver” nos empregos e como vecinhos. Tenho “prejuicios” basados em experiencias reales pendante decadas. Mais jamais pode-se ter uma “opiniao” anticipada acerca um homen ou uma mulher como INDIVIDUO devido a sua etnia – seja bom ou mal.

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  • 08/06/2010 - 18:24
    Enviado por: justo

    Putz…tem gente ainda citando Treodor Herlz…e diz que não é antissemita.
    Não adianta Guterman..
    O processo para barrar o antissemitismo é a educação.
    Pessoas como Saramago e outros na verdade não foram educadas. Conhecimento não é sinonimo de educação.
    Aqui no Brasil então, nem se fala. Não conheço nenhuma escola que eduque os alunos. É sõ estudos e conhecimentos na ânsia de ganhar uma posição social e no trabalho, cujo unico requisito é ganhar muito dinheiro.
    Aqui no Sul do Brasil o que tem de gente que ainda quer o Nazismo.. que cultuam Hitler… nem se fala. Imagina o “amor” que eles têm para com os judeus!?
    Desconheço, fora Curitiba, qual outra cidade do Paraná tenha Sinagoga. Mas mesquitas? Perde-se a conta. Deve ser culpa dos judeus.
    Basta ler “Os protocolos dos Sábios de Sião” e pronto.

    O que se diz sobre os judeus (as falácias destrutivas)
    1- Judeu nao casa com quem nao é judeu
    2- Em Israel so mora judeus
    3- Todo o ouro do mundo esta nas mãos de judeus
    4- Judeus controlam as finanças mudial
    E por ai a fora. Cada brasileiro ja deve ter ouvido algo assim.

    Outro dia uma pessoa me disse que os judeus tem um numero muito grande de Premios Nobel. E que isto demonstrava que eles controlam o mundo. Pois em cada grande corporação ou governo existe um judeu.

    Porcaria de judeus que educam seus filhos para aprenderem o caminho do conhecimento e do respeito. Meu heroi foi Newton (Era judeu também) que realmente mudou o conhecimento mundial. O Pai da psicanalise..era judeu tambem. O “inventor” do comunismo era judeu também.
    Até jesus cristo era judeu… Imagine você que a Igreja Catolica resolveu ler a missa de novo em latim. E em latim a tradição da missa é culpar os judeus pela morte de cristo (notoria criação da Inquisição)…

    Eles se esquecem rapidamente da história e preferem a recontar de forma que lhes convém. No comentário acima, do HM, nota-se que ele não cita que no dia seguinte a proclamação do Estado de Israel, 6 outros paise arabes atacaram Israel afim de expulsa-los da terra conquistada por direito e homologada na ONU. Quando a ONU era a ONU de verdade. Aliás foi graças a um brasileiro, Oswaldo Aranha que era presidente da sessão que tudo transcorreu corretamente. A partilha da Palestina dava muito mais territorio aos Palestinos do que a Israel. E Israel tratou logo de criar seu estado. Quanto aos palestinos estão até hoje tentado derrotar Israel. E acredite!! Não é por terras ou por justiça não!! É SIMPLESMENTE POR ÓDIO.

    Abraços;

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    • 08/06/2010 - 22:28
      Enviado por: Paulo Braga

      Sabe, Justo, isto tá parecendo com uma coisa que é cada vez mais comum no Brasil. Toda vez que algum negro faz uma besteira e alguém lhe chama a atenção, ele e sua turma começam a chamar o outro de racista. Igualzinho.

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    • 08/06/2010 - 22:55
      Enviado por: José Armando

      graças a Deus sou católico, apostólico, romano
      ou seja, a única salvação é o Deus Cristão
      e os dogmas da doutrina da fé são a essência da graça de Deus
      o Papa é sua única Santidade

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    • 08/06/2010 - 23:10
      Enviado por: justo

      Paulo…você parece um antissemita e racista.

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    • 09/06/2010 - 02:11
      Enviado por: Fabio Unique

      Sabe, Paulo Braga, voce e o justo just don’t know much about Newton. Talvez seja functional inability to read the Queen’s English.

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    • 09/06/2010 - 02:19
      Enviado por: Fabio Unique

      PS, achei esse texto sobre o heroi do justo muito elucidativo:
      http://www.madsci.org/posts/archives/1998-08/899681680.Sh.r.html
      (…)
      Alas, no, Isaac Newton was not a jew.
      However, you ask a good question which requires a somewhat more elaborate
      answer than just ‘no.’

      (…)

      —Bob Macke
      MIT S.B. Physics 1996
      in St. Louis Ph.D. candidate, Physics

      Here are some references you may wish to look up for further information:

      Christianson, G., In the Presence of the Creator; Isaac Newton and His
      Times, The Free Press, New York, 1984.
      [LC Catalog No. QC16.N7C49]

      Manuel, F., Isaac Newton; Historian, The Belknap Press, Cambridge,
      MA, 1963.
      [LC Catalog No. QC16.N7M3]

      Westfall, R., The Life of Isaac Newton, Cambridge University
      Press, Cambridge, 1993.
      [LC Catalog No. QC16.N7W34]

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    • 09/06/2010 - 02:22
      Enviado por: Fabio Unique

      PPS,

      Para ser mais elucidativo ainda, Isaac Newton, quando perguntado sobre qual dos seus maiores “accomplishments”, não respondeu “minha fé Cristã” nem “Principia”, respondeu: “Minha Virgindade.”.

      Que tal?

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    • 09/06/2010 - 06:17
      Enviado por: Estevan

      Justo,
      Eu concordo com todas as proposições do artigo, acredito sim que existe um antissemitismo velado por trás das críticas ao caso da “Flotilha da Liberdade”. Só acho engraçado que, no meio desse assunto, sobre espaço para críticas à Igreja Católica. O HM posta um texto falsamente atribuido a um judeu expressivo, mas você também solta uma pérola dizendo que a tradição da Missa em Latim é culpar os judeus pela morte de Cristo. A Missa jamais deixou de ser lida em latim. Apenas, a partir do Vaticano II, permitiu-se também o uso do vernáculo. O missal tridentino de 1962 (resgatado agora por Bento XVI) já havia sido revisto quanto à oração pela conversão dos judeus na sexta-feira santa. Não ignore os muitos diálogos entre a comunidade judaica e a Santa Sé, adotando uma postura que se insinua anticatólica, algo tão pernicioso quanto o antissemitismo.
      Paz e bem.

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    • 09/06/2010 - 10:30
      Enviado por: justo

      Bom…estamos falando de antissemitismo e a igreja catolica perseguiu os judeus por seculos. Negar isto é pura ignorancia.
      Mas a minha intençao era mostrar que existe ainda a possibilidade de todos estes odios contra os judeus voltarem.

      Respondendo para quem disse que missa em latim nao busca o confronto contra os religiosos judeus (nem todo judeu é religioso como pensam os parvos)

      O papa Bento 16 autorizou no sábado um maior uso da antiga missa em latim, afastando os temores de que sua retomada poderia dividir a Igreja ou diluir as reformas do Conselho Vaticano Segundo, que tornou padrão a celebração nas línguas dos católicos ao redor do mundo.

      Em linguagem firme mas gentil, o papa reconheceu em uma carta acompanhante aos bispos a profundidade da oposição à mudança, manifestada nos últimos meses pelos bispos europeus e grupos judeus. Ele propôs, na verdade, uma revisão após três meses para determinar “se dificuldades realmente sérias vieram à luz”.

      Ele enfatizou que a missa atual que foi aprovada nos anos 70 continuará sendo padrão -e que não espera um amplo retorno à velha liturgia, conhecida como Missa Tridentina. Nela, os padres ficam de costas para a congregação e oram, às vezes sussurrando, em latim, uma língua desconhecida para a maioria dos 1 bilhão de católicos romanos do mundo.

      Mas o papa disse que a mudança poderá tanto curar os rachas com os grupos tradicionalistas que defendem a missa em latim quanto religar a Igreja a uma forma de ritual de 1.500 anos que desapareceu desde o Conselho Vaticano Segundo, que foi encerrado em 1965.

      “O que gerações anteriores consideravam sagrado, também continua sagrado e de grande uso para nós, e não pode ser, repentinamente, totalmente proibido ou mesmo considerado prejudicial”, ele escreveu.

      Em meio à oposição de outros grupos judeus, a Liga Antidifamação condenou a mudança no sábado, a chamando de “um duro golpe às relações entre católicos e judeus”. Apesar de uma antiga referência aos “judeus perfídios” ter sido removida oficialmente da Missa Tridentina pouco antes do conselho, que abriu o caminho para relações progressivamente melhores entre judeus e católicos, o grupo condenou uma oração remanescente da Sexta-Feira Santa que pede a conversão dos judeus.

      Por vários meses, as autoridades da Igreja sinalizaram a decisão do papa, de forma que o anúncio de sábado era esperado, mas foi mais importante pelos detalhes específicos.

      O cardeal Jean-Pierre Ricard, presidente da conferência dos bispos da França, onde a oposição ao maior uso da missa em latim era mais forte, disse aos repórteres que não espera muitos pedidos para a missa em latim. “Eu não vejo a ocorrência de um maremoto”, ele disse segundo a agência de notícias France-Presse. [The New York Times 8/7/07]

      Fabio? Sobre Newton voce é um total ignorante.

      Querer a esta altura dos acontecimentos negar que Sir Issac Newton era judeu é de uma imbecilidade a toda prova. Melhor você ir estudar ao invés de pegar textos imbecis na net. Que aliás tem de tudo… principalmente para os ignorantes.

      Passar bem.

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    • 09/06/2010 - 12:21
      Enviado por: Fabio Unique

      justo que coisa! Se a internet tem de tudo, inclusive para os ignorantes, como é que voce não vai me encontrar um único link fidedigno para defender sua tese de que Newton era Judeu? Afff….

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  • 08/06/2010 - 18:34
    Enviado por: justo

    HM?

    Meu blog chama-se Heretz Israel. Dispenso a sua presença!

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  • 08/06/2010 - 18:55
    Enviado por: CapEnt

    Ideologias dadas como certo a morte ao final do século 20 estão tentando voltar para a luz sintonizando seus discursos.

    Estamos vendo a volta do nacionalismo militante, da “raça” ideal, dos comunistas estalinistas, dos fascistas, dos caudilhos, dos gramscianos, dos teocráticos… os extremos se uniram.

    Democracia, liberdade individual, direitos naturais, globalismo, tolerância, diversidade, cosmopolitismo… tudo são inimigos para eles.

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    • 08/06/2010 - 21:17
      Enviado por: Fabio Unique

      CapEnt,

      Havia um “quê” de iluminsmo tão reluzente nos arquitetos da Democracia, que eles desconfiavam da própria Democracia. Se voce já não sabe, procure no google, quem falou: “Democracy is Mob Rule”. Do outro lado do Atlântico, na Inglaterra, diziam que “direitos naturais” era “nonsense upon stilts”, significando que Deus era Utilitário, e não Individualista. A própria Revolução Francesa, meu Deus, que nos legou entre outras coisas os termos “direita” e “esquerda”, foi ocasionada literalmente pela erupção de um Vulcão, que causou alterações climáticas temporárias que arruinaram a colheita na França. Temos uma Tsunami de informações e até hoje não sabemos se o mundo macroscópico é ou não é Determinista. Who ordered that? Temos dois Deuses, um todo-poderoso, governando o Cosmos sem fazer absolutamente nada, e outro, fraco e desacreditado, adorado por todos.

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  • 08/06/2010 - 19:17
    Enviado por: Jadson Paulino

    Prezado Guterman,

    Parabéns pelo artigo. Reflete minha opinião sobre o tema. A opinião expressa pela jornalista Helen Thomas demonstra bem o antissemitismo instaurado no coração de pessoas “cultas”. Li hoje, no site do Washington Post, um artigo que destroi todos os argumentos utilizados por ela quando diz que os judeus devem “voltar para a Polônia, a Alemanha ou para os Estados Unidos”.
    Como já disse em outro post, infelizmente o ideário terrorista e comunista está muito em voga nestes dias!

    Que Deus nos abençoe!

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    • 08/06/2010 - 19:30
      Enviado por: Jadson Paulino

      Guterman,

      Se me permitir, gostaria de indicar a leitura do artigo de Richard Cohen intitulado “What Helen Thomas Missed” publicado no site do Washington Post hoje pela manhã. Segue o link:
      “http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/06/07/AR2010060702583.html?wpisrc=nl_opinions”

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    • 09/06/2010 - 08:46
      Enviado por: Cláudia

      Uma jornalista da Casa Branca com esse discurso??? Nossa, não acredito! Pensei que só o Lula, o Amorim e o PT fossem antissemitas. Olha que coisa…

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  • 08/06/2010 - 19:18
    Enviado por: Daniel Tisi

    Guterman,

    Uma palavra: Excelente.

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  • 08/06/2010 - 19:21
    Enviado por: Dr.Massaranduba

    Guterman,
    Mais uma vez um texto claro e transparente.
    Isso se repete post after post, sempre a mesma ladainha.
    Mas as pessoas sao cegas e surpreendentemente nao conseguem enxergar o obvio.
    SIm, corretamente, ate’ mesmo nas redacoes dos jornais!
    —-
    Talvez a explicacao seja simplista demais, mas o odio dos judeus e’ semelhante ao odio aos americanos ou o odio aos ricos. Simplesmente e basicamente inveja.
    Sucesso incomoda.

    Judeus construiram um estado prospero no deserto. Os palestinos estao chorando e reclamando ate’ hoje e colocando a culpa nos judeus.

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  • 08/06/2010 - 19:23
    Enviado por: Paulo P. A.

    Caro Guterman,

    Foste bastante claro em teus argumentos. Não há muito o que complementar em relação ao ódio aos judeus, mas gostaria de matizar ligeriamente o texto.
    O que escreves é aplicável a qualquer forma de “pré-conceito”, tanto que tu trazes uma ótima definição a esse respeito: “O ódio aos judeus [e aos palestinos, aos homosexuais, aos alemães, aos idosos, etc] aposta basicamente na ignorância generalizada e na disposição de aceitar como verdadeiras as proposições que “fazem sentido”, embora não tenham correspondência com a realidade”.
    O que se observa no texto é uma “guerra” de conceitos, que, por conta de não refletirem adequadamente a realidade e o contexto nos quais são recriados, podem ser identificados como mitologias; efetivamente, comparar Auschwitz com Gaza é uma aporia histórica carregada de “emocionalismo”.
    Porém, de igual modo, fundamentar a ação estatal, ou qualquer outra, em conceitos eivados de carga emocional é também um erro passível de críticas e esse é o cerne da questão. Dentro deste universo poder-se-ia mencionar o próprio holocausto, ou mesmo a ajuda humanitária, que são motes que fundamentam tantas ações estatais injustificáveis, ou se preferir, equivocadas.
    O mesmo vale para os conceitos que trazes, de “defesa da soberania” e “segurança”; nada mais carregado de indefinições e mitologias. Quantos desastres e guerras não ocorreram com base nesses fundamentos? No uso interessado dessas justificativas? Da definição de soberania? A segurança de alguém é sempre a insegurança de outro alguém, principalmente em um cenário em que as “realidades verdadeiras” se alternam ao bel prazer dos interesses estatais.
    E, dentre tantos outros (talvez todos os outros), o Estado de Israel (veja bem, o Estado de Israel) é um dos grandes jogadores dentro desse cenário. Abusa das justificatívas “injustificáveis” para cometer seus crimes internacionais e causa, cada vez mais, ojeriza internacional, isolamento e consequentemente, distanciamento de uma paz sustentável na região. E como não se consegue separar o Estado do povo, por pura construção mitológica, reside aí o principal foco de aumento de preconceito.

    Enfim, a culpa do antissemitismo (e principalmente do antissionismo) não é só da história, mas também das ações do próprio Estado de Israel.

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    • 08/06/2010 - 23:14
      Enviado por: justo

      Este conseguiu um bla bla infernal para acusar os judeus de serem culpados pelo antissemistimo.
      Tsc tsc…sem criatividade nem argumentos.

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    • 09/06/2010 - 10:50
      Enviado por: Daniel Antonio

      Nossa, muito maquiavélico você. Que nojo!
      “O ódio aos judeus [e aos palestinos, aos homosexuais, aos alemães, aos idosos, etc] aposta basicamente na ignorância generalizada e na disposição de aceitar como verdadeiras as proposições que “fazem sentido”, embora não tenham correspondência com a realidade”.
      E foi exatamente isso que você fez.

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    • 09/06/2010 - 11:37
      Enviado por: Paulo P. A.

      Caro Justo,

      Criatividade se utiliza em artes, culinária, literatura. Não é bem esse o caso dessa discussão, em que a criatividade (conceitual) é justamente o ponto ao qual Guterman se opõe. E quanto aos argumentos, seu pobre comentário não lhe dá autoridade para mencionar isso.
      Abraços

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    • 09/06/2010 - 11:42
      Enviado por: Paulo P. A.

      Daniel Antônio,

      Pelo visto não leste o comentário. Quem escreveu isso foi o Guterman (por isso está entre aspas)! E, maquiavélico pode não ser bem a expressão correta, pois assim o fazendo comentes os mesmos erros de conceito que o nosso blogueiro se opõe em seu texto.

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  • 08/06/2010 - 19:26
    Enviado por: Daniel Tisi

    Guterman,

    Se me permite. Com relação à legitimidade da presença judaica na palestina escrevi uma monografia, com pesquisa em Israel também, sobre o assunto que publiquei como livro.

    Para comprar basta entrar no meu blog e clicar na imagem do livro no lado direito da tela. http://www.blogdotisi.blogspot.com

    Obrigado pela oportunidade.

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  • 08/06/2010 - 19:28
    Enviado por: Rafaela

    Concordo completamente com você e já estou muito cansada dessa fala de loucos: as verdades históricas passam pelo revisionismo e se transformam em outras verdades completamente opostas e cada um fala o que quer citando às vezes as mesmas fontes.
    Isso é só retórica barata, mas o antissemitismo crescente que todos nós percebemos hoje maior do que em outros tempos, este sim é muito real e dolorido.

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  • 08/06/2010 - 19:32
    Enviado por: Marcos L. S.

    Colocar o antissemitismo como um muro de proteção, para se esconder do ocorrido, talvez não fale tanto do antissemitismo assim.

    Se não vejamos, uma força militar ataca e ocupa um navio mercante em águas internacionais, parte de sua tripulação e ou passageiros é assassinada a tiros, na base de 30 tiros para 9 vítimas, os atacantes ainda tentam alegar legítima defesa.

    Com isso o mundo inteiro se estarrece com a barbárie e selvageria do crime, mas é o mundo inteiro que está errado, quem está certo são os atacantes, é obvio que essa reação ao crime só pode ser atribuída a simples antissemitismo.

    Sr. Guterman, eu diria que o senhor se superou. Se não me engano a ideia de que se seja perseguido por todos o tempo todo, é classificada de esquizofrenia, mas é claro, não deve ser esse o caso.
    Me permita então o atrevimento de usar os alicerces do seu texto para talvez conseguir o fazer enxergar a questão com outra perspectiva.

    Acho que é bem ao contrário do que o senhor falou.
    Acho que o que não para mesmo de se reinventar, seja talvez o nazismo, podemos mesmo ver como ele “sequestra” termos destinados às suas vítimas, como “antissemitismo” para se dizerem perseguidos, e com isso tentar justificar seus atos perante o mundo.
    O nazismo ainda distorce outros termos para tentar disfarçar seus objetivos inconfessáveis, o mais óbvio é “Ataque preventivo” expressão que tem sido usada para demonizar outro povo e justificar uma guerra que pode facilmente devastar todo o Oriente médio. Os esforços do resto do mundo para os chamar à razão, de que o nazismo está de fato voltando são inúteis, e parece impossível a eles reconhecerem que todos os países estão sujeitos a erros e acertos, e que devem aceitar seus erros, assim como os dos outros, e entenderem que toda questão tem sempre dois lados, e que é sempre bom e preferível buscar a paz. Contudo a transformação do real em fixação paranoica de perseguição continua firme e conquista até aqueles que se supõem racionais.

