O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta quinta-feira que o multiculturalismo é um “fracasso” na Europa. “A verdade é que nossas democracias têm se preocupado demais com a identidade daqueles que chegam e não o bastante com a identidade do país que os recebe”, disse Sarkozy, em referência aos imigrantes.
O protesto de Sarkozy – que coincide com sua baixa popularidade – não foi o único recente entre os principais líderes europeus. Em outubro passado, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, havia qualificado o multiculturalismo da mesma maneira: “Total fracasso”. No último sábado, o primeiro-ministro britânico, o conservador David Cameron, foi ainda mais incisivo, ao dizer que a política de “tolerância” nos países europeus encorajou imigrantes (especialmente os muçulmanos) a “viver uma vida separada” e não conseguiu fazer com que esses grupos compartilhassem valores como direitos humanos, democracia e igualdade social e jurídica.
Não é fácil falar desse assunto na Europa, que se orgulha de seu multiculturalismo – política oficial no Reino Unido desde os anos 60. Como disse Sarkozy, basta pronunciar a palavra “imigração” para logo “ser chamado de racista”.
Antes eram os judeus os “acusados de viverem uma vida separada”. O bode expiatório da vez são os muçulmanos. A Europa parece estar no caminho de um novo holocausto! E o mais triste é que o presidente da França, que é judeu, fala uma coisa dessas. Ainda bem que a maioria dos judeus não pensa como ele.
Não é o Presidente da França que defende o fracasso do multiculturalismo, mas toda a Europa.
Todos os Presidentes estão se dando conta de que os imigrantes passaram a ter maior atenção do que os que lá estãp por gerações.
A idéia não é discriminar, mas voltar um pouco mais de cuidado àqueles que sempre pagaram “a conta”.
Fácil é o discurso humanista descompromissado; difícil é encarar que os franceses e toda a europa também tem direitos; inclusive dizer não a imigração desenfreada em seu país.
Rosana, historicamente a humanidade migrou, sempre foi assim. Como disse acertadamente um amigo, nós, a humanidade, somos como pulgas sobre um cachorro, que acreditamos ser donos do cachorro. O mundo é para a nossa raça, a humana.
Onde quero chegar com isso? Nada de “tudo é de todos”, ou coisas do gênero. Mas os movimentos poupulacionais sempre aconteceram e vão continuar acontecendo. “Blindar” regiões do planeta para essas migrações é esquecer do nosso passado.
Eu mesmo sou descendente de 4 etnias ou povos, índio brasileiro, italiano, dinamarquês e alemão. Qual é o meu lugar no mundo? Onde a minha mãe me pariu? Não posso desejar morar em outro lugar? Não posso ir a outro pais e ombro a ombro ajudar no projeto de pais deles? Tem direito a Europa de dizer que não posso morar aqui?
Obviamente que a imigração tem que ter regras, limites. Mas essa “culpa” que jogam nos imigrantes é mentirosa. Aqui onde moro, os números são escandalosos! Entre a riqueza gerada pelos imigrantes e os gastos que geram para a sociedade, o saldo positico era de 1,4 bilhões de euros (estou procurando a fonte para publicar, mas estou no trabalho rsrs). Que político divulda esses números?
Com a crise ninguém fica aqui esperando que o grande pai, o ESTADO, ajude. Os imigrantes já estão voltando aos seus lugares de origem. Com isso diminuem os gastos públicos e deixam aqui todos os impostos de todos esses anos, mais o que contribuiram para a aponsentadoria dos nativos, aposentadoria essa que eles não vão poder desfrutar.
Brasil, EUA, Canada, Australia, etc, etc… são exemplos que a imigração não é má.
responder este comentário denunciar abusoOs países europeus, em geral, buscaram aplicar o “multiculturalismo”, mas não perceberam que isto só é possível com a miscigenação. Esta é a grande diferença do Brasil, que conseguiu aplicar, efetivamente a multiculturalismo em praticamente todo o território, e parte dos EUA, em especial, NY.
Na Europa os imigrantes vivem em bairros separados, estudam em escolas separadas, em igrejas, sinagogas etc. No Brasil nós vemos negros, brancos, descendentes de índios, europeus etc., nas igrejas, nos terreiros de umbanda, nas casas espíritas, nas igrejas evengélicas etc.
O multiculturalismo não pode ser apenas teoria, deve ser prática, como a que aplicamos no Brasil.
responder este comentário denunciar abusoPara mim,você precisa ser menos ingênuo. O que acontece e que acho errado é que colocam todos os imigrantes dentro de um mesmo saco.Nao querem separar o joio do trigo (ensinamento bíblico), e isso causa confusao.De outro lado, acho que de alguma forma o movimento migratório deve ter uma pausa de pelo menos dez anos, senao pode haver muita perturbaçao e revolta da parte dos autóctones contra os de fora.Os governos de todos esses países que perdem a gente deles e vao embora, precisam se conscientizar e tomar alguma medida para que nao haja mais e mais partidas, precisam fixar o homem na sua terra com empregos estáveis e desenvolvimento econômico.Senao o planeta vai explodir !
responder este comentário denunciar abusoA “ideologia” pluralista se tornou estratégia de poder. Poder, indubtavelmente, por ser poder, gera injustiças, discrimina, segrega, distorce, corrompe. Vejam o exemplo do PT no Brasil. O que há para recriminar no discurso petista ? Tudo é montado considerando os mais belos ideais de justiça, tolerância e liberdade. Mas, de fato, vejam o que virou !!! Assim , o multi-culturalismo é o “novo anti-semitismo”, a esquerda é a nova direita ( R$ 50 bi de corte é política ultradireitista/”liberal”PRÓ-MERCADO), Dilma a nova Margareth Tactcher, Lula (falastrão) o novo/antigo Jânio Quadros, José Dirceu o novo ACM, …
E as hienas sempre estarão apostos à carniça !!!
A humanindade sempre imigrou, sim isso é um fato. Mas devemos nos lembrar que isso NUNCA foi pacífico, sempre foi de baixo de guerras e matanças, vide império romano. A colonização de países hoje “multiculturais” como Brasil, Canada ou Austrália foram feitas ao custo de milhares ou milhões de vidas de índios e aborigenes. Mas, nos dias atuais quando imigrama-se sabemos que viveremos em outro país com cultura diferente e legislação diferente; respeitar as leis e os costumes do novo país que nos acolhe é básico. Se um ocidental for morar num país de tradições muçulmanas ele já sabe que não poderá beber alcool e que sua esposa não poderá vestir-se como faz no ocidente. Só acho que quando muçulmanos vêm morar no ocidente, eles também deve passar a aceitar os nossos valores e leis. Agora, se você imigrou deve saber que terá de se adaptar ao país que o acolheu e aceitar sua cultura e leis sem se auto marginalizar e também procurar fazer valer os direitos que o país lhe concede para não ser marginalizado pelos cidadãos desse país que o acolhe. Logo, muçulmanas no Brasil, por favor, roupas mínimas e vamos sambar que o carnaval tá chegando!!!!
responder este comentário denunciar abusoNa Europa os imigrantes vivem em bairros separados, estudam em escolas separadas, em igrejas, sinagogas etc.
Não é bem assim. Depende do nível cultural e da origem dos imigrantes. Em Freiburg na Alemanha, por exemplo, que abriga um grande centro universitário, 25% da população alemã vive ou é casada com estrangeiros.
O problema básico é a capacidade e interesse de integração do imigrante. Em minha humilde opinião, quem não quer se integrar ou não pode deveria ter seu direito de ingresso na EU questionado. O que a Europa menos precisa neste momento é mais quistos de estrangeiros inassimiláveis e muitas vezes hostis às sociedades que os acolheram.
A culpa, claro, é da própria política equivocada multiculturalista do modo como foi formatada, que começa a ser publicamente questionada não só na França e na Alemanha, mas também no Reino Unido publicamente pelo próprio primeiro-ministro, como aponta o Guterman. É fundamental que um país seja construído em torno de valores comuns, como os mencionados direitos humanos, democracia e igualdade social e jurídica.
Toda essa discussão que agora se torna pública devemos em grande parte ao desatrado do Thilo Sarrazin. O livro dele é polêmico e em muitos pontos talvez até desastrado, mas teve o mérito de tocar na ferida, o que ninguém tinha coragem de fazer.
responder este comentário denunciar abusoO Edu Mamm, tem razao no comentario, apesar da brincadeira do samba e carnaval
um exemplo hipotetico: vc estara emigrando para o Brasil, ja sabe que e o pais do futebol,samba, praias e pq nao dizer, onde se vive mais “relax”, se vc acha que nao se encaixa no perfil (deia futebol, nao gosta de samba. e nao curte praia). obviamente estara indo para o Pais errado !!!!. Isso e o que acontece com muitos imigrantes, se mudam para outro Pais mas nao se moldam a sua nova “situacao”, nao aceitam costumes (ora imagine alguem no Brasil…tentar mudar a mentalidade do Povo, na sua maioria, que gosta de samba e futebol?????), depois vem a lingua…. vc chega com um idioma proprio num local onde vivem 200 milhoes de Pessoas que nao o Falam (o que e mais facil??? mudar os 200 milhoes para que falem seu idioma e cultura…ou vc se adaptar aos costumes, cultura, lingua etc etc etc locais????). quando se nega a fazer parte dessa adaptacao, a propria pessoa esta se “colocando” na situacao de excluido !!!!
foi bem exposto que se vou viver num Pais Muculmano tenho que obedecer a lei seca, lei Islamica etc etc etc….pq deveria ser diferente num Pais ocidental???!!!
nao entendo??? o pq de acharem que “tem” que ser mais tolerante, diferente!!! se se observam as mesmas condicoes do outro lado (do outro exemplo do Pais Islamico)
tambem vivo fora do Pais e entendo um poquinho da queixa dos locais…muita gente nao fala a lingua, vive aqui, mas critica tudo, muitos nao respeitam leis…e uma outra serie de coisas !!! e acham a coisa mais normal do mundo….
Eu ficaria frustrado se alguem estrangeiro vivendo no Brasil, so ficasse falando mal do meu Pais….afinal se vc nao esta satisfeito…volta pra casa…volte para o seu pais de Origem….facil assim !!!
Depassagem, não percebes nada de nada, falas sem conhecimento de causa e, para justificares o que não consegues justificar, colas aquilo com que não concordas com o racismo e bem pior. O multiculturalismo é um erro e a maioria dos europeus sofrem na pele, a discriminação dos seus valores no seu próprio país. E JÁ CHEGA!
responder este comentário denunciar abusoMarcos,
Você pegou três exemplos conservadores que desde sempre defenderam o que eles consideram “cultura ocidental”. Sempre se manifestaram contra a presença de árabes e muçulmanos na Europa, com medo de contaminação.
Essa conversa desses três é parecida com a conversa de meados para o final do século XIX de que a integração judáica, a autonomia judáica, tinha dado errado na Europa. Isso apesar de todo o esforço judeu de integração à vida europeia.
Tal posição de dirigentes europeus do século XIX foi um dos argumentos principais para construção da ideia sionista.
Tanto é verdade que os judeus americanos se posicionaram contra o sionismo porque não havia contestação à forma de integração judáica nos Estados Unidos.
A imigração árabe é recente na Europa. Exigir uma integração tão rápida é uma injustiça.
Imagina se o Brasil fosse exigir dos imigrantes europeus integração imediata.
Isso denota um medo da cultura europeia. Será tão fraca assim?
Esta era uma “desgraça” anúnciada, só os neo-liberais, políticamente corretos e cheio de direitos humanos, não conseguiram ver, enxergar, ter a percepção do que fatalmente se transformaría esta porta “escancarada”. Em parte por que achavam que pelo fato dos píses europeus estarem envelhecendo, sería bom um “sangue novo” e se não desse certo, na pior das hipóteses teriam mão de obra barata. Os “cegos” que também fizeram o Euro, não quizeram ver como era o comportamento destes povos em seus países terceiro mundistas. Estes europeus “por fóra” deveríam analizar os altos índices de crimes desta gente nos próprios países e não estavam acostumados a trancarem as portas quando saíam de casa. Quem fosse pra lá nos últimos 30 anos, por várias vezes, pode perceber a fría em que os dirigentes, com estas atitudes, estavam tomando contra o seu próprio povo. As cidades da Italia, Alemanha, França, Espanha e outros vivem o que para o Europeu é um pesadêlo, “flanelinhas” nas esquinas de Roma, ladrões em profusão na França, ladrões e camelôs pelas ruas da rica Alemanha, cobradores de “pedágio” para usar o banheiro que sempre foi público, enfim estes governantes deveríam gostar Muito do modo de vida dos Sul Americanos e dos Africanos. Bye, Bye tranquila e Segura Europa.
José Bispo,
Gostaria de fazer uma observação. Esse seu comentário é prenhe de preconceito.
ALCESTE este comentário já é “parido” de realidade, fatos já ocorridos e facilmente constatáveis, basta ir, olhar, enxergar, pronto! A serpente saiu do ovo. Era tudo quanto estes disseminadores da discórdia mundial vivem arquitetando com o nome “light” e simpático de, ” Universalidade dos Direitos dos Humanos”. Procure analizar, todos os locais onde este “povo” coloca o dedo, purga(!) tira a casca da ferida e PURGA!. Não é Pré-conceito é Conceito.
responder este comentário denunciar abusoÉ preconceito sim, baseado em conceitos (ai, sim) de direita, fascistas mesmo.
responder este comentário denunciar abusoGuterman, estou morando na Europa como disse aqui várias vezes. Vim com o sonho de mais cultura, viajens e modernidade. Não posso afirmar que não consegui em parte tudo isso, mas Europa é decepcionante (ou melhor, ESTÁ decepcionante).
O Nicolas Anãodejardim Sarkozy é um idiota completo, tenta uma e outra vez conseguir mais popularidade com assuntos assim, de “identidade nacional”. O faz de modo parco e sem habilidade e termina como um ridículo.
Europa outra vez está flertando com esses assuntos, culpando “os outros” pelos seus problemas, mas no apogeu do crescimento usou a mão-de-obra desses mesmos “os outros”. Eu sou um exemplo, cheguei aqui na Europa já com estudos, formado (não tiveram que gastar nem 1€ com isso) e agora estão utilizando o meu conhecimento para produzir riquezas no seu pais. E se vou pra rua, passo a ser imediatamente “um problema”, tenho que voltar pra casa para não ser concorrência para um nativo, esquecendo que quando cheguei o meu posto de trabalho estava vago a 4 meses e estenderam o tapete vermelho na minha chegada. Curioso detalhe, eramos 15 no nosso grupo de trabalho (trabalho com TI), 3 imigrantes (eu brasileiro e 2 peruanas). Hoje somos 8 (efeitos da crise), e dos “imigrantes maus e perversos” ainda sobramos 2 aqui. Eles não querem saber de nacionalidade, querem produtividade. Se um muçulmano que vive “isolado” num bairro de Paris é um especialista, PhD em fisica quantica, Sarkozy contrata na hora.
França apontou o dedo para os ciganos (romênos e bulgaros, que teoricamente são da UE). Agora apontam o dedo aos muçulmanos. Quem é o próximo culpado? Os judeus já é um assunto delicado, tem que esperar outros 100 anos para poder culpa-los novamente. Quem sabe os brasileiros? Não, esses ainda são poucos, além do que 20% das protitutas daqui teriam que ir embora e geraria inflação no mercado!
Eu mesmo, como descendente de europeus que imigraram olho pra tudo isso e pensam: Até onde vai essa hipocrisia toda?
Mas tenho que fazer justiça ao povo europeu, tirando a parte que são como gado, que seguem qualquer canto de sereia, a maior parte do povo aqui não é racista, nem está a favor dessas bobagens hipócritas.
Comentário muito legal, cachorrão.
Três governos conservadores com queda nos índices de aprovação, dois dos quais com eleições próximas, tentando ganhar pontos com populismo.
Ajuda não falta, vide Wilders e Sarrazin, europeus são acomodados mas não são bobos, não vão entrar nesta.
Então amigo brasileiro, posso dizer que o Brasil te deu condições de estudar, e você, como muitos outros, foi “vender a mão de obra especializada” a um pais de um governo que tanto merece a sua reprovação?!?!
E o Brasil sofrendo os efeitos da falta de mão de obra especializada nessa área…
Parece mesmo que você se importa com alguma coisa que não seja ligada ao seu umbigo!!
Rosana, tenho 32 anos. A minha universidade quem pagou fui eu, 5 anos trabalhando de dia e estudando de noite. O Estado brasileiro colocou mais impecílios que ajudas para mim estudar, isso eu posso te garantir. A minha universidade era uma merda, comprei o meu diploma nessas universidades que o governo deixa criar e não verifica a qualidade do ensino. Gastei o mesmo valor em cursos de especialização. Tudo isso coordenando trabalho e estudos, porque meus pais não podiam me ajudar financeiramente.
Contei a minha idade, para que você faça uma análise cronológica e veja que fases eu peguei no Brasil, a falta de trabalho, as crises. Essa fase boa do Brasil estou passando bem longe daí. Quando morava no Brasil as única oportunidades de bons salários (e tive ofertas) era para morar em SP. E me desculpe, mas é violenta demais pro meu gosto. Não curto viver com medo!
Faz-me rir Rosana! De egoísta tenho pouco. Sou dos que mandam dinheiro pro Brasil, tirando dos ricos e dando para os pobres. E desde quando sair do pais e conseguir experiência fora é se vender?
Realmente me custa muito trabalho entender essa lógica!
responder este comentário denunciar abusoRosana, Rosana, Rosana…
Se transformarmos em reais o que o nosso amigo ganha lá, provalvelmente aqui ele ganharia bem menos.
Temos outros aspectos que você conhece tão bem quanto eu.