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    • 09/06/2010 - 10:23
      Enviado por: Marcos Guterman

      Marcos, eu não “escondi” as ações do governo israelense usando o antissemitismo. Essa é uma grossa distorção do que eu escrevi. Ademais, meus leitores, inclusive você, sabem muito bem o que eu penso sobre a ação de Israel no caso da flotilha. O ponto não é esse. O ponto é o uso dos erros de Israel pelos antissemitas para disseminar a mensagem de que os judeus são perversos. As críticas a Israel são sempre desproporcionais (para usar um termo que os “humanistas” adoram), pelas razões que eu expus no texto. É uma estratégia de propaganda, que funciona bem, mesmo entre pessoas intelectualmente preparadas, justamente porque há uma predisposição contra os judeus. Foi isso o que eu apontei no texto. Mas, claro, muita gente vai pegar o meu texto e dizer que eu apoio as ações sanguinárias de Israel, que eu acuso de antissemitas os que criticam Israel etc. É assim que a coisa toda funciona, e seu comentário é a prova disso.

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    • 09/06/2010 - 11:57
      Enviado por: Marcos L. S.

      Sr. Guterman

      Foi Israel quem fez uma “senhora’ tolice agora no caso da “Flotilha”, para onde o senhor queria que as críticas do mundo se dirigissem ?
      Então citando esse exemplo, o senhor diz que “O velho antissemitismo não cansa de se reinventar”. Ora, o que o senhor está fazendo, que não acusar de antissemitas a todos aqueles que criticaram o evento ?
      Como o senhor pode ver em vários outros comentários, não fui só eu que viu em sua abordagem, um gesto de defesa, quanto ao evento, um gesto onde transforma atacantes em vítimas através do antissemitismo, pois enquanto judeus, estariam sempre a ser perseguidos.
      Se o senhor quer saber, eu nem me interesso por Israel, em termos de importância global tanto o Brasil quanto Israel, estão no mesmo patamar, ou seja são de maneira geral inexpressivos. minha única preocupação com os israelenses na atualidade, está na obsessão que o governo israelense tem em “cavar” uma guerra com o Irã. E não, eu também não morro de amores para com o Irã, só que essa guerra se vier, pode ter consequências globais arrasadoras.
      E convenhamos, é sustentado por várias fontes da área militar e técnica, que o Irã possui um eficiente arsenal biológico, se lá houvessem loucos, eles já teriam feito uso disso para atacar Israel se quisessem, se querem e não fazem, é por temer retaliação, um pesado revide nuclear. Então, que diferença faria se eles acabarem por desenvolver duas ou três ogivas atômicas ? No que muda o enfoque ? Ainda, se eles atacarem, estariam sujeitos a um revide devastador.
      Ah ! mas não se pode permitir que “loucos” tenham armas atômicas, mas armas biológicas podem ? ?
      Esse arsenal biológico até hoje não apavorou ninguém, assim como o arsenal atômico do Paquistão, então porque agora, resolvem colocar esse país contra a parede do nada?
      Vão levar a guerra até lá para forçá-los a revidar com “Butolismo” ou “Peste bubônica” ou “Varíola” e liberar o inferno na terra ?
      Depois que essa “caixa de Pandora” for aberta, não tem mais volta.
      Se essa questão for resolvida de forma pacífica, se se ficar só nas sansões e mais nada, eu não ligo como Israel vai cuidar da sua vida.
      Só me incomodam nesse mundo, os países que estão sempre a invadir e roubar através das guerras, e sim claro, também não reclamei de milhares de massacres que já ocorreram na história, de vários povos, contra outros vários povos, pois isso é impossível, então me restrinjo ao protagonista principal das matanças, os EUA.
      Afora isso, o Brasil com seus 500 anos de história, Israel com seus 3000 e qualquer coisa são tão insignificantes como a Argentina, a Arábia Saudita a Austrália, ou quase toda a imensa maioria das nações, insignificantes no teatro global, mas ao menos são pacíficas. É só isso que Israel precisa fazer, para mudar o antagonismo contra si, é tentar viver em paz ..

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  • 08/06/2010 - 19:47
    Enviado por: Alceste Pinheiro

    Guterman,
    Pelo seu raciocínio, até Chomsky é antissemita.
    E aqueles inúmeros judeus ortodoxos que não reconhecem Israel são antissemitas.
    E os inúmeros judeus progressistas e de esquerda do mundo inteiro, inclusive de Israel, são antissemitas.
    Não considerar os palestinos semitas também é retirar deles mais um direito. Quando o termo foi cunhado no século XIX poderia referir-se aos judeus, que então eram discriminados e perseguidos.
    Sendo assim, hoje antissemita é um termo mais adequado a quem transformou a vida dos palestinos em um inferno tal qual a dos judeus do século XIX do que propriamente aos que contestam e criticam israel.
    Perseguidos e discriminados hoje na Europa, Estados Unidos e Israel são os árabes.

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    • 09/06/2010 - 03:57
      Enviado por: alexandre

      Alceste

      Vc pode espernear, mas o termo anti-semita, cunhado por um, Wilhem Mars e cristalizaado pelos seculos de odio se refere aos judeus , e vc quer brigar com o mundo azar o seu

      Alem disso vc obviamente nao conhece historia e tao pouco outros paises – os pogroms do seculo 19 mataram centenas de milhares de judeus, nada a ver com oque ocorre com os palestinos, alias a populacao judaica diminuiu naquele seculo, diferentemente da palestina nos ultimos 2, s. segundo, nao conheco a vida dos arabes na Europa, mas em relacao aos EUA, eh bem similar ao que ocorre no Brasil, com arabes bem adaptados, Edward Said, palestino, e de quem geralmente discordo, eh exemplo classico (ou era ja que ja morreu), como outro exemplo num hospital que conheco bem em NY a chefia da imagem cardiologica eh dividida entre 1 israelense judeu e 1 egipcio muculmano, excelentes amigos como no Saara carioca. Terceiro, se a vida dos palestinos eh 1 inferno, oque sera a vida da maioria dos estados brasileiros, ou dos bolivianos, ou dos paraguaios, ou dos egipcios, ou dos sirios, ou dos jordanianos, afinal todos tem 1 IDH, isso 1 indice de desenvolvimento humano inferior ou no maximo similar ao dos palestinos, bem diferente dos sudaneses por que vc nao derram 1 lagrima, ou dos curdos, ou dos tibetanos, e por ai vai. Mas antes que eu me esqueca se formos considerar governos que mataram arabes e ou muculmanos nos ultimos 70 anos 9pra ficar proximo da fundacao de Israel) provavelmente antes de Israel teremos:
      Uniao Sovietica
      Russia depis da separacao dizimando os Chechenos\
      Jordania
      Ira
      Iraque
      China
      Libano
      Franca
      E por ai vai – alias 1 coisa vc talvez tenha razao, os arabes talvez vivam na Franca mt pior que os palestinos de Gaza, se nao la, certamente vivem muito pior na China, pergunte a qqr Ulgur, ou na Russia, cheque a Inguchetia e a Chechenia.

      Pra terminar, o Chomski nao eh anti-semita, e oque eh defenido como self hating jew, algo mt bem descrito, facil de achar informacao sobre isso, em relacao aos Naturei Karta, talvez vc desconheca, mas eles sao sionistas de forma fanatico religiosa, eles esperam que o messias venha e exploda as mesquitas com o novo templo descendo dos ceus e acreditam que so Deus pode dar 1 estado aos judeus, mas esperam e rezam fervorosamente por isso, mas de qqr forma, qqr judeu que se senta a mesa de 1 negador do holocausto eh 1 self hating jew por definicao, mas de mais a mais fico feliz em fazer parte de 1 povo que consegue tolerar essas diferencas sem fazer atos de depredacao, violencia e vandalismo e ameacas de morte de quem discorda, sei que pode haver excessoes, mas diferentemente das liderancas arabes atuais, sao excecoes e nao regra.

      No mais, se vc eh professor como o guterman lhe chama, recomendo-lhe ler mais, de boas fontes, vc vera como seu discurso eh errado

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    • 09/06/2010 - 09:41
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Alexandre,
      Eu coloco aqui nome e sobrenome. Não temo me esconder com um nick ou só um vago Alexandre.
      Se quiser confirmar se sou professor, basta buscar no currículo lattes, sem problema.
      O senhor quer comparar desgraças, além de querer monopolizar o semitismo.
      É evidente que os judeus sofrem imensos ataques no século XIX, que chegaram à violenta inominável da Alemanha Nazista – a direita radical.
      É claro que o termo antissemitismo foi cunhado ai, devido a isso.
      Só que hoje não há perseguição sistemática, política de estado, preconceito explícito, violência contra os judeus. Alegremo-nos todos.
      Hoje, a mesma direita que perseguia judeus discrimina árabes. Ou não é verdade? Claro que as atrocidades contra os judeus europeus foram capazes de hoje frear a violência física em massa. Mais uma dívida que o Ocidente tem para com o Judaísmo.
      Não há também como negar que os árabes tem a mesma raiz étnica, geográfica, história e cultural que os judeus. Todos descendem de Abrahão e o profeta Muhamad o acentuava. Árabes e judeus sempre viveram como irmãos – talvez primos -, muitas vezes dividiram a mesma terra. Quando os judeus sofriam perseguições na Europa, era nos países árabes que mnuitas vezes recebiam acolhida. Ou esquece das importantes comunidades judaicas de Damasco, de Istambul, do Cairo, de Teerã? Nem precisamos ir longe: basta olhar o Rio de Janeiro, São Paulo e outras cidades brasileiras que receberam imigrantes dos dois povos. Até que…
      Por isso, acho que a melhor utopia, o melhor sonho teria sido construir um estado para os dois povos. Por que não? Infelizmente a história não caminhou nessa direção.
      Portanto, para encerrar, se os árabes são semitas e sofrem perseguições, ainda que muito menores do que os judeus sofreram no passado, o termo antissemismo se aplica perfeitamente a esse caso.
      Sofrimento perpetrado pela mesma direita que discriminava, perseguia e matava judeus e que agora se aliaram a Israel.
      Tenha um dia muito bom.

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    • 09/06/2010 - 10:26
      Enviado por: Marcos Guterman

      Caro professor Alceste, com todo o respeito que o senhor merece, mas dizer que a vida atual dos palestinos equivale à dos judeus sob o nazismo é uma grossa distorção da história. Como historiador, o senhor sabe disso.

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    • 09/06/2010 - 10:27
      Enviado por: Rogério

      “Pra terminar, o Chomski nao eh anti-semita, e oque eh defenido como self hating jew”

      Alexandre

      É uma definição um tanto estranha, no mínimo, pois parte do pressuposto de que há um conceito único de como ser judeu. O cara pode até ter opiniões equivocadas em relação ao que é ser judeu, e de como o estado de israel poderia atuar,sob o ponto de vista de alguns, mas certamente o conceito de judeu para Chomsky, ele mesmo, é outro . Mas não menos válido, afinal não há a unidade absoluta sobre um tema tão amplo. E não parece que Chomsky esteja querendo o fim de Israel, parece ser mais um crítico ferrenho. Dependendo do ponto de vista ele podes ser considerado um self loving jew.

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    • 09/06/2010 - 11:58
      Enviado por: Paulo P. A.

      Caro Guterman,

      Fazendo a defesa da complexidade das informações trazidas pelo caríssimo Alceste, não vi, em momento algum o professor mencionar que a vida dos palestinos equivale à dos judeus no nazismo. Parece-me bem claro quando ele coloca “Portanto, para encerrar, se os árabes são semitas e sofrem perseguições, ainda que muito menores do que os judeus sofreram no passado, o termo antissemismo se aplica perfeitamente a esse caso”. Veja bem, perseguições muito menores que os judeus sofreram…

      Além disso, os argumentos do comentário incial se referem ao séc. XIX, portanto, creio que estás equivocado em alegar “grossa distorção da história”. Se me permite, a distorção agora foi tua.

      Abraços

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    • 09/06/2010 - 12:59
      Enviado por: Marcos Guterman

      Caro Paulo, você tem toda a razão. Eu me retrato do comentário acima.

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    • 09/06/2010 - 17:51
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Guterman,
      Por favor, onde eu comparei? Peço-lhe que me mostre. Indique-me o trecho.
      Eu exatamente disse que desgraças não se comparam. E frisei que a situação do mundo de hoje, graças exatamente aos judeus e aos seus sofrimentos, não permite mais violência em massa.
      Não tenha preconceito, não se arme e leia com mais atenção ao que eu disse. Peço-lhe essa gentileza.

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    • 09/06/2010 - 17:59
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Alexandre,
      Esqueci-me de um comentário sobre a sua intervenção. O Chomsky é ainda mais radical do que eu em relação à Israel. Como ele é judeu, não pode ser antissemita. Pelo seu raciocínio não podem ser também todos os outros judeus que condenam o sionismo. E os judeus ortodoxos que negam o Estado de Israel.
      Como eu não sou judeu, sou antissemita.
      Isso é que me parece racismo, no sentido de que um judeu não erra. Quem erra é um goy antissemita.
      O senhor deve achar justíssimo um raciocínio desse.

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    • 09/06/2010 - 18:01
      Enviado por: Marcos Guterman

      Caro professor Alceste, já me retratei do comentário, porque fui alertado do meu erro por outro leitor. Veja mais acima, por favor.

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    • 09/06/2010 - 18:32
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Marcos,
      Quero, sinceramente, lhe agradecer.
      Muito obrigado.
      Sei que muitas vezes minhas posições ferem pessoas por causa de suas origens, da visão do mundo de cada um. Asseguro não ser esse o meu interesse.
      Jamais na minha vida poderia esquecer o bem que o legado judaico fez ao Ocidente. Somos o que somos por causa da tradição dos profetas.
      Nesses 25 anos de docência, lecionei para uns quatro mil alunos. Muitos judeus. Pergunte a cada um deles se alguma vez os discriminei, manifestei ódio, tomei alguma atitude preconceituosa em relação a sua origem étnica.
      Não poucas vezes compareci a associações judaicas do Rio de Janeiro para me alimentar da prosa de Bashevis Singer, do teatro ídichi.
      Mas não posso deixar de me posicionar claramente sobre essa questão crucial dos dias de hoje, que é a questão palestina. Uma questão que vitimiza não somente os árabes, mas também os judeus do mundo inteiro.
      Imagino, Marcos, um homem formado na ética judáica ter que se defrontar diariamente com essa questão.
      Que o Deus de todos nos me impeça de qualquer manifestação racista, que é o maior sinal de indignidade que um ser humano pode manifestar.

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    • 11/06/2010 - 18:42
      Enviado por: alexandre

      Caro professor Alceste

      Por acaso sou tb orientador da mesma faculdade sua, porem em outra area, tendo pos-doutorado nesta, nao exponho meu sobrenome por solicitacao de minha esposa ja que neste pais dito tao tolerante ja fomos vitimas de anti-semitismo, por respeito a ela fico so no primeiro nome.

      Em relacao a recomendar a vc se informar mais, continuo com a recomendacao, os judeus so foram bem recebidos nos paises arabes sob jugo feroz e com altas taxacoes, bem melhor que ser jogado a fogueira eh verdade, mas ainda ssim cidadaos de segunda classe. E de la foram expulsoes quando assim conveio ao dominante, quero lembra-lhe que originalmente ha mais exilados judeus de paises arabes, cerca de 900 mil, que de palestinos, cerca de 750 mil, na melhor das hipoteses poderiamos dizer que os numeros sao similares

      Continuando em relacao a historia, este negocio de dizer que somente a direita persegue e perseguia os judeus e tb aos muculmanos eh 1 falacia, pra nao dizer uma distorcao vil da historia, em especial vindo de 1 professor de historia. Vamos aos fatos, o segundo maior assassino de judeus do seculo passado foi Stalin, que deportou matou ou mandou para gulags muitos judeus so por serem judeus. O Ira, apoiado pela esquerda mundial prega a eliminacao de Israel. Alias a esquerda da comunista China mata e persegue muculmanos Ulgures e a Russia comandada ainda pela elite do antigo partigo comunista persegue os muculmanos chechenos, alias eu ja havia mencionado isso no post acima, mas vc nao se deu ao trablho de ler. Continuando com os fatos a extrema direita continua anti-semita e anti-islamica, apesar de mais anti-semita ainda, de fato interessante, os radicais islamicos, apoiados pela esquerda, adotam posturas e politicas semelhantes a do facismo, mais interessante ainda, August Bebel, fundador do partido socialista alemao, a quem 1 professor de historia deveria conhecer, afinal 4 mil alunos ensinados deveriam conhece-lo por sua importancia, disse ha muito, ” o ani-semitismo (odio aos judeus) eh o socialismo dos tolos”, ainda mais interessante eh a constatacao por Norberto Bobbio sobre as semelhancas da extrema direita com a extrema esquerda “This is also the reason why the extreme wings of a pluralistic political spectrum on the right and left are united in their hatred of democracy, albeit for opposing reasons.” Logo sua afirmacao eh no minimo incorreta

      Meu caro professor, outra falacia sua e dizer “Claro que as atrocidades contra os judeus europeus foram capazes de hoje frear a violência física em massa”. Isso nao corresponde a realidade, vide oque a Jordania fez com os palestinos, a Russia com os Chechenos, o Sudao com os nao islamicos, e assim por diante, como escrevi anteriormente.

      Mais uma falacia sua dizer que nao ha politicas de estado contra judeus: o Egito acabou de tirar a idadania de 1 pessoa casada com 1 israelense so por este fato, ate 2 anos atras judeus eram proibidos de tirar visto para os emirados arabes e se vc ver a tv arabe, vc vai ver que canais estatais passam propaganda anti-semita incluindo 1 versao televisiva dos protocolos dos sabios de siao.

      Em relacao a self hating jew, eh 1 termo cunhado a muito tempo e hoje bem definido, isso vale ao rogerio tb, assim como anti-semitismo,http://en.wikipedia.org/wiki/Self-hating_Jew.

      Caro professor, para finalizar quero lhe dizer que chantagem emocional tentando cercear meu direito de expressao dizendo que eu acho que so eu como judeu pode estar certo so funciona com criancas de 3 anos de idade ou com adultos de idade mental similar. Judeus e nao judeus podem estar certos, mas invertendo seu raciocinio eu nao posso estar certo porque sou judeu em sua visao, judeus estao sempre errados?? Eh claro que posso estar certo, e nao so isso, defendo meus argumentos com fatos os quais o senhor nao refuta, apenas discute semantica. Meu caro professor, de professor pra professor aqui vai 1 dica, nao subestime a inteligencia alheia e nao ache que os anos de docencia lhe garantem imunidade a contestacao que acho que eh oque vc gostaria, oque alias tb eh carateristico dos despotas, tanto de equerda, qto de direita.

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    • 11/06/2010 - 23:47
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Sr. Alexandre.
      O senhor é pessoa sem categoria, que certamente se diz o que não é, da mesma maneira que teve de reconhecer que sou o que o senhor duvidava que eu fosse.
      O senhor tem caráter bem limitado.
      Não tem sequer a coragem e o caráter de dizer nome e sobrenome.
      Cita uma série de homens da direita, porque certamente não sabe diferenciar alhos de bugalhos. Limitação intelectual, sem dúvida.
      E na sua lista não consta as atrocidades israelenses. E nesse caso não é burrice. Quanto a fazer chantagem emocional, digo-lhe que quem o faz é o sionismo. Há muito. E o senhor sabe do que eu falo.

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    • 12/06/2010 - 02:51
      Enviado por: alexandre

      Caro Professor Alceste

      Vamos por partes, a despeito do seu ataque histerico esperneando ao ser confrontado com diversos fatos, novamente tipico dos despostas, me considero um homem bem educado com doutrado e pos-doutorado, alem de ter a categoria e carater nao desqualificando com quem converso sem fatos, oque o senhor nao parece conseguir.

      Reconheco que o senhor eh professor da UFF da belissima cidade de Niteroi onde fiz medicina e depois residencia e apos meu doutorado na USP e posdoc nos EUA fui convidado a ser orientador da pos-graduacao de 2 departamentos, por enquanto aceitei o primeiro convite e o segundo esta em aguardo por agenda, alias ja passei em concurso pra la mas por impossibilidade de DE acabei apenas me associando por respeito a instituicao que alias finalmente vai ganhar predio pra faculdade de medicina onde ficava o DCE, alem disso sou membro titluar de sociedades brasileiras na minha area, bem como membro eleito da minha sociedade nos eua, alem disso reviso artigos cientificos para revistas no Brasil e no exterior, tenho capitulos em livros, ja produzi software na minha area, tenho nos utimos 5 anos mais de uma duzia de artigos publicados ou aceitos pra publicacao e dezenas de apresentacoes em congressos brasileiros e internacionais Guterman tem meu nome completo e pode confirmar-lhe os dados se tiver vontade, senao o senhor pode continuar se achando o unico inteligente do planeta capaz de ser professor, isso sim em seu ver deve ser categoria e carater amplo.

      Como lhe disse assino apenas com meu nome por respeito aos medos de minha senhora apos incidentes anti-semitas e ameacas vistas em outros sites, creio que por isso nao sou menos digno que 1 henfil que so assinava seu nome, ou 1 frei beto, que alias usa somente pseudonimo, ou chico buarque que por medo da ditadura assinava tb com pseudonimos e por ai vai.

      Posso citar diversos nomes da esquerda, como os acima, ou da direita, como ronaldo caiado, roberto campos, general medici. Cito tb homens da direita que flertam com a dita esquerda no governo, como Jose Sarney, Delfim Neto, entre tantos. Cito tb figuras ambiguas como getulio Vargas criador do salario minimo maas que quase se aliou ao eixo e deportou Olga Benario aos nazistas e mesmo nosso JK que apesar da criacao de brasiia e vieis de esquerda foi grande fomentador da entrada de capitais externos com o desenvovimento subsequente do ABC paulista. Aqui me aterei aos nacionais, mas se o senhor insistir nos seus desafios pueris posso me alongar.

      Creio porem que o senhor desconecia Bebel, Bobbio, ou mesmo Stalin pela ausencia de comentario devido, ou isso ou seus preconceitos o fazem engasgar pois eh obvio que o senhor se irrita ja que nao consegue contestar o escrito que sei imagino lhe fira por sua aparente visao maniqueista de que a esquerda eh sempre boa e a direita sempre ruim. Desculpe, eh so ler seus posts e os meus pra ver quem tem 1 visao ou cultura limitadas, talvez quic por preconceito

      Obrigado por dar razao ao post do Guterman. Realmente da minha lista nao constam as atrocidades sionistas pq estas ja constavam da sua , que alias so constavam essas, Israel eh 1 pais que como outros erra, mas nao eh o unico que erra, a diferenca eh que em diversas vezes eu, o Guterman, e outros judeus ou sionistas reconhecemos isto, mas certas pessoas aqui parecem nunca reconhecer quando Israel esta correto, ou mais que outros paises, erram muito mais. Entretanto isto nao eh 1 jogo infantil de quem erra mais ou menos, mas apenas demonstra a necessidade de ser coerente e exigir similaridade de tratamente, oque nao ha, coisa alias bem demonstrada no post sobre o refugiado iraniano tb feito pelo Guterman, alias coisa muito bem exemplificada na figura de nosso a”amigo: mais recente, a Turquia, que se realmente acredita na autodeterminacao dos povos devia no ato criar o Curdistao.

      Quanto a chantagem emocional por enquanto so reconheco a sua que tenta cercear o direito dos outros responderem, novamente virando a seta, que dizer que se for Israelense ou judeu ou mesmo de direita (oque por mais que vc duvide nao sou) esta sempre errado? Alias, so pra lhe lembrar, o sionismo so defende o direito a auto-determinacao dos judeus em sua terra historica.

      Quanto a saber oque o senhor fala, nao estou bem certo se o senhor mesmo sabe oque fala, logo nao me atrevo a concordar ou discordar.

      Em tempo, antes que eu me esqueca de perguntar, como o senhor com todo o seu curriculo em outras areas foi ser diretor de departamento NO CENTRO DE CIENCIAS MEDICAS, no Valonguinho, e como diria o falecido Francisco Milani, nao me venhas com xurumelas. Pode ate ser, mas demanda entendimento.

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    • 13/06/2010 - 01:35
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Alexnadre,
      Quer dizer que agora confirma que sou o que eu disse que sou? Lembra que você disse que não era e lhe dei como me achar? Agora tem que reconhecer que sou o que eu disse que sou. Não sou? Confessa ai.
      Voltemos a você. Você diz que é isso e aquilo. Prove que você é o que diz que é, como eu provei que eu sou o que eu disse que sou e você duvidou que eu fosse.
      Duvido que entenda o que eu digo. Talvez a sua senhora lhe ajude.
      Outra coisa: você escreve muito mal.
      Bye.

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    • 13/06/2010 - 01:40
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Alexandre,
      Esqueci de dizer. Nunca fui diretor do Centro de Ciências Médicas. Você nem sabe ler o Lattes.
      Diga-me onde você me viu diretor do Centro de Ciências Médicas, que pegarei a portaria e irei tomar posse.
      Estou a espera de uma resposta.

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    • 13/06/2010 - 14:39
      Enviado por: alexandre

      Caro professor Alceste

      Certamente escrevo mal na internet ja que nao tenho compromisso com o formato, diferentemente do que escrevo em revistas e livros, mas ao menos sei oque escrevo, o dignissimo tem em seu lattes

      12/2003 – 12/2005 Direção e administração, Centro de Ciências Médicas, .
      Cargo ou função – Chefe de Departamento

      Ou o senhor nao sabe oque escreve, ou nao sabe ler oque escreve. Fornecer informacao falsa ao CNPq nao eh correto.

      Qto a minha formacao lhe dei subsidios pra verificar se vc confiar no Guterman, se nao quiser, azar o seu. Eu e as pessoas que me importam sabem quem eu sou. E nao importam meus titulos academicos, certamente superiores aos seus em idade mais tenra, mas minhas ideias e a historia da humanidade em si sem distorcao por preconceitos politicos.

      O mais ridiculo desta historia eh q vc como professor de historia nao consegue contrapor 1 unico agrumento meu se limitando a espernear ou tentar me desqualificar dizendo que nao sou professor ou que minha escrita na internet eh ruim. Vergonhoso.

      O maximo que o senhor fez foi dar razao ao Guterman e tentar baixar o nivel.

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    • 13/06/2010 - 19:56
      Enviado por: alexandre

      Alceste

      Antes que eu me esqueca, so pra responder especificamente, lhe dei como verificar minhas credenciais, e mais, sua inseguranca eh oque he fez imaginar que eu duvidava que vc era professor, minhas palavras foram “No mais, se vc eh professor como o guterman lhe chama, recomendo-lhe ler mais, de boas fontes, vc vera como seu discurso eh errado”

      Agora as mudo por formalidade para – em sendo professor, ainda mais de historia, recomendo-lhe ler mais, de boas fontes, e mais, sem os antolhos que a visao politica exacerbada lhe dao e vc vera como seu discurso eh errado, e isto se torna obvio na sua incapacidade de dialogo e histeria preterindo o debate sugerindo desconhecimento em historia e filosofia, em especifico no que diz respeito a historia dos judeus e do anti-semitismo, mais em especifico ainda da perseguicao destes tanto pela direita quanto pela esquerda e tb da proximidade entre as extremas direita e esquerda, alias ate mt bem representada na alianca inicial entre sovieticos e alemaes na segunda guerra. Nao tenho duvidas de q vc entende do cardeal arcoverde, que alias nomina 1 bela praca em Copacabana com 1 linda chanuquia judaica, mas de resto….

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    • 14/06/2010 - 12:43
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Eu ainda sei alguma coisa do Cardeal Arcoverde.
      Você não sabe nada. É um siderúrgico.
      E encerro por aqui. Seguirei o conselho de Jesus Cristo de não atirar pérolas aos…

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  • 08/06/2010 - 19:56
    Enviado por: Adriana

    Perfeito _ não diria menos do que isto.
    Você vai ver que pouquíssimos irão escrever aqui. Afinal,o que dizer de fatos tão contundentes.
    Só para constar, o Hamas recusou a tal da “desculpa” utilizada [ajuda pseudo] humanitária; deixou 8 caminhões darem meia volta no portao de Israel.
    Se entra este tipo de coisa, melhora o status da população.
    Se melhora, questionam que o esta colocando de fato no cercado [lideres].
    Logo, para não acontecer isto, quanto melhor pior.

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  • 08/06/2010 - 20:09
    Enviado por: João Luis

    Eu me recuso a pensar no episódio da “flotilha da liberdade” apenas em termos de anti-semitismo. Aqui o que o Guterman fez é a inversão do ônus da prova: aqueles que acusam são acusados, e acusados com o argumento mais incontestável, o anti-semitismo. Eu cresci, e me formei numa geraçâo que fez da defesa dos direitos do povo judaico não apenas a ter sua terra, como também criticar ferrenhamente os ataques dos imbecis que colocavam os judeus no topo das culpas do mundo inteiro, ou então como ocultos arquitetos da ordem capitalista mundial.
    O recurso ao anti-semitismo como desculpa para evitar a análise das políticas é uma arma enferrujada, e portanto, fere a consciência das pessoas livres e inteligentes.
    Aqui é preciso voltar a falar em política. Israel deve começar a falar em política, com todo o planeta, a começar com os palestinos, com os quais estão fadados a conviver (ou há uma outra idéia, talvez menos elegante?).
    O do navio “humanitário” é uma ninharia se comparado com a situação de Gaza, com os foguetes que caem na população israelense, com dois povos envenenados e divididos com arame farpado e agora um muro, o símbolo máximo da segregação (encoberto na proteção dos ataques).
    Tudo por não se falar em política, por acreditar no poder militar.
    O grande mestre Daniel Baremboim conseguiu fazer uma orquestra de israelenses e palestinos e de outros países, convivendo harmoniosamente. Uma lição que Liberman e Netanyahu se recusam a entender.
    E aqui, longe de todos os perigos, estamos falando em anti-semitismo…

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    • 09/06/2010 - 10:31
      Enviado por: Marcos Guterman

      João Luis, eu não usei o antissemitismo como desculpa de nada. Meu texto é muito claro. Eu mostrei como os antissemitas usam os erros de Israel para alimentar o ódio aos judeus. Os erros de Israel devem ser considerados no contexto, e não fora dele. E qual é esse contexto? É que há palestinos que desejam o fim de Israel, que há o Irã que apoia esses grupos, que há antissemitismo violento no mundo árabe etc. Israel reage a um ambiente que lhe é hostil, e não por causa de sua suposta maldade intrínseca. Israel deve ser julgado nesse cenário.

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  • 08/06/2010 - 20:17
    Enviado por: markus

    Logo, logo, até unha encravada será culpa do antissemitismo.

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  • 08/06/2010 - 20:23
    Enviado por: João Só

    Só não concordo com os que disparam a termo antissemita a torto e a direito.

    Basta criticar Israel e antes que um elétron dê uma volta no átomo de hidrogênio alguém vai chamá-lo de antissemita.

    Acaba parecendo que é uma muleta que serve para justificar qualquer coisa que Israel faça. Mas pior mesmo é que é um desrespeito com todos aqueles que sofreram nas mãos de verdadeiros antissemitas e que agora veem seus algozes indecorosamente banalizados e diluídos numa multidão sem rosto. Os verdadeiros antissemitas devem achar isso muito conveniente.

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    • 09/06/2010 - 10:34
      Enviado por: Marcos Guterman

      É verdade, João, recentemente li um interessante texto que dizia justamente isso, infelizmente não me lembro onde. No entanto, não posso me furtar a denunciar o antissemitismo por trás de certos arranjos discursivos que se aproveitam dos erros e eventuais crimes de Israel para reafirmar o ódio aos judeus.

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  • 08/06/2010 - 21:18
    Enviado por: Schneider

    Dedico este post ao Marcos Guterman e a todos os que amam e odeiam Israel
    .
    O episódio da flotilha “da liberdade” juntamente com as próximas flotilhas conduz a algumas reflexões. Chamo até a atenção que os islâmicos estão determinados a colocar muito mais pressão aproveitando as posturas do Obama. Eles estão fazendo claramente um grande esforço por que voltaram a crer que é possível destruir a Israel.
    .
    Os episódios dos últimos dias fizeram com que eu refletisse sobre a contínua luta de islâmicos em todos os cantos do mundo. É interessante observar que o cristianismo prega o amor e a oração aos que não crêem. O islamismo prega a morte dos infiéis, subentenda, eu, você a maioria das pessoas que amamos.
    .
    Observei nestes últimos dias pessoas aflitas com as mentiras perpetradas contra Israel. Confesso que até eu me abalei em certo momento. É próprio do homem olhar apenas para si, pois Deus parece sempre mais distante.
    .
    Diferentemente da repórter Helen Thomas acho que os judeus deveriam voltar para Israel. Os judeus deveriam deixar de ser acomodados, muquiranas, sovinas, amantes do dinheiro e deveriam se voltar para sua história, identidade e a promessa de Jeová. A boa terra não é São Paulo: é Israel. O retorno dos judeus é a catálise principal da história da humanidade. Jerusalém é o centro das nações.
    .
    A grande operação de DEUS no século XX foi o renascimento da nação judaica: ISRAEL
    .
    É incrível nos depararmos com o ódio que esta pequena nação pode gerar. Tantos neste blog e na internet como um todo têm entoado mantras de morte a Israel, ao mesmo tempo que fecham os olhos as barbaridades perpetradas pelos fanáticos homicidas islâmicos que buscam destruir ao Ocidente.
    .
    A existência de Israel justifica-se por várias razões
    .
    a) A bíblia diz que Abraão esperava pela nação que tem fundamentos celestiais. Da mesma maneira, ao longo dos séculos muitos judeus dobraram os joelhos e suplicaram pela misericórdia de Deus restaurando a Israel.
    .
    b) Os judeus são um povo que lêem e creram. Aqueles que lêem e crêem tornam concretas verdades e fatos. Os judeus creram na restauração de sua nação.
    .
    c) Por fim, as escrituras não podem falhar. Estava profetizado nos Evangelhos através da palavra de Jesus Cristo que a figueira voltaria a botar folhas e frutos. A profecia não determina o futuro, meramente menciona com antecipação o que já aconteceu. (entenda se puder)
    .
    Quanto aos numerosos inimigos de Israel, que também abalam nossos corações, não há por que se preocupar. Nada há mais venenoso para a alma humana do que o ódio que definha os homens de dentro para fora. A grande preocupação de Israel deve ser unicamente dobrar seus joelhos e viver justamente na presença de Deus. As demais nações formam apenas número. Quanto ao ódio e as armas dos inimigos, vimos em 2007 que eles mesmos se dividem matando-se uns aos outros, como ocorreu no Coup d’Etat do Hamas contra o Fatah.
    .
    Como é maravilhoso que o fogo se levante contra Israel para que o remanescente seja depurado e provado se realmente crêem na existência de Deus ou se meramente aceitam intelectualmente o fato.

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    • 08/06/2010 - 23:28
      Enviado por: justo

      Cara… sinceramente?
      Depois de perder meu tempo lendo coisas como esta
      “Os judeus deveriam deixar de ser acomodados, muquiranas, sovinas, amantes do dinheiro e deveriam se voltar para sua história, identidade e a promessa de Jeová.”
      Se eu fosse seu amigo eu te levaria para um bom médico

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    • 09/06/2010 - 09:39
      Enviado por: Rogério

      “É interessante observar que o cristianismo prega o amor e a oração aos que não crêem. O islamismo prega a morte dos infiéis, subentenda, eu, você a maioria das pessoas que amamos.”

      Raciocínio furado e perverso. Tudo depende da interpretação, esse é o diabo da religião. Houve um tempo em que os cristão interpretavam que hereges deveriam ir para a fogueira e etc, a religião é a mesma, os homens é que mudaram.

      Aliás como bom cristão deveria oferecer a outra face a eles.

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    • 09/06/2010 - 09:43
      Enviado por: Rogério

      “Como é maravilhoso que o fogo se levante contra Israel para que o remanescente seja depurado e provado ”

      Aí o negócio endoidou de vez. Maravilhoso um novo holocausto?!

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  • 08/06/2010 - 21:26
    Enviado por: Mazal ToV

    Marcos:
    A Reuters publicou foto do ativista ao lado do soldado ferido,sem a faca na mão.
    Fez “desaparecer” a faca do marginal.
    A farsa já foi descoberta e noticiada por poucos jornais,pois se fosse o contrario que um ativista tivesse ferido e a arma do soldado israelense sumido na foto,TODOS OS GRANDES JORNAIS MUNDIAIS já tinham excrachado o Reuters.
    E ainda dizem que os judeus dominam a midia.
    No campo os judeus não tinham armas e morriam esqueleticos de fome.
    Em Gaza os palestinos tem armas{o sul de Israel é que sabe o que é levar missel na cabeça}e não tem um palestino cadavérico igual na Africa que se morria por fome.Tem mais gente desnutrida na Córeia do Norte que em Gaza.
    Passa comida pelas fronteiras e o mar tem peixe,onde judeus de campo de concentração em estado cadavérico recebia comida e tinha um mar para pegar peixes???
    Aos judeus dos campos e guetos não foi dada nenhuma chance de negociar,de prosperar e viver em paz,só de morrer fuzilado,cremado,de tifo etc….
    O Hamas teve e tem a chance de prosperar e viver em paz com Israel,mais prefere seguir as diretrizes do Irã e da Siria e usar a desgraça do seu povo e perpetuar ela para lucrar como politicos nordestinos lucram com a desgraça do seu povo na “industria da seca”.
    Se Israel quizesse matar os palestinos e o Hamas,em 3 dias com seus aviôens e tanques mataria mais de 100.000 se esta fosse a intenção.
    Na ultima guerra que morreu mil palestnos sendo que 40% terroristas em 30 dias,foi bem menos que a Russia matou no seu primero dia de ofensiva na Chechenia,e muito menos que o Rei Hussein massacrou no setembro negro.
    E os antissemitas ainda dizem que Israel queria chacinar……
    E se o Hamas tivesse o poder de Israel tenho certeza que entrariam em Israel extrupando as judias e fuzilando os civis,milhares de judeus seriam mortos por dias e ainda destruiriam a marretadas o muro sagrado.
    Só não fazem porque não tem poder,e não porque são bonzinhos.
    Um tipo de gente que matou na tomada de Gaza seus irmâos da fatah que dias antes fumavam narguile juntos e foram criados desde criança juntos,como cachorros leprozos de barriga para o chão com rajadas de Ak-47,o que não fariam então com os judeus se tivessem poder????
    Nós temos o poder,e não transformamos Gaza em Stalingrado ou em Grosny e estamos lá matando gente todo dia como os russos tão fazendo e não tem CNN,BBC,nem All Jazerra filmando.
    Mulçumanos exterminados pelos russos na Chechenia e a liga árabe se cala,ainda fazem bons négocios com a Russia de Putin.
    HIPOCRITAS.
    Hoje aviôens turcos invadiram o espaço aereo iraquiano e mataram curdos nas montanhas.
    Invadiram um espaço aereo que não pertence a eles,com aviôens americanos e mataram os curdos o “povo das montanhas sem patria”.
    Cade as manifestaçôens internacionais???
    Ninguem queima a bandeira turca???
    Um milhão de armenios mortos,isto é genocidio.
    Onde esta o reconhecimento turco e a indenização??
    E o abuzo com o território do Chipre???
    São estes turcos que tem moral para criticar Israel ???
    E porque o mundo não cai de pau na Turquia ou no Hamas quando fuzila seus irmâos da Fatah como metem em Israel ????
    Imagina a cena de soldados israelenses fuzilando uns 50 ativistas de barriga para baixo correndo o mundo como o Hamas fez com o Fatah.
    No dia seguinte ia ter sinagogas queimadas,protestos mundiais,reunião de emergencia da ONU e iam chamar de holocausto judeu,pois para o turco safado os 8 terroristas turcos mortos foi um “genocidio”.
    A questão é que a fogueira do ódio só pega fogo quando é aceza com” fosforo de judeu”,senão não dá nem um “calorzinho”,nem interessa.