Educação, violência, apesar do discurso sobre guetos e imigrantes, saúde pública, etc.
Sobre se importar com o umbigo, eu te digo uma coisa: Qual a identidade que se cria num país que é aviltado diariamento por interesses excusos, onde não se pode nem se dar ao luxo de reclamar, porque somos chamados de elite, logo eu que moro na ZL.
Eu amo São Paulo, gosto de São Paulo e fico muito chateado com a “importação” de certos costumes que não são oriundos daqui, como o lixo nas ruas entupindo bueiros e ajudando a alagar tudo. Os camelôs infernais também. Costume paulistano ??
Creio que não, mas ai é outro assunto, onde vai se perdendo a identidade com o lugar que se vive.
O Brasil que eu vislumbro não é esse que vejo no dia a dia. A continuar com o populismo, a tendência é piorar.
Eu te pergunto: Amas mesmo assim ????
Abraços
responder este comentário denunciar abusoO fato de as prostitutas brasileiras retornarem nao causaria inflaçao nenhuma,a concorrência com as do leste europeu é grande.Nao entendi sua atençao voltada para as p. Por acaso sao as únicas a serem ‘exportadas’ do Brasil ? E as demais,aquelas que trabalham ‘na limpeza’ e as que foram embora por problemas como a falta de emprego no país, estudantes, etc ? O brasileiro acha que a mulher dele emigra para se prostituir.Que ideia mais preconceituosa,você está manchando a imagem da mulher brasileira no exterior.Muito machista. Saiba que há mais imigrantes mulheres de valor do que o contrário. Pena que a maioria nao seja reconhecida como tal, por virem de lugares com má fama no exterior.Quanto à certas comunidades fechadas, acho que o europeu está certo, que façam como no Brasil, que se misturem à populaçao autóctone e tente viver como ela,respeitando os mesmos códigos e leis. Mesmo que coloquem uma barreira entre eles. A tendência é ficar como no Brasil,enfim.
responder este comentário denunciar abusodigo, “se ganhar em reais ” , ele aqui ganharia bem menos do que ganha lá.
Posso estar errado.
responder este comentário denunciar abusoAnna H, você estaria correta só no caso que eu tivesse me referido seriamente às prostitutas. Estava sendo irônico. Desculpa se ofendi. Mas é triste constatar que aqui a prostituição, tanto de latinas como de europa de leste é enorme!
Ezequiel-SP, em São Paulo, agora com o real tão valorizado, poderia estar ganhando igual ou mais que aqui. E aqui a vida é “cara” (entre aspas porque tem muita coisa que o brasileiro paga, como planos de saúde, que aqui não é necessário).
responder este comentário denunciar abusoAnna H, qual é a sua definição de “mulher de valor”?
Outra coisa: não acho que seja machismo comentar sobre as prostitutas brasileiras na Espanha. Isso é um fato, né? Não dá pra negar. Na Espanha, na Itália, na Suíça…
O brasileiro tem essa mania de querer ser mais realista do que o rei. A questão está aí, posta. Não adianta fingirmos que ela não existe. Ao contrário, acho que poderiamos ver quais são os elementos da nossa cultura que estimulam milhares de meninas e jovens a usar seus corpos dessa forma. Por que condenar a prostituta enquanto louvamos os desfiles de escola de samba com suas musas seminuas? Quer dizer: ir para a Europa sambar junto com uma bateria de escola de samba e um fio de nylon separando as nádegas expostas não tem problema, mas vender o corpo para uma pessoa tem?
Se tem uma coisa que me dava e dá vergonha de ser brasileira quando saio do país é essa cultura do desfile de escola de samba, de botar criança de cinco anos pra rebolar… Tenho horror a isso.
Rosana.
Eu não conheço o cachorrão. Vc deve conhecê-lo muito bem para chamá-lo de egoísta, não é?
Anna H.
Com todo respeito ao seu cometário. Quem humilha a imagem das brasileiras no exterior é o próprio Estado brasileiro que coloca mulatas com a bunda de fora para recepcionar turistas no aeroporto. Sem contar com a festa do carnaval, onde mulheres seminuas, ou nuas mesmo, aparecem desfilando para o mundo todo ver. Ou quando colocam a Globeleza nua, com o corpo pintado, sararapecando na TV no intevalo da TV Globinho. A imagem de brasileira=prostituta muito me entristece, sou casado e pai de uma filha e fico indignado com tudo isso, mas o cachorão não falou nada de mais.
Rosana, em que mundo você vive? É direito de cada um buscar o que é melhor para si. Da maneira como você fala, parece que no Brasil recebemos uma Educação de excelente qualidade de mão beijada, e se alguém busca valorização ou um ganho melhor no exterior é rotulado por tolos como “ingrato”… Acorde para o mundo real, propaganda do governo petista faz mal à saúde.
responder este comentário denunciar abusoVocês são tão ignorantes que vêm para cá trabalhar mas nem se dão ao trabalho de se informarem um pouco. No ano passado, em Milão, um gang de sul-americanos matou um egípcio e os muçulmanos destruíram ruas, lojas e carros de inocentes apenas por vingança. E nós temos de tolerar isso??? E o problema não é nem nunca foi com os brasileiros nem com os ciganos, mas sim com os muçulmanos e o problema já está chegando na América latina. Mas imbecil é igual em todo o mundo, só quando levar porrada é que aprende…
responder este comentário denunciar abuso“a “viver uma vida separada” e não conseguiu fazer com que esses grupos compartilhassem valores como direitos humanos, democracia e igualdade social e jurídica.”
Mas a democracia não tem em seus princípios a liberdade do indivíduo?. Se o país é livre e as pessoas também ninguém é obrigado a compartilhar valores. o que não pode ser confundido com a desobediência às leis. Um estado democratico de direito tem o poder-dever de fazer cumprir as leis mas não pode obrigar ninguém a ser favorável a elas.
Esse é o ponto alto da democracia, posso viver sob seu guarda-chuva e a mesmo tempo criticá-la ou mesmo não aceita-la até o limite da lei. Por acaso esses grupos imigrantes estão desrespeitando a lei? Se estão quem está falhando não é a democracia, é a polícia.
Pelo pensamento desse conservador o país deveria ser intolerante, assim esses grupos passariam a compartihar valores. Um pensamento realmente obtuso, se isso ocorresse, como iriam esses grupos compartilhar algo se não fossem tolerados? Como iria ocorrer a troca de idéias se ninguém estará disposto a ouvi lás?
O contrário, como mostra a história, é que é verdadeiro, esses grupos iriam fechar-se em seus guetos e passaria a compartilhar apenas o necessário.
Na verdade em tempos de crise os bodes expiatórios são de extrema importância para desviarmos o foco da nossa própria incompetência e o que realmente acontece é que as gerações seguintes acabam por integrar-se cada vez mais ao país e à cultura onde nascem como por exemplo é o caso dos descendentes dos nordestinos em São Paulo.
Por que os nordestinos ? Por acaso nao sao também brasileiros,falando a mesma língua (essa desculpa do sotaque nao vale), com uma mesma constituiçao e governo ?Se você lembra dos nordestinos nao pode esquecer pricipalmente os filhos de estrangeiros imigrantes,estes sim, com maior dificuldade de aculturaçao. Esquece porque,no fundo, acha que foram e sao eles que permitiram que o sul se desenvolvesse e tivesse uma cara mais bonita.
responder este comentário denunciar abusoAnna
É o único exemplo que conheço de perto. Mas não é só o sotaque os nordestinos em São Paulo por exemplo já não podem puxar da peixeira hehehehe.
responder este comentário denunciar abusoA direita européia sempre usou deste argumento para mobilzar seu eleitorado e claro resgatar aqueles que migrarao para os inúmeros partidos neo-fachista como é o caso do:
NPD/DVU na Alemanha, o Front National de Jaen-Marie Le Pen na Fraca, o Flansblok na Bélgica, o partido pela liberdade (PVV) na Holanda etc.
Na verdada o multiculturalismo só fracasou em termos de seres humanos de origem arabe-magrebina, no caso francês, dos turco-balcanês, no caso alemao e por ai vai. Em especial aqueles que sao podem ser mobilizados como votantes, pois ou nao tem o direito de votar, ou nao demostra interesse em participar do processo democrático. Todavia, impresas européias vivem quase exclusivamente de exportacoes, do multiculturalismo de seus clientes e compradores. O gigantesca industria do turismo europeu vende o humanismo cultural como atrativo.
Concluindo, mas um populista busca de votos.
Na Bélgica é mais complicado. Primeiro, o nome correto do grupo é Vlaams Belang. A principla motivação deles é a separação da Bélgica em Valónia (falando Francês) e Flandres (falando Nerlandês que nós, erradamente, chamamos holandês)
responder este comentário denunciar abusocada macaco no seu galho
Um dos “méritos” (?!) dos anti-semitas, é multiplicar a população judaica, transbordando todas as definições rabínicas – Portanto, definir Sarkozy como ‘judeu’ vai agradar alguns, mas é um tanto irrealista – ‘puxa’ tudo para um quarto (o avô materno) que inclusive não é decisivo nos termos da ortodoxia – Sarkozy é um francês de origem húngara pelo lado paterno, e parcialmente judaica pelo lado materno – sendo que no extremo da matrilinearidade se encontra a avó francesa católica Adèle Bouvier (ir além disto seria da alçada de uma gestapo) …
A xenofobia histérica como atividade política ainda é um fenômeno que surge nos momentos de crise econômica grave – mas a questão na Europa deve ser analisada país a país – um ‘holocausto dos muçulmanos’ parece algo muito distante, embora os atritos sejam inevitáveis. A taxa de natalidade baixa e mesmo a disposição para uma ‘ruptura com o passado’ (as igrejas cristãs sem fiéis por toda a Europa) são tendências que sugerem que um ‘suicídio étnico’ ronda as nações ‘titulares’ em seus respectivos ‘lares nacionais ‘
Fenomêno notável, é que a exclusão e segregação dos ciganos sobreviveu a todas as turbulências e pode se agravar (vide o caso da Eslováquia)
E a Rússia? Uma cúpula branca, eslava e cristã-ortodoxa tende a se afirmar diante da oposição ‘multiculturalista’ – por exemplo, talvez não por acaso Khodorkovsky foi chamado por Putin de “Madoff Russo” que precisa ser mantido atrás das grades (podia ser ‘Al Capone russo’ também, mas… ) – E não por acaso, outro ícone da oposição é Garry Kimovich Kasparov (nascido Harry Weinstein no Azerbaidjão, de pai alemão-judeu e mãe armênia – mais multicultural que isto … )
Mas o maior trunfo da situação é a emergência diante do separatismo de países muçulmanos do Cáucaso, é claro…
Pois é, está ficando muito perigoso se fazer qualquer crítica a um grupo étnico,mesmo que em blog como este aqui,porque as pessoas nao sabem separar as coisas.Nao sabem que o criticado tem também o direito de responder às críticas, e que no final se torne um debate de ideias e nao revanchismo ou intolerância.Quando faço uma crítica sempre separo o homem do seu comportamento na coletividade.Uma pessoa calma e afável pode se tornar um ser agressivo e insuportável quando junta-se a outros e promovem atos ofensivos.No caso da comunidade de imigrantes que vêm de países do magrebe (norte da África), individualmente podem ser perfeitamente integrados à sociedade nos países que os acolheram,mas quando formam bandos, clãs e se fecham na comunidade deles, tornam-se nao raramente pessoas difíceis e que dao trabalho até aos assistentes sociais (que estao lá para ajudá-los).
Mudando um pouco, parece que pouca gente sabe que o ditador Mubarak e seu clã detêm mais de 60 bilhoes de euros em bens e empresas (sobretudo no setor do turismo) no Egito e fora dele ! Uma coisa absurda, ultrapassam a fortuna do homem mais rico do mundo,Bill Gates. E quando se pensa no que roubaram do próprio povo quando o cara estava no poder, dá raiva.
Imigrantes ilegais ou devem ser legalizados ou devem ser repatriados. Todos os imigrantes têm o dever de respeitar a cultura do país que os acolhe. Senão, tem que sair. A verdade é dura, mas é a verdade.
Juca, o que é respeitar a cultura de um país?
Esse era o argumento que a Igreja Católica usava no século XIX para tentar barrar os imigrantes protestantes europeus. O Brasil – dizia o clero – não pode ter chins, judeus e protestantes por éramos de cultura católica.
Se essa ideia fosse adotada, imagina que os alemães não seriam acolhidos em Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e morreriam de fome na Europa em crise.
Os ingleses na Índia se integraram à vida indiana? Ora, mantinham seus clubes em separado, seu bairros particulares, suas cidades e ainda trabalhavam para conversão dos indianos. Na verdade, o que os ingleses queriam é que os indianos vivendo na Índia adotassem um modelo de vida inglesa.
Basta recordar “Passagem para a Índia”.
Essa ideia de “respeito à cultura do país” é o mesmo que certos dirigentes europeus diziam dos judeus que deixavam os guetos e iam para as cidades, no século XIX. E olha que os judeus faziam um esforço danado para essa integração. Alguns até se convertiam ao Protestantismo, com oa família de Marx.
Os termos antissemita e antissemetismo, que hoje na Europa só podem ser aplicados aos árabes, nasceram ai.
Alô Juca
Avise para uns e outros
INDIANOS PODIAM adquirir passaporte INGLES(Reino Britânico) e atualmente os SHERPAS estão conseguindo salários equiparados aos soldados ingleses e BENEFÍCIOS militares similares.
abraços
Será que alguém vai considerar tal exemplo significativo para o que estamos tratando?
Que se veja a diferença de argumentos!
Será que está considerando que o multiculturalismo afinal deu certo?
A Europa legou ao mundo uma herança contraditória. Aliás, tudo que é humano tem vantagens e desvantagens! Quero dizer com isso que não faço a leitura da História como se o continente europeu fosse o responsável por tudo de ruim ou bom no mundo.
É fato que a Europa é um continente decadente. Olhamos hoje para ele e não a vemos como um modelo para o futuro. Isto explica a re-surgimento da intolerãncia, xenofobia e racismo. A Europa não possui, nem de longe, a capacidade “antropofágica” de um país como o Brasil.
Por outro lado, a comunidade muçulmana não pretende se integrar nem fazer muitas concessões mesmo vivendo em países europeus. São também preconceituosos e intolerantes. Não é porque são minoria e, teoricamente, os mais fracos da história que sua intolerância é menos detestável ou justificável. Quem já foi a Europa ou Estados Unidos sabe que fazem gueto e não admitem a interferência dos valores das sociedades que os hospedam em seus preconceitos (valores culturais para alguns): as mulheres nunca estão empé de igualdade, vestem-se com roupas que mais parecem trapos, não participam da vida pública e ainda por cima são intolerantes religiosos (em graus variados).
A questão do multiculturalismo foi raptada como bandeira da esquerda burra (não esxiste esquerda inteligente, desculpem o pleonasmo) e vista e vendida de maneira unilateral. Tolerância e respeito pelos valores dos “excluídos”, mas estes estão dispensados de fazer o mesmo em favor dos valores dos “bem-nascidos”. Pra variar, como todo projeto bem-intencionado da esquerda, fracassou por ser unilateral, de mão-única.
Ufa, você é o menos ingênuo por aqui (afora eu mesma) e entendeu bem o que se passa na europa.
responder este comentário denunciar abusoRealmente, este comentário é, na minha opinião, o mais sensato, lúcido e que está mais próximo da realidade…
responder este comentário denunciar abusoO homem criou as fronteiras geográficas, a partir do momento que descobriu o conceito de posse da terra. Talvez aqui esteja toda a gênese do que contemporaneamente, chamamos de multiculturalismo. O grande problema, porém é que, a partir das fronteiras geográficas, passamos a criar outras “fronteiras” como, a “fronteira” étnica, a econômica e outras igualmente importantes. Sejamos mais leves, deixemos as pessoas circularem pelo mundo à sua vontade. Vamos deixar de fazer proselitismos de toda ordem para justificar repressão daqui e dali a todo momento. Vamos convidar o Sarkosy para morar em Codó, no interior do Maranhão, ou em Quixeramobin, ou Ariquemes, enfim, vamos internacionalizar a cabeça deste senhor que, por sua vez, poderá convidar a Sra. Angela Merkel. Não seria nada mal.
Sr., waldenyr;
Não sei porque, mas lendo o seu post me veio a cabeça a imagem de uma foto feita no início do século passado mostrando um “aviso” à porta de um restaurante chic em Hong Kong á época colonia britânica.
O “aviso” dizia o seguinte, em ingles e chines:
” Proibida a entrada de cães ou chineses “.
Pela construção da frase pode-se ter dupla interpretação:
Proibia-se a entrada de cães, compreensível por tratar-se de um restaurante;
Proibia-se a entrada de chineses, que poderiam ter um comportamento similar à cães;
A mim me parece uma sutil arrogância dos ingleses, tão peculiar à época.
Se tivessem impedido a entrada dos imigrantes antepassados de Sarkozy, a França poderia hoje estar livre de um presidente mediocre.
Leio os comentarios e penso que nos todos trocando ideias nesta chatroom do nosso jornal que lemos diariamente, no fundo somos brasileiros que amamos nossa patria e que embora analisando fatos sob perspectivas diferentes temos o mesmo sentir. Grde abr.
Como nordestino que sou, nunca fui discriminado em SP em qualquer lugar onde entrei. Sabe por que? Porque não faço parte dos milhões que trouxeram problemas para a metrópole sob a justificativa da mão de obra barata e farta. Não porque sejam nordestinos ou pobres ou violentos mas porque são milhões. Nenhuma cidade do mundo suportaria um fardo tão colossal como São Paulo vem aguentando sem sofrer com a inevitável degradação. Meio ambiente urbano destruído, violência crescente, aumento exponencial da demanda por serviços públicos, transito infernal, lixões esgotados, cadeias superlotadas, espaço público degradado e ameaça de racionamento de água são alguns argumentos irrefutáveis para quem acha que pauperização urbana via imigração não é problema.