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  • 08/06/2010 - 22:01
    Enviado por: DOIDO VEIO

    Guterman,esse link da flotila da Turquia garimpado pelo nosso ilustre amigo Bom de Papo mostra realmente tudo isso acima.

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  • 08/06/2010 - 22:01
    Enviado por: DOIDO VEIO

    Oops ai esta o link:
    http://www.youtube.com/watch?v=2KUcv452KbU

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  • 08/06/2010 - 22:49
    Enviado por: Raimundo Costa

    Meus caros,
    Somente Israel tem o poder de mudar esta visão que o mundo tem dele, apenas ele, basta querer!
    Só gostaria de entender porque toda critica a Israel é taxada como antissemita, porque isto? Muitas vezes a critica é uma maneira de corrigir um rumo, mas aos olhos dos nobres, é antissemitismo puro.
    Será que Israel não comete erros?
    Gostaria até de deixar uma pergunta, educada, aos nobres amigos…
    “Que sentido faz, punir o Irã por uma bomba que ainda nem fabricou, depois de não punir Israel pelas bombas que possui há décadas, sem controle internacional de nenhuma espécie?”

    Li uma frase que é muito emblematica e serve como espelho do que ocorre no oriente-médio: “O direito não possui nenhuma força. E a força tem todos os direitos”

    RdoCosta

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  • 08/06/2010 - 22:49
    Enviado por: José Armando

    ainda bem
    já q para o sr. anti sionista e anti semita seja a mesma coisa

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    • 09/06/2010 - 00:59
      Enviado por: Samarkand

      E é.

      Sionismo: defesa do direito dos Judeus de terem de volta o seu país, sua nação e o respeito como seres humanos;

      Anti-semitismo: a negação aos Judeus da condição de humanos, a uma nacionalidade, à cidadania.

      Ser anti-Sionista é ser anti-semita.

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    • 09/06/2010 - 03:59
      Enviado por: alexandre

      Certamente nao o eh nem pra ele, nem pra mim, nem pra maioria dos que aqui defende os judeus e israel, mas criticas somente a israel, ou a ausencia de reconhecimento de que israel esta certo qdo o esta, isto eh anti-semitismo

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  • 08/06/2010 - 22:59
    Enviado por: Filipe Carvalho

    Parabéns Guterman, belíssimo texto.
    Faço aqui minha mea-culpa. Já abracei esse discursinho barato, mas felizmente fui criado de maneira a formar minha opinião de maneira independente, na vida aprendi a pensar, e passei a enxergar essas armadilhas com o tempo.
    Hoje entendo a luta quase infinita de vocês, é triste ver como normalmente as pessoas se entregam a discursinhos baratos.

    Um abraço aos judeus e os israelenses de um brasileiro ateu que está sempre do lado da racionalidade e da democracia.

    PS: Por que você não cita reportagem da Folha do último domingo que mostrou que não existe toda essa crise humanitária que se fala em Gaza? Sei que você, como eu, não aprova o bloqueio a Gaza, mas sabemos quem é o principal culpado para que o bloqueio acontecesse.

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  • 08/06/2010 - 23:11
    Enviado por: Brasileiro

    Antissemitismo…tá bom, lá vem esse papo de novo….cara, vamos lá, queria ouvir sua opinião sincera:

    1) O que é então esse “antissemitismo”?
    2) Por que ele existe? Sem motivo nenhum, só não foram com tua cara? Desde quando?
    3) Pelo que eu leio aqui, o pessoal que critica em geral, desce a lenha no GOVERNO DE ISRAEL, em atitudes indignas do século 21, como construir um muro de contenção, retaliar desproporcionalmente, ser agressivo, não no povo em geral, muito menos por serem judeus. Judeu, é um cara como outro qualquer, tem uns que são jóia, tem uns que não prestam, como em todos os outros grupos. Eu tenho diversos amigos judeus, como tenho amigos evangélicos, cristãos, etc. etc., quem é gente boa é gente boa, quem não presta não presta, simples assim.
    4) Quem postou há poucos dias um vídeo preconceituoso que insultava o Brasil e os brasileiros como sendo idiotas, foi você – não pode esperar que a gente bata palmas, não é? Você insulta e depois quer ser apreciado?
    5) Resumidamente: Em 1940, teve um louco chamado Hitler, que achava que existia uma raça superior, e foi para cima de minorias e etnias não-arianas, inclusive os judeus. Matou 6 milhões deles, foi um crime horrível, certo, foi f… mesmo.
    6) Daí em seguida, a ONU criou um novo país chamado Israel…onde há milhares de anos existiu um reino do mesmo nome, para que os judeus pudessem ter seu próprio país.
    7) O problema é que ali, além de judeus, tinha também um monte de árabes, e tiveram que ser expulsos para abrir lugar, claro, então temos o maior problema de desapropriação de terras da História.
    8) Se os europeus, tão bonzinhos e arrependidos, tivessem cedido um pedaço de seus países e criado o novo Israel na Europa, provavelmente as coisas estariam muito melhor, mas por “raízes” culturais, religiosas, não, os judeus quiseram criar o Israel moderno BEM NO MEIO de milhões e milhões de muçulmanos por decreto…não foi a idéia mais inteligente do mundo, reconheçamos.
    9) Então agora a situação é simples: Uma PUTA briga pela terra…os judeus, dizem que sempre estiveram ali, que a ONU deu o lugar para eles, e os palestinos (os árabes que estavam ali antes), dizem que foram expulsos à força…o que não seria exatamente uma surpresa numa situação dessas…
    10) Na solução de briga, como tem 300 milhões de árabes contra 30 milhões de judeus, o que tá segurando as pontas são as bombas atômicas de Israel…mas a hora que os árabes tiverem as mesmas…cara, não vai prestar, vai virar Oriente Atômico…então o ÚNICO jeito, tem que ser a solução de amizade, de convívio, que inclusive o Lula tentou…mas pelo jeito, a tchurma ao invés de agradecer, de ierceber que valeu a tentativa, não, só quis desprezar e ridicularizar, inclusive ao Brasil inteiro, país que sempre acolheu todos tão bem…
    11) E isso acaba o papo: Se continuarem numa de briga, mais 10, 15 ou 20 anos, um dia vai ser Irã, ou Líbia, ou Síria, ou sei lá, e o precioso Israel vai virar poeira radioativa, junto com um monte de países árabes…puta vitória, palmas para todos, vocês são realmente muito inteligentes, nós que não alcançamos sua magnificiência…
    12) Mas SE APRENDEREM com o Brasil, com nossa cultura de convívio pacífico, de tolerância, como nosso presidente mostrou o caminho, se pararem de se achar os bons, escolhidos, parar de dar uma de vítima “pô, ninguém me ama, ninguém me quer….”, se parar com essa de “me odeiam sem motivo”, se REALMENTE se esforçarem para estreitar laços com os países em volta, um dia essa zorra acaba e vocês podem ficar de boa.

    Sucesso.

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  • 08/06/2010 - 23:20
    Enviado por: justo

    Vamos esclarecer os que ignoram o termo antissemita.
    “A palavra Antisemitismus foi cunhada, em língua alemã, no século XIX, numa altura em que a ciência racial estava na moda na Alemanha, e foi usada pela primeira vez já com o sentido de aversão aos judeus, pelo jornalista alemão Wilhelm Marr, em 1873, por soar mais “científica” do que Judenhass (“ódio aos judeus”).”

    Portanto antissemitismo , desde que foi publicada da forma com que foi cunhada, em 1873 até os dias atuais significa ÓDIO AOS JUDEUS.

    E não como alguns parvos por aqui querendo até mesmo desqualificar a classificaçao que lhes caem bem: Antissemitas..

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  • 08/06/2010 - 23:36
    Enviado por: carlos erico

    Israel pode e deve ser tratado como um Estado igual aos outros, justamente por esta razão, não assiste direito à Israel desobedecer as resoluções da ONU ocupando território que não lhe pertence e invadindo embarcações em alto mar.

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  • 08/06/2010 - 23:39
    Enviado por: Vasconcelos

    Marcos:
    Olha esta do Jornal egipcio:
    Gostaria do seu comentario sobre a atitude do “colega de profissão” egipcio.
    Egyptian lawmaker slammed for speaking of beaten troops

    Muslim Brotherhood MP Mohamed Beltagy, who was on Gaza-bound flotilla, recounts snatching of Navy soldiers. Egyptian newspapers not pleased with bragging, says it ‘helps Israel’

    Roee Nahmias Published: 06.09.10, 00:39 / Israel News

    A storm has been kicked up in Egyptian media after experiences on the flotilla are recounted. The version of events on the Gaza-bound flotilla as heard by an Egyptian member of parliament have evoked the ire of a number of state-run media outlets in the country because, they claim, the stories help Israeli PR efforts.

    An Egyptian member of parliament from the Muslim Brotherhood, Mohamed Beltagy, took part in the flotilla to the Gaza Strip that was commandeered by the Israeli Navy. After participating in the clashes on the deck of the Mavi Marmara, he was arrested by Israel and later released to Egypt.

    Interview

    ‘Soldiers thought we would kill them’ / Ynet and agencies

    (Video) Turkish newspaper publishes interview with Marmara activists describing how they overpowered three Navy commandos. ‘I looked into the eyes of these three children, and saw panic. They had no hope of staying alive,’ says ship passenger Mahir Tan
    Full Story

    On Tuesday of last week, he was interviewed on the “10 at Night” program on the Egyptian channel Dream. During the interview, he said that the flotilla participants overtook three Israeli commandos and snatched their weapons from them. This admission of employing force against IDF soldiers has evoked a media storm among Egyptian columnists, who claim this was a “public relations gift to Israel.”

    Under the headline “The Muslim Brotherhood’s Gift to Israel,” columnist Abdullah Kamal criticized Beltagy’s admission. “He said that he and those with him on the ship overtook three Israeli commando soldiers who had broken onto the ship and took control of their weapons. He boasted of this without understanding that he is granting Israel a massive, recorded gift that it will gain benefit from in the commission of inquiry it will carry out following the massacre.”

    In the column, published in the Egyptian newspaper Rosalyousef, Kamal continued, “Israel said that it was faced with armed men on the ship and that it was thus forced to clash with them. The parliament member said that he and those with him took over the commando’s weapon and denied that he and those with him were civilians who had not committed violent acts.

    “Perhaps everyone will see the video clip of the action that was leaked to the media and includes images of an Israeli soldier jumping onto the boat and then being chased and beaten. This is precisely what Israel wants – to prove its excuses from a legal perspective.”

    Neither did Kamal spare the Turks of criticism: “Turkey does not want the best for the Palestinians, but is interested in using the Palestinian card for the sake of its own objectives. The most important of them is to be the intermediary between the West and the East, which would grant it the ability to join the European Union.”

    Kamal also came out against the political party of Turkish Prime Minister Recep Tayyip Erdogan, and wrote, “The Justice and Development Party, which is lead by Erdogan, is at its root part of the Muslim Brotherhood. This is a party that wanted to present itself as the new and modern version of political Islam and merge Islam and ideology. However, reality made it into a hostage of ideology. Reality is what revealed its nature as a group that belongs to the international organization of the Muslim Brotherhood.”

    The daily newspaper el-Gomhuriah also did not spare the parliament member. “This is dangerous talk that serves Israel. Beltagy returned Tuesday to the Gaza Strip in order ‘to show his support.’ He took part in the delegation of nine Egyptian parliament members, seven of whom are Muslim Brothers, that crossed Rafah Crossing into the Gaza Strip in order to show their support and meet with senior Hamas officials.”

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  • 08/06/2010 - 23:49
    Enviado por: Fabio Unique

    João Luis, Alceste Pinheiro, e outros:

    Com o Hamas, ou outros grupos considerados terroristas, não adianta falar só de política, outros já tentaram isso antes. Precisa falar também de religião. Talvez entregar para eles toda Jerusalem, em troca de uma fatwa contra quem planejar atentados suicidas.

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    • 09/06/2010 - 09:44
      Enviado por: Alceste Pinheiro

      Você deve achar que se pode negociar com o Bibi.
      Também diziam isso do Arafat. Fez um acordo, rompido a seguir quando o filhote que Jabotinsky assumiu o governo.

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    • 09/06/2010 - 11:14
      Enviado por: Fabio Unique

      Alceste Pinheiro,

      Eu não achava nada do Bibi. Ele não consumia grande parte dos meus pensamentos. Mas depois de assistir a entrevista que o filho do Hamas (convertido ao Cristianismo) deu, fiquei absolutamente apavorado com esse Bibi.

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  • 09/06/2010 - 00:00
    Enviado por: PSB

    Caro Guterman

    Bem, Saramago não é aquele comunista ortodoxo? Diria – minha humilde opinião, excelente escritor, péssimo intelectual. Não o leve a sério.

    Não diria que somente o anti-semitismo continua forte. Infelizmente as pessoas se apegam a mitos e teorias aparentemente corretas e não as largam de modo algum.

    Veja, na área de humanas, MAS NÃO somente nela, atenção, o pensamento de que o rico é rico porque rouba do pobre ainda impera na cabeça de muitas pessoas. São comuns ainda velhas idéias tais quais: o governo de direita com a polícia como instrumento de opressão, a empresa capitalista que só arranca o sangue dos empregados e tem lucros estratoféricos de 80%, os milionários acordam às 2h da tarde, fazem uma festinha com uísque escocês, ri dos pobres e são preconceituosos, fazem outra festa à noite e dorme às 3h da manhã, etc.

    Naturalmente o anti-semitismo atinge diretamente os judeus, e de forma muito mais preocupante, no entanto, diria que esse preconceito faz parte de idéias falsas que estão arraigada nas cabeças de muitas pessoas.

    Quantas pessoas não aplaudiram o que Lula disse, a saber: essa direita que está há 500 anos no poder?

    Paulo

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    • 09/06/2010 - 15:10
      Enviado por: markus

      Tá bom! O Nobel de literatura de 1998 é um babaca. Vcs é que devem ser levados a sério.
      Obs.: não sou antissemita.

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    • 12/06/2010 - 03:43
      Enviado por: alexandre

      Creio que nao, que tal Elie Wieseil, tb escritor, Nobel da paz em 86 que tem visao antagonica ao Saramago, acho 1 escolha melhor

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  • 09/06/2010 - 00:01
    Enviado por: José Carlos Salvagni

    Marcos, desta vez você foi de um simplismo e de uma infelicidade colossais. A flotilha da Liberdade não foi nem contra Israel, nem contra os judeus. A flotilha da liberdade foi pelo fim do embargo de Israel à Faixa de Gaza. Você está invertendo colossalmente as coisas!
    Naturalmente, episódios do tipo repõem o antissemitismo na história, porque a postura do governo de extrema direita de Israel é de intransigência total, de descaso por manifestações da Assembléia Geral das Nações Unidas, fiado apenas no voto de abstenção dos Estados Unidos no Conselho de Segurança..
    Lembro-lhe Marcos, como tenho feito por aqui esses dias, que quem matou o general Itshak Shamir, herói da guerra de 67 e primeiro ministro, foi um extremista de Israel, com posições próximas ao do atual Governo. Isso significa que os problemas de Israel estão principalmente lá dentro.
    A intransigência interna só alimenta a intransigência externa.

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  • 09/06/2010 - 00:20
    Enviado por: Carpy

    Não sou, nunca fui e nunca serei antissemita.

    Dispenso até meu contexto familiar, que poderia exemplificar isso mas que, neste instante, creio desnecessário.

    Minha formação é humanista, no velho e valoroso sentido dessa palavra. Meus amigos e familiares me conhecem desde sempre. Sabem bem que não tenho preconceitos e racismos. Sou um militante às claras. Com posições sempre abertas e ações idem.

    Acho o terrorismo odiável. Tanto de grupos quanto de estados. Não flerto com bandidos.

    Falo de todos sem tapumes. Escrevo contra o genocídio do Sudão, falo dos estados árabes autoritários, não dou a mão à ditaduras e não compactuo com arbítrios e nem contra violações de direitos humanos, seja onde for.

    Mas, meu caro Guterman, você não vai jogar areia nos meus olhos. O episódio da Flotilha foi uma demonstração simbólica do fracasso da ocupação israelense. Ela é o fundamento de toda a violência e insanidade no OM.

    Não aceito a chantagem do antissemitismo. Isso está ficando batido demais. Sórdido demais. Se ele existe, e tem que ser combatido por todos nós, não pode cumprir um papel cínico de impedir as críticas legítimas contra um estado acima do bem e do mal. Dono da violência mais letal de todos os estados. Tirando o seu patrão, claro!

    Você ajuda a vulgarizar um conceito fundamental, e isso não está certo. Da minha parte, lamento. Mas não vou abrir mão, como humanista radical, de criticar quem quer que cometa crimes. Mesmo correndo o risco de pregar no deserto. Nesse deserto do fechamento cultural e das bitolas tribais que jorram nas veias das “comunidades”.

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    • 09/06/2010 - 10:42
      Enviado por: Marcos Guterman

      Carpy, eu não joguei areia nos olhos de ninguém. Eu estou tentando é limpar os olhos dos verdadeiros humanistas que, por uma razão ou outra, estão embarcando na demonização de Israel, esquecendo-se do contexto da coisa toda.

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    • 12/06/2010 - 04:05
      Enviado por: alexandre

      Carpy

      Desculpe, quando vc acusa israel de ser o “Dono da violência mais letal de todos os estados” ou vc mente ou eh mal informado.

      Ou vejamos, paises que mataram mais que Israel desde 1948

      -EUA – Em guerras diversas
      -USRR/Russia, em guerrAS DIVERSAS, RECENTEMENTE EXTERMINANDO GRANDE PERCENTUAL DOS HOMENS ADULTOS DA cHECHENIA
      -China
      - Ira
      -Sudao
      -Iraque
      -Franca na Argelia
      -Sri Lanka
      -Libano
      -Turquia
      -Possivelmente a Jordania
      e por ai vai

      Aqui segue 1 liink de otima analise feita por Dror Ben Yemeni – traduzido em portugues de Portugal

      http://ruadajudiaria.com/?p=543#more-543

      Ou seja, vc pode se intitular como quiser, mas quando vc vem com afirmacoes como essa… pode ser o inicio dos sintomas, mas acho que vc se contagiou como descreveu o Gutermanm por favor se descontamine, qu israel erra, sem duvidas, mas nao da forma mencionada.

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  • 09/06/2010 - 00:20
    Enviado por: mano

    Desde quando os hebreus vivem na Palestina?
    Desde quando os filisteus vivem na Palestina?
    Quem afinal chegou primeiro?
    Quem e quando começou a peleia?
    O que é o sionismo?
    Sionismo e semitismo, existem diferenças?

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  • 09/06/2010 - 00:24
    Enviado por: Anderson Sevilha

    Prezados,
    não existem “santos” na história da humanidade, muito menos nessa, em nenhum dos lados. Ou vocês dormiriam com um deles?

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  • 09/06/2010 - 01:19
    Enviado por: Mauricio Holtz

    Guterman,

    Concordo em parte com o que diz e rechaço o restante. Vc comete o mesmo erro que muitos judeus – defende cegamente todas as ações do Estado de Israel como se fossem legítimas e estivessem acima do bem e do mal.

    Israel tem sim o direito de se defender, sobretudo quando tem vizinhos hostis como o Irã. Mas o que ocorreu no caso da “flotilha” me parece um ato terrorista de um Estado democrático.

    Mas eis que ai… pimba! (vc já deve ter pensando neste momento… hum… mais um leitor com tendências antissemitas). Esse é o problema – qualquer crítica a uma ação nefasta de um determinado governo de Israel é vista como um ataque aos judeus.

    Se vcs fundiram o Estado de Israel com todo o Judaísmo, meu caro, me parece uma atitude no mínimo equivocada, tanto porque o Judaísmo é muito maior que isso, felizmente!!!.

    Agora, segura o rojão… tem muita gente com ódio, sim, ódio das atitudes nefastas que alguns (eu digo “alguns”) governos de Israel tem tomado. Se vcs fazem questão de fundir o povo judeu com o Estado, não esperem senão ódio aos judeus (e aí, o repertório de ódio, como vc já desfiou aqui, é grande e histórico). Grande equívoco!

    Outra coisa – ser antissionista não é ser antissemita. Eu particularmente não posso ser antissemita, porque eu mesmo sou semita – tenho raízes judaicas, embora não tenha nascido de ventre judeu.

    Quanto à inversão de valores e termos, sim, vc está certo! Mas até aí, Israel atacou a frota em águas internacionais – e os soldados que mataram os militantes (sem armas pesadas) se tornaram as vítimas e os ativistas os agressores… ora ora… veja só que Israel também é mestre em inverter conceitos.

    Particularmente, eu adoro a terra de Israel, mas tenho vergonha do que governos horrososos tem feito por lá. E é preciso lembrar que Israel ainda ocupa trechos de territórios palestinos, ilegalmente, enquanto os estúpidos continuam a colonizar Jerusalém Oriental, que, segundo divisão da ONU, não nos pertence.

    Menos neura…

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  • 09/06/2010 - 01:19
    Enviado por: GENARO RIBEIRO

    O verdadeiro Judeu reza nas sinagogas.
    O Sionista reza na Wall Street, FMI, Banco Mundial, OMC
    Precisa dizer mais alguma coisa?
    Meu caro amigo, eu sei como funciona o esquema de dominação.
    Se me permite, eu faço esta pergunta: Você é Judeu nosso irmão filho de Abraão, ou você é Sionista?

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  • 09/06/2010 - 01:20
    Enviado por: Vasconcelos

    Guterman:
    Veja o que o filho de um dos fundadores do Hamas fala para esta reportagem:

    http://especiais.globonews.globo.com/milenio/2010/06/08/mudanca-de-referencial/

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  • 09/06/2010 - 01:31
    Enviado por: Bel.A

    E o que é Gaza, se não um grande gueto? Ninguém entra, ninguém sai, ninguém pesca… e, até poucos dias atrás, qualquer necessidade (de comida a zebras) entravam através de túneis escavados. Gueto é gueto, não importa que está dentro e quem está fora.

    Tu falas nos antissemistas, mas é o rei das generalizações – sem ofensas. Parte do pressuposto de que todos que são contra as ações do governo de Israel são contra judeus, sendo que nem todos os israelenses são judeus e nem todos os judeus são israelenses. Além disso, ser a favor da criação de um estado palestino não quer dizer, necessariamente, ser a favor da destruição de Israel. Existem muitas pessoas que creem (ou pelo menos esperam) ser possível a existência dos dois estados. Tu achares isso impossível não quer dizer que as outras pessoas também achem o mesmo.

    Quanto ao “lobby judaico” nos EUA ele até existe, mas os jovens judeus americanos estão cada vez mais distanciados de Israel. Por fim, nada contra a defesa da soberania de uma nação. O problema é quando uma nação defende sua soberania em águas internacionais, territórios ocupados e dentro dos países dos outros.
    Vou dar um exemplo prático: aqui no sul tem muitas cidades de fronteira, muitas das quais são divididas por uma rua apenas. Se a polícia corre atrás de um bandido e ele atravessa a rua, ela não pode prende-lo. Ele pode dançar a macarena no meio fio, mas a polícia vai ficar só olhando. Não importa que seja um metro, é um metro dentro do país dos outros e ali a polícia não pode invadir. Por que com Israel seria diferente?

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  • 09/06/2010 - 01:35
    Enviado por: Luiz Garrido

    Fala Guterman, bom texto, realmente o antissemitismo ainda existe, mais eu realmente acredito que ele é mais fraco (não em geral fraco) aqui no Brasil do que o racismo baseado na cor/pobreza, igual eu já acho racismo falar raça, afinal é toda ela humana, em um país com maioria multiétnica. O que eu acho do judeu é que é um povo um pouco fechado parece, eu não conheço nenhum pessoalmente, só por aqui, online, ou igual o Luciano Huck, acho que o Silvio Santos era, mas virou evangélico eu acho, outro dia vi dois meninos judeus na rua, andavam com pressa, quase correndo, rosto abaixado, parecendo medo. Minha cidade é pequena Petrópolis, e eu não vou muita ao Rio, daí essa minha falta de conhecimento. E talvez também não está estampado na cara quem é judeu e quem não é, igual a cor da pele, ou a carência de recursos (o que realmente separa no Brasil) aqui tem aquele racismo disfarçado, não sei se melhor ou pior que o estadunidense, já que lá por ser tanto, leva o povo a lutar.

    Há também o antissemitismo criado pelos próprios judeus, quando eu leio aqui alguns comentários de judeus como, “venham aqui, vou matar todos”, “Israel tem que matar essas crianças palestinas que ficam se explodindo”… e etc. Eu não tinha nada contra nenhum judeu até ler esse tipo de comentário, realmente fiquei com uma péssima impressão. Não justifica um idiota falar que “os judeus são todos ladrões” e vir outro idiota e falar “seu antissemita, se eu te ver eu vou te matar, e toda sua família e etc”
    Entende? Pega mal.

    Ou então, “os judeus tem mais nobel que os árabes, os judeus são melhores” como se grande parte da matemática não tivesse vindo dos árabes, e não desmerecendo os grandes cientistas judeus como Einstein, o Nobel infelizmente virou um put.. prêmio dado politicamente, esse tipo de comentário só cria parte dessa falsa fama, são os poucos ruins, atrapalhando a maioria boa.

    Me desculpe por comentários mal educados que as vezes eu faço no calor da discussão, mas eu realmente acredito que muitas vezes há tanto uma proteção excessiva ao ditador, acho que posso chama-lo assim, do Irã, por alguns usuários, mas há também, uma proteção excessiva aos erros de Israel, por exemplo, atacar um navio, bem intencionado ou não em alto mar, fora do mar territorial, é errado, devia ter esperado. Suponha o contrário, que Israel estivesse mandando armas aos Irã, para algum grupo contra o governo, algo possível, e o Irã suspeite disso, mas afunde o navio de Israel em alto mar, o que vc acha que Israel faria? Entende?
    Só quero enxergar os dois lados.

    E o próximo post, poderia ser sobre a África, não?

    Muita gente reclama de ficarem muita em cima de Israel, vc podia ser o diferencial e expor os horrores que acontecem na África. Porque não? E no Brasil também, não esquecendo…

    P.S. olhando a quantidade de negros e de judeus na população brasileira, e a quantidade de judeus e negros na política, direito, jornalismo e etc, a gente vê quem realmente sofre preconceito.
    (pele negra, afinal a grande maioria do povo é multiétnica, eu tenho tenho pele muito clara e olhos verdes, meu cabelo loiro, mas o cacheado não nega que minha bisavó materna era negra, bisavó português, e talvez também algum árabe da espanha de onde veio o meu avô parterno? Ou será que no fim sou descendente de um cristão novo e não sei? O Brasil é mágico por conta disso, mas é também aí que se escondeu o preconceito como o Darcy Ribeiro mostra no O Povo Brasileiro)

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  • 09/06/2010 - 01:37
    Enviado por: marcel c. couto

    Há que se separar os judeus e o Estado de Israel. O estado israelense está cada vez mais isolado da dita “comunidade internacional” devido a seus atos desproporcionais de combate ao que gostam de chamar de terrorismo. Ora se por um lado existe grupos de terroristas (que não significa generalizar sobre todos os arabes e islâmicos) por outro lado há um Estado que comete graves violações de direitos humanos, abundam os exemplos e o návio foi apenas mais uma dessas desmedidas. Na grécia antiga acreditava-se que quem tinha hybris, desmedida, seria punido pelos deuses e cairia, fossem os homens, fossem cidades inteiras. Se o Estados de Israel continuar com sua hybris contra o povo palestino certamente cairá porque não será possível que o mundo fique tão passivo frente a tais ataques à dignidade humana, notadamente à do povo palestino, que merece viver com seu estádo legítimo, como Israel. O sentimento antissemita que o autor sente não seria mais um viés, uma desculpa que os sionicos insistem em alimentar, para que possam de tudo fazer, ainda que odioso, como bombardear inocentes? Temos que separar o que o Estado faz e o que são de fato os israelenses, os judeus, estes não necessariamente carregam a culpa de um estado pseudo-democrático, belicista e genocida. Mas todos temos nossa culpabilidade.

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  • 09/06/2010 - 01:58
    Enviado por: Gabriel

    Guterman, eis a tragedia da coisa: se voce escreve um texto claro sobre um assunto bem especifico analisando o antissemitismo, pessoas que concordam com voce elogiarao o texto, talvez enviarao a amigos e afins.

    Ja os que simplesmente nao conseguem ver a complexidade da realidade vao usar argumentos como “Israel eh culpado e antissemitismo eh apenas uma acusacao para safar-se do mundo!”, ou “sim, mas voce nao falou de Gaza!”, ou “seus argumentos tiram os direitos dos palestinos!” ou… deixe pra la, estao ai em cima exemplos. A maioria deles sao, alias, exemplos fenomenais de um bom e vigoroso antissemitismo. Ou no minimo, exemplos de assassinato da logica e da retorica mais pura.

    Eh ai que me pego pensando: escrever pra que entao? Triste, mas gostei do texto.

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  • 09/06/2010 - 02:18
    Enviado por: Rúben Rodríguez

    Guterman, tenha dó, não passe por vítima. Tu pareces que é o time da imprensa: pré-paga, domesticada e colonizada.
    Aqui no Brasil, não conheço nenhuma manifestação anti-semita.
    Eu, por exemplo: condeno a política nazista do governo Israelita e, não o povo de Israel, que na sua maioria esmagadora, também não aprova os métodos nazistas adotados pelo governo de Israel.
    O que os diferentes governistas Israelenses fazem com o povo Palestino, é uma verdadeira reencarnação do nazismo.
    Viva! O povo de Israel! Morte aos seus dirigentes.

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  • 09/06/2010 - 04:35
    Enviado por: Alice

    Guterman,

    Muito bom seu post, esclarecendo a forma como os antissemitas (re)constroem seu discurso. Muita gente deveria ler seu texto.

    Li há alguns anos um livro que falava um pouco sobre a construção desse discurso antissemita do século XIX, chamava-se “A Ideia de Decadência na História Ocidental” (de Arthur Herman), não lembro mais em detalhes mas foi uma leitura bastante interessante.

    Com relação ao episódio da flotilha, no entanto, tenho a impressão de que a reação foi desproporcional. Precisava responder com armas letais?

    Um abraço.

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  • 09/06/2010 - 04:47
    Enviado por: Fabio de Israel

    Excelente artigo e comentario Guterman,e isso ai,so adicionaria que ANTISSEMITISMO e falta de cultura tambem,e um odio inexplicavel.
    Porque? ninguem sabe explicar.Porque nos judeus somos “SUPERIORES”?
    Talvez porque ha muitos judeus envolvidos em sucessos literarios,cinematograficos,
    Tecnologia,professores,medicos,hospitais,como qualquer outro,mas por sermos judeus nao pode, e muito ruim para a humanidade,assim pensam estes sem
     carater.Como pode um povo como este construir o que construiram do nada,so
    com a cabeca e a vontade.Impressionante o que faz a INVEJA,esta e a palavra.
    Voce nao ve um judeu fora da escola,a maioria tem educacao,nao quer dizer que
    somos diferentes,mas temos uma tradicao,uma historia e uma religiao,nao ha disssidencias.

    Saindo um pouco disto agora voce ouviu que vai haver uma FLOTILLA israelense
    que vai a Turquia com ajuda humanitaria para os CURDOS? e ai,e agora?
    O que acontecera?

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    • 09/06/2010 - 10:00
      Enviado por: Rogério

      “Porque nos judeus somos “SUPERIORES”?
      Talvez porque ha muitos judeus envolvidos em sucessos literarios,cinematograficos,
      Tecnologia,professores,medicos,hospitais,como qualquer outro,mas por sermos judeus nao pode, e muito ruim para a humanidade,assim pensam estes sem
      carater.”

      Veja Guterman, esse é um tipo de argumento desnecessário que alimenta inclusive o antisemitismo ou no mínimo antipatia, é o outro lado da moeda. Esse tipo de argumento no fundo é tão antisemita quanto daqueles que atacam e denigrem os judeus. Quando o cara diz que é o rei da cocada está na verdade falseando a verdade sobre si mesmo, Qualquer idiota sabe que não há alguma superioridade absoluta e mensurável entre pessoas e povos, o simples fato de alguém ser supostamente mais inteligente ou culto não significa aabsolutamente nada quando reconhecemos que seres humanos são complexos e repleto de outras qualidades tão ou mais importantes. O cara no afã de combater os que o atacam denigre a própria imagem e a dos outros pares passando uma mensagem de arrogancia.

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  • 09/06/2010 - 06:42
    Enviado por: Rafael

    Marcos , me ajuda a entender uma coisa. Israel tem tanta grana e um exercito muito forte,porque nao resolve a questao de Gaza de uma vez? Porque nao simplesmente se alia ao governo de Gaza em uma acao conjunta para colocar pra fora todas as armas e bombas e ajuda a construir uma nacao para palestinos? O que Israel gasta de imagem e grana para manter esse bloqueio nao compensa em ajudar os palestinos a se livrarem do Hamas. No Brasil acredito que a maior parte das pessoas que esta envolvida com trafico de drogas esta porque nao tem opcao. Estao na margem da sociedade amassadas em favelas aonde o estado nao entra. Deixar a populacao de Gaza viver daquela forma nao tem a mesma consequencia?
    Valeu !

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  • 09/06/2010 - 07:05
    Enviado por: antonio carlos

    Marcos Guterman, tanta referência teórica, tanto contorcionismo retórico, tanta busca incessante de tramas maquiavélicas urdidas pelos anissemitas de plantão, mas…vamos simplificar as coisas : atacar uma embarcação desarmada, em águas internacionais, que carregava cadeira de roda e matar pessoas não dá. Tenha certeza, a estupidez da opção pelo belicismo está isolando cada vez mais, tanto Israel quanto os EUA

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    • 09/06/2010 - 10:47
      Enviado por: Marcos Guterman

      Antonio Carlos, o problema é justamente “simplificar as coisas”. A “simplificação” é o caminho direto para o preconceito, de parte a parte. A coisa toda está num contexto muito mais complexo.

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  • 09/06/2010 - 07:15
    Enviado por: Marcelo Araujo

    O problema é que este novo governo de israel atropelou-se sozinho neste episódio. O problema (anti semita) existiu culminando com o holocausto! Dito isto este problema entre arabes e judeus ao meu ver é disputa dos palestinos por um lugar para viver. Não sou pro-árabe ou pro-judeu mas este governo atual é dose.
    Aconselho a todos ler o jornal judeu haaretz  www.haaretz.com) e também o jerusalém post  www.jpost.com) e avaliem o que os dois dizem sobre eles mesmos. O Haaretz é um jornal de oposição ao governo atual!!

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  • 09/06/2010 - 07:53
    Enviado por: CapEnt

    O legal é que quem disse “não” ao plano de partilha em 1948 foram os Palestinos.

    E após a independência de Israel, boa parte desses Palestinos se viram morando em outros países (Síria, Jordânia e Egito), e nenhum desses países cederam seu pedaço de terra na área que hoje é Israel e os territórios da Palestina (que estes mesmos países perderam gradualmente guerra após guerra contra Israel).

    Sinai, Faixa de Gaza, Cisjordânia e Colinas de Golã, era tudo território de outros países da região, e nenhum abriu mão.

    Então aqui temos duas chances seguidas dos Palestinos terem seu território que foram desperdiçadas:
    - a primeira na ONU
    - a segunda pelos próprios países Árabes, que hoje fingem ter uma superioridade moral como se não tivessem culpa no cartório (curioso, mas eles perseguiram os Palestinos muito mais que os Britânicos quando ainda eram donos de mais da metade do que hoje é Israel).

    Hoje xingam Israel, mas não se conhece um único país no planeta que cedeu mais de 50% do próprio território para outros povos em acordos de paz mesmo sem estar em desvantagem militar (o Sinai para o Egito, os territórios Palestinos, além de outros pedaços).

    A parte do Sinai para o Egito é curiosa, porque ele não deu esses territórios para os Palestinos, ficou com ele e não abre mão nem a pau. E olha que é uma área quase do tamanho atual de Israel.

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  • 09/06/2010 - 08:06
    Enviado por: LUIZ

    Não tem nada a ver com racismo, tem a ver com PODER.
    Judeus e Palestinos viviam felizes e unidos lutando contra o opressor Inglês, ai veio a 2ª guerra. Um tal de Hitler começou a passar os judeus no moedor de carne, o opressor Inglês falido recebeu ajuda do poderosíssimo Americano e no final da guerra todos ficaram com dó dos Judeus e deram-lhes um País, só deles, no lugar onde Judeus e Palestinos viviam felizes.
    Hoje o poderosíssimo Americano apóia o opressor Judeu que para defender seu país, não está nem aí com o mundo, e se precisar vai passar os Palestinos no moedor de carne.

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  • 09/06/2010 - 08:30
    Enviado por: Raimundo Costa

    Muito tempo, os cães e os gatos eram amigos. Tanto assim
    era que, uma vez, um cão pediu a um gato para ir com ele
    à escola.
    Que escola? A escola dos gatos, já se vê.
    – Gostava de saber fazer o que vocês fazem – disse o
    cão. – Gostava de aprender a miar, a trepar às árvores…
    O gato aceitou o novo colega e levou-o para o meio da
    gataria que andava a aprender.
    Mas o cão era muito distraído.
    Não só dava pouca atenção às aulas como faltava muito.
    E chegava sempre atrasado.
    Perdia que tempos até chegar à escola. Pelo caminho,
    junto de cada árvore, alçava a perna… Ora, quando se tem
    de chegar a horas, não se pode perder tempo com
    distracções destas.
    Uma vez, chegou à escola já depois de ela ter fechado.
    – Para onde foram os meus amigos gatos? – perguntou
    ele à professora, que ia a sair.
    – Procura – respondeu a professora e foi à sua vida.
    O cão baseou-se no pouco que até aí tinha aprendido.
    Farejou para um lado, farejou para o outro e encontrou um
    rasto de gato.
    Sempre de focinho no chão, chegou ao pé de uma árvore.
    Ia fazer o que costumava fazer junto de cada árvore,
    quando ouviu um risinho por cima da sua cabeça. Era o
    gato que o tinha inscrito na escola dos gatos.
    – Do que é que estás a rir ? – perguntou-lhe o cão.
    – De ti – respondeu o gato. – És um palonço.
    – Não sou nada – protestou o cão.
    – És um burro – continuou o gato.
    – Não sou nada – irritou-se o cão.
    – És um desqualificado – insistiu o gato.
    – Não sou nada – zangou-se o cão.
    E começou a ladrar, de patas fincadas ao tronco da
    árvore.
    – Vês – disse-lhe o gato. – Se tivesses sido um bom
    aluno, já sabias trepar às árvores como eu sei.
    O cão desesperou-se, mas já era tarde.
    Nunca iria aprender a miar e a subir às árvores. Por culpa
    sua.
    E o cão e o gato deixaram de ser amigos.