No final de 2008 o governo brasileiro acolheu alguns refugiados palestinos fugitivos do eterno confronto com Israel. Deu-lhes hospedagem, alimentação, apoio da embaixada e sobretudo, o mais importante, determinou onde eles deveriam fixar-se. Alguns foram pro sul, outros para o interior brasileiro e alguns poucos permaneceram na capital paulista. Pergunto: o que impede que se dê o mesmo tratamento aos nossos ‘refugiados’ orientando-os a não virem para São Paulo onde já temos problemas demais devido à superpopulação? Respondo: do ponto de vista político é ótimo a permanência dessas almas na metrópole de 20 milhões de votos. Especialmente nos barracos e favelas onde o gado votante soma alguns milhões de rezes nos currais eleitorais. E dá-lhe promessas que nunca serão cumpridas uma vez que são impossíveis de cumprir. Todos os problemas de São Paulo hoje decorrem do aumento da pobreza em velocidade e tamanho que tornou-se impossível resolvê-los.
Quanto ao multiculturalismo, penso que cultura é o bem mais sagrado de um povo e deveria ser preservado por decreto. Embora São Paulo seja o estado ‘mais rico’ e a cidade ‘mais rica’ como a imprensa gosta de panfletar, a cidade e o estado demonstram profunda vulnerabilidade de sua identidade cultural. Na música por exemplo, todo o lixo musical brasileiro é despejado em São Paulo (que ainda paga por isso) sufocando a linda música caipira nativa. Nem na Virada Cultural, o evento musical mais importante do Brasil ela tem vez. Porém enquanto o nordeste e o sul defendem e exibem orgulhosos a forte identidade cultural de seu povo São Paulo não tem luz própria para mostrar, graças à tal ‘diversidade’.
Muito interessante o que você diz a respeito do sufocamento da cultura.Mas é essa cultura nao é,na verdade, uma colcha de retalhos das diversas regioes brasileiras ? Nao foi graças à migraçao (nao confundir com imigraçao,porque esta é de estrangeiros e nordestinos NAO SAO estrangeiros,certo ?) que se fez o Estado de Sao Paulo, inclusive dando-lhe este ar de modernidade que ele tem, com sua arquitetura, sua prosperidade ? Nao me diga que foi graças somente aos filhos de italianos e japoneses.
responder este comentário denunciar abusoComo sóe acontecer em vários temas, também neste a verdade não é exclusividade de um lado ou outro. Quem negará que islâmicos, como outrora os judeus e outros grupos, tendem a ter elementos culturais inassimiláveis às culturas com as quais coexistem? E, vice-versa, alguém duvida que as minorias cristãs nos países islâmicos e em Israel não sejam também percebidas de modo análogo? O fato é que ocristianismo, tanto nos países europeurs como alhures, defende concepções e cultiva tradições e práticas que estão em contradição com preceitos básicos do islamismo e judaismo e o reverso pode ser observado igualmente para estas duas últimas religiões em relação aos fiéis cristãos. Se transplantarmos a questão para outros contextos, com outros atores, verificaremos que os incompatibilismos de natureza identitária são uma espécie de virus atávico da psicologia coletiva humana. Não obstante, a experiência histórica tem demonstrado que quando existe um poder forte e apto a garantir que a lei e a ordem sejam respeitadas, os conflitos desse tipo podem permanecer latentes, mas são controláveis. Foi assim nos grandes impérios do passado, tem sido assim nas ditaduras e democracias de tempos menos remotos. Na época da Iugoslávia titoista, quem tentava explorar os ressentimentos entre sérvios ortodoxos, croatas católicos, bosníacos muçulmanos etc, ia para o aljube. Tito morreu, seus sucessores meteram a pata e deu no que deu…
O problema é que, em tempos de crise econômica e quando há um enfraquecimento generalizado da autoridade pública, malucos, oportunistas e aventureiros de toda espécie frequentemente começam a explorar as diferenças existentes para acirrar os ânimos. Como reconhecem os políticos citados, o multiculturalismo na Europa entrou em crise e está no limiar de vir a ser subvertido por uma avalanche de conflitos de rua que poderão prejudicar seriamente as instituições democráticas em vários países daquele continente.
O multiculturalismo de estado só existe e é bandeira política enquanto os políticos estabelecidos podem obter alguma vantagem eleitoral com isso. O mesmo ocorre no Brasil, não mais com os imigrantes, mas com os migrantes, que há décadas já são maioria nas grandes cidades. Também está ocorrendo nos EUA, com os latinos, que são alvo mais de discursos do que de políticas efetivas. Acontece que na Europa, os imigrantes, das ex-colônias, principalmente, acham acertadamente que tb podem usufruir um pouco das beneces acumuladas pelos colonizadores. Como agora os multiculturais (imigrantes) já estão elegendo seus próprios representantes, a saída é acabar com o multiculturalismo, que, em tudo, não passa de uma política populista e eleitoreira, tanto cá, quanto acolá.
Pronto, agora a crise deles é culpa dos imigrantes… era o que faltava mesmo…
http://www.ansa.it/web/notizie/rubriche/cronaca/2011/02/11/visualizza_new.html_1589540816.html
Cento migranti sbarcano a Lampedusa
Ieri erano approdati in 650, extracomunitari ospitati in albergo
11 febbraio, 09:40
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Guarda la foto1 di 1 (ANSA) – LAMPEDUSA (AGRIGENTO), 11 FEB – Prosegue l’ondata di sbarchi dalla Tunisia verso la coste siciliane. Un altro barcone, con un centinaio di migranti, e’ stato soccorso all’ alba di oggi, a circa 6 miglia al largo di Lampedusa, dalle motovedette della Guardia Costiera. L’imbarcazione in questo momento viene scortata verso il porto dell’isola. Ieri erano stati complessivamente oltre 650 gli extracomunitari approdati a piu’ riprese a Lampedusa. Gli ultimi 137 migranti sono stati ospitati in un albergo.
DÁ LICENÇA MAS ESTAMOS DE SACO CHEIO !
(IMIGRAÇÃO ECONOMICA QUE SE RECUSA A INTEGRAÇÃO CULTURAL COM O PAIS QUE OS ACOLHE É O QUE NA TUA OPINIAO ?QUE NAO QUER FALAR O DIOMA OU APRENDER, QUE NAO QUER SEUS FILHOS ESTUDANDO JUNTOS COM MENINAS, QUE NAO QUER O ENSINO DA HISTORIA DO PAIS LOCAL E POR AI VAI…ISTO VOCES JORNASLITEIROS DO BRASIL NAO NOTICIAM NAO É ?)
Políticos do mundo inteiro adoram falar de imigrantes pela simples razão que eles não votam e não tem força política. São alvo fácil e sem defesa e representação, nos EUA nos anos 90 o congresso americano anunciou que iria passar uma lei que os imigrantes legais teriam exatamente o mesmo direito dos ilegais. Assustados os imigrantes legais correram para fazer a cidadania para não perder seus direitos tais como aposentadoria ajuda do estado etc. 10.000.000 dez milhões de imigrantes correram ao mesmo tempo para terem sua cidadania e seus direitos, o governo não estava preparado para receber tantos pedidos em tão pouco tempo e o processo de cidadania que não demorava um ano chegou a demorar em alguns casos 8 (oito anos) a media foi de 6 (seis) anos. Chegaram ao absurdo de jurarem os novos cidadãs em estádios de futebol colocando nos mesmos 100.000 Cem mil pessoas causando um caos tremendo na cidade que tinha tal mega evento. Eu estive nesta agonia interminável, e afetou a vida da minha filha que esperava a solução do meu caso para ela poder legalizar-se, perdeu a grande oportunidade de fazer uma excelente universidade.
Minha pergunta é alguém que foi obrigado, pressionado e chantageado a ser cidadão americano pode amar este país que resolveu colocar a culpa de toda a sua incompetência de solucionar os problemas de sua economia nos imigrantes?
Isto ocorre em todo o mundo imigrantes são os bodes expiatório de todos os problemas da humanidade.
RESPEITO NA CASA DOS OUTROS. Ter compostura.
Ganhar respeitabilidade e não preconceito.
Infelizmente os imigrantes querem praticar atos que não são bem vistos por outras pessoas da sociedade receptora.
SIMPLES!
Do mesmo jeito que cristãs correm riscos em terras mulçumanas. O segregacionismo judeu é notório e hediondo por estes se dizerem sempre vítimas.
Os portugueses e espanhois eram mal vistos nas feiras por que aduteravam as balanças e ainda falavam mal dos nativos.
BOM SENSO E SEM HIPOCRISIA.
Eu tenho preconceito com falta de compostura social. Respeitem para serem respeitados. Regra básica.
Não pretendam imputar aos que o recebem tolerância para com práticas incivilizadas…
Gostaria de que você nao generalizasse de tal modo a criar um preconceito contra este ou aquele povo. Já vi muitos estrangeiros se comportarem melhor que os nativos, e honestidade nao tem pátria – é dever de cada um.
responder este comentário denunciar abusoOh! Que dúvida Tostines!
Os árabes vivem em guetos porque são discriminados? Ou são discriminados porque vivem em guetos?
Qualquer um que conheça um mínimo da história humana sabe que a primeira opção é muito, muito, mais provável que a segunda.
eheheehehe
Bom conhecedor
Temos no Brasil/SP:
Guetos na Liberdade
Guetos no Bexiga
guetos nos Jardins
Guetos no Bom Retiro
Guetos em Hollambra
e guetos na vila dos pés molhados
abraços
Em tempo, foi só o Guterman falar de multiculturalismo pra eu ver, pela primeira vez em 33 anos de Rio de Janeiro, uma muçulmana coberta dos pés à cabeça em plena Av. Rio Branco, 45º… Eu larguei o computador pra ir almoçar, saí do prédio e dei de cara com a senhora muçulmana. Nunca tinha visto e os outros pedestres tenho certeza de que também não, pois estava todo mundo olhando pra ela. Já tinha visto outras muçulmanas aqui no Rio (contava nos dedos), mas elas sempre estavam só com um veuzinho ou um lenço na cabeça. Esta, não. Estava toda coberta, só dois terços do rosto de fora. Cruzes… Como essa cidadã faz pra sobreviver nesse calor senegalês sob aquela roupa (preta!!!!!!!!!!!) eu não tenho a menor ideia.
E viva o shortinho!
O problema da europa nao e’ direita e imigracao.
O problema e’ o estado se mentendo em tudo. Um estado gigante que tenta controlar tudo e ser assistencialista.
Bloqueia a livre iniciativa e tenta socilaizar tudo.
Nao tem criatividade? Nao tem problema, vamos processar quem tem.
Vamos processar a microsoft, a apple, a qualcomm. Afinal proque eles foram inventar coisas melhores que as nossas? Que absurdo!
Tira o estado, o a iniciativa privada vence o dinheiro volta e os problemas comecam a se resolver.
A “ideologia” pluralista se tornou estratégia de poder. Poder, indubtavelmente, por ser poder, gera injustiças, discrimina, segrega, distorce, corrompe. Vejam o exemplo do PT no Brasil. O que há para recriminar no discurso petista ? Tudo é montado considerando os mais belos ideais de justiça, tolerância e liberdade. Mas, de fato, vejam o que virou !!! Assim , o multi-culturalismo é o “novo anti-semitismo”, a esquerda é a nova direita ( R$ 50 bi de corte é política ultradireitista/”liberal”PRÓ-MERCADO), Dilma a nova Margareth Tactcher, Lula (falastrão) o novo/antigo Jânio Quadros, José Dirceu o novo ACM, … … …. …
E as hienas sempre estarão apostos à carniça !!!
MULTICULTURISMO MOVEDIÇO-Para outros críticos, igualmente conservadores, como Allan Bloom (em The Closing of the American Mind), Dinesh D’Souza (em Illiberal Education: the politics of race and Sex on the campus), ou Roger Kimball (em Tenured Radicals: How politics has corrupted our higher education), o multiculturalismo constitui uma espécie de ideologia neo-marxista que espalha a barbárie: o populismo, a aceitação indiscriminada e relativista de múltiplos pontos de vista, a distorção e eliminação de fatos e o encorajamento dos valores de massa, que aniquilam a tradição de uma cultura homogénea e elitista, moral, ética ou esteticamente desejável, e dizimam a civilização ocidental e os seus canônes.
Egito: trocou uma ditadura por outra. Por que tanta festa? O FMI e o Banco Mundial agradecem… O multiculturalismo está em baixa na Europa? será mesmo? será que não seria uam opinião de setores conservadores de direita e extrema direita? Agora, a chamada para a notícia afirma isso, ao inve´s de lançar duvidas. Como sempre, o Estadão (e seus repórteres) cumprem com sua odiosa missão de serem lacaios dos Estados Unidos (e, porque não, do PSDB também).
Salário mínimo de R$ 545,00 , R$ 50 bi de corte , JUROS ESTRATOSFÉRICOS, política dos mendigos fartos, BOLSA JUROS para os BANQUEIROS, recordes seguidos nos lucros bilhardários do sistema financeiro…
e a culpa é do FMI, do Estadão, da direita, do PSDB, das “zelitte” ! rsrsrsr … , aliás as “zelittes”, nunca antes na história , estiveram tão felizes e alvissareiras … Jurerê Internacional é o “Must” !!! Padrão “primeiro mundista” ; falta pouco para chegarmos lá !!!
Obrigado ao PT por implantar o receituário ULTRALIBERAL aos brasileiros e brasileiras !
Marcos, nunca bloqueie comentários como esse. Eles nos permitem muitas e muitas gargalhadas.
responder este comentário denunciar abusoEsse negocio DECADENTE de Multiculturalismo comecou apos o atentado terrorista em NY de 2001. Sarcasticamente, DIVIDED WE WILL STAY era o slogan do Pres. George W. Bush. A populacao local NAO estava preparada para aceitar o Multiculturalismo e mesmo o novos imigrantes tentaram comparar suas culturais como MELHOR que a cultura local. Hoje e Antes os grupos etnicos, os primeiros imigrantes de mao-de-obra desqualificada, estao unidos entre si. Hindu trabalha com Hindu, Chines trabalha com Chines, Mexicano trabalha com Mexicano. Quando um individu deste grupo tenta trabalhar em um outro, este individuo acabando sendo explorado. Vejam os Bolivianos trabalhando com os Koreanos em Sao Paulo.
SilvioDavis,
Mas multicultulturalismo é um termo muito anterior a 2001. Tanto quanto prática, quanto como conceito.
Ops…digo….A DECADENCIA DO MULTICULTURALISMO……
responder este comentário denunciar abusoVamos dar uns 30 anos MAIS nesta conta….
abraços
Decadente é o conceito de pátria. Nacionalismo deveria deixar de existir tanto quanto religiao.
patria = territorio onde mora a raca humana (hoje no globo terrestre e amanha no espaco sideral)
nacionalismo = bairrismo de pais
“Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.”
o resto eh resto
responder este comentário denunciar abusoDiscordo em relação a pátria. É praticamente impossível manter dois grupos culturalmente completamente diferentes: costumes, língua, etc, sem haver conflitos constantes. Mesmo países desenvolvidos e com cultura semelhante dá errado – vide o que está acontecendo na Bélgica atualmente.
Em relação a religião não vou entrer no mérito porque não é o tema do post.
Decadente é o conceito de pátria. Nacionalismo deveria deixar de existir
Amém.
responder este comentário denunciar abusoO que Sarkozy diz lembra demais o final da República de Weimar, em que um dos dirigentes mais sinistros da história humana aproveitou a confusão econômica, a inflação e o desemprego da Alemanha para culpar os judeus, pessoas que eles consideravam “estrangeiras” dentro do país, pela crise terrível.
É óbvio que o dirigente é Adolf Hitler.
O também sinistro é que agora as barbaridades são ditas por presidentes de “democracias”, ao menos democracias nos aspectos formais.
Aqui embaixo as democracias, graças a Deus, são bem menos racistas que lá “em cima”.
Se continuarem assim, nessa miopia histórica, é provável que os fanáticos continuem estrelando aviões… È uma pena, uma verdadeira tristeza este mundo irracional…
Que lindo. Os europeus são culpados dos fanáticos cometerem atentados. Agora a culpa é da vítima?
responder este comentário denunciar abusoQual é a barbaridade que eles disseram? Que o multiculturalismo é um fracasso? Porque não sua concepção isso é uma barbaridade?
PS: uma mulher deve ser bem tratada num país islâmico. Pq vc não muda para lá?
O multiculturalismo é a outra face do relativismo cultural. Quem se muda para o país do outro precisa incorporar novos valores e, talvez, deixar alguns costumes antigos de seu povo de lado. O Brasil acolheu bem os imigrantes e todos vivem pacificamente aqui. Na Europa o multiculturalismo cria confusão, cada vez mais. Como um islâmico que seja adepto da infibulação (castração feminina), por exemplo, espera fazer valer esse costume bárbaro em um país civilizado como a França? Se o sujeito não quiser abrir mão de nada, absolutamente, ele que não saia de seu país de origem. E, mesmo assim, o costume bárbaro não é menos bárbaro por isso.
Neto, eu acrescento que, o pais e os cidadaos que estao recebendo imigrantes necessitam saber aceitar o “novo”. A abolicao da escravatura foi dita que os “negros” seriam livres e poderiam ir e fazer o que quisessem. Ir pra onde ? Fazer o que ? Faltaram diretrizes para alavancar da situacao. Veja em Sao Paulo a formacao predominante de imigrantes no Baixo do Bexiga, Armenia, Liberdade.
responder este comentário denunciar abusoO multiculturalismo parte da tese de que todos os valores culturais se equivalem.