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  • 09/06/2010 - 08:39
    Enviado por: Guilherme

    Caro Gutermann

    Já fiquei indignado com alguns dos seus escritos e os critiquei arduamente. No entanto, são artigos como este que me fazem lê-lo. Estás de parabéns. Ao lembrar que o antisemitismo está intimamente ligado ao pensamento filo-comunista (do qual o nazismo é filho ilegítimo), estás fazendo um brilhante serviço à combalida sociedade brasileira.

    Guilherme

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  • 09/06/2010 - 09:16
    Enviado por: jairo

    Muitos povos foram e são odiados pelo mundo, alguns exterminados completamente, algo que jamais ocorrerá com os Judeus, pois estão aglutinados em todo o planeta, os Judeus foram salvos por forças militares do mundo todo, que esvaziaram e fecharam os campos nazistas, e o facismo não era exclusividade Alemã, em muitos Países ele se manifestou, até aqui no Brasil, e também na Inglaterra, o antisemitismo é reforçado a cada dia, quando o mundo todo assiste atos insanos como o ataque a “tal flotilha da liberdade” além disso podemos observar alguma coisa, como na Alemanha de hoje, os Turcos estão lá numa grande comunidade, em Berlin, com bairro exlusivo, supermercados exlusivos, etc. ou seja muitos alemães rejeitam esta comunidade, mas os próprios turcos cultivam e mantem esta rejeição, porque eles não adotaram a nova nacionalidade, continuam usando o idioma turco, as vestes turcas, etc. acredito que ao adotar uma nova nação seja necessário se integrar aos que ali já são originários.

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  • 09/06/2010 - 09:33
    Enviado por: candide

    Por favor, Guterman, fazendo juz ao nome (“melhor homem”) comente a oposição “judaismo clássico/piedoso” versus “sionismo”. Como referência, que já dei aqui sem nenhum eco do blogueiro, o livro “Judeus Contra Judeus – Yakov Rabkin. Creio que esse “scholar” da Universidade de Jerusalém não pode ser classificado de antissemita, mesmo sendo claramente antisionista. Historiador que você é, pode e deve ter uma visão mais ampla do problema do que, simplesmente, colocar todos os gatos no mesmo balaio. Sua simplificação de “antisionismo = antissemitismo” não se sustenta. nem mesmo entre judeus. Abraço

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    • 09/06/2010 - 10:45
      Enviado por: Marcos Guterman

      Candide, e o que você me diz da simplificação “Israel = nazismo”?

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    • 10/06/2010 - 00:23
      Enviado por: candide

      Guterman, eu nada digo sobre a simplificação “Israel = nazismo”. Nunca vi ninguém sério citando-a. Mas você não respondeu à minha pergunta. Sem sofismas, sem responder com outra pergunta, como historiador, blogueiro e judeu, como vê essa discussão dentro da comunidade judaica. Ela (a discussão) existe? Tem sentido? Se tiver sentido, como você se posiciona? Mais de uma vez eu tive dificuldades com o fato de um Estado “não religioso” usar argumentos religiosos para sua justificativa. No livro que citei – e que gostaria de ver discutido – há uma frase de um sionista, que cito de memória, e que diz, mais ou menos: “Deus não existe, e ele nos prometeu esta terra aqui”. Bastante pragmático e prático…

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    • 10/06/2010 - 10:47
      Enviado por: Marcos Guterman

      Candide

      Então vamos lá. Se quiser conhecer a origem do antissemitismo travestido de antissionismo, leia “Do Antissionismo ao Antissemitismo”, de León Poliakov, talvez o maior estudioso do antissemitismo no mundo. Não se trata de “simplificação”, como você, ardilosamente, chama. Trata-se de história.

      O debate sobre o caráter de Israel é intenso entre os judeus, Candide, e não é novo. Mesmo o sionismo não é uma coisa só. Há sionismo à direita e à esquerda. Simplificação é o que você está tentando fazer, para esvaziar o alerta de que existe, sim, oposição à existência de Israel baseada mormente em antissemitismo.

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  • 09/06/2010 - 10:21
    Enviado por: Etelvina

    Guterman,

    Meus avós, alemães vindos de navio em 1921, choravam como crianças ao verem filmes e documentários sobre o Holocausto. Aprendi com eles um trecho do livro de Hemingway: “a morte de qualquer pessoa me atinge, porque faço parte da Humanidade. Portanto, nunca perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti”. Isso serve para judeus, palestinos, haitianos (já esquecidos) ou qualquer outro povo. Agora, jogar sobre Israel a culpa de todas as mazelas do mundo é de uma canalhice sem limites. Portanto, parabéns, mais uma vez, pela lucidez extrema e denúncia jornalística desses pequenos e sutis detalhes, que passam desapercebidos da grande imprensa. Adoro seu blog e apóio estas suas opiniões sobre este delicado tema em gênero, número e grau. Abraços.

    Etelvina

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  • 09/06/2010 - 10:24
    Enviado por: gilbertosalomi

    Bom dia Marcos,

    Estou ficando assíduo ao seu blog.
    Gostaria de dar a dica de um site, onde li uma ótima análise sobre o que aconteceu com a flotilha de paz e o navio Mavi Marmara .

    Grande abraço

    http://www.washingtoninstitute.org

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  • 09/06/2010 - 11:01
    Enviado por: Mauro Souza

    Guterman,
    Marx não tinha uma indisposição particular com o judaísmo, ele era ateu! E segundo ele, a acumulação de capital que propiciou o fortalecimento da burguesia e surgimento do capitalismo está ligado ao absolutismo e ao protestantismo.

    Achei esse link, ainda não li, mas quem quiser pode ficar à vontade para se aprofundar no tema.
    A Questão JudáicaKarl Marx – 1843
    http://www.marxists.org/portugues/marx/1843/questaojudaica.htm

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    • 09/06/2010 - 15:59
      Enviado por: Mauro Souza

      Comecei a ler A Questão Judáica, de Marx. Por enquanto não vi nenhuma ‘confusão raivosa’…:

      trecho…

      “(…)
      (Bruno) Bauer coloca, em termos novos, o problema da emancipação dos judeus, depois de nos brindar com a crítica das formulações e soluções anteriores do problema. Isto é, pergunta-se, a natureza do judeu a quem se trata de emancipar e a do Estado, que há de emancipá-lo? Contesta com uma crítica da religião hebraica, analisa a antítese religiosa entre o judaísmo e o cristianismo e esclarece a essência do Estado cristão, tudo isto com audácia, sutileza, espírito e profundidade e com um estilo tão preciso quanto substancioso e enérgico.

      Como, então, resolve Bauer a questão judaica? Qual o resultado? Formular um problema é resolvê-lo. Crítica da questão judaica é a resposta a esta formulação. E resultado, resumido, os seguinte.:

      Antes de poder emancipar os outros, precisamos emancipar-nos.

      A forma mais rígida da antítese entre o judeu e o cristão é a antítese religiosa. Como se resolve uma antítese? Tornando-a impossível. E como se torna impossível uma antítese religiosa? Abolindo a religião. Tão logo o judeu e o cristão reconheçam que suas respectivas religiões nada mais são do que fases diferentes do desenvolvimento do espírito humano, diferentes peles de serpente com que cambiou a história, sendo o homem a serpente que muda de pele em cada uma destas fases, já não se enfrentarão mais num plano religioso, mas somente no plano crítico, científico, num plano humano. A ciência será, então, sua unidade. E, no plano científico, a própria ciência se encarrega de resolver as antíteses.
      (…)”

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    • 09/06/2010 - 17:00
      Enviado por: Rogério

      “já não se enfrentarão mais num plano religioso, mas somente no plano crítico, científico, num plano humano. A ciência será, então, sua unidade. E, no plano científico, a própria ciência se encarrega de resolver as antíteses.’

      Excelente, e essa é a tendencia natual do animal pensante dialético. A religião é o embrião da filosofia e de todas as ciências, vejamos que na Bíblia, no velho testamento, há uma explicação da criação do universo ( o big bang ) da criação dos animais e do homem ( a evolução de Dawin ) a narração da história de um povo e seus costumes. Encontramos ética e moral e até compendios médicos, como se tratar da lepra e etc. Ou seja é o ínicio da caminhada em direção ao conhecimento, a tentativa de responder às perguntas. O maior problema colateral reside no fanatismo e na bitola que impede de ver que esses livros forma importantes na época, este mesmo fanatismo associado ao instinto de proteção do ego, faz com que essa verdade seja associada ao grupo e que qualquer ataque à essa verdade é um ataque ao grupo,. visto que cultura e identidade se confundem na cabeça instintiva porém pensante e aculturada. É preciso um passo além, e a ciencia é este passo, pois universal e impessoal não está associada à nenhum grupo específico,e sua evolução é possível pois a discussão e o aprendizado não implicam em ataques aos egos culturais e perda de poder de grupos interessados manipuladores. Satisfaz plenamente ao instinto primordial da curiosidade animal.
      É isso aí, quem sabe até um dia a ciencia ainda consiga levantar indícios de alguma inteligencia superior associada a toda essa miraculosa existencia ou não.

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  • 09/06/2010 - 11:06
    Enviado por: Rogério

    Nem sei mais o que escrever, lendo os comentários acima vejo que muitos, apesar de serem frontalmente conflitantes, fazem sentido. Na verdade não há uma verdade, há pontos de vista diferentes, seria necessário um observador onisciente e totalmente isento e livre de paixões para escrever o comentário absoluto.

    Mas de qualquer forma, assim como há surfistas sonhadores atrás da onda perfeita não vou deixar para lá a oportunidade. Sim há o antisemitismo, com certeza há, mas essa certeza acaba por aqui se adentramos no tema as especulações e achismos passam a suplantar o terreno sólido. Parece que há n tipos de antisemitismos, de diversas origens e formas de manifestação.
    Por exemplo o antisemitismo baseado na ignorancia da crendice religiosa, já ouvi evangélicos aqui da ilha afirmarem que os judeus mataram Jesus e etc, os judeus por conta da bíblia são mal vistos por essa gente.
    Esse é só um exemplo, poderia citar vários mas seria inútil.O que não conseguimos na verdade diferenciar é o que é antisemitismo e o que é oposição simplesmente, crítica à determinada situação.Pois os conceitos vão se formando, “auto hating Jew”, “todo antisionista é antisemita” e etc e vão alargando esse leque ad infinitum até ficar absurdo.
    No entanto é seguro afirmar que há uma desproporcionalidade em relação às críticas à Israel e os Palestinos e seus líderes. Mas há uma explicação ao largo da justificativa antisemita. Todos são criticáveis. Na questão dos assentamentos por exemplo não vejo justificativa plausível para defender o governo israelense. Porém em relação ao muro é compreensível a sua existencia.
    Por outro lado é absolutamente injustificada a forma de luta dos lideres palestinos, pela sua desumanidade e também eficiencia, conforme demonstrou o Chacra outro dia, um advogado palestino fez muito mais por seus cidadãos do que o Hamas e sua absurda conduta.
    Mas dá para entender esse posicionamento capenga, os palestinos são os oprimidos da vez é bem mais fácil entender que há um golias contra um david armado de pedras, a história tem mais meandros do que a capacidade do cidadão mediano em capta-la por n razões, afinal o Oriente médio não é aqui e nem em Portugal de Saramago .
    E infelizmente não há um conselho de notáveis a dizer para as pessoas qual seria a melhor explicação, no máximo há formadores de opinião, mas mesmo esses divergem em relação a tema tão polêmico.
    Então fica a impressão de que há os israelenses opressores contra os fracos palestinos, há também esta verdade, mas seria melhor tentarmos compreender todas as outras verdades que captamos aqui e ali de diversos pontos de vista.
    Felizmente há algumas certezas, toda forma de rascismo é uma forma idiota de captar a realidade, há 60 anos poderiamos entender pois o mundo inclusive científico ainda se digladiava em conceituar superioridades baseado em raça. Atualmente a ciencia atingiu patamares mais elevados e confirma o que o bom senso já deveria ter deduzido; não há diferenças significativas entre seres humanos. Suas qualidades e diferenças inatas não são suficientes díspares para que possamos colocar determinado grupo em um balaio e classificá-lo de forma determinante.
    Além dessa variabilidade genética há o “Deus” circunstância que molda aquilo que um humano tem de mais importante, a sua capacidade de compreensão da realidade que o cerca e consequentemente a forma de atuar sobre esse meio.

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    • 09/06/2010 - 11:35
      Enviado por: Anna H.

      Rogério, sobre racismo acho que ele foi substituído pelo horror ao estranho, a quem é diferente, quase sempre é o estrangeiro que leva a culpa do que saiu errado.E desta vez os judeus nao estao entre os que vao pagar pela irracionalidade, serao os estrangeiros ou qualquer pessoa que nao seja tolerada em algum lugar.Os justos pagarao pelos pecadores (é bíblico e atualíssimo).

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    • 09/06/2010 - 14:10
      Enviado por: Rogério

      “Os justos pagarao pelos pecadores”

      Essa é boa Anna, uma verdade universal.

      Mas se olharmos sob outro ponto de vista, os israelenses de certa forma são estrangeiros no Oriente médio, apesar de terem um estado, este é relativamente novo e a cultura diferente além de todas esse processo histórico traumático fazem deles “estranhos no ninho”. Ainda teremos algum tempo antes que possam sentir-se realmente em casa, com vizinhança de bom relacionamento e etc.
      Esse antisemitismo pode estar se reinventando, mas perde força, intelectualiza-se e se disfarça, porém não se materializa mais em pogrons pelo mundo.

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  • 09/06/2010 - 11:20
    Enviado por: Mauro Souza

    (Comentário suprimido. Caro Mauro, se quiser argumentar usando textos longos de terceiros, por favor, indique somente o link e faça suas próprias considerações, que são bem-vindas. Obrigado)

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  • 09/06/2010 - 11:22
    Enviado por: francisco

    presente

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  • 09/06/2010 - 11:26
    Enviado por: Anna H.

    Vou resumir o que penso, porque sair aqui está difícil : muita gente está sozinha, porque a época é do ‘salve-se quem puder’, e vai morrer assim ou no mínimo ficar muito mal.O antisemitismo hoje é bem mais fraco, somente alguns fanáticos extremistas que se dizem contra os judeus é que fazem barulho.Os demais dizem ‘qualquer coisa’, por nao saberem exatamente como se expressar.Os humanitários sinceros ainda existem, os falsos devem ser desmascarados.Altruísmo sempre existiu e nao se devia ver o mal em tudo, certo ? Obrigada.

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  • 09/06/2010 - 11:40
    Enviado por: Mauro Souza

    Ok, Guterman, o texto estava realmente longo.

    Em todo o caso, houve críticas na formação do Estado de Israel por importantes intelectuais judeus que criticaram duramente a presença de elementos fascistas.

    aqui vai um trecho da matéria de Maurício Tragtenberg publicada na Folha em 21/09/82:

    “A 9/4/48 o bando terrorista da “Irgun” massacrou 240 habitantes, levando os poucos sobreviventes para uma parada, exibindo-os como cativos nas ruas de Jerusalém. Enquanto a “Agência Judaica” desculpava-se por esse massacre fora dos planos, os adeptos de Begin convidavam os correspondentes estrangeiros no país para ver os corpos empilhados em Der Yassin.

    Segundo Einstein, Hannah Arendt e mais 24 intelectuais que assinaram a carta, o partido do sr. Begin prega um ultranacionalismo, misticismo religioso e superioridade racial. A carta critica “Irgun”, por espalhar o medo entre a comunidade judia na Palestina, espancando intelectuais judeus que o criticam, tentando intimidar a população judia com assaltos e depredações. Conclui a carta que Beguin tenta substituir a liberdade sindical por um modelo corporativo “nos moldes do fascismo” e que seu partido traz a marca do Partido Fascista, para quem o terrorismo contra ingleses, árabes e judeus é um meio e a construção do Estado Fascista Autoritário, a finalidade.”

    http://www.espacoacademico.com.br/007/07trag_jud01.htm

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    • 09/06/2010 - 14:20
      Enviado por: Rogério

      Mauro
      Texto interessante. Para mim mostrou que não há homens bons ou maus, mas sim circunstâncias diferentes que podem atuar sobre o animal humano de diferentes formas, este reagindo selvagemente sob situações e meio limites. Vejamos que após 50 anos o estado de Israel bem ou mal é uma democracia sob um estado de direito e que esse atributos, fascismo e terrorismo atualmente estão mais colados em certos grupos Árabes e inclusive lideranças de estado como as do Irã. Mas que é possível que estes evoluam de um estado primitivo de insurreição para outro mais civilizado especificamente o campo da política e da diplomacia.

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    • 09/06/2010 - 14:56
      Enviado por: Mauro Souza

      Rogério,
      obviamente existem homens bons e maus, os antissemitas se incluem nesta última categoria, e a matéria do Guterman trata de criticar tal postura.

      Israel pode ter se tornado uma democracia, mas se você olhar o mapa de Israel na sua formação e reparar no tamanho que ele se encontra hoje, vai notar que os palestinos têm razão em lutar pela devolução de suas terras.

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    • 09/06/2010 - 16:39
      Enviado por: Rogério

      Mauro

      “obviamente existem homens bons e maus, ”

      Mas por que não há mais em Israel grupos terroristas que trazem seus prisioneiros amarrados pelas ruas?
      Tudo bem, podemos até considerar que os maus, diante de uma realidade que cerceia seus maus instintos, não possam manifestar sua condição maléovola.
      Mas há outro problema, o conceito de bem e mal também não é definitivo, alguns podem ser considerados terroristas por alguns enquanto outros consideram o mesmo cara herói.

      “mas se você olhar o mapa de Israel na sua formação e reparar no tamanho que ele se encontra hoje, vai notar que os palestinos têm razão em lutar pela devolução de suas terras.”
      Sim os palestinos tem razão de lutar pela devolução de suas terras, assim como o Irgun tinha suas razões de lutar contra o imperialismo britanico.
      O problema está nos métodos, o da violência contra civis. Mas há aqueles que acham que o terrorismo é a única forma de luta contra uma força muito maior.
      Essa questão do mapa de Israel também não é pacífica na minha cabeça, quando a história nos conta que houve guerras dos arabes contra Israelenses e que estes últimos ganharam-nas. Quer dizer, essa questão não se trata simplesmente de acharmos que israel tomou as terras de palestinos e etc. Acho que tomou também, e que devem devolver mas se não analisarmos de perto o desenrolar desta história fica parecendo que os israelenses são mau e que os palestinos bons, tão somente.
      Não dá para acreditar que haja uma divisão exata entre maus e bons, justos e injustos. Parece mais que há o meio, a circunstância que atua sobre as pessoas e que estas reagem às ações uma das outras baseado na psicologia humana, individual e coletiva. E que para melhorar a situação, é preciso atuar sobre o meio, não instigando mais violência, aumentando a energia e a pressão sobre o animal humano, mas sim pacificando, criticando fria e impessoalmente se necessário, porém sem agressividade, mas sempre tentando a firmeza da justiça e da verdade, seja lá qual ela for.

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    • 09/06/2010 - 18:41
      Enviado por: Mauro Souza

      Rogério,
      guerras de conquista não são mais permitidas, Israel tem que voltar para seu formato inicial.