Isso pode não ser verdade. Preservar os direitos do indivíduo contra o poder avassalador do Estado ou contra a brutalidade de uma cultura que não respeita o limite do corpo do próximo pode ser melhor que nivelar por baixo, não?
Caso contrário, qual a razão de sermos contra a tortura, a infibulação, as amputações de membros como penas, o apedrejamento. Se tudo é relativo, não há de que reclamar, ora.
O relativismo cultural é de uma pobreza intelectual sem limites.
Concordo com vc em genero, numero e grau.Toda sociedade devem observar os principios nelas ancorados para a harmonia. Sociedades incondicionadas são anarquicas e desejadas por alguns para desestruturar e impor seus ideais.
responder este comentário denunciar abusoO que os estrangeiros e demais palpiteiros intrometidos pensam é irrelevante. A decisão sobre as regras de imigração cabe apenas aos eleitores de cada país europeu soberano. É isso o que se chama de democracia.
ben, do jeito que voce escreve diria que voce nasceu no seculo errado. democracia nao eh um valor absoluto. os direitos humanos sao mais basicos. no atual momento, a globalizacao impoe restricoes ao conceito de soberania que voce chama de democracia. nao podemos esquecer que todos nos, sem excesao, somos imigrantes na vida.
“Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.”
dito isso, concordo com o j. neto acima, que pede para tomar cuidado com o multiculturalismo, pois ele pode ser entendido e usado para tentar nivelar por baixo uma sociedade. o exemplo que ele da, da castracao femenina, eh um caso que obriga o imigrante a considerar que eh ele que esta sendo incorporado numa sociedade que ja possui regras basicas de ordem legal e de comportamente e que cabe a ele se adaptar a elas, mesmo mantendo seus costumes de origem. se ele nao consegue fazer isso, entendo que ele nao deveria permanecer em principio.
responder este comentário denunciar abusoTransformar o eleitorado em massa de manobra é um retrocesso, uma volta ao passado. A globalização que você cita está desvalorizando o voto dos cidadãos. Em breve os políticos, mega-empresários, ideólogos e burocratas da ONU irão ditar a vida dos cidadãos. Só restarão democracias de fachada. Todos os países impõe restrições aos imigrantes. Inclusive o Brasil. Há muitos anos que ouço reclamações sobre as restrições que o governo brasileiro impõe para a contratação de executivos estrangeiros para trabalharem nas filiais brasileiras de empresas multinacionais. Não que eu ache errado. Mas sobre isso ninguém fala. Outro exemplo é o do governo mexicano que expulsa sumariamente imigrantes em situação irregular. Por outro lado, para os políticos mexicanos os americanos não podem fazer o mesmo…
responder este comentário denunciar abusoO governo brasileiro impõe restrições a estrangeiros que desejam comprar terras no Brasil. É uma moeda de duas faces. Por um lado restringe os investimentos em produção. Por outro defende a soberania nacional. E se no futuro a ONU obrigar o Brasil a acabar com essas restrições? Viraremos todos empregadinhos de estrangeiros? É um erro achar que as leis da ONU só serão aplicadas nos países de primeiro mundo. Outro erro é achar que a qualidade de vida nos EUA e na Europa é sempre superior à brasileira. Morando no exterior, você como assalariado de classe média, acha que vai ter dinheiro sobrando para contratar empregada, jardineiro, eletricista, marceneiro, etc? Não, é você quem vai ter de fazer o trabalho pesado. Conheço europeus que sentem saudades da vida boa que desfrutavam no Brasil. Uma vez eu perguntei a um imigrante europeu o motivo que o fez vir ao Brasil. Ele me respondeu que a Europa parece o país da carochinha, aonde cada metro quadrado já foi ocupado. O Brasil ao contrário é um país em expansão, aonde você pode enriquecer como empreendedor. Por mais defeitos que o Brasil possa ter, você é um felizardo em poder viver nesse país.
responder este comentário denunciar abusoos povos europeus caminham para a extinçao.. daqui a cem anos os muçulmanos e os
ciganos somados serao 100 por cento da populaçao da europa que terá se transformado em eurabia.
Para tristeza de herr Bispo e seus seguidores de pedigree apurado.
responder este comentário denunciar abusoCara pessimista!
Isto não leva mais que trinta(30) anos.
abraços
E o que tem isso demais?
responder este comentário denunciar abusoComo ideal, seria ótimo viver a experiência de um ambiente multicultural, em que vários valores e comportamentos coexistiriam em diálogo, sem imposições, mas isto não é a realidade!
O Homem multicultural, não existe. Ninguém se livra de sua cultura como se livra de uma roupa que incomoda! Não dá para celebrar a onda política que varre o Egito e, ao mesmo tempo, justificar regimes autoritários como o de Cuba, salvo se for um oportunista político. Falar de direito humanos em seu país, mas justificar o apedrejamento de uma mulher como um “valor cultural” de uma população muçulmana!
Posso simpatizar e mesmo gostar muito de aspectos culturais de uma tradição que não é a minha, mas eu não me faço outro só porque desejo.
A crise do multiculturalismo é fruto do simples fato de que, para aceitar tanto o outro, tenho que me negar um tanto.
Não sou adepto de intolerâncias, mas idealismos também provocam o pior dos mundos. Lembremos sempre do Terror que surgiu após a Revolução Francesa, da Revolução Russa, que matou milhões para fazer um mundo melhor, mais justo e mesmo de Pol Pot que defendia a pureza dos ideais marxistas.
A globalização não é apenas econômica. Ela também – feliz ou infelizmente – tende a homogeneizar costumes e comportamentos. O tempo para tal é uma incógnita, mas o processo é irrefreável. Tomara que se imponham os valores menos despóticos e tirânicos, visto que perfeição existe apenas no mundo platônico.
responder este comentário denunciar abusoluiz, praticamente concordo em tudo com voce, com um pequeno reparo.
“A crise do multiculturalismo é fruto do simples fato de que, para aceitar tanto o outro, tenho que me negar um tanto”
nao entendo que eh necessario se negar. quando voce nasceu, entrou numa familia que nao escolheu e certamente se adaptou as regras com certa facilidade porque voce nao tinha tradicao previa. mas o fato eh que voce se adaptou e nao precisou “se negar”.
precisamos sair do pressuposto que somos todos animais sociais que ocupam a maior parte do seu tempo interagindo com outros em situacao semelhante, mas cada um com regras levemente diferentes. e todos nos adaptamos a esta interacao sem termos que “nos negar”. precisamos ser afirmativos as vezes e as vezes temos de ceder para que o convivio seja pacifico e produtivo. com os imigrantes nao eh muito diferente, mas eles escolhem em qual sociedade eles querem participar e precisam assumir certos compromissos, mas isto nao eh “se negar”.
responder este comentário denunciar abuso“A crise do multiculturalismo é fruto do simples fato de que, para aceitar tanto o outro, tenho que me negar um tanto.”
Seu texto, principalmente este trecho, foi uma elegante maneira de trazer a filosofia política para dentro da conversa.
responder este comentário denunciar abusoFolks ;
Gol de placa ( de canhota ) seu Gerson , fostes ao fundo da questão , as pessoas não podem chamar de multiculturalismo quando na verdade há uma guetização que mais apartam e discriminam do que possam integrar .
Infelizmente na Europa tah sendo dessa forma , ali que jah é um retalho de tantos povos e culturas representadas em territorios delimitados , incentivou-se uma imigração tipo compartimentos estanques – voce pode vir pra cá e continuar seu modus vivendi com as coisas de seu mundo , traga tudo pra cá e viva para seu espelho .
Mas as coisas não poderiam ser assim , a quebra de barreiras e paradigmas jamais foi testada , não houve um atrevimento significativo para por abaixo esse muro que é o da desconfiança .
Gto
Otavio
Correto Caroline ,criançada com cinco anos et já rebolando seus predicados mesmo ainda impúberes por ahi, mas não precisa se mirar só nas escolas de samba , se voce liga a tevê aberta , o que é que voce assiste nas programações matinais e das tardes ?? a erotização precoce das futuras gerações que ,sem qualquer orientação dos pais , tendem a repetir os atuais problemas que nós nos defrontamos:gravidez nao desejada , drogas , modismos inuteis , despreparo para a vida social , etc …
Gto
Otavio
Acho que o termo certo é SE ADAPTAR. Leva tempo, mas o estrangeiro e sua descendência acaba assimilando os costumes locais.Isso em qualquer parte do mundo, seja no Havaí ou na França.Depois que se adapta chega até a achar estranho o comportamento de gente da terra dele, critica-os, faz piada… Ví acontecer isso entre africanos, um povo que achamos tao diferentes dos europeus e mesmo dos brasileiros, preferem muitas vezes serem tratados com discriminaçao do que voltarem para seus países de origem. E por que ? Porque já se adaptaram muito bem onde estao. É claro que sentem nostalgia,ficam tristes quando pensam nos que deixaram, mas isso nao impede que queiram o melhor para eles, uma vida mais decente, com trabbalho e direitos garantidos… Já os que nao se adaptam tem alguma coisa errada com eles,certamente. Sao mal influenciados por quem está interessado no confronto,na discórdia, estes acabam marginalizados. E apontam para o extremismo religioso como uma das causas. Algo muito forte e enraizado. Sinto que,pelo gosto deles, toda a Europa estaria islamizada. Forçam a barra, querem o que como resposta ?
O que passa na cabeça do Sarkozy? Não sei, mas com certeza quem já viajou fora de época pela Europa percebeu facilmente muitos estrangeiros trabalhando, clandestinamente ou não, em algumas cidades. Quando eu digo “muitos”, são muitos mesmo.
Em Viena mesmo, há bairros onde só se vê pessoas que, pela aparência, devem ser da Turquia ou oriente médio. Paris então… Uma quantidade gigante de negros e muçulmanos. Bairros inteiros na periferia – e eles não se entendem entre si, pois brigam entre si frequentemente. Chineses aos montes, em algumas cidades. Em Bruxelas, um grupo de brasileiros bêbados não me deixou dormir, pois gritaram e brigaram a noite toda.
Acredito que Londres já passe por isso há muitos anos, é cosmopolita. Lembro de um pequeno grupo de indianos emporcalharem um trem que ia pro interior. Ao descer numa estação, só chinês. Olha… Em Brasília, onde moro há 35 anos, isso não me chamaria a atenção, pois a cidade é suja, talvez pela falta de educação das pessoas, mas lá isso salta aos olhos.
Acredito que isso deve incomodá-los. O que chama a atenção não é a origem por si só, mas os costumes diferentes, a educação…
Acrescente-se a isso, o fato da população de alguns países estar diminuindo.
No Brasil, a imigração fez parte de nossa formação, mas ainda assim incomoda alguns. Em Santa Catarina, é fácil ver reclamação em relação aos argentinos. No nordeste, há quem fique indignado com os estrangeiros comprando terra e fazendo turismo sexual.
Depois de tanta viagem, cheguei a conclusão que todo país tem problema. Alguns mais, outros menos. O tipo de problema também varia.
A quem interessa a globalização? Às grandes multinacionais, aos especuladores financeiros, aos estelionatários que aplicam golpes na praça e depois fogem do país? Eu sei que também interessa a pessoas honestas que desejam trabalhar no exterior. Mas vamos devagar com o andor, porque pilantras internacionais é o que não faltam.
Os imigrantes estão muito mal integrados à sociedade européia. O nível de riqueza e poder que alcança o imigrante nos EUA é muito mais alto do que na Europa, se bem que isso está mudando para melhor a cada dia. O Reino Unido, talvez por sua rica tradição mercantil e seu convívio antigo com suas colônias, hoje vive o melhor nível de integração entre os países-membros da UE. A Europa também absorveu imigrantes de países cuja cultura é muito assimétrica à sua, que trouxeram consigo costumes que entram em conflito direto com os costumes, e às vezes até mesmo as leis européias. Cada país europeu representa um povo, uma tribo, uma identidade. A Suécia é o país dos suecos, o país onde o sueco é falado, etc. Isso vale para Portugal, Eslovênia, Holanda, e qualquer outro país europeu. Já que a identidade nacional está ligada a esses elementos, tudo que causa uma mudança nesse meio cria constrangimento para a população original do país. Já nas américas a história é outra. Nossos países só foram passar a existir como país por causa daqueles que aqui vieram do além-mar construir nossa identidade. A imigração faz parte da identidade nacional do nosso país como também faz parte da identidade nacional da Argentina, dos EUA, do Uruguai, do Canadá, dos países caribenhos, etc. Claro que nosso idioma ajuda a isolar nossa cultura e criar algo muitas vezes mais único, rico, e original no continente. Mas não existe uma etnia brasileira, ou uma raça canadense, ou uma tribo americana. O que existe aqui é o amor pelo país que foi adotado pelos nossos ancestrais que aqui chegaram e por seu esforço e pelas oportunidades aqui presentes construiram uma nação. Na Europa o patriotismo tem pouco a ver com isso e tem mais a ver com ‘esse é o país do meu povo, da minha raça, da minha gente.’ Até isso mudar, o racismo e o conflito que existe na sociedade européia continuarão a existir.
É discriminatorio se esterotipar os descendentes de diversas etnias que eram nomades primitivos e que imigraram para o novo continente antes da colonização europeia, para sobreviverem, por problemas de intemperies ou fugirem de grupos belicistas e que guerreavam, escravizavam e até canabalizavam os vencidos.Os conflitos sempre existiram para proteger a area de caças e quando aumentavam o grupo invadiam as areas e ameaçando sobrevivencia de outros(hoje interesses economicos).São brasileiros os aqui nascidos ou por opção sendo de descendências oriundas de diversas regiões do planeta. A Nação Brasileira é miscigenada, composta de descendentes europeus, asiáticos, africanos ,todos com direitos e responsabilidade iguais. Há de se ressaltar reservas situam-se em território rico em minerais, objeto de conflitos em toda parte do mundo, causados por minorias fortalecidas e governos e no caso brasileiro as mesmas são de grande importancia e interesse no desenvolvimento da Nação Brasileira. Casos de interesse publico, propriedades de brasileiros são desapropriadas, seja fazendas centenárias ou residências de gerações. O correto é integrar os descendentes dessas varias etnias a Nação Brasileira, assim como os outros brasileiros que vivem na região amazônica, todos com direitos iguais, sem privilégios para alguns nacionais que a maioria não usufrui.O próprio governo ao separar parte do território para determinado grupo de nacionais, os isolando até contra a vontade de alguns componentes, esta praticando ação separatista e propiciando futuras insurgencias, atendendo a interesses alienigenas.
Alemães são mais tolerados do que benquistos na Suíça-Mais de 200 mil alemães vivem na Suíça, formando o segundo maior grupo de estrangeiros no país, depois dos italianos. Apesar de compartilharem a mesma cultura, os alemães imigrados e os suíços não vivem em plena harmonia.”O maior sempre é considerado frio, arrogante e materialista; o menor se auto-atribui calor humano e sensibilidade. Os berneses relacionam-se com os zuriquenhos como um forno com uma geleira.”Assim o germanista suíço Peter von Matt descreveu em entrevista ao jornal Tages Anzeiger, de Zurique, as relações freqüentemente existentes entre cidades, regiões, países ou continentes.
Sr Gutterman,
Achei isto interessante.
http://www.nytimes.com/2011/02/14/nyregion/14chicken.html?partner=rss&emc=rss
E verdade, o que nao falta de lojas de frango frito tocados por arabes em bairros de periferia ( inner city ) e interessante.
Da uma lidinha. Super divertido.
Sociedades são absorvidas ou extintas por novas culturas fortalecidas. Ou se adapta a nova cultura, sobrepoe pela força ou se extingue pelos conflitos. Quando se faz parte de uma sociedade se tem de se negar um pouco,buscando o equilibrio, submetendo-se a maioria.
Absolutistas Cristãos acreditam que Deus é o recurso principal da nossa moralidade comum, e que essa moralidade é tão imutável quanto Ele. Relativismo moral afirma que moralidade não é baseada em qualquer padrão absoluto. Ao contrário, “verdades éticas” dependem da situação, cultura, sentimentos, etc.O argumento principal que os relativistas tentam usar é o da tolerância. Eles afirmam que dizer a alguém que sua moralidade é errada é intolerante, e relativismo tolera todas as posições. Mas isso é simplesmente um engano. Antes de tudo, o mal nunca deve ser tolerado. Devemos tolerar o ponto de vista de um estuprador de que mulheres são objetos de gratificação a serem usadas? Se a cultura é o que determina certo e errado, como poderíamos ter julgado os nazistas? Afinal de contas, eles estavam seguindo a moralidade de sua própria cultura. Eles estavam errados apenas se assassinato fosse universalmente errado. O fato de que tinham “sua moralidade” não muda isso. Além disso, apesar de muitas pessoas demonstrarem moralidade de formas diferentes, elas ainda compartilham uma moralidade em comum. Devemos tolerar o ponto de vista de um estuprador de que mulheres são objetos de gratificação a serem usadas? Segundo, esse argumento se destrói porque relativistas não toleram intolerância ou absolutismo. Por exemplo, os aborcionistas e anti-aborcionistas concordam que assassinato é errado, mas discordam em se aborto é assassinato ou não. Até aqui moralidade universal absoluta é demonstrada ser verdade. http://www.gotquestions.org.
O Sarkozy deveria vir ao Brasil e ver como nos tratamos os estrangeiros aqui. Os japoneses, em São Paulo, tem um bairro só deles; alguém, aqui, reclama disso?
O que acontece é que a Europa sempre sofreu do complexo de superioridade.
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