      Quanto à Irgun, eram bandidos fascistas, o que não impediu Begin de se tornar primeiro ministro de Israel e ainda receber um prêmio Nobel da Paz (pode rir se quiser)…

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    • 10/06/2010 - 09:52
      Enviado por: Rogério

      “guerras de conquista não são mais permitidas, Israel tem que voltar para seu formato inicial.”

      Mauro

      Pelo que eu sei as guerras não foram de conquista.Os árabes se uniram e atacaram, Israel se defendeu e ganhou.
      E se observar a história verá que a maioria das fronteiras nacionais foram adquiridas em guerras, os EUA por exemplo não irão devolver terras anexadas dos mexicanos e nem Ponta Porã será devolvida ao Paraguai.
      Não que eu considere justo, mas a situação como eu disse, não é tão fácil de resolver e não depende só de Israel.

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    • 11/06/2010 - 17:22
      Enviado por: Mauro Souza

      Rogério, esses exemplos que você citou não servem.

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    • 11/06/2010 - 18:54
      Enviado por: alexandre

      Mauro

      Por acaso vc esta falando do Irgun do Begin? Aquele que foi enqudrado pelo Ben Gurion e quase morreu no bombardeio ao Altalena? Aquele que admitiu que mudou suas posturas e crencas e devolveu o sinai, area 3 vezes maior que o estado de Israel?

      Ca entre nos, eh por estes tipos de lideres que esperamos nos palestinos, alguem que enquadre os radicais e os forcem a aceitar 1 caminho de centro, ou 1 ex-radical que enxergou que a paz eh o melhor meio, ate o controverso Ariel Sharon fez a retirada unilateral de Gaza, mas enquanto os palestinos tiverem lideres que se preocupem mais em se manter nom poder que em ter 1 estado como o Arafat fez com o Barak e o Clinton, ai eh dificil

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  • 09/06/2010 - 11:44
    Enviado por: Mauro Souza

    aqui vai o link da carta nos arquivos do NYT:

    http://www.archive.org/details/AlbertEinsteinLetterToTheNewYorkTimes.December41948

    assinaram:
    ISIDORE ABRAMOWITZ,
    HANNAH ARENDT,
    ABRAHAM BRICK,
    RABBI JESSURUN CARDOZO,
    ALBERT EINSTEIN,
    HERMAN EISEN, M.D.,
    HAYIM FINEMAN, M. GALLEN, M.D.,
    H.H. HARRIS,
    ZELIG S. HARRIS,
    SIDNEY HOOK,
    FRED KARUSH,
    BRURIA KAUFMAN,
    IRMA L. LINDHEIM,
    NACHMAN MAISEL,
    SEYMOUR MELMAN,
    MYER D. MENDELSON, M.D.,
    HARRY M. OSLINSKY,
    SAMUEL PITLICK,
    FRITZ ROHRLICH,
    LOUIS P. ROCKER,
    RUTH SAGIS,
    ITZHAK SANKOWSKY,
    I.J. SHOENBERG,
    SAMUEL SHUMAN,
    M. SINGER,
    IRMA WOLFE,
    STEFAN WOLFE.

    New York, Dec. 2, 1948

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  • 09/06/2010 - 11:54
    Enviado por: Manoel Joaquim

    Sem muito comentário, até porque estamos num blog de um judeu militante e seremos censurados na busca da verdade dos fatos. Israel continuará a ser o horror que é enquanto os trastes sionistas estiverem por lá. Isto é o que nos faz vidente e conhecedor do triste destino do referido “país”. Nem mais nem menos, é o que está cristalizado no coletivo dos mais simples aos mais intelectualizados seres “inteligentes e videntes”!!!!! Se pensa diferente Sr Guterman, consulte-se com a mãe Diná!!!!

    Querendo entrar na mente dos nazistas, não esqueça de entrar primeiro na mente do alemão e de todos os que sustentaram o regime e seu esforço de dominação do “mundo e sua eugenia superior de raça!!!!

    Criaram alguns povos novos e tentam nos apresentá-los a força: o povo nazista, o povo fascista e povo soviético, são exemplo destes novos povos para efeito de algum tipo de isenção sórdida e mancomunadas a interesses que fogem aos olhos de uma simples analise!!!! Graça a todas as forças da natureza ainda somos seres pensantes!!!

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    • 09/06/2010 - 13:58
      Enviado por: Vasconcelos.

      Vai procurar então um “blog de um antissemita militante” que é o que não falta.
      O que você então tá fazendo aqui.
      Você baba muito mais ódio pelos judeus que o Guterman apoia eles.
      Você é sempre contra os judeus e Israel sem nem saber o que esta acontecendo.
      O Guterman já se opôs a Israel,não é um fanatico pró Israel como você é um fanatico antissemita.
      Isto é ranço da época da iquizição??????

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    • 09/06/2010 - 14:23
      Enviado por: Rogério

      “Israel continuará a ser o horror que é enquanto os trastes sionistas estiverem por lá. ”

      Mas Manoel Joaquim e os trastes do Hamas e do Irã não contam também?

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  • 09/06/2010 - 12:01
    Enviado por: Otto

    Desculpem minha ingenuidade, mas acho que as doações para Gaza poderiam ser anunciadas previamente, depois poderia ser solicitado a Israel que fiscalizasse o que havia nos navios antes deles saírem do porto, e assim a coisa andaria sem atropelos.

    Devem haver mil outras maneiras de resolver esse problema, alguma solução inteligente e sensata tem que aparecer, não podemos só ficar na violência e na intolerância.

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  • 09/06/2010 - 12:11
    Enviado por: Mohamad

    Todos os intelectuais altamente preparados, de ambos os lados, como José Saramago ou se Theodor Herzl disse ou não disse algo… Nada disso falará mais do que os obituários. O numero de mortes e combate pelo uso da força repressora é o que determina o lado que o mundo está.
    O que o conflito mais precisa é de menos textos e mais ações desarmadas. Texto é uma coisa maleável. Não adianta, por exemplo, você escrever em defesa de um protegido que está “furando a carótida” de indefesos.

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  • 09/06/2010 - 12:32
    Enviado por: Manoel Joaquim

    HELEN THOMAS, repórter veterana da Casa Branca é colocada definitivamente na geladeira após comentário polêmico sobre Israel.
    Ao ser perguntada por um rabino o que ela achava da situação em israel. a veterana repórter que já viu coisa do arco da velha, respondeu dizendo que Israel teria que dar o fora das terras palestinas e rumar para a Alemanha, Inglaterra ou mesmo para os USA, a veterana repórter logo foi indicada a um abrigo de delinqüentes senil pela cúpula sionista da AIPAC. É mole???

    Falou que os caras não se emendam, é isto que acontece. Imagine o que esta Senhora não sabe sobre este assunto de sionismo nos USA!!!

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  • 09/06/2010 - 12:58
    Enviado por: marcos saboya

    Falta competência e vontade por parte de Israel.
    Assumir que por outros paises agirem de forma estupida (EUA x CUBA…), não é a melhor maneira de se nivelar…

    “Será que vamos ter toda uma nova geração crescer na Faixa de Gaza com Israel contando quantas calorias cada um ira consumir? Isso certamente não pode ser do interesse de Israel. Israel tornou-se tão bom em controlar os palestinos, que poderia se sentir confortável com um arranjo que não irá corroer seu próprio tecido moral e aumentar o seu isolamento internacional. Pode ser que o Hamas dê a Israel outra opção, mas Israel poderia mostrar muito mais iniciativa para determinar um relaxamento neste garrote.

    Victor ,um professor de educação Zichron Yaacov, disse o seguinte: “É hora de começarmos a utilizar o nosso juízo. Se usamos sequer uma fração ínfima do nosso cérebro e os recursos que colocamos em “defesa” para buscar encontrar uma maneira de avançar em termos de viver com os palestinos, já teríamos resolvido o problema há muito tempo. A situação estratégica nunca foi tão oportuna – os Árabes estão com medo dos Iranianos, o plano de paz Saudita ainda está sobre a mesa, e os Palestinos estão começando a agir racionalmente.
    Mas a falta de liderança de Israel para ajudar a fazer uma mudança real.”

    T L Friedman

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  • 09/06/2010 - 13:08
    Enviado por: justo

    Outro tiro no pe!

    O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou nesta quarta-feira uma quarta rodada de sanções contra o Irã devido ao seu programa nuclear.
    Dos 15 membros do Conselho, 12 votaram a favor das sanções, um deles –o Líbano– se absteve e apenas dois –Brasil e Turquia– votaram contra a adoção do pacote.
    Os dois países –membros não-permanentes do Conselho de Segurança– consideram que deve ser dado mais tempo à diplomacia depois do acordo que foi assinado em maio com o Irã para troca de combustível nuclear.
    Após o término da votação, Susan Rice, a representante dos Estados Unidos no CS disse que as sanções “não são direcionadas contra o povo iraniano”, mas sim “contra as ambições nucleares de um governo que repetidamente perdeu oportunidades de provar que seu programa nuclear tem somente fins pacíficos”.
    Rice afirmou ainda que o governo dos EUA não é contra a o uso de energia atômica, mas que para garantir a segurança internacional, é necessário que este tipo de tecnologia seja utilizado com responsabilidade.
    O Irã desafiou continuamente resoluções do Conselho de Segurança e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), dando prosseguimento ao seu programa de enriquecimento de urânio e construindo mais instalações nucleares do que o permitido pelas regras internacionais às quais havia se submetido.
    “Para resolver esta situação, o Irã pode agir da maneira mais simples e fácil, passando a cooperar totalmente com a AIEA e suspendendo imediatamente suas atividades que não são aprovadas pela comunidade internacional”, afirmou Rice.
    A representante disse ainda que os Estados Unidos estão “prontos” para retomar um diálogo com a República Islâmica assim que essas medidas forem implementadas. “Esperamos poder mostrar ao Irã o quanto o país tem a ganhar caso comece a agir de maneira responsável, respeitando as regras internacionais”, concluiu.

    Integra do documento (em ingles) neste link
    http://heretzisrael.blogspot.com/2010/06/texto-em-ingles-resolucao-da-onu-contra.html

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    • 09/06/2010 - 14:44
      Enviado por: Manoel Joaquim

      justo,

      Se você for um ser pensante, raciocina sobre os fatos. Se a partir de agora as considerações para se sentar e encontrar formas de entendimento entre o Irã e a tal da comunidade internacional não acontecer, simplesmente não foi por vontade do BraSil, pois se o tal pré requisito para uma paz com consistência seria levar o Irã para a mesa de negociações o Brasil fez sua parte, agora, quanto a rasgar todo este esforço e voltar para o confronto, já não é mais só problema do BraSil, mas problema de toda a comunidade internacional. Trouxemos na bagagem destes assuntos internacionais muitas experiências, tanto negativas como positivas, como também deixamos impressões de fácil entendimento, quanto ao valor de nosso caráter e ao que almejamos sem ruptura de nossos princípios democrático e humanista.

      Quando novamente solicitados para contribuir nestes tipos de conflitos, saberão de antemão que somos duros e não abrimos mãos dos verdadeiros princípios democráticos!!! Pense nisto!!!

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  • 09/06/2010 - 14:11
    Enviado por: mira

    todos, a maioria, se diz que não tem nada contra os judeus, e toda a retórica para justificar, mas o fato é que, logo de cara, os jornais do mundo inteiro, deram como primeira manchete sobre o caso da flotilha, que houve um assassinato e um massacre de humanitários que vinham em paz entregar alimentos para os oprimidos palestinos. O que se seguiu depois, não serve de contra-argumento! a semente da mentira já foi plantada, nada vai adiantar, mostrar videos, fazer averiguações. O ant-semitismo está voltando, sim, e com mais requinte, porque agora, os judeus de oprimidos, passaram a ter um Estado só deles, já não são um corpo estranho no mundo. A diferença, é que um Estado tem uma soberania pra defender, e isso parece que a retórica anti-semita não admite, falam em desproporcionalidade, falam que existem judeus que são contra Israel (uma ínfima minoria). Esperem, que mais um pouco vao ressucitar a máxima de que foram os judeus que mataram Jesus, baseado novamente em suposições (como sempre)

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  • 09/06/2010 - 18:12
    Enviado por: Sergio_1904

    Sr. Mauro,

    Nunca me considerei antissionista e muito menos antissemita. Respeito um vizinho que é judeu ortodoxo e até tenho uma prima judia.

    Agora eu defendo que Israel:

    - tenha seu arsenal nuclear vistoriado,
    - respeite a resolução 478 da ONU,
    - seja investigado por SUPOSTOS crimes de guerra e contra humanidade na Operação Chumbo Fundido,
    - seja julgado pelo assassinato de Shehadeh (2002), na qual quinze pessoas morreram (nove eram crianças),
    - seja investigado pela abordagem à “Flotilha da Liberdade”,
    - respeite as leis internacionais.

    Será que ódio ancestral sorrateiramente me conquistou e, no fundo, sou um antissemita?

    Não haverá muitos racionalistas que apenas estão indignados com a impunidade de Israel?

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    • 09/06/2010 - 18:44
      Enviado por: Dado Gonsalves

      Perfeito Sérgio.
      Não é uma invenção do mundo, tudo o que os Israelenses vem fazendo e o pouco ou nenhum respeito que têm pela vida de quem não é Judeu. Para Israel se você não é Judeu pode ser queimado sob fósforo branco, mesmo que tenha apenas meses de idade e nem saiba o que é um Judeu.

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    • 09/06/2010 - 19:29
      Enviado por: Mauro Souza

      Criticar Israel, ou qualquer outro país não precisa constituir nenhum crime. Mas é fato que tem gente que critica só por criticar, por odiar aos judeus e isso é irracionalismo. Assim como tem gente que não se importa com o massacre contra o povo iraquiano, em vez disso faz para sim um discurso moral de que a culpa é do Saddam, ou de que os árabes/muçulmanos sempre foram belicosos e blábláblá.

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    • 10/06/2010 - 10:27
      Enviado por: alexandre

      Caro Sergio

      Vc so defende isto contra Israel? E a China? O Sudao? O Ira? Os Sauditas? A Venezuela? A Turquia? A Russia? O Sri Lanka

      Desculpe, Israel comete erros, porem em geral mt menores que os paises que o condenam, como exemplo os nossos “amigos” iranianos e turcos mataram e matam muito, mas muito mais armenios e curdos do que Israel palestinos e nao somente. O Sri Lanka apenas a poucos meses matou milhares, talvez dezenas de milhares de Tameis, que apenas queriam 1 patria Tamil e usavam politicas similares a dos palestinos, e nao vi qqr resolucao da ONU pedida, sequer cogitada

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  • 09/06/2010 - 19:01
    Enviado por: Marcos Guterman

    Dado, já se vê que você não conhece Israel, em que gente de todas as religiões e nacionalidades convivem de modo pacífico, sob o abrigo de uma sólida democracia. Mais uma vez, comentários como o seu mostram como as versões são muito mais disseminadas do que os fatos no que diz respeito aos judeus.

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  • 09/06/2010 - 19:17
    Enviado por: Ederson Marcondes

    Prezado Marcos Guterman.
    Convenhamos: Israel está longe de ser um poço de bondades. E a paz não é exatamente o que busca. Se fosse, já a teria conquistado há tempos. Também a Palestina não é um poço de bondades. E como sempre, todos os povos que apoiam suas leis na religião, são os mais violentos do mundo. Vide Israel, Irã, etc. E já que é para dar pitaco – afinal é o que comentaristas e jornalistas fazem – será que o Brasil precisa ter algum motivo político ou econômico para tentar alguma ação pacificadora? Sem pensar em força militar – o que é próprio de povos guerreiros e violentos – Será que a gente não pode simplesmente querer a paz? Só isso? Será que continuar com ações que a séculos levam os povos à guerra, como sanções e coisas do tipo, já não está ultrapassado? Será que já não é hora de uma política diferente, baseada na confiança? Tudo bem, você dirá que não. E muitos dirão que não. Mas, creia, creiam, acredito que a humanidade tem jeito, apesar dos pensamentos retrógrados que ainda insistem em ocupar espaços tentando convencer a opinião pública.

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  • 09/06/2010 - 20:52
    Enviado por: Mauricio C

    Caro Gustavo,

    Neste seu novo contexto, acho que agora pode-se entender melhor o que aconteceu no caso da “flotilha da liberdade”. Estados soberanos defendem sua soberania a qualquer custo. O que não quer dizer necessariamente que isto seja boa propaganda aos olhos do mundo. Também não quer dizer que o real povo palestino, aquele manipulado de todas as formas nas últimas decadas, pelos antisemitas travestidos, não tenha direito a ter uma nação e viver dignamente.

    Mauricio C

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  • 09/06/2010 - 22:39
    Enviado por: David C. J.

    Caro Guterman,
    Essa é uma análise mais que superficial da situação. Observo até o modo como tudo se alastra para o tão “alegado” anti-semitismo. Resta aos meu ver duas situações:
    1)Ou a palavra vem sendo utilizada de forma inapropriada, o que é óbvio;
    2)Esta virou uma alegação infundada para coagir os leitores e aqueles que postam contra os atos insanos do governo de Israel.

    Um exemplo sintético aconteceu comigo, antes comecei falando de Israel (nunca me referi a judeus como responsáveis pelos problemas do OM, mesmo porque nem todos os judeus são israelenses e atualmente nem todos israelenses são judeus), fui tachado inúmeras vezes de antisemita, passei então a criticar claramente o governo israelense, continuei sendo tachado de antisemita…em suma ao meu ver parece que criticar Israel é ser antisemita sob qualquer prisma. Isso é no mínimo cômico, porque inúmeros posts seus criticaram a Igreja Católica, piadas infames e posts de inúmeros colaboradores aqui tacharam todos os padres de pedófilos, criticam o Brasil e os brasileiros, entre outros exemplos aberrantes, mesmo assim não observo esta defesa incomensurável aos demais e as outras religiões.

    O fato é que Israel não nasceu com liberdade e calma, foram realizados atentados terroristas que ceifaram vidas inocentes, vilarejos de pessoas simples (palestinos) foram dizimados, constitui-se o maior êxodo populacional das últimas décadas. Existem campos de refugiados sem solução até hoje. Criou-se Gaza, um campo de concentração a céu aberto. Destruiu-se o Líbano (talvez aí eu mesmo descendente de libaneses que perdeu familiares na guerra insana que Israel abateu sobre o país não poderia deixar de criticar os atos do governo israelense). Prisioneiros de guerra foram sumariamente executados, apoiou-se os falangistas cristãos no massacre de Sabra e Chatila, lançou-se mão de armas proibidas contra população civil, permitiu-se quebrar pernas e braços de manifestantes, a tortura é apoiada e praticada pelo estado, entre outras aberrações.

    Eu realmente não acho que matar ou dizimar israelenses seja a solução, o sofrimento dos palestinos não vai ser resolver com o sofrimento de outros povos, isto seria no mínimo insanidade total. Mas acho sinceramente que deve existir pressão internacional para que Israel corresponda ao que se espera do país, a alegada liberdade que você diz existir por lá, o respeito aos povos…mas infelizmente não é isso que estamos vendo, assim como não vejo suásticas sendo levantadas pelo mundo ou pessoas alucinadas pedindo o fim dos judeus ou sua perseguição. O que observo é pessoas, como eu, atônitas como um povo que sofreu tanto na segunda guerra, é bem verdade que já são poucos os que ainda podem falar sobre os horrores nazistas, podem fazer o que fazem com os palestinos ou o que fizeram com o Líbano.

    Pergunto meu caro se você tivesse uma vida sem expectativas, fosse constantemente escarneado, humilhado, passasse por inúmeros check points, tivesse sua casa invadida, destruída, fosse removido de seu lar, não perderia as esperanças? É mais que óbvio que alguns simplesmente “surtam” viram terroristas, sem perspectiva da vida e do futuro. Já pensou que pais e mães perderam filhos nessa guerra insana? Lembro de uma entrevista fascinante de uma palestina, mulher simples que fez uma das mais óbvias e sinceras declarações: durante a operação Cast Lead ela perdeu o marido e dois filhos (se não me falha a memória), ela disse que antes não achava boa sua situação como palestina em Gaza, mas encarava a vida com reservas aos israelenses, após o que aconteceu nasceu o ódio aos israelenses e seu desejo por vingança. Isto meu caro reflete claramente o que ocorre por lá. Não creio que a maioria dos palestinos deseje matar todos os israelenses e jogá-los ao mar, assim como não acredito que a maioria dos israelenses não deseje transformar o Irã em um estacionamento após bombardeá-lo…mas a sequência de atos insanos do governo israelense, respaldado pelo apoio incondicional que você tenta impor de forma subliminar em seu post tem garantido o aumento da revolta internacional a esta situação. Observe que mesmo diversos israelenses estão questionando e se revoltando pela situação. Quanto a José Saramago é óbvio que o meio que ele utiliza para se expressar visa chocar, como seu “post” mesmo demonstra ele atinge seu objetivo.

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    • 09/06/2010 - 22:52
      Enviado por: Marcos Guterman

      David, você não entendeu uma linha do que eu escrevi.

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    • 10/06/2010 - 06:27
      Enviado por: David C. J.

      Sim Guterman creio que entendi, acho triste utilizar o que ocorreu com o Holocausto para citar a atual situação em Gaza, ou mesmo o tratamento aos palestinos, mas já pensou que esta forma acintante é o único modo que parece fazer com que muitos ouçam os protestos?

      É fato que a população palestina não foi lançada a fornos, testada em experimentos, assassinada ou monstruosamente marcada. O que assusta é que o tratamento desumano dado aos palestinos se cristalizou de “defesa de soberania”, que inúmeras pessoas citam árabes, muçulmanos e palestinos como escória, eu mesmo li mais de uma vez aqui inúmeros apoios que pregam a eliminação sistemáticas dos palestinos, árabes e muçulmanos e sua classificação como inferiores. Em suma se toda esta demonstração de momentânea insanidade, que graças a Deus duvido muito seja compartilhada pela maioria dos judeus ou mesmo dos israelenses, não te assusta a mim assusta e muito.

      As citações e comparações que podem parecer uma ofensa são uma tentativa de alertar aqueles que se deixam levar pela ilusão de que “tudo está bem”. Isto já aconteceu no mundo, você sabe muito bem que o terror na Alemanha não surgiu do dia para noite, invadiu sorrateiramente o país e despejou o veneno do racismo e intolerância lentamente, até que a população alucinada pela “vacina” deste veneno desaguou no que todos conhecemos. E o mote inicial era também a proteção da Alemanha.

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    • 10/06/2010 - 10:18
      Enviado por: Fabio Unique

      David C. J.,

      Sequestrar o termo anti-semitismo não me parece uma boa maneira de conversar, me parece uma boa maneira de desconversar, de não ser levado a sério num mundo que não é sério.

      Conforme escrevi no blog do Chacra, Israel deixou de ser apoiada por ser um Estado de Vanguarda, e passou a ser apoiada por ser um Estado Judaico-Cristã, quando o Republican Party se tornou uma Teocracia dentro da Democracia. Aí é que está o problema.

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    • 10/06/2010 - 10:37
      Enviado por: Marcos Guterman

      David

      Você escreveu: “Eu mesmo li mais de uma vez aqui inúmeros apoios que pregam a eliminação sistemáticas dos palestinos, árabes e muçulmanos e sua classificação como inferiores”.

      Onde você leu isso aqui no meu blog? Onde? Quero que você me aponte onde eu publiquei comentários, meus ou de terceiros, que pregam a “eliminação sistemática” de “palestinos, árabes e muçulmanos”?

      Ah, David, você já é um velho conhecido aqui. Eu publico seus comentários porque acho que eles são didáticos a respeito da distorção da realidade para atingir determinados fins. Você pinça uma frase aqui, outra ali, e faz disso um Lego retórico para comprovar sua tese de que Israel é o câncer do mundo.

      Mas você agora se aproximou bastante da ofensa aos judeus. Se quiser continuar participando deste fórum, com a liberdade que você sempre teve, por favor, não me atribua nem aos meus leitores traços racistas que eu poderia muito bem atribuir a você, mas, por uma questão de elegância e de crença na redenção da humanidade, prefiro não fazer.

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    • 10/06/2010 - 22:18
      Enviado por: David C. J.

      Sabe Guterman sempre nutri respeito por sua “suposta liberdade de opiniões” diversas, mas se como você afirma que aqui não há racismo, ou distorções. Apenas Israel é vítima e chega ao ponto fascinante de afirmar “…Ah, David, você já é um velho conhecido aqui. Eu publico seus comentários porque acho que eles são didáticos a respeito da distorção da realidade para atingir determinados fins. Você pinça uma frase aqui, outra ali, e faz disso um Lego retórico para comprovar sua tese de que Israel é o câncer do mundo…”.

      Não se importe encerro aqui minhas leituras e comentários de algo que em nada vai contribuir para mim e creio para o senhor, mesmo porque não desejo ser seu “exemplo de antissemitismo”, que suas alucinações querem demonstrar. Saio deste blog apenas com a visão clara de quem deturpa o que outros escrevem, diga-se de passagem ainda o faz muito mal. Realmente não me importo já sai de outro fórum que em nada me faz falta e o pouco que leio vejo o quanto continua pobre (não é a toa que OESP não consegue mais decolar). Penso apenas que felizmente a maioria dos judeus não possui a visão obtusa do mundo ou achincalha as pessoas e escarneia delas em público de modo infantil quando é contrariado. Não se importe de postar o comentário apenas para me achincalhar novamente ou me fazer alvo dos seus pares, mesmo porque eu mesmo nunca o insultei com o grau que você fez desta vez.

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    • 10/06/2010 - 23:49
      Enviado por: David C. J.

      A sim esqueci os posts educados com idéias elucidativas sobre como agir com os povos que estão registrados em seu blog (como você solicitou), fiz um breve aparato de apenas alguns meses, se aprofundarmos iremos achar pérolas mais absurdas…e claro para finalizar o pito de alguém. Lembro Guterman que apesar de ter me entristecido com seu ponto de vista sobre meus comentários, compreendo o quanto deve ser difícil filtrar uma enorme quantidade de mensagens. Mas afirmar que não existem comentários inapropriados (sugestões de extermínio e comparações racistas claras contra muçulmanos, iranianos, católicos) é extremamente exagerado. Em suma não creio que seja necessário postar isto, o critério é seu, mas não fico “…pinça uma frase aqui, outra ali, e faz disso um Lego retórico…” e se realmente observasse meus posts nunca atribui somente a Israel os problemas do OM. Mas achava que se você posta sobre Israel espera que se comente sobre isso…bem vivendo e aprendendo.

      “17/05/2010 – 12:07
      Enviado por: energúmeno
      É isso aí Guterman, os países civilizados devem reagir e mandar uma chuva de bombras atômicas sobre o Irã que quer enganar o mundo… ”

      “29/04/2010 – 10:30
      Enviado por: Dalton
      Estão certíssimo se querem viver nos EUA então que aprendam inglês. Seus macacos idiotas…”

      “28/04/2010 – 10:12
      Enviado por: Fabio Unique
      Joao So,
      O Holocausto e’ um fato historico recente, Maome e’ um homem que alegou ter linha direta com Deus, e ditou um livro enquanto delirava de febre mais de 1.000 anos atras…”

      “21/04/2010 – 09:25
      Enviado por: Henrique
      Os jumentos e os camelos de Gaza devem estar inconformados com a insistencia dos palestinos em supera-los na idiotice. Dessa vez eles quase conseguiram com essa idéia de jerico de resistencia pacíica…”

      “16/03/2010 – 21:23
      Enviado por: Schneider
      …Ora, o islamismo prega claramente a morte dos infiéis, subentenda JUDEUS e CRISTÃOS…”

      “16/03/2010 – 21:15
      Enviado por: Fabio Unique
      Acabar com 10.000 religiões me parece ser um trabalho desgraçado.
      Melhor acabar com o Catolicismo e o Islamismo primeiro, são só duas religiões mas voce se livrará de 3 ou 4 bilhões de problemas.”

      “23/02/2010 – 20:17
      Enviado por: marianne
      e os islâmicos já tem meca,e querem também jerusalém. são muito invejosos. os árabes islâmicos ainda vivem em estado tribal.”

      “23/02/2010 – 16:09
      Enviado por: Rogério
      “Palestinos raptam judeus e os assassinam com tiros na cabeça, atiram foguetes à esmo para matar civis, e paralelamente dizem querer a paz.”
      O curioso é que se pegarmos qualquer palestino ainda criança e o criarmos aqui no Brasil, num razoável ambiente cultural brasileiro, no máximo ele vai gostar de dar canelada no futebol, dar baixaria no carnaval e meter a mão em dinheiro público, não sei se irá querer matar judeus.”

      “23/02/2010 – 15:27
      Enviado por: roberto cabron
      Exatamente.
      quem disse que PALESTINOS É UM POVO?.
      São ÁRABES renegados pela própria “comunidade”árabe,são mantidos em bolsões de miséria ou acampamentos nos próprios países árabes que os necessitam para manter a luta para exterminar a nação Israelense.
      abraços”

      “21/02/2010 – 15:19
      Enviado por: Salwa

      Sr.Guterman,
      Vejo sua intenção em mostrar o quanto o antisemitismo está presente, muito interessante. No entanto , acredito que sem querer, acaba mostrando o quanto a ISLAMOFOBIA está presente aqui, e em considerável intensidade no seu blog.
      Sou Muçulmana, faço parte da Sociedade Beneficente Muçulmana de São Paulo, e gostaria de informar a todos, inclusive ao senhor, que o comentário pelo que se diz chamar Meier Ginzel, afirmando de forma categórica que ODEIA a todos os muçulmanos, e que estes, diferentes dos cristãos e judeus, a ELITE do Oriente Médio, sugerindo sermos a escória da região, caracteriza um crime de RACISMO, mediante as leis do nosso país. E, diante disso, nos vemos no direito de tomarmos as medidas cabíveis.
      Comentários desse nível merece o REPÚDIO de todos que buscam a tolerância e o respeito entre os povos.
      Salwa El Ghalaini
      Sociedade Beneficente Muçulmana de São Paulo”

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    • 11/06/2010 - 00:00
      Enviado por: Marcos Guterman

      De novo, David, onde foi que eu publiquei “inúmeros apoios que pregam a eliminação sistemáticas dos palestinos, árabes e muçulmanos”?

      Nenhum dos textos que você menciona diz isso. Nenhum. Sua sugestão de que eu permito o discurso eliminacionista aqui é simplesmente ofensiva.

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    • 11/06/2010 - 00:32
      Enviado por: David C. J.

      Guterman, se bombardear alguém com armas nucleares não é exterminar, se você mesmo já notou QUE POSTA SIM “…sua classificação como inferiores…”, se a demonstração clara de manifesto (último post) que você recebeu e transcrevi elucida a situação dos posts que existem em seu blog (não de sua opinião pessoal). Se mesmo assim nada disso lhe serve de nada, realmente acho difícil compreender o que você quer.

      Acho até interessante você se sentir tão ofendido após o modo como se referiu a mim e me acusar de modo tão ultrajante, mais ainda que logo após toda essa celeuma você posta “Fundamentalistas islâmicos não gostam da copa” com relatos de um radical inconsequente(que existem em todas as religiões). Deseja que eu prove mais o que?

      Como já disse antes, poupemos o meu e o seu tempo. Creio que você não me deseja mais postando, eu não desejo lhe contrariar pois é seu blog. Se tem tantas certezas ou dúvidas faça como eu uma pequena busca no que já foi postado aqui. Apenas repito o que já disse, compreendo não ser possível filtrar tudo, devido ao volume de posts…mas afirmar que o que disse não ocorreu é no mínimo um pequeno exagero.

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    • 11/06/2010 - 18:46
      Enviado por: Fabio Unique

      David C.J.,

      Deixa de ser preguiçoso e RESPONDA os comentários. Se voce for bem comportado, eu lhe dou uma AULA, está aqui:

      http://blogs.estadao.com.br/marcos-guterman/mcdonalds-faz-anuncio-para-gays/#comments

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  • 10/06/2010 - 09:34
    Enviado por: Joselito Miranda

    Olá Guterman,
    sou leitor assíduo dos seus postsm, mas raramente comento talvez por não ser tão aprofundado nos assuntos do OM.
    Parabéns pelo texto. Claro, lúcido e de fácil leitura.
    A frase …”o que acontece no Oriente Médio, contudo, é a transformação do real em ficção ideológica,”… para mim resume toda a essência do texto.
    Li quase todos os comentários e todas as suas respostas. No meu entender não há argumentos que venham corroborar com o antissemitismo, que ‘não se cansa de reinventar’.
    Se puder reponda mais vezes os comentários.
    Abraço e obrigado pelo seu texto.

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  • 10/06/2010 - 10:36
    Enviado por: Fernando SP

    É óbvio que a comparação entre os terrítórios palestinos cercados por Israel e Auschwitz é figura de linguagem. A partir disso rotular Saramago de antissemita vai uma enorme distância. Afirmar que existem lobbies maiores e mais ricos que a AIPAC influenciando o congresso americano e a Casa Branca é risível. Será que os contínuos posicionamentos a favor de Israel e constantes vetos a tudo que penalize de alguma forma aquele estado são frutos da livre consciência dos representantes americanos? Afirmar que no estado judeu convivem democraticamente diversas etnias e religiões não corresponde aos fatos divulgados, haja vista a destruição de casas de não judeus. Por fim tentar desqualificar quaisquer críticas a Israel classificando seus autores de antissemitas é tática utilizada há muito tempo por quem não tem contra-argumentos a essas críticas.

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  • 10/06/2010 - 15:20
    Enviado por: Stefano

    Antissemitismo é rídiculo mesmo, mas há um certo exagero nesse texto, um excesso.

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  • 10/06/2010 - 15:35
    Enviado por: NaoDigo

    Esse negocio de colocar anti na frente das palavras funciona mesmo :)

    O problema e que nem sempre anti significa odiar.Odiar e uma palavra muito pesada e realmente nao deveria ser usada assim tao solta sem refletir primeiro sobre o assunto.

    Muitas pessoas pode ser anti sem odiar.O senhor Marcos mesmo desse ser um Anti-Naodigo(Senhor Piza tambem :) ) porem jamais passa pela minha cabeca que eles tenham odio “de mim”.

    anti-
    (grego anti, em face de, do lado oposto)
    pref.
    Elemento que indica oposição (ex.: anticristão).

    Nota: É seguido de hífen quando o segundo elemento começa por h, i, r ou s!h ou i (ex.: anti-higiénico, anti-infeccioso, anti-rábico, anti-social!). !Quando seguido de r ou s, a consoante é duplicada (ex.: antirrábico, antissocial).

    Apesar de entender que gato escaldado tem medo de agua fria,um pode entender as vezes as reacoes de certos judeus em casos onde eles sentem que a sua exestencia esta em perigo.

    Dito isso, um tem que tomar cuidado para nao confundir paranoia e trauma com real perigo. Nao que o perigo nao existe,mas nem todo mundo esta nesse mundo para odiar.

    As vezes questionar e discordar faz bem para uma discussao aberta.

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    • 10/06/2010 - 18:57
      Enviado por: Fabio Unique

      Excelente comentário! Pouco a adicionar. Fair and balanced reporting. Só um after-thought: o Guterman está fazendo um hazardous job, que é estudar aquele período. Ficará mais e mais tóxico.

      Sábia era a antiga Civilização Egípcia, que simplesmente se recusava a registrar más noticias.

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  • 12/06/2010 - 05:27
    Enviado por: Wiken

    O bloguista escreve bem e argumenta melhor ainda. Neste episódio em que é praticamente impossível argumentar a favor de Israel, ele mandou muito bem: a gente até fica achando que ele pode ter razão. Mas depois, passado um minuto, a gente vê logo que, por mais bem fundamentos que pareçam, os argumentos dele se desmancham como bolhas de sabão. Definitivamente, não dá para justificar em nada o ataque militar à tal flotilha. E eu acrescento que, a cada tentativa de justificá-la, a posiçáo de Israel vai-se tornando ainda mais insustentável perante a comunidade internacional, pois essas tentativas de argumentação só ensejarão reações negativas. Todos acabarão por perceber que Israel não tem mesmo nenhuma intenção de praticar o diálogo, a diplomacia e a negociação. Todas as suas respostas serão sempre violentas – e, em algumas situações, até mesmo assassinas, como foi o caso agora dessa flotilha. Justificar uma atrocidade dessas com boas argumentações é apenas uma maneira de empurrar o problema com a barriga. Mas, a médio prazo, o tiro sairá pela culatra: os argumentos só servirão para gerar contra-argumentos cada vez mais poderosos e convincentes. E quando isso acontecer, podem ter certeza de uma coisa: haverá uma pressão crescente para que Israel assine o TNP, acabe com esse estúpido bloqueio a Gaza e comece a negociar uma política de boa vizinhança com os palestinos. Tudo isso, com conseqüências profundas e provavelmente desestabilizadoras na política interna israelense.

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    • 25/09/2011 - 19:44
      Enviado por: Pierre Laqueue

      Wiken, seu discurso parece com o da antiga UNE (digo antiga porque a UNE não se manifesta há muito tempo). Voce precisa ter alguma experiencia em construir um país para falar mal dos que conseguem construir um e lutam para protege-lo dos ataques dos que não tem coisa melhor para propor. Por exemplo, se você é brasileiro, você está vendo como é difícil. A miséria que foi contruída no Brasil gerou coisas muito piores do que ocorre no Oriente Médio. No Brasil morre-se muito mais do que por causa da situação da Palestina (é só olhar para os números, mais de 50.000 por ano). No Brasil, cada grande favela é equivalente a uma Faixa de Gaza (os que nascem ali tem poucas chances de sair dali e são reféns do tráfico de entorpecentes).

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  • 25/09/2011 - 19:31
    Enviado por: Roland Scialom

    Artigo muito bom, Marcos. Eu acrescentaria o seguinte. O sucesso de Israel enquanto estado democrático, em meio a adversidades que nenhuma outra nação do mundo enfrenta e seria capaz de enfrentar, incomoda também muita gente.
    Incomoda os antissemitas tradicionais que tem que encontrar novas razões para odiar os judeus. Sendo que as novas razões consistem em denegrir a expertise em geral que foi desenvolvida em Israel. O antissemita tradicional dizia que “judeu só sabe lidar com dinheiro”. Ora, o Estado de Israel mostrou que os judeus são capazes também de ter excelentes centros de pesquisa e desenvolvimento onde trabalham excelentes pesquisadores e tecnólogos, excelentes soldados e um excelente exercito defensivo que permitiu proteger o territorio de vários ataques vindo de países muito mais numerosos que ele, ataques que visavam a destruição de Israel.
    Incomoda as nações árabes, que tem mais recursos que Israel para se desenvolver (petroleo por exemplo), e que são incapazes de sair do estado de sociedades formadas por tribos e clans que se relacionam de forma medieval.
    Incomoda as nações não árabes onde os privilegiados não tem escrúpulo para maltratar os que não são privilegiados, apesar de serem todos cidadãos de um mesmo país.
    Finalmente. O famoso documento que Jean Paul Sartre escreveu logo apos a 2a. Guerra, “Réflexions sur la question juive”, é ainda muito atual e merece ser divulgado, pois muita gente é incapaz de refletir e se deixa levar pela enxurrada de informações desencontradas das midias.

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